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O BRASIL PERDEU MAS EU GANHEI

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Da série Pamela Domingues
Um conto erótico de Pamela D
Categoria: Heterossexual
Contém 2052 palavras
Data: 06/07/2026 15:08:15

# Copa do Mundo: Brasil x Noruega

Era dia de jogo.

Não era um jogo qualquer. Era Brasil x Noruega. Copa do Mundo. Oitavas de final. Ou fase de grupos. Ou sei lá. O Fernando sabia. Fernando sabia tudo sobre futebol. Eu só sabia que o Brasil tinha que ganhar, que o Neymar ia cair 47 vezes, e que eu ia passar o jogo inteiro tentando entender a regra do impedimento.

Mas a gente tinha combinado: ia ser uma festa.

A sala estava decorada.

Bandeirinhas do Brasil penduradas na parede (comprei na Shopee, vieram tortas, mas a intenção conta). Balões verdes e amarelos (o Antônio estourou três antes do jogo começar). Uma toalha de mesa com a bandeira do Brasil (era de papel, o Antônio rasgou um pedaço e comeu, mas fazer o quê). Camisetas da Seleção

Petiscos na mesa: salgadinhos, amendoim, refrigerante, cerveja (para o Fernando), suco de uva (para mim, porque eu ia dirigir até a esquina depois, confia), e um bolo de cenoura que a minha sogra fez e que estava uma delícia.

O Antônio estava no tapete, com os carrinhos, batendo um no outro e gritando "GOOOOOL" antes mesmo do jogo começar. Ele já tinha entendido o espírito da coisa.

Eu estava no sofá. O Fernando estava na poltrona. A TV ligada. O narrador gritando. A torcida cantando.

Brasil x Noruega.

O primeiro tempo foi bom.

O Brasil atacava. A torcida gritava. Eu comia amendoim e tentava parecer interessada. O Fernando já estava suando. Ele transpira emoção. Ele transpira futebol. Ele transpira até quando o Brasil respira errado.

— Olha, olha, olha! — ele gritou. — PASSA A BOLA, SEU FILHO DA PUTA!

— Calma, amor — eu disse. — É só um jogo.

— SÓ UM JOGO? É A COPA DO MUNDO, PAMELA!

— É a Copa do Mundo, mamãe! — o Antônio repetiu, sem saber o que estava falando.

— Isso, filho. É a Copa.

Voltei a comer amendoim.

O Brasil perdeu um gol.

Fernando quase teve um infarto. Pulou da poltrona, gritou, xingou o juiz, xingou o jogador, xingou a mãe do jogador, xingou a Noruega inteira. O Antônio achou engraçado e começou a xingar também — mas em "bebês", então saiu um monte de "NÃO" e "FEIO" e "BOLA FEIA".

— 0 a 0 no primeiro tempo — eu disse, tentando animar. — Tá tudo bem.

— TUDO BEM? O BRASIL NÃO FEZ 1 GOL, PAMELA!

— Mas também não tomou gol.

O segundo tempo começou.

0 a 0 ainda. Fernando suando. O Antônio no tapete com os carrinhos. Eu no sofá, fingindo que ligava.

Aos 79 minutos, o narrador gritou:

— GOL DA NORUEGA! HAALAND MARCOU!

Silêncio.

Fernando congelou. A cara dele era a cara de um homem que viu o cachorro morrer, o time perder e a sogra chegar no mesmo dia. Ele ficou parado, olhando para a TV, com a boca aberta, sem piscar.

— Amor... — eu comecei.

— NÃO FALA COMIGO.

— Eu só ia dizer que ainda tem...

— AINDA TEM O QUÊ? AINDA TEM 11 MINUTOS? AINDA TEM CHANCE? O HAALAND FEZ GOL, PAMELA! ELE É UM MONSTRO! ELE VAI FAZER OUTRO!

— Calma...

— NÃO VOU CALMAR!

Ele sentou na poltrona. Cruzou os braços. Olhou para a TV com cara de quem vai explodir.

Eu olhei para o Antônio. Ele estava no tapete, tentando enfiar um carrinho no nariz. Normal.

Olhei para o Fernando. Ele estava suando, respirando fundo, pulsando.

E tive uma ideia.

Não vou dizer que foi uma ideia planejada.

Não vou dizer que eu pensei "vou chupar o pau do meu marido enquanto o Brasil perde para a Noruega".

Foi mais um instinto. Um instinto de mulher casada que sabe que, quando o time perde, o marido precisa de um consolo — ou de uma consolação. E a minha especialidade é uma.

Então eu levantei.

Fui até a poltrona dele.

Sentei no colo.

— O que você tá fazendo? — ele perguntou, sem desviar o olhar da TV.

— Vou te ajudar a relaxar.

— Pamela, o Brasil está perdendo. Eu não consigo relaxar.

— Vai conseguir.

Beijei o pescoço dele. Mordi a orelha. Desci a mão pela barriga, até chegar no short. O pau já estava meio duro. Futebol dá tesão em homem? Acho que sim. Ou era a camiseta da Seleção. Não sei.

