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As Mulheres de Miguel - Capítulo 09: A Mãe do Amigo

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Um conto erótico de Allan Grey
Categoria: Heterossexual
Contém 2067 palavras
Data: 12/07/2026 08:54:56

O peso morto de Daniel quase me arrastou para o chão do quarto. Ele exalava um cheiro forte de cerveja barata, suor de balada e dignidade perdida. Com o cuidado de quem carrega um saco de batatas valioso, joguei meu melhor amigo sobre a cama de solteiro. Ele soltou um resmungo incompreensível sobre alguma ex-namorada e apagou imediatamente, virando o rosto babado para o lado. Olhei para ele por um segundo, sentindo aquela clássica pontada incômoda de afeto misturada a uma culpa ácida que me subia pela garganta. Daniel era o melhor cara que eu conhecia, o que automaticamente me transformava no pior projeto de ser humano sobre a Terra. Um brinde à amizade.

​Denise observava toda a cena de pé, encostada no batente da porta com a pose de quem fiscalizava uma obra pública.

​Aposta dela era impecável. Ombros alinhados, queixo elegantemente elevado, uma muralha de superioridade. Ela vestia aquele vestido preto básico de crepe, sem mangas, que delineava com uma precisão cirúrgica a silhueta de seu corpo maduro e curvilíneo. Era o mesmo vestido que ela usara no bar aquela noite. Nós três havíamos saído juntos — um programa de família adorável, se você ignorasse o fato de que eu passara as últimas quatro horas buscando uma brecha, um toque discreto por baixo da mesa, qualquer milagre visual por trás das lentes daqueles óculos de armação grossa. Nada rolou. Denise era uma máquina de seguir regras. Ela criara um protocolo de distanciamento social tão rígido que, no bar, eu era tratado com a mesma intimidade que ela dedicaria a um poste de luz.

​Agora, na penumbra do quarto, ela me vigiava com aqueles olhos castanhos, mantendo um contato visual que parecia atravessar o meu crânio. Ela exalava seu perfume sofisticado de sândalo, jasmim negro e âmbar. O cheiro oficial do meu colapso moral.

​— Obrigada por trazê-lo, Miguel — ela disse, a voz pausada, polida e de uma formalidade quase administrativa. — Daniel não tem limites quando bebe.

​— Não foi nada, Denise — respondi, forçando a voz a sair no mesmo tom de bom moço prestativo. Cobri o ombro dele com o lençol e me afastei.

​Caminhamos em silêncio pelo corredor até o hall de entrada do apartamento.

​Eu já estava me preparando para o golpe de realidade. Daniel estava no quarto ao lado, mesmo que estivesse em coma alcoólico, e Denise era uma mulher controlada demais para arriscar a própria reputação de porcelana. Eu achava que receberia apenas um aceno polido de cabeça e seria despachado para a rua com a minha frustração.

​Segurei a maçaneta de metal frio da porta de entrada e me virei para ela.

​— Bom, já vou indo. Boa noite, Denise.

​Ela deu um passo lento na minha direção. Diminuiu o espaço físico com uma atitude territorial invasiva que fez o meu coração dar um solavanco patético contra as costelas. Um sorriso curto e perfeitamente enigmático desenhou-se em seus lábios maduros.

​— E o meu beijo de boa noite? — ela perguntou, a voz baixa, arrastada e provocativa.

​Minha mente cínica entrou em pânico imediato. Dei uma olhada rápida, quase ridícula, na direção do corredor escuro dos quartos.

​— Sério? Aqui? — perguntei, a tensão estragando qualquer pose de conquistador que eu tentasse ensaiar.

​Denise semicerrou os olhos por trás das lentes dos óculos, a paciência se esgotando no tempo recorde de uma executiva que odeia perder tempo com hesitações.

​— Tá bom. Deixa para lá — ela retrucou, fria, fazendo menção de dar as costas e me trancar para fora.

