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Jully - Raio de sol

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Um conto erótico de Haedrig
Categoria: Heterossexual
Contém 4733 palavras
Data: 27/07/2026 18:18:11

A chuva castigava a cidade há semanas. Os trovões pareciam cair cada vez mais perto, fazendo as janelas tremerem de tempos em tempos. O vento assobiava pelas frestas da casa, e a água escorria pelo vidro como se o mundo lá fora estivesse sendo lavado à força, tal qual um dilúvio.

Foi justamente numa noite daquelas que percebi um problema gravíssimo. Eu estava sem nenhuma bebida. Num final de semana chuvoso, ficar sem nada alcoólico era como um pecado para mim.

Peguei um casaco qualquer, enfiei os pés no tênis e saí resmungando para o mercadinho da esquina. A chuva era tão intensa que, mesmo correndo, senti minhas calças encharcarem antes mesmo de chegar à metade do caminho.

O mercadinho estava praticamente vazio. O funcionário do caixa já bocejava enquanto organizava algumas notas, claramente esperando a hora de fechar.

Entrei rápido, peguei minha bebida, caminhei até o balcão, paguei e desejei boa noite. Empurrei a porta de vidro e fui recebido novamente pela tempestade. A rua estava praticamente deserta. Os postes iluminavam a cortina de água que caía sem dar trégua. O único som era o da chuva batendo no asfalto...

Alguns passos depois, ouvi outra coisa. Um grunhido, depois uma pancada seca. Em seguida, alguém respirando com dificuldade. Parei, tentando descobrir se estava ouvindo coisas ou se realmente alguém estava levando uma surra ali por perto. Mesmo com os trovões estourando sobre minha cabeça, aqueles sons conseguiam atravessar o barulho da chuva.

Olhei para frente, olhei para trás.

Devia seguir meu caminho. Provavelmente era alguma briga de bêbados. Nada que dissesse respeito a mim. Continuei andando por alguns metros. Então parei outra vez.

Voltei alguns passos e entrei no beco de onde vinham os barulhos. A cena que encontrei me fez parar no mesmo instante. Dois homens estavam caídos no chão, completamente imóveis. Pela posição dos corpos dava para imaginar que haviam perdido feio.

Alguns metros adiante, Jully.

Ela respirava pesadamente, os ombros subindo e descendo em um ritmo acelerado. A chuva escorria pelo cabelo curto, colando alguns fios na testa. Ela ainda não havia percebido minha presença.

Jully caminhou rapidamente até uma sacola estirada no chão, se ajoelhou numa poça de água, começou a revirar a sacola, o desespero estampado no rosto. Até encontrar um pequeno frasco, ela o ergueu por um instante. A tampa havia se soltado.

De longe, vi sua expressão mudar para pura raiva e frustração.

Os comprimidos estavam espalhados pelas poças de água. Ela largou o frasco no chão e começou a recolhê-los um por um. As mãos tremiam, tentava salvar qualquer um que ainda prestasse.

Alguns comprimidos já haviam se dissolvido completamente na água da chuva. Outros estavam reduzidos a uma massa branca misturada à lama. Jully permaneceu ajoelhada por alguns segundos, completamente imóvel.

Apertou o frasco vazio com tanta força que os dedos ficaram brancos. Então, num impulso, o arremessou contra a parede. O plástico bateu no concreto e voltou quicando pelo chão. Foi naquele instante que percebi algo que jamais imaginei ver.

Jully, uma garota tão forte, estava derrotada.

Seu oponente? Um pequeno frasco de remédio, vazio.

Acabei pisando em uma poça sem perceber. O barulho fez Jully girar imediatamente. Os punhos subiram por reflexo, prontos para atacar, só relaxaram quando ela me reconheceu.

— Ah... é você — a tensão nos ombros dela diminuiu um pouco.

— Tá machucada? — perguntei, me aproximando devagar.

