CRONOLOGIA: Os eventos narrados aqui acontecem de 31 de julho de 2025 (quinta-feira) a 1 de agosto de 2025 (sexta-feira).
Meu nome é Jonas. Sou um professor universitário comum de 46 anos. Essa história começou sobre quem ia comer a minha vizinha evangélica, Rebecca. Mas ela acabou migrando pra outra série e essa história passou a ser mim. Para ler sobre a Rebecca atualmente, leia “Passando a Vara nas Vizinhas. Ou Não.”.
O nosso capítulo começa na quinta-feira de noite.
Eu estava andando apenas pela força da teimosia. O joelho direito seguia dolorido desde o parkour de terça. Minhas coxas tremiam quando eu ficava parado por muito tempo. A lombar parecia presa, os ombros estavam sobrecarregados e cada movimento dos braços lembrava do rapel e do jiu-jitsu. Os arranhões no peito e nas costas tinham cicatrizado e as marcas no pescoço incomodavam menos.
Quando chegamos na praça, o barulho já parecia grande demais para uma partida entre moradores. Duas barracas vendiam espetinho e refrigerante. Alguém tinha levado uma buzina. Outro desgraçado apareceu com um tambor.
Quase todo mundo do condomínio estava lá. As pessoas ocupavam o pequeno espaço das arquibancadas, cercavam o alambrado e se espalhavam pela calçada. Reconheci moradores das duas torres. Havia familiares, namorados, filhos e alguns desconhecidos que provavelmente tinham ouvido falar da partida. Grande parte usava alguma coisa branca ou azul, torcendo pelo Time Enéias.
Os poucos de preto pareciam parentes de gente que jogaria no nosso time ou pessoas que odiavam o Enéias por motivos pessoais.
A Carolina caminhava ao meu lado com a bolsa atravessada no corpo. A camisa preta justa marcava os seios grandes e redondos, a cintura fina e o abdômen plano. O short deixava as pernas longas expostas até os meiões. Mesmo cansado, machucado e prestes a passar pela maior humilhação pública da minha vida, eu ainda conseguia olhar praquela gostosa com orgulho de ter comido ela.
No campo, o Time Enéias já aquecia, todos de branco. O próprio Enéias corria com facilidade, alto, sarado e bronzeado, com o uniforme encaixando no corpo de um jeito que roubaria qualquer mulher que ele quisesse. Quando ele dominou uma bola no peito e chutou de primeira, o público aplaudiu de pé. O Enéias abriu um sorriso e ergueu a mão para quem assistia. Algumas mulheres responderam gritando o nome dele.
Eu ia enfrentar aquilo.
— Carolina, olha o tamanho desse público. Tem gente até nas varandas dos prédios que dão pra cá.
— Legal, né? Não sabia que ia dar essa repercussão toda.
— Depois da primeira queda, vão rir tanto da minha cara que vou precisar vender o apartamento. Depois da segunda, o corretor vai mostrar o vídeo ao comprador.
— Jonas, esse pessoal veio assistir ao jogo.
Apontei discretamente pra um grupo perto do alambrado.
— Aqueles quatro são meus alunos. Não, tem mais dois atrás. Agora são seis.
Um deles me viu e acenou. Os outros viraram na mesma hora. Dois abriram sorrisos enormes ao perceberem o número 9 que eu carregava. Acenei de volta com a mão mole.
— Eles vierem assistir e gravar o professor ser humilhado.
— Para de drama! — A Carolina silenciou quando viu o Cleber e o Gerônimo acertaram gols no ângulo sem nem olharem. — Estou começando a temer que todo mundo vai ser humilhado.
Reconheci mais gente espalhada. Alunos, ex-alunos e colegas da faculdade. O Everaldo estava sentado, com a perna engessada, conversando com a Alessandra e tentando acenar pra Natália. A ruiva estava ocupada demais, alongando a parte posterior da coxa, pra notar. A camisa acompanhava os seios redondos e o abdômen plano. O short preto prendia a bunda grande e firme, destacando a curva alta dos glúteos e as pernas treinadas. Vários homens perto do alambrado observavam o alongamento dela enquanto fingiam acompanhar o aquecimento do Enéias.
Eu reconheci mais dois professores do departamento no público. Um deles segurava o celular na horizontal.
— Tem gente do trabalho filmando.
— Claro. Tem três professores e dois alunos do nono período em um dos times.
— Depois de hoje, vou precisar me mudar pra um país sem futebol.
A Carolina respirou fundo e apontou pro banco.
— Para de chorar antecipado e vai encontrar o seu time. Preciso deixar a bolsa com as outras.
Ela se afastou antes que eu pudesse pedir que segurasse a minha mão. A camisa com CAROLINA 15 ficou visível enquanto ela caminhava. Algumas pessoas a cumprimentaram. Um homem de uns 30 anos olhou pra bunda dela e isso me deu ciúmes.
Procurei a Cinthia entre as pessoas. Ela tinha dito que talvez viesse direto de casa. Procurei perto de onde as pessoas estavam sentadas, na área ao lado do alambrado e junto das (poucas) mulheres que torciam pro nosso time. Nada. Peguei o celular e telefonei. Ela atendeu depois do terceiro toque.
— Onde está você?
— Em casa. Eu não vou.
Me afastei do alambrado e fui pra perto de uma árvore.
— Por quê?
— Porque eu não quero assistir ao meu marido ser humilhado. Você está esgotado, machucado e apavorado. A Lorena e a Carolina sabem disso e continuam te empurrando pro campo porque acham engraçado.
— Elas precisam completar o time.
— Tinham outras pessoas. Elas podiam ter falado com qualquer outra pessoa. Ou, no mínimo, pegado leve contigo nos dias anteriores à partida.
Olhei para Carolina do outro lado. Ela estava agachada perto da bolsa, organizando as garrafas. A camisa apertava os seios quando se inclinava. A Lorena falava com ela, os cabelos presos e o short marcando a bunda firme. As duas riram de alguma coisa.
— Eu vejo as mensagens do grupo, Jonas — continuou Cinthia. — As duas só falam de ti pra te colocar pra baixo, só te usam como piada. Elas mandam e desmandam e tratam beijo como prêmio. Você aceita porque está com tesão nas duas.
— Ela não estão me usando.
— Você está todo feliz que acha que “conquistou” duas mulheres lindas. Admito que elas são extremamente lindas, tudo que elas falam bem de você sempre é da boca pra fora. Elas perceberam que sexo e atenção bastam para você obedecer feito um cachorrinho. E é assim que eles te tratam. Um cachorrinho correndo atrás de migalha de buceta que eles vão usar e descartar assim que perder a graça.
O pior é que isso se encaixava com todos os medos que eu já tinha criado sozinho. As duas evitavam qualquer sinal público de carinho e nunca me assumiriam. As duas tinham opções melhores. Jovens, bonitas e ricas, com corpos que faziam homens pararem de pensar.
— Elas cuidaram de mim hoje.
— E te trouxeram para um campo lotado sabendo que você está com medo.
— Eu dei a minha palavra.
— Ainda dá tempo de dizer que o joelho piorou. Esquece essas duas. Cancela tudo. Eu te encontro na esquina.
O barulho aumentou quando o Enéias acertou outro chute durante o aquecimento. A arquibancada gritou.
— Você prefere se ferrar a quebrar uma promessa?
Não consegui responder. Ela sabia a resposta.
— Elas vão rir da sua cara quando você cair.
Meu estômago apertou.
— Volta para casa, Jonas. Aceita que perdeu essa disputa com as duas e para de tentar provar que está por cima.
— Eu não posso. Eu dei a minha palavra.
Olhei pra Lorena. Ela estava de perfil, conversando com Jéssica. A cintura fina e a bunda firme faziam o short preto parecer menor do que era. A Jéssica também vestia o uniforme, que acompanhava os seios cheios, a barriga definida e as coxas grossas. As duas viraram quase ao mesmo tempo na minha direção.
— Eu preciso ir.
— Volta inteiro.
— Eu te amo.
— Também te amo. Por isso estou com raiva.
Desliguei. Fiquei parado perto da árvore, com o celular na mão. As palavras da Cinthia agora pesavam mais que a camisa. Ela me conhecia havia décadas. Sempre percebia tudo antes de mim e raramente errava.
Olhei pra Carolina e pra Lorena. As duas estavam rindo outra vez. Meu cérebro decidiu que riam de mim. Guardei o celular e caminhei até o banco. Cada pessoa que me olhava parecia saber da conversa. Eu já imaginava o comentário geral depois da partida. O Jonas entrou, passou vergonha, quase chorou e ainda foi abandonado pelas duas mulheres que fingiam gostar dele, que saíram abraçadas com o gostosão do Enéias.
O Antônio veio na minha direção. Ele já estava com o uniforme preto e parecia pronto para jogar duas partidas seguidas. Os braços fortes preenchiam as mangas e as pernas grossas faziam o short parecer apertado. Ao lado dele vinham Carlos e Natália. Os três estavam sorrindo.
— Aí está ele, nosso centroavante — disse Antônio.
A Natália cruzou os braços. A camisa apertou os seios e deixou a cintura ainda mais marcada. O short acompanhava os quadris volumosos.
— Estou orgulhosa de você, Jonas!
O Carlos bateu de leve no meu ombro.
— Eu não teria a sua valentia. Encarar uma zaga com o Amarildo Carniceiro é pros valentes! — Ele apontou pro Antônio. — Ele vai ser o segundo atacante. Você ocupa o espaço, segura a bola, atrai os zagueiros e ele entra livre ou tabela contigo.
Olhei pro outro lado. Amarildo e Donizete trocavam passes durante o aquecimento. Eles iriam me matar.
O Rogério e a Lorena vieram até nós. O Rogério estava com o uniforme preto, as mangas marcando os braços. A Lorena caminhava ao lado dele com os cabelos presos. A camisa acompanhava os seios firmes, o abdômen plano e a cintura fina. O short preto deixava visível a curva da bunda arredondada e das coxas fortes. Ela estava linda. A Cinthia diria que esse era o motivo de eu aceitar tudo. E estaria certa.
— Jonas, obrigado por ter vindo — disse Rogério. — Sem você, o Roberto e o seu Raimundo, a gente nem teria 11.
Olhei pro Roberto. Ele estava perto do banco mexendo nos meiões e parecia tão animado quanto alguém indo confessar um crime. Depois procurei o seu Raimundo. O meu sogro estava atrás da Rebecca, massageando os ombros dela.
A Rebecca estava de uniforme. A camisa preta se ajustava aos seios pequenos e firmes. O short marcava a cintura fina e a bunda compacta, empinada e redonda. Os dedos magros do velho pressionavam a base do pescoço dela. Ela estava de olhos fechados, os lábios entreabertos e a cabeça tombada pro lado. A expressão dela ficava perto demais da cara que uma mulher fazia quando alguém acertava o ritmo na buceta.
— Mais forte aqui — pediu ela.
O seu Raimundo usou os polegares.
— Assim?
— Isso... Meu Deus...
A Rebecca soltou um gemido baixo quando ele pressionou outro ponto.
— Aí. Isso.
O velho sorriu com satisfação.
— Está muito tensa, menina.
— Um pouco mais pro lado.
Ele mudou os dedos. A Rebecca soltou um som baixo.
— Isso. Nossa...
O peito subiu numa respiração funda, esticando a camisa. Aquele velho sabia o que estava fazendo. A Rebecca abriu os olhos e me viu. A expressão de prazer desapareceu. Ela se endireitou depressa.
— Jonas! Você chegou.
— Tudo bem com vocês?
— Seu Raimundo só estava massageando meu ombro.
O seu Raimundo sorriu pra mim. O velho tinha mais confiança que eu, mas eu também ficaria assim se fosse participar da partida apenas assistindo no banco e dando pitacos. O Rogério voltou a atenção pra mim.
— E obrigado por ser o centroavante. Ninguém teve coragem de se candidatar pra essa vaga quando soube do Amarildo Carniceiro.
Mais pressão. A Lorena assentiu.
— Obrigada, Jonas.
Ela falou com naturalidade, mantendo o tom que usaria com qualquer morador. Os olhos passaram pelo meu rosto e desceram até a joelheira. Todos eles se afastaram pra conversar com outras pessoas, mas a Lorena ficou perto de mim.
— Está doendo muito?
Respondi dando três passos pra ela me ver mancar.
— Aguenta até onde der. Depois a gente cuida disso.
Ela se afastou. A bunda firme se mexeu dentro do short preto enquanto voltava para perto de Jéssica. Eu quis acreditar que aquele modo seco era apenas o jeito dela cuidar de mim.
A voz da Cinthia voltou à cabeça. Migalhas de buceta. Respirei fundo e tentei alongar. Coloquei o calcanhar sobre o banco e inclinei o corpo. A parte de trás da perna puxou. O joelho reclamou. Desisti antes de causar uma lesão verdadeira durante o aquecimento.
A Letícia apareceu ao meu lado. Ela usava o uniforme preto com a camisa ajustada aos seios firmes e à cintura fina. O short acompanhava a bunda arrebitada e redonda, que parecia ainda maior sobre as coxas grossas. O cabelo castanho estava preso num rabo de cavalo.
— Olha só você. Está quase parecendo jogador.
— Não exagera.
A Letícia olhou em volta e se aproximou.
— Vem cá. Beijo de boa sorte.
Ela segurou o meu ombro. Virou o rosto como se fosse encostar os lábios na minha bochecha, escondendo a boca perto do meu ouvido.
— Aguenta 25 minutos. Dá umas corridinhas básicas e aponta para algum lugar como se estivesse participando. Quando a bola cair no teu pé, chuta ela imediatamente na direção do Antônio. Quando der 25 minutos, na primeira vez que a bola vier pro ataque, dá uma arrancada curta, segura a parte de trás da coxa e diz que sentiu uma fisgada.
O meu corpo inteiro relaxou tão rápido que quase cedi. A Letícia segurou meu braço.
— Assim, você cumpre a sua palavra, sai com honra e eu entro e corro por nós dois.
