O Miguel vestiu uma samba-canção de algodão fino. Com os cabelos ainda úmidos e uma postura rígida, como se estivesse pisando em ovos, ele evitou olhar direto para a cama, caminhando até o frigobar para pegar uma garrafa de água. A cabine agora estava imersa naquela luz dourada e melancólica das seis da tarde, o sol se pondo no horizonte do oceano e invadindo o quarto pela fresta da cortina.
Eu já estava acomodada sob o lençol macio. Peguei o frasco de hidratante na cabeceira e estiquei o braço, batendo de leve no colchão ao meu lado.
— Deita aqui um pouco, querido. Vamos descansar as pernas antes de pensar em jantar — falei, deixando a voz descer mansa, confortável.
Ele hesitou, o gogó subindo e descendo, mas acabou obedecendo. Caminhou até a cama e deitou-se de lado, bem ao meu lado. Dava para sentir o calor que emanava do corpo dele, mas o guri continuava tenso como uma corda de violino, apoiando a cabeça no travesseiro e encarando a parede à nossa frente, tentando manter os olhos longe de mim.
Sem pressa, derramei uma quantidade generosa do creme na palma da mão, sentindo a textura fria contrastar com o calor que ainda emanava da minha pele. Comecei a massagear os meus braços e o colo, deslizando os dedos bem devagar, espalhando o produto em movimentos longos que faziam o meu peito subir e descer pesadamente. Depois, segurei a barra do roupão de cetim e a puxei lentamente até a altura do quadril, expondo o comprimento das minhas pernas sob a luz dourada do quarto.
Comecei a espalhar o hidratante pelas panturrilhas e subi pelas coxas grossas. O som sutil dos meus dedos deslizando pela pele úmida, um farfalhar abafado e molhado, preencheu o silêncio da cabine enquanto o perfume doce, denso e afrodisíaco do creme tomava conta do ar. Conforme as minhas mãos subiam em movimentos circulares, firmes e lentos, a textura escorregadia do creme fez o cetim deslizar e se entreabrir de vez bem no meio das minhas pernas. O tecido cedeu por completo, oferecendo ao Miguel um vislumbre cru e nítido da minha nudez total por baixo do roupão — a curva farta da minha virilha e o início da minha raiz escura e desprotegida, reluzindo levemente pelo reflexo do produto.
Pelo canto do olho, vi o impacto físico no guri. A cabeça do Miguel virou milímetro por milímetro, travando no ato. Ele tentava disfarçar segurando a garrafa de água, mas os olhos por trás das lentes dos óculos dilataram, completamente magneticamente grudados no movimento das minhas mãos. O ritmo da respiração dele mudou no mesmo segundo, tornando-se um arquejo curto e audível. Ele ficou fixo, paralisado no rastro branco e espesso do creme que sumia aos poucos na minha carne madura, engolido pela quentura da minha pele, e naquele vão escuro e proibido que o roupão insistia em escancarar a poucos centímetros do seu rosto.
— Você demorou lá dentro do box, querido... — comentei, o tom arrastado, quebrando o silêncio com uma malícia confortável. — Pelo balanço da tua sombra contra o vidro, achei que você ia arrancar o couro daquele bicho de tanto esfregar. A água estava tão boa assim ou a imagem da tua tia Márcia não saía da tua cabeça?
O Miguel deu um solavanco, o rosto atingindo um tom de vermelho violento.
— Vó... por favor... eu... — ele gaguejou, puxando o lençol para tentar esconder o volume que o algodão fino da samba-canção já desenhava sem vergonha nenhuma.
— Não precisa ter vergonha comigo, meu bem — continuei, terminando de espalhar o hidratante pelo colo, subindo as mãos até o pescoço e deixando o roupão ligeiramente frouxo, revelando o contorno dos meus seios sob a luz da cabine. — Um pau daquele tamanho e com aquela força precisa de vazão. O teu único erro é ser muito tímido. Mulher gosta de homem que sabe o que tem entre as pernas e não tem medo de usar. Se você chegar na Márcia com essa energia que descarregou no chuveiro, guri... ela cai de joelhos no ato.
Ele soltou um suspiro pesado, o peito atlético subindo e descendo num ritmo frenético. Aquela conversa misturada ao toque hipnótico das minhas mãos no meu próprio corpo foi anestesiando as defesas do moleque. Ele não conseguia responder; apenas assistia, de boca entreaberta, àquela intimidade dividida na cama.
O cansaço do sol e o relaxamento do meu próprio orgasmo recente começaram a pesar de verdade. Deixei o frasco de lado, ajeitei o roupão apenas de leve por cima do corpo, sem amarrar firmemente o cordão, e apoiei a cabeça.
— Vou fechar os olhos um pouquinho, guri... — murmurei, a voz já sumindo no travesseiro. — Me acorda daqui a pouco.
Virei o rosto para o lado oposto e, em questão de minutos, o balanço macio do navio e o zumbido monótono do ar-condicionado me venceram. Apaguei num sono pesado e genuíno.
Não sei quanto tempo se passou, mas despertei de sobressalto, embora tenha mantido o corpo perfeitamente imóvel por puro instinto. O quarto estava mais escuro, e a primeira coisa que registrei foi uma sensação tátil na altura do meu peito e do meu ventre: o roçar leve, quase imperceptível, do cetim do meu roupão sendo puxado para o lado.
