AVISO AOS LEITORES: Este capítulo do Antônio vai ser o primeiro com sexo gay masculino “solo” da novela. Também é a primeira que eu escrevo uma cena assim e agradecerei feedbacks e críticas construtivas.
CRONOLOGIA: Os eventos narrados aqui vão de 31 de julho de 2025 (quinta-feira) a 1 de agosto de 2025 (sexta-feira).
Meu nome é Antônio, tenho 24 anos e sou estudante universitário. Curso engenharia e sou aluno do Carlos, da Natália e do Jonas, que, coincidentemente, moram no mesmo condomínio que eu. Sou alto, forte e sempre bem arrumado, gosto de me destacar tanto pela presença quanto pela atitude. Sei que chamo atenção, e gosto disso. Gosto de estar sempre no controle, de saber que as pessoas me notam quando entro em algum lugar. A autoconfiança é minha marca registrada, e quem me conhece sabe que não sou de recuar diante de desafios.
Academia faz parte da minha rotina, e meu corpo é resultado de anos de dedicação. Ombros largos, abdômen trincado. Além de treinar pesado, gosto de correr ao ar livre, sentir o vento batendo no rosto enquanto a música toca nos fones de ouvido. Nos dias mais tranquilos, curto jogar futebol com os amigos da faculdade, sair para um barzinho à noite ou simplesmente relaxar na piscina do condomínio. Minha vida é intensa e cheia de movimento, exatamente do jeito que eu gosto.
Conviver com os professores fora da sala de aula é algo interessante. Nos capítulos anteriores, comentei como tenho meu plano de comer a professora Natália. Infelizmente, esse sonho parece ficar apenas no plano dos sonhos.
O capítulo de hoje começou na noite da quinta.
Cheguei à praça já ouvindo a barulheira da torcida. Tinham refletores, bancos perto das duas áreas técnicas e uma grade baixa separando os jogadores do pessoal que veio assistir. Parecia que todo mundo do condomínio, de alguns vizinhos, tinha resolvido aparecer. A maior parte estava do lado do Time Enéias, talvez porque ele tivesse escolhido os melhores jogadores do prédio ou porque a mulherada gostava de olhar aquele desgraçado correndo de calção.
Eu já estava com a camisa preta do nosso time. O calção era largo nas pernas, só que existiam limites para o quanto uma cueca e um tecido esportivo conseguia esconder 24 centímetros de pau. O volume aparecia bem na frente.
O Rogério me viu chegando e veio na minha direção acompanhado da Jéssica. Os dois já estavam uniformizados. A camisa preta ficava justa nos ombros dele, enquanto a dela marcava os seios cheios e a cintura. O calção desenhava as coxas grossas da Jéssica e terminava bem acima dos joelhos. Ela parecia pronta para entrar em campo e atropelar alguém, embora estivesse começando no banco.
— Obrigado por ter sido um dos primeiros a entrar — disse Rogério, apertando minha mão e me puxando para um abraço rápido.
— Pode mandar a bola na frente que eu seguro.
— Cuidado com o Amarildo. Ele é do tipo que entra forte.
— Ele pode tentar. — Olhei pro adversário que estava conversando amigavelmente com o seu Raimundo. — Eu também sei usar o corpo.
A Jéssica abriu aquele sorriso largo que sempre deixava o rosto dela ainda mais bonito. Os cabelos castanho-claros estavam presos num rabo de cavalo, deixando o pescoço e os ombros à mostra. Meu olhar desceu por instinto pelas pernas torneadas até o calção preto agarrado na bunda cheia. Eu já tinha muito tesão naquela mulher, só que também gostava demais do Rogério para alimentar qualquer ideia além das que apareciam sozinhas na minha cabeça.
Fui com eles até a lateral do campo. A mulherada do nosso time estava espalhada perto dos bancos, quase toda de uniforme. A Lorena alongava uma das pernas apoiada na grade. A camisa preta acompanhava a cintura fina, e o calção deixava à mostra as coxas torneadas. Quando me viu, ela sorriu e baixou os olhos direto pra minha bermuda.
Ela me cumprimentou e voltou a se alongar. O movimento empinou sua bunda firme dentro do calção preto.
Andréia estava logo adiante, sentada no banco com as pernas abertas, ajustando os meiões. O uniforme parecia ter sido feito para provar que algumas mulheres ficavam ainda mais gostosas vestidas para jogar futebol. Os seios grandes apertavam a camisa, as coxas robustas ocupavam quase toda a abertura do calção e aquela bunda enorme se espalhava no banco. A loira levantou a cabeça, me examinou e parou no volume da bermuda. O sorriso dela apareceu devagar.
— Chegou a nossa esperança de gol — disse Andréia.
— Você sabia que eu era atacante?
— A Letícia passou a tua ficha completa e a Natália confirmou.
A Andréia se afastou balançando aquela bunda absurda. Eu acompanhei até ela chegar perto da grade.
A Rebecca estava conversando com Sarah perto das garrafas de água. A camisa preta ficava mais solta no corpo esguio dela, embora ainda marcasse os peitinhos firmes. O calção acompanhava a bundinha empinada e deixava as pernas modeladas à mostra. A camisa da Sarah apertava os seios grandes dela, e o calção deixava as pernas longas expostas. A bunda dela tinha uma curvatura discreta e gostosa, suficiente para prender o olhar quando ela se virava daquele jeito.
Ela olhou para mim com carinho, depois baixou os olhos e viu o volume na bermuda. As bochechas ficaram vermelhas, os lábios se apertaram e ela virou pro lado, fingindo procurar alguma coisa na mesa. O olhar da Sarah desceu pra bermuda e voltou tão rápido que parecia ter queimado os olhos. Ela girou o corpo e passou a conversar com a Rebecca olhando pro campo.
— Boa noite, Rebecca. Boa noite, Sarah.
— Boa noite, Antônio — respondeu Rebecca, mantendo os olhos acima do meu pescoço.
— Que bom que você veio ajudar — respondeu Sarah.
A Tatiana me encontrou perto da mesa onde estavam os coletes e as garrafas. Ela também usava o uniforme preto. A camisa parecia folgada pro corpo magro e os seios pequenos, como se tivesse sido feita pra alguém mais encorpada. A Tatiana começou fixada no meu rosto. Baixou os olhos por um instante, reparando o volume na bermuda e travou.
— Boa noite — disse ela, ajeitando a franja.
— Boa noite.
Os olhos dela voltaram pro meu pau. A curiosidade daquela mulher sempre vencia o bom senso. Ela abriu a boca para perguntar algo, pensou melhor e pegou uma garrafa de água.
— Boa partida, Antônio. Depois eu quero saber como foi jogar no ataque.
A Tatiana saiu antes que eu respondesse, caminhando rápido demais na direção da Jéssica.
Eu me sentei um pouco no banco, relaxando antes do aquecimento. A Jéssica se aproximou acompanhada de um homem que eu ainda não conhecia. Ele tinha uns 28-30 anos, corpo forte e braços grossos marcando as mangas da camisa preta. O rosto era simpático, com uma expressão tranquila. Quando chegou perto, os olhos dele passaram pelo meu corpo e pararam no calção. A reação foi pequena, um movimento no canto da boca, seguido por um olhar direto para meu rosto.
— Antônio, esse é o Rodolfo — disse Jéssica. — Ele trabalha com o Rogério e a Lorena. Rodolfo, esse é o Antônio, nosso atacante.
— Já ouvi bastante sobre você — falou Rodolfo, estendendo a mão.
A mão dele era grande e o aperto firme. Gostei.
