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Perdi o cabaço na pica do irmão do meu amigo

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Um conto erótico de Kherr
Categoria: Gay
Contém 12256 palavras
Data: 04/07/2026 13:02:00

Desde que começamos a frequentar o mesmo colégio, Mauro e eu nos tornamos melhores amigos. Foi meio que de imediato, já no primeiro encontro senti naquele olhar que trocamos por breves segundos, que teríamos uma história juntos. Ele me confessou, poucas semanas depois, que teve a mesma impressão e, a partir daí, uma bela e sólida amizade começou a crescer. Alguns meses depois, as pessoas juravam que éramos irmãos de tanta afinidade que havia entre nós.

Por residirmos no mesmo bairro, fazíamos juntos as lições de casa, os trabalhos que os professores passavam e até as acirradas disputas dos jogos de videogame no período da tarde, ora na casa de um, ora na do outro. Outra coisa que tínhamos em comum era um irmão alguns anos mais velho que gostavam de implicar conosco e fazer da nossa vida um verdadeiro inferno. O Mauro chegou a conhecer o meu antes de eu conhecer o dele, pois o sujeito passava o dia todo fora na faculdade e num estágio concomitante.

No entanto, havia uma única e grande diferença entre nós, a qual eu relutei muito em confessar com receio de perder a amizade dele. Enquanto o Mauro não deixava de reparar em nenhuma garota que passava por ele sem fazer algum comentário quanto aos peitos, a bunda, as coxas ou qualquer outra característica que lhe despertava tesão, eu não só me intimidava diante delas, como as enxergava apenas como colegas, sem sentir absolutamente nada além de empatia e coleguismo. Tesão eu sentia pelas pernas musculosas dos garotos durante as práticas esportivas, os braços com bíceps desenvolvidos, aqueles rostos angulosos e másculos que em alguns deles já havia uma barba se formando deixando-os ainda mais sexys e, é claro, pelos volumes que havia entre suas coxas que, à semelhança do volume do Mauro, tendiam a se inquietar e projetar assim que viam uma garota gostosa. Sim, eu era gay e tinha plena consciência disso, mas como dizer ao seu melhor amigo que você se sentia mais atraído pelos caras iguais a ele do que por qualquer garota, sem correr o risco de perder sua amizade?

Às vezes, me enchia de coragem e tomava a decisão de abrir o jogo de vez. Diversas vezes ensaiei as frases, palavra por palavra, mas bastava estar frente a frente com ele para a coragem fugir com a mesma ligeireza que um rato foge do gato. Então eu apenas ouvia resignado e calado os relatos que ele me fazia contando suas proezas com fulana ou sicrana com as quais perdeu a virgindade e colocou o pauzão a funcionar assim que os hormônios lhe cobravam uma atitude. Nisso teve a colaboração do irmão que, não apenas o incentivava, mas lhe dava dicas de como se dar o melhor possível entre os seios e as pernas de uma garota.

O engraçado era que eu admirava o porte físico do Mauro, gostava do jeito macho dele, da maneira como se expressava ao me contar suas peripécias sem ser vulgar ou desrespeitoso com as garotas com quem transava. Porém, e apesar de ter ficado encantado na primeira vez em que vi o pauzão que carregava entre as pernas, não sentia propriamente tesão por ele. Era como se eu já estivesse acostumado a ver a rola dele tanto quanto estava habituado a ver a do meu irmão que também gostava de exibir aquela coisa avantajada, grossa e cabeçuda que carregava orgulhoso entre as coxas e que, muitas vezes, ficava manipulando até ela se transformar numa estaca rija dentro da cueca bem na minha cara. Muitas das discussões com meu irmão começaram assim.

- Porco! Depois você sai por aí tocando em tudo com essa mão nojenta! – dizia eu enfurecido ao vê-lo tocando em qualquer coisa minha.

- Todo homem mexe no pau! De vez em quando é preciso ajeitá-lo numa posição mais confortável, e não há mal algum nisso! – retrucava meu irmão na maior cara de pau. – Ah, me esqueci que você é uma frutinha cheia de não me toques!

- Cretino! Não sou é nojento feito você! Além do que, você não está ajeitando essa coisa, está há uns cinco minutos cutucando-a sem parar só para a deixar dura e empinada como está agora! – devolvia eu, enquanto ele caçoava da minha cara perplexa e aborrecida, muitas das vezes baixando a cueca e fazendo o troço saltar para fora, ou se aproximando de mim e passando a mão com a qual tinha se masturbado na minha cara. Dali a troca de socos era uma questão de segundos.

Quando minha amizade com o Mauro já durava mais de um ano, a família dele se mudou para a mesma rua em que eu morava, apenas alguns quarteirões de distância, com isso passamos a seguir e voltar juntos do colégio todos os dias, e foi quando conheci o irmão dele, o Marcão.

Foi numa manhã chuvosa quando ele e o Mauro passaram em casa para me dar uma carona até o colégio. Assim que nossos olhares se cruzaram senti um calafrio percorrer minha coluna. Fiquei meio que hipnotizado com aquele corpão coberto de músculos em plena forma e esplendor dos seus vinte e dois anos, pelo rosto cuja barba estava por fazer, pelo olhar penetrante que me lançou assim que me viu chegar perto do carro e pelo sorriso que me deixou encabulado me fazendo corar.

- Esse é o pé no saco do meu irmão Marcão! – disse o Mauro quando entrei no carro.

- Oi! – cumprimentei ridiculamente tímido.

- E aí cara! Então você é o famoso Lucas! Esse pentelho fala de você o tempo todo, é Lucas para cá, é Lucas para lá, é o Lucas fez isso, é o Lucas falou aquilo! – revelou o Marcão, o que me deixou ainda mais envergonhado por não saber o quanto o Mauro falava a meu respeito para a família.

- Não liga não, Lucas! É como eu já te contei, meu irmão é um traste, só enche meu saco! – afirmou o Mauro.

- Vou te mostrar quem é o traste aqui, seu pentelho do caralho! – retrucou o Marcão dando o bofetão na cabeça do Mauro que revidou com um soco nas costelas dele. Achei que iam começar a brigar enquanto o Marcão dirigia se distraindo ao volante.

- Vocês não vão brigar aqui e agora, vão? – indaguei, quando o Marcão tirou uma fina de um motoqueiro que passava entre os carros quase o derrubando da moto.

- É esse bostinha que começa tudo! – disse o Marcão enfurecido.

A imagem do Marcão não saiu da minha cabeça pelo restante do dia. Isso sim é que é um homem, dizia uma voz dentro da minha cabeça. Você reparou como ele olhou para você, parecia que aquele olhar conseguia enxergar dentro de você, de ter a capacidade de descobrir que você é gay e que seu cuzinho piscou assim que botou os olhos naquele corpão parrudo? Não viaja Lucas, o cara nem deve ter reparado em você. Para ele você não passa de um fedelho pentelho igual ao irmão dele. Mas essa voz não se calava, e ficou alguns dias aporrinhando minha cabeça e a enchendo de ilusões e fantasias. Até nos meus sonhos ela se meteu, fazendo propaganda até do que nem cheguei a ver, um pauzão enorme que estava louco para entrar no meu cuzinho virgem e fazer de mim um gay de verdade. Quando acordava agitado no meio da noite com o pau duro e babando, descobria que tinha sido apenas um sonho embora um reboliço incomum estivesse apoquentando minhas preguinhas anais.

O Mauro fazia meses que andava de olho numa garota de outra turma, Laura, toda meiguinha e que não tirava os olhos dele, se mostrando disponível para o que quer que fosse.

- Preciso trepar com ela, cara! Fico de pau duro só de pensar nela! – confessou-me certa tarde quando estava em meu quarto estudando para a prova do dia seguinte, ao mesmo tempo que dava uns apertões na ereção que se formou dentro da bermuda.

- É, ela parece estar a fim de você! – devolvi, sem entusiasmo.

- Estar afim? Cara, você é muito do desligado, ela quer dar para mim, dá para sentir de longe! – retrucou.

- Para você qualquer garota que te olha está a fim de dar! Isso é compulsivo e meio doentio!

- Sabia que eu te acho esquisito às vezes? Sei lá, parece que você não curte mulher, não se empolga quando as garotas se aproximam de você. – confessou, me deixando desestabilizado a ponto de eu dizer a mim mesmo que a hora era agora, ou nunca.

- É que eu sou gay! – escapuliu antes mesmo de eu me dar conta.

- O quê? Cara, que papo é esse? Eu só disse que “parece” que você não curte mulher, não falei que você é gay!

- Mas eu sou! Faz algum tempo que eu queria te contar, mas tive e estou com medo que você nunca mais fale ou olhe na minha cara. A nossa amizade é muito importante para mim, é a coisa mais importante que tenho e não quero perder. – afirmei, sob o olhar estarrecido dele.

- Você é gay! – exclamou, como para se convencer. – Cara, você gay, não pode ser! Você não fala fino, não desmunheca, não rebola nem anda feito uma bicha, você só pode estar de gozação comigo.

