Oi gatinhos, com mais um conto para vocês! Essa história também é fictícia, ela foi um pedido de um leitor muito especial, então aproveitem bastante. 💋
Eu tinha 19 anos quando fui passar as férias de verão no sítio do meu avô Evandro. Dizem que eu pareço mais nova, que tenho cara de boneca, e talvez seja verdade. Sou pequena, magra, com cabelo comprido castanho claro que cai até a cintura, olhos grandes e um jeito de quem parece inocente mesmo quando não está sendo. E eu não estava sendo inocente naquela época. Não completamente.
Meu avô Evandro tem sessenta e oito anos, mas não parece. Ele é alto, forte, ombros largos, a pele morena queimada de sol, cabelo todo branco, curto, e um bigode fino que me lembra aqueles atores de filme antigo. As mãos dele são enormes, calejadas, veias grossas nos braços que aparecem quando ele aperta alguma coisa. Ele sempre usou a mesma camiseta branca apertada nos ombros e calça jeans desbotada, cinto de couro, e às vezes uma camisa xadrez com as mangas enroladas até o cotovelo.
Eu cresci indo para o sítio, mas naquele verão eu fui sozinha pela primeira vez. Minha avó morreu fazia dois anos, e desde então meu avô vivia só, na casa grande, com os cachorros e as galinhas. Minha mãe disse que ele precisava de companhia. Eu disse que topava.
Mentira. Eu não fui por ele. Fui porque queria ficar perto dele. Porque desde que me entendo por gente, eu sentia uma coisa esquisita quando olhava pro meu avô. Uma coisa quente no fundo da barriga, uma curiosidade que eu não sabia nomear direito, mas que ficava maior a cada visita. Eu lembro de uma vez, quando tinha x anos, de vê-lo tomando banho de mangueira no quintal, a camisa colada no corpo, a água escorrendo pelo peito. Eu fiquei parada atrás da porta, olhando pelo vão, e senti algo que me assustou tanto que fiquei uma semana sem dormir direito.
Mas agora eu tinha dezenove. Era adulta. E o que eu sentia não me assustava mais. Me excitava.
Cheguei no sítio, o sol ainda forte, o ar quente carregado de cheiro de mato e terra molhada. Meu avô estava na varanda, sentado na cadeira de balanço, tomando alguma coisa num copo de vidro. Quando ele me viu, se levantou, e aquele sorriso largo apareceu no rosto dele.
— Minha menina cresceu — ele disse, abrindo os braços.
Eu corri e me joguei nele, e o abraço dele me envolveu inteira. Meu rosto ficou enterrado no peito dele, e eu senti o cheiro, aquele cheiro que eu conhecia desde criança, sabonete, suor, fumo de corda. Mas agora eu sentia diferente. O corpo dele era duro, quente, e eu percebi que meus seios estavam apertados contra o peito dele, e que ele não parecia ter pressa de me soltar.
— Tá magra — ele disse, me segurando pelos ombros e me olhando de cima a baixo. — Vou ter que te engordar.
Eu ri, mas por dentro eu estava prestando atenção em cada detalhe. Nos olhos dele, castanho escuro quase preto, percorrendo meu corpo. No jeito que a mão dele apertou meu ombro um segundo a mais do que precisava. Na forma como ele desviou o olhar rápido quando percebeu que eu estava olhando.
Ele pegou minha mala e me levou pro quarto dos fundos, o mesmo quarto de sempre, com a cama de solteiro coberta por uma colcha de crochê que minha avó tinha feito. A janela dava pro quintal, pro pomar, pros fundos da propriedade onde ninguém ia.
— Fica à vontade — ele disse, colocando a mala no chão. — Se precisar de alguma coisa, é só chamar.
Ele foi saindo, e eu fiquei olhando as costas largas dele, o movimento dos músculos por baixo da camiseta, o jeito que o jeans marcava o corpo. Eu senti um calor úmido entre as pernas, e tive que apertar as coxas pra aliviar.