— Tô bem.

— O que aconteceu? — olhei rapidamente para os dois homens caídos.

— Nada, só esses dois idiotas, tentaram me assaltar.

— São dois idiotas mesmo — não consegui evitar uma risada. — Escolheram a pior pessoa pra isso.

Houve alguns segundos de silêncio até eu perceber que a respiração dela não normalizava, mantinha a cabeça baixa, o cabelo curto escondia um pouco seu rosto e olhos. A chuva escondia muito bem, mas nem ela conseguia disfarçar completamente as lágrimas que escapavam. Meu olhar desceu para os comprimidos espalhados pela água.

— Era remédio?

Jully permaneceu em silêncio.

— Era pra sua irmã?

Ela demorou alguns segundos para responder. Depois apenas assentiu.

— Ela não pode ficar sem isso, juntei dinheiro por semanas para comprar — a voz de Jully saiu baixa, ela olhou novamente para os comprimidos desfeitos.

Sem pensar muito, coloquei a mão no bolso, tirei minha carteira e puxei algumas notas. Estendi a mão.

— Compra outro.

— Não — ela nem olhou para o dinheiro antes de recusar.

— Jully...

— Eu dou um jeito.

Continuei com a mão estendida, ela continuava sem aceitar.

— O orgulho não vai salvar sua irmã — peguei um pouco pesado, mas era isso ou ver a irmãzinha dela definhando mais rápido.

Ela permaneceu completamente imóvel por alguns segundos, por fim, soltou um longo suspiro. Pegou o dinheiro com evidente relutância.

— Eu vou devolver.

— Não precisa.

— Precisa sim! — ela respondeu de imediato.

Jully, teimosa como sempre.

— E sua irmã, como está?

— Piorando — ela abaixou os olhos.

— E as lutas?

— Tem sido difícil me concentrar em qualquer coisa — ela passou a mão na nuca.

Foi então que reparei melhor nela, um curativo na bochecha esquerda, outro atravessando o nariz, mais um sobre a sobrancelha direita. As mãos estavam envolvidas por bandagens. Sob a camiseta molhada, dava para notar outra faixa passando pelo abdômen e subindo em direção ao ombro. Era impossível saber quantas daquelas lesões vinham das lutas, mais impossível ainda saber quantas mais ela tinha por baixo daquela roupa.

— Pelo menos você pode descontar toda essa raiva nos adversários.

Ela me olhou pela primeira vez desde que começamos a conversar.

— Só tenta não matar ninguém.

O silêncio durou um segundo, então ela riu. Foi uma risada discreta, quase tímida. Jully tentou disfarçar na hora, guardou cuidadosamente o dinheiro no bolso.

— Obrigada — ela falou baixo, do jeito reservado de sempre. — Vou devolver cada centavo.

— Não precisa.

— Precisa.

— Porque você precisa ser tão teimosa? — suspirei fundo. — Só faz de conta que encontrou esse dinheiro perdido na rua.

Ela me encarou por alguns segundos só para sorrir de novo. Dessa vez, um sorriso um pouco maior. Ela se virou para ir embora, assentiu, me olhou uma última vez por cima do ombro e desapareceu na chuva e no breu daquele beco imundo. Me deixando para trás assim como aqueles dois assaltantes.

Enquanto caminhava de volta para casa sob a tempestade, não consegui parar de pensar nela.

Jully, a garota que intimidava qualquer um com um simples olhar.

A vida nunca foi justa com ela, principalmente com aquela família que ela tinha. Perdeu o pai cedo. A mãe se mata de trabalhar para sustentar as duas, porém boa parte desse dinheiro vai para saciar o vício em bebidas. A irmã menor nasceu doente.

E no meio disso tudo, para tentar ajudar de alguma forma, Jully sempre correu atrás de algum dinheiro extra, as lutas foram uma luz no fim do túnel para ela.

