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Todo mundo tem um preço 1 - A estudante

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Um conto erótico de Darkness_ffc
Categoria: Heterossexual
Contém 3492 palavras
Data: 28/07/2026 23:58:26

Capítulo 1 – A estudante

Eu tava andando pela Avenida Paulista no fim de uma tarde quente pra caralho de São Paulo. O sol já tava baixando, pintando os prédios daquele dourado que só rola em cidade grande quando o dia resolve dar tchau. A mochila no ombro esquerdo pesava pra lembrar que eu não carregava só a Canon — carregava também envelopes cheios de nota de cinquenta e cem, separadas como ferramenta de trabalho.

Porque era exatamente isso.

Seis anos atrás, quando comecei como fotógrafo freelancer, eu nunca imaginei que ia chegar nesse ponto. Na época era só um cara com uma câmera semi-profissional e um sonho meio idiota de viver de arte. Fazia ensaio pra agência pequena, campanha de moda pros stories, retrato pra quem pagava, festas de aniversario. Tenho um site simples, portfólio que eu mostrava com orgulho e umas modelos que juravam que eu era "diferente dos outros fotógrafos". E eu era. Só que talvez não do jeito que elas pensavam.

Não comecei com maldade, juro. No início era só trabalho mesmo. Eu conhecia o esquema: muita menina topava foto sensual pra ganhar um extra, e eu oferecia de forma profissional. Sem assédio, sem pressão. Elas queriam, eu fotografava, todo mundo saía feliz.

Mas teve uma, há uns quatro anos, uma modelo aspirante de 24 anos, endividada pra porra e louca por oportunidade, que me falou baixinho que aceitava "algo a mais" por um valor extra.

Eu aceitei.

E aquilo abriu uma porta que eu nem sabia que existia.

Hoje em dia ainda faço trabalho limpo. Tenho contrato de verdade, cliente que me indica, cartão bonitinho. Isso é importante. É o que mantém a cara de profissional sério. Confiança é tudo nesse jogo.

E o jogo é exatamente criar confiança.

Tem dia que uso a câmera. Tem dia que o carro funciona melhor (eu era motorista de app antes). Tem dia que eu simplesmente abordo na rua.

Hoje era dia de câmera.

Ajustei a alça no ombro enquanto caminhava pela calçada, olhos varrendo o mar de gente. Milhares de rostos, cada um com sua conta pra pagar, sua pressa, sua história. O segredo é ler rápido: quem tá correndo não para. Quem tá no celular distraída pode ser alvo. Quem tem cara de cansada, olhar perdido… essas são as melhores.

Eu não forço. Nunca. Abro a porta e deixo elas decidirem se entram. Algumas por curiosidade. Outras por necessidade. Algumas por tesão que elas nem assumem.

O sol já tava fraquinho quando entrei na Estação República. Movimento louco, som de trem, anúncio automático no alto-falante. Eu vinha de uma reunião, uma agência no centro — um ensaio que ia pagar bem no fim do mês. A câmera no ombro me dava a cara de quem tava trabalhando.

Pelo menos na aparência.

Desacelerei perto das catracas, olhando o fluxo. Foi aí que eu vi ela.

Sentada num banco de metal encostado na parede. Pernas cruzadas, celular na mão. Cabelo cacheado castanho-escuro preso num coque bagunçado, com uma mecha caindo no rosto. Ela empurrou a mecha com aquele gesto distraído, dedos deslizando na tela. Moletom cinza largo, jeans azul desbotado marcando as coxas, tênis branco sujo.

Cara de estudante. Olhar perdido de quem tava em outro planeta, esperando algo. Ou alguém.

Perfeita.

Pessoas com pressa são difíceis. Mas quem tá esperando… tá vulnerável.

Me aproximei devagar, parei uns dois metros dela. Distância segura.

Ela ainda não tinha me visto.

— Com licença? — falei, voz calma, sorriso treinado.