- Estou te falando, sou gay! Sabia que é muito preconceituoso você achar que alguém é gay por ter essas características que você mencionou? Cada pessoa é como é, como nasceu para ser! O cara não precisa falar fino, rebolar ou ter trejeitos para ser visto como gay, isso é um estereótipo que a sociedade criou, e que só gera preconceito.

- É que você não é gay, não pode ser! Você é o Lucas, meu melhor amigo, o cara que eu mais admiro nesse mundo. – devolveu

- Pois é, mas sou! O que eu posso fazer se nasci assim? Eu curto garotos em vez de garotas! – asseverei

- Cara, eu estou confuso! Olho para você e não vejo um gay, só vejo meu amigão Lucas! Só consigo sentir a força da nossa amizade, e dela não vou abrir mão, seja você gay ou não! – disse ele

- Isso quer dizer que não vai virar a cara para mim, que continuamos a ser amigos? – questionei

- Gosto demais de você para virar a cara e jogar nossa amizade no lixo! – respondeu. – Cara, você é gay! – tornou a exclamar para se convencer.

- Meu maior medo era perder sua amizade! Jura que não está bravo comigo? – perguntei inseguro

- Eu devia ter suspeitado desse seu jeitinho meio tímido, das roupas sempre alinhadas e combinando perfeitamente entre si, dessa cabeleira toda jeitosinha que mesmo em desalinho está sempre bonita e perfumada, e dessa bunda cara. É sério, você tem um par de coxas e uma bunda que é coisa de outro mundo, cara! Você metido nos shorts das atividades esportivas é de deixar a gente com o pau babando. Na boa, não me leve a mal, só estou falando isso porque você revelou que é gay. – afirmou, meio sem jeito.

- Você estava de olho na minha bunda, seu tarado?

- E quem não ia olhar para uma bundinha carnuda e empinada como essa? Cara, eu sou macho, e uma bunda como a sua dá tesão, um tesão do caralho! – admitiu. – Agora é a minha vez de perguntar, e você, já sentiu atração por mim? Cara, acabo de me dar conta que você me viu pelado algumas vezes no vestiário! Você viu meu pau, que vacilo! – exclamou incrédulo. – O que você achou do meu pau? Não acredito que estou te perguntando isso, cara, que loucura!

- Seu pau é lindo e .... grandão! – respondi, sincero. – Mas, não se aflija, não sinto tesão por ele, nem por você, juro!

- Como assim, por quê? Acha que não sou homem o bastante?

- Não, claro que não! Não é nada disso, que puta insegurança boba é essa? Você é um cara super desejável, já devia estar cansado de saber disso, pois as garotas não param de dar em cima de você o tempo todo. E alguns caras também. Só eu não, para mim você é mais um irmão do que um cara com quem eu gostaria de transar. – afirmei

- Que caras? De quem você está falando, lá do colégio? – perguntou interessado e surpreso.

- Relaxa! Não sou o único gay do colégio, sabia?

- Você não me curte como homem! Por essa eu não esperava, de boa! – exclamou, me encarando

- Por quê, você queria que eu te curtisse como homem, como um cara para transar?

- Sai dessa, cara! É que agora bateu uma puta insegurança, se você que é um cara bonito, cheio de charme, sexy e não me curte, quantas garotas não devem pensar o mesmo? – indagou

- Eita que a insegurança de macho aí está brava, Mauro! Não acabei da falar que você bem sabe disso, que as garotas suspiram pelos cantos por sua causa? Quem é que não ia curtir um cara lindão e gostoso feito você? – questionei.

- Você! Meu melhor amigo! O cara cuja opinião mais conta para mim! – respondeu, me fazendo rir. – Está rindo do quê, seu veadinho metido?

- Da sua cara de tonto! – respondi sem pestanejar.

- Estou com vontade de dar um soco na sua cara, seu debochado do caralho!

- Dá, se for homem para isso! – desafiei.

Ele veio para cima de mim, rolamos por alguns minutos sobre a minha cama, tentando um acertar o outro sem muita convicção, até ele ter uma ereção enorme com aquela esfregação de corpos, e eu sentir meu cuzinho piscando. Paramos assim que o tesão começou a ficar incontrolável, e começamos a rir espreguiçados e arfando sobre a cama. A amizade ganhou outros contornos, pois de vez em quando falávamos alguma sacanagem que envolvia ou o pauzão dele ou a minha bunda, em insinuações que jamais se tornaram reais. Os papeis estavam bem claros, ele era exclusivamente hétero, eu gay, e assim ia continuar sendo nossa amizade.

Já com o irmão dele tudo foi diferente, a começar por uma inexplicável e paradoxal repulsa e atração. A repulsa começou por parte dele ao sacar que eu não era tão homem quanto parecia. Tenho para mim que os héteros têm um aguçado faro para detectar gays, ou caras que não são tão machos quanto eles.

Tudo começou numa manhã de sábado ensolarado e quente quando fui à casa do Mauro buscar o livro de química que tinha ficado na mochila dele depois das aulas do dia anterior. Topei com o Marcão de sunga lavando o carro na entrada da garagem. Por pouco não dou meia volta ao me deparar com aquele monumento de macho sexy com todos os músculos à mostra, mas ele me viu e seria ridículo fugir sem dizer nada. Me aproximei do portão sem conseguir desviar o olhar do volumão que estava dentro daquela sunga, formando uma saliência enorme e intimidadora.

- Oi Marcão! – cumprimentei, quase sem voz. – Vim pegar um livro que ficou na mochila do Mauro ontem!

- Ele deu uma saída com meus pais, devem demorar um pouco!

- Valeu! Eu volto outra hora então!

- O livro é seu?

- É.

- Entra aí e vai pegá-lo no quarto do Mauro, você sabe onde fica!

- Não, não precisa! Não tem pressa!

- Que isso, Lucas! Deixa de frescura, você é de casa! Vai lá e pega o livro!

- É que também queria falar uma coisa para o seu irmão, depois eu volto e pego. – não sei o que me levou a ter tantos pudores já que conhecia a casa como a palma da minha mão e estivera diversas vezes no quarto do Mauro.

- Eita moleque teimoso! Por acaso está com medo de mim? – como foi que você adivinhou, pensei comigo mesmo.

- Não! Claro que não! Por que eu teria medo de você? – gaguejei, confirmando a suspeita dele.

- Talvez por eu estar de sunga e você não ter tirado os olhos da minha rola desde que chegou. – foi tão na lata que eu quase tive um troço. Com certeza fiquei vermelho feito um pimentão, pois sentia as faces queimando.

- Eu .... eu ... eu não ... eu não estava olhando para .... – tem coisa pior do que você ficar apalermado quando foi pego no flagra?

- Relaxa, ou vai acabar tendo um troço! Ficou todo vermelho! Já saquei que você é meio frutinha!

- Não sou frutinha! – devolvi num ímpeto de raiva por ter sido descoberto. – Isso é invenção do Mauro só para encher o meu saco!

- Ah, ele te chama de frutinha? Dessa eu não sabia! Ele só costuma mencionar o tesão de bundinha que você tem, e nisso eu tenho que concordar com ele. – retrucou, dando uma bela sarada na minha bunda metida num short de malha apertado com duas fendas laterais que, a depender os movimentos que eu fazia, deixavam ver a dobra entre as coxonas lisinhas e as nádegas carnudas.

- Eu preciso ir! Volto outra hora! – soltei desesperado iniciando uma fuga.

- Epa, epa, epa! Onde pensa que vai? Está fugindo de mim? Então eu estava certo, está com medo de mim! – para que me torturar tanto, você já descobriu meu segredo e agora vai tripudiar em cima dele, é isso? Cogitei, tremendo mais que uma vara verde.

- Já disse que não estou com medo, que saco!

- Então prova! Vamos entrar, pois eu já estou quase terminando aqui e deixo para aspirar o carro por dentro para depois de você vir tomar um suco comigo e pegar o seu livro. – desafiou, sentindo o tesão se apoderar do cacete quanto mais olhava para a minha bundona recheando o short.

Acompanhei-o para não parecer um palerma apavorado, embora fosse assim que me sentia. Para piorar, ele me fez caminhar a sua frente, o que lhe permitia curtir a visão excitante das minhas nádegas se movimentando com sensualidade a cada passo que dava. Quando chegamos à cozinha o pauzão dele formava uma barraca dentro da sunga, sem que ele se preocupasse em o disfarçar. Eu a constatei com olhares de soslaio, pois não me atrevia a olhar diretamente para a ereção.

- Me deixou de pau duro! – exclamou, ao abrir a porta da geladeira para tirar a garrafa de suco. – O pentelho do meu irmão tem razão, sua bundinha roliça é uma delícia! – exclamou, dando um apertão na estaca proeminente.

- Foi para isso que insistiu que eu entrasse, para me zoar? – perguntei ultrajado.

- Não estou zoando com você, só estou fazendo uma constatação! Vai me dizer que nunca disseram que você tem uma bundinha muito da gostosa? Se não disseram é porque são cegos ou frutinhas! – respondeu, se aproximando perigosamente de mim para entregar o copo cheio de suco. – Além disso, você é muito do cheiroso, o que dá ainda mais tesão.

- Vai continuar falando essas bobagens? Está me deixando constrangido, sabia?

