Nada mais vai me surpreender neste mundo — murmurou Elena para si mesma, ainda sentindo o resquício da lembrança do calabouço, mas a voz de Clara a trouxe de volta ao presente. A amiga, com o plug anal em forma de cauda balançando suavemente, perguntou se ela estava gostando da festa. Elena apenas sorriu, com uma mistura de cinismo e excitação, e voltou seu olhar para o ambiente ao redor.
Elena estava ao lado de Clara, observando o salão anexo à mansão, um espaço vasto que se conectava à área da piscina. O lugar estava repleto, cerca de vinte convidados daquela família estranha, e cada um deles acompanhado por dois ou até três "pets". A atmosfera era densa, carregada de um erotismo palpável. Os empregados trabalhando intensamente, e Elena reconheceu o casal de amigos que a havia atendido anteriormente coordenando os serviços com eficiência militar.
A festa seguia um estilo BDSM explícito. Primeiro, chamavam atenção os convidados, os "Carmesim", homens e mulheres que pareciam gigantes aos olhos humanos, com cerca de três metros de altura. A vestimenta variava: alguns homens usavam roupa de couro preto, botas pesadas e chicotes presos aos cintos; outros estavam totalmente nus, exibindo corpos de todos os tipos — magros, obesos, musculosos. Os pênis que podia ver eram de todas as dimensões, alguns descomunais, outros minúsculos até para os padrões humanos comuns. As mulheres não eram diferentes: algumas vestidas em couro justíssimo, outras nuas, de salto alto ou descalças. Havia corpos com músculos definidos, outros esbeltos e alguns até bem gordinhos. Uma delas, no entanto, chamou sua atenção pela feição fechada e diferente das outras mulheres, estava com calça e collant de couro apertados.
Os humanos pets, em sua maioria, estavam sem roupa, mas usavam certas fantasias que os desumanizavam: plugs em forma de cauda, orelhas de animais, máscaras. Outros, como ela, vestiam apenas roupa de couro. Estes últimos mantinham pouco sorriso, sempre colados aos seus donos. Elena percebeu a hierarquia clara: Mestre, submisso e pet, e em alguns casos, o Pet tinha poder sobre outros submissos. Era uma estrutura estranha, mas funcional naquele universo. A música estava alta, e lá fora, na área externa, Isadora e Lucius dançavam entre mais pessoas.
Foi então que Sete chegou. Ele estava adornado com peças de couro que não escondiam sua nudez, um chapéu de couro preto na cabeça e um colar com a letra "E". Elena notou que Clara usava um colar idêntico. Olhou para o próprio pescoço, onde o colar ostentava as letras "I&L". Entendeu imediatamente: naquela família, as hierarquias também estavam definidas através daqueles símbolos.
Eles estavam livres para andar pela casa, e o que viram foi notável e totalmente desprovido de pudor. Primeiro, na piscina, dois convidados carmesins nadavam nus, o que já parecia normal, mas nas espreguiçadeiras a cena era de orgia. Donos e pets se entrelaçavam; alguns alisavam seus animais humanos, enquanto outros já recebiam prazer oral. Uma jovem pet morena, de olhos azuis, seu corpo nu brilhando a luz da noite, lambia as bolas e o ânus de seu dono com devoção, o homem comparando a idade humana teria cerca de 40 anos, uma pele mais clara, mais baixo que os outros mesmo assim muito alto, 2 metros e 80, com barriga saliente, uma enorme tatuagem em seu braço perto do ombro.
Em outra espreguiçadeira, um pet negro, humano cerca de 1,80 com seu dono — um dos homens gordinhos — chupando seu pênis, embora o humano parecesse longe de estar satisfeito com a situação.
Ao entrar em uma sala lateral, um barulho chamou sua atenção. Através de uma porta entreaberta, Elena viu a mulher de feição estranha que havia notado antes. Era uma trans, agora completamente nua, com seios grandes e um pênis descomunal de quarenta centímetros. Ela era ainda mais alta que os outros carmesins, talvez 3,20 metros, com um tom de pele vermelho mais forte. Estava com outro casal carmesim. Elena pôde ver o exato momento em que ela enfiou aquele monstro no ânus do homem, que estava de barriga para cima e as pernas abertas. O homem era pouco atlético, com uma barriga saliente e um pênis pequeno, mole, com cerca de quinze centímetros — uma comparação assustadora com a trans. Ao lado, a mulher do casal, com um belo corpo, mas não atlético, piercings nos seios e na vagina, apenas assistia e se tocava, com um gemido tímido. No chão, de joelhos e com cabeça baixa, três humanos pequenos diante daquele cenário — dois homens e uma mulher — assistiam submissos. A trans gigantesca apenas olhou para Elena. Clara e Sete, sentindo o peso daquele olhar dominador, pegaram Elena pela mão e a conduziram para fora dali.
