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Capítulo 17 – ENTRE O COMPROMISSO E A DECEPÇÃO

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Um conto erótico de NASSAU & ID@
Categoria: Heterossexual
Contém 4449 palavras
Data: 03/07/2026 17:10:05

A DECEPÇÃO é o preço inevitável que a vida cobra daqueles que têm a audácia de agir com máximo COMPROMISSO. Enquanto o segundo mede a nossa coragem de tentar, o primeiro mede apenas a distância entre a nossa expectativa e a realidade; que a decepção nunca roube a nobreza do compromisso.

Principais Personagens:

Não há personagens novos. As imagens anexadas através de link, estão relacionadas às cenas da história.

Continuando ...

Paris, França – junho de 1942

Apesar de ter sido recebida com alegria por Jean Paul, Emanuelle a tratou Hamdi com desconfiança o que a deixou atenta. Agindo de forma dissimulada, ela usou a desculpa de precisar descansar e o fato da Duquesa, em vez de encaminhá-la para os aposentos do casal, mandar a criada levá-la até outro quarto que ficava no final de um longo corredor, portanto, o mais distante do aposento principal, deu a ela, a certeza que Emanuelle desconfiava dela.

Ficando sozinha, Hamdi saiu do quarto e desceu as escadas com cuidado para não ser vista, ficou próxima a porta que dava acesso à sala onde o casal de Duques permaneciam e passou a ouvir sobre o que eles falavam e não se impressionou ao descobrir que o assunto da conversa entre os dois era ela. Emanuelle estava chamando a atenção de Jean Paul:

– Você só pode estar louco! Deixar essa garota vir aqui em casa justo agora é muito perigoso. Já não chega o que aconteceu na semana passada, quando tive que usar toda a minha capacidade de convencimento para persuadir o Klaus que ela não representava nenhum risco para a nossa operação?

– Você está se preocupando à toa, Emanuelle. A Hamdi é de confiança. O simples fato de ela ter confiado em mim e emprestado o dinheiro que eu precisava já serviu para provar isso, além do que, ela é muito ingênua.

– Será que é ingenuidade mesmo? E se foi a forma que ela encontrou de se aproximar? E se ela acha que com isso vai obter alguma vantagem sobre nós?

– A única vantagem que ela está querendo é a de ser vista com alguém importante. Ela não é ninguém e precisa disso para poder se aproximar das pessoas que estão governando esse país e com isso garantir sua subsistência. Pense bem, Emanuelle. Com aquela cor de pele, já era para ela ter sido presa e enviada para algum Campo de Concentração da Alemanha.

– Pode ser que você tenha razão, querido Duque. Mas temos que pensar no fato de que o ingênuo nessa história está sendo você. Além disso, não sei por que você foi pedir ajuda a ela se falta menos de um mês para o dinheiro dos alemães começar a entrar. Logo vamos ficar livres desses malditos agiotas, você vai pagar todas as suas dívidas e então poderemos ir à forra. Eu vou querer a pele de cada um desses abutres que vivem às custas do suor alheio.

– O problema é que eu não ia aguentar nem mais uma semana. Já tinha um deles fazendo ameaças contra nossas vidas.

– Verdade? Qual deles?

– Você não precisa saber qual deles, Emanuelle. Deixe que isso eu vou resolver.

Emanuelle não insistiu. Não por acreditar que o Duque seria capaz de se vingar de quem o ameaçava, mas sim por já ter decidido que todos aqueles que emprestaram dinheiro para o Duque estavam condenados à morte e Hamdi, ao fazer isso, tinha sido a última a entrar naquela lista dela macabra.

Naquela noite, depois de transar com a Duquesa sob as vistas de Jean Paul, Hamdi foi incentivada a ir dormir no quarto que fora destinado a ela e, quando se preparava para dormir, viu através da brecha que havia entre a porta e o piso, a sombra de uma pessoa entrando furtivamente no quarto vizinho ao seu e teve a certeza de que estava sendo vigiada.