​O medo de perder aquela migalha de atenção me atingiu como um soco no estômago. Esqueci o Daniel, esqueci a biologia, esqueci a decência. Dei um passo rápido à frente, segurei o braço firme dela com urgência e a puxei de volta na direção do meu corpo.

​— Não... não, desculpe — gaguejei sutilmente, odiando a mim mesmo por soar tão jovem e desesperado diante dela. — É que me pegou de surpresa.

​Nossos lábios se colaram de uma vez. O beijo começou tenso, mas o meu desejo reprimido por toda a noite no bar explodiu. Puxei-a contra o meu peito, sentindo a maciez do busto farto e firme pressionar meu tórax. Deslizei minhas mãos sedentas para baixo, espalmando-as nas nádegas dela por cima do tecido fino do vestido preto, apertando o quadril largo com um desespero que ela com certeza percebeu. Desviei minha boca para o pescoço longo, distribuindo beijos úmidos na pele clara e quente de sua nuca.

​Denise soltou uma risada contida, rindo do meu desespero juvenil. Ela adorava ver o meu autocontrole desmoronar após horas de privação artificial. Era o parque de diversões dela.

​— Calma, garoto — ela sussurrou, a voz impositiva e baixa.

​Sem qualquer pressa, ela deslizou uma de suas mãos firmes pela minha barriga, descendo até a virilha. Ela apertou meu pau rígido por cima do jeans com uma força deliberada que me arrancou um suspiro ofegante. Com dedos ágeis e precisos, ela começou a desabotoar minha calça e a abrir o zíper, libertando meu membro latejante e úmido na penumbra do hall.

​Ela me empurrou de leve pelos ombros, prensando minhas costas contra a parede ao lado da porta de saída.

​— Você foi um bom rapaz hoje ajudando o meu filho — ela murmurou, os olhos fixos nos meus por trás das armações escuras. — Merece uma recompensa.

​Denise envolveu o meu pau com a palma de sua mão clara e macia. O toque dela era dominante, lento e desprovido de qualquer hesitação romântica. Ela fechou os dedos ao redor do meu membro rígido, iniciando uma fricção apertada e cirúrgica. O calor da pele de sua mão contrastava com o metal frio do seu relógio de aço no pulso, que pressionava e arranhava de leve a base do meu tronco a cada subida, um lembrete físico, mecânico e frio de que eu estava de pé no hall de entrada de uma família, destruindo as leis da moralidade com a dona do apartamento.

​Ela deslizava a palma para cima e para baixo, cobrando o comprimento inteiro e expondo a glande intumescida a cada descida. Denise usava o polegar para pressionar o freio do meu pau, espalhando a gota espessa de lubrificação natural que já brotava no topo. O som úmido da pele dela colidindo contra o meu membro preenchia o pequeno hall de entrada de forma ensurdecedora para os meus ouvidos paranoicos.

​Enquanto a mão dela me trabalhava com aquela eficiência de quem confere um balancete, minha mente entrava em colapso. O corredor que dava para o quarto de Daniel estava a menos de cinco metros de nós. A porta dele não estava totalmente trancada. O medo de que ele acordasse de repente com sede e caminhasse até a cozinha me causava uma descarga de adrenalina tão violenta que eu quase não conseguia respirar. Mas essa mesma paranoia, a iminência da catástrofe social completa, funcionava como um combustível insano, deixando meu pau ainda mais duro, batendo contra o meu próprio estômago.

​Ela aproximou os lábios carnudos muito próximos do meu ouvido. O calor súbito da minha respiração ofegante subiu rápido, embaçando sutilmente a borda inferior de suas lentes de grau. Sem se importar com o vapor, Denise inclinou ligeiramente a cabeça para trás, baixando os óculos de armação grossa de leve no nariz para me encarar diretamente por cima das lentes. Aquele olhar direto, sem barreiras e de um domínio gélido absoluto, me paralisou na parede antes de ela sussurrar:

​— Gosta quando a mãe do seu amigo te toca assim? Hum? Diz para mim, Miguel.