Uma vez, há muito tempo, me contou que queria seguir uma carreira profissional, mas para isso, teria que sacrificar o tempo que usava para cuidar da irmã. Fora as viagens.

Então permaneceu apenas nas lutas amadoras.

É o tipo de situação que te faz pensar, se você está na merda, fica tranquilo. Tem gente que está muito pior.

Mais um dia, mais uma noite. Era incrível como aquela chuva tornava tudo melancólico. Eu ainda alimentava a esperança de acordar no dia seguinte e encontrar pelo menos um raio de sol. Os trovões só piorava, as vezes me assustava enquanto eu estava largado no sofá, ouvindo o temporal e pensando em como aquele bairro parecia ter sido esquecido por Deus.

Foi no meio desses pensamentos que ouvi alguém bater na porta. Franzi a testa, não estava esperando ninguém. Fora que já passava das nove da noite. Quase ninguém aparecia na casa de alguém naquele horário, muito menos com aquele dilúvio lá fora. Levantei, atravessei a sala e destranquei a porta.

Assim que a abri, encontrei Jully parada na varanda. Ela estava completamente encharcada. O cabelo curto pingava sem parar, pequenas gotas escorriam pelo rosto e pelo pescoço antes de desaparecerem nas roupas esportivas que sempre usava, completamente coladas ao corpo pela chuva. Não havia guarda-chuva, capa ou qualquer tentativa de se proteger da tempestade. Ela simplesmente enfrentara a chuva inteira para chegar até ali.

— Jully?

— Oi... — ela levantou os olhos devagar.

— Aconteceu alguma coisa? — olhei rápido para os lados e para a rua deserta atrás dela.

— Não... quer dizer... não exatamente — ela balançou a cabeça.

Fiquei esperando que continuasse, ela respirou fundo antes de falar.

— Minha mãe conseguiu ficar com a minha irmã por algumas horas.

— Faz tempo que isso não acontece, né?

Ela fez uma pausa, Jully parecia procurar coragem para dizer alguma coisa. Mexia as mãos sem perceber, desviava o olhar, respirava fundo e desistia de falar. Aquela postura era quase engraçada vindo da mesma garota que, na noite anterior, havia colocado dois homens no chão sem demonstrar um pingo de medo.

— Eu... senti vontade de te ver — por fim, ela criou coragem.

— Me ver? — pisquei algumas vezes.

Ela assentiu imediatamente, mas baixou a cabeça logo em seguida, como se tivesse acabado de admitir um enorme segredo.

— Passei a noite inteira pensando no que você fez, ninguém nunca... — ela interrompeu a própria frase e respirou fundo. — Ninguém nunca me ajudou daquele jeito.

A chuva preenchia o silêncio entre nós, ela deu um sorriso pequeno, sem graça.

— Então... obrigada.

Era curioso, parecia que naquela mesma garota conviviam duas pessoas completamente diferentes. A lutadora que encarava qualquer adversário sem hesitar. E a garota tímida que mal conseguia levantar os olhos enquanto agradecia um gesto de gentileza.

— Você veio até aqui, nessa chuva toda, só pra dizer isso?

Ela fez um sinal positivo com a cabeça.

— Você é maluca — não consegui evitar a risada.

Olhei novamente para o estado em que ela estava. A água escorria da barra da camiseta e formava uma pequena poça na varanda.

— Entra logo antes que você congele.

Ela entrou sem dizer nada, fechei a porta atrás dela. Peguei uma toalha no armário e entreguei em suas mãos.

— Vai tomar um banho quente.

— Não precisa... — ela pareceu hesitar.

— Precisa, sim — apontei para o corredor. — Se continuar desse jeito, amanhã quem vai precisar de remédio é você.

Ela soltou um pequeno sorriso. Agradeceu tão baixo que quase não ouvi. Poucos instantes depois, o som do chuveiro começou a ecoar pela casa. Enquanto ela tomava banho, fui até a cozinha preparar alguma coisa quente. Coloquei água para ferver, separei duas canecas e fiquei observando a chuva bater contra a janela enquanto esperava.

