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As Mulheres da Família - A casa de Swing - Parte 6

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Um conto erótico de Dr. Prazer
Categoria: Heterossexual
Contém 3296 palavras
Data: 31/07/2026 15:00:34
Última revisão: 31/07/2026 15:02:30

Quando a minha irmã Beth voltou para o Sul, deixou pendente uma conversa séria com minhas filhas. Desde o episódio em que fomos flagrados, a culpa por ter me envolvido com Yara pesava muito, agravada pelo sermão que Beth nos deu.

Assim que o Uber de Beth partiu, fui direto para o quarto, pois precisava acordar às 6h para trabalhar. Na manhã seguinte, ao levantar, dei de cara com Jaque, minha filha mais velha, usando um short minúsculo e um top colado que contornava perfeitamente seus seios. Naquele momento, tive a certeza de que a atitude delas na véspera havia sido apenas uma encenação para despistar a tia e a prima. Meus olhos se desviaram direto para aquela bunda redonda. Apesar do desejo, eu estava determinado a cortar aquilo pela raiz para não repetir o erro com Yara e evitar mais remorso. Falei:

— Bom dia, Jaque. De noite preciso conversar com vocês.

— Não vai me dar nenhum beijo de bom dia? — respondeu Jaque.

— Não — respondi.

— Tá, né? — retrucou ela.

Fui trabalhar e, à noite, encontrei minhas filhas em casa. Letícia também usava uma roupa curta, a ponto de deixar parte da polpa dos glúteos à mostra. Chamei as duas para a cozinha e expliquei:

— Meninas, nós somos pai e filhas. Eu não quero e não vou ultrapassar essa linha. O que aconteceu naquele dia foi errado e, se não fosse a sua tia, a situação teria terminado muito mal. Vamos colocar uma pedra nisso e nunca mais repetir o que houve no banheiro.

As duas ficaram em silêncio, mas pude notar a expressão de desapontamento no rosto delas.

— O pai ama vocês, e eu sei que vocês também me amam. Mas vamos manter a nossa relação estritamente dentro desses limites.

— Tá bom, pai. Você tem razão — disse Jaque.

— Sim, pai — concordou Letícia, visivelmente decepcionada.

Na terça-feira, Jaque já vestia roupas comuns. Ao vê-la assim, Letícia também começou a optar por peças mais largas. Com o tempo, Jaque parou de dar sinais de que pretendia ultrapassar a barreira da relação de pai e filha. Letícia, no entanto, demorou mais a mudar. Embora tenha abandonado as roupas curtas, seus abraços continuavam longos e os beijos em meu rosto, demorados. Dois meses depois, Jaque começou a namorar um rapaz — provavelmente alguém que já frequentava as saídas dela com Letícia e Ju durante as férias. Letícia, por sua vez, continuava a se permitir certas liberdades, mas sempre contida pelo medo de cruzar o limite e expor o próprio interesse.

Nessa altura, a relação entre mim e Yara estava péssima, mas foi melhorando aos poucos. Ficamos dois meses quase sem nos ver, retomando o contato apenas no terceiro mês. Em uma das conversas, fizemos um pacto mútuo: o que havia ocorrido no meu banheiro jamais se repetiria.

Para evitar ceder aos impulsos, decidi parar de beber. Cheguei a sair com duas pessoas nesse período, mas os encontros não passaram de beijos. O tempo passou rápido. Já havia se passado um ano, e estávamos em março de 2024.

No fim de fevereiro, Beth me ligou:

— Fala aí, maninho, vai ter gente em casa no dia 15?

— Vai sim, Beth. Por quê? — pergunto.

— Ora, estamos em março! Minhas férias começam no dia 15 e eu vou colar aí! — responde Beth.

— Maravilha, será ótimo receber você! — retruco.

— Só que desta vez a Ju e o Jorge ficam. Ela entrou na faculdade e não vai poder viajar comigo — acrescenta ela.

— Vai passar quanto tempo por aqui? — questiono.

— Quase um mês, vinte e oito dias — diz Beth.

Dei a notícia à Letícia, que murchou na hora, pois é apaixonada pela prima. A propósito, Letícia continuava a mesma de sempre. Após a bronca que levou na cozinha, ela voltou a se vestir de forma discreta, mas os abraços apertados, os beijos demorados e, acima de tudo, a forma como me olhava não tinham mudado em nada. Era evidente que ela ainda queria ir além. Confesso que cogitei ceder à tentação nesse meio-tempo, porém consegui me controlar.

