(Olá leitores, dei uma sumida, mas estou de volta com essa saga, espero que gostem, e curtam bastante, assim como eu estou curtindo bastante, por ser uma história toda voltada em primeira pessoa, dando espaço pra que outros personagens também tenham suas narrativas paralelas, deixando a gente imaginar o que está acontecendo em cada cena.)
Vamos para a história:
Ponto de vista do YOHAN
A solidão de um apartamento em São Paulo à noite tem o peso de um soco no estômago. O silêncio só era quebrado pelo som do abridor de metal perfurando a rolha da garrafa de vinho. Eu estava ali, digerindo o gelo do Rodrigo. O desgraçado só me procurava quando o tesão acumulava na base do estômago; gozava, o arrependimento de heterotop batia na cara dele e ele me tratava como um pano de chão descartável. Eu tinha colocado expectativa demais. Limpei o apartamento, mandei ele sumir da minha vida e achei que a distância faria ele sentir minha falta. Doce ilusão de um coreano otário.
*BIP.
O interfone tocou, rasgando o silêncio. Fui até o painel, a voz do porteiro veio abafada: *"Seu Yohan, o Seu Daniel tá aqui embaixo. Posso liberar?"*
Meu coração bateu na garganta. Congelei com a mão no gancho. Daniel. O CEO surfista, o cara que tinha me dado o maior gelo da minha vida após as nossas primeiras investidas. Pensei comigo mesmo: *Puta que pariu, o que tem de errado comigo? Por que todo homem foda que eu me relaciono decide me tratar como um fantasma depois de me foder? O problema sou eu? minha carência que afasta esses homens?*
"Pode deixar subir", respondi, tentando manter a voz firme.
Dois minutos depois, a porta se abriu. Daniel entrou. O físico de surfista trincado parecia tenso por baixo da camiseta de algodão, os olhos verdes escuros estavam opacos. Ele nem esperou eu fechar a porta. Foi direto, com a marra desarmada:
— Cara, me desculpa. Eu fui um cuzão com você esses dias. Sumi, te dei um gelo inexplicável e você não merecia isso. Eu vim aqui olhar na tua cara e dizer que isso não vai mais acontecer.
Notei uma tristeza profunda no olhar dele. A gente se conhecia há pouco tempo, mas eu já tinha mapeado aquela fisionomia de alfa quando o mundo dele desabava. Peguei a taça, servi o vinho tinto até a metade e entreguei na mão dele. Ele ficou calado, olhando pro líquido escuro.
— Nem precisa me falar nada — eu disse, cruzando os braços e encostando no balcão da cozinha. — Essa tua cara... isso tem cheiro de problema com homem.
Daniel levantou os olhos verdes, surpreso:
— Como você sabe?
— Eu conheço você, Daniel. Não tão bem, mas sei quando a sua fisionomia muda. E, para ser sincero, eu também tô passando por uma merda parecida no meu apartamento. Acredito que o meu problema seja o irmão gêmeo do seu.
Ele deu um gole longo, o gogó subindo e descendo, e soltou o desabafo. Contou sobre o envolvimento com o Alan, o gângster da *Império Motors*, e o retorno do ex dele, o Murilo, que tinha transformado a vida deles num inferno de ameaças, e tesão cruzado.
— Bem-vindo ao clube dos rejeitados, meu irmão — eu falei, soltando uma risada amarga.
Daniel riu junto, uma risada frouxa de quem precisava daquele alívio. Sentamos no sofá e eu abri o meu peito. Contei sobre o Rodrigo, o coordenador casado que dizia que ia se separar, mas que na verdade era um frouxo homofóbico que não aceitava o próprio desejo de levar pica e descontava a culpa em mim.
— Com tanto problema junto nessa sala, a gente merece outra garrafa — Daniel disse, levantando-se e indo até a cozinha com a marra de volta.
A segunda garrafa caiu como uma bomba. Ligamos o som, uma playlist de *Flashback* internacional antiga começou a ecoar pelo apartamento. A bebida bateu forte, misturada com a carência de dois caras sarados sofrendo por macho.