Isso representava um problema, pois ela não poderia fazer nenhum movimento durante a noite sem ser notada e, a primeira reação que teve ao entrar em seu quarto foi verificar se havia algum indício de que seus vigias conseguiam ver o que ela fazia.

Ela tinha assumido o COMPROMISSO de conseguir cumprir a missão. Por esse motivo, examinou a parede e encontrou dois pontos que poderiam confirmar suas suspeitas. Um deles na parede que dava acesso para a sacada que aquele quarto possuía, mas como naquele local um observador ficaria do lado externo da casa, não deu importância a ele. Mas o outro ficava na parede que fazia a divisão entre o quarto que ela estava e o outro onde viu a sombra de uma pessoa entrando. Esse sim merecia sua atenção.

Depois de examinar todos os detalhes, inclusive, o ângulo de visão que o observador tinha daquele ponto, Hamdi percebeu que esse ângulo não permitia que a pessoa visse a porta que dava acesso à sacada e percebeu nisso uma oportunidade. Depois de memorizar todos os detalhes do que havia entre a cama e aquela porta, preparou-se para dormir, inclusive, vestindo uma camisola comum. Apagou todas as luzes e se deitou.

Aproveitando-se da escuridão e movendo-se com cuidado para não fazer nenhum ruído, usou os travesseiros para deixar a impressão de que havia um corpo deitado na cama, escorregou para o chão e rastejou até a saída para a sacada, abriu a porta com todo o cuidado e apenas o suficiente para que pudesse passar através dela e se viu na sacada. O ar frio da noite fez com que seu corpo ficasse arrepiado, mas não desistiu. Depois de fechar a porta e olhar à sua volta, viu um homem caminhando próximo ao muro, a uma distância de aproximadamente cinquenta metros.

Aguardou até que ele fizesse o caminho de volta e saísse de seu campo de visão para se levantar e examinar o chão abaixo dela, descobrindo que a altura era superior a três metros o que impedia que ela saltasse. Preocupada, examinou as paredes e viu um tubo grosso preso à parede que servia para o escoamento da água das chuvas. Era uma estrutura robusta que aguentaria o seu peso sem problemas, resolvendo usá-lo para descer.

A distância entre a amurada e o cano não iria facilitar sua tarefa, principalmente porque, na primeira tentativa que fez, foi atrapalhada pela camisola que dificultava seus movimentos. Sem vacilar e a despeito do frio que sentia, levantou a peça de roupa até onde conseguiu, subiu na amurada e se atirou no ar, conseguindo se segurar no cano.

IMAGEM: (https://postimg.cc/Xp1kLdgk)

Agradecendo ao duro treinamento que recebeu, mesmo com receio, ela conseguiu se firmar e, com muita dificuldade e conquistando alguns arranhões em seu corpo, foi descendo até atingir uma altura que permitisse saltar, no justo momento que o homem que ela tinha visto antes refazia o caminho. Rapidamente engatinhou para trás dos vasos que tinham no local, ficando escondida atrás deles.

IMAGEM: (https://postimg.cc/TLTbf39w)

Depois que o homem voltou a sair do seu campo de visão, começou a se deslocar na direção da porta lateral que dava acesso à sala principal da casa e, voltando a se colocar de gatinhas, percorreu todo a extensão da varanda e foi se postar diante da janela do escritório, a mesma que usara para ver a Duquesa guardando os documentos. Tentou abri-la e descobriu que estava trancada.

Hamdi respirou fundo e continuou a se deslocar no sentido contrário à varanda experimentando cada janela que encontrava até conseguir abrir uma delas. Entrou no aposento e se viu na sala de jantar, sabendo que teria que atravessar toda a sala de estar até chegar à porta do escritório, conseguindo percorrer esse percurso sem nenhum problema. Experimentou a porta e fez uma careta diante de sua decepção ao ver que ela também estava trancada.

