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Quase fui denunciado pela vizinha da kitnet

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Um conto erótico de Júnior Paulista
Categoria: Heterossexual
Contém 2971 palavras
Data: 05/07/2026 14:22:23

Olá, meus (minhas) caros(as) leitores(as).

Júnior na área para contar um caso inspirado em uma vizinhaEu morava numa kitnet em Canoas-RS. A mesma em que se iniciaram as aventuras com Nayara e Lorena.

Na parte de baixo eram três kitnets, e na parte de cima mais três. O dono, um senhor aposentado, alugava apenas para homens. Não alugava para mulheres, seja lá qual fosse o motivo. Morei lá por quase 4 anos.

No últimos meses a kitnet de baixo, nos fundos do terreno, ao lado da garagem, ficou vaga, e ele não conseguia colocar ninguém lá. Parece que não havia demanda, e o espaço ficou fechado por uns 4 ou 5 meses. Um dia cheguei em casa e vi uma caminhonete descarregando alguns móveis. Uma mulher de uns 30 e poucos anos acompanhava e ajudava a descarregar. Entrei para minha kitnet e fui fazer minhas coisas.

Ali só eu e um vizinho tínhamos carro. Um dia, em uma tarde chuvosa de verão, saí de casa e fui andando próximo à parede, em direção à garagem, a fim de não me molhar. Eu morava na primeira kitnet, mais próxima da rua. Quando cheguei na última, onde a vizinha estava morando, a janela estava aberta, e eu instintivamente, curioso, olhei para dentro. Qual não foi a minha surpresa em ver aquela mulher apenas de calcinha e sutiã. Ela era branca, de cabelos pretos cacheados, olhos castanhos, peitos pequenos, porte atlético. Fiquei cristalizado por uns 10 segundos, apreciando aquela beleza.

— Sai daqui, seu tarado! - gritou ela.

Eu saí da janela e entrei no carro. Ela foi até a janela aberta e me chamou:

— Ei, cara! Olha aqui pra mim!

Eu olhei, ela estava na janela, ainda de sutiã. Abri a janela do carro.

— Pois não, moça - falei, murcho.

— Quem você acha que é, pra ficar olhando pela janela dos outros?

— Perdão, moça. Primeiro foi minha curiosidade natural, mas depois sua beleza me prendeu! - falei, sincero.

— Beleza! Eu poderia ser a Miss Universo. E nem isso te daria liberdade de olhar pra dentro da minha casa - falou ela, em tom mais brando. Olhei em volta, a chuva forte continuava. Nenhum vizinho com janela aberta. Ela tinha razão!

— Mais uma vez, moça, perdão. Não vai mais acontecer - falei, com medo de uma denúncia. Isso poderia me custar o emprego, além de dias na cadeia. Eu era muito novo para perder o réu primário por uma simples olhada. Simples não, uma olhada completa, detalhada.

— Perdoado dessa vez - e fechou a janela e a cortina.

Eu saí com o carro, fui ao mercado, tenso. Adrenalina na veia. Meu corpo tremia. Eu não tinha namorada, e fazia tempo que não saía com a Nay. A religião me prendia. Ia à igreja, mas não gostava de nenhuma das meninas. Eu tinha 30 anos, elas eram mais novas, pensamento diferente. Eu ficava na seca.

Alguns meses se passaram. Eu a via eventualmente pela minha janela, entrando ou saindo. Raramente nos cruzávamos do lado de fora. Ela sempre estava com roupas esporte ou de academia. Um dia ouço alguém bater na minha porta. Destranquei e abri.

— Oi, vizinho - disse ela, com um sorriso amarelo.

— Oi, vizinha - disse eu, com uma expressão neutra.

— Preciso ir ao médico fazer uma endoscopia. Não tenho como ir de ônibus porque preciso de alguém responsável junto. Eu moro sozinha e não tenho quem possa me acompanhar. Poderia me ajudar?

Deu vontade de dizer um não bem redondo e bater a porta na cara dela.

— Quando é seu exame?

— Na sexta, 15:00.

— Onde vai ser?

— Na InVision Medicina, no centro.

— Sei onde é. Que horas vai querer sair de casa?

— Você vai me ajudar?