— Espero que tenham falado bem.
— A maior parte foi boa.
Ela riu e apontou pro grupo perto do banco.
— Vou ajudar as garotas. Acho que vocês dois têm o que conversar.
A Jéssica se afastou, deixando nós dois ali. Rodolfo tinha um jeito calmo de me observar.
— A parte sobre você chamar atenção também era verdade.
— Você parece estar gostando.
O Rodolfo sorriu. Ele tinha uma confiança tranquila, sem a necessidade de mostrar para todo mundo que era o homem mais importante do lugar. Aquilo me atraiu. Eu tinha passado semanas tentando entender se queria transar com outros homens, dar a bunda de novo ou experimentar coisas diferentes. Naquele momento, não existia confusão. Eu queria saber como seria beijar aquele cara e sentir aqueles braços me segurando.
Meu olhar desceu pelo corpo dele. A camisa apertava o peito e os braços. O calção ficava folgado o bastante para não revelar muita coisa. Ele ficou mais perto para deixar um grupo passar atrás dele.
— Você joga em posição? — perguntei.
— Posso ficar tanto na frente quanto atrás. Depende da partida.
O sorriso dele aumentou quando viu a minha reação. O Rodolfo não parecia nervoso com o flerte, o que me deixou ainda mais interessado.
A gente começou a caminhar devagar pela lateral enquanto os outros se aqueciam. Falamos sobre a partida, sobre o número absurdo de gente assistindo e sobre a escalação do Enéias. O Rodolfo não conhecia ninguém no condomínio, exceto Rogério, Jéssica e Lorena. No máximo, conhecia a fama do Carlos (de tanto que Rogério e Jéssica falavam bem dele) e já tinha almoçado com a Rebecca junto com Rogério e Lorena algumas vezes.
Flertar com um homem era parecido com flertar com uma mulher na parte em que os dois sabiam o que estava acontecendo. O restante parecia novo.
— A Jéssica me contou que você está solteiro.
— Ela disse mais sobre eu.
— Ela me contou que a sua ex-namorada era a camisa 19, mas que isso não era receita de torta de climão porque vocês estavam de boas um com o outro.
— Os “exs que são amigáveis” não são uma lenda. Os dois seguiram em frente.
A conversa teria continuado por muito mais tempo, só que o Carlos chamou os titulares. Os 11 e o seu Raimundo se reuniram com ele. O velhinho era sagaz. Tinha conversado com o pessoal simpático do outro time e prestado atenção em outras conversas bancando o frágil e surdo. Com isso, descobriu toda a tática adversária.
O Carlos foi apresentado pra quem ele não conhecia e deu instruções sobre o nosso esquema tático pra conter o adversário. Entramos no gramado. O Rodolfo ocupou sua posição no meio e olhou para mim. Fez um gesto curto, indicando que procuraria meu movimento. Eu fui pra perto do Jonas.
O árbitro conferiu os goleiros, olhou para os dois lados e levou o apito à boca.
O começo da partida foi um desastre pro nosso time. O plano do Carlos dependia de pressão e aproximação, só que ficamos presos no campo de defesa, enquanto eu e Jonas passávamos fome entre os zagueiros. O Vinícius mal dar chutão pra frente e acabou aceitando um chute fraco do Cleber por baixo do braço. O frango deixou todo mundo puto, principalmente ele, que reagiu logo depois ao defender uma cabeçada difícil do Pedro e passou a cobrar a defesa com muito mais firmeza.
O outro time continuou dominando e eu quase não encostava na bola. O Jonas tentou proteger um lançamento e levou uma entrada forte do Amarildo na perna de apoio. Ele ainda tentou levantar, mas a perna cedeu. A lesão encerrou a partida dele e obrigou o Carlos a mudar o time enquanto a Carolina e a Sarah o levavam pro hospital.
O Carlos puxou o Dênis pra lateral, adiantou o Érico, aproximou o Rodolfo do Rogério e deixou a Letícia atrás de mim. Passei a ser o único atacante, com a minha ex encarregada de pressionar a saída e fechar o meio. A mudança fazia sentido e ainda colocava perto de mim aquelas coxas grossas que eu conhecia bem. A Leticia estava puta com a entrada no Jonas e entrou com preparada pra jogador um mata-mata de Libertadores.
A entrada da Letícia mudou o primeiro tempo. Ela chegou dando um carrinho forte, levou amarelo e logo depois começou a se aproximar de mim e do Rodolfo para trocar passes curtos. O time finalmente conseguiu ficar com a bola e o espaço apareceu quando ela puxava a marcação por dentro. O Rodolfo recebia de frente, eu protegia entre os zagueiros e devolvia rápido. Foi assim que a jogada do empate começou. A bola girou pelo meio, chegou ao Érico na direita e ele cruzou rasteiro. Ataquei o primeiro poste, desviei antes do marcador e marquei. Depois daquele gol, comecei a ganhar quase todas no corpo e fiquei muito mais dentro do jogo.
O melhor do nosso time passou a ser o entrosamento do trio ofensivo central. O Rodolfo tocava pra mim e já corria para receber de volta. A Leticia aparecia no espaço seguinte, sempre entendendo quando eu queria a bola no pé ou quando ia atacar a área. A gente criou chances, empurrou o outro time para trás e chegou perto de virar. Também ficou difícil ignorar o quanto os dois estavam gostosos.
O uniforme colado marcava o corpo forte do Rodolfo e o short deixava as coxas grossas dele expostas, cada vez mais brilhantes de suor. Eu já tinha aceitado que queria experimentar mais com homens e já estava pensando em como chamar ele pra um date seguido de sexo.
A Letícia também estava gostosa pra caralho. O short apertava a bunda e deixava as coxonas à mostra enquanto ela corria de um lado pro outro, suada e com a camisa grudada no corpo. Eu conhecia bem aquele jeito dela se mover, dentro e fora do campo, e o meu tesão aparecia mesmo com o jogo pegando fogo.
Ainda mandei duas cabeçadas por cima e fiquei puto comigo mesmo, porque dava para ter feito mais um. O Vinícius salvou a gente várias vezes do outro lado e fomos pro intervalo com o empate. Saí do campo cansado, com um gol marcado e com a certeza de que eu, Rodolfo e Letícia tínhamos encontrado o jeito certo de jogar juntos.
Fui até o banco, peguei uma garrafa de água, derramei um pouco na cabeça e bebi o resto. A camisa preta estava encharcada e colada nas costas. O Carlos reuniu os titulares perto do banco.
— Antônio, segura os zagueiros. Letícia e Rodolfo encostam pra tabela pelo lado direito.
A Letícia ficou ao meu lado, bebendo água. A camisa justa grudava nos seios pequenos e firmes. O short tinha subido nas coxas musculosas e marcava a bunda arrebitada.
Eu conhecia bem aquele corpo. Conhecia as coxas endurecendo durante o sexo e a buceta apertada escondida embaixo do short. Era um pensamento ruim para ter enquanto o Carlos explicava o segundo tempo, mas o meu pau nunca respeitou contexto. Ela se abaixou para ajustar o meião. O movimento empurrou a bunda para trás e esticou ainda mais o short.
Ela virou pro campo. A gente já tinha passado da fase de brigar ou parar de falar e estávamos ok um com o outro. Quase amigos. Eu acho. Mas eu continuava querendo comer aquela bunda que ela passou o namoro todo me negando, mas deu pro Jonas várias e várias vezes, inclusive na minha frente.
— Você entrou bem — falei, depois que ela fez uma massagem com o seu Raimundo. — Só precisa evitar outro carrinho daqueles.
