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A NOITE QUE EU NUNCA ESPERAVA

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Um conto erótico de Hero
Categoria: Heterossexual
Contém 2442 palavras
Data: 28/07/2026 23:14:42
Última revisão: 29/07/2026 00:03:16

Aqui es

A NOITE QUE EU NUNCA ESPERAVA

O Começo de Tudo

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Sou a Letícia, tenho 42 anos, estou separada há três anos e nunca mais saí à noite desde então.

Moro sozinha agora, tenho um único filho, o Leonardo, e ele está na nossa casa da praia com o seu amigo nesses dias.

A verdade é que depois que me separei, fui me fechando cada vez mais dentro de casa, perdendo a vontade de aparecer em lugares públicos.

Todo mundo dizia que eu devia sair, me divertir, conhecer gente nova, mas eu nunca senti coragem pra isso.

Parecia que o mundo lá fora tinha mudado muito, e eu não sabia mais como me portar, como conversar, como ser eu mesma sem me sentir estranha.

Passava os dias trabalhando, arrumando a casa, vendo televisão, e as noites eram sempre as mais longas e silenciosas.

Às vezes batia uma vontade enorme de mudar o rumo das coisas, de fazer algo diferente, algo que me fizesse sentir viva de novo.

Mas aí vinha a vergonha, o medo de não ser suficiente, de não saber lidar com o que poderia acontecer.

Naquela noite específica, porém, uma sensação diferente tomou conta de mim, como se algo estivesse me chamando pra sair.

Olhei ao redor da casa, vi cada cantinho que eu conhecia de cor, e senti que precisava respirar outro ar, ver outras caras.

Lembrei que o Leonardo ia ficar uns dias na praia, então eu tinha a casa toda só pra mim, ninguém pra me vigiar ou julgar.

Pensei muito tempo antes de tomar qualquer decisão, fiquei sentada no sofá por horas, olhando pro relógio e pensando no que fazer.

Se eu fosse, onde iria? Quem iria encontrar? Será que ia ser bem recebida ou iria me sentir pior do que antes?

A ideia de ficar parada ali me incomodava mais do que a ideia de enfrentar a rua, então finalmente tomei coragem.

Me arrumei com calma, escolhi uma roupa que me deixasse bonita e confortável, passei um perfume que eu gosto muito há anos.

Quando terminei, parei na frente do espelho e olhei bem fundo nos meus olhos: ainda era eu, a mesma mulher, mas com uma vontade nova de viver.

Saí de casa com o coração disparado, fechei a porta devagar, e comecei a caminhar sem rumo certo pelas ruas de Porto Alegre.

Não tinha nenhum plano, nenhum lugar marcado, nenhuma pessoa esperando por mim — só eu e a noite, descobrindo o que ela tinha pra me oferecer.

E foi assim, sem esperar nada, que eu acabei encontrando uma história que eu jamais iria imaginar que seria minha.

Meu filho Leonardo tem 26 anos, ele é gay há alguns anos. Não tenho problemas com isso, sempre foi um cara responsável, muito bonitão, atlético e musculoso. Tem muitos amigos e realmente todos são caras responsáveis, e sempre me respeitaram muito.

Naquela noite eu resolvi sair sozinha, com uma vontade imensa de esquecer tudo, de viver algo intenso. Entrei num barzinho pequeno no bairro, pra tentar relaxar e quem sabe encontrar uma companhia agradável. Não esperava encontrar ninguém que eu conhecesse, muito menos pessoas próximas ao meu filho.

Eu fiquei numa mesa bem no fundo, na sombra, observando todo mundo com calma. A música estava alta mas não atrapalhava de ver cada detalhe. A porta abriu de vez em quando, mas ninguém me chamava a atenção de verdade. Até que ela se abriu de novo, e três caras entraram rindo alto, quase tropeçando um no outro.