Ela levantou os olhos. Rosto bonito pra caralho: pele morena clara, olhos castanhos grandes, nariz fino, boca cheia que abriu um pouco de surpresa. Vi o reflexo automático de defesa: ombros subindo, corpo inclinando pra trás.

— Oi? — respondeu, cautelosa. Os olhos me varreram: rosto, corpo, câmera.

Mantive o sorriso, mãos visíveis, postura relaxada.

— Desculpa te abordar assim do nada. Meu nome é Lucas, Lucas Mendes. Sou fotógrafo, trabalho com algumas agências de moda aqui em SP.

Dei uma pausa. Ela não levantou pra ir embora. Bom sinal.

— Eu sei que parece golpe — continuei, rindo de mim mesmo. — Cara estranho na estação falando que é fotógrafo… parece até golpe de Instagram, né?

Ela soltou um riso curto, ainda desconfiada, mas genuíno. O corpo relaxou um pouquinho.

— É… mais ou menos. Mas você não tem cara de quem vai roubar meu celular. Eu até guardei ele quando você chegou, nem vi você vindo.

— Não sou bom em ser ladrão — brinquei. — Prefiro ser sincero, mesmo que pareça estranho.

Ela riu de novo, mais solta.

— E o que você quer então? — perguntou, ainda com um pé atrás.

Estendi a mão.

— Deixa eu começar de novo. Lucas Mendes, fotógrafo. Trabalho com agências, campanhas pra marca de moda, redes sociais… Você tem um visual que me chamou atenção pra caralho.

Ela olhou pra minha mão, hesitou, mas apertou. Mão macia, dedos finos.

— Júlia — disse simplesmente.

— Prazer, Júlia. Desculpa de novo a abordagem. Tava passando, te vi aqui distraída no celular e pensei: "porra, essa mina tem exatamente o rosto e o porte que a agência tá procurando".

Ela arqueou a sobrancelha, incrédula.

— Eu? Modelo? Tá zoando, né?

— Tô falando sério. Olha, não precisa acreditar agora. Mas tô com uma campanha de moda casual que precisa de gente comum, sem plástica, sem filtro. Gente de verdade. Seu cabelo cacheado tá lindo, pele ótima, olhos expressivos… é o perfil perfeito.

Júlia desviou o olhar, rosto corando levemente.

— Eu nunca fiz nada disso… nem sei posar.

— Isso é ótimo. A gente não quer profissional. Quer natural, como se estivesse tirando foto com as amigas.

— E quanto tempo demora?

— Dez, quinze minutos no máximo. Aqui perto. E a gente ainda paga por isso.

Ainda hesitante. Vi o conflito nos olhos dela: desconfiança brigando com curiosidade.

— E quanto você paga?

Sorri. Abri a carteira, tirei uma de cinquenta e uma de cem, estendi pra ela. Notas novinhas.

— Cento e cinquenta reais. Só pelas fotos. Quinze minutos e você sai com isso na mão. Não precisa confiar em mim… confia no dinheiro.

Júlia olhou pras notas, depois pra mim.

— Isso é muito pra quinze minutos…

— É o que a agência paga pro teste rápido.

Ela pegou o dinheiro. Os dedos tocaram as notas. O corpo relaxou de verdade agora. Dinheiro na mão torna tudo mais real.

— Tá bom… mas tem que ser rápido.

— Fechado.

Levantei e estendi a mão pra ajudar ela a levantar. Mão pequena, um pouco úmida de nervoso.

Saímos da estação. O ar lá fora ainda quente, luz dourada virando laranja. Guiei ela pro largo lateral, menos movimento.

— Aqui tá ótimo — falei, me posicionando a uns passos de distância.

Júlia olhou ao redor, braços cruzados, corpo ainda tenso.

— E o que eu faço? — perguntou, voz baixa, quase tímida.

— Só fica natural. Imagina que tá tirando foto com as amigas pro Insta. Me olha, sorri…

Levantei a câmera. Cliques.