— Eu tirei um dos dois ex-profissionais de campo.
— Sim. Mas nós precisamos de você no segundo tempo.
— Você foi bem no cruzamento do Érico no gol. Mas tem desperdiçado cabeçada desde então.
Peguei outra garrafa antes de responder.
— Entendo. Mas nas próximas tenta entrar de surpresa no segundo pau pro caso de eu errar. Vou falar com o Rodolfo pra ele ficar na sobra.
— É uma boa, mas depois da terceira ninguém vai mais se surpreender.
Nós rimos.
— Se precisarmos de três cruzamentos pra fazer o segundo, vamos perder.
A Jéssica apareceu com uma toalha e mais água. A camisa preta apertava os seios cheios. O short curto deixava as coxas robustas de fora e colava na bunda redonda. Ela me entregou a toalha.
— Bebe mais. Você está muito vermelho.
— Estou bem.
— Quero você bem no segundo tempo.
Passei a toalha pelo rosto. A Jéssica ficou diante de mim com uma mão na cintura. Ela estava dando um geral no estado físico de todos os jogadores, ou pelo menos dos que ela se importava. A Jéssica se virou pra Letícia.
— Como estão as pernas?
— Depois da massagem do seu Raimundo, me sinto zerada.
— Ótimo. Se hidrata um pouco.
A Letícia assentiu. A Jéssica se afastou, e o short acompanhou cada passo da bunda dela.
O Rodolfo se aproximou e ficou do meu outro lado. A camisa preta colava nos ombros e nos braços grossos. O short marcava as coxas fortes. Ele passou a mão pelo cabelo molhado e me olhou com um sorriso discreto.
— Gostou do passe?
— Gostei de quem deu.
O Rodolfo ficou mais perto.
— Amanhã, 21h. Um barzinho tranquilo.
— Perfeito.
Olhei pra boca dele. Eu já tinha dado a bunda pro Jonas algumas vezes e gostado. Com o Rodolfo, eu queria beijá-lo e descobrir quem comeria quem. As duas possibilidades me davam tesão.
A Letícia prestou na conversa e deu uma risadinha. Ela parecia feliz que eu tinha seguido em frente. O Rodolfo olhou pra ela e depois voltou pra mim.
— Te mando o endereço por WhatsApp.
Confirmei com a cabeça. A Leticia encarava o campo com uma expressão neutra demais. Eu conhecia aquela mulher o suficiente para saber que aquilo era ela tentando evitar que os outros soubessem o que ela estava pensando. Talvez aquilo tivesse mexido com ela, ela gostou muito de assistir homens transando. Talvez ela não quisesse transparecer que era minha ex-namorada e isso causar um desnecessário climão com o Rodolfo.
O Carlos chamou todo mundo pro campo. Entrei olhando pro Rodolfo e pra Letícia. Era esquisito, mas eu queria comer os dois. O árbitro levou o apito à boca e encerrou o intervalo.
O segundo tempo começou empatado, com Luiz Alberto e Donizete grudados em mim. A minha função era segurar os dois zagueiros, proteger a bola e servir Letícia ou Rodolfo chegando de frente. O entrosamento entre nós encaixou rápido. Eu recuava, recebia de costas e devolvia de primeira, enquanto os dois ocupavam os espaços abertos pela marcação. A Leticia estava ainda mais gostosa que no primeiro tempo, com as coxas fortes e a bunda empinada marcando cada arrancada. O Rodolfo também parecia mais gostoso, com o corpo forte apertado na camisa e aquele jeito firme de proteger a bola. O suor acentuava o corpos de ambos. Ignorei o tesão pra me concentrar no jogo.
Nosso segundo gol saiu justamente dessa troca. A bola passou várias vezes entre mim, a Leticia e Rodolfo até a defesa se fechar em cima da gente. O Rodolfo abriu pro Érico, eu ataquei o primeiro poste e arrastei a marcação. O chute torto atravessou a área e chegou limpo pra Letícia empurrar na segunda trave, colocando a gente em vantagem. O Érico acabou saindo machucado, a Natália entrou e passou a destruir o Leandro pela direita. O Time Enéias pressionou muito e o Vinícius fez uma sequência absurda de defesas, embora o Enéias tenha conseguido empatar depois de uma perda de bola que pegou a nossa defesa aberta.
A partida ficou cada vez mais cansativa e eu continuei servindo de apoio para Rodolfo e Letícia, segurando os zagueiros e soltando a bola rápido. Perto do fim, a Natália passou pelo Leandro, tentou tocar por cima do goleiro e acabou desviando a bola com a bunda depois da disputa. Ela entrou devagar e colocou a gente na frente por 3 a 2. Depois disso, fiquei isolado no ataque, usando o corpo para prender a bola e gastar tempo sempre que ela chegava. O Enéias ainda tentou cavar um pênalti e levou amarelo por simulação. O apito final veio e eu terminei exausto, satisfeito com a vitória e ainda com um tesão do caralho no Rodolfo e na Letícia.
O Vinícius caiu de joelhos perto da área. O Wagner e o Tiago foram abraçá-lo. O Carlos respirava fundo com as mãos na cintura. O Rogério abraçou o amigo enquanto as reservas corria pro campo. Encontrei o Rodolfo e bati no peito dele.
— Jogaço.
A Letícia se aproximou, estendeu a mão e me puxou para um abraço rápido. Ela ainda estava ofegante.
— Vocês foram perfeito na jogada do segundo gol.
— Você também.
Ela sorriu e tocou meu braço antes de ir até a Natália, que recebia abraços de todo mundo. O Rodolfo passou o braço pelos meus ombros, e seguimos pro centro do campo. Eu estava acabado, com a camisa grudada no corpo e as coxas doendo. Depois das últimas semanas, precisava terminar alguma coisa difícil em pé e saber que tinha ajudado.
A comemoração cresceu perto do banco. A Lorena abraçou o Rogério por trás e quase derrubou os dois. A Jéssica chegou logo depois, pulando no marido e prendendo as pernas fortes ao redor da cintura dele. O short preto subiu nas coxas e apertou a bunda cheia quando o Rogério segurou ela.
A Letícia passou perto abraçada com a Natália. As duas estavam suadas, com os cabelos presos bagunçados e as camisas coladas ao corpo. O uniforme marcava os seios firmes da Letícia e a bunda arrebitada dentro do short. A Natália tinha as coxas grossas ainda tensas pelo esforço e a bunda redonda balançava enquanto ela ria do próprio gol.
No meio da comemoração, achei o Rodolfo de novo dei um abraço apertado. A camisa molhada marcava o peito e a barriga, enquanto os braços grossos me prendiam contra o corpo quente dele. Gostei daquilo.
— Amanhã continua de pé?
— 21h. Mando o endereço quando chegar em casa. A gente toma alguma coisa e depois decide onde termina.
Ele apertou a minha cintura. O meu pau reagiu dentro do calção úmido, pressionado contra a barriga dele. A minha mão desceu pela lateral das costas e parou perto da bunda dele. O Rodolfo percebeu e continuou colado em mim.
— Guarda um pouco pra amanhã.
Soltei a mão antes que alguém reparasse. A Tatiana circulava pelo campo olhando tudo e a Jéssica já conversava com metade dos reservas. A Letícia apareceu perto da gente carregando duas garrafas. Ela entregou uma pra mim e olhou pro braço do Rodolfo ainda apoiado no meu ombro.
— Vocês não são nada discretos.
— Você que é muito observadora.
— Bem, depois me conta todos os detalhes de como foi.