— Vovô? — chamei.
Ele parou, virou.
— Obrigada.
Ele sorriu, aquele sorriso que fazia os olhos dele brilharem, e saiu.
Naquela primeira noite, jantamos na varanda, e eu comi como se não comesse há dias. Ele ficou me olhando, um copo de cachaça na mão, e de vez em quando fazia algum comentário sobre como eu estava bonita, como tinha virado mulher.
— Lembro de quando você era pequena, corria descalça no quintal, pegava calango com a mão — ele disse, rindo. — Agora já é uma moça.
— E o que o senhor acha? — perguntei, com um sorriso que eu sabia que era provocante.
Ele me olhou por um segundo, os olhos parados nos meus, e eu vi alguma coisa mudar no rosto dele. Uma tensão. Um aperto na mandíbula.
— Acho que você ficou linda — ele respondeu, e a voz saiu mais grossa, mais grave.
Depois do jantar, ele foi lavar a louça e eu fiquei na varanda, ouvindo os grilos, sentindo o vento quente. Quando ele terminou, veio sentar do meu lado, no banco de madeira. O corpo dele estava tão perto que eu sentia o calor irradiando, sentia o cheiro da cachaça na respiração dele.
— Cansada? — ele perguntou.
— Um pouco.
— Vai dormir cedo então. Amanhã vou te levar pra conhecer o rio.
Ele colocou a mão no meu ombro, num gesto que deveria ser de afeto, mas a mão dele desceu um pouco, passou pelas minhas costas, e o polegar roçou a lateral do meu seio. Foi rápido, quase imperceptível. Mas eu senti. E senti ele hesitar por um segundo antes de tirar a mão.
— Boa noite, menina.
— Boa noite, vovô.
Eu fui pro quarto, tirei a roupa, fiquei só de calcinha, deitada na cama, a mão deslizando devagar entre as pernas, pensando na mão dele, no toque, no olhar. Eu me toquei até gozar, mordendo o travesseiro pra não gemer alto, e quando terminei, fiquei olhando pro teto, o coração batendo forte.
Eu sabia que ia acontecer. Só não sabia quando.
No dia seguinte, ele me levou pro rio. Era uma parte do sítio que ficava a uns vinte minutos a pé, descendo uma trilha no meio do mato. O rio era pequeno, mas tinha uma poça funda onde dava pra nadar, cercada por pedras grandes e árvores que faziam sombra.
Eu estava de short jeans e uma blusa de alcinha. Ele, de bermuda e camiseta. Quando chegamos, ele tirou a camiseta e eu fiquei paralisada por um segundo. O corpo dele era impressionante. O peito largo, coberto de pelos brancos, a barriga ainda firme, os braços fortes, marcados por veias. Ele tinha cicatrizes no corpo, marcas de uma vida inteira de trabalho.
— Vai entrar? — ele perguntou, já com os pés na água.
— Vou.
Eu tirei a blusa, fiquei só de short e sutiã, e entrei na água. Estava fria, e eu soltei um gritinho que fez ele rir. Ele veio na minha direção, a água batendo na cintura dele, e quando chegou perto, ele me olhou de um jeito que eu nunca tinha visto antes. Um olhar faminto, que percorreu meu corpo, os seios molhados marcados pelo sutiã, a barriga lisa, as pernas.
— Cuidado com as pedras — ele disse, e a mão dele segurou minha cintura pra me firmar.
A mão dele queimava. Eu fiquei parada, sentindo os dedos dele apertando minha pele, e olhei pra cima, pro rosto dele. O bigode molhado, os olhos escuros, a respiração mais pesada.
— Vovô... — eu sussurrei, e a palavra saiu diferente, como um convite.
Ele não respondeu. A mão dele desceu da minha cintura, passou pelo quadril, e os dedos roçaram a parte de cima do meu short. Eu prendi a respiração. Ele olhou nos meus olhos, como se estivesse procurando alguma coisa, e eu deixei ele ver tudo. O desejo, a vontade, a entrega.
