As desventuras sexuais de uma esposa que se tornou puta em um puteiro de 5ª categoria
Conto n.º 239 de Marcela Araujo Alencar
Tema: Medo, terror, pânico, drogas, estupro, sexo grupal, bestialidade, crueldade, cativeiro, prazer, prostituição, alcoolismo.
***
Lúcia Lucena Andrade Fischer, sentada ao lado do marido no carro deles, retornando para casa. Ela está furiosa com ele, botando fogo pelas narinas.
– Olhe aqui, Rogério, esta é a última vez que você me faz passar vergonha na frente de nossos amigos. Eu não suporto mais este teu ciúme besta. Estava somente conversando com o Marcelo, meu amigo desde os tempos da universidade e você me faz um papelão destes, na frente de todos eles? Isto é demais!
– Lulu, ele estava com a mão no teu ombro e isso eu não tolero. Tive de o esbofetear, para deixar de ser abusado.
– Desde que nos casamos eu nunca o trai, nunca estive com outro homem e você a todo momento me acusa de ser infiel e tens ciúme doentio de mim, não suporto mais isso, Rogerio.
Dia seguinte, segunda-feira, Rogério sai cedo para trabalhar, e nesta manhã, Lúcia ou Lulu para os íntimos, não desceu para fazer desjejum do marido. Ela decidiu, iria deixá-lo, apesar de o amar, não suportava mais o seu ciúme. Isso a estava destruindo, não suportava mais, tinha de se afastar dele, antes que algo perigoso acontecesse. Na garagem colocou duas malas no porta-bagagem de seu carro e foi embora de sua casa, que outrora fora um ninho de amor e que agora virou um verdadeiro inferno.
Na estrada, em meio a um mar de lágrimas, dirigia sem destino, só muito tempo depois percebeu estar rumando em direção do sítio de seus primos, lugar onde sempre fora bem acolhida por sua tia e agora, após anos, mesmo com ela falecida, foi para lá, pois os seus primos lhe despertava boas memorias.
Sim, era isso mesmo, iria ficar morando no sítio, até que sua cabeça esfriasse e depois voltaria para a cidade, não para sua casa, para Rogério, mas para voltar a exercer sua profissão de advogada, ao lado de seus antigos sócios no escritório que mantinham juntos, que abandonara por insistência do marido, que não queria que trabalhasse no meio de seis homens. Ela ainda tinha sua participação acionária na banca, que nunca desfizera.
Após três horas rodando na rodovia 23S, com excelente fluxo, chegou na ponte do Rio que demarcava o limite do seu Estado e depois dela, teria mais duas horas pela estrada em direção do seu destino, do sítio. Esta estrada não asfaltada é muito malconservada e ela tem de trafegar com cuidado e para piorar o tempo que até aqui era bom, começa a fechar e logo não demora, um tremendo temporal torna o dia quase que em noite.
Lúcia se lembra que há uma parada de caminhões alguns quilômetros a frente. Mas ela ignora que há muito tempo o lugar fechou, depois que o posto de combustível encerrou suas atividades por ser economicamente inviável mantê-lo funcionando. Lá, do antigo restaurante, só resta um prédio mantido por um velhote, que o transformou em um bar que atende aos poucos viajantes que ainda param lá, pois todos sabem que há menos 50 km, no trecho que está sendo asfaltado, o posto de diesel se instalou e toda sua infraestrutura reabriu em seu entorno, como borracharia, lanchonete e oficina mecânica.
Mas como Lúcia não tem conhecimento destes eventos, em meio ao tremendo temporal, decide por segurança se abrigar, entretanto, ao se aproximar e ver a degradação do lugar, reflete que é melhor continuar em frente, pois retornar àquela altura se tornava inviável
Ao passar em frente de um velho prédio, ver luzes e toma a decisão de descer e ver se lá possa comprar algo para comer e beber. Estaciona seu carro pertinho do estabelecimento e desce rápido e em alguns passos abre a porta do lugar.
O que vê ao entrar no recinto, a decepciona e a assusta ao mesmo tempo. Um verdadeiro “boteco” de quinta categoria. Um velhote detrás de um balcão de madeira, meia dúzia de mesas espalhadas onde cinco homens bebem e fumam.
Todos cessam suas atividades e olham para Lúcia Fischer parecendo não acreditar no que estão vendo, uma bela ruiva, naquele lugar, onde mulher não põe os pés há muitos anos.
O velhote no balcão foi o primeiro a reagir:
- O que tu tá fazendo aqui, mulher?
- Eu me perdi, senhor, com esta chuva e a estrada em péssima condição, devo ter entrado em desvio errado.
- Tu está bem longe de qualquer lugar… quantas pessoas estão contigo?
- Estou só, senhor, mas acho melhor seguir adiante. Boa noite, senhores.
Lúcia examina os homens e só vê maldade em seus rostos, enquanto se vira e caminha com passos firmes para a porta, tentando não demonstrar medo, mas na realidade estava com o cu apertadinho, onde nem uma agulha passava. Mas viu seu caminho barrado por um dos homens, que com voz pastosa, falou:
- Onde tu pensa ir, mulher? Nem chegou e já quer ir embora!
- Com licença, me deixe passar!
- Só após tu beberes uma pinga com a gente.
- Eu não bebo cachaça.
- O sujeito, a espreme contra a porta e encosta a ponta de um punhal no pescoço de Lúcia e fala:
- Hoje tu vai beber, seja boazinha e venha sentar-se ali, ao nosso lado.
Ela compreendeu que não tinha como evitar o assédio do homem, que pressionava com mais força o punhal em sua garganta e, ela sentiu dor, quando uma gotícula de sangue manchou a alvura de sua pele, em área tão sensível.