A Letícia encostou os lábios na minha bochecha e deu dois tapinhas no meu peito.
— Boa sorte.
— Obrigado.
Ela voltou pro grupo das reservas. Observei as coxas grossas e a bunda alta dela dentro do uniforme. Aos 23 anos, a Letícia era do time titular da universidade. Boa o suficiente pra estar entre as melhores de todos os cursos. Ela devia ser a titular, não eu. Aquilo me devolveu alguma esperança.
Fui até a lateral e tentei dar pequenos trotes. No terceiro passo, o joelho doeu. Parei e fingi ajustar o meião.
A Carolina veio na nossa direção com a bolsa. A Lorena a acompanhava. Meu estômago apertou. As duas juntas significava bronca.
— Levanta a perna — mandou Carolina. — Quero ver a joelheira.
Ela agachou diante de mim. Os seios grandes pressionaram a camisa preta quando inclinou o corpo. Passou os dedos pela lateral da joelheira e ajustou a faixa superior.
— Assim, aperta demais.
— Precisa ficar firme.
A Lorena parou do meu outro lado e ergueu uma toalha, como quem estivesse vendo algo estranho na chuteira de um colega, mas escondendo parcialmente nós três de quem estava atrás. A Carolina se levantou e segurou a minha mão como se precisasse de apoio. Os dedos dela apertaram os meus. A Lorena aproveitou a toalha aberta para segurar a minha outra mão, perto do meu corpo. Fiquei entre as duas. Ninguém, perto ou longe, conseguiria perceber. Para quem olhasse, a Carolina terminava de conferir a joelheira enquanto a Lorena organizava a toalha.
— Boa sorte — disse Carolina em voz baixa. — E lembre-se: sua palavra era apenas de entrar em campo. Não queira bancar o herói nesse estado.
— Se a perna piorar, pede substituição — acrescentou Lorena.
— Aguenta enquanto puder, tenta ajudar em alguma coisa e pede pra sair antes que isso vire uma lesão de verdade.
— Vocês não vão ficar com raiva se eu sair?
— Vou ficar com raiva se você quebrar a perna querendo me impressionar — respondeu Lorena.
— Depois do jogo tem beijo?
— Sobrevive ao primeiro tempo — respondeu Lorena. — A gente negocia depois.
As duas se afastaram juntas. A Carolina carregava a bolsa. A Lorena levou a toalha no ombro. Observei os uniformes pretos acompanhando os corpos delas até o banco. A camisa da Carolina marcava os seios grandes e a curva da cintura. O short da Lorena acompanhava a bunda redonda e as pernas firmes.
O árbitro conversava com os auxiliares no centro do campo. Os jogadores do Enéias encerravam o aquecimento. A torcida produzia um barulho constante. Reconheci mais celulares erguidos.
— Time preto! Todo mundo aqui!
O Carlos chamou quem ainda estava espalhado. Os outros titulares começaram a se aproximar. Ele explicou o esquema da partida. Pensei que ele poderia ter feito isso muito antes.
A bola rolou às 20h. Nos primeiros segundos, o Time Enéias avançou junto. Os jogadores de branco pressionaram a nossa saída antes que eu tivesse tempo de entender o que estava acontecendo.
Eu fiz o que todo mundo mandou e caminhei pro ataque. Permaneci entre o Amarildo e o Donizete. Meu plano era ficar escondido entre os zagueiros fingindo que estava “marcando a saída de bola”. Pena que o massacre estava tão feio que ela dificilmente viria pra cá enquanto eu estivesse em campo.
Foi quando o Vinícius foi dar um chutão e levantou a cabeça. Percebi tarde demais que ele estava olhando para mim.
— Jonas! — gritou Carlos.
O Vinícius chutou a bola pro alto. Ela veio na minha direção. Durante uma fração de segundo, pensei em sair do caminho e fingir que ele errou o passe. O Amarildo encostou em mim pelo lado esquerdo. O Donizete fechou o outro lado. Eu virei de costas pro gol e tentei calcular onde a bola cairia.
Ela bateu no meu peito. A dor atravessou os arranhões e a bola caiu um pouco à frente. Tentei alcançá-la com o pé direito, senti o joelho reclamar e perdi meio passo. O Donizete tocou na bola antes de mim. O Amarildo completou o desarme e o time deles recuperou a posse.
— Volta! — gritou Rogério.
Eu dei dois passos antes das coxas pesaram. Decidi permanecer perto do meio-campo, onde poderia observar o desastre sem participar dele. O ataque veio rápido. O Enéias recebeu no centro e abriu pro lado esquerdo. O Gerônimo apareceu livre, correu pelo espaço e cruzou rasteiro. O Pedro chegou na área e o Wagner conseguiu desviar a finalização. A bola saiu.
Fiquei perto do Amarildo durante a cobrança do escanteio. Ele entrou na nossa área. Eu deveria acompanhá-lo, segundo os gestos do Carlos. Corri alguns metros e já senti a respiração subir. O Amarildo saltou perto do Roberto e cabeceou por cima do gol. Como o Carlos queria que eu pulasse que nem aquele monstro com o meu joelho nesse estado? O Antônio quem tinha impulsão pra esse pulo!
Voltamos pro meio. O meu joelho pulsava dentro da joelheira. A lombar endurecia sempre que eu tentava acelerar. Os ombros também doíam, o que parecia injusto num esporte jogado com os pés.
O Time Enéias continuou atacando. O Enéias recuava para receber e depois avançava pelo centro. O Rogério ficou diante dele e esperou o movimento. O Enéias tentou passar, mas o Rogério tocou na bola e interrompeu a jogada. O Rodolfo pegou a sobra. O Carlos pediu calma e tentou fazer a equipe respirar com a bola. Eu me desloquei alguns passos pra esquerda, sempre tentando me esconder fingindo que estava marcando o Amarildo, mas o Donizete me acompanhou e o Amarildo não tirou os olhos de mim.
Os dois pareciam convencidos de que eu representava algum perigo. Socorro!
O Time Enéias recuperou a bola outra vez. Vi o Gerônimo correr pelo lado deixado pelo Érico. O rapaz voltava rápido, sempre chegando perto, mas não sabia roubar a bola. O Tiago precisou sair da linha e bloqueou uma finalização. A sobra foi chutada de longe e passou à direita do gol. O Vinícius gritou pra todos subirem. Obedeci devagar. Cada retorno ao ataque parecia mais longo. O campo crescia toda vez que a posse mudava de lado.
O Carlos recuou pra receber quase junto da defesa. Dessa vez, conseguiu girar e encontrar o Rodolfo no meio, que tentou lançar o Antônio. Mas o Donizete antecipou o passe e tirou.
— Jonas, aproxima! — gritou Carlos.
Eu me aproximei o bastante para demonstrar respeito pela ordem e longe o bastante pra evitar a bola. O Amarildo veio comigo. O Donizete continuava por perto. As presenças deles anulavam qualquer vontade que eu tivesse de pedir um passe.
O Enéias recuperou a posse e avançou outra vez. O Cleber estava aberto do lado direito. O Pedro ocupava os nossos zagueiros. O Enéias segurou a bola por mais tempo do que precisava pra procurar Rogério no centro. Os dois se enfrentaram de novo e o Rogério atrasou a jogada por alguns segundos, mas a bola acabou chegando no Cleber.
Ele recebeu perto da ponta da área. O Roberto saiu um pouco pra dentro. O Cleber cortou e chutou rasteiro. A bola foi bem devagar, mas o Vinícius hesitou e a bola passou por baixo do braço dele, entrando no gol.
1 a 0 pro Time Enéias.
Voltei pro meio caminhando. Ia ser aquilo a noite toda. O outro time tinha mais atacantes, mais jogadores em forma e demonstrava inclemência. O Antônio colocou a bola no centro e me olhou.
— Vamos empatar.
Assenti, apesar de achar que perder de 1 a 0 parecia algo bastante aceitável. O nosso time se conheceu faltando dez minutos pro jogo. O que eles esperavam? Perdendo de 1 a 0 seria uma vitória porque o normal era virar 10 pra cima naquele ritmo.
O jogo recomeçou e nós perdemos a bola quase imediatamente. O Vinícius recebeu um recuo e tentou repor. O passe saiu errado. O Almir pegou e encontrou o Enéias perto da nossa área. O Rogério foi até ele. O Enéias conseguiu passar e o Wagner precisou abandonar o Pedro para fechar o chute. A finalização desviou e saiu.
O escanteio seguinte veio curto. O Cleber recebeu de volta e cruzou na segunda trave. O Pedro subiu e cabeceou pra baixo. Dessa vez, o Vinícius esticou o braço e impediu o segundo gol. O Wagner afastou o restante do perigo.
Mas os caras não paravam! O Gerônimo recebeu outra bola nas costas do Érico, correu até a área e cruzou rasteiro. O Pedro deixou a bola passar. O Enéias apareceu de frente pro gol, mas o Rogério se jogou na trajetória e bloqueou o chute. O Carlos ficou com a sobra e procurou uma saída. Eu voltei a me esconder entre Amarildo e Donizete.
Parecia um bom plano pra eu não fazer nada ao mesmo tempo que era útil ao time. Quanto mais eu permanecia perto dos zagueiros, mais eles se preocupavam comigo. Isso abria espaço pro Antônio. Se o Antônio pegasse a bola, ele era rápido o suficiente pra fazer algo, chutar a gol, sei lá, antes que um dos zagueiros pudessem chegar nele. A bola tinha que ir pro Antônio!
O Carlos ergueu a cabeça. Virei pro lado e tentei diminuir o contato visual. Ele chutou pra mim.
Ele era maluco? Eu tava de costas pro gol! Quem lança a bola pra alguém no ataque de costas pro gol e cercado por zagueiros? Meu Deus!
A bola veio mais alta e mais rápida que a anterior. O Amarildo se aproximou por trás. O Donizete fechou pela frente. Eu não sabia o que fazer!
A bola bateu no meu peito e subiu um pouco. Dei um passo para alcançá-la. O Donizete encostou nas minhas costas. Firmei o pé direito no chão e senti uma pontada no joelho. A bola caiu perto da minha perna esquerda.
Consegui tocar nela antes do Amarildo. Por um instante, tive a posse. Eu precisava me livrar daquilo o quanto antes. Eu estava de costas pro gol! O Antônio passou correndo do lado. Graças a Deus! Tentei girar pra tocar pra ele.
O Amarildo entrou na disputa. O pé dele tocou na bola primeiro. Eu vi a bola escapar pro lado e achei que o lance acabara. A perna dele continuou o movimento e atravessou a minha perna de apoio. O impacto acertou por fora, perto do tornozelo e empurrou a perna direita enquanto o pé seguia preso no gramado. O joelho torceu junto. Senti uma dor seca subir pela canela e explodir na articulação.
Caí antes de entender o que acontecera.
Meu ombro atingiu o chão. O ar saiu dos pulmões. Levei as duas mãos ao joelho e puxei a perna por reflexo. Isso piorou a dor. Soltei um grito e fiquei imóvel. O apito veio perto do meu ouvido.
O gramado preenchia quase todo o meu campo de visão. Vi partes das pernas dos jogadores se aproximando. As vozes se misturaram. Alguém pediu espaço. Outro jogador falou que o Amarildo tinha acertado a bola.
O árbitro chamou o Amarildo e mostrou o cartão amarelo. Ele reclamou sem avançar muito. O Antônio se agachou perto de mim e perguntou onde doía. Apontei pro joelho e pra parte externa da perna.
— Não mexe — disse ele.
Eu já tinha chegado à mesma conclusão.
O Carlos apareceu do outro lado. O Rogério afastou alguns jogadores e o árbitro pediu atendimento. Ouvi a movimentação no banco e virei o rosto. A Carolina entrou no campo primeiro. Ela correu até mim e se ajoelhou perto da minha cabeça. O rosto estava tenso. Atrás dela veio a Lorena, carregando o kit de primeiros socorros. A Jéssica chegou junto e pediu espaço para examinar a perna.
— Jonas, olha pra mim — disse Carolina. — Bateu a cabeça?
— Não.
Ela se afastou em seguida e a Jéssica apoiou uma mão perto do meu tornozelo e outra abaixo do joelho. Pediu que eu mexesse os dedos do pé. Consegui. Ela apalpou alguns pontos e interrompeu assim que eu reagi.
— Aqui?
— Muito.
Ela continuou o exame com cuidado. Quando tocou a lateral do joelho, meu corpo inteiro endureceu.
— Chega — falei.
A Jéssica soltou a perna. O Wagner acompanhava tudo em silêncio. Os dois eram os médicos da equipe. Embora também fosse médico, o Enéias ficou de longe, rindo da lesão com o Cleber.
— Ele precisa fazer imagem. Pode ser uma torção forte e pode ter alguma lesão junto. Não tenta levantar sozinho.
O Wagner assentiu pra ela, tinha chegado à mesma conclusão. A Lorena abriu o kit e tirou uma bolsa de gelo instantâneo. Apertou a embalagem e a envolveu numa toalha antes de encostar perto da articulação. O frio doeu quase tanto quanto o impacto.
Olhei em volta. O jogo estava parado. Os jogadores dos dois times permaneciam espalhados. Alguns bebiam água. O Enéias falava com o Pedro perto do meio. O Carlos discutia com o Rogério e olhava pro banco. O ritmo da partida tinha desaparecido.
Tentei apoiar o cotovelo para me levantar. Mas não tinha como firmar a perna dolorida. O Wagner e o Rodolfo me tiraram do campo. No banco, vi a preocupação da Alessandra perto da grade e a Letícia já sem o colete, pronta para entrar. Ela estava com sangue nos olhos, encarando o Amarildo.
No banco, a Jéssica e o Wagner voltaram a examinar o tornozelo e verificaram se havia alteração na sensibilidade. Depois, a Jéssica pediu que mantivessem gelo e recomendou o hospital.
— Vou com ele — disse Carolina.