Como não tinha nenhum objeto que pudesse usar para destrancar a porta, voltou à sala de jantar e começou a vasculhar as gavetas de um móvel pesado até encontrar um saca rolha. Fez o caminho de volta e, usando o treinamento que recebeu, gastou dez preciosos minutos para abrir a porta.

Dentro do recinto e recolhendo a chave da gaveta, foi direto até o armário onde sabia estar os documentos que queria examinar, pegou a pasta e sentou-se no chão, começando a examinar os documentos, porém, antes de começar a copiá-los, resolveu olhar todos tentando determinar quais deles continham as informações mais importantes.

Apesar da grande quantidade de papéis, a maioria deles eram de explicações minuciosas sobre um tal de Projeto Lebensborn. Depois examinou um mapa que logo reconheceu ser da região próxima a Paris, onde havia um ponto assinalado próximo à comunidade de Basoches Sur Guyone, a menos de quarenta minutos da Capital. Só então começou a se preparar para fazer uma cópia, mas quando começou a procurar por papel e lápis, uma luz de lanterna iluminou o interior da sala em que ela estava e teve tempo suficiente apenas de se abaixar para não ser vista.

Porém, o guarda que fazia a ronda naquele momento, deslocou a luz pelo interior da sala até chegar à porta que, por descuido, Hamdi deixara aberta. Imediatamente falou com alguém que estava nas proximidades dele e começou a se afastar.

Apavorada, Hamdi guardou os documentos, fechou a pasta e a colocou no local exato em que estava antes, saindo da sala e lembrando-se de deixar a porta aberta. Quando estava se deslocando pela sala, a porta que dava acesso à sala foi aberta e dois homens entraram e correram para o escritório. Hamdi aproveitou desse fato para fugir pela mesma janela pela qual entrara, se ocultar novamente em meio aos vasos de flores e aguardar.

Em questão de minutos o ambiente passou por um despertar precoce. Era pouco mais da meia noite e parecia que todos os habitantes da casa, exceto seus proprietários, estavam acordados. Hamdi identificou que os guardas falavam em francês, com alguns deles com um acentuado sotaque do alemão, mas o que ela sabia é que não poderia permanecer ali por muito tempo, pois logo toda a mansão seria revistada, inclusive, seu quarto.

Com extremo cuidado, se deslocou até o local por onde tinha descido. Andando de gatinhas e algumas vezes até mesmo rastejando, conseguiu chegar até lá sem ser descoberta e aguardou.

Já fazia alguns minutos que a garota permanecia imóvel, quando ouviu passos se aproximando e o facho da luz de uma lanterna iluminando a parede e se deslocando em sua direção, o que lhe deu a certeza de que não tinha mais saída e seria descoberta. Mas quando os seguranças estavam a menos de dez metros dela, ouviram gritos a distância. Logo ela identificou como sendo conversas exaltadas dos guardas que tinham se deslocado para o outro lado e respirou aliviada ao verem aqueles que se aproximavam virarem as costas e seguirem naquela direção.

Mesmo sem ver o que acontecia, Hamdi identificou a voz exaltada da Duquesa. A mulher tinha sido despertada pelos seguranças e falava em voz alta com eles. Ainda mais atenta, conseguiu entender quando Emanuelle dizia com autoridade para alguém que estava ao seu lado:

– O que vocês estão fazendo aqui? Quem mandou vocês abandonarem seus postos de observação?

– Não tem problema, Duquesa! A garota está adormecida e não deu nenhum sinal de que vai acordar.

– Seus idiotas. Se eu que estava mais longe do que ela dessa algazarra que os seguranças estão fazendo, acordei, imagine ela. Voltem urgente para lá e invadam o quarto dela.

– Invadir o quarto? Eu acho que não vai precisar, pois...

– OBEDEÇAM! AGORA!

Levantando a cabeça para ter uma visão do cenário, Hamdi viu que todos os homens estavam aglomerados na varanda e voltados para a Duquesa que permanecia na porta de entrada, sentindo que aquela seria sua única oportunidade. O risco era enorme, porém, permanecer onde estava era uma certeza de que seria descoberta.