Não conseguia tirar Jully da cabeça, desde a noite passada.

Depois de alguns minutos, peguei as roupas secas e uma toalha e caminhei até o banheiro. Bati duas vezes na porta.

— Jully?

Nenhuma resposta, esperei alguns segundos.

— Jully?

Silêncio.

Imaginei que o barulho do chuveiro estivesse abafando minha voz. Resolvi abrir apenas uma pequena fresta para deixar as roupas sobre a bancada e sair sem incomodá-la. Porém, a porta se abriu de repente.

O vapor quente escapou imediatamente do banheiro, espalhando-se pelo corredor. Por um instante, nenhum de nós dois pareceu saber o que fazer. Foi só então que meus olhos realmente a enxergaram. Não foi a falta de roupas que chamou minha atenção. Foram as cicatrizes.

Havia marcas antigas e recentes espalhadas pelos braços, pelos ombros, pelas costelas, pelo abdômen e pelas pernas. Algumas eram finas, quase apagadas pelo tempo. Outras ainda tinham um tom avermelhado, como lembranças recentes de treinos, lutas ou acidentes.

Jully permaneceu completamente imóvel. Nenhum de nós dizia uma palavra. Meus olhos percorriam cada detalhe de seu corpo, cada músculo definido, cada cicatriz, até pousar nos olhos dela. Nos encaramos por um tempo.

Estiquei a mão, um pouco hesitante. Levei os dedos até seu rosto, num toque leve, tirei uma mecha molhada da frente de seus olhos. Percebi ela mordendo o interior da boca.

De repente, a mão dela agarrou a barra da minha camisa, o tecido esticou sob a força dos dedos e me puxou contra ela. Quanta força, quase escorreguei na poça que se formava em seus pés. Meu corpo grudou no dela, minha roupa começou a molhar.

Era surreal o tamanho da força que aquela garota baixinha tinha.

Jully se ergueu na ponta dos pés. Os lábios dela encontraram os meus, foi um beijo um pouco desajeitado, nada suave. Eu estava confuso, ainda não sabia o que sentir com ela na minha frente, ainda mais sem roupa. E ela parecia estar com uma fome que guardava há tempos. Ou talvez, era tudo fruto de sua frustração que carregava diariamente.

Tentei retribuir o beijo possessivo, os dentes dela roçando meu lábio inferior, a língua invadindo minha boca como se tivesse todo o direito de estar ali. As mãos dela subiram pelas minhas costas, as unhas pressionando através do tecido fino da camisa.

Quando ela finalmente se afastou, ofegante, eu fiquei mais confuso ainda. Os olhos dela, normalmente tão controlados, tão seguros, tão melancólicos, estavam vidrados nos meus com as pupilas dilatadas. O peito dela subia e descia rapidamente, os peitos pressionados contra o meu torso. Pude ver o tremor minúsculo no queixo dela, a vulnerabilidade crua por baixo daquela fachada de aço.

Não sou besta de recusar.

Minhas mãos encontraram a cintura dela, sentindo a firmeza dos músculos abdominais. Deslizei pelos contornos definidos do corpo dela, as costas fortes, a curva perfeita dos quadris, a bunda arredondada e dura que eu, inconscientemente, tinha admirado tantas vezes à distância. Jully arqueou contra meu toque, um gemido baixo escapando da garganta dela quando meus polegares roçaram a base da coluna.

Num instante, tirei a minha roupa. A camisa voou para um canto, a bermuda em seguida. Fiquei nu diante dela, Jully não tirou os olhos dos meus, a respiração cada vez mais ofegante. Ela estendeu a mão, os dedos trêmulos tocando levemente meu peito antes de descerem.