Fiquei parada, o copo parou na metade do caminho até a boca. Eram três amigos do Leonardo, eu reconheci cada um na hora. Todos estavam muito animados, sem camisa, zoando muito entre si, batendo nas costas um do outro e gritando brincadeiras.

O primeiro que vi foi o Renato, 23 anos, branco, peludo, bonitão, magro mas com o corpo definido. Ele tinha aquele jeito de quem sabe que é bonito, um pouco confiante demais no sorriso, mas que chamava atenção de qualquer jeito. Ele segurava os ombros dos outros dois, parecendo quase não conseguir ficar em pé de tanto rir.

Depois vi o Augusto, que todos chamavam de Gutão, só com 19 anos, loiro, fortinho, bonito, com um corpo incrível, peito largo e braços grossos. Ele era o mais alto dos três, e mesmo animado mantinha uma postura forte, parecia que podia carregar os outros dois ao mesmo tempo.

E por fim o Josué, o Sué, 20 anos, branco, baixinho, mas muito interessante. Ele tinha aquele olhar que sempre me chamava atenção, intenso, como se lesse o que a gente está pensando, e mesmo no meio da zoação não parava de olhar ao redor devagar.

Eles foram direto pro balcão, pediram mais rodadas de bebida, e depois foram sentar numa mesa mais perto da entrada. Não demorou muito e duas amigas deles chegaram lá, sentaram junto e começaram a conversar animadamente.

Eu fiquei ali de longe, escondida, observando cada movimento. O Renato se inclinava pra falar no ouvido das meninas, fazia gestos largos, ria jogando a cabeça pra trás, mostrando que gostava de ser o centro das atenções.

O Gutão ficava mais calado, mas quando falava todos olhavam. Ele batia levemente no braço das amigas, ria devagar, e eu percebi como o corpo dele parecia ainda mais forte sem camisa, brilhando de suor e calor.

O Sué ouvia mais do que falava, mas seus olhos passeavam por todo o salão, e várias vezes passaram por cima de mim, como se ele sentisse que alguém o observava. Eu segurei a respiração cada vez que ele olhava na minha direção.

As meninas brincavam com eles, perguntavam sobre o Leonardo, sobre as festas, sobre os planos deles. Eles respondiam tudo, rindo, contando histórias de viagens e de baladas.

Renato contou uma piada que fez todo mundo rir alto, ele se jogou pra trás na cadeira, mostrando os dentes, e eu vi como ele parecia ainda mais atraente naquela liberdade, sem vergonha nenhuma.

Gutão concordava com a cabeça, e quando uma das meninas perguntou sobre o seu treino, ele levantou o braço pra mostrar o músculo, e todos elogiaram. Ele ficou vermelho de vergonha mas sorriu largo.

O Sué ficou olhando pro Renato, balançando a cabeça como se não acreditasse nas mentiras que o amigo contava, e depois seus olhos voltaram a vagar, e dessa vez ele demorou mais tempo olhando pro meu canto.

Eu senti um arrepio percorrer todo o corpo. Eram amigos do meu filho, caras que eu conhecia de ver em casa, e ali estavam tão diferentes, tão livres, tão cheios de vida. A ideia de ter os três ali comigo começou a tomar forma na minha cabeça, sem eu nem perceber.

Eles se levantaram de vez em quando pra ir ao banheiro ou buscar mais bebida, passavam perto da minha mesa sem me notar, cheios de energia.

Quando as amigas deles se despediram e foram embora, os três ficaram ali sozinhos novamente, mais calmos mas ainda muito animados. O Renato olhou pro relógio, bateu na mesa e falou alto:

— E aí, vamo parar por aqui ou vamo conhecer mais Porto Alegre hoje à noite?

Gutão bateu a mão na mesa:

— Claro que não vamo parar! A noite é nossa!

E o Sué virou devagar na minha direção, e dessa vez ele não desviou o olhar. Me encarou firme, deu um sorriso pequeno e acenou com a cabeça. Eu sabia que já não podia mais ficar escondida.