Acordei com o feixe de sol batendo direto na minha cara. Minhas costas doíam. Olhei em volta: eu estava caído no chão do carpete da sala, de calça moletom e tudo. Olhei pro lado, no sofá, Daniel estava jogado de mau jeito, a boca meio aberta, roncando baixo, com o cabelo castanho claro bagunçado. Apagamos antes mesmo de ver o fim da segunda garrafa.
Fui até o sofá e balancei o ombro dele:
— Acorda, beldade. O sol já tá rachando.
Daniel deu um pulo, grogue, esfregando os olhos verdes:
— Porra, cara... não acredito que apaguei no sofá. Minha cabeça tá explodindo.
— Levanta daí que eu vou passar o café.
Tomamos café na mesa da cozinha, os dois descabelados, com gosto de ressaca na boca. Era uma cena bizarra. Quem diria que nós dois, que tínhamos tudo para ser namorados, ou parceiros de foda, viramos dois confidentes de boteco.
— Cara, olha a nossa situação — Daniel falou, rindo com a xícara na mão. — Nós dois, dois caras que a galera baba na rua, completamente no fundo do poço chorando as mágoas por causa de rejeição de macho.
— Caralho, pensei a mesma coisa agora — respondi, rindo alto. — Quem diria que estaríamos relatando história de sofrimento por pica um pro outro.
Como o Daniel tinha vindo de Uber, peguei a chave do meu carro e fui deixar ele na agência dele. O clima de cumplicidade ali selou a nossa amizade. Dali, segui direto para o meu império de cimento e terno: a multinacional de marketing.
Assim que pisei no andar da agência, senti o ar pesado. Os funcionários estavam divididos em grupinhos perto da máquina de café, um falatório sussurrado que parava assim que eu passava. Achei estranho, mas mantive a postura de líder e fui direto para a minha sala.
Não deu cinco minutos, a Mariana, do RH, bateu na porta. Ela entrou e fechou o vidro:
— Yohan, você ficou sabendo? O Rodrigo foi desligado da empresa. O corte foi hoje de madrugada. Parece que o processo de separação dele virou um escândalo tão grande que ele começou a errar os relatórios das contas grandes. O Diretor-Geral não perdoou.
Quando ela saiu, eu soltei o ar que nem sabia que estava segurando. Um alívio tomou conta do meu peito. Não ia mais precisar ver a cara daquele heterotop frouxo no corredor, não ia mais precisar aguentar os olhares de culpa dele. Mas, no fundo, no fundo, ficou um gosto amargo de ver um cara se destruir por não aceitar quem ele era. Mas é o que o Daniel me ensinou: vida que segue. O mercado não chora por ninguém.
Após o almoço, eu estava revisando as métricas da agência quando a porta da minha sala foi aberta sem bater.
O ar da sala mudou na hora. Entrou um homem monumental. Alto, de pele branca, 42 anos, com um porte físico de macho alfa do interior que exalava uma presença bruta. Ele era parrudo, tinha braços gigantescos que faziam as mangas da camisa social preta quase rasgarem na costura, e um peitoral estufado, denso. Ele ostentava uma barriga saliente de cerveja, pesada, mas não era aquela barriga mole de sedentário; era aquela pança de homem robusto, de urso, que ele fazia questão de marcar na camisa social justa, sem nenhuma vergonha. A barba dele era grande, cheia, bem cuidada, mas com aquele estilo rústico de homem rústico. O cabelo estava impecavelmente penteado para trás. As coxas eram grossas, duas toras que marcavam o tecido da calça social a cada passo, e quando ele virou, notei uma bunda empinada, pesada. Era óbvio que aquele bicho puxava muito peso na academia, mas não abria mão do churrasco e da cerveja.
— Yohan? — A voz dele veio do fundo do peito, que fez o meu estômago dar um nó de puro tesão involuntário. Minhas pernas tremeram na cadeira.
— Sim, sou eu — respondi, levantando-me e estendendo a mão.
Ele apertou a minha mão com uma força que quase esmagou meus ossos, sustentando um olhar castanho, fixo, predatório.