A Lorena hesitou, olhando pro Rogério. Parte dela queria ir, mas uma parte muito mais importante queria ficar. Eu era um caso passageiro, o Rogério era família. Não podia deixar ela assim. A Alessandra estava passando do alambrando, como quem se voluntariaria pra ir. Seria uma boa saída pra Lorena ficar.
Então, olhei pra Sarah. Ela era prima da Carolina e tinha me falado semanas atrás sobre uma suposta urucubaca de que sempre que ela assistia uma partida, o time que ela torcia era humilhado.
Era óbvio pra qualquer pessoa sã que aquilo era só uma crendice da Sarah alimentada por coincidências e viés de confirmação. Mas a Sarah acreditava naquilo. E estava acontecendo de novo. Eu tinha prometido ajudar ela a se livrar daquele azar. E tive uma ideia.
— A Sarah tem que vir conosco.
— Mas eu...
— Sarah, você negaria esse favor a um homem hospitalizado? — Fiz uma expressão de olhar do Gato de Botas.
Na melhor das hipóteses, o Time Rogério continuaria tomando uma surra e ela finalmente entendia que ela não tinha nada a ver com isso. Na pior das hipóteses, sem a presença dela o Time Rogério passaria a ter uma chance de competir e eu estaria preso a mais uma promessa complicadíssima, agora contra o sobrenatural.
A Carolina olhou pros rostos do Érico, Natália e Rogério. Eles realmente acreditavam na urucubaca. Meu deus! Ela se viu sem alternativa.
— Sarah, é necessário. Eu preciso que você venha com a gente. Eu não posso ir sozinha e não podemos perder uma torcedora.
A Sarah parecia insatisfeita, mas não podia dizer “não” à prima. Assim, as duas me carregaram até o ponto de Uber mais próximo.
Ouvi o árbitro chamando os jogadores de volta. Tinham sido uns cinco ou seis minutos de paralisação que esfriaram completamente a partida. No Uber, a Carolina foi na frente e a Sarah entrou primeiro no banco traseiro, se posicionando pra apoiar minha perna. Precisei atravessar o banco de lado, mantendo o joelho quase reto.
Por sorte, o hospital era perto. Nós chegamos lá em 10 minutos. As duas me carregaram até conseguirmos uma cadeira de rodas.
A emergência estava tranquila. Havia poucas pessoas na recepção. A Carolina explicou o que acontecera enquanto preenchia meus dados. Depois de alguns minutos, fui levado para uma área de avaliação.
O médico se chamava Miguel. A barba estava bem aparada e os braços se moviam com a tranquilidade irritante de quem não tinha acabado de ser atropelado por um zagueiro. Ao lado dele, vinha a nova moradora da Torre B, a gostosa Fernanda. Ela era alta o bastante para chamar atenção mesmo naquele corredor. A roupa do hospital acompanhava os seios volumosos, a cintura fina e a bunda média e redonda. As pernas longas ocupavam boa parte da calça. A Fernanda era inesquecível porque era a mulher que eu conhecia capaz de rivalizar com a Eliana em matéria de “meu deus, ela é perfeita demais”.
O Miguel olhou primeiro pra mim e depois pra prima da Carolina.
— Sarah?
— Oi — Ela quase deixou as três bolsas caírem. A voz saiu fina. Ela segurou a alça com as duas mãos e olhou pra Carolina como se precisasse de uma instrução.
O Miguel se aproximou da cadeira.
— O que aconteceu com ele?
— Torceu o joelho no jogo — respondeu Carolina. — Um cara entrou na perna de apoio.
A Fernanda passou os olhos do Miguel pra Sarah. Um sorriso pequeno apareceu no rosto dela.
O Miguel retirou a bolsa de gelo, soltou a joelheira e examinou o tornozelo antes de subir pra articulação. Tocou em alguns pontos, pediu que eu mexesse os dedos e começou a dobrar a perna devagar. Depois, manteve a perna apoiada e pressionou perto da parte externa do joelho.
— Não parece ter nada quebrado. A circulação está normal e você consegue mexer o pé. Pelo jeito que aconteceu e pelo ponto da dor, provavelmente foi uma entorse leve, com uma distensão do ligamento que fica na lateral do joelho.
— Precisa engessar? — perguntou Carolina.
— Tudo indica que não. Quero fazer o raio-X para garantir que não houve uma pequena fratura. Se estiver limpo, ele vai precisar descansar alguns dias, usar gelo e manter a perna elevada.
A possibilidade de sair sem gesso aliviou parte da tensão. O Miguel olhou para mim por alguns instantes.
— Você está tremendo desde que chegou. Quando foi a última vez que comeu?
— Comi uma banana antes da partida.
— Refeição completa.
— Acho que no começo da manhã. Na hora do almoço, tive que vir aqui ser atropelado por macas.
O Miguel mediu a minha pressão e pediu que verificassem a minha glicose.
— O seu estado geral fez tudo parecer mais grave. Você está exausto e parece ter bebido menos água do que precisava.
A Carolina voltou a me colocar na cadeira. Quando ela se inclinou para ajeitar meu pé, os seios encheram a parte da frente da camisa. Os cabelos escuros caíram sobre um dos ombros. A Fernanda nos levou pra sala de raio-x.
— A torção esticou o ligamento além do que ele aguenta normalmente — explicou Fernanda, no caminho. — Isso causa pequenas lesões nas fibras e começa uma inflamação. A região incha e os nervos ficam mais sensíveis. Os músculos próximos também endurecem para impedir que você mexa. Por isso, está doendo tanto mesmo sem fratura.
A Carolina soltou um sopro pelo nariz que provavelmente era uma risada reprimida. Continuamos pelo corredor até uma área de espera pequena, quando ela olhou pra trás.
— Cadê a Sarah?
O raio-X exigiu que mudassem a minha perna de posição. Um técnico pediu que eu mantivesse o pé reto. Obedeci até a dor aumentar. A Carolina permaneceu perto da porta e observou tudo com os braços cruzados. Depois das imagens, voltamos para outra sala, onde a Sarah estava de papo com o Miguel. A Sarah segurava as nossas mochilas, com o rosto mais vermelho.
— Onde você foi? — perguntou Carolina.
— Banheiro.
O Miguel examinava as imagens num computador. A Fernanda ficou perto dele e olhou pra Sarah com um sorriso. Depois, o médico girou a cadeira na nossa direção.
— Sem fratura e sem sinal de deslocamento. Continua parecendo uma entorse leve do ligamento lateral. Você vai evitar esforço nos próximos dias e colocar gelo por períodos curtos. A joelheira pode ajudar quando precisar levantar, desde que não aperte demais.
Ele receitou um anti-inflamatório pros dias seguintes e um analgésico comum pro caso da dor continuar. Como eu estava com cara de choro pela dor, decidiu que receberia medicação na veia antes de ir embora.
— Vou colocar dipirona e uma dose pequena de tramadol.
A enfermeira Iolanda entrou carregando o material. Ela tinha perto cabelos presos e um jeito de quem estava acostumada a ser a única adulta numa sala cheia de médicos. Ela colocou o acesso na minha mão esquerda.
— Esta medicação pode dar um pouco de sonolência e tontura — avisou Iolanda.
— Sem problemas. Está doendo demais pra eu pensar em dormir.
A Iolanda conectou o medicamento. A Sarah leu as mensagens.
— Está 2 a 1 pra gente.
— O meu sacrifício serviu pra alguma coisa.
A Carolina apertou o meu ombro.
— Você não se sacrificou. Foi parar no hospital na primeira dividida.
A Iolanda começou a injetar o medicamento devagar. Uma sensação fria entrou pela minha mão e subiu pelo braço.
— Está sentindo alguma coisa diferente?
— Continua tudo igual.
A dor começou a diminuir. O teto perdeu o foco. Pisquei algumas vezes e percebi que a voz da Iolanda parecia mais distante.
— Acho que está funcionando.
Tudo ficou preto por um momento.
Abri os olhos em seguida e a dor tinha desaparecido. Mexi o pé. Dobrei o joelho. A articulação funcionou sem qualquer incômodo.
— Passou.
A Iolanda sorriu, satisfeita.
— Eu disse que ia ajudar. Quem supera a sonolência inicial, se recupera imediatamente.
— Não sabia.
— Acontece apenas com os muito especiais. Coisa de 1 em 500 milhões.
Me levantei e mostrei que conseguia esticar a perna. O Miguel entrou logo depois e fez outro exame rápido.
— Impressionante — disse ele.
Dei uns saltinhos sem dificuldade. O cansaço também tinha sumido. A Minha lombar estava solta e os meus ombros pareciam recuperados.
— Bem que senti que você tinha uma fisiologia especial — admitiu Miguel. — Eu não sou nada perto de um homem com a sua constituição.
— Você não é tão feinho assim — brinquei, mantendo a humildade.
— O meu sonho era que você comesse a minha namorada várias e várias e várias e várias vezes antes de mim — comentou Miguel. — E ainda descabaçasse o cuzinho dela pra que ela soubesse como é gostoso antes de se contentar com meu pau de 12 cm.
Meia hora depois, caminhei aos saltitos para fora do hospital. Pegamos um Uber e, só dentro dele, reparei que a Sarah já tinha ido embora antes. Durante o caminho, Carolina mantinha uma mão sobre a minha coxa.
— Achei que você tinha se machucado de verdade — disse ela.
— Eu me machuquei. O meu corpo se recuperou porque percebeu que ainda tinha coisas importantes para fazer.
— Quais?
— Você e a Lorena.
A Carolina mordeu o lábio e apertou a minha perna. Eu senti meu pau começar a endurecer dentro do short.
Chegamos ao condomínio perto da 22h30. Havia algumas pessoas na portaria. Quando me viram andando, começaram a aplaudir. O seu Geraldo saiu de trás do balcão.
— Aí está o homem!
Ergui a mão. Moradores que eu mal conhecia vieram me cumprimentar. Um rapaz da Torre B pediu uma foto comigo.
— O Jonas é o cara! — disse seu Geraldo. — Eu preciso me esforçar até quase o suicídio pra chegar perto das façanhas que ele consegue.
Subimos pro apartamento da Carolina. A Lorena estava esperando na sala. Ainda usava o uniforme da partida. A camisa preta colava nos seios firmes e médios. O tecido marcava o abdômen plano e a cintura fina. O short acompanhava a bunda arredondada e as coxas torneadas. O cabelo escuro continuava preso, com alguns fios grudados no rosto pelo suor. Gostosa pra caralho.
Ela correu até mim e colocou os braços no meu pescoço.
— Você está bem!
Ela me abraçou com tanta força que os seios pressionaram o meu peito. Segurou meu rosto e me beijou de língua. A Carolina fechou a porta atrás de nós.
— Quanto ficou o jogo? — perguntei.
— 5 a 1 pra gente.
— Como?
— A sua saída mudou tudo. A Letícia entrou com ódio e fez dois gols. A Natália marcou outro. Depois, o Antônio fez mais dois. Todos dedicados a você.
A Lorena voltou a beijar minha boca. A mão dela desceu pelo meu peito e parou perto da barriga.
— Todo mundo falou que o seu sacrifício acordou o time — continuou ela. — O Rogério disse que aquilo mostrou coragem.
A Carolina entrou na conversa.
— Também perceberam que sua ideia de tirar a Sarah da praça eliminou o azar e acabou aquela surra que estávamos levando.
Eu já suspeitava que a minha inteligência tática seria reconhecida. Só não esperava que acontecesse tão rápido.
— E você ainda foi eleito o melhor jogador por unanimidade — disse Lorena. — Até o Enéias votou em você.
A Carolina se aproximou e encostou os seios grandes no meu braço.
— Todos no bairro estão falando de você como um exemplo de masculinidade.
Finalmente, todo mundo começou a compreender o meu verdadeiro valor. E eu com medo daquela partida...
A Lorena ficou diante de mim. Os olhos castanho-mel estavam úmidos.
— Eu preciso falar uma coisa... — Ela hesitou. — Eu estou apaixonada por você, Jonas.
A Carolina segurou a minha mão.
— Eu também estou apaixonada por você, Jonas.
Olhei de uma pra outra.
— Principalmente depois de hoje — continuou Carolina. — Você foi o homem mais corajoso que já vi na vida.
A Lorena colocou minha mão na cintura dela.
— Eu nunca vi alguém tão excitantemente valente.
Eu puxei a Lorena contra o meu corpo. A bunda firme coube nas minhas mãos. A Carolina veio por trás e beijou o meu pescoço, pressionando os seios contra as minhas costas.
— Eu sabia que vocês acabariam percebendo.
As duas começaram a tirar minha camisa. Meu pau apertava o short e a buceta de cada uma parecia a poucos minutos de distância.
No minuto seguinte, nós três estávamos nus na cama de casal da Carolina. Os seios grandes da Carolina balançaram quando ela se inclinou para beijar a Lorena e as duas se agarraram com uma paixão que me deixou ainda mais duro.
A Lorena tinha aquela barriga tanquinho, a pele morena clara brilhando de suor, as coxas firmes abertas para mim. A Carolina era mais cheia no tronco, cintura marcada, seios pesados, pele clara bronzeada, com as pintas discretas no colo aparecendo quando ela se curvava.
Eu fiquei um instante olhando. Duas mulheres tão gostosas e inteligentes, se beijando na minha frente enquanto eu estava com o pau duro. Qualquer homem que dissesse que aquilo não bagunçava a cabeça estava mentindo por vaidade ou por falta de sangue.
A Lorena se inclinou para trás, respirando mais forte. Eu me aproximei e beijei os lábios dela. Ela respondeu com a língua invadindo minha boca e com a mão descendo pelo meu braço até chegar ao pau. Quando fechou a mão em volta do meu pau, soltou uma risada curta.
— Meu deus, Jonas. O seu pau é grande demais.
A Carolina veio por trás dela, beijando o pescoço dela e passando as mãos pelos seios menores, mas firmes e com os mamilos salientes, da Lorena. Ela olhou por cima do ombro da amiga, viu a mão dela tentando segurar o meu pau e sorriu.
— É o maior pau que eu já vi — disse Carolina.
A Lorena apertou a base, medindo com a mão e com os olhos.