— Isso… perfeito. Agora vira o rosto um pouquinho pra esquerda… isso. Olha pra cima, como se tivesse pensando em alguma coisa.

Ela obedeceu, mas o corpo ainda não tava solto. O sorriso saía forçado.

— Você estuda, Júlia? — perguntei, mantendo o tom leve enquanto fotografava.

— Jornalismo. Terceiro ano — respondeu, um pouco mais relaxada.

Fui fazendo perguntas, elogiando aos poucos. Ela riu de uma piada boba minha, o corpo começando a soltar. Mas toda vez que eu elogiava demais ("nossa, que pernas definidas"), ela corava e baixava o olhar, como se lembrasse de algo.

— E namorado? — soltei casualmente.

Ela travou por um tempo.

— Tenho… namoro há dois anos já — disse, voz mais baixa.

— Cara de sorte.

Ela não respondeu. Só deu um sorrisinho meio triste. Não insisti, mas guardei a informação.

Depois de mais algumas fotos, baixei a câmera.

— Pronto. Ficou ótimo.

— Já terminou? — ela pareceu surpresa.

— Por enquanto. As fotos tão boas. Mas pra mostrar pro cliente todo o seu potencial, preciso de umas mais sensuais. Decote, virar de costas, um pouco mais de pele… A agência pede portfólio completo. Topa?

Júlia franziu a testa na hora.

— Mais sensual como? Olha, eu tenho namorado… não sei se isso é uma boa ideia.

— É só foto, Júlia. Nada explícito. Só poses com um pouquinho mais de pele. Te pago mais duzentos reais por isso.

Mostrei as duas notas de cem. Ela olhou pro dinheiro. Vi o conflito claro no rosto: os olhos indo do dinheiro pra mim, depois pro dinheiro.

— Mais duzentos só por isso? — perguntou, voz baixa. — Meu namorado ia surtar se soubesse…

— Ninguém vai saber. São só pra agência. E você merece esse extra, né? Mais quinze minutos e você volta pra sua vida normal.

Ela ficou em silêncio uns segundos, respirando fundo. Pegou o dinheiro devagar, como se as notas queimassem.

— Tá… mas só poses, hein? Nada estranho.

— Pode ficar tranquila.

Levei ela pra um lugar mais discreto entre os prédios. Penumbra, pouco movimento.

— Encosta na parede. Vou tirar umas mais próximas.

Ela obedeceu, mas tava visivelmente nervosa de novo.

— Relaxa. Pensa que tá posando pras amigas como eu falei, só que agora com mais confiança.

— Fácil falar… — murmurou, rindo nervosa.

— Você é linda pra caralho, Júlia. Não tô falando só pra te convencer. É verdade.

Ela corou forte, desviou o olhar.

— Levanta a blusa um pouquinho… só até a barriga.

Ela hesitou bastante. Olhou pros lados, como se alguém fosse aparecer do nada. Depois puxou o moletom devagar, revelando a pele morena lisa.

— Assim? — perguntou, voz insegura.

— Perfeito. Olha pra cima… isso.

Fui fotografando, elogiando cada pose. Ela foi relaxando aos poucos, mas toda vez que eu pedia algo um pouco mais ousado, ela lembrava:

— Meu namorado… ele é bem ciumento mesmo. Se ele visse isso…

— Não vai ver. É só pra mostrar seu potencial pra agência. Fora que acho que você tá se divertindo um pouco, né?

Ela não respondeu, mas o corpo tava respondendo: respiração mais pesada, bochechas coradas, um brilho diferente no olhar.

Baixei a câmera por um momento e me aproximei um passo.

— Júlia… você e linda. Tem algo em você que chama atenção. Não é só o corpo. É o jeito que você olha, como se tivesse um mundo inteiro aí dentro.

Ela engoliu em seco.

— Para com isso… eu nem te conheço direito.

— Eu sei. E não tô te pressionando. Só tô sendo sincero. Você merece se sentir desejada assim de vez em quando.

