Por fim a dor é tanto que eu tenho que ir ao médico. Falo que fui assaltado e que levei uma surra. O médico não acredita que foi só isso e acabo tendo que convencer diversas pessoas que não fui assaltado sexualmente.
Posso até dizer que fui assaltado. Mas não teve nada de sexual, né?
Eu não tive absolutamente nenhuma atividade sexual, e é por isso que eu não entendo o porquê que toda vez que vou passar as pomadas no pênis ele fica duro que nem pedra.
Segunda - Feira estou determinado a não ir. Jamais vou, em sã consciência, me colocar nessa posição de novo. O que eu devia fazer é mandar prender aquele louco
Terça – Feira sei que não vou, e não tem nada que minha cabeça fale que vai me fazer me esgueirar pela cidade daquele jeito
Quarta minha resolução está menor. Se eu fosse um buraco mais inteligente isso não teria acontecido. É só ser esperto. Eu posso “me comportar” por algumas horas para saber onde isso vai dar, não é?
Quinta Feira acaba a pomada refrescante e eu tenho certeza absoluta que não vou. Acho que meu pinto vai ficar deformado para sempre
Sexta Feira eu finalmente pareço eu de novo, meu rosto já desinchou e a única coisa que me mostra a violência é meu pau, e o roxo nos costelas, que não trincaram. E por mérito a isso eu não vou me colocar em risco.
As vezes é porque eu sou homossexual, e como eu estava negligenciando isso, meu corpo e mente me colocaram nessa enrascada. Assim que eu estiver melhor, vou procurar me saciar disso.
Será que eu quero um puto mesmo ou um traveco?
Não custa nada dar uma olhada nas minhas opções.
Assim que estiver melhor eu vou lá. Só vou ir tomar um banho, passar na farmácia e dar uma olhada na rua dos travecos. Ver se isso me anima ou não.
Só que na hora que eu entro no banho, me lavo, vejo meu corpo sem ordem nenhuma colocando o chuveirinho no rabo e limpando. Depois, mesmo sem querer, estou em um carro indo em direção ao fim do mundo. E quando eu estaciono na frente do portão capenga, eu não consegui ainda parar de chorar.
Chorei no banho, no carro, no caminho, e estou chorando aqui.
Daqui 15 minutos eu vou estar tirando a roupa, ficando completamente nu, à disposição de qualquer um, e me entregar novamente para um monstro tomar conta de mim.
E é exatamente o que eu estou fazendo. Ficando nu, machucado e com o pau ainda dolorido, ao lado de uma porta. Dessa vez não tenho que esperar muito até Roberto abrir e me olhar.
Eu quero mentir e falar que não fez nada comigo, mas não posso. É eletrizante receber atenção dele, meu corpo se acende.
- Beija meu pé e pode entrar – eu me ponho de joelhos, lhe dou 2 selinhos e me levanto para o seguir. Dessa vez Thor está na sua caminha, então não sei o que fazer.
Fico prostrado ao lado da porta, apoiado na parede e vendo o homem nu andar pela casa. Ele está sem nada, com o pau murcho balançando, barriga um pouco caída, e pelos grisalhos.
Seu Roberto vai até a cozinha, meche no freezer, coloca alguma coisa para descongelar e volta.
- Você tá acabado heim. Roxo, com o pau ainda deformado e a cara arranhada. Devia ter vergonha disso
Eu o olho com raiva. Estou assim porque ele fez isso comigo.
- Nem adianta me olhar assim. Dessa vez não apanhou nem uma vez à toa. Eu te falei e você descumpriu as ordens. A culpa é toda sua. Se fosse um buraco melhor isso não teria acontecido.
Eu aceno que sim
- E espero que hoje eu não tenha que te disciplinar. Seja um bom buraco e vai ficar tudo certo. Entendeu?
- Sim senhor
- Bom. Você veio limpo?
- Sim senhor – agora estou vermelho
- Limpou esse cu direito?
- Sim senhor
- Eu vou verificar. Se não tiver bom eu vou te lavar. E o que acontece na segunda vez?
- É mais dolorido senhor - digo o mais forte possivel.
- E se eu te fuder vai ser com força. Sou macho. Eu quero limpo de verdade.
Agora eu já estou com dúvida. Fiz uma duchinha no box. Será o suficiente?
- Quer outra chance? A mangueira e a árvore continuam lá – ele fala com uma voz risonha e eu apenas aceno – então vai. Depois pode tomar um banho no chuveirão e tem toalha de buraco pendurada do lado.
Ele nem me olha direito, apenas fala, enquanto eu ligo a televisão e vou andando derrotado até a parte de trás da casa.
