Meu nome é Ridrogo (não, não é Rodrigo... meu pai quis assim, com as vogais trocadas) e sou médico. Sou divorciado, não tenho filhos. Tenho 40 anos e vivo no interior de São Paulo. Ao longo da vida, aprendi a reconhecer com clareza meus limites, os medos que carrego e também os fetiches que me acompanham. Ainda assim, a vida não deixa de nos surpreender. Acredito que só faz sentido atravessá‑la se mantivermos uma disposição real para acolher o que ela traz e tirar lições contínuas dessas experiências impressionantes.
Dentro desse horizonte, o sexo se destaca como algo de uma maravilha tão intensa que parece escapar às palavras. Já havia passado por inúmeras experiências menos essa. O episódio que pretendo narrar ocorreu há algum tempo. Nunca dividi essa curiosa história com ninguém. Seria muito interessante ler nos comentários suas opiniões sinceras sobre o ocorrido.
Era começo do ano passado quando um grande amigo meu, Alejandro, engenheiro de 35 anos, me pediu um favor: que eu o acompanhasse ao aeroporto para buscar seu irmão mais velho que voltava da Europa. No primeiro momento, achei estranho, porque ele poderia simplesmente pegar um Uber. Ainda assim, como sei que ele tem grande apreço por minha companhia, não titubeei em aceitar.
Já no carro, enquanto eu dirigia, fomos conversando, e Alejandro começou a me relatar a situação do irmão que estava chegando. No meio da conversa, percebi o motivo de ele ter insistido na minha presença: precisava de ajuda para saber como se portar diante do irmão, que se chamava Adriano. Estava visivelmente envergonhado. Causou-me estranheza vê-lo tropeçar nas palavras, porque o conhecia havia anos – e também conhecia Marina, sua esposa, psicóloga – e sempre o vi como um alguém seguro de si e autoconfiante.
No trajeto até o aeroporto, Alejandro me relatou a história. Contou que seu irmão havia deixado o Brasil aos 18 anos para morar na Holanda, literalmente na cara e na coragem, e que continuava vivendo lá. Atualmente com 38 anos, ele vinha passar alguns dias aqui para rever a família, especialmente a mãe, Dona Sula, e os irmãos. Além de Alejandro existe a Sofia, a caçula de 30 anos, casada com o Haroldo, também velho amigo.
Em dado momento da conversa, um tanto constrangido, Alejandro revelou que, já em solo holandês, esse irmão mais velho se descobrira mulher. Explicou em detalhes o processo de transição, o uso de medicamentos e as demais etapas envolvidas. Mais tarde, Adriano – doravante vou me referir a esse irmão pelo nome feminino que adotou, Heidi – casou-se com um homem e leva uma vida muito feliz lá. Alejandro também me contou que ela decidiu não realizar, e não pretende realizar, a cirurgia para retirada do pênis. Por razões que ele desconhece, Heidi gosta de exibir um caralho.
O marido dela, Willem, um empresário holandês, não pôde acompanhá-la nesta viagem ao Brasil por causa de compromissos de trabalho. Alejandro comentou que já havia conversado com o cunhado e que ele, liberal, não se incomoda com o fato de a esposa ter um pênis. Eu percebia com nitidez o constrangimento de Alejandro diante da situação: Adriano partira para a Holanda como homem e agora, 20 anos depois, retornava como mulher, Heidi. Ele me mostrou fotos do irmão aos 18 anos, em que se via um rapaz forte e musculoso, loiro, bonito e de olhos verdes claros.
Alejandro não sabia bem como reagir, porque seria a primeira vez em que estaria presencialmente com ela; nas duas visitas anteriores que ela fizera à família, Alejandro, por diferentes motivos, não estava presente. Durante o trajeto até o aeroporto, conversei longamente com ele, oferecendo todas as explicações médicas que eu conseguia articular sobre sexualidade humana, mesmo não sendo minha área de atuação. Ao final, resumi dizendo que o essencial é que cada pessoa possa ser feliz com o próprio sexo, seja qual for a forma que ele assuma.
Expliquei a Alejandro que o irmão dele, agora irmã, era uma verdadeira heroína por ter ousado assumir quem desejava ser em um mundo profundamente opressor em matéria de sexualidade. Acrescentei que, se estivesse no lugar dele, sentiria orgulho por ela ter se libertado. A possibilidade de viver a própria emancipação do prazer sexual, em qualquer forma que cada pessoa escolha, não tem preço.
Ele me ouviu com tranquilidade, sem interromper. Apenas permaneceu em silêncio, pensativo, como se elaborasse zonas obscuras da própria moral sexual. Estacionamos o carro e seguimos para a área de desembarque. Ficamos alguns minutos ali, conversando sobre temas diversos. No entanto, quando Heidi surgiu no saguão do aeroporto, instalou-se um clima difícil de descrever. Que deusa era aquela. Fiquei impressionado.