Outro passo. O ar entre nós ficou mais pesado. Ela não recuou, mas vi a mão dela tremer levemente na lateral do corpo.

— Eu tenho namorado… — repetiu, quase como se estivesse lembrando pra si mesma.

— Eu sei. E respeito isso. Mas me diz uma coisa… quando foi a última vez que ele te olhou do jeito que eu tô te olhando agora?

Ela ficou em silêncio. Os olhos castanhos encontraram os meus por mais tempo. Vi o conflito: culpa, curiosidade, um tesão que tava começando a ganhar terreno.

— Isso é loucura… — murmurou.

— É só uma aventura, Júlia. Ninguém precisa saber.

Dei o último passo. Estávamos perto. Levantei a mão devagar e toquei o rosto dela. Ela fechou os olhos, respirando fundo.

— Eu não faço esse tipo de coisa… — sussurrou, mas não afastou minha mão.

— Eu sei. Não estou falando que faz.

Inclinei devagar. O primeiro beijo foi leve, testando a reação dela. Os lábios dela tremiam. Ela correspondeu, depois recuou um pouco, olhos arregalados.

— Caralho… o que eu tô fazendo? — disse baixinho, mais pra si mesma.

Mas quando eu me aproximei de novo, ela não resistiu tanto.

Ela correspondeu, depois recuou um pouco, olhos arregalados, mão no meu peito como se fosse me empurrar.

— Caralho… o que eu tô fazendo? — murmurou novamente, voz trêmula. — Eu tenho namorado, Lucas. Isso é errado pra caralho.

O corpo dela ainda tava colado no meu. A respiração acelerada traía as palavras.

— Não tem nada de errado. — respondi baixo, sem forçar. — Se quiser parar, para agora. Sem problema.

Ela fechou os olhos com força, respirando fundo. Vi os dedos dela apertarem minha camisa, indecisos.

— Só… só um beijo. Só isso. Depois eu vou embora — sussurrou, quase como se estivesse negociando consigo mesma.

Beijei ela de novo. Dessa vez ela demorou mais pra corresponder, mas quando correspondeu, o beijo foi mais quente.

Minhas mãos desceram devagar pela cintura, sentindo o calor por baixo do moletom. Ela tremeu, mas não afastou.

De repente, um barulho de passos ecoou mais longe na rua. Júlia se afastou rápido, olhos arregalados de medo.

— Porra, alguém pode ver… — disse, voz baixa e urgente, olhando pros lados. — não quero nem imaginar se alguém conhecido me ver assim.

— Vem comigo — falei calmamente, pegando a mão dela com firmeza, mas sem puxar com força. — Tem uma escada de acesso aqui perto, num prédio comercial. Ninguém usa à essa hora. É mais seguro. Só pra gente conversar.

Ela hesitou bastante, olhando pra minha mão na dela.

— Conversar? — perguntou, desconfiada, mas o corpo não se afastou.

— Só isso, se você quiser. Se não quiser ir, pode ir embora agora.

Júlia olhou pro chão. Depois olhou pra mim, o conflito estampado no rosto.

— Tá… só pra gente não ser visto. Mas só um pouco, hein?

Segurei a mão dela e guiei pela rua lateral. Andamos uns dois minutos em silêncio. A mão dela tava suada, apertando a minha de leve de vez em quando, como se ainda estivesse decidindo se soltava ou não. Chegamos na entrada de serviço de um prédio que eu já conhecia. A porta de acesso pra escada tava entreaberta. Subimos uns lances até um patamar intermediário — escuro, silencioso, só com uma luz fraca de emergência. Nenhum som de gente.

Júlia olhou ao redor, ainda nervosa.

— Aqui ninguém vem mesmo? — perguntou baixinho.

— Quase nunca. Fica tranquila.

Todos preferem o elevador.

Encostei ela na parede com cuidado. Beijei de novo. Dessa vez o beijo foi mais longo, mais exploratório. Ela correspondeu melhor, as mãos subindo pro meu pescoço. Senti o corpo dela relaxando aos poucos, mas ainda com aquela rigidez da culpa.