​— Denise... por favor... — murmurei, a cabeça caindo para trás contra a parede sob o impacto do prazer físico que ela ditava.

​— Imagina se o Daniel acorda e descobre que a mamãe dele bateu uma para o melhor amigo dele — ela continuou, sussurrando de forma pausada enquanto aumentava a velocidade dos movimentos. A mão dela, úmida com o meu fluido, apertava-me em um ritmo implacável, girando os dedos ao redor da cabeça sensível antes de descer de forma brusca. — No meio da sala dele.

​A humilhação psicológica misturada à masturbação vigorosa me deixou insano. Segurei a cintura fina de Denise com as duas mãos, tentando virá-la de costas para levantar o vestido preto e penetrá-la ali mesmo, de qualquer jeito, contra a parede.

​— Não — ela cortou de forma seca, empurrando minhas mãos de volta com firmeza absoluta. Os óculos voltaram para o lugar correto no rosto dela, e seus olhos brilharam com o mesmo controle imperturbável por trás das lentes. — Só isso para você hoje. Goza logo, Miguel.

​— Denise, por favor... me deixa entrar — implorei, o quadril movendo-se de forma involuntária contra a mão dela, implorando por uma misericórdia que eu sabia que ela não tinha.

​— Eu disse não — ela repetiu, a voz baixa, firme e impositiva. Os movimentos de sua mão tornaram-se rápidos e implacáveis, esmagando qualquer possibilidade de resistência minha. — Goza. Vai. Goza para a mãe do seu amigo.

​Ela apertou a base com força para impedir que eu recuasse e usou a palma para massagear o topo com um atrito violento. Eu estava na beira do abismo, os dentes cerrados e os olhos fechados diante da iminência do orgasmo.

​De repente, a voz arrastada e ébria de Daniel ecoou do final do corredor, quebrando o silêncio do apartamento.

​— Mãe?... Ô, mãe... cadê você? — ele chamou, o tom confuso e sonolento de quem tateava as paredes no escuro.

​Denise parou os movimentos na mesma hora. Ela recolheu os dedos do meu pau com uma agilidade fria, sem demonstrar um único miligrama de pânico ou hesitação. Retirou um lenço de papel do bolso do vestido com total autocontrole e limpou a umidade de seus dedos como quem limpa uma mancha de café na mesa de escritório. Uma profissional impecável.

​— Eu ainda não gozei — protestei em um sussurro desesperado, a carne do meu pau latejando de dor, febril e rígida, apontando para o teto.

​— Problema é seu — ela respondeu de forma curta, a voz já voltando ao tom formal e polido. — Agora você precisa ir, porque eu preciso ajudar o meu filho.

​Sem me dar tempo de responder, Denise ajeitou rapidamente o meu pau para dentro da calça, puxando o zíper com um movimento ríspido que quase beliscou a minha pele. Ela me deu um último selinho rápido e seco nos lábios, segurou meus ombros com firmeza e me empurrou para fora do apartamento, abrindo e fechando a porta de entrada atrás de mim com um clique suave e definitivo.

​Fiquei parado no corredor frio do edifício, encarando a madeira escura da porta dela. Minha respiração ainda estava desordenada e o meu pau doía fisicamente, uma pressão latejante na virilha que descia pelas minhas pernas.

​Soltou um suspiro pesado, ajeitando a calça de forma desajeitada antes de caminhar em direção ao elevador. Eu me sentia humilhado. Frustrado ao extremo por não ter gozado, mas a dor física não era o pior. O pior era a percepção fria de que eu estava completamente preso nos joguinhos de quase dela. Denise sabia exatamente onde parar. Ela me entregava apenas o suficiente para me manter viciado, controlando o meu prazer como quem gerencia as contas de sua tesouraria particular. E eu, humilhado e com a virilha dolorida, sabia perfeitamente que voltaria na semana seguinte para receber exatamente as mesmas migalhas de controle. Sem qualquer hesitação.

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