Dois dias depois, a vizinha pediu um favor: “Clara, você poderia ajudar o Lucas com uns documentos do estágio? Ele precisa de alguém que entenda de planilhas e ele é tão perdido nisso…”
Meu marido achou ótima ideia. “Você é boa nisso, amor. Ajuda o garoto.”
Eu aceitei, com a voz baixa e o rosto corado de vergonha fingida.
Lucas veio à minha casa na quinta à tarde. Roberto estava no trabalho, crianças na escola. Só nós dois.
Ele sentou na mesa da sala de jantar. Eu me sentei ao lado dele, mais perto do que o necessário. Usei uma blusa de alcinha fina, sem sutiã. Meus seios pesados balançavam levemente a cada movimento. Eu via os olhos dele lutando para não olhar.
— Aqui, Lucas… você tem que arrastar essa coluna assim — falei baixinho, inclinando-me para frente. Meu seio roçou de propósito no braço dele novamente.
Ele engoliu em seco. — S-senhora Clara… desculpa, eu…
— Pode me chamar só de Clara — murmurei, virando o rosto para ele. Nossos olhos se encontraram. Ele estava vermelho. Eu estava encharcada.
Coloquei minha mão sobre a dele no mouse. Apertei de leve. Meu perfume doce envolveu nós dois.
— Você é tão jovem… tão… inexperiente nisso tudo — disse, com um tom que não era mais só sobre planilhas. — Eu posso te ensinar muitas coisas, se você quiser.
Lucas respirou fundo. Seus dedos tremeram sob os meus.
Eu queria tanto me entregar. Queria puxar a alça da blusa para baixo ali mesmo, mostrar um mamilo rosado e duro, e mandar ele chupar. Queria me ajoelhar entre as pernas dele, abrir o zíper com mãos trêmulas de timidez fingida e provar o gosto de um pau jovem e ansioso.
Mas o medo me segurou. Eu só sorri, inocente por fora, e me afastei um pouquinho.
— Podemos continuar amanhã? — perguntei, com a voz doce. — Acho que você precisa… de mais aulas particulares.
Ele assentiu, sem conseguir falar direito.
Quando ele saiu, eu corri para o quarto, tranquei a porta e me masturbei com força, imaginando ele voltando no dia seguinte e me pegando de jeito. Me chamando de “senhora” enquanto me fodia.
Eu sei que estou brincando com fogo. Sei que posso perder tudo.
Mas pela primeira vez na vida, eu quero queimar.