Aterrorizada, Lúcia, conseguiu falar:
- Está certo, bebo um pouco e depois me deixe sair, por favor!
Sentada entre dois deles, que a olham com desejos estampadas em seus rostos, Lúcia teme por sua segurança física. Percebe que são homens de meia-idade, dois brancos, um mulato e dois negros. Todos vestindo roupas rotas e sujas. O mulato grita para o velhote:
- Chico, traga outra garrafa de pinga e uma caneca, a gostosa aceitou beber com a gente,
A caneca é de lata e parece de dezenas de anos de uso e um deles a enche até a borda e manda que beba. Com mãos trêmula, Lúcia segura a caneca e dá um pequeno gole, que arde em sua boca e garganta.
- Pronto, já bebi, agora posso ir embo…
Nem terminou a frase e um violento tapa faz seu rosto arder como se estivesse em brasa...
- Tu tá pensando que a gente é idiota, mulher? Beba de verdade ou então vamos te moer de pancada.
Chorando como se fosse uma criança, Lúcia dá outro gole e tremendo de medo, consegue murmurar:
— Eu bebo, não necessitam me machucar, por favor!
***
Quarenta minutos depois, com o rosto vermelho e tumefacto dos muitos tabefes que o quinteto lhe davam, somente para escutar os seus gritos de dor. Lúcia totalmente embriagada jazia caída no piso imundo. Ela estava nua, sem o vestido, com os covardes se despindo. Quando o velhote falou:
- Aqui não, vamos levar a bichinha para aquela porta. É onde eu fico; tem um estrado com uma esteira. Melhor que aqui, não acham melhor?
Segura pelos pés e braços, pendurada, Lúcia é levada para o minúsculo ambiente que o velho usa como quarto; onde há somente o estrado de madeira com uma esteira servindo de colchão e um lampião a óleo. Ela é jogada na esteira, enquanto o velhote recolhe suas roupas do chão, o anel, brincos e pulseira, o mulatão se prepara para se deitar por cima da mulher.
- Espere aí cara! Quem te disse que tu será o primeiro a foder a mulher?
- Vamos disputar na munheca, a vez de cada um.
Um dos brancos foi o primeiro invadir a boceta da aterrizada Lúcia e depois dele todos os outros descarregaram um barril de porra dentro dela, se revezando por horas, na boceta como no cu da embriagada ruivinha. Até o velhote se serviu de Lúcia.
Ela sente cada um deles a penetrar. Não sabe se foi a bebida ou o entra e sai de membros de sua boceta e do cu, mas por incrível que possa parecer, Lúcia se esvaiu em incontáveis orgasmos.
O carro, roupas e tudo que era dela, foram vendidos na vila alguns quilômetros longe, do boteco, que tornou a nova moradia de Lúcia.
***
Alguns meses depois, uma mulher, cuspindo fogo pelas narinas, se ergue de um estrado de madeira, que tem uma esteira como colchão e, ela olha, com raiva para o homem nu, ainda deitado no estrado.
A mulher coloca sobre seu corpo nu, um vestido tão sujo que mais se parecia pano de chão e furiosa, exclama:
- Levante logo daí, seu merda, que tu nem pra foder serve. Até parece um galo, dá duas galada e esporra. Vã chamar o mulato Chico, que eu continuo com vontade maluca de foder com homem de verdade.
*
- Pô, Chico, depois desta foda deliciosa, tô com vontade de beber cachaça; vá buscar, pra homem.
- Não vou, não. Só temos uma garrafa de pinga e ela tá reservada pra mim.
- Vá até a vila e compre mais algumas.
- Se tá faltado pinga, culpa tua, vadia, tu bebe cachaça, como se fosse água! E não para de querer. Eu não tenho dinheiro.
- Então me leve com você, meu mulato. Aquele polonês, dono do puteiro, adora comer meu rabo, a troco de três litros da boa,
***
Duas horas depois, Malaquias e à mulher ruivinha, chegam de carroça ao puteiro do polonês e ela saí na frente e no salão cheirando a fumo e a álcool, onde algumas raparigas estão a beber com alguns clientes, ela vê o homem grandão, o dono, conhecido pelo apelido de Polonês.
Ela empaca no meio do salão e se vira para o grandão, levanta a saia até a cintura e dá uma palmada na bunda carnuda e despida de calcinha, (coisa que não usa há meses) e fala alto, de modo se ouvida por todos:
- Polonês, tá vendo meu rabo? Ele é teu por esta noite, e eu só cobro três litros da melhor pinga.
- Mulher, suba para o meu quarto e me espere lá.
- Sem nenhum comentário, a mulher sobe a rústica escada.
- Chico, tu vai levar um engradado com uma dúzia de garrafas e deixar a mulher aqui.
- Certo e quando poderei buscar a puta. Polonês?
- Nunca, cara, a partir de hoje ela será mais uma das minhas mulheres, atendendo meus clientes.
- Mas não foi isso que…
- Calado negro... aqui quem manda sou eu se tu quer sair vivo, vá embora e fique de bico fechado.
A partir daquele dia a ruivinha que adora bebida e foder, passa a exercer estas suas duas atividades, fode de cinco a seis clientes por noite, só tendo folga nas segundas, quando então seu único macho é o polonês grandão. Mas no intervalo entre um cliente e outro, polonês permite que dê alguns goles de cachaça.
Foi assim que a outrora orgulhosa Lúcia Lucena Andrade Fischer sumiu do mundo e em seu lugar, surgiu a puta que mais fode e bebe, em um puteiro de quinta categoria, distante 2400 quilômetros de sua cidade natal.
FIM
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