Com Yara, as coisas voltaram aos trilhos da normalidade. Interagíamos sem nenhum peso na consciência aparente, e Carlos jamais desconfiou de qualquer indício do que havia ocorrido entre nós. Evitávamos o assunto, mas os olhares furtivos denunciavam que a atração continuava acesa. E, para falar a verdade, se a chance aparecesse de novo, eu não hesitaria em me envolver com minha irmã outra vez...

Enquanto isso, Jaque engatara um relacionamento sério que já durava alguns meses e abandonado as investidas anteriores, totalmente dedicada ao novo namorado, que parecia um rapaz excelente. Mesmo assim, meus olhos ainda se perdiam naquelas curvas, recordando o quase-flagra no banheiro envolvendo as duas e eu. Eu já não estava desesperado por intimidade, mas a carência ainda rondava.

Até que, por volta das seis da tarde, Beth deu as caras. Ao atravessar a porta, disparou:

— Onde está o meu clã de loucos?

Senti um calafrio na espinha. Ao bater os olhos em mim, soltou:

— Olha você aí.

Ela me abraçou, repetiu o gesto com Jaque e, por fim, com Letícia. Minutos depois, Carlos e Yara descenderam para cumprimentá-la. A conversa rendeu até altas horas. No dia seguinte, aproveitando um instante em que ficamos sozinhos, Beth cravou:

— Paulo, posso te fazer uma pergunta direta?

Imaginei na mesma hora qual seria o assunto e dei sinal verde:

— Claro, Beth, pode mandar.

— Nunca mais aconteceu nada entre você e a Yara, certo? — quis saber ela.

— De jeito nenhum, foi só aquela única vez — asseguro.

— Ainda bem! Meu medo era que vocês tivessem continuado depois que eu viajei — desabafa ela.

— Pode ficar sossegada, não houve mais nada — reafirmo.

— E o coração? Um rapaz bonito como você já devia estar comprometido — provoca Beth.

— Ah, apareceu uma coisita ou outra, mas nada firme — respondo.

— Relaxa, daqui a pouco surge a pessoa certa — consola ela.

— E com você e o Jorge, como andam as coisas? — indago.

— Na mesma mesmice. Ele não me procura, e eu já estou cogitando seriamente pedir o divórcio. Só preciso conversar com a Ju antes para inteirar ela da situação — desabafa Beth.

Que situação chata, hein? — comento.

— Nem me fale. Mas quer saber? Não quero pilhar minha cabeça com isso agora, vim para curtir a capital paulista — diz ela.

— Você não existe mesmo. Já planejou os passeios? — pergunto.

— Sim, quero dar um rolê em barzinhos, museus e claro, baladas — tenho duas na mira que quero conhecer — responde Beth.

— Perfeito, então aproveite ao máximo o descanso — encerro.

Eu trabalhava firme durante esse período, já que minhas férias costumavam cair apenas em dezembro. Nos dias de semana, Beth dividia seu tempo entre a minha casa e a de Yara, aproveitando para turistar por São Paulo, muitas vezes batendo perna sozinha.

A visita dela rendeu quatro finais de semana de programação:

Primeiro final de semana: Saímos para um barzinho. O bonde era formado por mim, ela, Yara, Carlos, Letícia, Jaque e o namorado dela.

Segundo final de semana: Escolhemos uma balada temática dos anos 80. Minha filha Letícia veio com a gente, acompanhada por Yara e Carlos. Curtimos muito, dançamos e pomos a conversa em dia. Foi justamente nessa noite, enquanto nos distanciávamos um pouco do grupo, que aconteceu algo inesperado com Letícia:

— Ai, pai, que saudade de quando você chegava em casa bebado e eu te dava banho! Bem que podia rolar de novo, né? — soltou ela.

Meu coração deu um salto no peito. No mesmo instante, passei os olhos pelo corpo dela inteirinho e, sem saber muito bem o porquê, respondi:

— O papai vai pensar no caso.

Ela abriu um sorriso malicioso e sumiu de volta no meio da pista de dança para continuar curtindo. Em geral, o clima em casa estava tranquilo: Letícia se mantinha na linha que combinamos, Yara não dava brecha para nenhuma investida, e Jaque seguia firme no namoro. Contudo, a frase de Letícia balançou minhas estruturas emocionais.