— Sou Henrique Albuquerque. Meu sogro... quer dizer, o dono dessa agencia me colocou para assumir a diretoria geral no lugar do Rodrigo que saiu da empresa. A partir de hoje, você tá promovido a Coordenador Geral. Vai ser o meu braço direito. Quero que você me ponha a par de cada contrato dessa agência. Daqui a dez minutos, quero todo mundo no salão central. Vou fazer o anúncio oficial.
Ele saiu da sala exalando um perfume amadeirado forte misturado com cheiro de couro. Fiquei parado, olhando pra porta. Eu, que me matava de trabalhar e nunca era visto pelo Rodrigo, fui promovido em cinco minutos por um urso caipira que cheirava a poder.
No salão central, diante de todos os funcionários, Henrique subiu no pequeno tablado. Fiquei analisando ele mais de perto, os traços de homem maduro bem cuidado, contrastando com seu jeito de macho empresário de cidade grande, mas ao mesmo tempo um ar de cara do interior, que marcava a camisa justa.
Ponto de vista do Henrique Albuquerque:
(Antes de começar, vamos parar a fita um pouco aqui. Primeiramente vamos entender a engenharia por trás do Henrique Albuquerque.)
Tenho 42 anos, sou bissexual, casado há doze anos com a Pamela, a herdeira filha do dono dessa agência de marketing onde acabei de pisar. Nosso casamento nunca foi um conto de fadas tradicional; a gente se conheceu na alta boemia de São Paulo, dois bichos soltos. Nosso namoro sempre foi aberto e, quando a pressão das duas famílias de elite apertou para a união de bens, a gente assinou o papel, mas com uma cláusula implícita: **o casamento é um império financeiro, o sigilo é a regra e a carne é livre.**
Pamela tem a sua rede de cosméticos, e perfumes, e eu montei a minha rede de academias de luxo na capital. Com os anos, mantínhamos uma amizade de negócios de altíssimo nível. Ela me conta dos garotões dela, eu conto dos meus machos, é mulheres que fico, Sou um cara solto. Minha esposa também não fica para trás, o personal da academia tem um rolo com ela, o cara é gente boa, é gostoso pra caralho, ele sabe do acordo que tenho com a minha esposa, mas como a família dela é muito conservadora, eu e ela fazemos tudo no sigilo, somos cúmplices um do outro.
Quando meu sogro me ligou desesperado dizendo que o Rodrigo tinha sido demitido por incompetência, e me pediu para assumir a agência temporariamente para auditar as contas, eu entrei em pânico por dentro. Eu já gerencio a minha academia de luxo como gerente geral, ter que me dividir entre o marketing, e a academia ia ser um inferno.
Mas o pânico sumiu no segundo em que eu pisei na agência e convoquei os funcionários no salão.
Enquanto eu tentava ler o discurso de posse, as palavras sumiram da minha boca. Eu estava nervoso com a tremenda responsabilidade que foi colocado em mim, e foi aí que o novo Coordenador, o tal de Yohan, assumiu o microfone por mim com uma liderança foda, Mas eu não estava ouvindo uma palavra do que ele dizia. Minha mente de predador travou no corpo daquele coreano.
Caralho... fazia dias que eu não comia um cuzinho no sigilo. O Yohan era um absurdo. O enredo clichê do CEO e do funcionário que eu assistia nos vídeos da *NextDoorStudios* estava acontecendo ao vivo na minha frente. Ele vestia uma camisa social branca de algodão egípcio levemente justa. Os três primeiros botões estavam abertos, revelando um peitoral enorme, denso, inflado, completamente liso e brilhando de suor pelo nervosismo do anúncio. Os braços dele eram fortes, bem desenhados, e a calça social marcava a coxa grossa.
O meu pau de 21 centímetros, deu um solavanco violento por baixo da calça social cinza. O tesão subiu tão bruto que começou a desenhar a cabeça do meu pau na calça, bem na frente de todo mundo. Fiquei completamente desconfortável. Tive que segurar a prancheta na frente da braguilha e sentar na cadeira correndo até aquela porra dar uma trégua.