— Sim, vou. Quando se precisa de alguma coisa séria a gente se ajuda.

— Ai, tá bom, vizinho - disse ela, feliz - Podemos sair às 14:00 de casa na sexta?

— Combinado - disse eu, estendendo a mão.

Fiquei agitado. Era quarta-feira à tarde, ficando escuro. Fechei a porta, a janela e abri o notebook. Entrei nos sites pornôs e me acabei na masturbação, imaginando coisas com ela.

A sexta-feira chegou. Coloquei uma calça jeans, uma camiseta melhor, um tênis e me sentei no carro, esperando. Deu 14:05 e ela apareceu. Vestido florido branco, cabelos soltos, comprimento um pouco abaixo do ombro.

— Oi vizinho, desculpa o atraso. Posso entrar? - disse ela, na janela do lado do passageiro.

— Claro, vizinha. Fique à vontade.

Ela abriu a porta e entrou. O seu cheiro de mulher invadiu minhas narinas.

— Está com seu documento aí? - perguntou ela.

— Minha CNH, pode ser?

— Sim, a moça da clínica disse que vai pedir, pra cadastrar o acompanhante.

— Tá bom. E qual é seu nome?

— Clara.

— Bonito nome. Júnior - disse eu, estendendo a mão.

Saí com o carro. O clima era meio estranho entre nós, devido ao acontecido.

— Olha, Júnior, desculpa por aquele dia.

— Sou eu quem me desculpo!

— Eu saí de um relacionamento abusivo. Meu namorado e eu nos dávamos até que bem, até o dia em que ele quis filmar a gente transando e colocar na internet. O pior é que não foi sugestão, ele queria impor. Eu saí de casa, e fiquei dias na casa de uma colega de trabalho, até que consegui alugar aqui. Estou escondida. Com medo de ele me encontrar, apesar de ele ter se mudado para outro estado depois do acontecido. Tenho um mandado de segurança contra ele.

— Complicado. Peço desculpas, mais uma vez. Eu tenho essa curiosidade natural. E ao ver uma beleza dessas fiquei congelado, admirando!

— Tudo bem - disse ela, passando a mão no meu ombro - já passou.

— Você tem um emprego?

— Sou fisioterapeuta, trabalho com idosos. Não deixo os velhinhos parados... - riu ela, mais leve.

— Tem que ter paciência, hein!

— Demais. Eles são muito teimosos!

Chegamos na clínica. Preenchemos os papéis. Sentamos e aguardamos. Ela foi para o exame, eu fiquei esperando.

— Júnior - chamou a mulher, na porta do setor de exames, olhando as pessoas presentes.

— Pois não, sou eu - levantei-me.

— Acompanhante de dona Clara?

— Sim.

Entrei na sala, ela estava sentada na maca, meio grogue.

— Ela só poderá se alimentar com alimentos leves, sem muito tempero. Em uma ou duas horas no máximo ela estará livre do efeito da anestesia. Agora ela precisará de apoio para ir pra casa.

— Vou levá-la. Vamos, Clara - passei um braço pela sua cintura, apoiando-a contra mim, e segurando-a na mão oposta, firmando-a.

Coloquei-a no carro. Fui devagar para casa, ela adormeceu no caminho. Entrei na garagem, desliguei o carro. Desci e abri a porta, chamando-a:

— Clara - toquei levemente no ombro dela.

— Oi, ah... chegamos?

— Sim, vem. Vou te deixar dentro de casa. Cadê sua chave?

Ela me estendeu a chave. Abri a porta e retornei pra ajudá-la. Segurei-a pela cintura e entramos em sua kitnet. Sentei-a na cama de casal. A casa era bem limpa e organizada. Cheirava a limpeza recente.

— Qualquer coisa eu posso vir aqui mais tarde. Você tem o que comer?

— Não precisa, eu estou bem.

— Tá bom, mas vou bater na porta mais tarde pra ver como você tá. Tchau.

Saí e encostei a porta.

Quando foi umas 18:00 bati na porta e chamei:

— Clara! Claraaa!

Ela abriu a porta, cara de sono. Vestia a mesma roupa de antes.

— Oi, Júnior. Entra.