Encontraram Isadora e Lucius na cozinha. Àquela altura, ele estava apenas de cueca boxer e descalço, enquanto ela usava um conjunto de sutiã e calcinha rosa, com salto alto da mesma cor; o piercing no umbigo brilhava sob a luz. Ela era realmente linda. Ao lado deles, uma loira, um pouco mais baixa que Isadora, com corpo atlético e uma feição dominante, com um vestido curto preto com um belo decote. e um enorme salto a destacava entre os dois. Estavam bebendo algo que Elena não soube identificar. Eles disseram, com firmeza, mas sem grosseria, que era melhor para Elena e os outros ficarem no andar abaixo da casa, junto com os outros pets, e que não deveriam retirar seus colares.
Ao chegar no andar de baixo, dois empregados viram seus colares e permitiram a entrada, fechando a porta atrás deles. Naquele local, só havia pets, ou seja, humanos. O cheiro de um perfume afrodisíaco subiu pelas narinas de Elena, intoxicando-a. Entraram em uma sala com música ambiente e sentaram-se em um tapete felpudo e vermelho. Os três — Elena, Clara e Sete — começaram a conversar. Elena perguntou se Clara não estava incomodada com sua calda, e a amiga, feliz naquele lugar de depravação consentida, apenas sorriu.
Foi então que se aproximou um grupo. Um homem moreno, por volta dos trinta e cinco anos, talvez a mesma idade de Elena, corpo sem tatuagens e barba bem aparada, vestia roupa de couro. Ao lado dele, uma mulher ruiva, com sardas por todo seu corpo, atlético, coxas torneadas e um abdômen duro, ostentava uma beleza exótica.
Estava nua também com alguns adereços vermelho combinando com sua pele, seu sexo liso, deixou Elena imaginar se aqueles pelos pubianos seriam ruivos.
Ela parecia ter cerca de vinte e cinco anos. Com eles estava um jovem branco, um pouco fora de forma, com um pênis bonito, mas no estado de repouso com apenas cinco centímetros, totalmente depilado; parecia ter recém dezoito anos. Os três usavam adornos em couro, sendo o vermelho vivo da mulher que combinava com a pele. O homem moreno era o senhor dos dois.
Explicaram que estavam na festa com suas donas: uma era a travesti que tinham visto, e a outra uma mulher loira, instrutora BDSM — a mesma que estava com Isadora e Lucius. Então, era um casal formado por uma travesti e uma mulher, algo incomum no planeta de Elena. O homem comentou que o "casal" era muito amigo dos gêmeos da casa, apesar de terem cerca de trinta anos terrestre, dez a mais que os Gêmeos. Clara e Sete acenaram com a cabeça, e os seis sentaram-se, iniciando uma conversa amena.
A temperatura no ambiente parecia subir junto com as sensações. A conversa ficou mais quente, e eles começaram a contar histórias de submissão. Elena narrou suas experiências, e o homem moreno falou sobre os três submissos que ali estavam: o garoto era passivo na maioria das vezes, e a ruiva bissexual, mas ambos serviam ao homem mais velho. Ele também não tinha problemas em relacionamentos com outros homens, desde que fosse ativo. A ruiva disse que gostava de homens e mulheres, e chamou a atenção para o dildo com cinta que estava acomodado na cintura, como se guardasse uma faca. Neste momento, ela olhou fundo nos olhos de Sete, que corou e baixou a cabeça. Clara, por sua vez, estava olhando para o homem mais velho, e Elena sentiu um certo ciúme apertar o peito.
Após algumas bebidas, o assunto virou para as práticas BDSM. Era um misto de sexo, amor e servidão, e moreno falava de diversas experiências empolgado, demonstrando ser o melhor líder para o grupo.
Durante a fala, ele colocou as mãos nas coxas de Elena, e mais uma vez demonstrando liderança, perguntou o que ela conhecia sobre aquilo.
Elena, sentindo o desejo subir, disse que, como Capitã, conhecia muita coisa, e ao mesmo tempo não aceitou a submissão, dizendo que teoria não era para ela; ela sempre preferira a prática. Deixou o copo de lado e tomou a iniciativa.
