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Com as ideias e palavras do Pastor ainda queimando na cabeça, Eduardo só queria esperar o momento perfeito para colocá-la em prática. Mas os momentos de glória dele pareciam presos dentro das paredes da Nova Palavra. Em casa, o clima era gelado. Mirian, sua mãe, o encarava da porta da cozinha com os lábios apertados, os olhos cheios de decepção e cansaço. Não dizia nada, mas o silêncio pesava mais que qualquer bronca.
Nas ruas de Serra Verde, os olhares julgadores o seguiam como sombras. Na fábrica, as piadas foram o estopim.Depois de um dia inteiro de zombarias dos colegas, o sangue de Eduardo ferveu. Com o maxilar travado, os punhos cerrados e o corpo tensionado, ele partiu pra cima do cara. Socos, empurrões, o baque de corpos contra o chão sujo. Ele “venceu” a briga. O prêmio? A demissão na hora, com o chefe apontando o dedo para o portão.
Revoltado, suado e com os nós dos dedos latejando, Eduardo foi direto para o bar da cidade. O lugar cheirava a cigarro, cerveja barata e desejo reprimido. Ele em uma mesa próxima ao balcão, pediu uma gelada e bebeu como se pudesse afogar a raiva. Do outro lado da meia parede, ouviu Luigi conversando baixo com Kenji passando na rua:
— Preciso viajar essa semana, Kenji, mas devo voltar em breve...
Romário chegou mais tarde, ainda com o uniforme do trabalho, suor brilhando no pescoço. Franziu a testa ao ver o amigo.
— Ué? Folga hoje? Pegou férias? Perguntou, já com aquele sorrisinho fofoqueiro.
Eduardo deu um riso seco, batendo o copo na mesa.
— Não, cara. Fui demitido. Acredita?
— Puta que pariu, Edu!
Romário puxou uma cadeira, os olhos brilhando de curiosidade.
— Conta aí o que aconteceu. Detalhe por detalhe.
Eduardo batia o copo de cerveja na mesa de madeira gasta, o rosto ainda marcado pela raiva da briga e da demissão. A fúria pulsava no maxilar travado, nos punhos cerrados. Romário, o amigo fofoqueiro, se inclinou para frente com os olhos brilhando de curiosidade maliciosa.
— Caralho, Edu... você partiu pra cima mesmo? Tipo, socou o cara? — perguntou Romário, já imaginando a história.
Eduardo deu um riso amargo, passando a mão pelo cabelo bagunçado.
— O filho da puta ficou me zoando o dia todo. Eu aguentei até não aguentar mais. Eduardo bebeu o resto da cerveja num gole só, o pomo-de-adão subindo e descendo.
— Agora tô aqui, sem emprego, com a minha mãe me olhando como se eu fosse um demônio em casa.
Romário deu um tapa amigável no ombro dele, mas o olhar deslizou para duas garotas que entraram no bar, uma loira de short jeans curto e uma morena de cropped que marcava os seios firmes. Ele ergueu a sobrancelha para Eduardo.
— Relaxa, cara. Hoje a noite é pra esquecer. Olha só aquelas duas... talvez uma distração te faça bem.
— Pensei que você estivesse namorando a Pamela.
— Exatamente estou namorando, não estou casado e ainda assim conhece o ditado…
— Cavalo amarrado também pasta!
Disseram juntos gargalhando, chamando ainda mais a atenção das garotas que sorrindo aproximaram da mesa dos dois.
Eduardo seguiu o olhar do amigo. A morena percebeu e sustentou o olhar por um segundo a mais, mordendo o canto do lábio inferior de forma quase imperceptível. Um calor diferente começou a subir no peito dele, misturando raiva com tesão reprimido.
Enquanto isso, na loja Elegance, o movimento finalmente diminuiu. O boom da campanha de aniversário tinha passado, mas as vendas online continuavam explodindo, o que deixava Marilda com um sorriso satisfeito nos lábios carnudos. O que não agradava a “loba” era ver o jeito que Luiza olhava para Gurizão, aquele olhar de tesão descarado e os toques “acidentais” que aconteciam mesmo ali, no meio da loja.
Quando Gurizão subiu para o estoque, Marilda sentiu o fogo subir entre as pernas. A empresária mordeu o lábio inferior, os seios pesados subindo com a respiração acelerada, e foi atrás dele.
O estoque era apertado, quente, cheirando a papelão, roupa nova, perfume e desejo. Mal a porta se fechou, Marilda colou o corpo no dele por trás. Seus lábios roçaram o lóbulo da orelha dele, voz baixa e rouca:
— Tá se divertindo com aquela piranhazinha, seu puto?
