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Encontro sob o Cobertor

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Um conto erótico de Alexandre
Categoria: Heterossexual
Contém 1643 palavras
Data: 26/07/2026 18:35:19
Última revisão: 26/07/2026 18:37:07

Tenho um home theater dedicado na sala de baixo da minha casa. Sofá reclinável de quatro lugares, carpete grosso, paredes acústicas, subwoofer que faz o peito tremer quando o volume sobe. Trabalho numa empresa de engenharia há sete anos. Felipe está no mesmo setor desde o segundo ano. A gente almoça junto, reclama de prazo, troca figurinha de projeto. Ele sempre comentava que queria ver o sistema. Eu falava dos filmes que explodiam no surround — Mestre dos Mares, Cavalo de Guerra —, mas ele preferia ação. Combinamos várias vezes e nunca deu. Até aquele frio de junho.

Ele mandou mensagem no meio da tarde:

— Posso ir aí hoje? Quero levar a Larissa. Ela nunca viu um home theater de verdade.

Respondi que sim. Ana estava de folga. O filho ficaria no quarto de cima com fone. Pedimos pizza para depois.

Larissa chegou com ele perto das 19h. Eu já tinha ouvido falar dela. Felipe falava com um orgulho quieto: "Minha noiva. Formada em arquitetura. Mora sozinha ainda." Na porta, ela estendeu a mão. Pele fria da noite, dedos longos, unha curta sem esmalte. Vinte e sete anos. Pele branca de quem quase não toma sol, cabelo preto liso caindo até o meio das costas, olhos pretos fundos, boca carnuda, seios médios sob uma blusa de manga longa preta, cintura fina, quadris largos, coxas cheias sob a calça jeans escura. Corpo de brasileira sem nenhum estereótipo de carnaval. Só carne e proporção.

Ana, trinta e seis, de moletom cinza e meias grossas, puxou ela para a cozinha. Eu e Felipe ficamos na sala falando de trabalho enquanto o sistema esquentava. Quando as mulheres voltaram, já riam de alguma coisa. Ana gostou dela. Isso ficou claro.

Escolhemos Mad Max: Estrada da Fúria. Eu já tinha visto umas oito vezes. O som daquele sistema transformava o filme. Peguei dois cobertores de lã pesada. Ana se acomodou no canto esquerdo. Eu ao lado dela, mais para o meio. Felipe no canto direito. Larissa entre nós dois.

O sofá era largo, mas não o suficiente para quatro adultos sem se tocar. A primeira vez que a coxa dela encostou na minha foi só um roçar. Eu achei que ela ia se afastar. Não se afastou. O calor passou pelo jeans. Não era o calor da casa. Era calor de pele viva. Meu pau percebeu antes da cabeça. Ficou semi-duro só com aquilo.

O filme começou. Explosões, motores, o subwoofer batendo no peito. Ana bocejou aos vinte minutos. Aos trinta e cinco já estava com a cabeça pesada. Felipe estava hipnotizado. Larissa se mexia. Ajeitava o corpo, puxava o cobertor, se apoiava. Sempre na minha coxa. A mão descia, os dedos se espalhavam, o peso do corpo transferia calor direto para a minha perna. Eu tentava ficar imóvel. Cada movimento dela fazia o tecido da calça raspar no volume que já crescia.

Pensei em mudar de lugar. Não mudei. Fiquei ali, sentindo o pau endurecer de verdade, apertado no jeans, a cabeça latejando contra o zíper. Ana adormeceu torta, boca entreaberta, cabeça no braço do sofá. Felipe se ajeitou, apoiou o cotovelo no braço direito e ficou de lado, vidrado na tela. Larissa ficou exposta. Só o cobertor entre nós e o resto do mundo.

Eu empurrei o pau para o lado, na direção dela, por baixo da calça. Não foi um gesto planejado. Foi instinto. Esperei. Ela se mexeu de novo. A mão desceu, encontrou o volume duro e parou. Não tirou. Ficou ali, a palma cobrindo o formato inteiro. O coração bateu tão forte que eu achei que ela ia ouvir. Olhei para o noivo. Ele não virou. Olhei para ela. Ela olhou para mim. Leu meus lábios quando eu murmurei baixo, quase sem som:

— Safada.

Ela mordeu o canto da boca e apertou. Não foi um aperto forte. Foi um teste. Eu latejei de propósito, batendo o pau contra a mão dela. Ela respondeu apertando mais.

Tirei o botão e o zíper devagar, centímetro por centímetro, com medo do barulho. O pau saltou para fora, quente, latejando, a cabeça já úmida. Ela o envolveu com a mão inteira. Dedos ainda frios da noite, mas a palma quente. Começou a masturbar devagar, só o polegar e o indicador subindo e descendo a glande, espalhando o pré-gozo que já escorria. Eu sentia o medo dela no ritmo. Parava, escutava, recomeçava.

Tentei enfiar a mão na calça dela. O botão estava fechado. Ela entendeu. Afrouxou o cinto e desceu o zíper sem barulho. A calça jeans era justa. Encontrei a calcinha de algodão já encharcada. Desviei o tecido e os dedos entraram direto na fenda quente, inchada, escorregadia. Ela estava molhada desde o primeiro roçar de coxa. Enfiei dois dedos fundo, abri, procurei o ponto. Ela se contraiu em volta deles e acelerou a mão no meu pau.