Acenei de volta, e eles vieram devagar até a minha mesa, meio hesitantes no começo, mas com um brilho de curiosidade nos olhos. Chegaram bem pertinho, sentaram comigo pra perguntar se eu tava precisando de alguma coisa. Olhei pra eles um por um, demorei um pouco em cada rosto, e dei uma risadinha baixa que fez até eles pararem por um instante pra me ouvir.

— Eu não estou precisando de nada não — falei devagar — mas acho que vocês sim. Vi vocês lá no balcão tentando pechinchar. Fiquem à vontade, hoje a noite é comigo.

Mal terminei de falar e eles explodiram de alegria.

— Pô, Dona Let! A senhora é demais mesmo! — gritou Renato.

— É isso aí! Que mulher incrível! — completou o Sué.

— Muito obrigado, viu? — falou Gutão, sorrindo largo.

Eles não paravam de elogiar, diziam que eu parecia cada vez mais bonita, que eu tinha uma energia que nenhuma outra pessoa tinha, que eu era forte e generosa. Falavam que o Leonardo tinha muita sorte de ter uma mãe assim, que eles sempre respeitaram muito mas que hoje viam como eu era especial.

Depois de um tempo eles foram até o balcão, mas voltaram logo reclamando que tinham acabado o dinheiro e o dono não quis fiar.

— Então vamos fazer assim — falei, pegando a carteira. — Eu pago tudo, e vocês me prometem que vão me levar pra conhecer os lugares que gostam.

— Fechado! — gritaram os três juntos.

— E sem formalidade não — acrescentei. — Nada de "senhora", "dona". Sou só Let, pra vocês.

— Claro, Let! — concordaram todos.

— E o Leonardo? — perguntou Renato depois de um tempo.

— Tá na praia, vai ficar um mês lá — respondi. — E eu tô lá em casa de bobeira, sozinha. Resolvi sair pra espantar o tédio.

— Bah, é chato mesmo ficar só — disse Gutão. — Que dia vocês vão lá em casa? Tem piscina, a gente pode tomar uma bebida e conversar.

— Quem sabe hoje? — brinquei.

— Hoje então! — aceitou Renato na hora.

Paguei a conta, peguei bebidas e cigarros, e saímos do bar rindo juntos. Gutão foi dirigindo, eu sentei no meio do banco de trás com o Josué ao lado e Renato na janela. Liguei o som alto, e cantamos juntos pelas ruas, vendo as luzes passarem.

Paramos num parque quieto, os três foram se aliviar nas árvores e voltaram rindo. Chegamos na minha casa, abri o portão e entramos.

— Fiquem à vontade como se fosse a casa de vocês — falei. — Se quiserem ir pra piscina, podem ir.

— Mas não temos calção! — lembrou Renato.

— Sunga é igual a cueca, pode ir — brinquei.

Eles foram tirando as camisas e rindo entre si, depois foram até a piscina e pularam um por um, espirrando água pra todo lado.

Subi pro quarto, tomei uma ducha e vesti o biquíni com uma saída de banho leve. Quando cheguei perto da piscina, parei pra observar os três brincando. Foi o Gutão que me viu primeiro, parou de repente e ficou me olhando. Os outros dois viraram logo em seguida.

— Nossa, Let, tu é muito linda mesmo! — disse Renato assobiando.

— É verdade — concordou Josué.

— E tu Gutão, não vai falar nada? — perguntei.

— Não precisa de palavras, né? Tu é perfeita — respondeu ele, corando um pouco. — E muito gostosa também.

— Qualquer mulher gosta de ouvir isso — falei sorrindo.

Gutão saiu da água pra beber uma cerveja, e eu percebi como ele estava todo molhado e forte, com o corpo definido. Ele me olhou, deu uma piscadinha e chamou:

— Vem cá, Let. Vamos dar uma volta de carro rapidinho, comprar um refrigerante pra ti.