Estávamos na penúltima semana da temporada de Beth quando ela me convidou para tomar uma cerveja num boteco, junto com Yara. Yara, no entanto, avisou que não ia poder ir porque faria uma viagem rápida para visitar a sogra, mas retornaria logo. Ao saber disso, Beth bateu o martelo:

— Então vai ser só eu, você e a Letícia mesmo, irmão.

Eu adorava a companhia de Beth e não via problema algum em sair com ela; afinal, minha irmã era completamente maluca da cabeça. Mas, quando Beth chamou Letícia, a mais nova avisou que emendaria com uma festa e só voltaria no domingo à noite. Já Jaque, como de costume, passaria o final de semana empoleirada na casa do namorado. No fim das contas, sobrou apenas nós dois. A semana correu sem novidades até que o sábado finalmente deu as caras.

Beth apareceu vestindo aquela mesma calça jeans que desenhava perfeitamente os glúteos e um top com um decote generoso. Uma verdadeira mulherão. De tamanco, super produzida e exalando perfume. Naquele instante, percebi que ela estava caçando pretendente, afinal, Jorge não a tocava há três anos.

Caprichei no visual para acompanhar a ocasião: camisa social, calça comprida e sapatos. Pegamos o rumo da Barra Funda para conhecer o bar que ela tanto cismava em visitar. Ficamos horas por lá, jogando conversa fora, abrindo o jogo sobre nossas vidas e planos. Ela desabafou sobre o casamento desgastado, suas expectativas e o quanto pretendia aproveitar a vida assim que assinasse o divórcio. O papo fluía leve e gostoso. O tempo voou e, quando olhei no visor do celular, já passava das 23h. O clima na mesa começou a esfriar quando Beth se aproximou, baixou o tom de voz e falou séria:

— Paulo, vou te fazer uma proposta. Você tem todo o direito de recusar, mas preciso de você para conseguir ir.

Senti uma mistura de curiosidade e um certo frio na barriga.

— O que foi, Beth? — questiono.

Ela hesitou por um segundo, cravando os olhos nos meus:

— Tem uma casa de swing aqui perto. Você topa me acompanhar?

— Por que diabos você quer me meter nisso? — respondo, incrédulo.

— É simples: eu confio em você de olhos fechados, e você é o único homem que conheço em São Paulo. Vai que você acaba encontrando uma namoradinha por lá? — argumenta ela.

— Ah, sei não, hein... — fico ressabiado.

— Vai, por favor! Sozinha eu não vou coragem, não conheço ninguém por aqui. Imagina uma mulher desacompanhada num lugar desses! E olha que você me deve uma, afinal, eu guardo um segredo seu... — chantageia Beth, rindo.

— Nem me venha com esse assunto, Beth — resmungo.

— Tá bom, então não falo mais nisso, mas vai comigo, por favor! — insiste ela.

— Tá bem, tá bem. Só para dar uma olhada, combinado? — pergunto.

— Combinado, combinado. Só para conhecer o lugar — assegura ela.

Pagamos a conta do estabelecimento e chamamos um Uber, rumando direto para a casa de swing. Era uma sensação bizarra estar naquele tipo de ambiente ao lado da minha própria irmã, mas ela tinha razão em um ponto: circular sozinha por ali seria arriscado. De relance, dava para notar que Beth estava com sangue nos olhos para aproveitar a noite. Ao chegarmos, quitamos a entrada na modalidade de casal. Bem na hora de passarmos pela porta do bar interno, ela se aproximou do meu ouvido e avisou:

— Lembre-se de que aqui você é meu namorado, hein? Não esquece o disfarce.

Fomos direto ao balcão pedir uma dose de uísque para cada um, trocando impressões sobre o clima esquisito do lugar — afinal, era estreia para nós dois. Cerca de meia hora de papo depois, ela sugeriu:

— Vamos dar uma volta para conhecer o espaço?

Concordei. A casa era dividida em vários ambientes, sendo um deles voltado estritamente para o sexo explícito. Ao espiar lá dentro, o breu imperava, mas dava para distinguir silhuetas: um grupo de seis pessoas — três homens e três mulheres — engajado em uma orgia pesada. Duas delas estariam montadas nos parceiros, enquanto a terceira praticava sexo oral. Beth estacou, completamente chocada, fitando a cena por uns dois minutos inteiros antes que eu a puxasse pelo braço:

— Chega, vamos voltar para o bar.