Sem pensar em mais nada, começou a escalar o cano com uma habilidade que nem mesmo ela julgava possuir, atingindo a altura da sacada em menos de um minuto. Passou para a sacada, entrou pela porta sem se preocupar, pois sabia que os homens encarregados de sua vigilância não estavam no quarto, retirou a camisola suja, jogando-a debaixo da cama e se atirou embaixo do cobertor.

No exato momento em que ela se cobria, a porta do quarto foi aberta com um estrondo. Hamdi teve que usar o talento da melhor atriz do mundo para se sentar abruptamente, tentando parecer sonolenta e assustada e, para sua sorte, os dois homens parados à porta, ao verem que ela estava na cama e usando apenas uma calcinha, pediram desculpas e, depois de balbuciarem algumas palavras, voltaram a fechá-la. Logo o som dos passos deles pelo corredor foram se afastando até sumirem de vez.

Entretanto, Hamdi achou que precisava fazer alguma coisa para melhorar sua situação e, pegando às pressas o vestido que usara durante o dia, cobriu seu corpo seminu e saiu do quarto, indo ao encontro da Duquesa que, ao ser perguntada sobre o que estava acontecendo, falou com irritação:

– Algum idiota deixou a porta do escritório aberta e um bando de outros idiotas resolveu acordar a cidade toda por causa disso. É muita incompetência.

Todos voltaram para seus quartos, mas Hamdi não conseguiu dormir. A DECEPÇÃO por ter fracassado em sua missão de copiar os documentos a incomodava. Entretanto, quando o dia amanheceu, ela pediu para que Jean Paul a levasse em casa e ele disse que não sairia de casa naquele dia, ordenando ao seu motorista que a levasse e, quando estava para entrar no carro, foi impedida por um dos seguranças que, dizendo ter recebido ordem da Duquesa para que ninguém saísse da mansão sem ser revistado, ficou aliviada por não ter nada comprometedor com ela.

Ao ser deixada em frente do prédio em que morava, Hamdi entrou nele, mas não se dirigiu à escada que dava acesso ao seu apartamento. Em vez disso, esperou que o motorista dos Duques fosse embora e saiu, indo direto para o apartamento de Blanche, onde relatou o ocorrido para ela e Charles que ainda estava em casa.

Depois de ouvir a narrativa de Hamdi, Charles mandou que um dos soldados que faziam a sua segurança fosse até a empresa onde Grace ficava quando estava administrando as empresas de Blanche e a trouxesse até eles para uma reunião.

Durante a reunião, Hamdi teve que repetir toda a história, dessa vez sendo interrompida por um dos três que pedia melhores esclarecimentos enquanto Grace, a que mais fazia perguntas, anotava os detalhes mais importante e, quando se deu por satisfeita, falou:

– Bom. Nós temos um nome que parece ser o de um projeto qualquer, mas não temos nenhuma informação do que se trata. Temos também o nome de três alemães que ...

– Dois alemães. O outro é suíço. – Corrigiu Hamdi.

– Que seja. Temos três nomes: Rudolph, Klaus e Noah, esse tal de “Lebensborn” que é o projeto e um ponto em um mapa. Você tem um mapa em casa, Blanche?

– Eu tenho. – Respondeu Charles que saiu da sala e logo retornou trazendo um mapa da França que foi aberto sobre a mesa.

– Você tem condições de nos dizer o ponto que você viu marcado no mapa, Hamdi?

Sem responder, Hamdi se levantou, debruçou-se sobre o mapa e depois de um breve exame colocou o dedo sobre ele indicando o local:

– É mais ou menos por aqui.

Grace usou a caneta e fez uma marca no ponto em que Hamdi colocou o dedo e depois se dirigiu ao Charles:

– Mande três homens até lá com ordens de, quando descobrirem qualquer coisa, não retornem e, quando isso aconteceu, me avise.