Respiro fundo, coloco a ponta da mangueira, meu anel reclama da invasão, espero encher, seguro até doer e vou andando para a árvore. Espero chegar lá e ver uma situação deplorável, com moscas e etc, um ambiente cheio de merda e nojeira. Mas não. Está super limpo. Não é possível que Roberto tenha feito isso.
Repito mais 4 vezes, cada vez com mais espera, igual ao que ele me obrigou a fazer da outra vez, até que a água saísse 100% limpa. A dor é menor, mas a humilhação é maior. Sou eu aqui, me auto torturando, por minha própria vontade e ainda agradecido dele ter me dado esta chance.
Surpreendentemente o chuveiro é quente e o sabão é humano. Só a toalha que já viu dias melhores, mas ainda assim estava limpa.
- Faz pipoca. Coloca em dois potes e depois vem aqui – ele fala no instante que eu retorno.
Eu acho estranho os dois potes, mas faço e assim que vou chegando perto ele manda colocar um para o cachorro e outro para ele. meus olhos enchem de lágrimas, mas obviamente eu obedeço e fico ao seu lado quando entrego o pote.
Ele (eu) coloca um filme de ação e fica confortável, me mandando sentar no chão apoiando as costas no sofá. De vez em quando ele joga um pouco de pipoca no chão e eu posso comer.
É bom. Sinceramente o momento mais tenro que eu e ele tivemos até agora.
- Buraco – ele fala sonado e eu me levanto – vou tomar banho. Quando a pizza chegar você pega lá fora, o dinheiro está ali – diz apontando para uma mesinha.
Meu coração começa a bater mais forte. Eu estou pelado. Nu. Em pelos. Como vou sair e buscar algo no quintal? Mesmo que saia e me vista, o entregador vai me ver antes de eu conseguir me tapar.
Fico desesperado, e ele continua se espreguiçando e quando me olha, vê minha cara de puro terror
- O que foi?
- estou nu senhor
- Certo, certo – ele fala balançando a cabeça – adestrar buraco novo dá trabalho.
Seu tom é como se ele estivesse me fazendo um favor
- Naquele armário tem a roupa que você vai usar. Coloca, vai lá, e devolve no mesmo lugar depois. Nem um segundo a mais do necessário. Se não apanha.
- Obrigado
- Eu sou mesmo magnânimo – ele se empina e sai. Eu fico simplesmente o olhando entrar no banheiro, e quando ele para na porta já corro para entrar e me ajoelhar no local certo.
Ele urina, balança e entra no chuveiro. Eu dou a descarga e volto para a sala, já indo direto para o armário e abrindo. Lá dentro tem algumas toalhas de banho, uns jogos de lençol e uma coisa de chita rosa com flores amarelas berrante.
Não, não pode ser isso. Não, por favor não seja isso. Mas é, lógico que é.
O que eu vou usar é um vestido GIGANTE feito de um pano barato e chamativo, que vai até abaixo do meu joelho, com a gola baixa e mangas meio regata.
O negócio é simplesmente ridículo, absurdamente ridículo, mas pelo menos não é ir nu.
Roberto sai do banheiro seco, coloca uma bermuda e se senta no sofá
- Coloca no jogo
Eu mecho na televisão e volto a encarar a “roupa”
Quero abrir a minha boca e reclamar, quero pedir por outra coisa, autorização para pegar as minhas, ou até implorar para ir enrolado em uma toalha, mas ele parece estar de bom humor e eu não quero acabar apanhando de novo.
Além disso se eu for um “bom buraco” talvez ele e eu façamos sexo, isso saia do meu sistema e eu possa voltar para a minha vida normal.
“BIP BIP”
A moto buzina, eu respiro fundo, coloco a roupa que desce direto, sem pegar em nada. É uma capa, um negócio sem forma.
- Buraco?
Eu me viro cheio de esperança. Isso foi uma pegadinha?
- Tem uma havaiana do lado da porta.
- Sim senhor
Eu saio, coloco o chinelo 46 amarelo ovo e de cabeça baixa caminho até o portão. Não vou nem olhar o motoboy no olho. Vou entregar o dinheiro, pegar a comida e nunca mais ver a pessoa que vai fazer a entrega.
- Dessa vez o Robertão pegou um ricaço – o cara fala rindo e eu abaixo ainda mais o rosto – você é o que hein?
- me dá logo
O cara ri ainda mais
- Olha o viado querendo ser gente
- aqui – mudo de tática, entregando o bolo de dinheiro
- Me responde logo. Você não vai querer que ele coma pizza fria – isso me faz levantar o rosto e ver o escarnio na cara do menino – isso eu garanto
- empresário.
- Não idiota. Qual sua colocação com o Robertão?
Que? Não estou entendendo nada aqui.
O cara gargalha e balança a cabeça
- Novinho em folha ainda então. Como ele te chama?