Entrei e sentei-me à mesa. Ela encostou a porta.

— Tô meio zonza ainda. Você tem comida em casa?

— Tenho arroz, feijão e carne moída. Não sei se você vai gostar... tá faltando tempero.

— Trás aqui. Eu esquento no microondas.

— Já volto.

Entrei em casa, peguei os potes de vidro com as comidas, e voltei lá.

— Oi, onde estão os pratos e talheres?

Ela apontou o armário. Abri, coloquei na mesa. Abri os potes de comida:

— Me diz aí quanto quer - disse eu, colocando um pouco de cada coisa.

Ela sinalizava quando a quantidade estava boa. Esquentei para ela no micro-ondas. Coloquei na mesa. Esquentei para mim e sentei-me com ela. Comemos em silêncio. Eu recolhi e lavei a louça, deixando no escorredor para secar.

— Quer tomar um banho? Pega suas roupas, deixa no jeito. Eu fico ali fora, sentado, esperando você terminar. Depois vou para casa, se você estiver bem.

Ela assentiu. Abriu o roupeiro, pegou um pijama rosa clarinho, bermuda e camiseta, e foi pro chuveiro, sem fechar a porta. Eu saí e bati a porta de propósito, para ela entender que eu estava do lado de fora. Bati na janela do banheiro, que era alta e de vidro canelado, e falei:

— Qualquer coisa grita. Tô aqui, encostado no carro.

— Tá...

Ouvi o chuveiro por um bom tempo. Por fim desligou. Após um tempo que me pareceu longo ela abriu a porta, de pijama, cabelos úmidos. Estava linda e gostosa!

— Vem pegar seus potes.

Parei na porta, à espera. Ela me entregou.

— Obrigada. Já estou bem melhor.

— Por nada. Tchau.

— Tchau.

Fui para minha kitnet. Queria voltar lá, bater na porta, pedir para dormir com ela. Um pouco era preocupação, outro tanto era pela beleza, porque ela era uma gostosa.

No outro dia cedo ela bateu na minha porta, umas 10 da manhã.

— Oi, Junior, bom dia.

— Bom dia, Clara. Como você está?

— Normal, hehe - riu ela.

— Que bom - falei, esperando ela dizer o que queria.

— Quer almoçar comigo hoje?

— Pode ser! - respondi, feliz.

— Aparece lá em casa daqui a pouco.

Coloquei uma bermuda folgada, uma cueca melhor, camiseta boa, e fui. Bati na porta.

— Oi, entra.

— Quer ajuda?

— Pode cuidar da panela? Estou fazendo um camarão internacional.

Ela vestia um short de lycra e uma regatinha solta. Dava pra ver que estava sem sutiã. "Safada", pensei eu.

Os camarões estavam numa frigideira, fogo baixo, fritando na manteiga. Eu fiquei cuidando, para que eles ficassem dourados. Ela olhava o ponto de vez em quando.

— Acho que já tá no ponto - disse eu.

— Pode desligar e reservar - disse ela.

O arroz estava terminando de cozinhar. Ela colocou um pouco de coentro e alho poró na panela do camarão, ligou o fogo e adicionou mais um pouco de manteiga, o suficiente para adicionar o sabor dos temperos ao camarão. Em uma travessa de vidro juntou o arroz ao camarão e adicionou o requeijão. Levou ao forno por 15 minutos. Retirou e colocou sobre uma tábua de madeira sobre a mesa.

— Você toma vinho? - perguntou Clara.

— Ah, eu amo vinho! - respondi.

Ela pegou duas taças, colocou sobre a mesa. Abriu a geladeira, pegou uma jarra de inox, encheu de gelo e colocou uma garrafa de vinho branco chardonnay.

— Nossa! Essa uva é perfeita!

Eu abri o vinho e servi as duas taças.

— Ao meu vizinho curioso - disse Clara, levantando a taça.

— À minha vizinha gostosa - respondi, brindando ("tim-tim").

Almoçamos, conversando sobre o trabalho dela com os idosos, eu falei do meu trabalho no aeroporto. O ar condicionado estava ligado, deixando o ambiente fresco. Ela tocou no assunto de novo:

— Desculpa, Junior, por aquele dia. Achei até que você nem iria querer me ajudar ontem.

