sequencia alternativa (outro autor)
A tarde ainda carregava o cheiro de cloro e protetor solar quando as três voltaram da piscina. Marina, Luana e o jovem que elas tinham convencido a ficar — Eduardo, o calouro quieto da faculdade que quase não falava com ninguém — entraram pela porta dos fundos, os corpos ainda úmidos, as toalhas enroladas na cintura. Marina tinha insistido tanto que ele acabasse o dia com elas. “Fica, cara. A gente pede comida, toma umas, relaxa.” Luana só riu e cutucou o ombro dele. Eduardo não conhecia bem nenhuma das duas. Eram colegas de sala, nada mais. Mas a casa era grande, a piscina convidava, e ele não tinha nada melhor para fazer.
No banheiro do corredor, enquanto as irmãs trocavam de roupa, Marina empurrou um saco plástico na mão dele.
— Pega. É de brincadeira. A gente vai ficar só de calcinha e camisola mesmo. Fica à vontade.
Dentro havia uma calcinha de renda preta, um sutiã simples e uma camisola curta de cetim rosa claro. Eduardo hesitou. Nunca tinha vestido nada de mulher na vida. Nunca tinha sequer experimentado. Mas as duas estavam rindo do outro lado da porta, e a pressão leve, quase carinhosa, fez ele ceder. Tirou a bermuda molhada, a cueca, e passou a calcinha. O tecido fino apertou o pau ainda mole. O sutiã ficou frouxo no peito plano. A camisola deslizou sobre a pele, cobrindo quase nada. Quando saiu, as duas bateram palmas.
— Nossa, ficou bonitinho — disse Luana, sem nenhum tom de deboche. Só curiosidade.
Marina puxou ele para o sofá. Pediram delivery. Pizza e refrigerante. Enquanto esperavam, as três ficaram ali, pernas cruzadas, conversando sobre a faculdade, sobre a prova da semana, sobre nada. Eduardo sentia o cetim escorregar a cada movimento. O pau começava a reagir, mas ele cruzava as pernas e fingia que nada acontecia. Pela primeira vez na vida ele se olhou no espelho da sala e pensou, quase sem voz: “Duda”. O nome saiu sozinho na cabeça. Duda. Não Eduardo. Duda.
A campainha tocou.
Marina se levantou de um salto, a camisola subindo e mostrando a calcinha.
— É o delivery. Eu pego.
Abriu a porta. O entregador era um rapaz de uns vinte e dois anos, capacete na mão, caixa de pizza na outra. Marina sorriu daquele jeito que só ela sabia sorrir — o sorriso que já tinha conquistado mais de um na faculdade.
— Pode deixar na cozinha? — perguntou, mas já estava puxando o braço dele para dentro. — Vem, me ajuda a achar o cartão.
Os dois sumiram pelo corredor. A porta do quarto de Marina bateu. Em poucos minutos o som abafado de beijos molhados e gemidos baixos começou a vazar. O barulho de roupa sendo tirada. O bater rítmico de pele contra pele. Luana e Duda ficaram no sofá, ouvindo.
Luana virou o rosto, as bochechas coradas.
— Ela é louca, né? — murmurou, mas os olhos brilhavam. — Já tá gemendo alto.
Duda não soube o que responder. O pau dentro da calcinha estava duro agora, preso, latejando. Luana se aproximou um pouco mais, a voz baixa.
— Você tá gostando de ficar assim? De calcinha… de camisola…
Duda engoliu em seco.
— Eu… nunca tinha vestido isso.
— Mas tá vestindo agora. E tá fofo. Sério. Parece uma menina de verdade. — Luana passou a mão no braço dele, sentindo o cetim. — Eu acho que tem gente que nasce pra ser fêmea. Não sei explicar. Tipo… o corpo pede. Você sente isso?
Duda olhou para o próprio colo. A camisola subia um pouco, mostrando a calcinha esticada.
— Eu… acho que sim. Pela primeira vez. Eu me sinto… Duda. Não Eduardo.
Luana sorriu, um sorriso lento, quase carinhoso.
— Duda. Gostei. Fica. A gente te ensina.
A campainha tocou de novo.
Luana se levantou, ainda ouvindo os gemidos altos de Marina no quarto. O som era sujo, molhado, o entregador grunhindo e Marina pedindo mais. Luana estava tão excitada que as pernas tremeram quando abriu a porta.
Era o técnico de internet. Uniforme azul, caixa de ferramentas, rosto sério.
— Boa tarde. Vim consertar o sinal que caiu ontem.