A mão dela desceu ousada, apertando firme a nádega dele por cima da calça, unhas cravando de leve. Gurizão sentiu o pau endurecer instantaneamente.
Ele virou o rosto, olhos esverdeados de tesão, e respondeu com a voz grave:
— Sabe que com a Luiza é só cortina de fumaça, minha deusa. O fogo que eu gosto mesmo... está bem aqui entre suas pernas.
Marilda sorriu, predadora, com os olhos semicerrados de pura fome, Seus quadris largos e macios balançaram com intenção enquanto ela empurrava Gurizão para trás. O jovem vendedor tropeçou e caiu sentado na cadeira velha de madeira, as pernas abertas, o peito subindo e descendo rápido.
— Então vem apagar, porque eu tô queimando inteira...
— Aqui? Agora? Ficou louca?
Gurizão sussurrou, mas já estava sorrindo o tom era mais excitação do que medo. Seus olhos devoravam o corpo da patroa.
Marilda não respondeu com palavras. Apenas sorriu, um sorriso predatório, lábios carnudos entreabertos.
Marilda desceu a calcinha de renda preta com um movimento sensual, deixando-a enrolada nos tornozelos. Empurrou Gurizão com força contra a cadeira velha. Ele caiu sentado, pernas abertas.
Ela se ajoelhou com elegância felina entre as pernas dele, as unhas vermelhas arranhando de leve as coxas por cima da calça. Com um movimento rápido e experiente, desabotoou o zíper e puxou o pau já duro de Gurizão para fora, grosso e latejando.
— Shhh...
sussurrou ela, a voz rouca e molhada, roçando os lábios pintados na cabeça rosada antes de envolvê-la com a boca quente.
Gurizão jogou a cabeça para trás, mordendo o próprio punho com força para abafar o gemido gutural que escapou. Uma das mãos dele desceu instintivamente, enfiando os dedos nos cabelos soltos e bem cuidados de Marilda, guiando o ritmo sem forçar. A loba envolveu a cabeça inchada com os lábios quentes e molhados, chupando fundo, gemendo baixinho enquanto a língua trabalhava. O quadril de Gurizão subindo devagar para foder aquela boca gulosa.
Marilda tirou o pau da boca por um instante, olhou para cima com olhos vidrados de tesão, saliva brilhando nos lábios:
— Delícia... agora aguenta, porque eu quero mais.
Ela se levantou, virou de costas, ergueu a saia até a cintura e sentou devagar sobre ele, engolindo cada centímetro com a boceta quente e encharcada. Começou a cavalgar com movimentos lentos e profundos, rebolando, gemendo baixinho. Gurizão apertava a cintura dela com força, subindo as mãos para apertar os seios, beliscando os bicos duros por cima da blusa.
O estoque se encheu dos sons molhados e abafados de prazer.
— Porra, Marilda... você é uma delícia!
— Eu avisei que estava queimando, né? Agora aguenta, meu putinho.
Marilda cavalgava e rebolava com movimentos circulares e profundos, as mãos apoiadas nas coxas do funcionário, as unhas cravando. Gurizão segurava firme na cintura dela, dedos afundando na carne macia, ajudando no ritmo. O som molhado de pele contra pele ecoava baixo no estoque, misturado aos suspiros e xingamentos baixos.
— Isso... assim... me fode gostoso!
Ela ordenava entre gemidos, jogando os cabelos para o lado e virando o rosto para morder o pescoço dele.
Gurizão subiu uma mão e apertou um seio e levantou a blusa para mamar. O tesão dela era visível: bochechas coradas, lábios inchados, olhos vidrados de prazer.
Na parte de baixo da loja Gustavo chega olha para os lados e beija o namorado.
— Como foi o dia do vendedor mais lindo dessa loja hoje?
Pergunta Gustavo laçando o pescoço de Luiz Felipe com os braços.
— O segundo, né? Porque o primeiro com certeza é o meu Gurizão.
Diz Luiza.
— Por falar no meu irmão, onde ele está? Você viu ele, Luiza?
— Subiu no estoque.
— Então vou lá chamar ele, porque eu ainda tenho que fechar a loja, hoje não estou afim de hora extra.
Diz Luiz Felipe.
— Aí nem eu, mas agora não tem ninguém é melhor a gente já ir abaixando as portas e você pode ir, a Marilda está aí também, a gente termina de conferir o caixa.
— Ok me ajuda ir abaixando as portas.
Enquanto baixava Luiz Felipe, já imaginando o que estava acontecendo mandou discretamente mensagem para Gurizão e foi embora com Gustavo. Luiza já com as portas fechadas subiu as escadas para chamar Gurizão no estoque.
Autor: Mrpr2