Abri o short.

O pau apareceu. Pequeno. Guerreiro. Duro. Pronto para o segundo tempo.

— Pamela... — ele começou.

— Fica quieto. Presta atenção no jogo. Eu vou cuidar de você

Desci.

Ajoelhei no chão da sala. Entre a poltrona e a TV. O Antônio estava no tapete, distraído com os carrinhos. A TV estava ligada. O Brasil estava perdendo. E eu estava chupando o pau do meu marido.

Cena mais normal do mundo.

Comecei devagar. Língua na cabecinha. Contornando a borda. Ele gemeu baixinho — mas não desviou o olhar da TV. Fidelidade máxima. Ele conseguia ser chupado e ver o jogo ao mesmo tempo. Multitarefa.

Enfiei na boca. O pau pequeno cabe inteiro. Vantagem. Chupei com vontade. Fazendo barulho. Aquele barulho de chupar pau que é nojento e gostoso.

— O Brasil tá perdendo — ele disse, com a voz trêmula.

— Hummm — eu respondi, com a boca cheia.

Ele gemeu. Não sei se era pelo gol perdido ou pela mamada. Provavelmente os dois.

Continuei.

Acelerei. A cabeça indo e vindo. Ele colocou a mão na mimha cabeça. Não puxou. Só segurou.

— Pamela... o jogo... o jogo tá...

— Tá perdendo. Eu sei. Deixa eu melhorar.

E melhorei

Enfiei fundo. Até a garganta. Não engasguei (pau pequeno não engasga). Ele gemeu mais alto. O Antônio olhou para a gente, viu a mãe de joelhos, viu o pai gemendo, e voltou a brincar com os carrinhos. Normal.

Acelerei mais.

Aos 90 minutos, o narrador gritou de novo:

— GOL DA NORUEGA! HAALAND DE NOVO! 2 A 0!

Fernando pulou da poltrona.

E aí aconteceu.

O pau dele — o pequeno guerreiro, o pau humilde, o pau que cabe inteiro na minha boca — Quando ele pulou, o pau saiu da minha boca com um PLOC molhado e veio na direção do meu rosto. Eu estava de joelhos, a boca aberta, a baba escorrendo.

E o pau acertou o meu olho.

Não foi uma batida leve. Foi uma pintada com força. A cabecinha do pau dele — que estava dura, muito dura — bateu no meu olho esquerdo com a precisão de um dardo. Eu senti o impacto. Senti a cabecinha roçar na minha pálpebra, esmagar meu olho, e eu caí para trás.

— AI! — gritei.

Caí de bunda no chão. Mão no olho. O olho ardendo. Babada. O pau do meu marido balançando na minha frente, ainda duro, ainda pingando baba.

— Pamela! — ele gritou, dividido entre a raiva do gol e a preocupação. — Pamela, você tá bem?

— MEU OLHO! — eu gritei. — VOCÊ ACERTOU MEU OLHO COM A PICA!

— Foi sem querer!

— SEM QUERER? VOCÊ PULOU IGUAL UM MACACO!

— É O HAALAND, PAMELA! ELE FEZ DOIS GOLS!

— FODA-SE O HAALAND!

O olho ardia. Lagrimava. Eu não conseguia abrir direito. Quando abri, tudo estava embaçado. A visão dupla. Duas TVs. Dois Fernandos. Duas picas. Uma das picas balançando na minha frente, a outra também (era a visão dupla).

— Você tá enxergando? — ele perguntou, preocupado.

— TÔ COM VISÃO DUPLA! TÔ VENDO DOIS DE VOCÊ! DOIS PAUS!

— E isso é ruim?

— NÃO TÔ NO CLIMA DE PIADA, FERNANDO!

Ele riu. O filho da puta riu. Eu dei um tapa na perna dele.

— PARA DE RIR! OLHA O QUE VOCÊ FEZ!

— Foi mal, amor. Foi mal. Mas o Haaland...

— EU VOU MATAR O HAALAND! E DEPOIS VOU MATAR VOCÊ!

Ele sentou no sofá. Ainda rindo. Eu engatinhei até entre as pernas dele, ainda com o olho doendo, a visão dupla, a baba escorrendo.

— Vai continuar? — ele perguntou.

— Vou. Mas se você pular de novo, eu arranco a sua pica e dou de presente pro cachorro.

Voltei a mamar. Com um olho aberto e outro fechado. Com o gosto de pau e a dor no olho.

— DOIS A ZERO, PAMELA! DOIS A ZERO!

— Hummm — eu respondi, engasgada com a pika.

— VOCÊ NÃO TÁ ENTENDENDO A GRAVIDADE DA SITUAÇÃO!

— TÔ ENTENDENDO. TÔ SÓ... SEM ENXERGAR.

Continuei mamando.

Ele gemeu. De raiva. De tesão. De raiva com tesão. Os dois juntos

Aos 90+10 minutos (10 minutos de acréscimo, porque juiz brasileiro sempre dá mais tempo quando o Brasil tá perdendo), o narrador gritou:

— PENALTI! O JUIZ MARCOU PENALTI! NEYMAR VAI BATER!