Assim que a reunião acabou, eu caminhei duro até a minha nova sala de diretor. Fechei a porta, tranquei a chave e o coração estava saindo pela boca. Olhei para a mesa. Sentei na cadeira presidencial de couro, abri o zíper da calça com tudo, botei aquela tora grossa e latejante para fora e comecei a bater uma punheta furiosa, com a respiração cortada, fechando os olhos e imaginando o peitoral daquele coreano na minha boca.
*TOC, TOC.*
Alguém bateu na porta. Puta que pariu. Dei o último puxão, enfiei o pau para dentro da calça, fechei o zíper, e ajeitei o paletó, fui até a porta e destranquei a porta, voltei para a cadeira rápido.
— Entra! — gritei, com a voz ainda mais grave pelo susto.
Era o Yohan. Ele entrou com um maço de relatórios. O moleque tinha um faro foda; ele olhou para os meus olhos, olhou para as minhas mãos meio trêmulas e percebeu que tinha interrompido algo pesado, mas manteve a postura profissional. Ele começou a passar as demandas da agência, e eu só mapeando a boca dele.
— ...e essas são as contas principais, Dr. Henrique — ele finalizou.
— Excelente, Yohan. Dr. Não, somente Henrique. Você é foda. E me diz uma coisa... você treina? — mudei de assunto, encostando na cadeira e cruzando as mãos em cima da minha barriga saliente.
— sim, eu treino - ele respondeu.
— conhece a minha academia?.
— Eu conheço a sua academia, Henrique, de nome. Mas nunca fui lá treinar. O tempo é corrido.
— Pois a partir de hoje você tem passe livre vip lá. É o meu coordenador, tem que estar com a saúde em dia. Mas me diz, de onde vem essa carcaça? Você não tem porte de quem só fica atrás de uma mesa.
Yohan deu um sorriso tímido, o rosto ficando levemente avermelhado:
— Ah... obrigado. Quando eu cheguei da Coreia pro Brasil, eu era bem magrinho, esguio. Mas eu sempre olhava os homens sarados aqui, e sentia uma... atração pelo shape. Comecei a fazer dieta pesada, treinar feito um louco pra construir o corpo que eu sempre desejei ver nos outros homens.
O moleque falou aquilo com tanta naturalidade que, quando percebeu o teor da revelação, arregalou os olhos e tentou pigarrear para consertar:
— Quer dizer... os homens que serviam de inspiração de treino...
Eu soltei uma gargalhada rústica, que ecoou na sala de mogno:
— Relaxa, Yohan. Fica de boa comigo. Eu sou bissexual, minha vida é um livro aberto no sigilo. Eu sei exatamente o que é olhar pra um homem sarado e querer o que ele tem.
O Yohan quase derreteu na cadeira de timidez. A revelação de que o novo Diretor-Geral engolia porra e comia caras sarados deixou o moleque completamente desarmado. Mudei de assunto rápido para não assustar a caça:
— Vamos voltar pro relatório do cliente de suplementos.
Na noite seguinte, o bicho pegou. Eu estava exausto. Tinha passado o dia auditando a agência de marketing e, às oito da noite, já estava na minha academia resolvendo as pendências.
Quando olhei para a recepção, avistei o Yohan, ele estava lá, de camiseta regata cavada preta e shorts de moletom cinza. O corpo dele de perto era uma covardia: os ombros volumosos, o peitoral saltando para fora da regata e aquele moletom cinza entregando um volume pesado, caído para a esquerda, balançando a cada passo. Ele já estava fechando o plano de matrícula com a recepcionista.
Caminhei até lá, a camisa social preta da noite anterior meio amassada no corpo, exalando minha testosterona de urso.
— Pode cancelar o contrato dele aí — falei para a recepcionista, tocando no ombro do Yohan. — Esse cara aqui é meu cliente VIP. Passe livre vitalício na faixa.
O Yohan ficou completamente vermelho, a pele branca dele entregava sua timidez na hora:
— Henrique, não precisa...
— Eu mando aqui, Yohan. Vem cá que eu vou te mostrar o maquinário.
Enquanto eu guiava ele pelo salão de musculação, minha esposa, a Pamela, apareceu. Ela estava de legging, exalando cheiro de perfume importado.
