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Testamento de Uma Avó Perversa - Capítulo 6

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Um conto erótico de Maria, a Avó Perversa
Categoria: Heterossexual
Contém 2623 palavras
Data: 26/07/2026 11:51:42

Após o encerramento do jantar, os casais e a garota logo se dissiparam pelo navio. A Carol ainda tentou uma última cartada, insistindo para levar o Miguel até a tal baladinha jovem no convés superior. Mas, sob a minha "livre e espontânea pressão" — um simples olhar meu sustentado com um sorriso firme —, o Miguel declinou o convite e preferiu continuar ao meu lado. A garota bufou, frustrada, e sumiu pelo corredor.

Puxei o meu neto para o salão de festas do deck intermediário, onde o pessoal mais velho costumava se reunir. A banda ao vivo alternava entre sertanejo, samba e, para a minha absoluta sorte, forró. Eu adorava forró. Anos atrás, eu mesma tinha ensinado aquele guri a dar os primeiros passos e a acompanhar o ritmo de um dois-pra-lá e dois-pra-cá. Era a desculpa impecável, a cobertura perfeita para o que eu planejava: esfregar a minha intimidade, que já pegava fogo por baixo daquela seda azul, diretamente contra o corpo dele.

Assim que os primeiros acordes de um sertanejo bem cadenciado e dengoso começaram a ecoar pelos alto-falantes, peguei o Miguel pela mão e o puxei em direção ao centro da pista do salão.

— Vamos, guri. Chega de ficar aí parado com essa cara de quem viu um fantasma — decretei, segurando o pulso de Miguel.

​— Vó... não, espera... — ele vacilou, fincando os calcanhares no chão e olhando ao redor em pânico, como se os outros passageiros fossem notar o tremor nas mãos dele. — Eu não sei se é uma boa ideia... tô tonto por causa do espumante.

​— Deixa de bobagem. — atalhei, soltando o pulso dele apenas para entrelaçar os meus dedos nos dele e puxá-lo com firmeza para o meio dos casais. — Para de frescura e me acompanha.

A princípio, o guri tentou manter a pose comportada. Ele segurava a minha mão esquerda com uma timidez quase infantil e mantinha a mão direita levemente apoiada na minha cintura, deixando um palmo generoso de distância entre os nossos corpos, mantendo o rosto virado para o lado e os ombros rígidos como dois blocos de concreto.

— O que é isso, Miguel? — cobrei baixinho, colando o meu rosto ao dele para que só ele ouvisse por cima do som da sanfona. As nossas bochechas se tocaram, a pele dele pelando de febre contra a minha. — É assim que eu te ensinei a dançar? Pode encostar esse corpo direito. Parece que está dançando com uma estranha.

Ele engoliu a seco, cedendo ao meu puxão. Peguei a mão direita dele, que pairava hesitante na minha cintura, e a guiei sem piedade para baixo, afundando os dedos grossos do meu neto exatamente na curva macia entre o meu quadril e o início da minha bunda. O guri deu um solavanco de susto com o tato direto da seda sobre as minhas formas fartas, mas o meu comando não dava margem para recuo. Firmei a minha mão sobre a dele, cravando os dedos dele na minha carne, e puxei a sua virilha direto contra o meu corpo.

​​— Melhor assim? — ele murmurou, ajeitando os óculos com a mão livre e mantendo o olhar fixo no chão.

​— Você tá parecendo uma tábua, Miguel — ri fraco, guiando os passos dele com leveza. — Relaxa esse corpo.

​​— Não dá pra relaxar, vó... — ele murmurou num fio de voz, soltando uma respiração pesada enquanto tentava soltar os ombros rígidos. — Eu mal consegui engolir a comida naquele jantar de tão nervoso.

​​— Mas não tinha motivo nenhum pra tanto nervosismo, guri — ironizei, aproximando o meu corpo só mais um pouco para sentir o calor que exalava dele. — Por falar no jantar... você notou o marido da Rosa? O tal do Beto?

​— O que tem ele? — o Miguel franziu a testa, tentando acompanhar o meu passo.

​— Ele passou o jantar inteiro me devorando com os olhos. E não ficou só nisso... — inclinei a cabeça, soltando a revelação com a voz mansa, esperando exatamente pela reação dele. — Por baixo da toalha, no meio da sobremesa, ele enfiou a mão na minha perna e apertou a minha coxa com força.

​O Miguel travou no meio da pista, quase tropeçando nos próprios pés. Ele arregalou os olhos por trás das lentes, o rosto transfigurado de puro choque.

​— O quê?! Vó... você tá falando sério?! Aquele cara fez isso na frente da esposa dele?!

​— Fez. E sabe por quê? — dei um passo para perto dele, trazendo-o de volta ao ritmo da música. — Porque eu tenho quase certeza de que eles têm um casamento aberto. Ele achou que eu estava dando mole e resolveu avançar.

​— Que nojo... que cara folgado! — o Miguel esbravejou baixinho, a mandíbula travada, um ciúme primitivo e quente saltando nos olhos dele sem que ele conseguisse mascarar. — A senhora devia ter dado um tapa na cara dele ou chamado o garçom!