Charles, antes de dizer qualquer coisa, fez um círculo em torno da marca que Grace fizera e só depois falou:

– Isso vai dar trabalho porque é uma área de montanhas. O melhor é que eu vá.

– Você vai fazer isso sozinho? Pode ser perigoso. Não sabemos o que tem lá!

– Vou levar o Dolson e mais um homem comigo. Fique tranquila.

Depois que Charles tranquilizou sua esposa dizendo que não ia sair em uma aventura sozinho, Grace falou se dirigindo à Hamdi e Blanche:

– E vocês duas procurem descobrir junto aos alemães o que vem a ser esse projeto e quem são esses três homens.

As duas assentiram e Grace terminou a reunião falando:

– Então é isso. Vamos ao trabalho. Eu não vou dizer o quanto vocês devem ser cuidadosos.

A partir daquele momento todos os atos de Blanche e Hamdi tinham como objetivo descobrir alguma coisa sobre o tal projeto Lebensborn.

A Marquesa, já no primeiro dia, apareceu de surpresa no apartamento de Otto que estava acompanhado de um oficial da Alemanha que havia sido ferido em batalha na Rússia e enquanto se recuperava ganhou uma licença com direito a visitar Paris e o seu amante não perdeu a oportunidade e praticamente a ofereceu como brinde ao seu convidado.

O oficial alemão era um homem distinto. Alto, bem-vestido e educado, mostrou-se assustado ao receber aquela oferta, porém, Blanche já tinha entrado no clima. Transar na frente de Otto era algo que a excitava e, apesar de saber que, ao voltar para casa se arrependeria, não tinha forças para resistir e, com seu corpo queimando de tesão, se aproximou do homem, sentou-se no seu colo e, usando uma das mãos para fazer com que o rosto dele ficasse virado para ela, inclinou-se e beijou sua boca. O homem não correspondeu ao beijo e ela, sem demonstrar aborrecimento, falou ao seu ouvido:

– Você não me quer? Eu sou muito feia?

– Não é que ... Olha, senhorita, você é linda. Tão linda que eu chego a ficar assustado. O que eu vou ter que fazer em troca?

Sorrindo e com um brilho nos olhos, ela respondeu:

– Pergunte para o Otto o que ele quer em troca, querido. Foi ele que me ofereceu a você.

– Ora amigo! O único ganho que tenho com isso é a diversão e o prazer. Isso não é um comércio, relaxe.

A explicação de Otto deixou o homem mais tranquilo e quando Blanche voltou a beijar sua boca, ele não só aceitou o beijo, como começou a tocar seu corpo com volúpia.

Sentindo que estava ganhando terreno em sua tentativa de excitar ao recalcitrante alemão, ela se levantou do colo dele, afastou dois passos e começou a se despir em um autêntico show de strip-tease. Só faltava a música, mas diante do maravilhoso corpo da jovem Marquesa sendo revelado aos poucos e com muita graça, quem ia se incomodar com isso.

Depois de ficar somente com sua camisola, ela se levantou e andou em direção a Otto que apenas observada. Quando chegou perto dele, um beijo aconteceu e, durante esse carinho, o oficial alemão a abraçou pelas costas e começou a beijar o pescoço da Marquesa.

IMAGEM: (https://postimg.cc/DmXhnPSm)

Não demorou muito para que Blanche pedisse para Otto se deitar no chão e sentou-se sobre ele. Foi nesse momento que ela foi surpreendida pelo oficial que, já livre das roupas, passou o dedo molhado sobre o seu cuzinho e logo substituiu o dedo por seu pau. Blanche parou de quicar e falou:

– O que você pensa que está fazendo, querido?

– Estou te mostrando como uma putinha francesa deve ser bem fodida por dois alemães. – Respondeu o amante no ouvido de Blanche.