— Eu que peço desculpas. Eu fui abusado mesmo. Se você me denunciasse eu estaria preso. Você foi bondosa.

Ela pegou na minha mão, por cima da mesa.

— O coração machucado responde agressivo, com medo de ser machucado de novo - disse ela.

— Tudo bem, Clara. Eu entendo você.

Servi mais uma taça para cada um. Que vinho maravilhoso, gente!

(O/A leitor(a) já deve ter notado minha paixão por vinhos! Sempre que puder escreverei, e tenho escrito, incluindo a bebida).

Continuamos nossa conversa, passando por temas diversos da vida. Terminamos a última taça. Ela guardou a comida na geladeira. Lavamos a louça. Ela me deu a mão, me puxando para um abraço.

— Obrigada, Junior. Quis fazer este almoço para te agradecer e te conhecer melhor.

— Estava perfeito. Você é uma mulher muito agradável - respondi, querendo dizer "gostosa, quero te comer".

— O que você achou da visão que teve naquele dia?

— Um mulherão: malhada, gostosa, sexy.

— Você achou?

— Não achei, você é!

Ela me puxou para um beijo. Eu a abracei e beijei gostoso. Ela se afastou um pouco, olhou nos meus olhos, feliz. Pegou no meu rosto e disse:

— Quero ter você comigo. Quero experimentar viver a vida com você.

— Desse jeito eu me apaixono...

Ela me puxou e me beijou novamente. Dessa vez um beijo de língua intenso. Nos beijamos, em pé, eu apertando a bunda dela por cima do short de lycra. Enfim nos afastamos. Os peitos estavam rígidos. Eu levantei a blusa dela, ela não ofereceu resistência.

— Eu queria ver isso naquele dia!

— São todos seus! - disse, segurando-os.

Eu me aproximei, segurei, senti aquelas mamas firmes, pequenas, definidas pela atividade física constante. Ela puxou minha camiseta para cima, eu levantei os braços e ela a retirou, revelando meu peito magro.

— Alguém aqui precisa de musculação - disse ela, alisando meu peito.

— A minha dupla de treino vai me ajudar com isso - respondi, alisando a barriga definida dela.

Puxei-a, sentando-me na cama. Suguei seus peitos, sofregamente. Eu puxei o short dela para baixo, deixando à mostra uma buceta depiladinha, lisinha. Eu me levantei e ela abaixou minha bermuda junto com a cueca, revelando meu pau duro.

— Uhn, vejo que está interessado mesmo por mim - disse ela, ajoelhando e sugando meu pau. O boquete era suave, parecia boca de veludo, macia. Ela mamava gostoso, apreciava, sem pressa. Eu segurei seus cabelos, e de vez em quando puxava para cima, fazendo-a gemer. Ela largou meu pau e se levantou, me dando um beijo de língua.

— Vem, sua vez. Deita na cama - pedi.

Eu deitei sobre aquela mulher malhada, definida. Meu pau roçava a entrada da buceta dela e ela rebolava de leve, tentando introduzir. Eu a beijei, depois desci, sugando cada um dos peitinhos dela, arrancando suspiros. Então desci para a gruta dos prazeres, que já escorria mel. Cheguei perto, dei um beijo, suguei aquele mel maravilhoso, sabor de mulher gostosa! Dei beijos, depois suguei e por finalmente coloquei a língua, massageando principalmente o grelo dela. Ela gemia baixinho. Por fim coloquei dois dedos, penetrando-a vigorosamente. Ela gozou, fechando as pernas!

— Nossa, que gostoso! Você sabe dar prazer a uma mulher!

— Amo dar prazer! - disse eu, montando sobre ela. Nos beijamos. Meu pau roçava a buceta dela.

— Eu não tenho camisinha... - falei.

— Eu tenho. Vou pegar.

Ela abriu a bolsa, pegou uma, encapou meu pau com a boca. Voltou a se deitar e continuamos a nos beijar. Em um momento meu pau escorregou pra dentro da gruta dela. Ela gemeu. Eu parei.

— Parou porquê, gato?

— Pra apreciar essa mulher gostosa!

