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Novo Mundo: 3 - Vapor de Jasmim e Certezas Frágeis

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Da série Novo Mundo
Um conto erótico de O Contador
Categoria: Heterossexual
Contém 2924 palavras
Data: 04/07/2026 11:37:35

Os dias seguiram num ritmo hipnótico, marcados pela higiene matinal rigorosa e tardes de uma quietude quase doméstica ao lado dos donos. A rotina era imutável: o despertar, o cuidado invasivo, mas necessário, e a sensação crescente de pertencimento, mesmo que a posição fosse de submissão absoluta. Uma vez por semana, a cerimônia de depilação ganhava um destaque especial. Os criados da casa, altos e esbeltos, embora desprovidos da beleza divina dos titãs, possuíam mãos de uma suavidade aveludada. Eles manuseavam o corpo de Elena com precisão cirúrgica, removendo cada fio de pelos indesejados até que a pele ficasse impecável. Na última sessão, o criado utilizou uma pequena lâmina para desenhar um padrão geométrico delicado em seus pelos pubianos, uma marca de propriedade que a fez corar. Depois, veio a massagem com um creme espesso e perfumado, cujo cheiro misturava baunilha com algo metálico e inebriante, deixando-a relaxada e com a pele brilhando.

Aos fins de semana, a mansão se abria para o mundo exterior. Os donos os levavam para conhecer a cidade tranquila, uma espécie de vila de interior que parecia ter saído de um cartão-postal, mas onde todos os "animais de estimação" eram humanos. Era um espetáculo surreal ver tantas pessoas da espécie de Elena vivendo como animais domesticados, alguns vestidos com roupas estranhas — látex brilhante, coleiras ornamentais ou até nada além de fitas coloridas. Eles faziam exercícios físicos, corridas e natação, atividades que, para os gigantes, pareciam ser apenas uma forma de entretenimento, uma brincadeira para ver seus bichinhos se exercitarem. Elena, no entanto, mantinha sempre uma vantagem sobre os outros. Seus reflexos e resistência, forjados nos anos como capitã de nave estelar, permitiam que ela corresse mais rápido e nadasse com mais eficiência, o que rendia olhares de orgulho — e cobiça — de seus donos.

Em um determinado dia, durante a higiene matinal, a atmosfera mudou sutilmente. O ambiente de limpeza, com seu piso inclinado e drenos prontos, era familiar. Sempre estava ali, agachada no chão frio ao lado de Clara e Sete, formando um trio de nudez vulnerável, para fazerem suas necessidades antes do banho. Contudo, desta vez, a jovem dona não fez o gesto habitual para se agacharem. Em vez disso, com um olhar autoritário, mas gentil, ela pediu que Elena se levantasse. A capitã ficou em pé, nua e pequena entre os gêmeos gigantes, que a olhavam de cima, imponentes. O comando foi silencioso, mas claro. Eles continuaram olhando para Sete e Clara, que permaneciam agachados, mas a atenção estava em Elena, que entendeu o recado: ela não era mais para se acovardar no chão como um animal comum, mas assumir sua postura, ainda que para algo tão humilhante. Com o coração acelerado, Elena observou Clara urinar fortemente no chão, o jato batendo no piso com um som explícito, sentindo-se desconcertada e exposta ao ser observada de cima a baixo enquanto fazia algo tão íntimo.

Sete, no entanto, resistiu. O rapaz manteve-se agachado, mas com as pernas cerradas, recusando-se a aliviar-se naquela posição de exposição forçada. A jovem dona, incomodada com a desobediência, aproximou-se. Com uma mão grande e firme, ela tocou no pênis de Sete, que estava pequeno e flácido, talvez pelo frio ou pela própria situação, ainda mais porque, proporcionalmente ao corpo gigante dela, parecia um brinquedo minúsculo. Ela o manipulou com impaciência, apertando sua barriga logo acima da bexiga. A pressão foi inevitável. Sete soltou um gemido de vergonha e, sem alternativa, relaxou os músculos, urinando no chão de forma humilhante, sob o olhar controlador da dona. O chão foi rapidamente lavado por um jato de água automático, e o jovem dono, observando a cena, pegou Sete e Clara e os levou para o banho, deixando Elena sozinha.

De certa forma, Elena sentiu um alívio, até mesmo uma felicidade secreta, por poder fazer suas necessidades "sozinha" — ou seja, apenas na presença de sua dona, sem a pressão dos outros ou do olhar do macho gigante. A dona a levou gentilmente para o banho, mas desta vez o ritual seria diferente. Ao entrarem na vasta sala de banho, a titã não deu ordens. Em vez disso, ela tirou toda a sua roupa, revelando aquele corpo de três metros de pura força e feminilidade. Ela entrou na banheira enorme, já cheia de água quente e espuma, e colocou umas luvas felpudas, brancas e macias.