Ela riu, bebeu água, deu um tapa leve no meu braço e seguiu até Natália. A bundinha empinada aparecia sob o short a cada passo.
O Rodolfo apertou o meu ombro e saiu para cumprimentar o Rogério. Observei a camisa grudada nas costas dele, os braços grossos e o calção marcando as pernas fortes. Eu já tinha decidido o que queria.
Na sexta, cheguei ao barzinho às 20h50. Preferia esperar sozinho e correr o risco de levar um bolo do que parecer um irresponsável ao fazer um homem bonito ficar me esperando no nosso primeiro encontro.
Ele escolheu um barzinho em outro bairro, provavelmente perto de onde ele morava. As mesas ficavam bem separadas e a música permitia conversar sem gritar. Era longe da faculdade, o que diminuía a chance de algum conhecido aparecer e transformar meu primeiro date com um homem em assunto de corredor na segunda-feira.
Usei uma camisa preta ajustada nos braços e jeans escuro. Também passei o perfume que a Letícia dizia funcionar muito bem quando eu queria comer alguém. O mais incrível foi que ela mandou uma mensagem indicando isso de tarde. Ela realmente queria que eu me desse bem hoje, nem que fosse pra receber o meu relato do meu sexo com outro homem.
Sentei numa mesa perto da parede e conferi o celular. A tela continuava sem qualquer mensagem de cancelamento. Pelo visto, ele realmente vinha.
O Rodolfo chegou pontualmente. Usava uma camisa azul-escura aberta no primeiro botão. Os ombros largos enchiam o tecido, e as mangas marcavam os braços grossos. O peito parecia forte debaixo da camisa. A cintura era firme, e a calça acompanhava a bunda cheia. O rosto continuava com a simpatia tranquila que eu já conhecia. Naquela noite, reparei mais na barba curta e na boca dele. O Rodolfo abriu um sorriso discreto quando me encontrou.
Ele me cumprimentou com um abraço. O peito dele encostou no meu e seus braços me apertaram com firmeza. Senti o perfume e o calor do seu corpo e o meu pau reagiu como se ele tivesse enfiado a mão dentro da minha calça.
— Cheguei atrasado?
— Dois minutos antes do horário. Estou decepcionado. Esperava uma entrada mais dramática.
Ele puxou a cadeira e se sentou.
— Posso sair e voltar correndo, derrubando alguma mesa.
— Na próxima, você encena isso.
Ele me encarou sorrindo.
— Já está contando com um segundo encontro? Confiante.
Um garçom se aproximou e entregou os cardápios.
— Boa noite. Posso trazer alguma coisa para vocês beberem?
Pedi um suco. O Rodolfo pediu cerveja. O garçom se afastou e abri o cardápio. Mas o meus olhos se voltaram pros braços dele apoiados na mesa e pras mãos grandes virando as páginas.
— Você está me olhando bastante — disse ele.
— Estou tentando decidir o que pedir. — Fechei o menu. — Certo. Eu estava te olhando.
— Gostou?
— Bastante.
O Rodolfo passou a língua pelos lábios, quase distraído. Aquilo puxou meus olhos direto pra boca dele outra vez.
— Também posso dizer que essa camisa ficou boa em você — disse ele.
— Escolhi pensando em você.
— Fico honrado.
O sorriso dele aumentou. A calma continuava ali, junto com um tesão cada vez mais claro no olhar. Isso fez o meu pau endurecer mais um pouco dentro da calça. Eu me ajeitei na cadeira, tentando evitar que o jeans começasse a me torturar durante o jantar inteiro.
— Digamos que recebi uma carta de recomendação bastante generosa a seu respeito — comentou. — A Jéssica é uma das mulheres mais exigentes do mundo quando se trata de reconhecer méritos em qualquer homem que não se seja o Rogério.
As bebidas chegaram. Pedi uma carne com acompanhamento. O Rodolfo escolheu um prato parecido. Quando o garçom saiu, brindamos sem motivo específico.
— Para ela ter te elogiado como fez pra mim, você a deu uma impressão... significativa.
Meu rosto esquentou. Ele deu um gole na cerveja.
— Vocês dois...?
— Não.
— Pode jurar?
— Eu quero que o meu amiguinho apodreça e caia se eu estiver mentindo.
Ele me encarou e sorriu.
— Desculpe a desconfiança. É que o Rogério é um amigo muito importante pra que eu me relacionasse com alguém que pegou a esposa dele.
— É uma história meio complicada que envolve a minha ex e uns nudes, mas eu posso assegurar que nunca encostei um dedo na Jéssica.
A conversa mudou para outros temas, bem mais leves. Depois de meia-hora, o Rodolfo decidiu ser um pouco mais direto.
— Com quantos homens você já se relacionou?
— Um. Mais de uma vez, mas sempre o mesmo.
— E como foi?
Tomei um gole antes de responder.
— Diferente. Intenso. Comecei sem saber como ia reagir, mas descobri que gostei. Demorei a aceitar que eu queria experimentar de novo, com mais calma.
— Você se considera bissexual?
— Isso ainda é novo pra mim, mas sim. Ainda estou entendendo algumas coisas, só que gosto de ambos. Pra mim, isso já está bem claro.
O Rodolfo assentiu.
— E o que você quer comigo?
— Bem, você sabe.
— Pode dizer sem rodeios. Sexo.
— Sim. Eu quero sexo. Quero explorar esse meu lado com alguém que me atraia e que saiba que ainda tenho pouca experiência com homens. Também quero sair de novo caso a gente se dê bem. Mas nada sério por agora. Um relacionamento sério só no médio prazo, se tudo for legal.
— Ótimo. É o que eu quero. Sexo, companhia e espaço para descobrir o resto depois.
Aquilo me relaxou.
— Eu estava com medo de parecer um safado por dizer que quero sexo.
— Mentir sobre o que você quer seria pior.
Aquilo fazia sentido. Ser direto com outro homem parecia mais simples. Ainda existia nervosismo, só que Rodolfo falava sobre sexo sem jogos estranhos e sem a obrigação de fingir que a gente tinha ido ali discutir nossos livros favoritos.
— E você? — perguntei.
— Tive alguns relacionamentos e muito sexo casual. Estou solteiro há quase dois anos porque gosto da vida que montei. Um relacionamento precisa acrescentar alguma coisa.
— Você descobriu cedo que gostava de homem?
— Sim. Demorei para contar e só para poucas pessoas no começo. Hoje todo mundo importante sabe.
— Sua família lidou bem?
— Levou um tempo. Atualmente, estamos bem.
Ele devolveu a pergunta com o olhar.
— A minha família ainda não sabe que sou bi. Tudo isso é muito recente e eles são bem tradicionais. Quero me entender melhor antes de contar.
— Faz sentido.
— Cresci ouvindo muita merda sobre ser gay e dar a bunda. Aí, quando fiz isso, gostei muito e passei semanas em crise.
— Muita gente passa por isso.
— Umas amigas me ajudaram a colocar a cabeça no lugar.
— Elas se importam com você.
— Eu enrabei duas delas, fui namorado de uma por dois anos, um deles me comeu e os outros dois foram o Rogério e a Jéssica.
O Rodolfo ergueu as sobrancelhas.
— Uma história deveras complicada.
— Depois, eu explico melhor.
— Mas o fato de tantos ex’s se importarem com você diz algo positivo a seu respeito — comentou. — Normalmente, eu não me incomodaria se metade de meus ex’s fosse atropelados por uma jamanta que se chocou com um trem.
A comida chegou e interrompeu o assunto. O garçom colocou os pratos na mesa, explicou alguma coisa que eu esqueci no mesmo instante e perguntou se precisávamos de algo.