- Sabia! E você fica uma gracinha quando está envergonhado, ruborizado, tremendo e sem saber para onde olhar só para não focar na minha pica que você deixou toda dura. – disse, encostando o corpão suado e quente em mim, fazendo meu cuzinho piscar acelerado.

- Ai Marcão! – escapou por entre meus lábios quando senti a ereção roçar minha coxa justamente na dobra entre as nádegas.

- Ai Marcão, o quê? Deu tesão no cuzinho, foi? – ele parecia saber tudo o que estava acontecendo comigo.

- Deu! – confessei, diante daquela sensação maravilhosa que nunca tinha sentido antes.

- Isso, agora estamos falando a mesma linguagem, sem rodeios, sem mentiras! É assim que eu gosto. – devolveu, numa voz grave e sensual sussurrada junto a minha orelha incandescente. – Me diz uma coisa, seja sincero, você e o meu irmão já ... – não o deixei terminar a pergunta, antecipando rapidamente a resposta.

- Não! Nunca! Jamais rolou nada entre a gente, eu juro!

- Calma! Está tão apavorado que nem me deixa terminar a pergunta!

- É que eu sei onde você está querendo chegar com essa conversa toda.

- Sabe? Então me diz onde quero chegar?

- Você sabe! Pare de me torturar!

- Estou te torturando? Não é essa a minha intenção! Eu só quero te deixar mais solto, menos tenso, e pedir para você me deixar colocar um beijo nesses lábios úmidos e tentadora e pecadoramente vermelhos.

- De jeito ne..... – antes de eu concluir e tentar escapar da proximidade daquele corpão, tive a boca coberta pela dele numa voracidade selvagem que fez minhas pernas bambearem e eu me agarrar à solidez daquele tronco largo para onde fui puxado com força.

O beijo foi prazerosamente longo, especialmente quando senti a mão gelada dele onde havia segurado o copo de suco entrar sorrateira por uma das fendas laterais do short até se alojar e dar uma amassada na nádega quente e lisinha. Quando desgrudou a boca da minha, onde sua língua havia vasculhado cada canto, ficou me encarando a centímetros do meu rosto. A partir daí as palavras se tornaram desnecessárias, nossos corpos falavam por si.

Ele me ergueu pelas nádegas e me sentou sobre o balcão; de uma só vez, puxou meu short e cueca até os tirar pelos pés, abriu minhas pernas e se encaixou entre elas, baixou a sunga fazendo o caralhão melado dar um pulo para fora e o pincelou lentamente no fundo do meu reguinho. Soltei um suspiro agoniado ao sentir a cabeçorra deslizar sobre as minhas preguinhas excitadas, antes de ele forçar a portinha apertada do meu cuzinho virgem. Em seguida soltei um gritinho atemorizado ao sentir o dedo dele afundando no meu ânus e distendendo as pregas, pois achei que já era o pauzão.

Ele voltou a me beijar como se quisesse me tranquilizar. Eu me entreguei ao beijo e ao sabor delicioso de sua saliva escorrendo para dentro da boca, me distraindo naquele devaneio quando subitamente senti a cabeçorra do cacetão abrir o meu cu e afundar dentro dele. Gritei desesperado sentindo as pregas rasgando e queimando enquanto ele sufocava meu grito com a boca bem colada à minha. Afundei os dedos nos ombros musculosos dele, tentando me agarrar a qualquer coisa firme e não havia nada mais sólido do que aqueles ombros largos e fortes. Ele continuou calcando forte e empurrando o caralhão para dentro de mim, abrindo um buraco nas minhas entranhas. Eu jamais tinha experimentado uma sensação como aquela, dor e prazer simultâneos.

Marcão descia a boca voraz pelo meu pescoço, ombros até encontrar o biquinho saliente e rijo de um dos mamilos e o lamber e chupar enquanto metia o pauzão num vaivém alucinado, enfiando e saindo com força da minha rosquinha arregaçada. Eu gania em êxtase em meio a dor pungente e ao prazer indescritível. Os pentelhos dele tocavam meu reguinho liso e aberto a cada estocada.

- Ai Marcão, meu cuzinho! Tá machucando meu cuzinho virgem! – gani, sentindo a queimação adentrar cada vez mais fundo no meu rabo.

- Quer dizer que sou o primeiro, que esse cuzinho apertado do caralho nunca sentiu uma pica? – ronronou, estocando forte e sem parar de tão alucinado que estava. Confirmei com um gemidinho o que só exacerbou o tesão dele.

Por cima dos ombros dele dava para eu ver os ponteiros do relógio na parede saltando os minutos com a mesma sincronia que aquele caralhão entrava e saía do meu cu. A pele suada dele grudava na minha, o cheiro dele impregnava minhas narinas com um aroma másculo e viril, meu tesão aumentava a cada um daqueles quinze minutos em que estávamos grudados um no outro, até eu soltar outro gritinho de puro prazer e me esporrar todo, sentindo a porra jorrar em pulsadas deliciosas.

- Tesão de moleque gostoso do caralho! Vou encher esse rabo de porra! Quer sentir porra de macho nesse cuzinho, quer? – perguntou alucinado, dando uma estocada forte e profunda na qual senti o pauzão estufar e pulsar com força no fundo do reto, antes de ele soltar um urro e encher minha ampola retal com seu sêmen denso e pegajoso, que escorria pela mucosa anal esfolada me proporcionando um prazer único.

- Ai Marcão! – gemi, feliz como jamais sonhei me sentir.

- Lucas, seu putinho delicioso do caralho! Vou ser seu macho de agora em diante, vou foder esse rabinho até te engravidar, moleque tesudo da porra! – grunhia ele, deixando os jatos abundantes de esperma fluírem prazerosamente.

Ainda fiquei um tempinho pendurado no pescoço musculoso dele, pois meu corpo tremia todo e não tinha certeza se minhas pernas bambas iam me manter em pé se ele me soltasse. O Marcão arfava me encarando com uma doçura ímpar me mantendo junto dele com as mãos espalmadas nas minhas costas, enquanto o cacetão amolecia lentamente no meu cuzinho apertado. Antes de ele estar completamente flácido ele o arrancou do meu rabo. Trocamos outro olhar que não precisava de palavras. Tive que travar o cu quando senti a porra querendo vazar.

Rodamos um ao redor do outro sem muita coordenação quando vesti minha cueca e meu short e ele puxava a sunga para cima ajeitando o cacetão dentro dela. Caminhei rumo a porta de saída meio atordoado como se ainda não tivesse assimilado o que tinha acontecido. Apenas uma certeza me acompanhava, a de que meu cu estava arregaçado e que talvez demoraria dias para eu me recuperar, pela queimação que estava sentindo.

Ao chegar em casa e correr para o banheiro do meu quarto, arriei a cueca e vi que estava manchada de sangue, meio que entrei em pânico, mas meu celular tocou em seguida. Era ele, o macho que tirou meu cabaço, me reconfortando ao afirmar que aquele sangramento ia parar em breve, que eu não precisava me preocupar e, que se eu quisesse, ele viria ficar ao meu lado.

Meus pais estavam em casa e, portanto, eu não tinha como pedir para ele ficar comigo, embora estivesse com uma vontade louca de me aconchegar naquele tronco e sentir seus braços me envolvendo como fez enquanto me descabaçava.

- Não vejo a hora de te pegar de jeito de novo, seu putinho tesudo! – exclamou, antes de desligar. Sorri abobalhado como quem acabara de descobrir algo inusitado, o prazer de ficar atado a um macho que deixou toda sua virilidade úmida dentro de mim.

Passei a frequentar a casa do meu amigo e do seu irmão machão assiduamente, embora nem sempre encontrasse quem eu realmente estava a fim de ver, pois ele passava quase todo dia fora durante a semana e, aos finais de semana, ficava difícil explicar porque estava aparecendo por lá já que raramente costumávamos estudar ou ter alguma tarefa da escola para fazer. Contudo, essa procura quase desesperada pelo Marcão não partia apenas de mim; ele, depois que sentiu a maciez e a exiguidade do meu cuzinho, também saiu à minha caça.

Não me surpreendi quando ele apareceu em casa três dias depois de ter me desvirginado, quando eu ainda não estava totalmente recuperado do estrago que o cacetão dele fez nas minhas preguinhas. No entanto, bastou nossos olhares se cruzarem para elas esquecerem que estavam sensíveis e se mostrarem prontas para encarar aquele caralhão enorme novamente. O Marcão me propôs um sorvete, a noite estava enluarada e abafada, um desperdício para ficar trancafiado dentro de casa. Meu pai estranhou meu aviso de que estava saindo para dar uma volta com um amigo, pois não era meu costume sair de casa após o jantar quando tinha aula no dia seguinte.

Bastou eu entrar no carro para ele me agarrar e me beijar como se o mundo fosse acabar. Também não perdeu tempo enfiando sofregamente a mão dentro da minha bermuda para apalpar meus glúteos polpudos, ficando instantaneamente de pau duro ao constatar que eu estava sem cueca. Me seduzindo com a ereção descomunal que tirou da bermuda ao abrir a braguilha e passando as pontas dos dedos sobre a cabeçona pulsante e melada, ordenou com aquela voz impositiva e grave que o chupasse.