— Henrique, esse é o Yohan que você me falou? O novo prodígio da agência? — ela perguntou, mapeando o coreano de cima a baixo com olhos de loba. — Muito prazer, Yohan. Meu nome é Pamela, Meu pai já havia me contado que você tá dando o gás na agência…
No dia seguinte, na empresa de marketing, convoquei o Yohan na minha sala. Eu precisava de um modelo fitness de última hora para posar de sunga para a campanha de verão da minha academia, e os modelos de agência estavam cobrando um valor absurdo.
— A gente podia usar o rapaz da T.I., chefe — Yohan falou, brincando. — O moleque é forte, tem um shape legal.
Eu me inclinei na mesa, olhando bem no fundo dos olhos dele:
— E por que não você, Yohan? Você tem um corpo muito mais top do que qualquer cara dessa empresa. Você é o padrão exato de homem que eu quero estampar na minha marca.
Ele engoliu em seco:
— De sunga, chefe? Não sei... eu não sei fazer pose de fisiculturista. Vou pensar.
Depois do expediente, às dez da noite, a academia estava fechando. Os funcionários foram embora. As luzes do salão principal se apagaram, ficando apenas a iluminação embutida de LED do meu escritório da diretoria da academia, um espaço com chão de carpete felpudo escuro, mesa de vidro e um sofá de couro legítimo.
Yohan entrou na minha sala. Ele tinha acabado de treinar, o corpo dele estava em brasa. A camiseta regata estava colada nas costas pelo suor legítimo de treino, exalando aquele cheiro amadeirado misturado com suor.
— Eu topo, Henrique — ele falou, a voz meio trêmula. — Mas eu realmente não sei como posar.
— Fica tranquilo — levantei da cadeira, tirando o paletó e desabotoando os dois primeiros botões da minha camisa preta, revelando o meu peito peludo, um matagal de urso que já estava suado. — Eu assisto competição de fisiculturismo desde os trinta anos. Eu sei a engenharia de cada pose. Para o ensaio ficar profissional, tira a roupa. Fica só de cueca para eu avaliar a simetria dos teus quadríceps e do teu abdômen.
O Yohan hesitou por um segundo. Olhou para mim, olhou para a porta fechada. O tesão ali estava tão denso que dava para cortar com uma faca.
— Minha cueca tá meio suada do treino, chefe... — ele sussurrou, a voz caindo.
O meu pau deu um soco na minha calça social. Minha mente de predador foi ativada.
— Nós estamos entre homens aqui, Yohan. Eu tenho 42 anos nas costas, você acha que eu tenho nojo de cheiro de homem suado? Tira essa porra logo.
Ele levou as mãos ao short de moletom e puxou para baixo. Depois tirou a regata.
Caralho. O que estava na minha frente era um monumento erótico de alta classe. O Yohan de pé no carpete, vestindo apenas uma cueca box preta justa. A cueca estava úmida de suor na altura da virilha, e para o meu azar erótico, o tecido escuro disfarçava o formato do pau, mas dava para ver o peso do volume ali na frente, caído pesado. A pele dele era branca, os ombros largos, o peitoral imenso subindo e descendo com a respiração acelerada, e o abdômen com os gominhos saltados, brilhando com a fina camada de suor do treino.
Eu mordia o lábio por dentro, quase rasgando a carne. Meu pensamento profissional tinha ido pro espaço.
— Para a foto de amanhã dar o contraste na iluminação, a gente precisa testar o óleo corporal bronzeador — falei, a voz grave, rústica, saindo quase como um rosnado. Peguei o frasco de óleo de amêndoas na gaveta. — Fica de costas.
Ele virou. A bunda dele na cueca box era enorme, redonda, dura feito pedra. Joguei o óleo nas minhas mãos grandes, esfreguei uma na outra fazendo barulho e espalhei nas costas dele. Minhas mãos deslizavam pela pele quente do moleque, sentindo a musculatura travar a cada toque meu. Eu respirava perto da nuca dele. O cheiro dele me enlouqueceu: era o suor azedinho de esforço misturado com o perfume amadeirado caro. Cheiro de macho.
— Vira para a frente — comandei.
