Essa vai ser rapidinha, mais curta do que o trajeto entre minha casa e a do Maluco.
Quando minha mãe me obrigou a ir até lá para ficar de babá de uma das irmãs do cara, relutei bastante, pois nenhuma delas era flor que se cheire. Aliás, se o assunto fosse cheiro, só tinha más recordações dessas garotas: uma peidou na minha cara e a outra mijou em mim, sendo que nas duas ocasiões saí fedendo como um gambá.
Enquanto ia pelas ruas, imaginava qual delas havia pedido à minha mãe que eu fosse servir de proteção enquanto sua família estava fora, se era a mais velha do mijo ou a mais nova do peido. É claro que, antes de sair de casa, me disfarcei como um agente secreto, tremendo que alguém me reconhecesse como o tarado que andava atacando no bairro.
Ops, peraí, isso soou mal.
Não havia nenhum tarado atacando no bairro, muito menos eu. Essa história se espalhou por ali, mas era completamente falsa. O que aconteceu foi uma arapuca armada pela Perigosona, a irmã do Perigo, na qual ingenuamente caí e que me deixou atucanado, pensando que todo mundo ia me achar um tarado de verdade - e talvez eu fosse um pouco tarado mesmo, sei lá, mas não a ponto de atacar ninguém.
Enfim, cheguei lá o mais rápido e incógnito que pude e, quando abriram a porta, minha dúvida foi esclarecida. Era uma moreninha dos cabelos curtos e um corpinho cheio de curvas, com os peitos um tanto grandinhos para seu tamanho, mas com um porém: tão feia que nem os óculos fundo de garrafa conseguiam esconder aquele retrato do inferno.
Sim, meus caros, era a irmã mais velha do Maluco, a Maluca, que tinha fama de certinha, estudiosa e bem comportada, mas que eu já sabia ser um demônio escondido num corpo de garota. Há poucos dias, essa mina me hipnotizou com os peitões de bicos grandes e duros para conseguir esfregar a xereca cabeluda no meu rosto e mijar em mim, enquanto ria da minha cara de otário por haver pensado que iria comê-la gostosinho.
A história começou a ficar estranha logo de entrada. Teoricamente, ela não podia sair com a família porque tinha que estudar, mas foi logo me levando para a sala e ligando o game, acomodando-se no sofá e me chamando para jogar, demonstrando que a fábula de ter que estudar era uma tremenda mentira.
O segundo indício de que aquilo era uma farsa foi uma conclusão própria minha… a irmã do Maluco tinha um corpo bem tesudo, mas era feia feito o cão chupando manga: Se entrasse algum tarado ali, era capaz de ficar com mais medo da garota do que ela dele.
Com tanta menina bonita no bairro, porque esse tarado fictício escolheria justamente a Maluca para atacar? E porque ela teria medo disso, quando na verdade o infeliz ia estar lhe fazendo um grande favor em comer sua boceta?
A conta não fechava, aquilo parecia mais uma armação para me sacanear, todos os alertas soaram em minha cabeça e minhas orelhas ficaram em pé. Decidi tomar os cuidados necessários para manter distância, dar pouco assunto para a garota e manter uma postura rígida, tudo para evitar cair em outra cilada regada a mijo.
Apesar disso, confesso que foi difícil pra caraco não ficar dando umas olhadas para aquele corpão. A Maluca usava um short tão pequeno e um topzinho tão apertado naqueles peitões que parecia mais uma pintura corporal do que uma roupa.
E o pior é que ela, ao notar minha postura rígida, começou a se sacudir toda jogando, seus os peitos balançavam quase saltando do top e suas pernas se encolhiam e estiravam no sofá, ameaçando rasgar o shortinho a qualquer momento.
Mas eu estava decidido que nada no mundo valia terminar sendo humilhado por uma garota outra vez, e seguia determinado em não procurar uma nova confusão com aquela mina. Vendo que sua estratégia para me descontrair não funcionava, ela foi direto ao ponto.
– Que bicho te mordeu? Vai ficar aí, todo sério, fingindo que nada está acontecendo?
– Mas não está acontecendo nada, garota. Nós só estamos jogando.
– Ah tá. E você acha que armei toda essa palhaçada de sua mãe obrigar você a vir aqui pra ficarmos só jogando, é isso?
– Não, achei que era por conta do tarado do bairro.
– Até parece. Ai do tarado que entrar aqui, do jeito que estou, abuso do cara antes que ele fuja! – Ela falou rindo, mas era exatamente o que eu tinha pensado. – Mas não importa, nós sabemos que não tem tarado nenhum, não é?
– Não tem tarado nenhum? Como assim não tem tarado, dizem que ele andou atacando pelo bairro essa madrugada! – eu me fiz de idiota.
– Corta essa, garoto! Sou amiga da irmã do Perigo, entendeu? Sei que foi você que esteve lá tentando foder aquela vadia! Aliás, sei de tudo o que você andou tentando aprontar ultimamente.
Merda, meu sangue desceu todo da cabeça de uma só vez. Quase desmaiei e não tinha ideia do que dizer. A Maluca sabia de toda a trama da noite passada e havia bolado aquela mentirada só pra ficar sozinha comigo! Ela ia aprontar outra vez e eu provavelmente estava fodido!
– Não disfarça não, safado! Faço uma loucura por você, fico pelada na sua frente, me masturbo, até gozo na sua cara, daí fico esperando o senhor voltar aqui pra terminar o serviço e em vez disso você vai tentar comer outras garotas? Canalha!
– Como é que é? Olha só, você não gozou em mim… você mijou em mim, porra!
– Eu? Mijo uma ova, garoto, aquilo era gozo! Fiquei tão excitada em me masturbar com você ajoelhado na minha frente e meu gozo foi tão intenso que tive um squirt!
– Squirt? Tipo assim, quando vocês esguicham pela xoxota? Não sei não, aquilo bem cheirava a mijada…
– Afe, isso é que dá se meter com moleques, vocês não sabem nada!
– Porra, desculpa aí, mas que parecia mijo, parecia muito.
– Olha só, vamos esquecer esta história, nem vou mais reclamar sobre você no quarto da irmã do Perigo ontem à noite, tá legal? Nós estamos aqui, sozinhos, agora. Então, o que você vai fazer? Vai amarelar ou vai me comer todinha?
Essa era uma excelente pergunta. O que eu iria fazer? Ia arriscar cair em outra cilada comendo a feia gostosa? Mas e se ela estivesse falando a verdade, e realmente quisesse foder gostosinho? A Maluca era feia, mas era suculenta pra caraco, tenho que reconhecer.
Pensando bem, um esquenta com a irmã do Maluco até podia servir para sair de minha indecisão. Talvez, se finalmente conseguisse comer uma boceta, me sentiria mais saciado e não tivesse se que jurar à prima do Atentado, aquela loira tesuda, que desistiria de vez da minha musa, a outra loira tesuda original, só para que ela aceitasse dar para mim!
Sim, o momento era aquele, era agora ou nunca, ou vai ou racha, e eu precisava tomar muitas decisões. Mas isso já é uma outra história e, como prometi, a de hoje era só uma rapidinha.