- Mama, veadinho! Mama minha caceta e engole tudo! – ordenou, conduzindo minha cabeça para o meio de suas pernas abertas.

Só então tive a real dimensão daquele cacete, não à toa que meu cuzinho ainda não estava totalmente recuperado do coito recente. Era uma baita rola, retona, pesada, muito grossa e bem cabeçuda, era de deixar qualquer gayzinho delirando.

- Chupa, putinho do caralho, é todo seu! – ordenou afoito.

Obedeci tentando abocanhar o máximo que podia daquele caralhão, mas apenas a cabeçorra coube na minha boca. Ele afundou minha cabeça no pauzão me fazendo engasgar. Mesmo sufocado com aquele troço entalado na minha garganta, mamei-o com devoção e empenho, extraindo grunhidos excitados do Marcão. Sorvi o pauzão suculento que não parava de verter o pré-gozo cheiroso e saboroso, me deliciando com aquela estaca dura e pulsante. Ele mantinha minha cabeça presa entre as mãos e afundada na virilha pentelhuda, quase me sufocando quando dava um impulso e socava a pica na minha garganta. Não demorou e ele urrou forte juntamente com uma estocada potente, despejando jatos abundantes de porra na minha boca, mal me dando tempo de os engolir.

- Isso veadinho, engole, engole a porra do teu macho! – exclamou, apertando minha cabeça. – Veadinhos novinhos como você precisam de muito leite de macho para se tornarem bem submissos! – ronronou, enquanto despejava sua virilidade na minha boca.

- Seu pauzão é delicioso, seu esperma é uma delícia! – exclamei, ao terminar de lamber toda a porra que havia escorrido pelo caralhão.

- Você ainda vai tomar muito desse leitinho, tesudinho do cacete! É assim que eu gosto, engoliu tudo sem nojinho e lambeu até a última gota, não desperdiçou nada! – disse, com um sorriso satisfeito e gentil.

Na sorveteria ele falou pouco, ficava me encarando com cobiça, como quem ainda não estava completamente satisfeito. Eu estava nas nuvens, estar ali com um macho mais velho do que eu, experiente, lindo e desejável era algo muito além dos meus sonhos. Quando consultei o celular percebi que era tarde, e já dava como certa a bronca que receberia ao chegar em casa.

- Preciso ir, tenho aula amanhã! – exclamei aflito. Ele apenas sorriu e concordou, alegando que também precisava estar cedo na faculdade.

Porém, isso não o impediu de tomar um caminho que não seguiu diretamente para a rua onde morávamos, passando por uma praça arborizada do bairro cujas copas deixavam as ruas do entorno praticamente às escuras. Quando estacionou e se livrou do cinto de segurança vindo para cima de mim, eu soube que a noite ainda não tinha terminado.

- Vou me atrasar e meu pai vai me dar uma bronca! – alertei.

- Vai ter um bom motivo pelo atraso! – afirmou, ao reclinar o encosto do meu assento, me virar me deixando debruçado sobre o banco e puxando minha bermuda até os joelhos para expor minha bunda.

Senti a mãozona dele entrando no meu reguinho, deslizando sobre o cuzinho inchado e sensível, o que fez suspirar de tesão e sentir um arrepio perpassando meu corpo.

- Empina essa bundinha gostosa, seu putinho tesudo! Empina e mostra para o teu macho o que você está querendo! – exclamou, enfiando um dedo no meu cuzinho e me fazendo soltar um gemido manhoso. Obedeci, me entregando com o rabo bem empinado e encaixado na virilha dele. Ele passou um tempo lambendo minha rosquinha, cutucando a ponta da língua na fendinha excitada.

- Mete devagar, Marcão, eu ainda estou muito sensível! – pedi, ao sentir ele esfregando a chapeleta melada sobre a rosquinha estufada.

Não me pareceu que ele deu importância a minha súplica, pois começou a enfiar aquela estaca dura no meu cuzinho empurrando-a até as profundezas me fazendo sentir o sacão entalar entre as bandas escancaradas da bunda. Soltei um grito enquanto o caralhão entrava em mim estourando as preguinhas em estocadas potentes. Meu cuzinho foi se abrindo para alojar o pauzão grosso até eu estar completamente preenchido e gemendo num misto de dor e prazer.

- Ai meu cu, macho! Eu pedi para você meter devagar! Está doendo, seu brutão! – gani a cada nova estocada que o vaivém forte me impunha.

- Abre bem o cu, veadinho! Gosto de sentir teus esfíncteres apertando meu cacete. Vou te deixar todo arrombado e encharcado de porra, tesudinho gostoso!

Quanto mais eu gemia, mais forte ele metia socando fundo e batendo as coxas peludas contra as minhas nádegas num barulho cadenciado. Eu me agarrava ao encosto do banco ganindo feito uma cadela para suportar a dor e com a sensação de que, a qualquer momento, aquele caralhão que me empalava ia aflorar entre meus lábios. As mãos do Marcão que estavam me segurando pela cintura migraram por debaixo da minha camiseta até os mamilos que foram amassados com volúpia, tesão e gemidos que ele soltava enquanto lambia minha orelha e chupava meu pescoço.

- Empina o rabo, veadinho, vou encher teu cu de porra! – anunciou, num grunhido rouco que ecoou forte pelo carro fechado com os vidros todos embaçados. O sumo leitoso e espesso foi me molhando por dentro até eu estar complemente encharcado, sentindo o sêmen quente formigar na mucosa anal esfolada. – Tesão do caralho, vou me viciar nesse rabinho gostoso! – sussurrou arfando ao terminar de ejacular.

Minhas pernas ainda tremiam quando desci do carro em frente de casa. Como temi, meu pai me aguardava sentado na sala em penumbra com cara de poucos amigos.

- Sabe que horas são? Esqueceu o que falei antes de você sair? Você não tem aula amanhã, digo hoje, daqui a poucas horas? Por onde andou e com quem? – desatou a perguntar raivoso. – É a primeira e a última vez que isso acontece, Lucas, estamos entendidos? Aquele final de semana na casa de praia do seu amigo Mauro está cancelado, isso para você aprender a dar ouvidos ao me eu e sua mãe falamos e aprender a ser mais responsável. – emendou, acabando com as minhas esperanças de passar todo um final de semana perto do macho que tinha acabado de me deixar todo molhadinho com sua porra leitosa.

- Ah não, isso não! Foi só um atraso pequeno, eu juro que não vai acontecer de novo, mas o final de semana não. Você não pode fazer isso comigo! – supliquei

- Posso e estou fazendo! Vá para o seu quarto e reflita sobre o que fez, e nem pense em perder a hora de ir para o colégio! – ameaçou.

Já estava me conformando com a sina de ter que obedecer sem questionar, parecia que isso seria sempre assim na minha vida, enquanto houvesse um macho ditando as regras. Pelo menos adormeci feliz depois de limpar meu reguinho e as preguinhas detonadas que deixaram novamente uma mancha de sangue na bermuda que estava usando e nos lenços umedecidos que usei para me limpar, uma vez que a viscosidade da porra do Marcão me remetia aos momentos em que ele pulsava forte dentro de mim.

Fiz de tudo para fazer meu pai voltar atrás em sua decisão de não me deixar ir para a praia com a família do Mauro/Marcão, foi em vão. Eu já devia saber que meu pai era implacável em seus castigos. O Marcão não gostou nem um pouco de eu não os acompanhar, pois já tinha como certo que foderia me cu até saciar sua tara e aqueles colhões enormes que mais pareciam duas bolas de pingue-pongue confinadas no sacão pesado e peludo. Joguei a culpa pelo atraso sobre ele.

- Se não tivesse me segurado dentro do carro, eu não teria chegado atrasado em casa. Agora conforme-se, como eu estou me conformando.

- Quem manda ter uma bunda tão durinha e rechonchuda, meu pau quer estar dentro dela o tempo todo! – retrucou, amassando acintosamente minhas nádegas.

O Mauro levou um tempo para sacar o que estava rolando entre mim e seu irmão e, não sei porque, ficou puto comigo deixando de falar comigo por mais de duas semanas.

- Vai continuar me ignorando? Eu já jurei que não fui eu a provocar essa situação. Simplesmente aconteceu! Quando dei por mim já estava nos braços do Marcão aos beijos, dali em diante apenas rolou.

- Simplesmente aconteceu é engraçado, uma verdadeira piada! Você deixa ele tirar seu cabaço e quer me convencer que simplesmente aconteceu? – questionou furioso.

- Mas é a pura realidade! Não planejamos nada, não fizemos nada intencionalmente! Rolou, o que eu posso fazer?

- Se bem que conhecendo aquele traste que não consegue manter a pica dentro das calças, não vou culpar apenas você! Mas isso não significa que não estou puto com você, seu veadinho! – devolveu, menos irritado.

- Não estou entendendo porque está puto comigo, por acaso está com ciúme por não ter sido você a tirar meu cabaço? É isso?

- O que você está falando, seu putinho maluco? Acha que estou a fim de cu de veado? Sai fora! – revidou com firmeza.

- Então não sei qual é a sua. Se não fosse com seu irmão, uma hora qualquer ia ser com outro cara. Ou já se esqueceu que sou gay e gosto de homens?