— É quase como se as lendas fossem verdadeiras.
Levantei uma das pernas da Lorena e quebrei o beijo, olhando pro rosto dela. Os olhos estavam meio vidrados.
— Vai, coloca dentro de você — encorajei.
A Lorena mordeu o lábio e olhou pra baixo. Com a mão ainda no meu pau, guiou a cabeça pra buceta molhada. A Carolina deslizou uma mão pela barriga dela e chegou ao clitóris, brincando devagar enquanto eu empurrava. Entrei cm por cm. A Lorena fechou os olhos e soltou um gemido curto, segurando o meu ombro com força.
Fui enfiando devagar no começo. A Lorena era apertada, lisa e quente e o corpo dela parecia me puxar pra dentro. A Carolina beijava a boca dela enquanto a mão continuava entre as pernas. Eu via os seios grandes da Carolina pressionarem as costas da Lorena e aquela mistura das duas me deixava ainda excitado.
— É tão grande... — suspirou Lorena.
Segurei a cintura dela e passei a meter ainda mais devagar. A Carolina beijou a boca da Lorena.
— Trata bem essa buceta, Jonas. Mostra pra ela porque a gente te ama.
A Lorena abriu os olhos, ainda gemendo.
— Essa buceta é só sua, Jonas. Eu sou completamente apaixonada por você.
Aquilo me pegou no meio do tesão. Eu era bom em lidar com safadeza. Afeto sincero ainda me deixava meio exposto.
Empurrei com firmeza, sentindo a buceta dela ceder mais um pouco. A Carolina desceu a boca para um dos seios da Lorena, chupou o mamilo, e Lorena se abriu mais nas minhas mãos.
A Lorena tremia. Segurei a cintura e puxei o corpo dela pra mim. A Carolina deitou ao lado, abriu as próprias pernas e começou a se tocar enquanto assistia. A buceta dela já estava molhada, os lábios brilhando quando ela separou com os dedos.
Quando senti que a Lorena tinha se acostumado com a minha rola quilométrica dentro de si, comecei a me mover num ritmo firme. A Lorena tentou abafar os gemidos na boca da Carolina, e Carolina riu contra ela, descendo a mão para acariciar a sua bunda. Eu puxava quase até a cabeça e empurrava de novo, sem pressa demais, deixando a Lorena sentir cada parte.
— Jonas... Isso...
A Carolina se aproximou de mim, pegou meu rosto e me beijou enquanto eu metia na Lorena. Os seios grandes roçavam no meu braço. Enfiei a mão entre as pernas da Carolina e senti a buceta molhada e macia. Ela abriu um pouco mais as coxas, recebendo os meus dedos sem vergonha nenhuma.
Tirei o pau da Lorena devagar. Ela reclamou, irritada com o vazio. Mas a Carolina se deitou de costas e me puxou pelo pescoço. Os seios dela subiram com a respiração. Eram grandes, redondos, com aréolas escuras e mamilos duros. A Lorena ficou de lado e desceu a boca pra buceta da Carolina, lambendo antes de eu entrar. A Carolina jogou a cabeça para trás, os cabelos pretos espalhados no travesseiro.
Alinhei o pau na entrada da buceta dela e empurrei. A Carolina tinha outra sensação. A buceta dela recebia o meu pau mais macia no começo, molhada e quente, depois apertava fundo, como se o corpo fechasse em volta de mim quando eu já estava todo dentro. A Lorena me esmagava mais na entrada. A Carolina me prendia lá no fundo. As duas eram diferentes o bastante para eu ficar viciado nas duas pelos motivos errados e certos. Ela agarrou meu braço e soltou um gemido mais grave.
— Tão grande...
A Lorena chupava o clitóris dela com calma, usando a língua de um jeito que fez a Carolina perder o ar. Quando ela deu o sinal, comecei a foder a Carolina, primeiro lento, depois com estocadas mais longas. A Lorena se ajeitou entre as pernas dela, lambendo e gemendo junto, excitada pelo que via. Eu olhei pra baixo e vi a boca da Lorena lambendo a buceta da Carolina enquanto o meu pau entrava e saía.
— Jonas... Como eu vivi todos esses anos sem o seu pau? — suspirou em uma perda de fôlego e outra.
— Me pergunto a mesma coisa... — comentou Lorena.
A Carolina gemeu mais alto, porque eu mudei o ângulo e enfiei mais fundo. Eu sorri, segurando a coxa dela.
— Você não precisa de mais mulher nenhuma além da gente — disse Carolina, apertando meu braço. — Você já tem Cinthia, eu e a Lorena.
A Lorena beijou a boca dela e olhou para mim.
— Sim! É buceta demais pra um homem só, mesmo um perfeito como você.
Eu me inclinei e beijei a Carolina. Ela gemeu na minha boca, com uma mão no meu cabelo e a outra na cabeça da Lorena. A Lorena levantou os olhos para mim. Mudei o ângulo e enfiei mais fundo. A Carolina apertou as coxas em volta de mim, os pés travando nas minhas costas. A Lorena subiu para beijá-la, e as duas se agarraram enquanto eu aumentava o ritmo. As bocas delas se buscaram com fome. A Carolina puxou o cabelo escuro da Lorena e a Lorena respondeu mordendo o lábio dela. Eu continuava fodendo a Carolina, vendo os seios grandes balançarem a cada estocada.
Reduzi por alguns segundos e passei a mão pelo rosto dela. A Carolina rebolou para cima, pedindo o contrário com o corpo. Ela queria mais e eu daria isso pra ela.
— Tá gostando, hein?
A Lorena se ajoelhou ao lado e me beijou enquanto eu metia com vontade na Carolina. Ela desceu a mão e acariciou o ponto em que eu entrava na nossa namorada. A Carolina gemeu mais alto, abriu as pernas e deixou. A Lorena brincou com o clitóris da Carolina, depois lambeu a lateral do meu pau no movimento de saída. A sensação da boca dela junto com a buceta da Carolina quase me fez perder o controle.
Parei, respirei fundo e saí da Carolina com cuidado. Meu pau veio coberto dos fluidos dela. A Lorena segurou a base e levou a cabeça à boca, lambendo como se estivesse provando Carolina em mim. A Carolina olhou, excitada, e puxou a Lorena para beijá-la. As duas dividiram o gosto sem hesitar. Ver as duas dividindo meu gosto, se beijando sem hesitar, mexeu comigo.
— Quero brincar com essas bundinhas. Fiquem de quatro.
A Lorena obedeceu primeiro, a bunda firme empinada. A Carolina veio ajoelhada ao lado, passando a mão pelas costas dela. Eu fiquei atrás da Lorena e bati o pau contra a bunda, vendo a pele morena arrepiar. A Lorena olhou por cima do ombro. Acariciei a cintura dela. A Carolina beijou a lateral do rosto da Lorena e desceu a mão até a buceta dela, abrindo caminho com os dedos.
Dei um tapinha na bunda dela, e a Lorena arqueou mais as costas. A Carolina continuou siriricando a amiga/namorada, lubrificando com os dedos, enquanto eu deslizava o pau pela entrada.
— Essa bundinha é o meu sonho. Mas não temos lubrificante e ela fica pra outro dia.
A Lorena empinou mais. Eu segurei as duas nádegas e empurrei o pau de volta para dentro da buceta dela. Entrei devagar, sentindo o corpo dela se ajustar. A Carolina ficou ao lado, beijando a boca da Lorena, uma mão nos seios dela e a outra descendo para se tocar.
— Jonas, é tão grande... Me faz me sentir tão viva!
Agarrei a cintura fina da Lorena e comecei a foder num ritmo mais firme. A bunda dela batia contra a minha barriga e eu sentia o contraste entre o corpo atlético dela e o meu corpo mais comum. Eu podia não ser um galã gostosão como o Enéias ou o médico Miguel, mas sabia como fazer essas duas irem pro céu com meu pau.
A Carolina foi pra fora da amiga, abriu as pernas e puxou a boca da Lorena para sua buceta. A Lorena começou a lamber a Carolina enquanto eu a comia por trás. A posição era meio desajeitada, mas funcionava. A Lorena gemia contra a buceta da Carolina e a Carolina respondia com a mão no cabelo dela, guiando a boca sem dizer nada. Eu via a língua da Lorena entrar na Carolina e sentia a buceta da Lorena apertar meu pau cada vez que a Carolina puxava o cabelo dela.
Aumentei o ritmo. As costas dela arqueavam, as coxas firmes tremiam. A Carolina segurou um dos próprios seios, se abaixou e ofereceu o outro à boca da Lorena. A Lorena chupou. Segurei o cabelo dela e puxei o bastante para ela levantar o rosto.
— Carolina, você quer ver a sua namorada linda gozar no meu pau?
A Carolina passou a mão pelo rosto da Lorena e sorriu.
— Quero. Quero ver a minha namorada gozar no pau do homem que a gente ama.
A Lorena gemeu mais alto.
— Fala assim de novo e eu gozo.
— A gente ama você, Jonas — disse Carolina.
A Carolina se ergueu um pouco e abriu mais as pernas. Ela acariciou o próprio clitóris enquanto a Lorena voltou a lamber e eu continuei fodendo a Lorena por trás. O corpo dela começou a perder firmeza no apoio, os braços tremendo.
— Ai meu Deus! — gritou Lorena, jogando o pescoço para trás.
Puxei mais o cabelo dela até deixá-la quase ereta sobre os joelhos. Os seios médios, firmes, balançavam, os mamilos escuros bem salientes. A Carolina beijou a boca da Lorena de lado, lambendo a língua que ainda tinha o gosto dela. Eu continuei entrando fundo. A buceta da Lorena apertou em volta de mim, o corpo inteiro travou, e ela gozou com um grito que acabou num gemido rouco.
Virei a Lorena de costas sem desconectar por muito tempo. Voltei para dentro dela enquanto Carolina se ajoelhava ao lado da cama. A Carolina pegou meus dedos molhados da buceta da Lorena, levou à boca e chupou. Depois beijou Lorena de novo, deixando as duas misturadas. A Lorena puxou a Carolina para cima dela, e as duas roçaram os corpos enquanto eu continuava entre as pernas da Lorena.
Puxei a Carolina pra mim e começamos a nos beijar na boca, entrelaçando nossas línguas de forma apaixonada. Não aguentei, a coloquei de quatro e comecei a meter na Carolina também. Ela gemeu alto, os cabelos escuros caindo sobre o rosto. Por alguns minutos, fiquei alternando entre comer a buceta da Carolina com o pau e dedilhar a Lorena. E depois, inverter de novo.
Quando senti que ia gozar, saí da Carolina e me inclinei para trás. As duas se ajoelharam perto de mim e me olharam. Eu bati punheta algumas vezes, e o gozo saiu forte na barriga das duas, escorrendo perto do umbigo. A Carolina passou os dedos pela pele dela, recolheu um pouco e levou à boca. A Lorena riu sem ar, puxou Carolina para um beijo e as duas dividiram.
Nós três ficamos alguns minutos respirando, suados. Antes que elas se levantassem, segurei a coxa da Lorena e olhei pra Carolina.
— Quero ver vocês duas fazendo tesourinha. Quero assistir essas bucetas gozando uma na outra.
A Carolina soltou uma risada baixa, mas já olhava pra Lorena com tesão. A Lorena mordeu o lábio, puxou a Carolina pela nuca e beijou a sua boca. As duas se ajeitaram na cama, meio de lado, pernas abertas e cruzadas, até a buceta raspada da Lorena encostar na buceta da Carolina, que ainda tinha aquele risquinho de pelos perto da entrada. Eu sentei na beira da cama e fiquei olhando, com o pau duro na mão, porque havia coisas na vida que um homem via calado para não estragar.
Elas começaram devagar. A Lorena mexia a bunda e a Carolina respondia empurrando a buceta contra ela, os seios grandes balançando a cada movimento. A buceta da Lorena estava inchada e molhada, rosada, aberta de leve pelo tanto que tinha sido comida. A da Carolina brilhava de tesão, os lábios úmidos se esfregando contra os da Lorena. O atrito das duas fazia um som baixo e molhado.
— Carolina... — gemeu Lorena.
— Continua — respondeu Carolina, puxando a perna dela para encaixar melhor. — Assim.
A Lorena acelerou. As coxas torneadas dela tremiam contra as pernas da Carolina. Os seios menores balançavam pouco, firmes, com os mamilos escuros duros. A Carolina tinha os peitões pesados subindo e descendo com a respiração, os bicos pontudos marcados de saliva. Ela segurou um dos próprios seios e usou a outra mão para puxar a bunda da Lorena, fazendo as bucetas se apertarem mais.
Eu bati uma punheta lenta, assistindo. Era lindo. As duas se esfregando na minha frente, com as bucetas molhadas se buscando como se meu pau tivesse apenas aberto o apetite delas.
— Quero ver vocês gozarem assim — disse.
A Lorena olhou para mim por cima do ombro da Carolina. O rosto dela estava vermelho, a boca aberta, os olhos meio perdidos.
— Então olha, filho da puta.
Ela começou a rebolar mais forte. A Carolina gemeu alto e agarrou o cabelo dela. As bucetas se esfregavam com mais pressão, clitóris contra clitóris, os lábios molhados deslizando até as duas perderem o ritmo bonito e entrarem num desespero gostoso. A Lorena beijou Carolina de novo, mas o beijo soltou em gemidos. A Carolina segurou a coxa dela e puxou, prendendo a Lorena no encaixe.
— Eu vou gozar — gemeu Carolina.
— Goza comigo — disse Lorena, quase sem voz.
As duas se moveram mais rápido. A cama rangia, a pele suada delas batia, os seios balançavam e eu quase gozei só de ver. Primeiro, a Carolina travou o corpo, os peitões tremendo, a buceta apertada contra a da Lorena. Logo depois, a Lorena veio junto, gemendo alto, a bunda se contraindo enquanto esfregava a buceta na Carolina. As duas gozaram agarradas, buceta contra buceta.