IMAGEM: (https://postimg.cc/ykhzS6X1)

Um calor nasceu no ventre de Blanche e logo se espalhou por todo o seu corpo como uma explosão. Sem conseguir manter o controle sobre aquela situação, ela voltou a beijar Otto e ficou imóvel enquanto o oficial se esforçava para conseguir enfiar seu pau naquele cuzinho apertado. Primeiro a cabeça do pau e depois avançou até ter a metade dentro e as contrações involuntária dos músculos internos dela, do cu e da buceta, fazia com que eles tivessem a sensação de que estavam sendo massageados por mãos hábeis. Invadida pelo prazer, ela disse com voz entrecortada:

– Isso meus ... machos ... Fodam a francesinha de vocês ... Ai que delícia, meus amores!

Os dois alemães continuaram imóveis e foi ela que começou a mover seu corpo no ritmo dos seus gemidos. Quando soltava o peso de seu corpo, o pau de Otto atingia seu útero enquanto o pau do oficial praticamente saia de seu rabo que ficava apenas com a cabeça do pau dentro dela. Em seguida, fazia o movimento oposto se levantando com grande esforço por causa do êxtase que a dominava, engolia o pau de Otto por completo enquanto o do oficial quase saia. Percebendo que ela estava no auge de seu prazer, o amante segurou com firmeza sua cintura e a empurrou para baixo ao mesmo tempo que jogou todo seu peso sobre ela a deixando empalada, com ambos os cacetes atolados em seu corpo jovem.

Blanche gozou com os dois paus enfiados por inteiro em seus buraquinhos fazendo um verdadeiro escândalo pelos gritos que dava por causa do prazer que a dominava ao mesmo tempo em que, também perdendo o controle, os dois homens gozaram juntos com ela.

Mais tarde, depois de se recuperar, ela tentou repetir aquela transa insana, o que não foi possível porque o visitante não conseguiu manter seu pau ereto e ela teve que se contentar com o pau de Otto judiando de sua buceta, o que não diminuiu o prazer dela, pois o fato de ser observada por um homem que mal a conhecia a deixava louca de tesão.

Se Blanche levou o seu conhecimento sobre obter prazeres a um patamar mais elevado, fracassou completamente em sua missão de obter as informações que procurava.

Enquanto isso, Hamdi estava em um Café frequentado por militares de patentes mais baixas tentando escolher um deles em uma tentativa de descobrir alguma coisa. Era um tiro no escuro e ela, apesar de ter tido sucesso em sua escolha, levando para o seu apartamento um tenente experiente e tendo uma noite maravilhosa de sexo, também não avançou em sua missão de descobrir algo sobre o projeto que a Duquesa estava envolvida.

Essa situação perdurou por uma semana e a única coisa que avançou um pouco foi que Charles, depois de três dias, retornou com a informação de que encontraram no local apontado por Hamdi no mapa. Os alemães estavam construindo um prédio enorme que, segundo ele, mais parecia um alojamento militar. Mas isso só causava mais confusão porque não havia nada, naquele lugar, que justificasse a construção de uma base militar, pois havia lugares mais próximos com uma característica de terreno que tornaria a construção mais fácil, além de ficar mais perto de Paris. A parte disso, não havia nada naquela cidade que justificasse a existência de tantos militares por perto.

Mais uma vez foi Grace que indicou os passos a serem seguidos. Ela lembrou a todos que, em se tratando de uma construção, qualquer mão de obra era benvinda e sugeriu a Charles que mandasse um ou dois de seus homens tentarem uma vaga como operários da obra e ele concordou. Quanto às outras informações, decidiram abrir o leque e usarem mais gente nessa tarefa. Charles não podia aparecer em virtude de sua ligação com De Gaulle ser de conhecimento dos alemães, então recorreram ao Michel que foi orientado como deveria agir.

Outra providência de Grace foi a de usar um dos homens de Charles que tinha o dom de desenhar, para criar uma imagem dos alemães e do suíço através das informações que Hamdi lhe desse. Foram necessários três dias de trabalhos extenuantes até que a garota olhasse para os desenhos dos três e se mostrasse satisfeita com a aparência que estavam impressas nos desenhos que foram reproduzidos e cada um deles ficou em poder de uma cópia.