— Eita, Paulo, você viu isso? Uma orgia completa! — disparou ela, atônita.

— Vi, vi sim — respondi.

— Caramba, eu não fazia ideia de que a coisa funcionava desse jeito por aqui — comentou ela, ainda surpresa.

Retornamos ao balcão para retomar os copos de uísque. Passamos mais de quinze minutos dissecar o que havíamos testemunhado até que um casal se aproximou da nossa mesa: Gabriel e Vanessa. Ele aparentava uns 45 anos, com cerca de um metro e oitenta de altura, porte elegante, olhos claros, cabelos escuros, uma leve saliência na barriga e óculos de grau. Vanessa, a esposa, era uma ruiva de olhos verdes, esguia, com seios proporcionais e um bumbum empinado que chamava atenção, delineado por um vestido vermelho colado ao corpo que exalava sensualidade. Uma delícia de mulher.

Eles se apresentaram cordialmente:

— Oi, boa noite. Meu nome é Gabriel e esta é minha esposa, Vanessa. Estávamos observando vocês e queríamos saber se nos aceitam na mesa para batermos papo e nos conhecermos melhor.

Beth, um tanto trêmula da voz, aceitou de pronto, e Gabriel emendou:

— Querem se juntar a nós na nossa mesa?

Enquanto caminhávamos até lá, meus olhos inevitavelmente se prenderam naquela bunda perfeita de Vanessa. Acomodamo-nos e a conversa engatou com facilidade. Logo descobrimos que eles eram frequentadores assíduos daquele circuito havia cinco anos, usando as aventuras para apimentar o casamento. Mantivemos o teatrinho de que éramos um casal. Em dado momento, Gabriel soltou uma observação:

— Poxa, ou eu estou muito louco de álcool, ou vocês dois têm uma semelhança impressionante.

— Todo mundo diz a mesma coisa! Chegamos a fazer teste de DNA na época, achando que tínhamos o mesmo pai, mas deu negativo — menti descaradamente.

Se eles acreditaram ou não, é um mistério, mas o assunto morreu ali. Conversamos por mais de três horas, entretidos também em observar o fluxo constante de pessoas que entravam e saíam da salinha escura da orgia. Por volta das três da manhã, o clima mudou: Gabriel abriu o jogo com investidas em Beth, que aos poucos permitiu que ele afagasse seus cabelos. Do meu lado, Vanessa puxou a cadeira para bem perto e passou a me sondar com perguntas íntimas sobre o que eu curtia e o que procurava. A tensão subiu quando a mão dela deslizou pela minha coxa, deixando óbvias as suas intenções. Virei o rosto por um segundo e flagrei Beth beijando Gabriel. No mesmo instante, Vanessa me puxou para um beijo ávido, enquanto a mão dela, firme na minha perna, subiu e apertou meu pau através do tecido, fazendo-o inflamar de vez. A troca de carícias se estendeu por mais de trinta minutos, alimentando em mim a forte expectativa de terminar a madrugada com ela em um motel.

Deixamos o clube por volta das quatro e meia da manhã. Na despedida na calçada, Gabriel ponderou:

— Eu adoraria esticar a noite com vocês em outro lugar, mas acordo cedo amanhã para trabalhar. Beth, me passa seu contato pra gente combinar alguma coisa durante a semana?

Ela olhou de relance para mim e jogou a bola:

— Paulo, passa o seu número para ele.

Passei o contato sem hesitar. Na despedida na calçada, Gabriel deu um beijão de língua em Beth — que prontamente correspondeu —, enquanto eu fazia o mesmo com Vanessa. Meu corpo continuava fervendo, tenso e frustrado por ter ficado apenas no quase.

Chamamos um carro por aplicativo e fizemos o trajeto de volta em silêncio. Ao cruzarmos a porta de casa, não resisti e questionei:

— Por que você deu o meu número para ele?

— Quer que eu passe o meu? Vai que o Jorge cismado descobre tudo — retrucou Beth, encerrando o assunto antes de irmos deitar.

Aquela foi a última semana da temporada de Beth em casa. Ela passou os dias batendo perna pela cidade, muitas vezes na companhia de Letícia. Já na quinta-feira, o celular apitou com uma mensagem de Gabriel:

— Casal, beleza? Topam um rolê neste sábado?

Mostrei a mensagem para Beth, que aceitou na mesma hora, empolgada:

— Responde que sim, por favor! Quero dar para aquele gostoso no final de semana.