Quando o tremor passou, elas ficaram deitadas assim por alguns segundos, ainda encaixadas, molhadas e ofegantes. A Lorena riu primeiro. A Carolina beijou o canto da boca dela e olhou pro meu pau duro.
— Gostou de assistir?
— Amei.
Ficamos largados na cama por algum tempo. As duas recuperavam o fôlego, enroladas uma na outra. O corpo pedia descanso, só que meu pau parecia discordar do resto de mim. Quando a respiração delas voltou ao normal, notaram que o meu pau ainda estava duro e a tentativa delas de parecer sensatas durou pouco.
— Mais? — perguntou Carolina.
— Vamos até quando vocês aguentarem — respondi — O que acham?
A Lorena olhou pra Carolina. A Carolina sorriu de canto e sem nenhuma vontade real de negar. Eu sorri e puxei a Carolina pra perto de mim.
— Essa buceta é incrível! — disse, bombeando o pau pra dentro da Carolina.
— O seu pau é divino! — respondeu ela.
Quanto tempo fazia que estávamos transando? Eu não sabia. A Carolina já tinha gozado, trocado com a Lorena e, agora, estava atrás de mim, me abraçando com os seios grandes colados nas minhas costas. A Lorena estava deitada de costas, as pernas no a. A cada estocada, a buceta dela me sugava quando eu saía, como se o corpo não quisesse soltar.
Os sons do meu corpo batendo no corpo da Lorena encheram o quarto. Aumentei o ritmo e a Carolina se moveu pro lado, abrindo as próprias pernas. Com uma mão ela se tocava, com a outra segurava o peito, os dedos afundando na carne. Eu saí da Lorena antes de gozar e virei pra Carolina. Ela já estava pronta, a buceta brilhando.
Entrei nela de uma vez. A Carolina gemeu, agarrando meus ombros. A Lorena se levantou e foi direto pros seios dela, chupando um mamilo enquanto massageava o outro. Eu fodia Carolina de frente, vendo a boca aberta e o cabelo preto grudando no rosto. A cabeça da Carolina caiu para trás. A Lorena desceu a boca pela barriga dela e começou a chupar a sua buceta ao redor do meu pau quando eu saía. Eu tinha que me segurar para não gozar. A Carolina apertava de um jeito que parecia calculado para me desafiar.
— Não acredito que você tá realmente me fodendo assim!
A Carolina puxou a Lorena pelo cabelo e beijou sua boca.
— Fode mais ela, Jonas — disse Lorena.
Quase perdi o controle. Continuei fodendo mais forte. A Carolina agarrou a borda da cama com uma mão e o cabelo da Lorena com a outra. Reduzi o ritmo e me inclinei para beijá-la. Depois voltei a empurrar fundo, com força controlada.
— Isso! Mais, Jonas! — gemeu Carolina.
Mantive o ritmo até a buceta dela apertar, o corpo inteiro endurecer e o gemido sair rasgado. A Carolina gozou no meu pau, segurando a Lorena pelo rosto e beijando-a enquanto tremia. Eu saí dela logo depois e gozei nos seios grandes, vendo o esperma escorrer pela pele bronzeada clara, entre as aréolas escuras. A Lorena abaixou a cabeça e lambeu um pouco, sem pressa. A Carolina sorriu, cansada, e acariciou o cabelo dela.
Depois disso, as duas ficaram quietas em cima de mim, cansadas e satisfeitas. A Carolina limpou um pouco do peito com os dedos, a Lorena riu sem força.
O intervalo durou pouco. Bastou a Lorena virar de quatro para pegar água na mesa de cabeceira, com aquela bunda firme na minha frente, pro meu pau reerguer. Com estocadas curtas, eu trouxe a parte mais grossa do pau pra entrada sensível da Lorena. Ela estava de quatro, os cotovelos apoiados, a bunda empinada. A Carolina estava deitada embaixo dela, lambendo a buceta da Lorena por frente sempre que o ângulo deixava.
Eu alternava entre estocadas curtas e longas. A Lorena ofegava, a buceta molhada fazendo barulho. A Carolina a segurava pelas coxas, chupando o clitóris quando eu puxava para fora, gemendo junto quando o meu pau voltava pra dentro. A Lorena estava sensível da rodada anterior e isso fazia cada movimento render mais.
— Essa buceta é de quem, putinha?
Ela tentou responder, mas a Carolina chupou seu clitóris no mesmo instante e roubou a voz dela.
— É sua, Jonas!
— E de quem é a sua buceta, Carolina?
— Também sou sua, seu canalha.
A Carolina riu contra a buceta dela e a Lorena apertou o meu pau.
— Isso mesmo!
Eu segurei a cintura dela e enfiei até a base. A Lorena baixou o rosto pra beijar a Carolina e as duas se agarraram. A Carolina lambeu a boca dela, depois voltou pra sua buceta. A Lorena soltou um gemido agudo, empurrando a bunda contra mim.
— Já foi fodida assim?
— Só por você!
Minha testa pingava suor. Eu fodia a Lorena forte, depois saía e entrava na Carolina, que já abria as pernas esperando. Repeti assim por longos minutos. A Lorena ficava de lado, beijando a Carolina enquanto eu comia a outra. Depois a Carolina se ajoelhava, oferecia a bunda e a Lorena se deitava debaixo dela para chupar sua buceta enquanto eu enfiava o pau por trás. As duas trocavam posições com naturalidade.
Quando voltei para Lorena, ela já estava perto de gozar de novo. O cabelo escuro caía no rosto, os olhos castanho-mel semicerrados. Ela mordia um dedo para não gritar tanto. Segurei os seios dela por trás e acelerei.
— Ninguém me fode assim! — admitiu.
A Carolina riu contra a buceta dela.
— O maior pau que eu já vi e ainda sabe usar como ninguém!
A Lorena apertou o meu pau com força. Eu não precisei de mais. Continuei até ela gozar, o corpo travando sobre a Carolina. Saí e gozei nas costas da Lorena, vendo o esperma cair na pele morena e escorrer pelo vale das costas. A Carolina passou os dedos ali, levou à boca e depois beijou Lorena.
A pausa seguinte foi mais longa. Elas precisaram deitar de lado, beber água e respirar em silêncio. Eu também devia estar acabado, só que sentia que era capaz de aguentar horas a fio. Quando a Carolina viu o meu pau duro de novo, soltou um riso baixo, cansada demais para fingir surpresa.
A Carolina se ajoelhou entre as minhas pernas, lambendo o meu pau gigante e masturbando a circunferência com as duas mãos. A Lorena estava ao lado, deitada de bruços, com uma perna dobrada, observando. Os olhos dela subiram pro meu rosto.
— Quem é a minha putinha?
— Eu.
— Isso mesmo. Você é a minha putinha, Carolina.
A Lorena riu baixo e acariciou a bunda dela.
— Nós duas somos as suas putinhas. E quer saber? Você não precisa de mais mulher.
A Carolina lambeu a cabeça do pau:
— Você já tem a Cinthia e a gente. Para de ser ganancioso.
— Ganância sempre foi um dos meus talentos.
— Entre ter tudo e ter algo especial, o que é melhor?
— Ter algo especial!
A Carolina e a Lorena riram, mas durou pouco, porque a Carolina levou o meu pau à garganta e chupou com habilidade. A Lorena se aproximou, beijou a lateral do rosto dela e desceu a mão entre as próprias pernas. Eu gemi alto quando s Carolina engoliu mais fundo. Ela chupava sem pressa, usando a língua na cabeça e as mãos na base. A Lorena observava, excitada, e vez ou outra lambia as minhas bolas ou beijava a boca da Carolina quando ela soltava para respirar.
Depois de alguns minutos, eu puxei a Carolina para cima e a deitei de costas. A Lorena abriu as pernas dela com carinho e desceu a boca para sua buceta. Eu enfiei o meu pau na Carolina ao mesmo tempo. A Carolina gemeu, segurando o meu braço. A Lorena chupava o clitóris dela, e eu sentia a buceta apertar com cada movimento da língua. Fodi Carolina devagar, deixando que a Lorena comandasse parte do prazer dela. O rosto da Carolina mudou aos poucos.
Quando Carolina gozou, eu a mantive presa com o corpo, sentindo as contrações. A Lorena subiu para beijá-la, e as duas ficaram agarradas, gemendo uma na boca da outra. Eu saí antes de gozar e rolei pro lado.
Perdi a noção do tempo enquanto ficamos espalhados na cama. As duas descansavam encostadas em mim, sonolentas, com as pernas misturadas no lençol. Eu estava me sentindo invulnerável, incansável. E logo o pau endureceu de novo.
— Não acredito que você tá duro de novo — espantou-se Lorena.
— Pra Cinthia e pra vocês duas, eu vou estar sempre duro.
A Carolina beijou o meu ombro. Desta vez, eu comecei fodendo a Lorena. E nem sei quanto tempo se passou. Comi as duas alternando por horas e horas. Em todas as posições. No quarto, na sala, no corredor. Quando eu gozava, estava pronto pra mais em alguns minutos. Elas também estavam insaciáveis e incansáveis.
A madrugada avançou sem pedir licença. Eu tinha gozado tantas vezes que perdi a conta. Eu nem deveria ter mais esperma nessa altura, mas em vez disso continuava saindo litros e litros de leite pras melar as duas. A Lorena e Carolina também estavam no mesmo nível. Nunca tinha visto tanto tesão em duas mulheres.
Depois de horas, as duas se levantaram e foram pro banheiro da suíte. Eu segui as duas. Quando entrei no banheiro, a Carolina estava debaixo do chuveiro, o cabelo preto molhado colado nas costas, os seios grandes recebendo a água. A Lorena estava atrás dela, ensaboando seus ombros e beijando a sua nuca. As duas pareciam cansadas, mas satisfeitas. A Carolina fechou os olhos quando Lorena desceu as mãos pelos seios dela. A água escorria pelo abdômen. A Lorena se colou às costas dela, coxas firmes contra coxas, e uma das mãos desceu pra buceta da Carolina.
Eu parei na porta, assistindo. A Lorena notou e fez sinal com o dedo para eu entrar. A água bateu no meu rosto. A Carolina veio para mim primeiro. Passou as mãos pelo meu peito, pela barriga, depois segurou o meu pau. A Lorena ficou atrás de mim, ensaboando as minhas costas, os seios firmes roçando na minha pele. Eu apoiei as mãos na parede do chuveiro e deixei.
A Carolina masturbou o meu pau com as duas mãos enquanto a Lorena beijava as minhas costas. Depois as duas trocaram. A Lorena se ajoelhou, lambeu a cabeça, beijou as bolas e levou o pau à boca. A água escorria por ela. A Carolina ficou atrás dela, acariciando seus seios e abrindo as pernas para encostar a buceta na bunda da Lorena. A Lorena me chupava e gemia quando a Carolina se esfregava nela.
Puxei Lorena para cima e beijei a sua boca. Depois virei a Carolina de costas para mim, encostando-a na parede. A Lorena desceu de joelhos na frente dela e começou a chupar sua buceta. Eu segurei Carolina pela cintura e alinhei o pau. Entrei devagar. Mesmo no chuveiro, o calor da buceta dela me fez estremecer. A Carolina apoiou a testa na parede e gemeu, a boca aberta, enquanto a Lorena lambia seu clitóris e eu estocava por trás.
Eu dava estocadas longas, vendo a bunda dela se mover contra mim. A Lorena segurava as coxas da Carolina, lambendo com fome. A Carolina começou a perder força nas pernas, então a segurei melhor. Ela gozou com um gemido rouco, a buceta apertando o pau enquanto a boca da Lorena continuava lá.
Saí da Carolina e puxei a Lorena para cima. Ela virou de costas pra mim, apoiou as mãos na parede e empinou a bunda. A Carolina ficou na frente dela, beijando-a. Eu enfiei na buceta da Lorena por trás. Comecei devagar, depois acelerei. A Carolina segurou o rosto da Lorena, beijando a sua boca enquanto a minha barriga batia na bunda dela.
A Lorena rebolava de volta, procurando mais fundo. A Carolina desceu a mão entre as pernas dela e acariciou o clitóris. Em segundos, a Lorena estava ofegante. Eu também estava perto. O pau inchou dentro dela, e eu senti a ameaça do gozo.
A Lorena gozou primeiro, empurrando a bunda contra mim. Saí no último instante. Ela virou e caiu de joelhos diante de mim. A Carolina ajoelhou ao lado dela. A Lorena segurou o cabelo molhado para trás e abriu a boca. A Carolina também levou a mão ao meu pau, masturbando junto. Eu gozei com força no rosto da Carolina e parte escorreu pro rosto da Lorena. A Carolina ficou com os olhos fechados, recebendo enquanto a Lorena lambia o que caía perto da boca dela.
Elas limparam parte do gozo com a água e se levantaram. Beijei as duas na boca e terminamos o banho, agora de verdade.
Fomos pro quarto primeiro. Lençóis amassados no chão, travesseiros tortos, marcas de gozo e suor por todos os tecidos. A Lorena arrancou o lençol e a Carolina recolheu as fronhas. Colocamos no cesto pra, mais tarde, levarmos aos poucos pra lavanderia da torre.
A Carolina abriu a parte do guarda-roupa onde ela guarda metade das minhas roupas (porque a outra metade ficam no meu apartamento com a Cinthia), pegou duas camisas largas minhas e jogou uma pra Lorena. A outra ela vestiu sem pressa, cobrindo até o meio das coxas. A Lorena puxou a própria camisa para baixo, com o cabelo escuro ainda úmido caindo perto da clavícula. As duas ficaram com aquela aparência pós-sexo que nenhum filtro de celular imita. A Pele brilhando, a boca inchada. A Carolina parecia mais serena e a Lorena na dúvida se estava pronta pra dormir de pé ou pra outra rodada.
— Café? — perguntou Carolina, pegando os óculos na mesa e colocando no rosto.
— Deixa comigo.
— Além de tudo, você é o melhor cozinheiro de todos — suspirou Lorena.