— Está tudo certo — respondeu Rodolfo.
Esperamos o homem se afastar. Comecei a cortar a carne enquanto Rodolfo provava o prato.
— Você trabalha com o Rogério e a Lorena, certo? — perguntei.
— A preposição correta seria “para o”. Eles são os meus chefes. Eu cuido das contas e da organização financeira da empresa. Estou com eles há alguns anos.
— Gosta de lá?
— É o escritório mais caótico que já vi na vida. E os dois são os chefes mais incomuns que você poderia imaginar. Mas eu acabei me habituando.
— Você parece organizado.
— Sou.
— Seu apartamento deve ser impecável.
— Está tentando cavar uma visita lá hoje?
— Estou tentando confirmar que existe um hoje.
O Rodolfo largou os talheres por um momento.
— Existe.
Meu pau deu outro sinal dentro da calça.
— Bom saber.
A partir dali, a conversa ficou mais leve por algum tempo. Falamos dos amigos em comum e da rotina. Contei sobre a faculdade e sobre como eu estava tentando levar o curso mais a sério. O Rodolfo contou que gostava de acordar cedo e treinar. Falou com carinho das suas amizades. Morava em outro bairro e preferia encontros menores às festas grandes.
O Rodolfo tinha um sorriso muito bonito, principalmente quando eu dizia alguma besteira e ele tentava esconder que tinha achado graça. Quando os pratos foram retirados, já estávamos mais próximos sobre a mesa. Meus antebraços quase tocavam os dele. Um casal passou perto da nossa mesa a caminho da saída. Esperei que se afastassem antes de responder.
— Estou com o pau tão duro que vou precisar levantar segurando o cardápio na frente da calça.
O Rodolfo olhou pra região escondida pela mesa.
— Quero ver quando você levantar.
Eu ri e pedi outro suco. O Rodolfo, outra cerveja. Pedi uma sobremesa para dividir, numa tentativa inútil de prolongar o jantar enquanto o meu corpo queria pular direto pra parte em que ele ficaria pelado.
— Você ainda nem me beijou — comentou ele do nada.
— Estava esperando a hora certa.
O Rodolfo se inclinou sobre a mesa e tocou o meu rosto. Encontrei a sua boca no meio do caminho. A barba curta raspou meu rosto, e os lábios dele ainda tinham o gosto da sobremesa. Ele abriu a boca e a minha língua encontrou a dele. A mão que segurava minha nuca era grande e firme.
Segurei seu braço por cima da camisa e aprofundei o beijo. Quando nos afastamos, continuei perto da sua boca.
— Gostei.
— Eu percebi.
Beijei o Rodolfo de novo, agora com mais fome. Ele apertou a minha nuca e enfiou a língua na minha boca. A mesa impedia que eu colasse o corpo inteiro no dele e aquilo começou a me irritar. Ele passou o polegar no meu lábio inferior.
— O meu apartamento fica a uns quinze minutos daqui.
— Então pede a conta.
Enquanto esperávamos, ele colocou a mão sobre a minha. Seus dedos se fecharam nos meus com naturalidade. Olhei para nossas mãos juntas. O tesão continuava forte, só que aquele gesto mexeu comigo. Quando a conta chegou, o Rodolfo pegou o cartão.
— Dividimos — falei.
— Hoje eu pago. No próximo, você.
Aquilo confirmou um segundo encontro. Saímos do barzinho. O Rodolfo tinha ido de carro. Durante o caminho, tentei me comportar. Num sinal fechado, ele colocou a mão na minha coxa e apertou perto demais do meu pau para que eu continuasse fingindo calma.
Quando estacionou na garagem do prédio, puxei seu rosto e o beijei por cima do console. O Rodolfo agarrou a minha camisa e me trouxe para mais perto. Só paramos quando faltou espaço para continuar.
Entramos no apartamento dele. A sala era organizada, com um sofá largo e uma estante ocupando a parede. Perdi o interesse pelo apartamento quando ele se virou para mim.
Segurei seu rosto e o beijei. O Rodolfo agarrou a minha camisa e puxou o meu corpo contra o dele. Sua barba raspou a minha pele e a língua entrou na minha boca com a mesma firmeza do bar. Encostei o Rodolfo na porta e desci as mãos pelas suas costas. Apertei a sua bunda por cima da calça, sentindo o volume firme ocupar as minhas palmas.
— Passei o jantar inteiro pensando nisso — falei perto da boca dele.
Apertei com mais força e enfiei os dedos sob a barra da camisa. O Rodolfo soltou o primeiro botão da minha. Suas mãos entraram pelo tecido e subiram pela minha barriga. Ele abriu o restante devagar, olhando o meu peito enquanto afastava a camisa.
— Você escolheu isso pensando em mim mesmo.
O Rodolfo empurrou a camisa pelos meus ombros. Passou as mãos pelos meus braços e apertou o meu peito. Gostei da maneira direta como me tocava. Não parecia estar me avaliando ou tentando adivinhar o que eu esperava. Ele deixava claro onde queria colocar as mãos.
Puxei a camisa dele pela cabeça. O Rodolfo levantou os braços e me ajudou a soltar. Fiquei alguns instantes olhando seu corpo sem tentar esconder o tesão. Ele tinha ombros largos, peito cheio e braços grossos, ainda mais fortes sem a camisa apertando. A barriga era firme, com músculos visíveis quando ele respirava, e a cintura estreitava antes da calça.
Passei as mãos pelo peito dele. Tinha pelos curtos espalhados pelo centro. Desci pelos lados da barriga e segurei a sua cintura, sentindo a diferença entre o corpo duro e a bunda cheia que eu já tinha apalpado por cima da roupa.
Virei o seu corpo um pouco e passei a mão pelas costas. Os músculos se moviam sob a pele quando ele levantava os braços. Apertei a sua bunda com as duas mãos e puxei-o contra mim.
— Essa calça está escondendo coisa demais.
Beijei o seu peito e subi devagar até o pescoço. O Rodolfo segurou a minha nuca. Seus dedos entraram no meu cabelo e puxaram a minha cabeça para trás com firmeza. O gemido escapou antes que eu pudesse controlar.
Ele me beijou outra vez. A força da mão no meu cabelo deixou o meu pau ainda mais duro dentro da calça. O Rodolfo tinha passado o jantar falando com calma, mas sabia me agarrar de um jeito que acabava com qualquer tentativa minha de parecer experiente.
A mão dele desceu pelo meu peito e apertou a minha barriga. Eu era um pouco mais alto, com costas largas e braços fortes de tanto treinar. As minhas coxas grossas pressionavam a calça e o meu corpo inteiro estava tenso por causa do tesão. O Rodolfo passou os dedos pelos músculos da minha barriga, olhando cada parte que tocava.
— Onde fica o quarto?
— Segunda porta.
Segui pelo corredor com o Rodolfo perto de mim. Tirei os sapatos no caminho e quase tropecei quando tentei andar enquanto abria a minha calça. Ele segurou o meu braço antes que eu batesse na parede.
Puxei Rodolfo para outro beijo e entramos no quarto. Parei perto da cama, sentindo o meu coração bater forte. O tesão continuava enorme, junto com a consciência de que aquela seria a primeira vez com um homem que eu tinha escolhido. Ele percebeu a minha hesitação.
— Está tudo certo?
— Estou nervoso.
Ele colocou a mão no meu rosto e se aproximou.
— A gente faz o que for bom pros dois.
Assenti e passei as mãos pela cintura dele.
— Quero te comer.
Ele não resistiu em dar uma risadinha.