- Você é um gay muito do putinho safado, isso sim! Nem sei porque ainda sou seu amigo!

- Porque minhas notas são melhores que as suas e sou eu quem tira todas as suas dúvidas no que não entendeu das disciplinas em sala de aula? Porque apesar de você encher a boca afirmando que é hétero, sente tesão por mim quando lutamos em cima de uma cama, e eu sei que sente porque fica com esse pauzão todo duro, não adianta negar. E porque, tenho quase certeza, está com ciúmes. – provoquei.

- Se tornar a repetir que estou com ciúmes vou te dar uma porrada, faz tempo que está merecendo uma! – ameaçou blefando.

- Então está tudo certo eu ficar com o seu irmão, você não se importa?

- Estou pouco me lixando! Só não venha chorar no meu ombro quando ele te trocar por alguma garota ou outro carinha, porque é isso que ele faz quando se cansa do novo brinquedinho! Não dou mais que algumas semanas para ele se enrabichar por outra pessoa, é assim que ele é. – afirmou, deixando caraminholas na minha mente.

Nunca soube que nome dar ao que rolava entre o Marcão e eu. Eu lhe era extremamente fiel, nem olhar para um cara gostoso e tesudo eu estava mais fazendo desde que o pauzão dele entrou em mim. Já ele me deixava cheio de dúvidas. Não foi só uma, mas várias vezes, que o flagrei secando e se engraçando para cima de alguma garota que dava bola para ele; se bem que elas o faziam o tempo todo mirando e desejando aquele corpão de macho mais que a integridade de suas bocetas.

- Por que está comigo quando pode ter uma garota gostosa como aquela a hora que quiser? Ela tem peitos e mais buracos do que eu para você enfiar esse troço enorme que parece nunca estar satisfeito? – questionei-o certa vez quando ele me acompanhava no shopping, e três garotas fingiam caminhar na mesma direção vendo as vitrines só para o atiçar e ver se ele vinha ter com elas.

- Porque eu quero você! Que pergunta mais descabida! Elas até podem ter mais buracos, mas duvido que tenham algum tão apertado feito o seu. Agora é você quem está com ciúmes à toa, - respondeu.

- Estou, não nego! Um dia vai se cansar de mim, conhecer uma garota, casar com ela e fazer um monte de filhos com esse tanto de porra que goza toda vez que transa. – afirmei. Ele começou a rir.

- Você fica ainda mais sexy quando está com ciúmes! Assim que passarmos pelos próximos sanitários, vou te levar para uma das cabines e socar meu cacete nesse seu cuzinho para te provar do que eu gosto mais! Uma hora dessas vou acabar te engravidando, seu veadinho tesudo, só por provocar isso aqui em mim. – devolveu, dando uma apertada na ereção que já não conseguia disfarçar.

Independente do nome que nossa relação podia ter, eu estava feliz como nunca. Para um gayzinho novo como eu ter um macho como o Marcão, todo másculo, parrudo e viril, cinco anos mais velho e praticamente movido a testosterona, não podia haver nada melhor. Cada trepada com ele era como uma aula de sexo que eu estava aprendendo a dominar, aprendendo como satisfazer o parceiro ao mesmo tempo que tinha minhas necessidades também satisfeitas, aprendendo a sentir prazer em partes do meu corpo que nunca imaginei terem esse potencial.

Ao contrário do que o Mauro afirmou, que o irmão ia se enjoar de mim em poucas semanas, nosso relacionamento já durava um ano e caminhava para algo cada vez mais sólido. Mesmo com o tumultuado período dos vestibulares até a saída das listas de aprovados onde constava meu nome e o do Mauro, a presença constante e o apoio do Marcão tiveram um papel preponderante. Foi assim que decidi abrir o jogo dentro de casa, estava na hora de apresentar o Marcão não mais como o irmão do meu amigo, mas como o cara por quem estava apaixonado.

- Teu pai é uma fera! Acho bom você preparar muito bem o terreno antes de soltarmos essa bomba. – disse ele quando contei da minha intenção.

- Está com medo de enfrentar meu pai?

- Medo! Que medo, cacete? Eu lá sou homem de ter medo de outro homem? – questionou impávido. – É que seu pai é meio de lua, tem hora que está numa boa e tem hora que vira o bicho, você bem sabe. Vai que ele resolve empatar o meio de campo! Aí fodeu, cê tá sabendo, né?

- Do jeito que você fala até parece que ele é um monstro! Quando confessei que era gay ele não reagiu mal, pelo contrário, me acolheu de maneira surpreendente e asseverou que isso em nada mudava o amor que sentia por mim, que minha felicidade era sua prioridade nessa vida. Eu acho que não vai ser diferente quando eu contar que estou apaixonado por você.

- Está apaixonado por mim? Está falando sério?

- Qual é a do espanto? Acho que estou deixando isso bem claro, ou não? Por que, você não está apaixonado por mim? Afinal, o que realmente sente por mim, além do tesão e de só pensar em enfiar esse pauzão no meu cuzinho? – perguntei.

- Claro que estou! Você sabe que estou! – respondeu, embora a resposta não me satisfizesse, pois a palavra que eu mais queria ouvir acabou não saindo de sua boca.

Eu podia estar sendo careta demais para quem faz parte da geração Z, esperando as mesmas juras e declarações de amor que via nas cenas dos filmes românticos e melosos que costumava assistir, ou nas descrições das páginas dos livros de romances que lia. Na vida real e, nos tempos atuais, ninguém mais agia ou fala essas coisas bregas. Ficar era o termo atual, crush era a palavra moderna, por que então eu esperava pelas palavras apaixonado e te amo?

O Marcão queria me levar para uma festa que um de seus colegas da faculdade estava dando no sítio da família localizado num município não muito distante de São Paulo. Seria um final de semana prolongado devido ao feriado na sexta-feira, onde a galera pretendia se esbaldar. Eu não estava a fim de ir, só conhecia pessoalmente dois colegas de faculdade dele e, não fui muito com a cara deles, sendo bem sincero. Pernoitar na casa de estranhos por três noites, uma vez que a programação era sair de São Paulo no final da tarde da quinta-feira, com uma galera completamente desconhecida e sabendo que o Marcão iria aproveitar a oportunidade para meter a estrovenga sequiosa dele no meu rabinho a mais não poder, não era propriamente a minha ideia de um final de semana divertido.

- Prefiro ficar em casa! Tive uma semana atribulada cheia de provas e estou querendo relaxar. – argumentei

- Que lugar melhor para relaxar do que o campo, ar puro, casa confortável e ampla, piscina, até passeios a cavalo podemos fazer. Não seja chato, Lucas! Tem horas eu você parece um velho desanimado! – acusou-me. – Uma puta chance dessas de ficarmos um pouco sozinhos e você quer dar para trás!

- Com toda uma galera em volta, como vamos ficar sozinhos? Eu sei porque está insistindo tanto, vai ficar enfiando esse pauzão no meu cuzinho o tempo todo, e eu vou ter que aguentar as piadas sobre ser um veadinho. Conheço muito bem os caras com quem você anda, um bando de machistas. – afirmei

- Você só conhece dois dos meus amigos! Vá lá que sejam machistas e às vezes um pé no saco, mas vai ter mais gente. Além do mais, desde quando você liga para o que os outros pensam a seu respeito? A maioria do pessoal sabe que estou com você, e não estão nem aí. – devolveu.

Como sempre, me deixei convencer. O Marcão não aceitava um não, até ter sua vontade atendida.

Fomos praticamente os últimos a chegar. Havia umas vinte pessoas espalhadas pelo casarão em estilo colonial cercado por varandas. O dono do lugar era um tesão de macho, tenho que admitir. Mas, o que tinha de tesudo tinha de desbocado e gozador. Já ao me cumprimentar, virou-se para o Marcão e disse em alto e bom som:

- Você fala um monte do Lucas, mas nunca mencionou que ele é um puta de um tesão! Meu irmão, que rabão é esse, caralho? Dá para a gente se perder aí dentro! – exclamou desaforado, atraindo a atenção de todos sobre mim, o que me fez corar. – Quero foder esse bundão durinho!

- Vai sonhando! Larga mão de ser tarado, seu puto! É mais fácil você sentar nisso aqui do que meter seu pau no Lucas! – revidou o Marcão, pegando afrontosamente na rola.

Mal haviam se passado cinco minutos da nossa chegada e todos já sabiam que eu era gay e que o Marcão era meu macho, nada podia ser mais constrangedor. Dois sujeitos passaram a me encarar com caras de babões, nem se dando ao trabalho de disfarçar a tara que sentiram pela minha bunda carnuda. Umas garotas me examinaram com um misto de inveja e dor de cotovelo pelo cara mais sexy e tesudo da turma estar comigo ao invés de se mostrar afim delas.