Ficamos assim. Eu metendo os dedos nela enquanto ela punhetava. O filme continuava alto. O som cobria o barulho molhado da buceta e o atrito da mão na pica. Ela gozou a primeira vez sem fazer barulho. Só o corpo inteiro tremeu, a mão apertou meu pau com força e a buceta sugou meus dedos. Continuou. Eu sentia o segundo orgasmo subindo nela quando a pressão na base do meu pau ficou perigosa.

Pausei o filme. A voz saiu rouca:

— Preciso ir ao banheiro.

Levantei com o pau ainda duro, escondido pela camiseta. No banheiro lavei as mãos, mas o cheiro dela ficou nos dedos. Olhei no espelho. Estava vermelho. Voltei. Ana estava acordada, conversando baixo com Larissa. Sentei no canto. O delivery chegou. Terminamos o filme, comemos, cada um foi embora. Na porta, Larissa me olhou um segundo a mais. Só isso.

No dia seguinte ela me encontrou em tudo. Instagram, Facebook, WhatsApp. Aceitei. Ela adicionou Ana. Ana adicionou Felipe. Todos amigos em comum. Esperei. Não mandei mensagem. Ela mandou primeiro, à noite:

"Aquele momento não terminou, né?"

Respondi:

"Não."

Ela:

"Motel. Hoje. 22h. Só se você quiser de verdade."

Não falamos de culpa. Não falamos de promessas. Não falamos dos parceiros. Só o endereço e a hora. Eu fiquei o dia inteiro com o estômago revirado. Trabalho, reunião, almoço. Tudo parecia longe. À noite, disse para Ana que ia resolver uma coisa do projeto. Ela nem questionou.

O quarto cheirava a limpeza barata e ar-condicionado. Ela chegou com o cabelo ainda úmido do banho, perfume doce e amadeirado no pescoço. Eu cheirava a sabonete e vontade. Sentamos na beira da cama. Ficamos em silêncio alguns segundos.

— Eu não planejei aquilo — ela disse.

— Eu também não.

— Mas eu não consegui parar.

— Eu também não.

O primeiro beijo foi invasivo. Língua fundo, dentes, saliva escorrendo pelo canto da boca. As mãos dela desceram direto para o meu pau. As minhas abriram a blusa e pegaram os seios médios, duros, mamilos escuros e pontudos. Chupei um, depois o outro, como se fosse a primeira vez que via peito de mulher. Ela gemeu baixo, quase sem voz.

Me empurrou para a cama e se sentou no meu rosto. A calcinha já estava de lado. A buceta estava inchada, rosa-escura, brilhante de tesão. Lambi o clitóris grosso, descia até o buraco, subia de novo, enfiava a língua, chupava os lábios. Ela segurava minha cabeça e rebolava, forçando. Gozou na minha língua antes de eu gozar. O gosto era ácido e doce, escorrendo pela minha boca e pelo meu queixo.

Ela desceu, se ajoelhou entre minhas pernas e olhou para o pau. Grande, veias saltadas, a cabeça já roxa. Abocanhou fundo, cuspiu, pegou o cuspe com a mão, espalhou, cuspiu de novo e engoliu até a base. As bolas na mão, apertando, puxando. Depois me puxou para o 69. Eu lambia o cu dela enquanto ela tentava enfiar as duas bolas na boca. A língua dela rodava, a minha entrava no cu apertado, depois voltava para a buceta, depois para o clitóris. O cheiro dela era forte, de mulher no cio.

Não aguentou.

— Me come logo, porra.

Virei ela de quatro. A buceta estava tão molhada que o pau entrou inteiro de uma vez, sem resistência. Apertada, mas escorregadia. Comecei lento, sentindo cada centímetro. Depois meti com força. O barulho da pele batendo, o barulho molhado, os gemidos dela abafados no travesseiro. Segurava o gozo toda vez que a pressão subia. Ela gritava:

— Não goza dentro. Quero tudo na cara, na boca, no olho.

Parei. Chupei a boca dela. Voltei a meter. Mais uns minutos e não aguentei. Puxei o pau, me ajoelhei na frente dela.

— Ajoelha, vadia.

Ela ajoelhou, língua para fora, olhos abertos. Punhetei apontando para o rosto. O primeiro jato acertou a testa e escorreu para o olho. O segundo na boca. O terceiro no nariz. O quarto e o quinto na língua e na garganta. O sexto ainda saiu, mais fraco, caindo no queixo. Ela engoliu o que estava na boca, passou os dedos no rosto, recolheu a porra e chupou os dedos como se fosse o doce mais gostoso que já tinha provado.

Tomou banho. Eu só me arrumei. Fiquei com o cheiro dela na pele, o gosto na boca, a marca do batom no peito. Combinamos de meter de novo. Ainda não aconteceu.

Cheguei em casa, dei um selinho em Ana e falei que estava fedendo do trabalho. Tomei banho longo. O pau endureceu de novo enquanto a água escorria. Não era arrependimento. Era vontade. Escrevo isso agora, ainda com o gosto dela na memória, ainda com o cheiro no nariz, ainda com o pau latejando só de lembrar da mão dela sob o cobertor e da porra escorrendo pelo rosto branco.

Nunca planejei trair. Nunca imaginei que aconteceria exatamente como eu lia nos contos. Aconteceu. E eu gostei.

Espero que isso não me vicie tanto. Mas gostei do que aconteceu. Eu lia os contos e não acreditava muito, até acontecer comigo, como sempre imaginei, mas nunca imaginei que aconteceria.

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