— Você é realmente bem direto.
A resposta resolveu boa parte da tensão. Beijei Rodolfo e caí com ele na cama. A minha perna ficou presa na calça e precisei me afastar para terminar de tirá-la. O Rodolfo ajudou, observando meu corpo quando fiquei nu. Seus olhos desceram até o meu pau. A surpresa apareceu no rosto.
— Eu não... Eu não...
Meu ego nunca vai esquecer aquela reação.
— Agora acredita nos comentários?
— É maior do que pensei.
Deitei sobre ele e interrompi o assunto com outro beijo. As roupas que ainda restavam foram parar no chão. O Rodolfo ficou deitado diante de mim, completamente à vontade com a própria nudez. Seu peito subia rápido, os braços fortes descansavam sobre o colchão e as pernas musculosas se abriam para que eu me acomodasse entre elas.
Fiquei de joelhos entre as pernas dele e o Rodolfo se ergueu pra me olhar. Passamos alguns instantes frente a frente, completamente pelados. Eu era um pouco mais alto e tinha as costas mais largas. O meu peito estava tenso, a barriga marcada pela contração dos músculos. As coxas grossas se abriam sobre o colchão e o meu pau apontava para Rodolfo, pesado e duro, com a cabeça larga já brilhando.
Os olhos dele percorreram o meu corpo inteiro antes de voltarem ao meu rosto. O Rodolfo tinha o peito cheio e os braços grossos que eu tinha passado o jantar querendo apertar. A barriga firme estreitava na cintura. Pelos curtos desciam pelo centro do corpo até o pau grosso, já duro. Quando ele mudou de posição, vi outra vez a bunda redonda e firme, cheia o bastante pra ocupar as minhas duas mãos.
O Rodolfo pegou a minha mão e levou até o pau dele. Segurei a base e passei o polegar pela cabeça, sentindo-o endurecer ainda mais.
— Gostou do que viu?
— Principalmente da sua bunda.
Ele segurou o meu pau com força. A mão fechou ao redor da grossura e começou a se mover devagar.
— Eu gostei bastante disso aqui.
A pegada dele arrancou um gemido baixo da minha garganta. A mão era firme e se movia com segurança. Segurei a sua nuca e o beijei, mantendo os nossos paus entre os corpos enquanto ele continuava me punhetando.
A bunda que tinha ocupado a minha cabeça durante o jantar era ainda melhor sem a calça. Era redonda, firme e larga o bastante para encher as minhas mãos. Apertei com força e senti o Rodolfo arquear o corpo contra mim.
— Eu sabia que essa bunda era gostosa.
— Você ainda nem começou.
— Estou aproveitando a vista.
Ele passou as mãos pelo meu corpo. Apertou os meus ombros e desceu pelas costas, sentindo os músculos enquanto eu me movia sobre ele. Os dedos chegaram à minha bunda e me puxaram pra mais perto. Nossos peitos se encostaram.
O Rodolfo olhou o meu corpo com a mesma atenção que eu dedicava ao dele. Passou a mão pelas minhas coxas e apertou os músculos antes de subir outra vez. O jeito como ele me observava alimentava meu ego e aumentava o nervosismo.
— Você é gostoso pra caralho — disse ele.
— Repete isso quando eu estiver te comendo.
— Vou falar coisas bem piores.
Beijei sua boca e desci pelo pescoço. O Rodolfo respirou fundo quando mordi o seu ombro. As minhas mãos continuaram explorando as suas costas e a sua bunda, aprendendo onde ele gostava de ser apertado.
O Rodolfo continuou me tocando sem pressa. Sua mão fechava com força ao redor do meu pau, apertando principalmente abaixo da cabeça. Precisei apoiar o rosto em seu ombro para controlar a respiração.
— Assim está bom? — perguntou.
— Continua.
Ele manteve o movimento e observou a minha reação de perto. O meu pau pulsava em sua mão, e a cabeça grande aparecia entre seus dedos a cada subida. Comecei a empurrar a bunda contra ele. O Rodolfo segurou a minha cintura com a outra mão e controlou a minha pressa.
A firmeza daquele toque me deixava ainda mais excitado. Ele me segurava como queria, sem hesitar. Quando puxou o meu cabelo e me beijou, senti o corpo inteiro responder.
Passei a mão pelo pau dele e retribuí o movimento. O Rodolfo gemeu contra minha boca. Gostei de sentir o pau de outro homem endurecendo na minha mão, ainda mais sabendo que era por minha causa.
O Rodolfo soltou o meu pau e alcançou a gaveta ao lado da cama. Tirou de lá camisinha e lubrificante, colocando os dois sobre o colchão.
Peguei o lubrificante. O Rodolfo virou de costas e se deitou de barriga pra baixo, deixando a bunda exposta. Separei as nádegas com as duas mãos. O cu dele estava apertado entre os músculos firmes e o meu pau deu um solavanco.
Abaixei o rosto e beijei uma das nádegas antes de morder de leve. O Rodolfo soltou uma risada abafada no travesseiro, seguida de um gemido quando passei o polegar pelo cu.
— Passei o jantar pensando em abrir essa bunda.
— Então abre.
Espalhei lubrificante com os dedos. Massageei o cu dele devagar, sentindo o músculo ceder sob a pressão. Quando enfiei o primeiro dedo, o Rodolfo abriu mais as pernas e empurrou a bunda contra a minha mão.
Ele sabia exatamente como relaxar. Respirava fundo quando eu avançava e movia o corpo para controlar a entrada. Ele recebia os meus dedos e me orientava com movimentos curtos da bunda.
Coloquei mais lubrificante e enfiei o segundo dedo. O Rodolfo gemeu e agarrou o lençol, embora continuasse oferecendo o cu. Curvei os dedos dentro dele e vi as suas costas se contraírem.
— Aí — falou. — Continua aí.
Mantive o movimento. O meu pau estava tão duro que doía. Eu olhava os meus dedos entrando naquele cu e sentia uma vontade quase insuportável de substituir a mão pelo pau.
Ele virou o rosto pra mim.
— Estou pronto.
Coloquei a camisinha e espalhei bastante lubrificante pelo meu pau. A cabeça parecia ainda maior coberta pelo látex, larga e pesada na minha mão. O Rodolfo se virou de barriga para cima e puxou as pernas, segurando-as perto do peito. Na posição de frango assado, abriu sua bunda diante de mim.
Me aproximei de joelhos. Apoiei a cabeça do pau no cu dele e fiquei olhando seu rosto.
— Vou devagar.
Empurrei o mínimo possível. O cu apertou a cabeça do meu pau e resistiu. Parei, mantendo a pressão. O Rodolfo respirou fundo e relaxou as pernas, embora continuasse segurando-as abertas.
Avancei mais um pouco. A borda do cu se esticou ao redor da parte mais larga da cabeça. O meu corpo inteiro estava tenso pelo esforço de controlar a vontade de empurrar tudo de uma vez.
O Rodolfo apertou meus braços.
— Continua assim. Devagar.
Fiz um movimento curto. Depois de um pouco de esforço, A cabeça passou de uma vez, engolida pelo cu apertado. O Rodolfo soltou um gemido alto e suas unhas entraram na minha pele.
Parei um pouco. O meu pau pulsava dentro dele, preso logo abaixo da cabeça. A sensação era absurda. O cu quente apertava a parte mais sensível do meu pau e eu sentia cada contração.
— Fica parado — pediu ele.
Fiquei imóvel, olhando seu rosto. O Rodolfo respirava pela boca. Seus braços continuavam segurando as próprias pernas enquanto o corpo se acostumava à grossura.