E estoquei forte. Entrava e saía vigorosamente. Não demorou ela gemeu gostoso, me puxou para ela. Nos beijamos, eu continuando a penetrá-la. Ela gozou forte, e eu gozei em seguida. Permaneci dentro dela, abraçando-a. Por fim meu pau amoleceu, eu tirei de dentro dela e sentei na cama. Ela se abaixou, puxou a camisinha com a boca, e chupou meu pau meia bomba, me arrancando um gemido forte, de prazer. Ela deu um nó na camisinha cheia.

— Dá pra fazer muitos filhos com isso aqui... - riu ela.

— Pois é, ainda bem que você estava prevenida... hehehe.

Ela pôs a camisinha no lixo. Fomos para o banho. Eu a esfreguei toda, massageando-a por inteiro. Ela fez o mesmo em mim, massageando meu pau murcho e meu saco. Nos secamos e voltamos para a cama.

— Eu estava precisando muito disso, Junior.

— Amei cada momento.

Nos abraçamos e ficamos aninhados, de conchinha, na cama. Conversamos, falamos de tudo, ela me contou da relação com o ex-namorado. Ela não estava carente, ela estava machucada. E a "paixão é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente", como já dizia o escritor português Luiz Vaz de Camões, há mais de 500 anos. Ela não conseguia ver a ferida, até que ela se escancarou na intensão de realizar a exposição dela nas redes, fazendo-a sair daquela prisão. Eu falei das minhas restrições religiosas, que não podia fazer sexo antes do casamento, mas que tinha tido algumas aventuras em segredo, apesar de isso ficar martelando minha consciência.

Deu o horário do jantar, o dia ainda estava claro, pois no verão sulista escurece lá pelas 20:30 no horário de verão. Esquentamos o camarão no forno. Ela abriu outro vinho, dessa vez um pinot grigio, que trouxe um frescor e notas cítricas.

— Você tem uma enoteca em casa, pelo jeito!

— Ahaha, meu sonho. É que eu gosto mesmo de vinho. Estes são parte da minha antiga adega. Agora podemos montar a nossa. O que você acha?

— Antes de juntar as escovas de dentes, um encontro foi suficiente para querer montar uma adega juntos? -perguntei.

— Eu me sinto segura com você. Você cuidou de mim no dia do exame. Não deu em cima de mim, mesmo eu estando vulnerável, manteve todo o respeito. Só deu bola fora na primeira vez... - fez sinal de desaprovação, com a cabeça.

— Nem sei o que te dizer, Clara. Estou adorando cada momento. Eu, que vivo solitário aqui, pra mim é uma bênção ter essa deusa comigo.

— Ah, para vai. Nem é pra tanto. Não precisa me agradar não...

— Estou elogiando porque você é uma deusa para mim. Corpo escultural, uma pessoa maravilhosa, ótima cozinheira. O que mais você poderia ser?

— Sua mulher! - respondeu, de pronto.

Jantamos e tomamos vinho, apaixonadamente, fazendo planos futuros, falando de casamento, relacionamento, namoro, amizade colorida.

— Vou pra casa, já é tarde - disse eu.

— É, vai demorar muito pra chegar lá. Cuidado na estrada - riu ela.

— É sério, Clara. Amanhã cedo tenho que ir pro culto. Não posso faltar.

— Depois de um pecado desses que você cometeu hoje, você ainda vai pro culto dar uma de santo?

— Amanhã preciso ir. Depois estou livre para fazermos o que você quiser.

— Beijo, então gato.

— Beijo, dorme com Deus.

Saí e fui pra minha casa, pensando no dia maravilhoso que tive com Clara. Bati uma no banho, antes de dormir.

Continua!

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Foto de perfil genéricaJúnior Paulista Contos: 30Seguidores: 6Seguindo: 0Mensagem Um autor que escreve contos que representam desejos reprimidos, ou que questionam tabus, predefinições sexuais, psíquicas, etc. O objetivo do autor é levar o leitor a se deliciar mas também se questionar.

Comentários

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Fala Juninho. Seus textos sempre são bons. Mas, tira do seu enredo essa questão de não ter uma vida sexual por causa da igreja.

Este texto é um inicio errado que deu certo.

Querendo parte 2. Tmj

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