Elena foi conduzida para dentro da água. A dona usou as luvas nela, aplicando muito sabão com uma delicadeza que beirava a adoração. Ela demorou-se nos lugares mais íntimos, esfregando a espuma no ânus de Elena e em sua vagina com uma insistência que fazia a respiração da jovem falhar. A textura áspera das luvas contra a mucosa sensível criava uma fricção eletrizante. Em certo momento, a dona puxou Elena para si, fazendo-a deitar sobre seu corpo nu, com as costas da subordinada encostadas nos seios macios da gigante. A hidromassagem foi ligada, e os jatos de água agitaram o ambiente, massageando ambos os corpos.

Ainda com as luvas felpudas, a dona introduziu gentilmente seus dedos. Um penetrou o ânus de Elena, o outro deslizou para dentro de sua vagina, já molhada pela água e pelo desejo. Foi um carinho demorado, explorador, uma sensação muito gostosa de ser preenchida e possuída. O prazer subiu vertiginosamente, bloqueando qualquer pensamento racional. Instintivamente, Elena virou a cabeça e abocanhou os seios enormes da dona, mordiscando o mamilo com desespero, buscando âncora naquele tsunami de sensações. Ela delirou de prazer, o corpo tremendo na água quente, e gozou intensamente, suas contrações musculares apertando os dedos da gigante. A jovem dona apenas a olhou com carinho, passando as mãos — ainda com as luvas — pelos cabelos negros de Elena, acalmeando-a enquanto as ondas do orgasmo diminuíam. Ficaram mais uns minutos assim, flutuando na água quente, em um silêncio confortável onde a hierarquia parecia dissolver-se momentaneamente na intimidade do toque, até deixarem a hidro.

A textura da toalha felpuda contra a pele úmida de Elena foi um choque de conforto, um contraste nítido com a frieza metálica da nave decaída que ainda habitava em suas memórias recentes. O cheiro que subia das fibras era uma mistura complexa de lavanda, camomila e algo terroso, como musgo fresco, uma fragrância que parecia ser infundida na própria água da casa. Sua jovem dona, uma criatura de beleza estonteante e quase três metros de altura, movia-se com uma graça predatória enquanto enxugava Elena. Não houve pressa, apenas uma possessividade clínica na maneira como a toalha desceu pelos ombros de Elena, passando pelas costelas, absorvendo a água das curvas de sua cintura e ancas. Elena sentiu cada movimento, a pressão firme da mão da gigante através do tecido, delineando a forma de seus seios, o contorno de suas nádegas e a firmeza de suas coxas. Seu corpo, uma máquina de guerra treinada para combate e sobrevivência, foi reduzido naquele momento a um objeto de cuidado higiênico, explorado em detalhes minuciosos que a fizeram corar, não de vergonha, mas de uma submissão involuntária que borbulhava em seu estômago.

Quando o último resquício de umidade foi removido, a dona se afastou. Sem uma palavra, ela se vestiu com roupas que pareciam flutuar até se ajustarem ao seu corpo alto e esbelto, e saiu do quarto, deixando Elena sozinha no silêncio úmido do banheiro. A porta se fechou com um clique suave, e Elena soltou o ar que não sabia que estava prendendo. O dia que se seguiu foi uma lição de arquitetura e luxo. Elena percorreu os corredores da propriedade, seus pés descalços fazendo pouco ruído nos tapetes espessos. A casa era uma fortaleza de prazer. Havia quartos em abundância, a maioria suítes espaçosas que poderiam abrigar a família inteira de Elena na antiga nave. Algumas suítes possuíam banheiras de hidromassagem grandes o suficiente para nadar, outras tinham vistas panorâmicas de jardins exuberantes que pareciam não ter fim. Era um mundo de abundância pacífica, um paradoxo gritante para uma capitã acostumada a racionar oxigênio e energia.

Após um rico almoço acompanhado de especiarias, Elena encontrou-se no salão principal. Sete e Clara, os outros "pets", estavam no tapete persa de padrões intrincados. Eles estavam calmos, deitados de lado, enquanto a mãe da família, uma mulher de presença serena e autoridade silenciosa, estava sentada num banco baixo atrás deles. Suas mãos trabalhavam com ritmo hipnótico, massageando o couro cabeludo de Clara e depois de Sete, dedos longos deslizando pelos fios, puxando suavemente, acariciando. O ar estava impregnado por um senso de ordem doméstica que Elena achava perturbadoramente sedutor. Ela sentou-se no sofá, as pernas cruzadas inicialmente, mas o relaxamento do ambiente parecia contagioso. Ela dizia a si mesma, repetindo como um mantra interno, que não devia se acostumar. Aquilo não era vida real, era uma gaiola dourada. Mas, contra sua vontade, seus músculos afrouxaram. Ela olhou para baixo, para seu próprio corpo. Sem pensar, suas pernas haviam se aberto. Sua vagina estava totalmente exposta ao ar do salão, sem proteção, sem a armadura de seu uniforme ou a blindagem de sua nave. Ela estava lá, exibida, vulnerável, e, estranhamente, não sentiu urgência em se fechar. O relaxamento era um veneno doce, e ela se sentiu mais encorajada quando viu o pai da família — aquele mesmo que a resgatou — com um olhar satisfeito, de quem acertou na escolha.