O colchão afundou de leve bem ao meu lado. O Miguel tinha se aproximado ainda mais. Abri uma fresta mínima nos olhos, mantendo as pálpebras pesadas para não entregar que o meu cérebro já estava ativo. O guri estava inclinado por cima de mim, a respiração quente e trêmula batendo na minha bochecha, exalando um nervosismo quase palpável. Conforme ele se esticava, o tecido solto da samba-canção dele roçou na minha coxa; o pau dele esticava a pano fino feito uma estaca rígida, latejando de tesão a poucos centímetros da minha pele. Com a ponta dos dedos vacilando no ar, ele continuava puxando a lapela de cetim com um cuidado extremo, milímetro por milímetro.
Decidi na hora continuar fingindo que estava no mais profundo dos sonos. Relaxei os ombros, pesando a respiração, e permiti o avanço.
O cetim cedeu suavemente. Primeiro, a luz fraca da penumbra iluminou a plenitude dos meus seios soltos, fartos e pesados, subindo e descendo no ritmo calmo da minha respiração falsa. O Miguel travou no ar, soltando um arquejo mudo. Ele engoliu a saliva a seco num som abafado. Tomado por uma coragem pecaminosa ao me ver ali, tão exposta e supostamente indefesa, ele esticou a mão trêmula.
A ponta dos dedos dele tocouse primeiro no meu ombro, deslizando em um traço suave até alcançar a aréola escura do meu seio direito. O toque dele foi de um cuidado absurdo, quase de adoração, um roçar delicado demais, com medo de me despertar. Mas a palma da mão do guri estava febril, suada de puro pavor e tesão, contrastando terrivelmente com a minha pele nua. Sob aquele toque furtivo, o meu mamilo reagiu de imediato, arando e endurecendo contra a ponta dos dedos dele. Vi as lentes dos óculos dele brilharem no escuro quando ele percebeu a carne mamilarde se firmar sob a sua carícia superficial.
Incentivado por aquela resposta do meu corpo "adormecido", o guri deu um passo além no abismo. Com a outra mão, ele segurou a barra do roupão e a puxou de vez para a lateral, escancarando o restante do meu corpo. O cetim deslizou pela minha barriga e abriu-se sobre o meu quadril largo, revelando a nudez completa da minha vulva, com a mata de pelos escuros e aparados reluzindo pelo vestígio de hidratante.
O ar sumiu da garganta do Miguel. Ele ficou paralisado por longos segundos, devorando com os olhos aquele triângulo de carne madura totalmente escancarado para ele. O pano da samba-canção dele se repuxou quando a ereção dele deu um tranco violento sob o tecido.
A mão dele, trêmula e quente, desceu devagar pelo meu ventre. Os dedos dele não avançaram com brutalidade; em vez disso, ele manteve o toque leve, quase um roçar de borboleta. A ponta do indicador e do médio dele tocaram a parte superior da minha vulva, apenas roçando por cima dos lábios externos e do monte de vênus, testando a maciez e o calor da minha carne.
A reação no meu corpo foi instantânea e devastadora. A palma suada e febril do meu neto me tocando ali, por cima da pele úmida, fez um choque elétrico atravessar a minha espinha. A minha vulva contraiu-se com violência, inundando-se por completo num mormaço quente que vazou pelos lábios e lambuzou a própria ponta dos dedos dele que a acariciavam levemente.
Não consegui conter. No exato segundo em que o calor do dedo dele sentiu a minha umidade subir, o prazer me pegou de surpresa. Soltei um arfar alto, profundo e entrecortado — um gemido abafado de puro tesão que escapou direto do fundo da minha garganta, enquanto o meu quadril dava um leve solavanco involuntário na cama, buscando a mão dele.
O efeito no Miguel foi imediato e aterrorizante.
Ao ouvir o meu gemido e sentir a minha carne se mover contra a mão dele, o guri achou que eu estava acordando no flagra. O pavor absoluto congelou a espinha do moleque. Ele puxou a mão de volta como se tivesse encostado em um ferro em brasa, soltando um ganido sufocado de pânico.
— M-meu Deus! — ele sussurrou, a voz completamente estraçalhada pelo pavor.
Ele deu um salto para trás na cama, tropeçando nas próprias pernas sob o tecido da samba-canção. Desesperado, cego de vergonha e achando que tinha cometido o maior crime da sua vida, o Miguel quase caiu de joelhos no chão da cabine. Ele nem olhou para trás: disparou em direção ao banheiro, pisando pesado no carpete, e bateu a folha de vidro e a porta com um estrondo seco, trancando-se lá dentro no escuro.
Na cama, continuei deitada na penumbra, ouvindo o som do trinco do banheiro e a respiração desgovernada dele do outro lado da parede. Abri os olhos devagar, ajustando o roupão no peito com um sorriso lento e satisfeito no canto da boca, sentindo a minha carne ainda pulsar e escorrer pelo toque trêmulo do meu neto.
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• A Madrasta – Volume II: Paixão Desenfreada
• A Madrasta – Volume III: Desejo Por Um Fio
• A Madrasta – Volume IV: Em Nome do Pai
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