Era madrugada quando a infinidade de quartos começou a ser ocupada. Quem não tinha um parceiro ou parceira fixa, se alojou nos quartos maiores, os demais, como o Marcão e eu, ficamos um quarto com uma cama de casal que era pequena para os dois, pois éramos altos e ele, como já mencionei, tem um corpão que sozinho já ocupava 2/3 da cama. Obviamente isso pouco importava, já que ela tinha espaço suficiente para ele me pegar de jeito e socar o pauzão em mim até os colhões estarem drenados. Não fui o único a gemer feito uma cadela até o amanhecer. Não sei de onde vieram os outros gemidos, mas que nos quartos próximos alguém estava levando pica no cu ou na boceta era certo.

No meio da tarde ensolarada e quente da sexta-feira, o anfitrião, Diego, que já tinha tomado um bocado de latas de cerveja, veio se esfregar em mim dentro da piscina. O Marcão estava numa das salas da casa onde uma turma se revezava entre uma mesa de pebolim e outra de bilhar exibindo sua aptidão em ambos jogos. Percebendo na distração do Marcão uma chance de dar em cima de mim, o Diego não perdeu tempo. Fui me esquivando o quanto pude, pelos corredores da casa, pelos cantos das varandas e do jardim, mas acabei encurralado na piscina que estava bastante disputada.

Desde aquela manhã ele andava me perseguindo, apertando as ereções que não lhe davam descanso, e procurando disfarçar a cobiça incontida pela minha bunda. As cervejas se encarregaram de derrubar os pudores e a prudência. Saltando para dentro da piscina que eu estava cruzando a nado, logo senti seus braços musculosos se fechando ao redor do meu tronco. Me agitei, empurrei-o, protestei e acabei prensando contra uma das laterais quando quis sair da piscina. Puxado novamente para dentro da água, que naquela parte era mais funda e não dava pé, senti o corpão parrudo dele me prendendo, as encoxadas potentes amoldando minhas nádegas à sua virilha onde um cacetão enorme e duro se projetava formando uma barraca dentro da sunga.

Senti um arrepio quando o peitoral largo e peludinho dele roçou minhas costas, o ar que expirava arfando resvalar na pele da minha nuca, e suas mãos vigorosas cingirem minha cintura. Ninguém estava prestando atenção no que acontecia, todos tinham algo mais interessante a distraí-los e eu congelei, minha voz não queria sair e, mesmo que saísse, eu temia o escândalo, e fiquei ali à mercê daquele tarado.

- Você não quer fazer um barraco, quer? Seja bonzinho comigo, essa bundinha está me deixando louco! Posso ser tão carinhoso com você quanto o Marcão! Tenho um belo pau, grosso e muito esporrador, você vai gostar, prometo! – sussurrou ele, enquanto eu me debatia em vão.

- Eu vou gritar! Me solta ou eu grito!

- Não grita não, eu sinto que você está com medo de fazer um escândalo. É só ficar quietinho por uns minutos, vou ser rápido prometo, só uma metidinha rápida. – sentenciou, me inibindo.

O que o Diego segurava numa das mãos e pincelava no meu reguinho debaixo da água adquiriu dimensões cavalares devido a refração da luz quando me virei para encarar o que ele estava prestes a enfiar no meu cuzinho. Apesar a interferência do fenômeno físico, deu para ver que o pauzão dele era enorme e que ia me detonar as preguinhas sensíveis já lanhadas pelo Marcão. Uma única e abrupta estocada potente fez o cacetão deslizar para dentro de mim. A dor foi tão forte que o ganido superou as vozes e risadas do entorno. Um dos sujeitos babões ouviu o ganido e logo sacou o que estava acontecendo ao ver o Diego grudado nas minhas costas, indo ligeiro provocar o Marcão.

O Diego bombou uma meia dúzia de vezes antes de vermos o Marcão se aproximando, chegou a enfiar o pauzão até o talo no meu rabo, mas não teve tempo de gozar. Arrancou-o do meu cu ao pressentir que aquilo ia dar merda. Como de fato deu.

O Diego me soltou e saiu nadando em direção a borda oposta. O Marcão se lançou na água em cima dele e os dois começaram a se socar. Minhas pernas tremiam, a sunga que o Diego havia tracionado para ter acesso ao meu cu estava entalada no rego, e eu podia sentir o frescor da água entrando no buraco que ele deixou quando arrancou o pauzão de dentro de mim.

- Que desperdício, dois machos desses brigando por um veadinho! – sentenciou uma garota que estava de amassos com o namorado numa espreguiçadeira.

- Filho da puta do caralho, eu te avisei para não mexer com o Lucas! O macho dele sou eu, porra! – berrava o Marcão enquanto esmurrava o Diego que, de tão bêbado mal se defendia.

- Ele tava pedindo rola! Aquele tesão de bunda tava pedindo pica! – retrucava o Diego.

- Tava o cacete! O Lucas é todo certinho, jamais ia se oferecer para outro cara!

Foi preciso alguns caras apartarem a briga, enquanto um deles me estendeu a mão e me puxou para fora d’água, já que minhas pernas não queriam me obedecer. Todos os olhares estavam focados em nós. Corri para o quarto para fugir de tudo aquilo, da vergonha, do vexame.

O Marcão entrou minutos depois, estava possesso, tinha os punhos cerrados e seu olhar me fuzilava como se os quisesse socar na minha cara.

- Que porra foi essa, Lucas?

- Não sei o que deu nele, ele está bêbado! Eu tentei escapar, mas não deu!

- Tentou mesmo? Ou empinou esse rabão como costuma fazer quando sente uma pica dura se esfregando nele? Fala, Lucas! Que porra foi essa, na frente de todo mundo? Eu vi como você ficou impressionado com o Diego, como olhou para o meio das pernas dele assim que chegamos. – acusou-me.

- Não vou responder essas sandices! Ele me machucou, Marcão! Estou todo dolorido e fui estuprado por aquele brutamontes desgraçado e tudo que você tem a me dizer é me acusar de ter colaborado para isso, ao invés de me proteger! Me leve embora, não fico nesse lugar nem mais um minuto! – retruquei magoado.

- Não vamos a lugar algum antes de você me explicar como se deixou enrabar por esse filho da puta! Vamos, desembucha, Lucas! – exigiu

- Ele me pegou à força e disse que se eu atraísse a atenção dos outros, ia alegar que só estava zoando comigo e ia negar a penetração, afirmando que eu estava inventando coisas. Acredite no que quiser! Para mim deu, estou indo embora!

Ele me reteve, me jogou em cima da cama quando eu estava tirando a sunga molhada, e me esbofeteou. Eu reagi, comecei a distribuir socos para todo lado, acertei um em cheio na cara dele, deixando-o bufando de raiva. A partir daí, levei tantos socos que perdi a conta. Ao correr em direção a porta para fugir, levei uma rasteira e me estatelei no chão, onde ele me acertou alguns chutes. A força dele era muito superior à minha e, se continuasse a reagir sem fugir, ele teria me destroçado tão furioso estava.

Voltei a puxar a sunga molhada para cima para cobrir minha nudez e agarrei uma camisa dele que estava perto da porta quando fugi por ela correndo sem rumo. Consegui me esconder pelos cômodos da casa até achar a porta da cozinha e escapar por ela. Cheguei à estrada de terra e corri sem olhar para trás, sem saber para onde estava indo. Eu precisava de ajuda ou o Marcão ia acabar comigo. Corri até perder as forças sob o calor insuportável da tarde, só não sabia que estava correndo na direção contrária de onde tínhamos vindo. Pouco mais de meia hora depois, avistei uma casa em cima de um morro. Cruzei o portão e fui em direção a ela.

- Socorro, me ajude, por favor! – balbucei sem fôlego, quando um sujeito quarentão veio abrir a porta.

- Quem é Felipe? – ouvi uma voz vinda de dentro.

- Não sei! Um garotão pedindo ajuda, vem cá, ele está todo machucado!

- Caralho, o que aconteceu com você, moleque? – perguntou o que se juntou a nós.

- Meu namorado! Meu namorado, ele quer bater em mim, me ajude! Por favor me ajude! Se ele me encontrar vai me matar! Ele está furioso! Desatei a falar, mal conseguindo ficar em pé.

- Se acalme, ele não vai fazer mais nada com você! Está seguro aqui! – disse o Felipe.

- Vocês não estão entendendo, o Marcão é muito forte, e está com muita raiva!

- Sente-se, respire, e conta toda essa história. Por que você acha que ele quer te matar? Foi ele quem bateu assim em você?

Entre um gole e outro de água, contei tudo aos dois. Havia escurecido quando me senti um pouco melhor e conseguido terminar o relato. Me ofereceram um banho, roupas secas para cobrir o corpo cheio de hematomas e um lanche.

- Vamos te levar para a cidade, você vai contar tudo isso na delegacia, um sujeito feito esse não pode sair por aí espancando as pessoas, especialmente um gay. Isso dá cadeia! – disseram.

- Não posso fazer isso com o Marcão! Ele vai me odiar!

- Não seja ingênuo, moleque! Para ele fazer o que fez com você, ele já te odeia, ou você acha que isso é amor? Quanto ao sujeito que te estuprou, você precisa denunciá-lo, ele precisa pagar pelo que fez.

- Não sei! Tenho receio das consequências!

- Pois não precisa ter! Nós somos advogados, também somos um casal, e você vai conosco para a delegacia fazer o que é o certo! Não deixar esse cara impune.