— Isso é loucura… eu nunca traí na vida — murmurou entre um beijo e outro.

— Você ainda pode parar quando quiser.

Em vez de parar, ela me puxou mais pra perto. Minhas mãos subiram por baixo do moletom, tocando a pele quente da barriga. Ela soltou um suspiro quando meus dedos subiram mais.

— Devagar… — pediu, voz rouca.

Minhas mãos subiram devagar por baixo do moletom, sentindo a pele quente da barriga dela. Júlia prendeu a respiração quando cheguei perto dos seios.

— Posso? — perguntei, olhando nos olhos dela.

Ela mordeu o lábio com força.

— Lucas… isso é muito errado. Eu tenho namorado. Dois anos juntos. Ele confia em mim… eu não sou assim.

— Eu lembro do que você falou lá fora — respondi calmamente, sem tirar as mãos. — Dois anos e ele é ciumento pra caralho. Mas uma mulher como você… especial pra porra, com esse sorriso, esse jeito, esse corpo… merece ser tratada como merece. Se ele não vê isso, o erro é dele, não seu.

Júlia ficou em silêncio, respirando pesado. Os olhos dela mostravam o conflito, mas as palavras pareciam ter acertado em algum lugar.

— Mesmo assim… é traição — murmurou, voz fraca.

Não respondi com palavras. Beijei o pescoço dela devagar. Ela soltou um suspiro longo. O que a boca falava o corpo dizia outra coisa. Tirei o moletom. Desci as alças do sutiã e chupei um mamilo, depois o outro. Júlia gemeu baixinho, a mão indo pros meus cabelos.

Desci a mão pela barriga dela, abri o botão do jeans. Quando enfiei os dedos por dentro da calcinha, senti que ela estava completamente encharcada.

— Porra, Júlia… você tá molhada pra caralho — murmurei.

Ela tremeu forte, mas não afastou minha mão.

Ajoelhei na frente dela, desci o jeans e a calcinha até os tornozelos. Beijei a parte interna das coxas, subindo devagar. Quando minha língua tocou a boceta quente e molhada, Júlia deu um pulo e soltou um gemido abafado.

— Ai, meu Deus… — sussurrou, uma mão na parede, a outra apertando meu cabelo.

Fui com calma, lambendo devagar, chupando o clitóris com pressão leve. Ela começou a rebolar contra minha boca, os gemidos ficando mais difíceis de controlar. As pernas tremiam visivelmente.

— Lucas… eu vou gozar… não para, por favor — pediu, voz desesperada.

Quando o orgasmo bateu, o corpo inteiro dela tremeu. Ela abafou o gemido com o braço, quase perdendo o equilíbrio. Segurei as coxas dela firme.

Levantei devagar, beijei ela com o gosto dela ainda na boca. Júlia correspondeu com mais fome agora, as mãos descendo pra minha calça. Abriu o botão, puxou o zíper. Quando tirou meu pau pra fora, olhou fixo, respirando pesado.

— É bem maior que o dele… — murmurou, quase sem pensar.

Ajoelhou na minha frente. Passou a língua na ponta primeiro. Depois abriu a boca e me envolveu, quente e molhada.

— Caralho, Júlia… assim — rosnei baixo, segurando o cabelo cacheado dela com cuidado.

Ela chupou devagar no começo, depois foi ganhando ritmo, a mão ajudando. De vez em quando olhava pra cima, olhos brilhando. A boca subia e descia, língua trabalhando na cabeça.

— Tá gostoso? — perguntou uma vez, voz rouca, boca brilhando de saliva.

— Tá perfeito. Continua.

Ela caprichou ainda mais com o elogio e afundou mais, engasgando um pouco, mas sem parar.

Puxei ela pra cima com delicadeza, beijando com força. Júlia correspondeu com fome, o corpo colado no meu, as mãos apertando meus ombros. Senti que a resistência tinha baixado bastante — o tesão tava dominando.