Fomos pra cozinha. Eu ainda estava nu, com a toalha na cintura, e as duas usavam apenas as camisas largas que batiam no meio das coxas nuas. A Carolina sentou no balcão com os seios grandes marcando o tecido. A Lorena encostou na bancada, as coxas torneadas à mostra.
Achei café no armário, pão francês em um saco de padaria e manteiga na geladeira. Também tinha queijo minas, uns ovos e pão de queijo no freezer. Comecei pelo café coado, forte o bastante para ressuscitar três pessoas sem vergonha. Depois botei o pão francês na frigideira com manteiga, fiz ovos mexidos com queijo minas e coloquei os pães de queijo para aquecer.
— Tá cheiroso — disse Lorena, encostando o queixo no meu ombro.
— Quem precisa de restaurante chique quando tem o Jonas em casa? — disse Carolina, olhando a frigideira.
— Obrigado. Minhas qualidades são poucas, mas aparecem quando tem manteiga.
A Lorena riu e beliscou um pedaço de queijo antes que eu terminasse. Eu dei um tapa leve na bunda dela.
— Não pode beliscar comida antes de ficar pronta.
A Carolina pegou três xícaras. O cheiro de café ocupou o apartamento. Eu me sentia estranhamente inteiro. Cansado, claro. Mas sentia como se tivesse tido uma agradável noite de sono.
Carolina tomou café e olhou para mim por cima da xícara.
— Você realmente sabe como foder — disse Carolina.
— Não acho que já gozei tanto numa noite — completou Loena.
— Você volta pra cá depois do trabalho? — perguntou Carolina.
— Claro.
— E nada de sair procurando mais mulher, Jonas — emendou Lorena. — Você já tem a Carolina, a Cinthia e a mim.
A Carolina colocou a xícara na bancada.
— Nós três te amamos. Isso deve bastar até pra um canalha ambicioso que nem você.
— Vocês duas são completamente malucas.
— Somos completamente apaixonadas por você — respondeu Carolina, sem pose.
A Lorena veio por trás de mim, passou os braços pela minha cintura e apertou o meu corpo contra o dela.
— Então pra quê sair caçando mais problema pelo condomínio? A Cinthia e nós duas bastamos.
— A gente é tão boazinha que até podemos permitir uma participação especial da Alessandra e da Letícia de vez em quando — brincou Carolina. — Pelos velhos tempos.
Olhei pras duas e me senti sem palavras. Eu não sabia o que fazer ou o que falar. Mas o meu pau acordou querendo mais.
Assim que a Lorena ficou de costas, eu a agarrei por trás, segurando sua cintura e subindo as mãos pelo corpo. A camisa era larga e subia fácil no corpo dela. Passei as mãos pelos seios firmes e desci pra barriga definida. A Carolina se aproximou de frente e beijou a Lorena, prendendo-a entre nós dois. Eu senti a bunda da Lorena contra meu pau duro através da toalha.
— Você ainda não tá cansado? — provocou Lorena.
— De vocês? Nunca!
A Carolina riu baixo e passou a mão pela minha barriga. A Lorena olhou pra baixo, sentindo a minha ereção contra a bunda dela.
— E nós também nunca vamos cansar de você — respondeu Lorena, mordendo o lábio.
Ela aceitou o beijo. A Carolina o beijou meu pescoço, depois a boca da Lorena. As minhas mãos continuaram vagando pelo corpo dela, esfregando a bunda. Depois de um minuto, usei o aperto na cintura e virei a Lorena de frente pro balcão. A Carolina ficou ao lado, observando atenta, já com os dedos brincando na barra da própria camisa.
Pressionei a Lorena contra o balcão e beijei a sua boca. A língua dela entrou na minha e as mãos foram para meu rosto. Toquei seus mamilos através da camisa. Mesmo pelo tecido, estavam duros. A Carolina se aproximou e levantou a camisa da Lorena por trás, revelando que as duas não estavam usando calcinha.
Ainda beijando a Lorena, desci as mãos e estendi a mão entre as suas pernas. O dedo roçou o clitóris e desceu até os lábios. Ela estava ficando molhada de novo. Enfiei um dedo sem resistência. A Lorena gemeu na minha boca. Puxei o dedo e levei pra boca dela. Ela chupou, girando a língua ao redor. A Carolina se inclinou e beijou a Lorena logo depois, provando o gosto dela.
Parei o beijo e empurrei o torso da Lorena contra o balcão, segurando a bunda firme com as duas mãos. A Carolina se sentou no balcão ao lado, abriu as pernas e puxou a camisa para cima, deixando a buceta à mostra.
Lambi a buceta da Lorena por trás, de baixo para cima. Ela suspirou, apoiando os cotovelos no balcão. A Carolina desceu a mão para se tocar e olhou para nós. Lambi de novo, chupei o clitóris, depois voltei aos lábios molhados. A Lorena soltou gemidos pequenos, e Carolina ficou mais molhada só de assistir.
— Ah sim! — Lorena suspirou.
Chupei a buceta dela, depois brinquei com o cuzinho usando a língua e o polegar, sem pressa. A Lorena respondeu bem, empurrando a bunda para trás. A Carolina desceu do balcão, ajoelhou ao lado de mim e beijou a parte interna da coxa da Lorena. Depois começou a lamber a buceta dela junto comigo. A Lorena ficou sem saber para onde empurrar o corpo, presa entre as duas bocas e o balcão.
Quando tive o suficiente, levantei e deixei a toalha cair. O pau estava pronto pra mais A Lorena, ainda curvada contra o balcão, levantou a camisa e arqueou as costas. Terminou o convite rebolando a bunda e mordendo o lábio.
— Me fode, Jonas.
Agarrei a cintura dela e deslizei o pau pela buceta. O pau separava os lábios, espalhava os sucos e roçava o clitóris. A Lorena ficou impaciente, rebolando para tentar me puxar para dentro. Depois estendeu a mão para trás, segurou meu pau e alinhou na entrada. Entrei devagar até acomodar tudo.
Fui estocando devagar. Nessa altura, o meu pau considerava as duas bucetas como lar. A Carolina ficou ajoelhada perto, com uma mão na minha coxa e a outra na buceta da Lorena.
A partir daí, começamos a nos mover juntos. Eu puxava e ela empurrava de volta, pegando até a base. Os sons da bunda dela batendo contra mim encheram a cozinha. A Carolina se levantou, apoiou as mãos no balcão ao lado, abriu as pernas e começou a se tocar enquanto via a Lorena sendo fodida.
— Quem é a minha putinha?
— Sou eu, Jonas!
— E quem te come melhor do que qualquer um?
A Lorena tentou responder, mas a Carolina enfiou os dedos nela por cima do meu pau quando eu recuava, aumentando o atrito.
— Você! O Maior pau, a melhor foda, o melhor tudo!
— Ninguém fode como você, Jonas — confirmou Carolina.
— Amo o jeito que a sua buceta aceita o meu pau, putinha — disse.
Continuar a estocar com força. A Lorena agarrou a borda do balcão. O cabelo balançava para frente e para trás. A Carolina chupava um dos seios dela por cima da camisa levantada e tocava seu clitóris. Eu sentia que a Lorena estava perto. A buceta apertava aos poucos.
— Tô gozando! — A Lorena jogou a cabeça para trás.
Eu mantive o pau dentro e deixei ela gozar. Quando virou a cabeça, beijei a sua boca. A Carolina beijou o pescoço dela. Depois coloquei uma das pernas da Lorena no balcão e continuei entrando, agora com uma vista completa das costas, da bunda e da buceta molhada brilhando. Os fluidos escorriam pela coxa.
— Você é minha putinha! Vou te foder como eu quiser, entendido?
— Claro, Jonas! Eu sou toda sua!
— Me diz o quanto você ama ser fodida pelo meu pau.
— Eu amo, Jonas!
— Você gosta de me dar essa buceta?
— Não gosto! Eu amo!
A Carolina se ajoelhou diante dela e chupou o clitóris enquanto eu continuava. A Lorena quase perdeu o apoio. Eu a segurei com força, mantendo o ritmo.
— Essa buceta é sua! — gritou Lorena.
A buceta dela apertou de novo.
— Mais um, Jonas!
— Isso mesmo, putinha, quem é o dono dessa buceta?
— Você, Jonas!
Ela gozou de novo, tremendo contra o balcão. A Carolina se levantou e beijou a boca dela. Eu continuei bombeando, agora perto demais do meu próprio orgasmo.
O meu ritmo ficou irregular. A Lorena estava curvada no balcão, a camisa levantada, a bunda batendo contra minha barriga, a buceta molhada me apertando como se quisesse arrancar o resto de mim. A Carolina estava ao lado, tocando o próprio seio, olhando tudo com tesão.
— Minha vez! — disse, quase sem fôlego. — Você quer que eu goze?
A Lorena virou o rosto por cima do ombro.
— Goza!
A Carolina chegou mais perto, a mão descendo pela minha barriga.
— Goza!
Aquele cumplicidade entre os três fez a minha cabeça perder os freios e eu dizer verdades inconvenientes.
— Eu amo vocês duas — falei, estocando mais fundo. — Eu amo a Cinthia. Eu te amo, Carolina. Eu te amo, Lorena.
A Carolina retribuiu com um forte beijo de língua. A Lorena apertou meu pau com tanta força que quase me derrubou.
— Repete! — pediu Lorena.
— Eu amo vocês três. Se vocês quiserem outros homens pra deixar equilibrado, eu não me importo. Mas por mim, eu sou só vocês três.
A Carolina segurou meu rosto e me beijou de lado.
— Então você é nosso, Jonas.
A Lorena rebolou para trás, me engolindo até a base.
— Isso. Você não precisa de mais ninguém. — Ela e a Carolina se encararam. — Mas a gente permite a Letícia e a Alessandra em ocasiões especiais. Mas só quando a gente permitir.
— Eu vou gozar!
— Goza na nossa boca!
A Carolina ajoelhou primeiro. A Lorena saiu de mim e se ajoelhou ao lado dela, a boca já aberta. A Lorena engoliu o meu pau enquanto a Carolina chupou as bolas e lambeu a base. A Lorena agarrou os meus quadris e puxou para dentro, engolindo até onde conseguiu. O rosto dela encostou na minha barriga. Ela saiu para respirar e mergulhou de volta. Depois de alguns segundos, segurei a cabeça dela com as duas mãos e gozei direto na garganta da Lorena.
A Carolina massageou as minhas bolas enquanto o pau pulsava. A Lorena engoliu, depois puxou devagar, chupando e balançando a cabeça para tirar o resto.
— Leitinho pela manhã é o alimento mais nutritivo — brincou Lorena após engolir tudo. Ela olhou pra mim nos olhos e deu uma risada — Obrigada pelo café da manhã!
Depois que nos recompusemos, voltei pro fogão como se nada tivesse acontecido. O pão francês já estava morno, então esquentei de novo com mais manteiga. Os ovos com queijo minas também requentados e o café ainda estava forte.
Logo estávamos os três sentados à mesa, comendo. As duas ainda usavam aquelas camisas grandes e eu, nu. A Lorena mordeu o pão na chapa, fechou os olhos e soltou um gemido que quase me deu problema de novo.
— Esse pão está melhor que muita padaria de renome!
— O ovo ficou ótimo — disse Carolina, tomando café. — Você é o melhor cozinheiro que já conheci.
— O melhor em quase tudo — completou Lorena.
A Carolina concordou com um sorriso feliz e mastigando devagar. A mesa ficou em silêncio por um tempo. Depois, limpei os pratos e arrumei tudo com a minha eficiência de sempre.
Quando olhei o relógio, a manhã já estava avançando e eu precisava ir dar aula. Fui tomar banho e vesti uma das minhas roupas que estava no armário da Carolina.
Quando sai do quarto, me surpreendi ao ver que a Lorena e a Carolina já tinham se trocado. A Carolina estava com roupas caseiras, uma camiseta larga dela, um short curto e confortável, os óculos no rosto e os cabelos pretos soltos. Os seios grandes marcavam o tecido e as pernas levemente bronzeadas estavam à mostra.
A Lorena vestia uma roupa de trabalho, calça bem cortada, camisa clara por dentro e blazer ajustado. O cabelo escuro ainda estava um pouco úmido, preso de um jeito simples, e a pele morena parecia acesa. As coxas dela ficavam escondidas pela roupa, o que era uma pena, mas a postura deixava claro o corpo firme por baixo.
As duas estavam belíssimas. Não gosto de hipérboles, mas parecia que as duas emitiam luz própria.
— Avisei os meus chefes que hoje vou trabalhar no fuso do Brasil — disse Carolina. Ela se aproximou e ajeitou a gola da minha camisa. — Volta direto pra cá depois do trabalho.
— Mandando em mim agora?
— Sim — ela respondeu. — Você mora aqui também.
A Lorena veio pro lado dela, cruzando os braços.
— E lembra do combinado. Nada de sair procurando mais mulher. Você já tem a Cinthia e nós duas. Já tem amor e buceta demais pra uma vida só.
Eu ri, mas ela estava certa.
Caminhei até elas. Primeiro, beijei a Carolina, apertando sua cintura enquanto os seios dela pressionavam meu peito. A Lorena veio por trás dela e beijou o ombro dela, deixando nós três colados por alguns segundos. Depois, puxei a Lorena pela cintura e beijei a sua boca.
A Lorena ajeitou a manga do blazer e me encarou com aquele sorriso carinhoso.
— E você não esquece de hoje à noite — comentou. — Você vai jantar comigo no apartamento do Rogério e da Jéssica. Eu vou te apresentar como meu namorado pras pessoas mais importantes pra mim. Eu não tenho vergonha de você, Jonas. E nunca vou te esconder como um segredinho sujo e esquecível.
— Lorena...
— Sem drama — disse ela. — Você é meu namorado. Eles vão saber.
Foi quando a Carolina pigarreou, chamando nossa atenção.
— E amanhã à noite você vai jantar comigo no apartamento do Érico e da Sarah. Eu quero te apresentar como meu namorado pra minha família. A Sarah é minha prima e ela merece saber a verdade. Eu também não tenho vergonha de você e não vou te esconder de ninguém.