Apesar de eu insistir em querer voltar para São Paulo, de ligar para meu pai, eles me fizeram contar a história para um delegado que foi até bastante receptivo, determinando que policiais fossem até o sítio para prender o Marcão e o Diego. Fui encaminhado para um exame de corpo de delito, e o casal me levou de volta para o sítio deles onde acabei pernoitando depois de conversar com minha família.

- Amanhã te levamos para casa, por hoje tente descasar e esquecer tudo isso! – disse o marido do Felipe, como se isso fosse possível.

Como eu estava sem o celular, deixado para trás na fuga apressada, o Marcão não me localizou. Mas recebeu a visita da polícia e intimação para acompanhá-la até a delegacia, onde ficou preso por homofobia e tentativa de homicídio. O Diego também foi preso acusado de estupro. Quando eu soube disso através da ligação que o delegado fez ao Felipe, quase pirei.

- Eu preciso ir lá retirar a queixa! O que vão fazer com ele? O irmão dele é meu melhor amigo, somos praticamente vizinhos, conheço a família dele há anos, não posso continuar com isso! – afirmei, querendo reverter o impossível.

O Felipe e o marido me deixaram em casa no dia seguinte, e se dispuseram a me ajudar num eventual processo judicial. Meu pai quase infartou quando me viu todo arrebentado. O mesmo aconteceu quando os pais do Marcão me viram ao passarem em casa para se inteirar do que aconteceu.

- Não acredito que aquele irresponsável fez isso com você, Lucas! Nem sei o que dizer! Vocês pareciam estar tão bem, formam um belo casal, e estamos de acordo com isso, como seus pais também devem estar. – afirmou o pai do Marcão.

- Eu estava até ele fazer isso com nosso filho! Não quero mais vê-lo na minha casa! Isso é coisa de bandido! – afirmou meu pai inconformado.

O Marcão só voltou para casa cinco dias depois, após uma audiência e o pagamento de uma fiança, com instruções de não se aproximar de mim sob hipótese alguma. A situação do Diego era mais complicada e na audiência com o juiz foi determinada sua prisão preventiva, uma vez que nos registros policiais foi encontrado um BO antigo registrado por uma ex-empregada da família pelo mesmo motivo.

É claro que o Marcão não se sujeitou à ordem. Veio ter comigo logo cedo na faculdade quando voltou às aulas. Até ele se espantou quando viu os hematomas e o meu rosto desfigurado pelos socos que deu. Eu não quis ouvir nada que tivesse para me dizer, tinha decidido que nosso relacionamento já não existia mais, mesmo ele me pedindo desculpas dizendo que perdeu a cabeça por ciúmes, afirmando que jamais voltaria a fazer isso comigo e, jurando que estava apaixonado por mim e não podia aceitar me ver com outro cara.

Eu podia ser um veado muito do passivinho na cama e nos cuidados com um macho, mas jamais me submeteria a apanhar de homem algum, já que meu próprio pai nunca encostou a mão em mim. Essa surra me mostrou que o Marcão talvez não me amasse como eu imaginava, mas que detinha a minha posse. Ele se achava dono de mim, alguém que podia dominar só porque era o ativo na relação, me vendo como quem tinha que o obedecer. Não era esse tipo de relação que eu procurava com outro homem, ou que ia aceitar em nome de uma paixão. Terminei definitivamente com ele.

Não consegui sentir ódio por ele, como sentia pelo cafajeste do Diego, mas também já não sentia absolutamente mais nada por ele. O Marcão tentou novas abordagens, e precisei o ameaçar dizendo que ia pedir medidas restritivas contra ele na justiça, o que o fez compreender que minha decisão e o término do relacionamento eram irrevogáveis. Por consequência, minha amizade com o Mauro também esfriou depois disso, embora ele como os pais tivessem ficado do meu lado nas acusações.

Cerca de um ano depois, nos mudamos de bairro e não tive mais contato com o Mauro e a família dele. Durante os anos de faculdade recebi algumas cantadas e até investidas mais contundentes de caras que ficaram a fim de mim. Porém, fiquei tão traumatizado com o que aconteceu que tive receio de entrar em outro relacionamento, pois comecei a enxergar os machos ativos como potenciais agressores caso o relacionamento não ocorresse sob as regras deles. Podia não ser verdade, certamente há exceções, mas eu não queria arriscar e sofrer nova decepção.

Cinco anos depois de concluir a faculdade, e trabalhando com desenvolvimento de softwares na área da saúde, fui enviado para Belo Horizonte numa convenção da empresa multinacional em que trabalhava, para alinhar metas para toda América Latina e lançar quatro novos produtos, num dos quais tive participação relevante sendo seu criador, e que me garantiriam uma promoção assim que fossem lançados no mercado.

Estava hospedado num hotel com outros cinco colegas da empresa quando, ao voltar no final do dia da convenção, reencontrei o Mauro no lobby suntuoso e luxuoso do hotel. Foi ele quem me viu primeiro, e veio direto ter comigo. Tinha perdido aquele ar de molecão, tinha uma postura madura, o terno que usava e sob o qual havia agora muito mais músculos do que eu me recordava, dava essa impressão. O rosto também estava mais sério, embora ainda muito sedutor. O sorriso franco que me lançou trouxe à memória as tardes maravilhosas que passamos juntos estudando, os dias alegres e despreocupados em que saímos juntos ou inventávamos algo para nos distrair. O olhar dele se fixou embaraçosamente em mim, me fazendo sentir um arrepio percorrer o corpo, no mesmo instante em que me recordava das palavras dele quando lhe revelei que era gay e ele ficou me questionando o porquê de eu não o ver como um homem com quem quisesse transar.

Certamente isso não era mais verdade, pois o cara parrudão e viril que estava na minha frente me faria empinar o rabo e me entregar à sua tara assim que surgisse a primeira oportunidade, por mais ínfima que fosse. Sacudi a cabeça para afastar esse pensamento, já que ele sempre deixou bem claro que o negócio dele eram as garotas, as mulheres, que era hétero, e só e exclusivamente hétero. Também comecei a fazer algumas perguntas, o que fazia ali, se havia se casado, se já tinha filhos, onde morava, enfim, essas perguntas que os anos criaram um vácuo e que serviam para minha mente se livrar do pensamento libidinoso que não queria me abandonar. Ele respondeu a tudo sem pressa, também me encheu de perguntas, mencionou o episódio com o irmão, voltando a se desculpar em nome dele, e revelando que ele tinha verdadeiramente se arrependido do que fez comigo. Era um assunto que eu não queria reviver, que tinha ficado no passado.

- Você ficou muito mais bonito do que já era, e muito mais sexy, gostosão! – exclamou subitamente, quando eu ainda estava com os colegas da empresa perto de mim.

Eu ri constrangido, disse que ele continuava me provocando com suas gozações como nos tempos do colégio, só para disfarçar e não ter que encarar os olhares inquisitivos dos meus colegas. O Mauro permaneceu sério, foi embaraçoso, ele não estava zoando.

- Palhação! Bem, foi legal te reencontrar! Manda um abraço para os teus pais! Vou subir, tomar um banho porque nós ainda vamos sair para jantar, tivemos um dia exaustivo. – disse, para encerrar o encontro.

- Janta comigo! Tem tanta coisa que eu queria te falar! – devolveu, sem se importar com os olhares curiosos que estavam sobre ele.

- Não sei, já combinamos! Ainda vai ficar em BH alguns dias? Talvez possamos marcar outro dia. – sugeri.

- Tá de boa se você quiser rememorar o tempo em que estudavam juntos! Afinal, estamos sempre tendo atividades conjuntas. – disse um dos meus colegas, me incentivando a aceitar o convite.

- Janta comigo! Sinto saudades suas! – insistiu o Mauro. Concordei para colocar um fim naquela situação constrangedora, pois sabia que meus colegas iam me bombardear de perguntas no dia seguinte, além de fazer insinuações sobre o que o Mauro disse ao afirmar que eu estava mais bonito e sexy, uma vez que eles compartilhavam de mesma opinião e já tinham dado em cima de mim para ver se rolava alguma coisa.

Durante o jantar num restaurante próximo ao hotel, o Mauro revelou que continuava solteiro, havia terminado um noivado há quase um ano depois de ter morado com uma garota que conheceu durante a época em que foi trainee na empresa em que trabalhava. Me perguntou se eu estava com alguém, e tive a impressão que se alegrou quando neguei.

- Você está lindo, muito lindo! – disse a certa altura, colocando a mão sobre a minha, que recolhi apressado para ninguém notar.

- Não fala besteira! Não foi você mesmo que jurou que é hétero que seu negócio é só mulher, então por que está falando essas asneiras? – devolvi, embora me sentisse perturbado com o olhar dele, a expressão sensual de seu rosto másculo, com o toque daquela mão grande e pesada que pousou sobre a minha.

- Não se pode mudar? Vendo você assim tão atraente, me lembrando de como esse seu bundão carnudo era gostoso e me dava tesão, tenho certeza que estou mais para um bissexual ativo do que para um hétero restrito. – ele disse isso sem tirar os olhos de mim, sem pudores, como se estivesse me dando abertura para eu dizer algo mais do que aquela conversa banal e social que estávamos tendo.

