Essa vai ser rapidinha. Não é que ande com preguiça, mas porque tudo aconteceu numa velocidade extraordinária nos dias em que andava fissurado por boceta.
Queria muito comer a irmã do Atentado, minha musa linda, loira e tesuda, mas quem havia se oferecido ao sacrifício de ser empalada pela minha magnífica piroca foi sua prima vinda do interior, igualmente linda, loira e gostosa pra caraco, quase uma cópia da minha musa, mas com um porém: ela só dava pra mim se eu prometesse que nunca, jamais, em momento algum, comeria sua prima.
Minha cabeça rodava mais que cú de ninfetinha gostosa em suruba de caminhoneiro, tentando decidir o que fazer. O que valia mais? Ter na ponta do pau uma cópia falsificada das boas, ou continuar só sonhando com a boceta original, que talvez nunca alcançasse?
A oferta era válida só por vinte e quatro horas. Fiquei rodando na cama sem saber o que fazer, e lembro que antes de dormir pensei: ao diabo, vou foder a prima, me acabar de tanto meter como uma britadeira naquela raba tesuda e pronto!
Mas durante a noite sonhei com minha musa, na mente vieram imagens do dia em que ela ficou experimentando calcinhas só pra se exibir, ficando na pontinha dos pés e arrochando o tecido no rego da bunda, se inclinando ao trocá-las para mostrar a rachinha cor de rosa e o buraquinho do toba, enquanto fingia não saber que eu estava escondido vendo tudo.
Acordei suando às duas da madrugada, e a primeira coisa que pensei foi: que se foda a loira falsa do Paraguai, nunca desistirei da irmã do Atentado, ela é a legítima dona dos meus sonhos! Ao me ver nessa gangorra emocional, entendi que precisava de ajuda, sei lá, alguém que soubesse sobre boceta, mulheres, musas e filosofia de vida. Descartei todos os meus amigos, pois nesses temas eles eram tão inúteis quanto eu.
E foi aí que uma mensagem espocou no telefone, vinda de um número desconhecido e trazendo a foto de uma racha, acompanhada da frase: ”tô com saudades”... porra, quem era o infeliz que estava mandando foto de sacanagem àquela hora da madrugada?
Primeiro pensei que podia ser a tal prima do interior, me atentando para aceitar sua proposta. Mas daí olhei bem a foto e… caraco, eu conhecia aquela boceta! Boceta não, era o maior bocetão, inchado, rechonchudo e com lábios tão grandes que chegavam a ficar pendurados. Essa racha era da Perigosona, a irmã mais velha do Perigo, a mesma que tinha me dado uma dentada no pau quando me chupou no sofá!
Era óbvio que ela estava com insônia e queria me sacanear outra vez. Contudo, pensando bem, ela sabia de bocetas, mulheres e talvez até de filosofia de vida! Podia ser exatamente a pessoa que precisava para trocar uma idéia - ou não, sei lá, era de madrugada, eu tinha acabado de acordar e estava meio confuso.
Só sei que meia hora depois lá estava eu, como um ladrão no meio da madrugada, batendo em sua janela furtivamente. Talvez ela sentisse um orgulho perverso por me arrastar babando pelo seu bocetão, ou quem sabe não tinha nada melhor pra fazer e quisesse me sacanear outra vez, mas o fato é que abriu para que eu entrasse.
O corpo magro de pele muito branca contrastando com os cabelos longos e negros tinha apenas uma camisolinha curta por encima, deixando entrever os biquinhos escuros e pontudos dos seios pequenos e a calcinha branca minúscula enterrada no rego daquele que era seu melhor atributo: uma bundinha redonda, dura e arrebitada que dava vontade de morder como um doce.
Meio sem graça pela situação de estar naquele quarto em meio à madrugada com a Perigosona só de camisolinha, sentei-me numa poltroninha de frente para ela, que ficou sobre a cama. Apesar de pouca, a distância entre nós era suficiente para dar um mínimo de segurança física e psicológica - porque com essa garota nunca se sabia ao certo o que podeia acontecer.
– Então, garoto, o que era tão importante assim que você queria conversar, que não podia esperar até amanhã?
– Preciso da sua ajuda. Estou indeciso sobre uma coisa e necessito saber o que fazer. Acho que você pode me ajudar a pensar melhor.
– Eu? Porquê? Nem te conheço tanto assim!
– É sobre mulheres, e você sabe bem mais sobre elas do que eu, até mesmo porque é uma.
– Hum, o que foi? Está apaixonadinho, é? Que bonitinho!
– Não, não é bem isso, não diria que estou apaixonado. Tem essa garota, sabe, por quem eu… digamos que nutro uma profunda admiração por ela. É como se fosse minha musa.
– Ah, tá, é sobre a irmã do Atentado, né?
– Como é que você sabe? É tão evidente assim?
– Você e a torcida-mirim do Flamengo, querido. Todo moleque da sua idade fica babando nela, só porque é loira. Afe, não sei o que vocês tem com loiras, mas ficam embasbacados só de ver uma.
– Tá bem, mas isso não vem ao caso. O que acontece é que uma outra garota, igualmente tesuda, quer dizer, tão bonita quanto ela, me ofereceu… caraco, como é que digo isso?
– Uma garota ofereceu a boceta pra você comer, e agora você está em dúvida se permanece fiel à sua musa ou se parte pra bagaça com a outra biscate, é isso? Não precisa ficar com vergonha, desembucha de uma vez que é mais fácil, garoto!
Fácil porra nenhuma, aquela era a coisa mais constrangedora que já passara - e olha que os últimos días haviam sido bem intensos em termos de constrangimento e humilhação. A Perigosona parecia que estava lendo minha mente e se divertia com isso.
Para piorar, ela se recostou apoiada nos cotovelos sobre a cama e sua camisolinha subiu. Então, afastou as pernas e, bem na minha frente, surgiu a maldita calcinha minúscula enfiada no bocetão. A bicha era tão grande e a calcinha tão pequena, que a carninha dos lábios escapava pelas bordas, e dava até para adivinhar o volume do montinho de vênus eriçado sob o tecido fino.
Tentei desviar o olhar e foquei em seu rosto, mas só piorou: ela me encarava diretamente com um olhar fulminantemente predador e mordia com força o lábio inferior da boca. Naquele instante a Perigosona era o próprio retrato da lascívia, era quase como se ela estivesse me convidando para fodê-la sem dizer nenhuma palavra.
Merda, eu tinha dúvidas se comia a prima do Atentado ou continuava sonhando com a minha musa, mas agora era mais urgente decidir se corria ou não o risco de pular sobre o bocetão da irmã do Perigo, mesmo sabendo que provavelmente toda aquela provocação era só para me distrair e me fazer cair novamente em alguma roubada.
Eu sei, vocês estão torcendo para que finalmente consiga comer alguém nessa história, e a oportunidade estava diante de mim, de pernas abertas com uma calcinha ínfima atochada na boceta, mas só eu sei o sufoco que era tomar essa decisão.
Quer saber? Quer mesmo saber o que fiz? Bem, isso já é quase uma outra história e, como prometi, a de hoje era só uma rapidinha.