Ela vestia roupas muito charmosas e caminhava com uma sensualidade evidente. Apesar de conservar poucos traços masculinos no rosto, o corpo era marcadamente feminino, com lindos seios. Uma loira de cerca de um metro e oitenta. Lindíssima. E que bunda era aquela. Uma gata! Todos os homens por quem ela passava a olhavam com cobiça.
Ao ser apresentada, notei seu jeito nitidamente feminino, com exceção da voz – ainda levemente masculina – e do português falado com sotaque. Ela me abraçou de forma calorosa, e senti que exalava um perfume delicioso. Confesso que, para mim, ainda era impossível ignorar que ela fora um homem; mesmo assim, imaginava que, para quem nada soubesse da história, ela pareceria apenas uma tremenda mulher com um corpo bem gostoso.
Seguiu andando abraçada ao irmão, carinhosa, enquanto eu caminhava ao lado quase sem dizer palavra, deixando os dois conversarem. Heidi trouxe apenas duas malas; eu carregava uma e Alejandro, a outra. No carro, por sugestão dele, ela se sentou no banco da frente e meu amigo ficou atrás. Heidi conversava animadamente com o irmão, e eu, em silêncio, seguia dirigindo. Observando o corpo dela, confesso que senti tesão. Meu caralho ficou duro. Penso que talvez ela tenha percebido, ainda que de maneira muito discreta. Ela cruzava as pernas delicadamente, revelando coxas muito bem delineadas.
Heidi preferiu hospedar-se em um hotel, para não causar qualquer incômodo à família. Até porque o marido, que é rico, podia tranquilamente pagar um lugar excepcional. Nós a acompanhamos até o saguão do hotel e nos despedimos, já que ela precisava descansar da extenuante viagem. Ainda assim, era evidente que um clima de sensualidade havia ficado no ar. Quando me deu três beijinhos no rosto, murmurou suavemente ao meu ouvido: “Amei conhecer você”. Heidi era de uma doçura encantadora, além de extremamente sexy. Uma “cavala”. Confesso que todo esse ambiente carregado de sensualidade me impactou.
Ao levá-lo de volta para casa, percebi que Alejandro estava diferente. Agora sentado no banco do passageiro, parecia mais à vontade. Retomamos a conversa sobre a transição de gênero de Heidi, sobre sexualidade e sobre a liberdade de fazermos o que desejamos no campo do sexo.
Em certo ponto do trajeto, Alejandro me confidenciou alguns episódios de sua puberdade. Como somos grandes amigos e acostumados a falar putaria um com o outro, ele contou com naturalidade que, uma vez, na adolescência, por volta dos 13 anos, já havia participado de um “troca-troca” com Heidi. Fiquei surpreso.
Narrou em detalhes o episódio, ocorrido em um porão, e disse que havia gostado igualmente das duas situações: tanto ter penetrado Heidi, então com 16 anos, quanto de ter seu o cuzinho devassado. Uma experiência proibida que nunca voltara a ser mencionada até aquele momento. Em seguida, confessou-me, um pouco constrangido, que hoje era inevitável sentir tesão ao ver a irmã tão linda.
Como eu parecia aprovar tudo o que ele dizia, Alejandro foi se abrindo cada vez mais. Enquanto eu dirigia, contou que, embora se considerasse heterossexual em sua relação com Marina – esposa a quem amava profundamente –, nutria uma certa curiosidade de voltar a se libertar mais no sexo. Esses desejos, segundo ele, permaneciam adormecidos, silenciosos, até que o reencontro com a irmã fez essa vontade emergir à superfície.
A conversa entre nós corria solta, girando em torno do prazer, desse gosto de pecado e da necessidade de confiança para poder se largar de verdade. Eu já não via Alejandro como o mesmo amigo de tantos anos; parecia outra pessoa, alguém em quem a presença da irmã tinha despertado algo novo. Ele mesmo comentava o quanto ela aparentava estar realizada daquele jeito, sexy, assumidamente fêmea. Foi nesse clima que, tomado por uma coragem diferente, ele se preparou para me fazer uma confissão.
Alejandro relatou, de forma bem tímida, que, certa vez, já havia tido um leve envolvimento com um colega de trabalho, também engenheiro, casado, que depois foi trabalhar em outra empresa. Não chegaram a fazer um “troca-troca”, em razão do contexto profissional em que se encontravam, mas aquele único encontro, no almoxarifado da empresa, foi marcado por um intenso sexo oral. Confessou-me que adorara a experiência, mas que, tomado por vergonha e culpa, acabou se arrependendo. Enquanto ouvia a confissão dele, procurei manter uma expressão serena, limitando-me a sorrir.
Quando comecei a dizer que via tudo aquilo como algo plenamente natural e legítimo, Alejandro, ainda encarando a estrada, levou a mão esquerda até o meu pau, por cima da bermuda, e iniciou um carinho discreto. Fui pego de surpresa, paralisado, sem saber como reagir. Meu caralho, porém, já vinha “duro como uma rocha”, resultado das inúmeras vezes em que eu havia deixado o olhar escorregar pelo corpo de Heidi.