Virei ela de frente pra parede. Ela apoiou as mãos no concreto, empinando a bunda naturalmente. Rocei a cabeça do pau na entrada molhada dela, provocando.

— Coloca… por favor — pediu, voz baixa e cheia de desejo.

Segurei a cintura dela com firmeza e entrei devagar, centímetro por centímetro. Júlia soltou um gemido longo e rouco quando me sentiu preenchendo ela.

— Ai, caralho… tá abrindo tudo… — gemeu, testa encostada na parede, as pernas tremendo.

Fiquei parado um pouco, deixando ela se acostumar com o tamanho. Depois comecei a me mover, ritmo lento e profundo. As mãos apertavam a cintura dela, puxando o corpo contra o meu a cada estocada.

Júlia gemia cada vez mais alto, o som ecoando na escada vazia.

— Devagar… assim… porra, que delícia… — sussurrava entre os gemidos.

Aumentei o ritmo aos poucos. O som molhado dos nossos corpos batendo enchia o ambiente. Segurei a bunda dela com as duas mãos, abrindo e metendo mais fundo. Júlia rebolava contra mim, completamente entregue.

De repente, ela soltou um gemido bem alto, quase um grito de prazer, quando acertei um ponto mais fundo.

— Shhh… calma — falei baixo, parando o movimento e cobrindo a boca dela com a mão de leve. — Alguém pode ouvir.

Júlia arregalou os olhos, o corpo inteiro tenso de medo por um instante. Olhou pros lados, como se esperasse alguém aparecer na escada a qualquer momento.

— Meu Deus… se alguém subir… — murmurou, voz trêmula de pânico misturado com tesão.

— Ninguém vai subir agora. Fica tranquila. Só não geme tão alto — respondi, beijando o pescoço dela e voltando a me mover devagar.

Ela respirou fundo, ainda assustada, mas o corpo não mentia: a boceta apertou forte em volta de mim, ainda mais molhada. O risco tinha ligado algo nela.

— Continua… — pediu, voz rouca.

Voltei a meter com mais força. Júlia tentou se controlar, mas logo outro gemido alto escapou. Dessa vez ela mordeu o próprio braço pra abafar, mas o corpo tava enlouquecendo. Rebolava com vontade, empinando mais a bunda pra sentir tudo.

— Tá gostando do perigo, né? — provoquei, uma mão descendo pra esfregar o clitóris dela enquanto metia.

— Cala a boca… puta que pariu — respondeu, quase rindo de nervoso, mas completamente louca de tesão.

O medo dela misturado com o prazer deixou tudo mais intenso. Metia fundo, segurando a cintura com força, o corpo dela batendo contra o meu. Júlia tava encharcada, os gemidos saindo cada vez mais difíceis de segurar.

— Tô quase… Lucas… meu Deus… — gemeu, voz falhando.

Senti ela contraindo forte, o corpo inteiro tremendo num orgasmo intenso. As pernas quase cederam. Segurei ela firme, continuando a meter até gozar logo depois, bem fundo, enchendo ela.

Júlia se vestiu em silêncio, pernas ainda bambas, o rosto vermelho. Olhou pra mim com uma mistura de satisfação profunda e um arrependimento que começava a voltar.

— Não acredito… isso nunca mais vai acontecer… meu Deus o que eu acabei de fazer — disse baixinho, sem muita convicção na voz.

Esperei ela se acalmar um pouco, aproveitei para me arrumar também. Depois que a Júlia se acalmou estendi o celular.

— Coloca seu número. A agência vai te chamar.

Ela digitou, mais era nítido a preocupação dela. Depois me devolveu o celular.

— Tchau, Lucas.

— Tchau, Júlia.

Observei ela descer a escada, o jeito de andar ainda carregando a memória do que tinha acabado de acontecer. Quando ela desapareceu, ajustei a mochila no ombro e saí também.

Foi um dia muito produtivo.

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS, MAS OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL PODEM NAO SER MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

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