Luana olhou para ele, depois para o corredor onde os gemidos de Marina continuavam, e tomou a decisão em dois segundos.
— Sobe comigo. O roteador do meu quarto tá com problema também.
Puxou o homem pelo braço. Ele hesitou só um instante. Luana já estava subindo as escadas, a camisola subindo e mostrando a bunda. A porta do segundo quarto bateu. Mais gemidos. Mais barulho de cama.
Duda ficou sozinho na sala.
A casa inteira parecia respirar sexo. Os gemidos de Marina, os gemidos novos de Luana, o cheiro de pizza esquecida na mesa. Duda se levantou. A camisola escorregava. A calcinha estava molhada na frente. Ele andou sem destino, o coração batendo forte. Passou pelo corredor, passou pelas portas fechadas, e parou na frente do último quarto — o dos pais de Marina. A porta estava entreaberta.
Entrou.
O quarto era grande, cheirando a perfume caro e a lençóis limpos. No guarda-roupa, a porta entreaberta mostrava gavetas de lingerie. Duda abriu uma. Sutiãs de renda, calcinhas de seda, bodies, meias. Tudo da Laura, a mãe de Marina, a esposa de Fernando. Nunca tinha visto lingerie de mulher de verdade de perto. Puxou um conjunto preto de renda fina — sutiã com bojo, calcinha fio-dental, e um robe curto de cetim transparente. Tirou a camisola e a calcinha que Marina tinha emprestado. Vestiu a lingerie da mãe da amiga.
O sutiã apertou o peito plano. A calcinha de renda preta abraçou o pau mole — porque, pela primeira vez na vida, mesmo excitado, ele não conseguia ficar completamente duro. Era como se o corpo estivesse confuso. Duda se olhou no espelho grande do guarda-roupa. A imagem que olhou de volta não era de um menino. Era de uma menina magra, de cabelo curto bagunçado, vestindo lingerie de mulher casada. Ele passou a mão pela própria barriga, desceu até a calcinha, apertou o volume mole. Tentou se masturbar. A mão subia e descia, mas o pau não endurecia de verdade. Só latejava, sensível, quase dolorido. Um fio de líquido transparente escorreu pela renda.
— Duda… — murmurou para o espelho, a voz fina. — Eu sou Duda agora.
Ouviu o barulho de um carro na entrada.
O coração disparou. Tirou o robe transparente, puxou a camisola rosa por cima da lingerie de Laura, e saiu do quarto quase correndo. Os pés descalços no chão frio. Desceu as escadas, o rosto quente, o corpo inteiro tremente. A porta da frente se abriu.
Fernando entrou.
O pai de Marina. Quase cinquenta anos, camisa social ainda abotoada, pasta na mão, cabelo grisalho. Parou no hall quando viu a figura no meio da sala: um jovem de camisola curta, pernas nuas, cabelo bagunçado, cheiro de perfume feminino. Fernando piscou. Hesitou.
— …Marina? Luana?
Duda engoliu em seco. A voz saiu falha.
— Elas… estão nos quartos. Eu… eu sou o amigo da faculdade. Eduardo. Elas me convidaram…
Fernando olhou de cima a baixo. A camisola transparente demais. O volume suave sob o cetim. O jeito de cruzar as pernas. O cheiro de lingerie de mulher. O homem fechou a porta devagar. A pasta caiu no chão.
— Eduardo… — repetiu, a voz baixa. — Você está vestido com as roupas da minha esposa.
Duda recuou um passo. O peito subia e descia rápido.
— Eu… eu só experimentei. Desculpa. Eu não sabia…
Fernando se aproximou. O olhar mudou. De surpresa para algo mais escuro, mais quente. A mão dele subiu e tocou o ombro de Duda, o dedo escorregando na alça da camisola.
— Tira isso.
Duda obedeceu. A camisola caiu no chão. Restou só a lingerie preta de Laura: o sutiã de renda, a calcinha fio-dental que apertava o pau mole, o corpo magro de universitário virgem vestido de mulher casada. Fernando soltou um som baixo na garganta.
— Nunca fez isso antes, né?
— Nunca… — Duda respondeu, a voz quase um sussurro. — Nunca me vesti. Nunca… nunca fiz nada.
Fernando passou a mão pela barriga dele, desceu até a calcinha, apertou o volume mole. O pau latejou, mas não endureceu de verdade. Fernando sorriu.
— Virgem. Completo. E já se chama Duda.
