Enquanto riamos, a mão dele finalmente chega em minha virilha.
— Para onde estamos indo? — Celo pergunta.
— Para sua casa, mas sou seu motorista hoje. Para onde quer ir? Motelzinho?
Marcelo fica em silêncio, massageando meu volume na calça.
— Lugar nenhum.
Fico confuso.
— Sabe o que eu quero mesmo, Roger? Que você pare esse carro e me foda. Faz isso pra mim, motorista?
Estávamos há alguns bairros da casa de Celo, em uma pista cheia de becos e com alguns estacionamentos comerciais, todos bem vazios para um sábado à tarde. Viro o carro para a rua mais vazia que encontro e encosto no estacionamento de um grande prédio branco. Parecia uma igreja, mas não perco meu tempo analisando, ape-nas beijo meu homem com toda minha vontade. Ele tira o cinto e se agarra ao meu corpo durante nosso longo beijo, já eu, afasto e deito meu banco para trás o máximo que consigo. Marcelo aproveita o espaço e sobe em cima de mim, sentando sua delici-osa bunda com força no meu colo, rebolando em minha virilha.
— Cuidado, não vai quebrar, hein.
— O banco ou você? — Celo sussurra em meu ouvido.
— Hehe, vai ter que se esforçar um pouco mais pra quebrar teu macho, cachorro.
Celo tira a camiseta e desabotoa nossas calças.
— Me deixe tentar, então.
Subo minha camiseta até o pescoço, revelando meu peito e barriga para ele. Coloco minhas mãos por trás da cabeça e o encaro, embriagado pelo tesão e sedento por mim.
— Sou seu. Somente seu e de mais ninguém.
— Eu sei.
Ele tira a própria calça e sapatos, está completamente nu. Nu, suado e com a piroca dura roçando em minha barriga, uma imagem que quase me faz chegar ao ápice. Celo agora abaixa minha calça até o joelho, aproveito o momento e pego no meu por-ta-luvas um preservativo. Criamos o costume de transar sem camisinha há algum tem-po, porém de vez em nunca decidimos usar, seja para economizar lubrificante ou evitar acidentes indesejados como acabar nossa transa em menos de cincos minutos.
Marcelo pega e encara o preservativo. Sei que ele prefere transar sem, contudo, sempre respeita minhas vontades, por isso a coloca em meu membro sem questionar. Encapado e enrijecido, meu pau está pronto para entrar em Celo e entre outra sessão de beijos, ele entra. Fizemos isso tantas vezes que entra sem dificuldade alguma, o cu de Celo já está mais que acostumado com o formato do meu cacete, não somos mesmo almas gêmeas? Ele sobe até a ponta e desce até as bolas rapidamente, quica com força no meu caralho. Trocamos beijos como animais malucos, agarrados e grudados pelo suor. Tento ligar o ar-condicionado, mas Celo acelera as sentadas, ato que impede meus movimentos e me arranca gemidos altos. Gemidos esses que só perdem para o som do nosso bater de coxas, espero mesmo que ninguém esteja nem duas quadras próximo da gente ou ouvirá uma sonoplastia natural de primeira. Reparo que Celo não geme como eu, na verdade, ele não geme nada. Morde os lábios e revira os olhos como um maluco, mas não emite nenhum som sequer. Não entendo o porquê faz isso, só sei que me excita o suficiente para ser mais ativo no sexo do que costumo ser. Movimento minha cintura, alterando o ritmo das quicadas de Celo, algo que ele claramente não esperava.
— Hummm…— ele ameaça gemer, porém tampo sua boca com a mão.
Celo morde minha mão e seu pau baba por toda minha barriga enquanto ele treme. Estamos quase chegando ao fim, não aguentamos mais, contudo nossa história de amor está longe de acabar. Não posso viver mais sem meu homem, não posso e não quero. Achava que em algum momento teria que escolher entre Celo e minha família, mas a verdade é que já fiz essa escolha. Não sei como me sinto acerca disso, mas no momento sei que estou bem e nada mais importa. Melhor impossível.
*Esse e todos os meus contos são trechos do meu livro erótico gay "Professores (Nada) Encantadores" disponível gratuitamente via e-book.