Ele virou. Os olhos dele estavam fixos nos meus. Comecei a espalhar o óleo no peitoral imenso dele, meus polegares massageando os mamilos do coreano, que ficaram duros na hora. Ele soltou um suspiro audível. Desci minhas mãos besuntadas de óleo pelo abdômen trincado, sentindo cada reentrância da musculatura dele. Eu via no rosto do Yohan que ele não estava ali por obrigação; o moleque estava estático, caçando o meu olhar, querendo ver até onde a brutalidade do chefe ia chegar.
Ajoelhei-me no carpete felpudo para espalhar o óleo nas coxas grossas dele. Minhas mãos grandes foram subindo pela parte interna da coxa, subindo, subindo, até que meus dedos roçaram na base dos ovos dele por baixo da cueca.
O corpo do Yohan deu um estalo. Pelo tecido da cueca box preta, o pau dele deu dois socos violentos e começou a esticar em tempo real, ficando ereto feito uma barra de ferro, apontando totalmente para a esquerda, tensionando o pano.
Olhei para cima, de joelhos. O rosto do Yohan estava transformado: ele mordia o lábio inferior com força, as bochechas vermelhas, os olhos fixos na minha boca. Ele estava entregue.
Nessa hora, o diretor aqui chutou o balde da ética corporativa. Enchi a mão por cima da cueca, segurando aquela tora pulsante. O calor que vinha dali atravessava o tecido.
— O ensaio acabou, Yohan. Agora é o jogo do chefe — falei baixo.
Segurei as bordas da cueca box dele e puxei para baixo com tudo, até os tornozelos.
O pau do Yohan veio direto na direção do meu rosto. Puta que pariu. Era um pau monumental: comprido, grosso, com as veias saltadas e a cabeça roxa, latejando, com uma gota de pré-gozo transparente brilhando na ponta, misturada com o suor da virilha. Um aroma de testosterona pura invadiu minhas narinas.
Não pensei duas vezes. Abri a boca e abocanhei aquela tora de uma vez só, descendo até a base, fazendo um *deepthroat* agressivo de cinema underground.
— Ahhh... porra, chefe... — o Yohan urrou, as duas mãos dele vieram direto no meu cabelo, enterrando os dedos com força, empurrando o quadril para a frente.
Aquele gesto do moleque segurando minha cabeça foi o passe livre que o urso precisava. Comecei a chupar aquele pau sem pudor nenhum, fazendo um barulho úmido de saliva que ecoava na sala escura. Eu olhava para cima enquanto engolia a rola dele; o Yohan estava de olhos fechados, a cabeça jogada para trás, gemendo baixinho no sigilo da diretoria.
Enquanto minha boca trabalhava na rola dele, levei minhas mãos até a minha própria braguilha. Desabotoei a calça social cinza, puxei minha tora grossa para fora — que já estava babando pré-gozo, latejando de ódio — e comecei a bater uma punheta furiosa ali mesmo, de joelhos.
Parei a punheta por um segundo, espalhei óleo nas minhas mãos e deslizei até a bunda enorme do coreano. Puxei ele para mais perto, minhas mãos apertando a carne dura daquela bunda de jogador, até que meu dedo indicador, cheio de óleo e saliva, tocou no cuzinho dele. O bicho estava piscando, completamente contraído pelo tesão. Enfeiei o dedo de uma vez.
— Caralho, chefe... humm... — ele gemia alto, ritmado.
Virei o Yohan de costas, forcei o corpo dele para a frente e ele apoiou as duas mãos na mesa de vidro da diretoria, ficando com aquela bunda monumental empinada na altura do meu peito. Ajoelhei atrás dele e comecei a lamber aquele cuzinho suado do treino, enfiando a língua com força no pelo, saboreando o gosto de macho dele. O Yohan rebolava a bunda na minha cara, enlouquecido.
— Chefe... para, para... deixa eu chupar essa tua rola grossa também, por favor — ele implorou, virando o rosto de lado.
Fomos para o chão do escritório. O carpete felpudo era macio o suficiente para o crime. Nos deitamos em posição de meia-nove, os dois corpos se cruzando. O contraste era uma cena de filme pornô de luxo: o Yohan totalmente peludo na região pubiana, com o corpo branco e trincado, e eu, um urso, saco e pau pentelhudo, com a calça no joelho.