Elena colocou-se de pé e indicou a Sete e Clara que lhe tirassem as roupas de couro. Conforme as peças deslizavam até o chão, revelavam a imponência de sua figura — a pele lisa e impecável, com destaque para a tatuagem desenhada logo acima da curva do quadril
O homem moreno fez o mesmo, e a ruiva retirou a sunga de couro. Um enorme pênis surgiu, maior que o de Sete, já semiereto com dezoito centímetros. Elena percebeu que ali havia uma disputa entre os dois dominadores e procurou tomar a dianteira novamente, beijando o homem em sua boca, um beijo de língua quente e úmida, apertando seu pênis entre os dedos. O membro cresceu passando dos vinte centímetros.
— Um belo exemplar — disse ela, provocante.
Com um gesto dos dois, os submissos foram convidados a participar. Para sua surpresa, a ruiva atacou Clara também com um forte beijo, e com as duas mãos apertou seu bumbum. Sem parar o beijo, tirou o plug anal da loira e dedilhou seu ânus, fazendo Clara suspirar. Sete apenas observava no início, mas a ruiva o pegou pela mão e puxou para um beijo triplo. O jovem rapaz ficou apenas olhando fixamente, deslocado, mas seu pequeno pênis ganhou vida, não mais do que doze centímetros, porém duro feito pedra. Elena, não querendo deixá-lo de fora, puxou-o para si, passando a mão em seu rosto de forma delicada.
— Garoto, pode ficar aqui comigo, não vamos te machucar — disse ela.
— Não sou um garoto, senhora, tenho vinte e três anos — corrigiu ele, com voz trêmula.
Apesar de ser um pouco mais velho, tinha traços e corpo jovem; era delicioso. Elena pôde pegar seu pênis todo com sua mão, masturbando-o enquanto o homem moreno sugava seus seios com avidez. Ao lado, Sete e Clara devoravam a jovem ruiva. Sete chupava sua vagina, e Clara, sentada, recebia com gosto a língua da mulher fundo em sua vulva. Elena, focada no jovem que parecia ser seu presente agora, chupou o pequeno pênis que cabia inteiro em sua boca. Ficou de bruços, deixando sua buceta livre para ser comida de quatro pelo homem moreno, gemendo alto enquanto sugava o rapaz.
Enquanto isso, Sete já transava com a ruiva; ela estava deitada de barriga para cima, dedilhando o clitóris de Clara enquanto passava a língua em seu ânus. Desta forma, a primeira rodada acabou com quase todos gozando juntos. O jovem rapaz teve uma felicidade extrema, talvez não estivesse acostumado a ser tão bem tratado, como foi por Elena.
Descansaram um pouco, beberam mais algumas doses e estavam prontos para a segunda rodada. A ruiva, sem cerimônia, colocou seu dildo de cinta. Clara olhou para ela; ela estava linda. Sete sorriu, mas não disse nada.
A ruiva sugeriu uma dupla penetração em Clara. A loira se assustou e olhou para Elena. Sua dominadora, com apenas um olhar, deu a entender que não teria opção. Então, Clara, nua, olhando para a ruiva com o enorme pênis de borracha e para seu companheiro que era quase tão dotado quanto, disse: — Façam o melhor de vocês, só não me machuquem.
A ruiva, mais experiente, pediu para que Clara ficasse de quatro e iniciou um belo beijo grego para lubrificar seu ânus. Após alguns segundos, pediu que ela se sentasse no pênis de Sete e que deveria abraçá-lo para que ficasse com o bumbum empinado. Sete adorou ser abraçado pela loira, que tinha seios lindos e grandes, e gemeu quando ela se sentou em seu pênis duro. Enquanto isso, com muito cuidado, a ruiva começou a penetrar Clara por trás. Seu dildo era duplo: uma parte ficava dentro da própria buceta da ruiva, estimulando-a também. Clara estava totalmente satisfeita e entregue.
Os dois dominadores, fizeram o mesmo como em um desafio de serem ainda melhores que os submissos. Enquanto Elena beija o moreno dominador na boca, e se sentava em seu mastro deixou seus anus exposto, o jovem com o pequeno pênis a penetrou, não antes de beijar e salivá-lo todo, Elena agora também sentia o prazer da dupla penetração.
Esta brincadeira os levou novamente ao extremo, e gozaram, desta vez ficando os seis de pernas bambas. Tinham gozado fortemente, estavam suados e melados. Elena, autoritária, disse: — Melhor um descanso, temos muito o que aproveitar a noite.
Seguiram os seis para um quarto de banho, onde entraram na banheira, apenas para relaxar, como Elena ordenara.
O moreno dominador não acostumado a receber ordens de outros humanos, apenas olhou e decidiu não intervir, ainda tinha planos para o grupo.