Sem mais palavras, a peguei pela mão e a empurrei devagar até o box. O chão frio de azulejo contrastava com o calor emanando dela e do banheiro encoberto pela névoa. Senti o arrepio no corpo dela quando suas costas entraram em contato com a parede fria. Mas logo a água quente começou a escorrer tanto pelo meu corpo quanto pelo dela.

Cacei seus lábios uma última vez para repetir aquele beijo tão delicioso, tão inesperado. Mas mal me aguentando, a virei de uma vez. A deixei de costas para mim, admirando a visão das costas musculosas dela adornadas com algumas cicatrizes, a pele parda gotejando água. Senti a água quente escorrendo pelo meu corpo, relaxando cada músculo enquanto aumentava minha excitação.

Comecei a descer, beijando suas costas. Cada beijo era mais baixo que o anterior, a nuca, os ombros fortes. Jully inclinou a cabeça para frente, apoiando as mãos na parede do box enquanto eu explorava cada centímetro da pele dela com a boca e a língua.

Finalmente cheguei em sua bunda, tão perfeita, tão firme. Redonda, com duas covinhas lindas acima dos glúteos. Me ajoelhei atrás dela, o calor do vapor envolvendo nós. Sem hesitação, comecei a chupar seu cu e sua buceta. A língua primeiro roçou no anel apertado, sentindo-o contrair de surpresa. Depois desci até a fenda molhada, saboreando o gosto salgado dela misturado com a água do chuveiro.

Jully gemeu e o som ecoou pela casa toda. Um gemido alto, sem freio, de pura necessidade e ao mesmo tempo, tão delicado. Suas pernas começaram a tremer quando minha língua alternava entre o cu e a buceta, penetrando cada fenda com dedicação. Usei os dedos também, primeiro um, depois dois. A fodia com ternura enquanto a língua continuava trabalhando em seu cu.

A respiração dela ficava cada vez mais pesada. Podia sentir o coração batendo mais forte, o sangue correndo mais rápido. Seu calor ficando mais intenso. Em minutos, ela gozou. O corpo dela se contorceu inteiro, as pernas falharam. Ela quase caiu se eu não estivesse segurando pelos quadris. O orgasmo a sacudiu como a tempestade que continuava batendo na janela da casa. Os gemidos virando gritos abafados pelo barulho do chuveiro.

Me levantei com o pau duro batendo contra a coxa dela. Jully ainda estava ofegante, recuperando o fôlego apoiada na parede, mas quando sentiu meu pau contra ela, olhou para trás sobre o ombro. Os olhos dela, semicerrados, pediam por mais. Podia sentir que pediam.

Colei meu corpo no dela, agarrei meu pau pela base guiando até a entrada molhada, que me recebeu de bom grado, mas ainda com certa resistência. Senti as pernas dela tremendo quando sentiu minha rola a preenchendo. Enfiei até a metade quando ela pôs a mão no meu abdômen, me impedindo de avançar.

Parei de empurrar por um tempo, apenas fiquei ali admirando o corpo definido e esbelto dela. A respiração estava ofegante, sentia seu sangue correndo tão rápido. A mão dela saiu da minha barriga e voltou a se apoiar na parede, agora empinando um pouco mais a bunda contra mim. Continuei empurrando, Jully gemia baixo, parecia se segurar de certa forma.

Com tudo dentro, comecei a meter nela. A cabeça do meu pau abrindo o caminho na buceta molhada. Mesmo depois do primeiro orgasmo, ela ainda estava tão apertada, delirantemente apertada. Cada centímetro era uma luta deliciosa tanto para sair quanto para meter tudo dentro novamente, os músculos dela se adaptando ao meu tamanho.

Agarrei a cintura dela e meti cada vez mais forte. O ritmo aumentou, as estocadas ficando mais profundas, mais possessivas. O som do meu corpo batendo em seu quadril se juntou ao barulho da água quente escorrendo pelas minhas costas e aos gemidos contínuos dela. Minhas mãos apertaram os quadris dela com força suficiente para deixar marcas, controlando completamente o movimento.