​— E estragar o nosso jantar? De jeito nenhum. Deixei ele achar o que quiser. — sorri de canto, apreciando a faísca de possessividade que acendi no peito dele. — Mas e você? Não me disse o que achou da garota... da Carol.

​O Miguel piscou, pego de surpresa pela mudança repentina de assunto. O rubor voltou a subir pelo pescoço dele, e ele deu uma deitadinha de ombros, sem graça.

​— Ah... a Carol? Ela... ela é legal. Bonita, né? ... achei ela bem simpática.

​— Simpática? — soltei uma bufada elegante, cortando o ar com um gesto desdenhoso. — Uma miúda fútil, Miguel. Uma garotinha mimada que não sabe nada da vida. Você é homem demais pra uma pirralha daquelas. Um rapaz com o seu porte precisa de uma mulher de verdade... uma mulher mais velha, experiente, que saiba exatamente o que fazer com você.

​O Miguel engoliu a seco, a garganta travando com a profundidade daquela indireta. Ele abriu a boca para rebater, mas a banda no palco encerrou o sertanejo e o sanfoneiro puxou um solo arrastado, quente e dengoso, e o salão pareceu afundar numa penumbra quente. O forró começou a tocar de verdade, e nós entramos de cabeça no ritmo de um "rala-coxa" sem vergonha.

Enrosquei a minha perna direita no meio das pernas dele sem pedir licença. A cada compasso arrastado da música, o meu salto alto ditava a cadência, fazendo a minha coxa subir e descer, roçando firme, quente e pesada por baixo da seda do vestido contra a parte interna da coxa do Miguel. O atrito continuo e direto me fazia ferver por dentro; a minha buceta já estava completamente encharcada de tesão, ensopando a calcinha de renda que agora deslizava, quase sem barreira, contra o linho áspero da calça dele. Os meus mamilos, eretos e duros feito pedras sob o tecido fino da seda, prensavam-se diretamente contra o peito do meu neto a cada balanço, marcando o corpo dele com a firmeza da minha fartura.

Os nossos rostos continuavam colados, bochecha com bochecha. A pele do guri queimava em febre. Senti as pupilas dele dilatadas, fixas no nada, enquanto a respiração dele vinha curta, desordenada e ofegante, batendo quente e descontrolada contra a curva do meu pescoço.

— V-vó... vó... a gente... a gente tá perto demais... — o Miguel conseguiu balbuciar, com a voz entrecortada por pequenos suspiros sufocados, a garganta travando a cada movimento do meu quadril.

— Perto demais, guri? — murmurei bem ao pé da orelha dele, a minha boca roçando a ponta macia do seu lóbulo, deixando o hálito quente invadir o ouvido do guri. — A gente só tá dançando... Como é que você quer aprender a lidar com uma mulher de verdade se fica tremendo só de sentir o meu corpo no teu?

— É que... você... o teu vestido... tá me apertando... eu não... não to consigo pensar... — ele gaguejou, o peito subindo e descendo em arfadas desreguladas enquanto os dedos dele, fincados na minha cintura, tremiam sem saber se me empurravam ou se me puxavam de vez.

— Não precisa pensar, meu bem. Só sente... — sussurrei baixinho, colando ainda mais os nossos corpos.

Eu movia o quadril em círculos lentos, curtos e contínuos, moendo a minha intimidade contra a virilha dele. O pano fluido do meu vestido azul-noturno virou uma mera ilusão diante da pressão do nosso atrito. Senti o calor bruto e pulsante que emanava da pele do guri, um fluxo de eletricidade pura que subia pelas minhas pernas e fazia todo o meu corpo estremecer de puro desejo.

Não demorou muito para que o inevitável se revelasse de forma avassaladora. No meio de uma virada mais colada, sentindo a minha coxa pressionar a virilha dele, a ereção do Miguel cedeu por completo ao desejo. Um volume duro, rígido e pulsar como ferro desceu e se acomodou perfeitamente no encaixe da minha pélvis, roçando direto no meu centro a cada movimento do forró.

O Miguel deu um arquejo sufocado, um sobressalto de puro pânico, e tentou desesperadamente jogar o quadril para trás ao perceber que eu tinha sentido cada centímetro da sua rigidez.

Mas eu não deixei.

Enrosquei a minha coxa com mais força na dele, travando qualquer chance de recuo, e subi a mão livre até a sua nuca, puxando os cabelos da sua base e colando o meu peito fartamente exposto no dele. O decote se amassou contra a camisa dele, e os meus seios fartos prensaram o seu peito enquanto eu voltava a rebolar a minha intimidade em chamas diretamente sobre aquele volume ereto.

— Não precisa ter vergonha, meu bem... — murmurei no ouvido dele, a voz quentinha, arrastada e saturada de malícia, enquanto o meu quadril continuava deslizando, esfregando e moendo contra o volume dele sob o tecido. — Não precisa fugir. Pode aproveitar o momento...

