Oi… Meu nome é Laura. Tenho 18 anos e namoro o Pedro há dois anos. Ele é o namorado perfeito no papel: carinhoso, fiel, planeja tudo. A gente já transou algumas vezes, mas é sempre igual — rápido, sem graça, luz apagada. Eu saio me sentindo vazia, como se meu corpo quisesse muito mais do que ele oferece.
Entrei nessa empresa de vendas há pouco tempo. As viagens a trabalho começaram logo. Na primeira, saí pra jantar com o time. Todo mundo bebeu. As conversas viraram um festival de besteiras: histórias de pegação em aplicativos, traições, aventuras sem compromisso. O Eduardo, nosso gerente de uns 50 e poucos anos, ria alto e contava que já tinha saído com várias mulheres que conheceu no Bate Papo UOL. Ele descrevia as salas temáticas, os nicks safados, as conversas que começavam inocentes e viravam sexo por mensagem. Aquilo mexeu comigo. Voltei pro hotel a noite, deitei na cama e, sem conseguir dormir, abri o site do Bate Papo UOL.
Escolhi uma sala da cidade que eu estava pra disfarçar. Criei um nick simples: Laura18SP. Entrei. O chat era cheio de gente mandando “oi”, “tc?”, “de onde vc é?”. CarlosCasado, começou a falar comigo em privado. Ele era educado no começo: perguntava sobre minha cidade, meu trabalho, se eu viajava muito. Depois de uns minutos conversando, ele pediu meu Instagram.
“Quero ver se você é tão doce quanto parece nas mensagens. Sem pressão”, ele escreveu.
Eu hesitei bastante. Avisei logo:
“Olha, só pra conversar. Eu tenho namorado há dois anos e não quero nada além de amizade.”
Ele disse que respeitava. Passei o Insta. A conversa migrou pra lá. Ele elogiava minhas fotos (nada muito revelador, mas tinha umas de viagem com short e blusinha), mandava áudio com aquela voz grave de homem mais velho, dizendo que eu parecia madura pra minha idade. Eu respondia corada, rindo sozinha, mas sempre lembrando do Pedro. “Só amizade”, repetia pra mim mesma.
Quando voltei pra cidade dele a trabalho, ele chamou pra jantar. Aceitei, mas deixei claro: só pra trocar ideia, nada mais. Chegamos num restaurante simples. Ele era um senhor de uns 50 anos, alto, meio gordinho, bem vestido, cheiroso. Conversamos bastante — ele era engraçado, vivido. Na hora de ir embora, paramos no estacionamento do hotel que era bem escruro.
A conversa foi esquentando. Ele perguntou o que eu realmente procurava no bate-papo. Eu, nervosa, contei que ouvi histórias no trabalho e fiquei curiosa. Ele sorriu e começou a falar de sexo de um jeito direto, maduro, descrevendo coisas que um cara da minha idade nunca falaria. Meu corpo reagiu apesar da cabeça. Eu estava excitada… mas também com nojo de mim mesma por estar ali.
Ele se aproximou no banco do carro. Tentei me afastar:
— Não… Eu tenho namorado. Não posso.
Mas ele insistiu baixinho, elogiando meu cheiro, dizendo que eu merecia sentir prazer de verdade. A mão dele encostou na minha perna, subiu devagar pela coxa por cima da saia. Eu tremi, segurei o pulso dele:
— Para… por favor. Só tocar não…
Ele continuou, convencido aos poucos. A mão grande e quente subiu mais, apertando a parte interna da coxa, roçando por cima da calcinha. Eu relutava, dizia não, pensava no Pedro, mas meu corpo traía — estava molhada, respirando rápido. Ele não tentou me beijar, respeitou isso. Só tocava, apertava, sussurrava no meu ouvido como seria bom me fazer gozar com os dedos, como eu estava quente. Eu deixava ele tocar, mas empurrava quando avançava demais, gemendo baixinho de tesão misturado com culpa e nojo de estar traindo assim.
De repente, luz de lanterna. Um segurança do estacionamento bateu no vidro. Nós nos separamos rápido. Eu arrumei a roupa com as mãos tremendo. O Carlos me levou de volta pro hotel, ainda excitado, dizendo que ia esperar eu sair do trabalho pra “terminar o que começamos”.
Cheguei no quarto, tomei banho demorado, me sentindo suja e ainda latejando de desejo. No dia seguinte, nervosa, contei tudo pro Eduardo no café da manhã. Ele escutou com atenção, olhos brilhando.
Quando terminei, ele sorriu daquele jeito tarado:
— Laura… você provocou o cara pra caralho. Entrou no bate-papo, passou Instagram, saiu sozinha com ele… Claro que ele avançou. E você deixou ele tocar, né? Aposto que gostou.
Eu me defendi, vermelha:
— Eu relutei o tempo todo! Eu tenho namorado, eu disse não várias vezes!
Ele riu baixo e se inclinou:
— Relaxa. Eu posso te ajudar… Quero conversar com esse Carlos, ver quem é. Mas nada é de graça. Você vai me mostrar as conversas, vai me contar com detalhes tudo que sentiu quando ele tava com a mão entre suas pernas… e talvez me dê algo mais pra eu guardar segredo.
O olhar dele era puro desejo. Meu coração disparou de novo.