Fernando prendeu a respiração.

Eu parei de mamar por um segundo.

— Vai fazer? — perguntei.

— VAI FAZER, PORRA! É O NEYMAR!

— O Neymar que cai 47 vezes por jogo?

Ele me olhou com cara de "você não entende nada de futebol".

— CALA A BOCA PAMELA!

E realmente, eu não entendia. Mas eu entendia de homem.

Voltei a mamar.

Neymar correu. Bateu. O narrador gritou:

— GOL! GOL! GOL DO NEYMAR! BRASIL 1 X 2 NORUEGA!

— GOOOOOL! — Fernando gritou, segurando minha cabeça.

— GOOOOOL! — o Antônio gritou do tapete, sem saber o que estava acontecendo.

Eu ri com a pica entalada na garganta.

Mas não adiantou.

Apito final.

2 a 1. Noruega.

Brasil eliminado.

Fernando não disse uma palavra.

Ele ficou parado no sofá, olhando para a TV desligada, com a cara de quem acabou de perder a mãe, o cachorro e a casa no mesmo dia. O Antônio estava no tapete, dormindo (caiu no sono depois de tanto gritar "GOOOL" sem saber o que era). Eu estava de joelhos no chão, com a camiseta da Seleção ainda manchada de baba e um olho vermelho, lacrimejando.

— Amor... — eu comecei.

Ele levantou.

Veio em minha direção.

O olhar dele era diferente. Não era tristeza. Era raiva. Raiva de perder. Raiva da Noruega. Raiva do juiz. Raiva da vida. Raiva do mundo. Raiva de tudo.

Ele parou na minha frente. Olhou para mim. Me puxou pelo braço. Me jogou no chão.

— Vira — ele mandou.

— Fernando...

— VIRA.

Eu virei.

De quatro. No tapete. Do lado do Antônio dormindo. Ele abaixou o meu short e bateu na minha bunda. O pau já estava duro — raiva dá tesão em homem, descobri. Ele me segurou pela camiseta da Seleção e enfiou na minha buceta. Sem aviso. Com força.

— Isso — eu gemi animada.

Ele meteu com raiva. Com a raiva de quem perdeu para a Noruega. Com a raiva de quem viu o Neymar fazer gol aos 90+10 e mesmo assim não deu tempo. Com a raiva de quem passou 100 minutos xingando a TV.

— VAI TOMAR NO CU! — ele gritou.

— O quê?

— FILHA DA PUTA DO CARALHO! — ele gritou, batendo na minha bunda.

— EU NÃO JOGO, AMOR!

Apanhei mais.

Ele metia cada vez mais forte. Eu gemia, ria, gemia, ria. Não dava para levar a sério. Ele estava me comendo com raiva de um jogo de futebol. Era a coisa mais engraçada da minha vida.

— Empina essa bunda — ele mandou. — Empina, sua norueguesa! — dando tapa na minha bunda.

— Norueguesa? Eu sou brasileira!

— TÁ PARECENDO NORUEGUESA! TÁ PARECENDO UMA VIKING! LOIRA! OLHA ESSA BUNDA BRANCA! PARECE NEVE!

— NÃO IMPORTA! TOMA! — ele batia na minha bunda.

Ele enfiou de novo. Mais forte. Eu ri. Ele bufava e xingava. O Antônio dormia. Os carrinhos no chão.

— Goza — eu pedi. — Goza nessa norueguesa.

Ele gozou. Dentro. Jorrou quente. Caiu em cima de mim. Ofegante. Suando.

— Tá bom? — perguntei.

— Tá — ele respondeu, ainda ofegante. — Mas ainda estou com raiva da Noruega.

— Amanhã passa. Ou a gente repete. Só não me chama de norueguesa de novo, senão eu vou dar pro primeiro viking que eu achar.

Ele riu. Eu ri. O Antônio resmungou no sono.

Fiquei em pé, os joelhos doloridos, a bunda ardendo dos tapas. Levantei o short e fui lavar a louça.

No caminho, passei na frente do espelho. Meu olho estava vermelho. A pálpebra inchada.

— Amor? — chamei.

— O quê?

— Você me deu uma pirocada no olho. Literalmente.

— Foi mal.

— Tá parecendo que eu apanhei do Haaland.

A gente riu. A dor no olho passou. A bunda ainda ardia. O Brasil tinha perdido.

No dia seguinte, a manchete do jornal era: "Brasil eliminado pela Noruega em jogo histórico. Haaland marca dois gols, Neymar desconta de pênalti aos 90+10, mas não é suficiente."

Eu li no celular, tomando café, com a bunda doendo, o olho vermelho e um sorriso no rosto.

Não foi a melhor noite da minha vida.

Mas foi definitivamente a mais engraçada.

Só sei que ele me comeu com raiva.

E eu gostei.

Porque, no final, o Brasil perdeu.

Mas eu ganhei.

E ganhei também um olho roxo.

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