— Não devia — ele disse, mas a mão não saiu.
— Mas quer — eu respondi.
E foi aí que ele me beijou.
A boca dele era quente, o bigode arranhava, e o beijo era bruto, sem jeito, como se ele estivesse segurando a vontade há muito tempo e tivesse perdido o controle. A mão dele subiu pro meu cabelo, segurou minha nuca, e ele apertou meu corpo contra o dele. Eu senti ele duro, a bermuda não escondia nada, e eu gemi dentro da boca dele.
Ele me empurrou devagar contra uma pedra, a água batendo na minha cintura, e começou a beijar meu pescoço, descendo, mordendo a alça do sutiã. Eu arquei o corpo, oferecendo, e ele puxou o sutiã pra baixo, expondo meus seios. O leite da tarde, o sol filtrado pelas árvores, a água fria, a boca quente dele no meu peito. Eu joguei a cabeça pra trás e gemi alto, sem vergonha.
— Calma, menina — ele murmurou, a boca no meu seio, a língua rodando no mamilo. — Calma que eu vou te comer inteira.
Aquela palavra na boca dele, "comer", dita com a voz rouca, grossa, fez uma onda de calor subir do meu ventre. Eu agarrei os ombros dele, senti a pele quente, os músculos duros, e puxei ele pra mais perto.
— Então me come — eu sussurrei. — Me come, vovô.
Ele me levantou, me sentou na borda de uma pedra lisa, a água batendo nos meus pés. Ele tirou meu short, minha calcinha, e ficou me olhando, nua, molhada, aberta pra ele. Os olhos dele percorreram meu corpo, e eu vi a respiração dele ficar pesada, o peito subindo e descendo.
— Deus me perdoe — ele disse, baixinho, e se ajoelhou na água na minha frente.
Ele abriu minhas pernas, colocou a boca em mim, e eu perdi o chão.
A língua dele era quente, grossa, e ele sabia exatamente o que fazer. Ele lambia, chupava, passava a língua devagar e depois rápido, e os dedos dele, aqueles dedos grossos, calejados, entraram em mim enquanto a boca trabalhava no meu clitóris. Eu agarrei o cabelo branco dele, puxei, e ele gemeu contra mim, o som vibrando na minha pele.
— Vovô, vou gozar — eu avisei, a voz saindo em pedaços.
— Goza, menina. Goza na boca do seu avô.
E eu gozei. Explodi, o corpo inteiro se contraindo, a visão escurecendo, um gemido longo que ecoou no meio do mato. Ele não parou, continuou lambendo, sugando, até eu ficar mole, sem forças, o coração batendo tão forte que eu ouvia o sangue zumbindo nos ouvidos.
Ele se levantou, o rosto molhado, os olhos brilhando, e eu vi a bermuda dele estufada, o volume enorme. Eu estendi a mão, toquei ele por cima do tecido, e ele fechou os olhos, a respiração saindo em golpes.
— Não precisa — ele disse, mas a voz falhou.
— Eu quero.
Eu desci da pedra, me ajoelhei na água na frente dele, e puxei a bermuda pra baixo. O pau dele saltou, duro, grosso, comprido, as veias marcadas, a cabeça roxa. Eu segurei com as duas mãos, senti o peso, o calor, e olhei pra cima, pro rosto dele, antes de abrir a boca e engolir.
Ele gemeu, um som rouco, gutural, e colocou a mão na minha nuca, guiando, mas sem forçar. Eu chupei devagar, sentindo o gosto, o cheiro, a textura. Passei a língua na cabeça, desci, chupei as bolas, e ele tremia, as pernas bambas.
— Para — ele disse, puxando meu cabelo. — Para que eu não goze na sua boca.
Ele me levantou, me virou de costas pra ele, me inclinei na pedra, e eu senti a cabeça do pau dele roçando em mim, entrando devagar, abrindo. Eu mordi o lábio, os olhos arregalados, e ele foi entrando, centímetro por centímetro, até eu sentir ele bater no fundo.