Eu me aproximei dela e beijei sua boca. Ela segurou a minha camisa com as duas mãos e me puxou pra mais perto. Quando soltei, ela ainda ficou com os lábios perto dos meus.
Foi quando as duas se olharam, depois me olharam e notei os sorriso delas ficando mais safados.
— Depois desses dois jantares — começou Lorena —, você vai poder realizar um sonho que a gente deixou pendente.
— Deflorar o meu cuzinho — continuou Carolina.
— E o meu — completou Lorena.
O meu pau reagiu na mesma hora. Mas, com aquelas duas, já tinha aprendido a esperar. E tinha algo importante pra dizer às duas também. Respirei fundo.
— Desde os primeiros anos do meu casamento com a Cinthia, eu não me sentia tão feliz e realizado quanto nesses dias com vocês duas. Tirando toda aquela parte dos exercícios descontrolados, claro.
A Lorena fez uma careta.
— Jonas, você não devia se envergonhar. A maioria das pessoas leva anos pra chegar no grau de maestria que você demonstrou na primeira tentativa.
— Eu te amo, Carolina. Eu te amo, Lorena. A gente começou tudo isso de um jeito bem torto e eu sei que dei muitos motivos pra vocês duas me mandarem pro inferno. Mas eu fico feliz que estejamos juntos.
A Carolina segurou a minha mão direita e a Lorena, a esquerda.
— Vocês duas sempre vão estar no meu coração — continuei. — Mesmo que um dia, por qualquer motivo, vocês não queiram continuar comigo, vocês têm a minha palavra. Eu sempre vou prezar pelo bem e pela felicidade das duas. Como amigo, como namorado, como o que vocês quiserem que eu seja.
As duas ficaram sérias.
— A gente também te ama — disse Carolina. — E não vamos te abandonar.
Com aquele momento de sinceridade espontânea em que eu tanto temia ouvir piadinhas e ironias, mas ouvi reciprocidade, me despedi das duas.
Abri a porta para sair e me deparei com a Letícia esperando no corredor. Ela usava um quepe preto de aba curta e um blazer da mesma cor, ajustado sobre a camisa branca com gravata estreita. A calça social abraçava as coxas grossas e terminava sobre sapatos bem lustrados. Os seios firmes marcavam a camisa e a bunda grande e arrebitada ficava ainda mais gostosa naquele corte. Ela manteve a postura séria.
— Bom dia, senhor Jonas. Estou aqui para levá-lo à faculdade.
— Ótimo. Vamos.
Parecia algo bem rotineiro. A Lorena fechou a porta atrás de nós e saímos corredor afora. A Carolina ficou na porta por alguns instantes antes de voltar para o escritório. Seguimos corredor afora, com a Letícia à frente. Dei quatro passos, prendi o pé no próprio cadarço e caí de cara no chão.
Tudo ficou escuro e quando pisquei novamente, estava deitado numa cama de hospital. O teto branco, o cheiro de hospital e o acesso venoso na minha mão direita não negaram. O joelho direito doía ainda, mas um pouco menos.
Virei o rosto devagar e vi a Carolina numa poltrona ao lado da cama. Estava com o notebook no colo, fone de ouvido e óculos de aro fino. O cabelo escuro tinha sido preso de qualquer jeito.
Ela tinha aquele jeito fofinho que combinava com os óculos, o rosto suave e a concentração. Mas os seios grandes marcavam a blusa simples e acabavam com qualquer aparência inocente. A cintura fina desaparecia na calça confortável. Parecia cansada, nas bela. Aquele ar intelectual dela a deixava radiante.
Ao notar que eu tinha me mexido, pronunciou algumas palavras em inglês, tirou o fone e baixou a tela do notebook.
— Bom dia, atleta.
— Que dia é hoje?
— Sexta de manhã. Você passou a noite em observação.
— O que aconteceu? Eu piorei? Tinha uma fratura?
— Nada tão dramático, só meio patético. A medicação pra dor te deu muito sono. Você já estava fisicamente acabado, com pouca água no corpo e quase sem comer desde o café da manhã. Sua glicose estava baixa. A mistura fez você apagar mais do que esperavam.
— Eu desmaiei?
— Por pouco tempo. A Iolanda conseguiu te acordar. Você abria os olhos, respondia e voltava a dormir logo depois.
— Eu consegui ser hospitalizado por... “sono”?
— Sua respiração ficou normal e os outros exames estavam positivos. Só por via das dúvidas, coloquei no exame todas as ISTs existentes, mas parece que você tá limpo. Mesmo assim, acharam melhor deixar você em observação enquanto dormia. O movimento estava baixo, então paguei um quarto particular pra você descansar sem ficar numa maca no corredor.
Olhei pra bolsa ligada ao acesso.
— Estão me dando comida pela veia?
— O soro é para hidratar. Tem água e sais. Também colocaram um pouco de glicose. Isso ajuda por algumas horas, só que você vai ter que comer de verdade quando liberarem.
Só então reparei melhor no quarto privativo. Tinha espaço de sobra em volta da cama, porta fechada e banheiro próprio. Em quantas vezes eu ia ter que parcelar isso?
— E-Eu preciso checar se o meu plano de saúde cobre um quarto desses.
A Carolina me encarou ofendida.
— Eu já paguei a conta. E não me venha com mimimi machista de “provedor”.
— E-E-Eu...
Era complicado explicar que eu só não queria que elas me vissem como um aproveitador ou folgado. Eu estava interessado nos peitos dela, não na conta bancária. Mas isso também não era algo que se diz livremente.
— A gente se excedeu com você nos últimos dias e ficamos preocupadas demais depois da lesão. Era o mínimo.
Fechei os olhos. Eu nem sabia o que falar. Pelo menos, ela não tinha como saber do son...
— Alguém já te contou que você sempre fala dormindo?
Ops...
— Sempre?
— A noite toda. Mas hoje você caprichou. Tive o desprazer de ouvir o seu sonho durante horas e horas e horas. Você narrou tudo.
— Eu narrei meio por alto de forma difusa e...
A Carolina levantou o notebook.
— Eu anotei as melhores partes. — E começou a ler. — Você disse “essa buceta é incrível”, “de quem é essa buceta, putinha?”, “sou o dono dessa buceta agora”, “minhas duas putinhas”, “bebe o meu leitinho, putinha” e teve uma parte sobre nos dar banho de esperma e gozar na nossa boca no café da manhã. Também falou que queria ver eu e a Lorena fazendo tesourinha. E eu realmente não entendi que posição era aquela que você fez comigo e nomeou de pirocóptero invertido, mas tenho quase certeza de que é biologicamente impossível.
Fiquei parado, encarando o teto. O hospital podia ter desabado que eu agradeceria a saída.
— Eu gritava ou falava baixo?
— No corredor, não dava pra entender. Mas era alto o bastante pra uma enfermeira entrar e perguntar se você estava sentindo dor. Eu disse que era delírio do remédio. Aí você falou “quero brincar com essas bundinhas”.
Tapei o rosto com a mão livre e doeu até o arrependimento.
— Você me gravou falando no sono?
A Carolina ficou séria tempo suficiente para me fazer suar.
— Não. Eu sou cruel dentro de um limite.
Soltei o ar.
— Obrigado.
— Eu também fiz algumas anotações pra te fornecer um feedback muito necessário. — Ela pareceu abrir outro arquivo. — Primeiro: você não é nem de longe tão pausudo quanto nesse sonho. Não é pequeno, mas é bem mediano.
— Era só um son...
— Eu já tive pênis maiores e mais grossos. A Lorena também. E, pelo que a Letícia falou, definitivamente ela, a Cinthia e a Alessandra já sentiram uma trozoba que faz o teu parecer arroz com feijão.
— Precisa me humilhar?
Ela levantou um dedo.
— Esses feedbacks são pro seu próprio bem. Segundo: você não aguentaria comer duas mulheres durante 10 horas seguidas. Nenhum homem aguenta. Você precisa parar com essa obsessão de ir com tanta sede ao pote.
Olhei para ela, ofendido na alma. Ela ignorou.
— Terceiro. Esse seu “de quem é essa buceta?” e “você é minha putinha?” toda santa vez é ridículo. Vergonha alheia demais.
— Você gosta.
— O problema é a frequência, Jonas. Uma vez ou outra, a gente entende e entra no jogo dizendo o que você quer ouvir. Só que você precisa mesmo ouvir isso sempre. Meu amigo, você tem um problema gritante de necessidade de autoafirmação. Dá a impressão de que precisa confirmar que a mulher está entregue porque não confia no jeito como está comendo.
— Eu não...
— Vou dar um exemplo de quando encaixa. Lembra daquele meu fetiche de ser dominada? Combina perfeitamente! É quase perfeito porque é algo que os dois tão brincando juntos e os dois fetiches viram uma coisa só. Mas isso é para rolar uma vez por mês, não toda a noite. Anteontem, eu já estava revirando os olhos quando você perguntava isso.
Aquilo doeu num lugar que a tomografia não pegava.
— Jonas, entenda que estou querendo te ajudar. Por causa do nosso...
— Vínculo eterno. Tudo bem...
Por dentro, eu queria chorar.
— Claro que eu repassei tudo que ouvi pra Lorena e pra Cinthia.
— Não!
— Claro que sim. Seja como for, a Cinthia ficou até perto das 2 da madrugada pra eu dormir um pouco e ouviu parte. Quando ela foi embora dormir, me avisou pra eu ficar de fone porque você tava muito tarado.
— Eu não queria que a Cinthia ouvisse porque ela...
— Não estava no sonho. Mas era mais degradante pra mim e pra Lorena implorando o mesmo status de esposa da Cinthia a cada duas horas.
Tampei o rosto com vergonha.
— Mandei um resumo pra Lorena também. Sem transcrição integral, porque em alguns momentos eu estava trabalhando e precisava fingir que meu namorado não estava narrando uma pornochanchada em ambiente hospitalar.
Será que ela reparou que disse a palavra “namorado”? Antes que pudesse perguntar, a Carolina ajeitou os óculos.
— A Lorena veio de manhãzinha com a Jéssica. Elas chegaram à porta bem na hora em que você começou a falar de gozar no café da manhã. A Lorena deu meia-volta e tirou a Jéssica daqui antes que ela ouvisse.
— Deu certo?
— “Me diz o quanto você ama ser fodida pelo meu pau”.
— Ai.
— A Jéssica não percebeu com quem você estava sonhando, mas pensou que era com a Cinthia. Antes da Lorena fechar a porta, já estava falando em receitar supressores hormonais pra você ser menos tarado.
A porta abriu. Entrou uma enfermeira de uns 40 anos, expressão profissional e prancheta na mão. Ver gente informada sobre os meus delírios sexuais me dava vontade de arrancar o soro e fugir.
— Bom dia, Jonas. Como está a dor, de zero a dez?
— Seis quando me mexo. Três quando parado.
Ela anotou, conferiu o soro e olhou os meus sinais. Evitava olhar pra Carolina com uma educação suspeita.
— O médico deve passar daqui a pouco. Se continuar estável, a alta sai depois do almoço.
A enfermeira me olhou com um julgamento manso.
— E tente descansar sem tanta... agitação.
— Eu estava sonhando com futebol.
— Era um futebol diferente.
— Futebol moderno.
A Carolina virou o rosto para esconder a risada. A enfermeira saiu depois de ajustar o soro. Quando a porta fechou, a Carolina perdeu a compostura e riu baixo, com a mão na boca.
— Futebol moderno?
— Eu não sou bom improvisando.
— Seus planos foram arruinados pra sempre desde que fez aquele pacto idiota comigo.
Respirei fundo e preferi mudar de assunto pra não admitir que ela estava certa.
— O que aconteceu na partida depois que saí?
A Carolina deixou o notebook de lado.
— A Letícia entrou no seu lugar.
Senti um orgulho imediato e pouco saudável.
— Eu sabia. Ela devia ter começado no meu lugar desde o início.
— O plano do Carlos era guardar a Letícia e a Natália pro segundo tempo. As duas entrariam quando o Time Enéias já estivesse cansado.
— Plano bom.
— Sua saída quase acabou com ele. A Letícia entrou querendo se vingar e tomou um amarelo quebrando o Amarildo numa dividida.
— Ela vingou minha lesão?
— Sim. E ainda fez um gol.
Sorri, mais orgulhoso pelo desempenho da Letícia do que propriamente por ter tido minha queda vingada. (Mas curti muito isso).
— Sabia que ela resolvia.
— Vencemos por 3 a 2. Gols do Antônio, Letícia e Natália.
— E depois que eu apaguei, a Cinthia chegou.
— Quando ela chegou, eu pude voltar com a Sarah pra dormir um pouco. Acordei às 2h e vim pra cá porque a Cinthia também precisava dormir e trabalhar hoje. Eu era a única que conseguia trabalhar dentro do quarto.
— Então...
— Enquanto você tinha o sonho erótico mais exagerado e vergonhoso de todos os tempos, nós quatro estávamos preocupadas. A Letícia mandou tanta mensagem querendo saber de você que colocamos ela no grupo de WhatsApp.
Pouco depois entrou o médico. Rafael, 41 anos, cabelo grisalho, cara de quem chegou há poucas horas e tava lendo o prontuário no corredor. Perguntou como eu estava, apertou meu ombro, examinou a testa e pediu para eu mexer o joelho. Mexi um pouco e ele pareceu satisfeito.
— Os exames estão bons. Nada quebrado. O joelho vai incomodar. Repouso, gelo, remédio e reavaliação.
— Esportes radicais?
— Esquece por algumas semanas.
— Sexo? — perguntou Carolina, antes de mim. Olhei para ela com admiração sincera.
O médico olhou pra nós dois e manteve a expressão neutra.
— Sem esforço pesado, sem apoiar peso no joelho e sem movimentos bruscos.
O médico fez mais algumas anotações e olhou pra Carolina.
— A senhora é parente?
— Sou namorada dele — respondeu Carolina sem hesitar.
O médico olhou pra ficha.
— Aqui consta casado com “Cinthia”.