Confirmei o nosso encontro e combinamos de nos ver na mesma casa de swing. Antes que o assunto morresse, fiz questão de alertar:

— Só te peço uma coisa: não abra o bico para a Letícia ou a Jaque, de jeito nenhum.

— Pode deixar, túmulo. Imagina se chega aos ouvidos da Ju e vaza para o Jorge? — concordou ela.

No sábado, Letícia avisou que passaria a noite na casa do namorado da irmã, pois haveria uma comemoração de aniversário do meu "genro", e que provavelmente voltaria tarde. Aproveitei para avisar:

— Eu e a Beth vamos colar na festa de um colega de trabalho. Provavelmente também demoro para voltar.

Letícia franziu o cenho e disparou:

— Só não me apareça em casa trancado de álcool sem mim para cuidar de você, hein?

Eu já conhecia bem as segundas intenções por trás daquele aviso, mas preferi não render assunto.

Por volta das sete da noite, comecei os preparativos. Caprichei-me no banho, fiz questão de aparar os pelos da virilha, vesti a calça passada, a camisa social e o sapato novo que havia comprado. Beth surgiu logo depois, deslumbrante em um vestido cinza colado ao corpo e repleto de brilho, com um decote generoso e uma modelagem tão justa que esculpina suas curvas e valorizava a bunda.

— Caramba, o Gabriel vai delirar quando te ver! — comentei.

— Tomara, porque estou contando com isso hoje — confessou ela, sorrindo.

Chegamos ao clube por volta das dez da noite e eles já nos aguardavam no salão. Acomodamo-nos à mesa e a noite seguiu regada a conversa e bebida. Em pouquíssimo tempo, a mão de Gabriel já deslizava pela coxa de Beth, enquanto eu fazia o mesmo com Vanessa. Ela, por sinal, estava deslumbrante, usando uma calça jeans justa, um top delicado com uma corrente dourada repousada na barriga. Era difícil acreditar que uma mulher daquele nível estava me dando tanta atenção. Trocamos carícias e conversas até a uma e meia da manhã, alternando entre cerveja e doses de uísque. Na hora de fechar a conta, paguei tudo no cartão, já que não levava dinheiro em espécie.

Ao nos levantarmos para ir embora, Vanessa propôs:

— E aí, topam esticar a noite com a gente? Tem um lugar excelente na Marginal, vocês vão adorar.

Beth topou na hora. Eu ainda digeria o peso daquele "com a gente", mas acabei embarcando. Entramos no carro de Gabriel, mas, dessa vez, a dinâmica mudou: Beth foi na frente, enquanto Vanessa deslizou para o banco traseiro, colada a mim. Durante todo o trajeto, fomos trocando beijos intensos, a ponto de Beth comentar da frente:

— Eita, parece que o clima esquentou de vez aqui atrás.

Gabriel dirigiu por cerca de dez minutos até chegarmos à fachada imponente de um motel sofisticado da região. Ele baixou o vidro e anunciou na recepção:

— Por favor, um quarto com cama king size e banheira.

— Os quatro vão ficar no mesmo quarto? — questionou o atendente, educadamente.

— Isso mesmo — respondeu Gabriel, sem hesitar.

Nesse exato segundo, interrompi os beijos com Vanessa e encarei Gabriel com desespero:

— Espera aí... Não seria melhor pegarmos dois quartos separados? Assim todo mundo fica mais à vontade...

— Que nada, vai ser um só, e a conta fica por minha conta. Só me entreguem os documentos — cortou ele.

Joguei um olhar apreensivo para Beth e a vi completamente sem cor, com a fisionomia pálida, parecendo que a alma tinha escapado do corpo. Ele passou os RGs pelo visor e, segundos depois, o funcionário devolveu:

— Aqui está a chave, senhor. Quarto 45. Tenham uma excelente noite.

Senti o pânico me dominar por completo, enquanto Vanessa tentava me tranquilizar ao lado:

— Está tudo bem com você?

— Tá, tá sim — respondi, com os olhos fixos em Beth, que tremia.

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Foto de perfil genéricaDoutor do Prazer Contos: 7Seguidores: 129Seguindo: 0Mensagem O tesão acumulado fez eu começar a fazer loucuras. Hoje vivo em uma situação que não é normal para a maioria. E nela mais 4 pessoas convive comigo essas experiências. Então decidi compartilhar aqui para ver se eu acho mais pessoas que tiveram essa experiência.

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