Abocanhei o pau dele de novo enquanto a boca macia do Yohan engolia a minha tora grossa. O moleque chupava com uma fome que parecia que queria arrancar a minha alma. O som de nós dois babando e gemendo abafado no chão da agência era o suco da safadeza.
Desci do pau dele e fui direto para o cuzinho de novo, dando lambidas vorazes. Senti o pau do Yohan pulsar na minha mão.
— Vai devagar, cara... se você continuar sugando assim eu vou gozar na tua boca agora — avisei, a voz sufocada de tesão.
— Você não vai gozar antes de foder esse meu cu, Henrique — o Yohan respondeu, com os olhos vidrados. Ele quebrou a posição de meia-nove, levantou-se e ficou de quatro no carpete, empinando aquela raba gigante na minha direção. — Vai, chefe... fode logo essa porra. Eu sei que você tá doido para enterrar essa tua pica grossa em mim.
Eu dei um sorriso de canto de boca, o bicho caipira acordou com sangue nos olhos:
— Quer a rola do chefe, é?
Peguei o frasco de óleo, derramei uma quantidade generosa no meu pau, que brilhava de pré-gozo. Segurei as duas bandas da bunda do Yohan com as mãos espalmadas, mirei a cabeça do meu pau no centro daquele cuzinho apertado e empurrei de uma vez.
— CARALHO! — Yohan soltou um grito agudo, o corpo dele foi para a frente com o impacto. — Vai devagar, porra... é muito grande!
— Relaxa esse cu para mim, Yohan. Deixa a rola entrar toda — ordenei, dando um tapa estalado na nádega direita dele que deixou a marca dos meus dedos vermelha na pele branca.
Fui empurrando o quadril devagar, sentindo as pregas daquele cuzinho maravilhoso, quente e apertado se abrindo com dificuldade para engolir a grossura do meu caralho. Quando entrou tudo, até o talo, com meus pentelhos de urso batendo na bunda dele, eu parei. Fiquei ali, sentindo a pressão daquele cu esmagando meu pau lá dentro. Que delícia de cu. Quentinho, sugando minha pica a cada pulsação.
— Ai, porra... que rola enorme... caralho, tá tudo dentro — ele sussurrou, a voz chorosa de tesão.
Puxei o corpo dele para trás, fiz ele deitar de costas no carpete e montei por cima dele. Meu corpo pesava sobre o corpo trincado dele. Comecei a mover o quadril em círculos, iniciando a foda lenta, sentindo o atrito lá dentro.
— Que pica gostosa, chefe... bota com força — ele pedia.
Eu ainda estava de camisa social preta, o suor começou a brotar na minha testa, encharcando o tecido. Desabotoei o resto e arranquei a camisa, jogando pro lado. Chutei a calça social para longe dos meus pés. Agora estávamos os dois completamente pelados e nus no chão, brilhando de suor e óleo.
Comecei a bombar com força. O som do meu quadril batendo na bunda dele era o ritmo da agência: *VRACO, VRACO, VRACO.* Eu me inclinei e segurei o queixo do Yohan, puxando a boca dele para um beijo bruto de língua. Eu nunca tinha beijado a boca dele. Os lábios do moleque eram macios, a língua dele dançava na minha com desespero. Eu bombava devagar, saboreando o gosto da saliva dele para segurar a porra que já estava querendo vir na boca do estômago.
De repente, o Yohan deu uma virada de corpo com uma flexibilidade absurda. Sem tirar o meu pau de dentro do cu dele, ele jogou as duas coxas grossas por cima dos meus ombros, ficando na posição clássica de frango assado no chão.
Puta que pariu. Aquela visão era um sacrilégio erótico. O cuzinho dele engolindo o meu pau cheio de óleo, o peitoral dele estufado e os dedos dele começaram a percorrer o meu peito peludo, puxando o matagal de pelos grossos e suados. Não era mais só uma foda mecânica de motel. Aquilo ali tinha virado uma conexão genuína, violenta e carinhosa ao mesmo tempo. Eu, que só transava com heterotops brutos na base do ódio e da pressa, senti o corpo do Yohan tremer por inteiro.