Puxava seu corpo contra o meu, na esperança de chegar cada vez mais fundo, mas foi ai que ela me surpreendeu. Ela virou a cabeça e me beijou. O beijo era desesperado, caótico, desajeitado, foi do jeito que dava. Com dentes, línguas, respirações misturadas. Enquanto eu continuava fodendo, ela me beijava como se sua vida dependesse daquele contato. Uma mão dela subiu para prender meu cabelo, me puxando para mais perto.

Os gemidos de Jully ficaram mais descompassados, assim como a respiração. As pernas tremeram e ela apertou meu cabelo com força. Num grito, ela passou a gozar no meu pau. Desta vez foi diferente, mais intenso, mais prolongado. Senti os músculos da buceta dela apertando em espasmos ao redor do meu pau, sugando mais para fundo. O corpo dela tremeu por inteiro, tive que segurá-la após o término, caso contrário, ela iria para o chão. Ela passou a mão pelo meu pescoço, se apoiando em mim.

Foi então que dei uma pausa. Não precisava terminar daquele jeito, não queria que terminasse ali, queria prolongar a sensação o quanto pudesse.

Ela caçou minha boca de novo, me beijou agora com certa delicadeza. Ao se afastar, seus olhos encontraram os meus, seus olhos brilhantes e semicerrados.

— Pega a toalha e vai pro quarto — me afastei um pouco dela. — Me espera na cama, final do corredor.

Ela assentiu, abaixou a cabeça e saiu do box. Pegou a toalha e se secou timidamente. Tomei um banho rápido, na minha cabeça só se passava uma coisa, como eu iria comer aquela mulher, qual posição seria a próxima. Faria ela gozar no meu pau? Ou faria ela sentar no meu rosto e gozar na minha boca?

Talvez os dois?

Me perdi um pouco nos pensamentos, tanto que quando acabei, ela já tinha saído. Desliguei o chuveiro, peguei a toalha e me sequei. Fui a passos largos até o quarto e encontrei uma visão de privilégio. Jully deitada de bruços, a bunda arrebitada para cima e seus olhos na minha direção. Meu pau pulsou no ar quando vi a cena.

Quando ela percebeu que havia chegado, ela rolou na cama, se deitando de costas. Me aproximei da cama, passei a ponta dos dedos em sua perna. A pele arrepiou no mínimo contato. Deslizei, subindo até o joelho, as coxas, abdômen. Me ajoelhei na cama, forçando-a a abrir as pernas para mim. Ela mordeu o lábio e obedeceu ao meu comando. Desci a ponta dos dedos até chegar nos lábios de sua buceta, deslizei um pouco sentindo-a molhada, subi um pouco até o clitóris.

Pressionei com certa delicadeza, Jully gemeu no mesmo instante. Uma das mãos agarrou meu antebraço, apertando com força. Me inclinei um pouco para baixo, ela retribuiu erguendo a cabeça. Nossos lábios se encontraram de novo, agora num beijo lento, ao mesmo tempo desesperado. Apaixonante, ao mesmo tempo carregado de excitação.

Passei a pressionar seu clitóris com mais força, com mais velocidade. Os gemidos abafados no meio do beijo eram deliciosos, mas tive que interromper. Tinha que sentir seu sabor de novo. Abri mais suas pernas e me posicionei entre suas coxas, a língua indo direto aos lábios internos, sugando o mel que saia da entrada. Deslizei para cima até chegar no clitóris inchado. Sentia pulsando na minha língua, não demorou muito para sentir a mão dela na minha cabeça, forçando minha boca contra a sua buceta.

E ali, ela rebolou seu lugar premiado no meu rosto, lambuzando minha boca, lábios, bochechas, queixo, até que ela se entregou para o clímax, gozando na minha cara. O terceiro gozo da noite, o segundo na minha boca. Como era delicioso o sabor de seu prazer.