​O guri não conseguiu articular uma única palavra. O tesão cego tomou conta dos gestos dele. Sem perceber, a mão dele que antes hesitava na minha cintura desceu um pouco mais, espalmando com força na curva da minha bunda e me prensando de vez contra a calça dele. Ele encaixou o quadril sem pudor, esfregando a ereção dura diretamente na minha buceta encharcada, num movimento desajeitado e faminto de quem já não pensava em mais nada. Sentir o meu corpo maduro e quente se esfregando nele com tanta fome o deixou completamente sem defesas.

— Vó... — ele gaguejou num fio de voz embargado.

Antes que ele pudesse se afastar, selei o queixo dele com firmeza entre os meus dedos, obrigando-o a me encarar de frente. Nossos lábios ficaram a milímetros de distância, sentindo o hálito quente um do outro.

— Isso mesmo, meu neto... aproveita... Não tenha medo... pode aproveitar... — afirmei num tom baixo, calmo e absolutamente permissivo.

​Trêmulo e dividido entre a culpa e a vontade brutal, o Miguel inclinou a cabeça e me deu um selinho rápido, hesitante, tentando recuar logo em seguida como se testasse o próprio limite.

​Eu não me mexi. Mantive o olhar fixo no dele, sustentando um sorriso denso, vitorioso e abertamente provocante, e soltei o desafio direto no olho dele:

​— Vamos... seja homem de ir até o fim. Tenha a coragem que você não teve no quarto.

​O guri travou no meio da pista, com o olhar anuviado pelo tesão bruto e a respiração totalmente descontrolada.

— Acha mesmo que eu estava dormindo na cabine, guri? — soltei a cartada final, virando o meu rosto e encarando os olhos dele a milímetros de distância, sem parar o atrito lento e gostoso das nossas coxas. — Eu vi você olhando o meu corpo. Vi você babando no meu roupão aberto e senti direitinho quando você passou a mão em mim.

O pânico e o tesão explodiram juntos na cara do Miguel de um jeito avassalador. Ele congelou, desarmado por completo.

​— Não tem problema nenhum, meu bem... — murmurei no ouvido dele — ... como eu quis que você não tivesse só espiado...

Aquilo foi o estopim. Qualquer resquício de timidez ou freio moral no guri explodiu no ar. O Miguel agarrou o meu rosto com as duas mãos, enterrando os dedos nos meus cabelos, e me puxou com força, cravando a boca na minha num beijo avassalador.

Não era mais o garoto assustado. Era um homem cego pelo tesão, tentando devorar a própria avó no meio de todo mundo. A língua dele invadiu a minha boca com uma sede desesperada e quente, buscando a minha sem pedir licença. Ele mordeu o meu lábio inferior com vontade e puxou na saída, me fazendo soltar um gemido abafado contra a boca dele.

Sem qualquer pudor, as mãos dele desceram com pressa pelas minhas costas, vincando a seda do vestido, até encontrarem a minha bunda. O Miguel espalhou as duas mãos grandes e quentes na minha carne farta, apertando com força bruta, me erguendo levemente nas pontas dos pés para colar a sua ereção rígida e dura feito pedra direto no meu centro. Ele moía o quadril contra a minha buceta encharcada num ritmo descontrolado, esfregando-se sem parar enquanto me devorava.

Uma das mãos dele subiu de volta num rastro quente pelas minhas costelas, espalmando-se firme na minha cintura antes de subir mais um pouco e roçar a lateral do meu seio fartamente exposto sob o decote.

Senti o meu corpo balançar e deixei escapar uma risadinha abafada contra os lábios dele, fingindo um sutil e provocante constrangimento no meio daquela entrega selvagem.

— M-Miguel... — murmurei entre um beijo e outro, com a voz embargada e a respiração entrecortada pela intensidade dele. — V-vai com calma, meu neto... assim não... tem gente olhando...

Mas a minha falsa repreensão só serviu de combustível para o garoto. Ele ignorou o aviso, aprofundando ainda mais o beijo, chupando a minha língua com fome enquanto as mãos dele continuavam a me apertar, possessivas e famintas, tirando todo o meu fôlego e saboreando cada segundo daquela profanação explícita.

Quando eu finalmente aliviei a pressão da minha boca, dando um passo leve para trás com um sorriso vitorioso, abertamente carnal e levemente arfante, o guri colapsou.

​Desnorteado, com os lábios molhados e a ereção ainda marcando a calça de forma escandalosa, o Miguel deu dois passos para trás, tropeçou nas próprias pernas e virou as costas. Ele simplesmente disparou em fuga no meio da pista, passando por entre os outros casais e sumindo em disparada na direção dos elevadores, deixando-me sozinha no meio do salão.

​Foi nesse momento que virei o rosto de leve para o lado e dei de cara com Carlos e Carmen. O casal conservador de Curitiba estava parado a poucos passos, paralisados, com as bocas abertas e os olhos arregalados, me encarando com uma expressão de puro horror indescritível.

​Ajeitei as alças do vestido azul-noturno com um gesto elegante, suavizei a postura e dei a eles o meu sorriso mais doce e sereno.

​Passei por eles caminhando devagar rumo aos elevadores e, ao cruzar o casal, soltei a frase sem perder a pose:

​— É... na minha família nós somos muito carinhosos.

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