— Claro — aceitei, pegando uma toalha.

Fomos rodando pelas ruas, conversando baixo. Quando voltamos, já era mais tarde, e os outros dois ainda estavam na piscina.

— Ei, gurizada! — gritou Gutão da porta. — Vamos fazer uma aposta!

— Que aposta? — perguntou Renato.

— Cem reais pra quem tiver coragem de mostrar tudo como é — respondeu ele. — E sem vergonha!

— Cem reais? Porra, Josué, tu quer que eu fique no vermelho, meu irmão? — resmungou o Renato, mas já abrindo aquele sorriso de canto de boca que denunciava que ele aceitaria.

— Vamos lá! Quem tem medo? — provocou Gutão.

Eu cruzei os braços e apoiei o quadril na espreguiçadeira, rindo daquela disputa. Era fascinante ver a juventude deles, cheia de impulso e coragem.

Renato respirou fundo, segurou a sunga e foi puxando devagar até que ela caiu. Ficou ali parado, todo nu, o corpo definido brilhando de água, e deu uma voltinha devagar.

— Assim tá bom? — perguntou baixo.

— Muito perfeito — elogiei.

Foi a vez do Josué. Ele demorou um pouco, remexendo os pés na água, mas quando viu que eu só o olhava com carinho, também tirou a sunga e jogou pra margem. Ele ficou ali, sem esconder nada, como se quisesse se mostrar por inteiro.

— Eu nunca pensei que faria isso — confessou ele. — Mas com você parece natural.

Gutão bateu as mãos na água:

— Aí sim! Dois homens de verdade! E o prêmio não é só dinheiro não!

Eu me levantei, deixando a saída de banho escorregar e cair no chão. O ar fresco da noite batia na minha pele úmida, mas eu sentia um calor muito maior vindo de dentro.

— O prêmio real — completei, caminhando até a beira — é poderem ficar comigo o resto da noite. Sem regras, sem vergonha, sem segredos. O que vocês quiserem, o que vocês sonharem, tudo pode acontecer hoje.

Renato deu um passo na minha direção:

— É sério mesmo? Nós sempre te admiramos, sempre imaginamos como seria... mas nunca tivemos coragem de sonhar que ia acontecer.

— Pois hoje o sonho vira realidade — interrompi, pegando a mão dele e levando até a minha cintura. — Passei anos fechada, com medo de viver. Hoje eu decidi recuperar todo esse tempo perdido. E quero fazer isso com vocês três.

Josué saiu da água devagar, parando do meu outro lado e passando o braço ao redor do meu ombro:

— Nós não vamos te machucar, nunca. Vamos te fazer sentir a mulher mais feliz do mundo.

Gutão veio logo depois, ficando atrás de mim, abraçando a minha cintura e colando o peito quente nas minhas costas. Ficamos os quatro ali, grudados, sentindo a respiração uns dos outros, o coração batendo forte no mesmo ritmo. A noite não era mais silenciosa nem vazia: era cheia de vida, de desejo, de uma liberdade que eu nunca pensei que teria de novo.

Entramos juntos na água morna da piscina, e ali o resto do mundo desapareceu. Não havia mais o passado, não havia mais o medo, não havia mais quem nós éramos antes daquela noite. Só havia nós quatro, e o prazer de finalmente nos encontrarmos — eu com a minha coragem de recomeçar, eles com a sua juventude cheia de calor, todos juntos vivendo algo que nenhum de nós jamais iria esquecer.

Quando o sol começou a raiar sobre Porto Alegre, pintando o céu de tons dourados e rosados, eu estava deitada na borda da piscina, coberta por toalhas, com os três dormindo ao meu lado. Eu olhei para eles, depois para o sol nascendo, e senti algo que não sentia há anos: paz.

A noite que eu nunca esperava não foi só uma noite de paixão — foi a noite em que eu voltei a ser eu mesma.

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