Ele puxou a calcinha para o lado. O pau pequeno, rosado, mole e molhado, ficou à mostra. Fernando ajoelhou na frente de Duda, a boca quente envolvendo o membro sem força. A língua passou pela cabeça, chupou devagar, sentindo o gosto de excitação sem ereção. Duda gemeu — um gemido agudo, feminino, que nunca tinha saído daquela garganta. As pernas tremeram.
Fernando se levantou. Tirou a própria camisa, a calça, a cueca. O pau grosso, já duro, veias saltadas, a cabeça brilhante, ficou entre eles. Duda olhou e engoliu em seco. Nunca tinha visto um pau tão de perto. Nunca tinha tocado.
— De joelhos, Duda.
O jovem caiu de joelhos no tapete. Fernando segurou o cabelo curto e guiou a cabeça. A boca de Duda se abriu. O pau entrou quente, salgado, grosso. Duda engasgou, lágrimas nos olhos, mas não recuou. Fernando fodeu a boca devagar no começo, depois mais fundo, sentindo a garganta virgem se abrir. Saliva escorria pelo queixo de Duda, pingava no sutiã de renda da esposa.
— Isso… aprende. Chupa como fêmea.
Quando tirou o pau, uma linha de saliva conectava a boca de Duda à cabeça inchada. Fernando puxou o jovem para o sofá, deitou ele de costas, abriu as pernas. A calcinha ainda puxada para o lado. O cu rosado, virgem, apertado, à mostra. Fernando cuspiu na mão, passou os dedos, abriu devagar. Um dedo. Dois. Duda arquejou, o corpo inteiro tenso.
— Respira. Vai doer um pouco. Depois vai ser bom.
Fernando posicionou a cabeça do pau contra a entrada. Empurrou. O anel cedeu centímetro por centímetro. Duda soltou um grito abafado, as unhas cravadas no sofá, o corpo tremendo. Fernando entrou até o fundo. Ficou parado, sentindo o calor apertado, as contrações do cu virgem.
Depois começou a se mexer.
As estocadas eram profundas, lentas, cada uma abrindo mais o caminho. Duda gemia sem controle, a voz falhando entre o masculino e o feminino, as lágrimas escorrendo. Fernando segurava as coxas dele abertas, olhava o pau sumindo e reaparecendo, brilhando de saliva e do lubrificante natural. O sutiã de Laura subia e descia no peito plano a cada movimento. A calcinha de renda estava completamente de lado, o pau mole de Duda balançando, pingando.
— Você é fêmea agora — Fernando grunhiu, aumentando o ritmo. — O cu é de fêmea. A boca é de fêmea. Quando a minha esposa chegar, ela vai ver. Vai ver o amigo da filha vestido com a lingerie dela, sendo fodido como putinha. Vai querer te usar também.
Duda só conseguia gemer. O prazer misturado com a dor, a humilhação misturada com algo quente e novo que subia pela espinha. Fernando fodia com força agora, o pau batendo fundo, as bolas estalando contra a pele. Cada estocada fazia o corpo de Duda tremer. O primeiro intercurso da vida dele era assim: de pernas abertas no sofá da casa da amiga, vestindo a lingerie da mãe dela, sendo aberto pelo pai dela, enquanto as duas irmãs gemiam nos quartos com outros homens.
Fernando sentiu a gozada chegando. Enterrou até o fundo, o corpo colado, e gozou. Jatos quentes e espessos encheram o cu virge
Duda sentiu cada pulsação, cada jato, o calor se espalhando por dentro. Fernando ficou parado, respirando pesado, o pau ainda latejando dentro.
Só então se retirou. O cu de Duda ficou aberto, o anel dilatado, a porra branca escorrendo em fios lentos pela renda preta e pela pele. Fernando se sentou na poltrona em frente, o pau ainda semi-duro e brilhante, e olhou para o jovem deitado no sofá — lingerie de esposa, cu cheio, olhos marejados, o nome Duda saindo dos lábios pela primeira vez de verdade.
— Fica assim — ordenou, a voz rouca. — De pernas abertas. Quero que ela veja exatamente assim quando chegar. A nova fêmea da casa. A que eu acabei de abrir.
Do andar de cima, os gemidos de Luana ainda ecoavam. Do quarto de Marina, o entregador gemia alto. Fernando olhou para a porta da frente, o pau já começando a endurecer de novo só de imaginar a esposa entrando e encontrando a cena. Duda, ainda trêmulo, ainda cheio, ainda vestido com a lingerie de Laura, só conseguiu sussurrar:
— Eu… eu sou Duda agora.
E pela primeira vez na vida, o corpo inteiro concordou.