-buraco
- Hi, se fudeu – ele finalmente pega o dinheiro, me dá a pizza e sai rindo de perto de mim.
Eu volto andando derrotado até a casa, coloco o chinelo no mesmo lugar e entro. No segundo que meu pé atinge o chão, tiro a maldita roupa, e jogo no chão.
Ouço ele bufar e já fico rígido.
- Vem cá apanhar que tou com preguiça de levantar – ele diz calmo e eu começo a chorar.
Nunca chorei tanto como nestes dias. É um choro que vem da alma, um que eu nem sei o porquê.
Tudo em mim fala para falar não. Não, eu não vou até aí para apanhar. Não, eu não preciso, nem mereço, passar por isso. Não, eu vou simplesmente embora.
Mas eu sei o que falar não significa. E não posso passar por isso de novo, então vou arrastando os pés e fico à sua disposição.
- Você chora tanto que tenho que te dar mais água – ele fala brincalhão – ajoelha
Eu obedeço e fecho o rosto. Roberto torce minha orelha com força, e dói, mas é pouco em comparação ao que já passei aqui.
- Quem é superior a você?
- Tudo?
Novo torção
- Tudo. Tudo senhor
- Então deixa de ser idiota, dobra o vestido, agradece por ter te ajudado e depois volta aqui com a minha pizza.
Eu me levanto, pego a roupa ridícula, dobro com carinho, e coloco na prateleira.
- Obrigado vestido por me ajudar – falo com ódio.
- Ajudado a que Buraco?
- Obrigado por me ajudar a não sair nu.
- Isso. Agora vem.
Eu chego e já me ajoelho.
- Entrou aqui, me procura e beija meu pé.
Eu coloco minha boca em seu peito e dou 2 selinhos.
O cheiro da pizza é bom, minha boca saliva, mas eu sei melhor do que pedir. Thor se levanta e se aproxima dele e ganha as bordinhas da pizza, enquanto eu sou só a mesinha que sustenta a caixa.
Ele se levanta, toma um copo de coca, me manda levantar e fica me fitando no olho, como se estive se decidindo o que fazer.
- Qual seu nome?
Eu o olho surpreso
- Qual seu nome buraco?
Esse homem realmente nunca perguntou meu nome? Eu realmente nunca falei como me chamava para ele? Passei por tudo isso nas mãos de uma pessoa que não sabe a informação mais básica minha? Ou eu nunca vali a pena gravar?
- Marcelo senhor – ele acena positivamente
- Apoia no braço do sofá, cabeça no acento e abre a bunda
Eu faço e ele se agacha e sinto sua respiração próxima ao meu corpo, depois um dedo tentando entrar no meu anus, que se contrai imediatamente.
- A primeira coisa que eu vou te ensinar Buraco Marcelo – ele ri, como se meu nome fosse super engraçado – é que o que eu quiser colocar neste cu vai entrar. De um jeito ou de outro, seja por bem ou por mal. Se eu quiser vai para dentro. Você decide se vai ajudar ou atrapalhar. E atrapalhando sempre dói mais.
Eu contraio ainda mais o músculo
- Então Marcelinho, você vai abrir e fazer força como se fosse evacuar. Meu dedo vai só arder quando entrar, e vai sentir um leve estufamento. Ou eu vou enfiar com força, minha unha vai arranhar, você vai ser violado, vai chorar, gritar, espernear, me irritar e acabar apanhando. A escolha é sua.
Eu respiro fundo
- Vou ajudar senhor
Inspiro, tomo coragem e expiro fazendo força. Seu dedo entra seco, mas é como ele falou. Incomoda, mas não dói. Ele roda um pouco e tira.
- Tu é realmente apertado buraco.
Fico calado
- Nunca entrou nada?
- Não senhor
- Nem um dedinho enquanto se masturbava?
- Só um senhor – respondo com vergonha
Recebo um tapasso na bunda, que me faz gritar. Esquenta e eu aposto que minha nádega já está vermelha
- Amanhã eu vou te fuder. – isso me dá um arrepio longo pelo corpo e eu aceno – só não sei ainda se vou te estuprar e arrombar esse cu, ou ser bonzinho na primeira vez, e talvez você até goste.
Agora engulo seco
- Não que isso importe mesmo. Mas essa semana meu time ganhou, tou realmente maneiro.
Eu aceno positivamente de novo.
- Bem, amanhã eu decido. Agora vem
Eu o sigo para o banheiro, fico do lado do vaso, dou descarga, arrumo seu quarto e me posiciono curvado na parede. Faço tudo sozinho, sem que ele tenha que me mandar. Quero ser um bom buraco, não apanhar e não ser arrombado. Quero carinho
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E AÍ, O QUE VOCES ACHAM QUE ACONTECEU?