No fim da tarde, a jovem dona apareceu na porta do quarto onde Elena havia se instalado. Não foi um comando verbal, apenas um olhar, um ligeiro movimento dos olhos na direção do interior de sua suíte, e Elena se levantou, obediente ao chamado não dito. Ela estava com roupas para treino, um belo conjunto de lycra rosa, e tênis brancos. Colocou uma coleira em Elena e saiu, que instintivamente a acompanhou.

Dentro de um luxuoso e moderno carro, saíram das dependências da mansão e seguiram pela cidade. Elena estava nua, apenas com a coleira, sem saber o que esperar.

Chegando ao local, dentro de um clube que tivera a impressão de ser de alto padrão, seguiram para um ginásio muito moderno, com arquibancada e uma quadra de cerca de 40 metros.

Aos poucos foram chegando outras garotas e poucos rapazes, porém desta vez não havia humanos, somente os carmesins.

Ouviu algumas perguntas, do tipo: "Nossa, por que trouxe ela aqui? Aqui não é lugar de pets."

Elena ficou irritada. Sentou no chão; não tinha seu tapete felpudo ali, e não era permitido sentar nos bancos. Seu corpo e bumbum estavam encostados no chão gelado, as costas na parede. Fechou as pernas e cobriu os seios, querendo evitar a exposição para aqueles seres, o que de fato era impossível.

Um breve sorriso apareceu quando escutou Isadora dizendo que ela fazia parte da família.

Percebeu que eles armaram uma rede de vôlei e se dividiram em alguns times. Eram três times, com 4 mulheres e um homem cada. Elena ficou surpresa; não achava que eles praticavam esportes como em seu planeta. A cada rodada, um time ficava de fora e ela ficava ao lado dele como se fosse uma gata abandonada. Alguns passavam a mão em seus cabelos, outros simplesmente ignoravam, e alguns ficavam reparando em cada parte do seu corpo que tentava se esconder, porém em vão.

Ao final de 2 horas, o jogo terminou e Isadora ficou conversando com as amigas, sendo a última a ir embora; já eram por volta das 20:00 da noite.

Porém, antes de ir, seguiu para o vestiário. Isadora estava muito suada e decidiu tomar um banho. Era um vestiário muito bonito, cheiroso, limpo e grande, com diversas salas de armários e chuveiros.

Isadora iniciou seu ritual. Ela despiu-se com movimentos lentos e deliberados, deixando cair cada peça até ficar completamente nua. Sua roupa de treino estava encharcada, especialmente a calcinha, e sua pele brilhava sob a luz suave.

Isadora foi até o vaso sanitário e sentou-se, sem cerimônia e sem fechar as portas, fazendo suas necessidades enquanto Elena observava. O som do jato forte e constante ecoou contra as paredes de azulejos, um ato íntimo e banal tornado público para a observação da escrava. Ao terminar, ela se levantou, limpou-se e estendeu a mão, chamando Elena para o chuveiro.

O vestiário possuía diversos chuveiros de teto alto, um banco de mármore esculpido em uma peça única, com o ar pesado com vapor e um aroma afrodisíaco, algo como jasmim noturno e âmbar.

Dentro do espaço enevoado, os jatos d'água quente bateram em ambas. Elena viu sua chance e, sem pensar... logo pegou uma esponja natural e um sabonete que espumava ricamente e começou a lavar sua dona. Ela retribuiu o banho da manhã, mas com uma intenção diferente. Suas mãos deslizaram pelo colo da titã, pelos seios firmes e pesados, descendo pelo abdômen plano até as coxas poderosas. Ela não se conteve; suas mãos encontraram a entreperna da dona, e ela trabalhou com vigor, usando as palmas e os punhos para friccionar o clitóris sensível e os lábios da vagina, que já estava molhada não apenas pela água. A dona arqueou as costas, um gemido baixo escapando de sua garganta, e Elena continuou, determinada, até sentir o corpo da gigante tremer, as pernas bambas enquanto um orgasmo intenso a sacudia, lavado pela água quente.