Passei a mão por seu peito. Acariciei a pele suada e me inclinei para beijá-lo. O meu pau permanecia enterrado apenas pela cabeça, apertado pelo cu dele enquanto nossas línguas se encontravam.
— Entra mais.
Empurrei alguns centímetros. O Rodolfo gemeu outra vez e segurou a minha nuca. Parei quando senti o seu corpo endurecer.
— Respira comigo — falei.
Ele acompanhou a minha respiração. Beijei seu rosto e esperei até as pernas relaxarem em minhas mãos. Quando o Rodolfo moveu a bunda em minha direção, avancei mais.
Meu pau entrou aos poucos. Cada centímetro exigia controle. Eu parava, esperava o cu dele relaxar e voltava a empurrar. O Rodolfo recebia s minha grossura com experiência, usando a respiração e o movimento da bunda para me puxar.
Quando cheguei à metade, parei novamente. O meu coração batia na garganta. Olhei pra baixo e vi o meu pau desaparecendo dentro do cu de um homem. A imagem aumentou meu tesão de um jeito que eu nunca tinha sentido.
— É grande pra caralho — disse Rodolfo, ofegante. — Ainda falta muito?
— Sim.
— Enfia.
Avancei com cuidado. O Rodolfo gemeu alto quando os últimos centímetros entraram. Continuei até o meu corpo encostar no dele e o meu saco pressionar sua bunda. O meu pau inteiro ficou enterrado.
Permaneci parado, sentindo o cu apertar toda a extensão. O Rodolfo me segurou pelos braços e me olhou. Havia esforço em seu rosto, junto com um tesão evidente.
— Entrou tudo?
— Tudo.
— Meu deus!
Me Inclinei sobre ele e o beijei. Nossos peitos se encostaram enquanto eu mantinha o pau completamente enfiado. Comecei com movimentos curtos. Retirava poucos cm e voltava a entrar devagar. O Rodolfo acompanhava com a bunda, ajudando meu pau a deslizar. A cada movimento, seu cu parecia aceitar melhor a grossura.
— Pode tirar mais.
Recuei até quase deixar apenas a cabeça e voltei a enfiar. Um gemido forte saiu da garganta dele. A cama rangeu quando o seu corpo foi empurrado contra o colchão.
Repeti o movimento. O som dos nossos corpos começou a preencher o quarto. A minha barriga batia na parte de trás das coxas dele e a bunda firme recebia cada investida com um estalo.
Adorava a forma como cuzinho dele apertava o meu pau. Acelerei um pouco. O Rodolfo ainda segurava as pernas abertas, deixando-me entrar fundo a cada movimento. Seus gemidos ficavam mais altos quando o meu pau alcançava o fundo.
— Porra, Antônio!
Ouvir o meu nome na voz dele fez meu pau pulsar dentro de seu cu. Beijei sua boca, mantendo as investidas. O Rodolfo segurou a minha nuca com força e gemeu diretamente contra os meus lábios. Segurei suas pernas e aumentei o ritmo. O meu pau saía coberto de lubrificante e voltava a desaparecer dentro dele. O cu se abria ao redor da cabeça e apertava quando eu recuava.
O Rodolfo aguentava a minha força e ainda movia a bunda para me receber. Quando eu acelerava demais, ele apertava os meus braços e controlava o ritmo. Quando queria mais, puxava o meu corpo para perto. Eu tinha transado muitas vezes, porém aquilo mexia comigo de outro jeito.
Depois de algum tempo, as minhas pernas começaram a cansar. O Rodolfo soltou os próprios joelhos e passou os braços pelo meu pescoço. Beijei o seu rosto antes de retirar o pau com cuidado. A cabeça saiu por último, arrancando outro gemido dele.
O Rodolfo se levantou e sentou-se no meu colo. Apoiei as costas na cabeceira enquanto ele ficava de joelhos sobre minhas coxas, virado de costas. Sua bunda ficou diante do meu rosto, aberta e brilhando de lubrificante. Segurei o meu pau pela base. O Rodolfo se abaixou até o cu encontrar a cabeça.
— Deixa comigo agora — disse.
Ele desceu devagar. Vi a cabeça larga abrir o cuzinho dele e desaparecer. O Rodolfo parou por alguns segundos, respirou e continuou descendo. O meu pau entrou cm por cm enquanto ele controlava o peso do próprio corpo.
Segurei a sua cintura com força. A visão da bunda dele engolindo o meu pau quase acabou comigo. Quando o Rodolfo sentou completamente, o meu pau voltou a ficar enterrado até a base.
Ele permaneceu parado no meu colo. Passei as mãos por suas costas e beijei entre suas omoplatas. O Rodolfo virou o rosto e encontrou a minha boca por cima do ombro.
— Você está acabando comigo — falei.
— Ainda estou começando.
O Rodolfo levantou a bunda e tornou a sentar. O movimento foi lento na primeira vez. Depois ganhou força. Ele cavalgava de costas, usando as coxas para subir e deixando o peso do corpo fazê-lo descer até a base. O meu pau aparecia por alguns instantes entre suas nádegas antes de ser engolido novamente. Apertei a bunda dele, ajudando a abrir o cu a cada descida.
Os gemidos do Rodolfo ficavam graves quando ele sentava até o fim. Eu também já fazia barulho, sem qualquer vontade de controlar. Cada descida apertava o meu pau inteiro.
Ele acelerou. A cabeceira bateu contra a parede enquanto ele cavalgava. O choque da bunda contra as minhas coxas produzia estalos altos. Enfiei uma mão entre as suas pernas e segurei o seu pau. Estava duro e molhado na ponta. Comecei a masturbá-lo no mesmo ritmo em que ele sentava no meu pau.
O Rodolfo jogou a cabeça contra meu ombro. Seu corpo perdeu parte do controle, mas ele continuou cavalgando. A mão dele fechou sobre o meu antebraço, guiando a pressão dos meus dedos.
— Continua — pediu, com a voz falhando.
Segui até sentir o meu próprio orgasmo se aproximar. Soltei o pau dele e segurei sua cintura para interromper o movimento.
— Preciso mudar ou vou gozar.
O Rodolfo levantou devagar. O meu pau saiu do cuzinho dele, ainda duro. Ele se deitou de lado e me puxou com ele.
Fiquei atrás do Rodolfo. Levantei sua perna e encaixei meu corpo junto ao dele. A cabeça do meu pau encontrou o cu já aberto e entrou com facilidade. Empurrei até ficar fundo, abraçando seu peito por trás. A posição de ladinho deixou nossos corpos colados. Beijei o pescoço dele enquanto movia a bunda devagar. O Rodolfo segurou o meu braço contra o peito e virou o rosto para buscar a minha boca.
As investidas eram mais lentas e fundas. O meu pau deslizava dentro do cu dele enquanto eu sentia cada movimento do seu corpo. Passei a mão pelo peito do Rodolfo e desci até o seu pau. Voltei a masturbá-lo. Ele gemeu o meu nome e apertou o meu braço.
— Eu quero você de novo — falei contra sua pele, mesmo ainda enterrado nele.
O Rodolfo soltou uma risada ofegante.
— Você ainda está me comendo.
— Estou falando depois de hoje.
Ele virou o rosto e me beijou.
— Eu também quero.
A resposta fez o meu peito apertar de um jeito bom. Enterrei o pau mais fundo e fiquei parado por alguns segundos, abraçado a ele. O Rodolfo acariciou a minha mão antes de mover a bunda, pedindo que eu continuasse.