A iniciativa de usar o Michel logo se mostrou acertada. Três dias depois ele trouxe a informação dos dois alemães que diziam serem civis e que não estavam ligados a nenhum serviço militar ou de informação. A princípio isso não ajudou muito, mas ao comparecer em uma das reuniões, fez um comentário desanimado que chamou a atenção de Grace. Ele disse:

– Esse Noah é um mistério! A única coisa que consegui descobrir sobre ele é que, antes da guerra, atuava na Alemanha como médico e cientista. Se não me engano, fazia pesquisas a respeito de limpeza genética.

Todos concordaram com ele. Afinal, o que um médico-geneticista tinha a ver com um projeto desenvolvido na França? A reunião acabou e o desânimo era geral. Até mesmo Grace que tinha arquivado o comentário de Michel em um compartimento isolado de seu cérebro.

Mais três dias se passaram até que uma informação chegasse até Grace, através de Charles. Um dos homens enviados para se infiltrar entre os operários conseguiu enviar para o coronel a informação de que o prédio que estava sendo construído pelos alemães era um hospital infantil. Essa informação dizia ainda que alguns aposentos, já concluídos, estavam sendo mobiliados com berços, acrescentando que mais de quinhentos já estavam montados.

Essa informação só serviu para deixar a todos ainda mais confusos. Afinal, um hospital infantil não se enquadrava em nenhum tipo de operação que os alemães pudessem desenvolver em território francês. Menos Grace que trabalhava com afinco tentando ligar os elos soltos para formar uma corrente.

Em seu escritório, depois de pedir para não ser incomodada, ela se esforçava para se lembrar de algo que tinha ouvido em uma das reuniões que se encaixava, de alguma forma, nas demais informações.

A análise de Grace seguia por uma linha que ela tinha criado. Tinha três homens que certamente eram inimigos que não se relacionavam em nenhuma atividade exercida pelos alemães para administrar o território francês ocupado. Um dos alemães, Klaus, era cientista e tinha se especializado em genética e o suíço era médico, mas também pesquisou sobre o assunto. O outro alemão tinha a reputação de ser um ótimo administrador e pessoa que pertencia a círculo mais próximo do poder.

Pegando uma folha de papel em branco, ela escreveu os nomes de Klaus e Noah e fez dois riscos partindo dele que convergiam para um mesmo ponto onde escreveu a palavra “genética”.

Talvez, se ela tivesse se lembrado do termo “melhoria da raça”, ou qualquer outro equivalente como “limpeza étnica”, continuaria a seguir essa linha e não parasse por aí. Talvez começasse a desenvolver outras teorias e com isso se aproximasse de uma solução para o dilema que todos enfrentavam ao tentar decifrar o enigma em que a Duquesa Emanuelle tinha se envolvido. Como não ligou essa informação às outras que já possuía, ela acabou sendo apenas mais uma peça do quebra cabeça que tentava montar.

A informação que faltava e se transformaria no último elo para o fechamento daquela corrente foi descoberto por Blanche que, por puro acaso, teve acesso.

Continua ...

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Comentários

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Meus grandes amigos Hugo e Osório, tudo em com vocês? Eu estou bem. Só estou um pouco sumida da CDC por estar engajada em dois novos "projetos".

O primeiro deles já está bem adiantado e tem a ver com a história "O Zodíaco" que eu escrevi junto com o Mister Anderson, história essa que foi aceita para ser publicada, daqui a alguns dias, em uma outra plataforma chamada Dreame e deixará de aparecer no site da CDC. O mesmo acontecerá com a obra "O que é o Amor!", que escrevi junto com o Nassau. Essa também será publicada nessa mesma plataforma, mas deve levar um pouco mais de tempo.

Essa plataforma tem foco em histórias para serem consumidas em aparelhos celular e monetiza os autores.

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Desejo muito sucesso a vcs Id@!

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