- Caras como você não mudam! Assim como caras iguais a mim também não mudam, não se deixa de ser gay de uma hora para a outra. – afirmei.

- É diferente! Um hétero pode descobrir que não é só ativo com as mulheres, que pode ser ativo também com um gay, um cara menos macho do que ele; ainda homem, mas não tão macho. – afirmou.

- Por que, já teve essa experiência? Já se envolveu com um gay? – perguntei

- Já! – respondeu, me deixando chocado. – Faz tempo, dez anos para ser mais exato. – quando mencionou o tempo, fiquei ainda mais perturbado. – Naquela época não desconfiei que o tesão que sentia quando rolávamos lutando um contra o outro sobre as camas dos nossos quartos, e que me deixava de pau duro, podia ser bem mais que apenas tesão, atração física. Te revendo, essa certeza se tornou ainda mais forte. Eu enchia a boca para falar que você era o meu melhor amigo, por que tinha medo que pensassem que eu também era gay, por gostar tanto de você, por querer transar com você toda vez que tinha uma ereção. – eu ouvia aquilo sentindo o corpo estremecer.

- Você só pode estar brincando! Está tirando uma com a minha cara? – perguntei, pois não sabia o que dizer. Ele me encarou sério.

- Eu nunca devia ter permitido que o Marcão tocasse em você, que tirasse sua virgindade! Era eu quem devia ter sido o seu primeiro homem, o seu primeiro e único macho! Naquela época eu era tão preocupado com a minha reputação e com a opinião alheia que acabei perdendo o que eu mais queria, você! – confessou. Engoli em seco.

- Mauro! – balbuciei, sentindo aquele par de olhos entram fundo em mim. – Eu era muito afim de você na época do colégio, te achava o cara mais tesudo e viril da turma, tinha ciúme daquelas garotas que viviam te abordando, enquanto eu tinha que me manter calado e não dar bandeira. – revelei.

- Ainda podemos consertar isso! – disse ele, voltando a fechar sua mão sobre a minha. Não respondi nada, só fiquei olhando para ele, sentindo uma energia incomum subindo através daquele toque.

Até então, nunca tinha me atentado ao que exatamente sentia pelo Mauro. Era amizade, uma amizade antiga profunda que havia nos trazido muitas alegrias, muitos momentos mágicos que ainda estavam bem vivos na minha memória. Só que aquilo, que a energia daquele toque estava introduzindo em mim, era algo bem diferente, mais forte, mais perturbador.

Nossas suítes estavam localizadas no mesmo andar do hotel, e foi lá que me despedi dele um tanto quanto formalmente, deixando algo pairando no ar. Ao fechar a porta atrás de mim, fui tomado por frenesi que ia se espalhando por todo corpo. Comecei a arrancar as roupas, a pele parecia estar em brasa e decidi me enfiar debaixo de uma ducha fria para não passar a noite em claro naquela agitação.

Bateram à porta quando estava prestes a tirar a cueca, o que me fez dar um sobressalto. Abri apenas uma fresta estreita camuflado atrás dela, me deparando com o Mauro sem camisa, torso largo e vigoroso coberto por pelos sensuais que desciam adentrando ao cós da calça. Meu cuzinho piscou ante aquela imagem deslumbrante. Ele empurrou a porta, entrou impetuoso abrindo caminho com seu corpão sólido, fechou-a e me espremeu contra a parede, agarrando-me com uma pegada forte e colando sua boca à minha. Agarrei-me aos ombros maciços dele, correspondia ao beijo lascivo deixando sua língua me penetrar. As mãos dele percorriam minha nudez ainda mais freneticamente, como se tivessem urgência de me possuir. Dei um salto enroscando minhas pernas ao redor da cintura dele, enquanto nossas bocas se mantinham grudadas, os lábios de um saboreando os do outro, as línguas se contorcendo uma dança excitada.

- Ainda usa essas cuecas minúsculas que não cobrem nem um terço desse bundão! Elas sempre me alucinaram, me deixavam com o pau tão duro que chegava a doer. – sussurrou ele, enquanto suas mãos pareciam não encontrar um local certo para se alojar sobre a minha pele arrepiada pelo tesão.

Prensado contra a parede, eu continuava acariciando sua nuca, afagando os pelos espinhosos da barba por fazer e, devolvendo cada beijo numa intensidade crescente.

- Aaaiii! – gemi com o lábio preso entre os dentes dele, quando senti a estocada potente que fez a cabeçorra do pauzão abrir meu cuzinho, entrando em mim e estirando as preguinhas anais que se rompiam para acomodar a estaca dura e grossa que afundava no meu ânus.

Fazia anos que nada entrava no meu cu, desde aquele fatídico dia em que, já todo arrombado pela sanha desenfreada do Marcão, fui estuprado dentro da piscina pelo Diego. Minha fendinha anal havia se estreitado pelo não uso, a musculatura esfincteriana se hipertrofiado e adquirido reflexos ligeiros como meio de defesa de uma eventual nova invasão, o que a fez se contrair bruscamente com força e se apertar no caralhão grosso do Mauro. Ele parou de se empurrar para dentro de mim e me encarou com um brilho libidinoso no olhar.

- Doeu?

- Foi mais o susto do inesperado! – gemi, procurando sublimar a dor.

Ele me carregou agarrado aos seus ombros até a cama, me soltando entre os lençóis. Tirou a calça e a cueca que estavam entaladas na altura de suas coxas musculosas e peludas. Ficou me admirando por breves segundos com o cacetão cavalar despontando do chumaço de pentelhos feito uma estaca onde a cabeçorra lustrosa e exposta gotejava um fio de pré-gozo translúcido e viscoso.

- Vira de bruços! Quero meter fundo nessa bundinha roliça! – ordenou, num grunhido excitado.

Me virei, afastei um pouco as pernas, empinei o rabo, afundei os dedos no lençol e olhei para trás. Ele engatinhou até o peso de seu corpo cobrir o meu, deu um chupão e uma mordida na pele do meu pescoço e deslizou o caralhão duro pela fenda apertada do meu rego. Gemi arrepiado, tremendo de tesão, a espera da penetração. O Mauro esfregou a cabeçona do pau sobre as minhas pregas até sentir as contrações do meu buraquinho, e meteu com força.

Crispei os dedos me agarrando à cama, gani inspirando fundo deixando o intruso deslizar para dentro do meu cuzinho. O pauzão ia me abrindo, distendendo as pregas e me rasgando numa dor que se fundia ao prazer da quentura e pulsação excitada que o fazia abrir caminho nas minhas entranhas quentes e úmidas. O Mauro soltou grunhido grave, envolveu meu tronco em seus braços e amassou meus mamilos, me ouvindo gemer feito uma cadelinha rendida ao seu tesão.

Ele passou uns dez minutos bombando meu rabo com ímpeto e obstinação, fazendo o caralhão deslizar num vaivém que esfolava minha mucosa anal, antes de o puxar para fora, mandar eu deitar de costas, colocar cada uma das minhas pernas sobre seus ombros e voltar a se lançar sobre mim, enfiando o cacetão com uma estocada forte novamente para dentro de meu cu distendido, e o empurrando até o talo, me fazendo sentir o sacão bater nas nádegas. Passei os braços em volta do pescoço dele e o trouxe para mim. Beijei-o com voracidade, explodindo de paixão e me entregando submissa e amorosamente aos desejos dele.

- Lucas, seu veadinho da porra, por que nunca disse que também me queria? Teria poupado todo sofrimento pelo qual passou. Eu nunca teria te magoado, te machucado, porque sempre fui fissurado por você e esse corpão tesudo. – disse, sem parar de movimentar o pauzão naquele vaivém alucinado.

- Tenho você agora, é tudo que importa! – exclamei, soerguendo a pelve e relaxando os esfíncteres para melhor sentir o pauzão me arregaçando num êxtase sem tamanho.

Meu cuzinho parecia estar se estreitando quando senti o caralhão dele inchar, as latejadas se tornarem mais seguidas e vigorosas, o que me fez soltar um ganido e sentir a porra saindo em jatos do meu pinto, lambuzando meu ventre enquanto escorria sobre ele. O urro do Mauro ecoou em seguida, forte, rouco, brotando do peito enfunado e suado, ao mesmo tempo que os jatos de esperma leitoso e pegajoso eram ejaculados no meu cuzinho, até ele começar a vazar.

Perdemos a hora na manhã seguinte, acordando com os corpos esmorecidos e entrelaçados. Toquei o rosto dele de leve com as pontas dos dedos, o Mauro nunca me pareceu tão lindo e másculo. Eu sabia que queria ser dele, que tinha um amor enorme dentro de mim para lhe entregar na certeza de que seria correspondido.

O namoro começou assim que voltamos para São Paulo, oficializado perante as famílias e tudo. Não havia o que esconder já que todos sempre souberam daquela amizade antiga que passou por um revés, uma prova dura e sofrida, mas que renasceu feito uma fênix. Hoje dividimos o mesmo teto, compartilhamos a paixão e nos rendemos ao tesão em coitos tórridos onde nossos corpos comungam um sentimento que parece maior que o próprio universo.

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