— Tá doendo? — ele perguntou, a voz trêmula.
— Não. Tá perfeito.
Ele começou a me comer devagar, com calma, as mãos segurando meus quadris, os dedos apertando a pele. Cada estocada era profunda, completa, e eu sentia cada centímetro dele dentro de mim, preenchendo um espaço que eu nem sabia que estava vazio.
— Você é tão apertada — ele murmurou, a respiração quente na minha nuca. — Tão molhada. Tão gostosa.
Ele acelerou, as estocadas ficaram mais rápidas, mais brutas, e a água batia em volta da gente, o som dos corpos se encontrando, os gemidos, os xingamentos baixos que ele soltava.
— Goza dentro de mim, vovô — eu pedi, a voz saindo num fio. — Quero sentir.
Ele gemeu, um som que parecia de dor e prazer ao mesmo tempo, e eu senti ele pulsar dentro de mim, jorrar quente, enquanto ele me apertava contra o corpo, as mãos cravadas na minha cintura, o corpo dele todo tenso, gozando, gozando, até não ter mais nada.
Ficamos ali, abraçados, ofegantes, a água rodeando a gente. Ele beijou meu ombro, minha nuca, e ficou dentro de mim por um longo tempo, como se não quisesse sair.
— Isso é loucura — ele disse, finalmente.
— É — eu respondi, virando o rosto pra beijar ele. — Mas é bom.
Naquela noite, ele foi no meu quarto. Eu estava deitada, de camisola, esperando, e quando ele entrou, fechou a porta devagar, sem fazer barulho. Ele tirou a roupa, ficou nu na frente da cama, e eu pude ver ele inteiro, o corpo que trabalhava a terra há décadas, o pau já duro de novo, subindo.
Ele deitou do meu lado, me puxou pra cima dele, e eu sentei no colo dele, guiando ele pra dentro de mim. Cavalguei devagar, o movimento lento, os olhos nos olhos dele, a lua entrando pela janela.
— Você é a coisa mais linda que eu já vi — ele disse, as mãos nos meus seios, apertando, beliscando os bicos.
Eu me mexi em cima dele, sentindo ele profundo, e ele gemeu, os olhos fechados, a boca aberta.
— Olha pra mim, vovô — eu pedi. — Quero ver seus olhos quando eu te fizer gozar.
Ele abriu os olhos, me olhou, e eu acelerei, o ritmo ficando frenético, o suor escorrendo pelo meu corpo, os seios pulando, e ele agarrou meus quadris, ajudou no movimento, até que eu senti ele endurecer mais, pulsar, e ele gozou com um gemido longo, o corpo todo se contraindo, me puxando pra baixo, me beijando com desespero.
Eu deitei no peito dele, ouvindo o coração acelerado, e ele passou a mão no meu cabelo, devagar.
— Isso não pode continuar — ele disse, mas a mão não parou.
— Eu sei.
— Mas eu não quero que pare.
— Eu também não.
E não parou. Passamos o resto das férias fudendo em cada canto do sítio. No quarto, no chão da sala, na varanda de madrugada, no meio do mato, no celeiro, em cima do feno. Ele me ensinou coisas que eu não sabia, me possuía de todos os jeitos, e eu me entregava, inteira, sem reservas.
No último dia, quando eu fui embora, ele me abraçou na varanda, e eu senti ele duro contra mim, mesmo com minha mãe esperando no carro.
— Volta no Natal — ele sussurrou no meu ouvido.
— Vou voltar.
E voltei. E toda vez que eu vou, a gente repete o mesmo ritual. Ele na varanda, eu chegando, o abraço que demora um pouco mais, o olhar que diz tudo.
E é assim que a gente vive. Escondido, errado, proibido.
Mas é nosso.
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Espero que tenham gostado do conto, meus amores. 💋
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