Não me aguentei, não podia deixar seu orgasmo terminar, tinha que sentir os músculos potentes de sua buceta me apertando de novo. Num segundo, me ajoelhei novamente entre suas pernas, a cabeça do meu pau beijou a entrada de sua buceta antes de eu enfiar tudo de uma vez. Jully gemeu alto, suas mãos no meu pescoço me puxaram até ela, as pernas entrelaçaram na minha cintura para eu não escapar.

Mas como eu poderia querer escapar dali? Uma prisão tão luxuriosa e provocante como aquela.

Passei a meter com violência, com vigor, com ardor enquanto a beijava. Agora sim, os beijos eram desajeitados, língua para todo lado. Às vezes descia, beijando seu pescoço, lambendo até voltar para os lábios, onde mordia e sugava. Jully correspondia, melando meu pescoço e meu queixo com a sua saliva quando beijava, mordia ou apenas lambia. Ela me olhava com tanta fome, um olhar tão primitivo, de quem apenas queria ser saciada através do sexo. E eu correspondia, a olhava da mesma maneira, como minha presa, como a minha puta. Minha posse.

A cama passou a reclamar, rangendo a cada metida forte e violenta que eu dava nela. Mas eu mal me importava, porque ali, na minha frente, Jully implorava por mais através de sussurros desconexos com os gemidos altos e descompassados.

Na verdade não sabia distinguir se eram gemidos, choro ou apenas mais um orgasmo. Naquela altura, sua buceta me apertava tão forte que parecia que ela gozava em sequência no meu pau. Mas sim, era isso, Jully chorava enquanto gozava, percebi isso pelas lágrimas escorrendo dos olhos, descendo até seu cabelo.

Ver aquela mulher gozando daquele jeito, a ponto de chorar, me enchia de tesão. Tanto que mal me aguentei. Senti o orgasmo aproximando e, de uma vez, tirei meu pau de dentro dela. Repousei meu pau completamente melado pelos fluidos dela em cima de sua buceta, senti os pelos roçando até que então, comecei a gozar. O primeiro jato foi o mais longe, indo até o meio de seus peitos pequenos. O segundo quase alcançou a marca do primeiro, ficando há alguns centímetros antes. O terceiro foi até a boca do estômago, os outros apenas cobriram seu abdômen.

Completamente drenado, me joguei ao lado dela. Naquele cômodo, só podia ser ouvido nossas respirações ofegantes, complementando uma a outra.

— Vai dormir aqui? — perguntei enquanto tentava recuperar o fôlego.

Sem resposta. Me virei e descobri o porque. Jully já estava dormindo, completamente apagada. Não vou culpá-la, quantas noites teve que ficar acordada para treinar, cuidar da irmã ou fazendo sei lá o que mais.

Fiquei ali por alguns minutos olhando para ela com um sorriso bobo no rosto. Até que me levantei, peguei a roupa dela e coloquei para lavar e secar. Depois fui dormir.

No dia seguinte, acordei um pouco antes do habitual, pois alguns raios de sol começaram a invadir o quarto.

Isso mesmo, o sol finalmente voltou e aquela chuva incessante de uma semana inteira foi embora. Fechei as cortinas, virei para a cama e lá estava ela, Jully completamente enrolada nas cobertas, dormia tão profundamente que uma poça de saliva se formava no travesseiro.

Decidi deixá-la dormir por mais um pouco. Fechei a porta com cuidado para não acordá-la, preparei um café da manhã reforçado. Passei a roupa dela, dobrei com cuidado e deixei no canto em cima do sofá. Claro, não pude deixar de abrir as janelas para deixar o ar puro e a claridade do sol entrar naquela casa de novo. Parece até que a vontade de viver voltou.