Ele começou a urrar alto, a cabeça virando de lado no carpete, os olhos revirando. Ele estava prestes a gozar sem nem tocar no próprio pau, só com a pressão da minha rola batendo no ponto G dele lá dentro.
Acelerei a batida. Entrei no modo bicho, bombando com força total, socando o meu pau grosso até o fundo daquele cu. O som da porra batendo lá dentro era ensurdecedor.
— VAI, CHEFE! SOCA! GOZA DENTRO DE MIM, PORRA! — ele gritava.
O Yohan deu um espasmo violento e o pau dele começou a disparar jatos de porra morna direto no meu peitoral peludo, sujando o matagal de pelos. Ver o moleque gozar daquele jeito me deu o gatilho final. Destravei. Tirei o meu pau do cu dele com um estalo úmido, peguei a minha tora com a mão cheia e comecei a bater uma punheta rápida, urrando feito um animal. Disparei uma jorrada de porra branca e espessa que voou direto no abdômen trincado do Yohan, cobrindo os gominhos dele de leite quente.
O silêncio que se instalou na sala da diretoria era de cortar o ar. O som da música eletrônica lá fora tinha parado há muito tempo. Só dava para ouvir a nossa respiração cortada, ofegante. Nós dois estávamos jogados no carpete, imundos de suor, óleo corporal e cobertos de porra por todo o peito e barriga.
O tesão evaporou da minha cabeça de uma vez, dando lugar ao pânico corporativo do CEO de quarenta anos.
Olhei pro Yohan de lado. O moleque estava olhando pro teto, com o peito subindo e descendo. Pensei na agência, pensei no meu sogro, pensei na Pamela presa no trânsito, e principalmente no fato de eu ter acabado de arrombar o meu novo Coordenador Geral no chão do meu escritório. Se isso vazasse, o meu império caía. Entrei no modo de defesa clássico de homem escroto.
— Caralho... acho que a gente foi longe demais — o Yohan sussurrou, a voz meio incerta, tentando caçar o meu olhar.
Fiquei em silêncio. Um silêncio gelado, de negócios. Não respondi. Levantei do chão sem olhar na cara dele, peguei a minha calça social e comecei a me vestir rápido, limpando o excesso de porra do meu peito com a minha própria cueca velha antes de jogar no lixo.
— É melhor a gente ir embora. Ficou tarde — falei, a voz fria, distante, a marra de Diretor-Geral de volta no lugar.
Pelo canto do olho, vi o impacto do golpe na cara do Yohan. O rosto dele desabou. A expressão de desapontamento e humilhação foi brutal. Ele percebeu que tinha acabado de levar o mesmo gelo que o Rodrigo e o Daniel davam nele. Ele se vestiu em silêncio, sem graça, pegou as coisas dele e saiu da sala sem dizer uma única palavra.
Fiquei sozinho no escritório, com o cheiro de porra e suor de macho pairando no ar condicionado. Sentei na cadeira de couro, passei a mão no rosto e soltei um palavrão:
— Porra, Henrique... o que você fez? Que cara escroto você virou.
No dia seguinte, de manhã cedo, eu estava na agência de marketing com a cabeça estourando. A porta abriu e o Yohan entrou. Ele estava impecável, de terno, com uma pasta na mão. O olhar dele passou por mim como se eu fosse um pedaço de gelo. Ele começou a falar sobre os relatórios de trabalho com uma frieza profissional que me quebrou as pernas.
Eu queria falar, queria me desculpar, mas não conseguia. Eu nunca fui o tipo de homem que fica sem palavras perto de funcionário. Mas o Yohan tinha me desconcertado. Aquele contato físico, o beijo de língua, o jeito carinhoso e meigo que ele misturou com a safadeza bruta... aquilo tinha quebrado a mecânica do sexo puramente comercial que eu estava acostumado. Eu estava assustado. Assustado porque, pela primeira vez em doze anos de casamento aberto, um cuzinho de um funcionário, foi uma atitude muito imprudente, me render desse jeito pelo tesão, não sabia como lhe dar com aquela situação.