O quarto ficou cheio dos gemidos do Rodolfo e das batidas da cama. O meu corpo chocava contra sua bunda a cada investida. O som do meu pau entrando no cu dele deixava tudo ainda mais intenso. Quando a posição já não permitia a força que ele queria, o Rodolfo saiu de cima do meu pau e ficou de quatro.
Suas costas largas ficaram expostas. A bunda se levantou diante de mim, vermelha pelas minhas mãos e aberta pelo tempo que eu já tinha passado comendo aquele cu. Passei os dedos pelo meio das nádegas. O cu do Rodolfo se contraía, ainda brilhando de lubrificante. Aproximei a cabeça do pau e esfreguei sobre a abertura.
— Vai ficar olhando? — perguntou, virando o rosto.
— Estou vendo o estrago.
Empurrei. A cabeça entrou com menos resistência, seguida pelo restante do pau. Segurei a sua cintura e enfiei tudo de uma vez, com cuidado suficiente para acompanhar a reação dele. O Rodolfo soltou um palavrão alto e abaixou o peito no colchão. Sua bunda continuou levantada para mim.
Retomei devagar, embora a posição me desse vontade de perder o controle. O Rodolfo movimentou a bunda contra o meu corpo, pedindo mais força sem precisar falar. Apertei a sua cintura e aumentei o ritmo. O meu pau entrava até a base e recuava quase inteiro. A bunda dele batia na minha barriga.
Ele agarrava o lençol. Seus braços grossos se contraíam enquanto ele empurrava a bunda para trás, recebendo o meu pau com força. Dei uma investida mais funda. O Rodolfo gritou o meu nome e empurrou a bunda novamente.
Mantive uma mão no seu ombro e a outra na sua cintura. A cama sacudia sob nossos corpos. O meu saco batia na sua bunda e o cu apertava meu pau sempre que eu chegava ao fundo. Eu já não conseguia esconder meus próprios gemidos. A cada vez que retirava o pau, via o cu dele aberto ao redor da cabeça. A cada vez que enfiava novamente, sentia o corpo inteiro do Rodolfo responder.
Inclinei-me sobre suas costas e segurei seu rosto para beijá-lo. O beijo saiu desajeitado por causa do movimento. O Rodolfo mordeu meu lábio e gemeu quando voltei a bater fundo.
— Vou gozar — falei.
O Rodolfo levou a mão ao próprio pau.
— Continua me comendo.
Voltei a segurar sua cintura com as duas mãos. Aumentei a força até perder qualquer ritmo cuidadoso. O Rodolfo aguentou cada investida e se masturbou debaixo do corpo. Seus gemidos ficaram mais altos. Eu sentia o cu apertar o meu pau em contrações curtas.
— Não para.
O meu orgasmo já subia pela barriga e os meus braços tremiam pelo esforço. O Rodolfo empurrou a bunda contra mim, mantendo o meu pau enterrado até a base.
Ele gozou primeiro. Seu corpo inteiro se contraiu e o cu apertou meu pau com tanta força que perdi o controle logo depois. Gozei dentro da camisinha, enterrado nele. Segurei a sua cintura enquanto o meu pau pulsava fundo no cuzinho dele. O Rodolfo ainda gemia, com o corpo tremendo sob as minhas mãos.
Permaneci dentro dele durante alguns segundos. Me curvei sobre as suas costas e beijei o seu ombro, tentando recuperar o ar. O Rodolfo soltou o próprio pau e cobriu a minha mão com a dele. Ficamos assim, unidos e ofegantes, até o meu corpo começar a relaxar.
Me afastei com cuidado, retirei a camisinha e caí ao seu lado. A minha cabeça finalmente tinha sossegado. Eu tinha transado com um homem e tinha gostado. O Rodolfo permaneceu de barriga para bixo, recuperando o fôlego. Passei a mão pelas suas costas.
— Você está bem?
Ele virou o rosto na minha direção.
— Estou. A minha bunda vai reclamar amanhã.
— Foi um elogio?
— Foi.
Ri e continuei acariciando suas costas. O Rodolfo se virou devagar e deitou ao meu lado. Havia suor em sua testa e um sorriso cansado na boca. Passei a mão pelo peito dele.
— E, pra você? — perguntou. — Valeu a pena?
— Muito.
Ele sorriu e me deu um beijo lento. A urgência tinha passado, embora o meu corpo ainda reagisse quando a sua mão desceu pela minha barriga.
— Quero repetir — falei.
— Eu também.
Fiquei alguns segundos em silêncio antes de continuar.
— Na próxima, eu também quero dar.
O tesão voltou ao olhar dele. Seus dedos apertaram a minha cintura.
— Tem certeza?
— Sim. Eu quero experimentar de novo. Contigo.
O Rodolfo soltou uma risada curta e encostou a boca no meu ombro.
— Então está combinado. Na próxima vez, eu como você.
— Depois eu como você de novo.
— Na mesma noite?
— Por que não?
Falar aquilo em voz alta organizou uma parte da minha cabeça. Eu gostava de comer cu e queria dar o meu também. Uma vontade não anulava a outra e nenhuma delas precisava decidir quem eu era fora daquela cama. Eu queria sentir o Rodolfo de todos os jeitos que fossem bons para nós dois.
— A gente marca um dia sem pressa.
O Rodolfo me puxou para mais perto. Apoiei a cabeça no travesseiro e passei o braço em volta dele. O calor do corpo dele me deixou confortável, mesmo com minha cabeça ainda cheia.
— Você sempre fica assim depois? — perguntou.
— Assim como?
— Quieto e agarrado.
— Não sei. Nunca fiquei assim com você antes.
Ele riu baixo e encostou o rosto no meu peito.
— Resposta esperta.
Passei os dedos devagar pelas costas dele. Eu ainda sentia tesão, mas havia outra coisa ali, mais calma. Gostava de ter o Rodolfo perto sem precisar correr para vestir a roupa ou inventar uma desculpa para ir embora.
Ele sorriu e me beijou. Quando se afastou, continuou perto o bastante para que nossas testas se encostassem.
O primeiro encontro tinha terminado melhor do que eu imaginara durante a semana. Ainda teria de pensar na minha família e em tudo o que aquela descoberta mudava na minha vida. Aqueles problemas podiam esperar até o dia seguinte.
Pois bem, leitor. No próximo capítulo, Antônio e Rodolfo irão participar do arco crossover “Dois dates pra três casais”, onde dois cuzinhos não serão perdoados...
Coloquem nos comentários para o que vocês torcem que aconteçam nos próximos capítulos. Em breve, teremos a continuação.
==
==
O Arco do Futebol é composto por sete partes que podem ser lidas independentes, mas cada uma prioriza as ações dos seus narradores e protagonistas. E, nem sempre o que os outros veem eles fazendo era necessariamente a intenção deles.
Ele vai compreender os seguintes capítulos:
* PARTE 1: Eu, minha esposa e nossos vizinhos – Parte 21
* PARTE 2: Passando a Vara nas Vizinhas. Ou Não. - Capítulo 18
* PARTE 3: Eu e Minha Esposa Pulamos a Cerca... E o Caos Explodiu - Parte 14
* PARTE 4: Eu, a esposa gostosa do meu chefe e os vizinhos deles - Parte 03
* PARTE 5: Queria Ser Síndica, mas Porteiros e Zeladores Me Viram Pelada - Parte 03
* PARTE 6: Louco para enrabar a professora ruivinha, enrabei o volante contador primeiro (Série do Antônio - Parte 05)
* PARTE 7: Quem Vai Comer a Advogada Evangélica? - Capítulo 16
==
==