Depois de algumas horas, decidi acordá-la. Já era próximo do meio dia e nada da princesa acordar. Ela acordou assustada e quase me deu um soco, sorte a minha que ela ainda estava bêbada de sono e errou o alvo, que no caso, era o meu rosto. Que bom, se não iria morrer ali mesmo. Parecia que ela dormia sempre alerta.

— Lavei e sequei sua roupa, se veste e vem comer — falei apontando para a beirada da cama.

Jully ainda parecia tentar se lembrar do que tinha ocorrido na noite passada. Parecia que havia lembrado quando seu rosto corou e evitou o contato visual a qualquer custo. Alguns minutos depois, ela timidamente apareceu na cozinha.

— Eu preciso ir embora... — ela falou, a cabeça sempre baixa.

— Senta ai e come primeiro.

— Obrigada, mas...

— Senta logo, você precisa comer pra continuar.

Ela fez contato visual comigo, deu um sorriso curto e então se sentou. Relutante, mas se sentou. Coloquei comida em seu prato e ela passou a comer como se fosse uma onça que estava há dias sem comer.

— Precisa comer bastante, gente com fome não se sustenta com pouco — falei colocando mais comida.

Quando o prato ficou vazio pela terceira ou quarta vez, Jully empurrou os talheres para o lado e respirou fundo. Ficou alguns segundos olhando para a mesa antes de levantar os olhos para mim.

— Eu... preciso ir.

Assenti com um sorriso discreto.

— É melhor mesmo, não é bom abusar da gentileza da sua mãe.

Jully fez um pequeno gesto positivo com a cabeça. Parecia concordar, mas continuava parada no mesmo lugar, como se ainda quisesse dizer alguma coisa. Os dedos brincavam nervosamente com a barra da camiseta. Ela respirava fundo, desistia, respirava de novo.

— O que foi? — perguntei.

Ela abaixou a cabeça.

— Eu... gostei de passar esse tempo com você — a frase saiu tão baixa que quase foi engolida pelo silêncio da casa. — Faz tempo que eu não... não me sentia assim.

Sorri sem conseguir esconder. O silêncio voltou a tomar conta da cozinha. Jully respirou fundo outra vez.

— Eu... posso... posso vir de novo algum dia?

— Pode, claro que pode — respondi sem hesitar.

Os ombros dela relaxaram quase imediatamente. Levantei da cadeira e caminhei até ficar diante dela.

— Jully...

Ela ergueu os olhos.

— Quando as coisas estiverem ruins... quando parecer que está pesado demais... pode vir — fiz uma pequena pausa antes de completar. — Minha casa pode ser seu porto seguro.

Por um instante, achei que ela fosse chorar ali mesmo. Em vez disso, abriu um sorriso, pequeno e tímido.

— Obrigada...

A acompanhei até a porta, abri caminho para que ela saísse. O sol iluminava a rua, algumas poças ainda estavam ali nos buracos da rua. Jully deu alguns passos pela calçada, mas parou no meio. No instante seguinte, virou de repente e saiu correndo na minha direção. Ela me abraçou com tanta força que senti minhas costelas quase se partirem.

— Caramba... — resmunguei, rindo. — Você quer me quebrar também?

Ela não respondeu. Apenas continuou me abraçando por mais alguns segundos. Depois se afastou o suficiente para me olhar. Ficou na ponta dos pés, me deu um beijo rápido em meus lábios.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela já estava alguns passos distante. Correu pela calçada, escondendo o rosto.

— Tchau! — gritou sem olhar para trás.

Fiquei parado na porta, vendo sua silhueta diminuir até dobrar a esquina. Quando finalmente entrei em casa, olhei distraidamente para a camisa. Bem na altura do peito havia uma pequena mancha redonda, ainda úmida. Passei os dedos sobre ela.

Ela estava chorando? Talvez estivesse.

De qualquer forma, também queria vê-la de novo.

Com certeza ela voltaria.

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