Ao notar a rigidez, Alejandro desabotoou a bermuda com um gesto calmo e ousado e puxou meu pau para fora, sem fazer alarde. Passou então a masturbar-me com a mão esquerda, mantendo o rosto voltado para a frente, sem buscar meu olhar. Eu seguia ao volante, enquanto ele manipulava meu pau. O contato era gostoso, um movimento suave, ritmado, de sobe e desce, apenas acariciando. E eu permanecia dirigindo em silêncio.
Confesso que aquela carícia sexual estava deliciosa. Eu ao volante, e ele com a mão em meu caralho, e eu permitindo. Quando a excitação começou a crescer demais, percebi que precisava tomar uma decisão. Tirei o carro da rota e estacionei em um ponto mais isolado, próximo a um parque quase sempre deserto, conhecido justamente por ser lugar de “dogging”.
Assim que desliguei o motor, Alejandro, sem dizer palavra, inclinou-se sobre meu colo e passou a chupar meu pau. Fazia isso com tanta destreza que era difícil acreditar que se tratava de alguém pouco experiente. Lambia e sugava num ritmo lento, prolongado, alternando movimentos, colocando tudo na boca, e ficava evidente o quanto ele estava gostando.
Baixei então completamente a bermuda até a altura dos joelhos, para lhe dar mais liberdade de ação. Ele deslizava a língua por toda a extensão do meu pau duríssmo, segurava a base do cacete com a mão esquerda e, com a direita, buscava minhas coxas e a base da bunda, acariciando meu cuzinho com a ponta de um dedo. Sabia exatamente o que estava fazendo. Em dado momento, com a mão direita, tirou o próprio pau para fora e começou a se masturbar também.
Alejandro me chupava com um prazer guloso enquanto se punhetava; notei que o pau dele também estava rígido como pedra. Deslizava a língua por toda a cabeça do meu pau e, em seguida, o engolia inteiro, até que não restasse nada para fora.
Era a primeira vez que eu sentia um homem sugar meu pau. Depois de um “serviço” tão bem feito, era inevitável que eu acabasse gozando. Avisei Alejandro, para que ele pudesse decidir se tiraria ou não meu pau de sua boca. Sem desviar o olhar, manteve a mesma chupada intensa. Então gozei forte. Joguei uma quantidade enorme de porra na boca dele, e ele engoliu tudo. Em seguida, passou a língua, recolhendo o que restava, lambendo até a última gota.
Depois voltou ao próprio assento e continuou se masturbando. Alejandro abaixou a bermuda até os pés, ficando completamente nu da cintura para baixo, e se punhetava de olhos fechados. Notei que o pau dele era mais grosso que o meu – não maior em comprimento, apenas mais encorpado, com uma glande enorme – e estava completamente duro.
Eu observava. Em determinado momento, decidi ajudá-lo: enfiei a mão esquerda por trás de sua bunda e encostei de leve a ponta do meu dedo médio em seu cuzinho. Nem, precisou enfiar. Isso bastou para ele gozar. E esporrou muito. Seu sêmen jorrou em quantidade, a ponto de respingar no banco. Entreguei a ele alguns lenços umedecidos, que sempre carrego no carro, para que pudesse se limpar.
Enquanto ele terminava de se limpar, liguei o motor e, em completo silêncio, conduzi Alejandro de volta para a mesma casa onde o havia buscado. A despedida, ali na porta, saiu contida, quase cerimoniosa. Horas depois, apareceu uma mensagem dele no aplicativo: pedia desculpas e dizia que estava arrependido pelo que tinha acontecido.
Respondi tentando acalmá-lo, dizendo que foi uma experiência diferente, mas boa. Afirmei a ele que eu encarava aquilo como uma vivência única. Garanti que podia ficar tranquilo, porque eu não contaria nada a ninguém, e aproveitei para frisar que, embora tivesse apreciado a novidade, não pretendia repetir. Ele se limitou a responder: “Que pena”.
Desde então, continuamos a nos encontrar com frequência no nosso grupo de amigos, já que circulamos no mesmo meio. A amizade com Alejandro permanece intacta. Quando nos vemos, a sensação é de que aquele episódio nunca existiu, porque jamais voltamos ao assunto, nem em mensagens, nem cara a cara.
Mesmo assim, não tenho certeza de que ele manteve em segredo aquela chupada que me deu. Em certos encontros com o nosso grupo, chegou a me parecer bem nítido que Marina, a esposa dele, me lançava um olhar diferente, meio estranho. No fim, prefiro acreditar que seja só coisa da minha cabeça. Tomara que seja somente impressão.
Ainda assim, reconheço que foi uma experiência intensa e enriquecedora, e sou grato a ele por ter me proporcionado esse prazer diferente. Quanto a Heidi, essa é uma outra história...