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Caderno Vermelho, Primeiro Volume - XIII

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Um conto erótico de Escravo 43
Categoria: Sadomasoquismo
Contém 1044 palavras
Data: 28/07/2026 01:20:27

Capítulo XIII

Se os primeiros dias trataram da minha chegada ao Templo de Ártemis e foram até o dia da Invasão, os dias que se seguiram poderiam ser chamados de aclimatação.

A vida amornou e me deixei seduzir pela rotina. Esse prazer dos pequenos de espírito, prazer doentio e incompatível com a doutrina da vida...

O horário nunca era exatamente o mesmo, mas Epona vinha me ver, provavelmente, uma vez por dia (?)

Seguia seus comandos de maneira cada vez mais adequada. Os choques limitaram-se e tenho a impressão de que encurtaram.

Aperfeiçoei as minhas habilidades com a boca. Aprendi a ignorar meus cascos — ao menos, enquanto eram cascos.

Os banhos continuavam frios, inclusive pareciam ainda mais gelados. Contudo, Epona passou a esticar o tempo em que limpava minhas intimidades. Seus dedos ágeis dançavam pelo períneo... ora me dedava, ora ensaiava um vai e vem enquanto fingia me ensabuar ou enxaguar...

Após mais alguns dias de enemas, aprendi a defecar mesmo com ela me encarando e rindo. Após encher a pá, ela me permitia usar as pernas e os braços e levar a pá para o descarte no banheiro.

Em incomuns ocasiões, ela desvelava alguma parte de seu corpo de amazona e me permitia me satisfazer, apreciando seus seios redondos e decididos. Suas coxas grossas e poderosas, cujos músculos poderiam facilmente me rachar. Sua bunda, essa sim, grande e sensual. Tinha quadris maravilhosos e eu desejava que ela se sentasse em cima de mim até que eu me afogasse!

Era minha Lua de Mel com Epona. Nos primeiros dias, ainda estava receoso de que algo diferente aconteceria. De que alguma punição seria feita contra mim para compensar meu descontrole inicial. De que poderia haver alguma consequência dos disparos de Epona...

Deixei-me inebriar até um dia em que Epona, após o banho e antes da minha refeição, disse:

— Potro, teremos algumas reformas amanhã. Ártemis quer colocar aqui no Estábulo uma porta igual à do laboratório.

Esperei que ela continuasse.

— A última aventura dela colocou o Templo no radar... mas fique tranquilo, não vai mudar muita coisa na sua rotina. Você vai levar esse pote de ração que eu vou encher para dentro da sua cocheira e depois volta aqui para comer. Certo?

Respondi afirmativamente. Quando regressei, ela disse:

— Você tem se comportado bem... Potrinho.

Como já havia sentido antes, havia malícia em seu sorriso. Seus elogios nunca eram elogios; seus silêncios, estes sim, eram os que deveria buscar... Ainda assim, a memória cada vez mais detalhada de seu corpo de guerreira viril me seduzia demais, e eu quis esquecer que tinha percebido seu ardil...

O restante do dia ocorreu dentro do normal. Apenas ao final, antes de eu regressar, ela me fez fazer alguns exercícios de alongamento e também pediu para que eu me hidratasse e urinasse. Após essas pequenas mudanças, me recolhi para a cocheira e ela foi trancada.

Os exercícios me deixavam exaurido. Poupo o leitor dessas descrições extenuantes. Nesse dia, com mais exercícios do que o comum, adormeci profundamente. Acordado pela fome e por necessidades fisiológicas, pude ouvir o barulho da reforma e vozes em línguas que simplesmente não compreendia. Talvez russo?

(Caligrafia diferente, provavelmente de Noga)

"Que mentira, porquinho! HA HA HA HA... Mas vou comprar a mentira para poupar o leitor de imaginar seu corpo roliço tentando se exercitar... Epona conta até hoje como eram ridículos os seus primeiros dias... Como é que te confundiram com um homem, porquinho??? Nem aguentava o próprio peso! HA HA HA HA. Tenho certeza de que ficou de quatro mais pela comodidade do que pelo prazer! HA HA HA HA."

Mais tempo se passou, mais uma soneca. Quando acordei, o barulho das obras havia cessado. Após um breve momento, ouvi o mesmo tipo de mecanismo da porta do laboratório se abrir. Mas agora soava muito mais próximo.

Após isso, ouvi os passos de Epona. Como de costume, fui pegar meu pote de água. Agora eram dois. Imaginei que ela ficaria feliz em abrir a porta e já me ver com um na boca. Peguei o que continha um pouquinho de água, e não o vazio, na esperança de que ela notasse ainda mais a minha dedicação.

Entretanto, tive tempo de fazer tudo isso e Epona não abriu minha porta. Será que eu estava melhorando tanto? Mas os passos de Epona soavam estranhos; ela parecia ter vindo em direção à minha cocheira, mas então pareceu se afastar. Havia um som abafado... o que seria?

Não podia antever o que estava acontecendo... e ainda hoje gostaria de não saber...

Epona finalmente veio à minha porta:

— Bom dia, Potrinho. Sentiu minha falta? Relincha pra mim, vai.

Ela já havia me ensinado a imitar o cavalo e, vejo agora, queria que eu seguisse apenas imitando... Seu olhar estava extremamente excitado e me forçou a fazer o barulho.

— Muito bem, Potrinho. Foram muitas horas sem cuidados, então hoje vai ser diferente. Deixa seus potes aí e sai devagarinho.

Saí. Cruzei a entrada da cocheira olhando para as belas pernas da amazona por quem estava enamorado, e então, o primeiro baque:

No centro do Estábulo, na exata posição que eu repetia dia após dia, havia um outro Homem.

Estava prostrado como eu, possuía os mesmos presentes que Epona havia me dado, mas era radicalmente diferente de mim.

Seus ombros mais largos, seu torso atlético e suas coxas musculosas espelhavam as de Epona. Sua pele mais escura... mais viva que a minha. Não podia ver-lhe o rosto... mas seu cabelo volumoso, muito diferente de minha crina, tinha um escuro forte que formava um degradê perfeito com seu tom de pele... Sob todos os aspectos, ele se distinguia de mim...

Então, um suspiro... Eu havia matado a charada!? Epona trouxera um Cavalo para o Estábulo. Como uma escultura grega, seu corpo deveria representar e atiçar meus instintos para um possível futuro que se realizaria ao final do meu treinamento!

Seria esse o jeito de Epona me ensinar? Tentar me fazer ver o meu porvir?

— Vista admirável, né, Potrinho? Hahaha. Vem comigo e fica quietinho...

Sim, era isso, era apenas um Cavalo. Como os pais usam os filhos maiores para motivar os menores. Os professores usam os profissionais bem-sucedidos para motivar os alunos...

— ... não quero ver meus Potrinhos conversando entre si!

O segundo baque!

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