Saíram do chuveiro e se enxugaram. Isadora colocou um conjunto de lingerie bege, moletom, tênis e meias brancas; estava confortável. Entregou um par de sandálias para Elena, enrolou-a com um pequeno roupão e seguiram para o carro de volta à mansão.

Durante o trajeto, o silêncio foi quebrado quando a dona olhou pelo espelho e perguntou: "Você me entende?"

Elena parou por um instante. Ela lembrou-se do codificador implantado sob a pele de seu pescoço, uma tecnologia da Terra que permitia tradução neural instantânea. Era por isso que ela compreendia as ordens, os grunhidos de Sete e Clara, e as nuances da língua local. "Sim", respondeu Elena, sua voz rouca no ar úmido.

A dona sorriu, um reflexo no espelho. "Eu sou Isadora. E eu percebo que você é diferente."

"Eu sou Elena. Capitã da nave Vanguarda. Fomos capturados, minha nave destruída, minha tripulação... eu não sei onde estão", disse ela, a dor da perda misturando-se com a confusão do momento presente.

Isadora virou-se no banco para olhá-la de frente. "Você é bonita. Atlética. E inteligente. Vejo isso nos seus olhos."

Elena sorriu, mas não havia alegria, apenas ceticismo. "Se eu estivesse com minha tripulação, eu não estaria aqui, nua no banco de trás, passeando com minha 'dona'."

A resposta de Isadora foi suave, mas firme, cortando o ar-condicionado do carro com uma certeza inabalável. "Você não é uma escrava, Elena. Vocês são parte da família."

A ironia não foi perdida por Elena. Claro, pets são parte da família, pensou ela, um deboche amargo rolando em sua mente. Como um cão de estimação que ganha presentes no Natal. Com isso, já estavam chegando à mansão, por volta das 23:00 da noite, e foram direto para o quarto.

Isadora, ao chegar, tirou o moletom, ficando apenas de calcinha e sutiã, e deitou-se de bruços na cama enorme, seus lençóis de seda escorregadios sob sua pele. O corpo de três metros se estendeu, uma paisagem de curvas convidativas. Elena entendeu o comando não verbal. Ela subiu na cama, ajoelhando-se ao lado da dona. Suas mãos fortes, acostumadas a manobrar naves espaciais, agora começaram a trabalhar nos músculos das costas de Isadora — o treino tinha sido pesado, exigindo agora uma massagem longa e demorada. Elena usou seus cotovelos e a pressão de seu peso, deslizando até a curva lombar, descendo para as nádegas redondas e firmes. Ela ouviu a respiração de Isadora mudar, tornando-se mais pesada, mais profunda. Elena arriscou e retirou o que restava das roupas de Isadora, que levantou os quadris levemente, um convite. Elena não hesitou; seus dedos mergulharam na umidade outra vez, trabalhando com precisão cirúrgica para trazer prazer, até que Isadora gemeu, abafando o rosto no travesseiro enquanto seu corpo se contraía em um clímax poderoso. Isadora virou-se de frente.

Elena então massageou seu clitóris até que Isadora chegasse novamente ao clímax, mas não sem antes beijar seus lindos seios e sentir uma onda de satisfação misturada com sua própria necessidade, cada vez maior, de se entregar a este universo de luxúria.

Após a massagem, uma ducha rápida removeu o suor e os óleos. Isadora estava se vestindo, então ela parou e olhou para Elena, que permanecia nua.

"Você gostaria de usar roupas?", perguntou Isadora.

Elena franziu a testa, surpresa. Isadora foi até um armário e retirou um conjunto: uma minissaia de couro preto, uma camiseta decotada justa, uma calcinha minúscula e um par de botas altas. Ela entregou a Elena.

"A partir de agora, pode utilizar as roupas de couro se quiser; as botas são para usar fora de casa", instruiu Isadora. "Dentro, você deve ficar descalça. Você tem pés lindos; eles não devem ser escondidos aqui dentro. Tenho peças para pets, mas somente para os especiais como você."

Isadora aproximou-se, plantou um beijo leve, quase maternal, nos lábios de Elena e saiu do quarto, deixando um rastro de perfume.

Elena ficou parada no centro do quarto, segurando as roupas de couro e material sintético. Ela olhou para as botas, depois para o espelho, vendo seu próprio corpo nu, marcado pela experiência do dia, mas ainda forte. O que fazer com Clara e Sete? Como seria a dinâmica agora? E, mais perturbadoramente, por que toda aquela situação, a submissão, o poder que Isadora exercia sobre ela, a deixava tão excitada? Sua vagina latejava, pedindo atenção, e Elena sabia que a noite estava longe de acabar.

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