O quarto ficou em silêncio por meio segundo. Tempo suficiente pra vida passar em frente aos meus olhos. A Carolina apenas suspirou e colocou os óculos de volta com calma absurda.
— Também. Poliamor consensual. Não julgue.
O médico me olhou. Eu não disse nada.
— Entendi — disse ele, sem ter entendido nada. — Alta depois do almoço.
O médico saiu com o prontuário. Assim que a porta fechou, encarei Carolina com um olhar que me esforcei pra não parecer de cachorro pidão agradecido.
— Namorada?
— Você preferia “mulher que passou a madrugada ouvindo ele falar como tava comendo a buceta de tudo quanto é jeito”?
— Namorada é perfeito.
A Carolina precisava voltar ao trabalho e tentei cochilar. Mas o medo de falar dormindo outra vez me manteve acordado. Só fiquei na minha, descansando um pouco. Louco pra pegar o celular e ver quantas mensagens zoando a minha lesão eu tinha recebido.
A Carolina focou no trabalho por umas horas. De vez em quando, olhava para mim por cima do notebook. Sem os óculos, os olhos castanho-escuros ficavam menos severos. Com os óculos, ela parecia capaz de me julgar em três idiomas.
— Obrigado por ficar — disse.
Ela parou de digitar.
— Você assustou a gente. Gosto que você tenha palavra, mas deve ter bom-senso também.
Fiquei olhando para ela. E lembrei das palavras perigosas que admiti no final do sonho.
— Carolina... Você ouviu o que eu falei pouco antes de acordar?
Ela não disse nada. Só me encarou em silêncio.
— Não. Eu estava de fone.
Respirei aliviado. Mas algo me dizia que ela estava, mais uma vez, dizendo o que eu queria ouvir.
A Lorena apareceu na hora do almoço com calça social escura, camisa clara de mangas dobradas e sapatos baixos. O cabelo estava preso. A camisa marcava os seios firmes e a cintura seca. A calça acompanhava as coxas torneadas e desenhava a bunda redonda quando ela atravessou o quarto. Ali estava na sua versão empresária séria. Ela entrou com uma bolsa no ombro e uma sacola na mão. Olhou pro meu joelho, conferiu o corredor e fechou a porta.
Assim que ficamos sozinhos, largou a bolsa na cadeira e veio até a cama. Segurou o meu rosto com cuidado e me beijou na boca. Foi um beijo curto, mas carinhoso. Foi completamente diferente dos beijos de tesão puro do sonho, mas de alguma forma eu achei muito melhor.
— Você está horrível.
— Também senti sua falta.
— Cala a boca. Deixa eu olhar você.
Ela passou os olhos pelo meu corpo e concluiu que eu não ia morrer ou passar por cirurgia. Colocou a sacola na cadeira ao lado.
— Você me assustou pra caralho.
Abriu a sacola. Tinha trazido uma joelheira melhor e uma bolsa de gelo.
— Você vai usar isso e obedecer ao médico.
— Já obedeço vocês duas, obedecer ao médico tá de boas.
— Não esqueça a Cinthia — suspirou Lorena. — Ela veio no meu apartamento de madrugada, depois de voltar daqui, me acordou e me passou um sermão meio complicado de esquecer. E ela estava certa.
A Lorena apertou a minha mão e me examinou de novo.
— Agora, eu queria falar contigo sobre a vergonha alheia do seu sonho — comentou, destruindo a trégua. — Quer expor a gente em público?
— Eu não controlo meus sonhos e não sabia que falava dormindo.
— Jonas, alguma mulher já foi sincera contigo sobre como esse seu “de quem é essa buceta?” é bem ridículo?
Eu olhei pra Carolina. Ela levantou as mãos, deixando claro que, pras elas, aquela era uma opinião quase universal.
— Eu até respondo “sua” de boca pra fora, admito, mas ou é por pena ou no calor do momento — continuou Lorena. — Só que você exagera. Pergunta em toda transa, várias vezes.
— Gosto de confirmação.
— Parece mais uma necessidade patológica de autoafirmação ou que você precisa ouvir para acreditar.
Já era ruim ouvir isso das duas e não queria ouvir o feedback da Letícia, Alessandra e Cinthia sobre elas também estarem apenas sendo educadas demais com a minha “frágil autoestima sexual”.
— Outra coisa que a gente pode dizer agora que sabe que você gosta de comer homens pausudos — continuou Lorena. — Apesar do que as nossas versões disseram nos sonhos, o seu amiguinho não é tem nada de especial no tamanho. Pra ser sincera contigo, o meu vibrador é maior e mais grosso.
— Você precisa passar isso na minha cara?
— Precisa. Porque a gente quer o melhor pra você. E isso passa por um choque de realidade e humildade.
A Lorena sentou na beirada da cama e manteve minha mão entre as dela.
— Mas eu vim aqui por um motivo mais importante: eu passei dos limites com você. Deixou de ser algo justo e passou a ser cruel. E, por isso, peço desculpas.
— Você me desafiou e eu aceitei. A escolha foi minha.
— Você aceita coisa demais quando dá sua palavra.
— Palavra dada.
— Eu sei. Você é um canalha, filho da puta, omisso e babaca. Mas cumpre suas palavras. Por isso, estou te liberando da promessa dos esportes radicais.
— Posso continuar quando melhorar. Nas primeiras semanas, posso ficar como café com leite.
— Nosso namoro acaba sexta que vem.
— Mas o vínculo é eterno.
— Só aceito conversar sobre cumprir a promessa dos seis meses depois que você se recuperar e eu analisar teu estado. E vamos apenas como amigos.
— Tudo bem.
A Lorena sorriu, embora os olhos ainda estivessem preocupados. Ela e a Carolina se olharam e eu sabia que vinha alguma coisa combinada.
— Nós quatro temos uma proposta pra te fazer — iniciou Lorena.
— Nós duas, Letícia e Cinthia — continuou Carolina. — Vai funcionar como o nosso pedido de desculpas.
— Nós sabemos da sua ideia de uma casa de praia com harém e alugamos uma casa em Ubatuba pra este final de semana — emendou Lorena. — Dois andares, piscina, acesso à praia. Para nós cinco passarmos o final de semana lá.
O meu pau reagiu na hora de felicidade. Não acreditava que elas iam fazer o harém de verdade!
— Mas tem uma condição.
— Nada de harém.
Estava bom demais pra ser verdade.
— Você quer uma casa de praia com quatro mulheres? Vamos te dar isso. Mas queremos emocionalmente disponível pra cada uma.
— E isso quer dizer?
— A gente conversou sobre coisas que cada uma das quatro quer fazer — explicou Carolina. — Você vai ter que ir conosco em cada uma dessas coisas e fazer tudo que quisermos fazer.
— E com a Letícia também — continuou Lorena.
— Você passou uma semana comendo ela. Agora, vai passar um final de semana indo com ela em todos os barzinhos e praias que ela quiser.
— Nenhuma de nós promete sexo — inseriu Lorena. — Você quer quatro mulheres, nós te daremos a companhia de quatro mulheres.
— É pegar ou largar.
Um final de semana numa praia paradisíaca com a mulher mais linda e especial do mundo e três das mais gostosas que conheço.
— Aceito! Aceito! Claro que aceito! — Olhei pro sorriso de armadilha da Lorena. — Mas você não vai me obrigar a surfar não, né?
— Tem a minha palavra de que, dessa vez, só vou exigir sua companhia, não a sua a participação.
Respirei aliviado.
— Nós partimos hoje às 18h — explicou Carolina. — É bom ter alta logo.
Estava bom demais pra ser verdade.
— Não posso ir esta noite. Eu tenho a noite especial com a Cinthia.
A expressão das duas fechou na hora.
— Meu amigo, você não tem querer — disse Lorena. — A gente já alugou a casa de praia. É pegar ou largar. Ou a gente vai às 18h ou você pode esquecer nós duas.
— Pra sempre.
— E esquece essa porra de vínculo eterno.
— E vamos contar pra todas as nossas amigas pra elas saberem que você queria comer elas e nenhuma delas te respeitar.
Elas pareciam estar falando sério, mas ainda assim a minha escolha era óbvia.
— Tudo bem. Podem fazer o que quiserem. Mas eu escolho a Cinthia. Sempre. — Respirou fundo. — Carolina e Lorena, foi uma semana bem intensa e inesquecível. Carolina, agradeço por ter cuidado de mim esta noite e manhã. Mas eu não posso faltar ao jantar especial com a Cinthia.
As duas começaram a rir.
— O desgraçado passou no teste — bufou Lorena.
A minha vergonha foi maior por eu ter sido tão amador a ponto de cair num teste tão óbvio. Essa era a armadilha do sorriso da Lorena.
— Nós quatro combinamos de só seguir em frente se você passasse no teste — explicou Carolina. — A Cinthia bem que avisou que você escolheria ela sem nem hesitar.
— Eu e a Carolina vamos às 18h enquanto você e a Cinthia tem o seu jantar especial — encerrou Lorena. — Quando vocês voltarem, a Letícia vai estar esperando vocês com a bagagem já no carro pros três viajarem.
A Lorena ficou conosco durante parte do almoço. Comeu metade do sanduíche da Carolina. O carinho aparecia entre uma alfinetada e outra. Quando precisou sair, levantou e pegou a bolsa. A calça social desenhou a bunda firme quando ela se virou. Ela voltou até a cama e me deu um beijo de despedida na boca e passou a mão pelo meu cabelo.
— Até mais, namorado. Me avisa quando chegar em casa.
Depois, ela foi até a Carolina. Segurou o rosto dela e deu um beijo na boca, íntimo e rápido.
— Até mais, namorada. Me avisa assim quando tiver livre do trabalho.
— Aviso — respondeu Carolina.
A Lorena olhou para nós dois, abriu a porta e recuperou a expressão discreta antes de sair. A sacola com a joelheira ficou na cadeira. Quando ficamos sozinhos, encarei a Carolina com um sorriso de malícia.
— “Namorada”?
— Qual o problema? — empertigou-se Carolina. — Só um pequeno fanservice. Não se anime tanto.
Ela cruzou os braços e me encarou séria.
— Vamos esclarecer uma coisa — começou. — Eu gosto de chupar bucetas. Ponto. Mas não pense nem por um momento que vou deixar a minha sexualidade virar um fetiche de exibição pra você ou outro homem.
— Justo.
— E eu gostaria que você respeitasse a minha discrição sobre o tema. Nem a minha família sabe desse lado.
— Minha boca é um túmulo.
— Isto posto, agora que estamos em pratos limpos, queria dizer que a Lorena beija muito bem.
— Nisso, nós dois concordamos 100%.
— Safado.
O começo da tarde passou lento. A Carolina trabalhou e eu fingi descansar. A alta saiu às 13h30, junto com a chegada da Cinthia. A mnha esposa entrou com uma mochila pequena, o cabelo preso e uma cara de quem me ver acordado pra rir.
Cinthia tinha o corpo bonito e maduro que eu conhecia melhor que qualquer outro. Aos 45, parecia mais nova. A pele bem cuidada, os seios bonitos sob a blusa, as pernas firmes e a bunda macia mostravam o cuidado que sempre teve consigo mesma. Eu sentia um tesão enorme por Carolina e Lorena, mas o amor por Cinthia vinha antes de tudo.
Ela beijou a minha testa e depois a minha boca. Depois, cumprimentou Carolina com naturalidade. As duas trocaram um olhar cúmplice.
— Obrigada por ter ficado com ele esse tempo todo — disse Cinthia. Depois, se virou pra mim. — E você nunca mais vai prometer nada que esteja acima das duas capacidades!
A Carolina soltou uma leve risada, fechou o notebook e olhou para minha esposa.
— Posso tirar uma dúvida? Ele também faz contigo esse negócio de ficar direto “de quem é essa buceta?” e “você é minha putinha?” na hora do sexo?
A Cinthia deu uma risadinha nostálgica.
— Durante o namoro inteiro. Continuou no noivado. Quando engravidei, em 2001, ele parou.
— Muito vergonha-alheia, né?
— Nossa. Eu revirava o olho cada vez. Ele nunca percebeu as minhas indiretas sobre o quão ridículo ficar repetindo isso sempre era.
— Ele ainda não melhorou desde essa época — disse Carolina.
As duas riram. Fiquei ouvindo aquilo com vergonha e sem ter condições físicas de fugir. A Cinthia abriu a mochila e tirou bermuda folgada, camiseta, chinelo e escova de dentes.
— Trouxe roupa. Você está com bafo de remédio e derrota.
— Obrigado, amor.
— A Rebecca mandou dizer que está orando por você. O meu pai mandou um “oi”.
Ela apertou a minha mão. O olhar dela tinha carinho. A enfermeira trouxe os papéis e explicou os remédios, o repouso e os sinais de alerta. Era a mesma do “futebol moderno”. Ela manteve o profissionalismo, o que só me deixava mais envergonhado sem saber o que ela ouviu.
— Evite esforço e sonhos agitados — disse ela.
A Cinthia riu sem tentar esconder. A Carolina tossiu pra disfarçar. Quando ela saiu, sentei na beira da cama com ajuda das duas. Levantar foi menos ruim do que imaginei. O remédio pareceu ter tido efeito.
— Viu? Está andando bem — comentou Carolina.
— Assim, ele já vai querer aprontar esta noite — brincou Cinthia.
— Mas só depois de tomar uma boa refeição — completou Carolina. — Vai tomar sopa.
Vesti a roupa limpa. No espelho do banheiro, quase ri. Barba por fazer, joelheira e a postura meio torta. Mas tinha sobrevivido à partida e mantido minha dignidade. A Cinthia pegou a mochila. A Carolina ficou do meu lado.
Saímos devagar. Por mais que eu pudesse andar, não era bom exceder. No estacionamento, entramos no carro da Carolina. A Cinthia sentou no banco da fora e se virou pra mim.
— Vai direto pro nosso apartamento. Repouso de verdade até de noite.
— Sim.
— Remédio no horário.
— Sim.
E, assim, fomos pra casa. Com a promessa de um final de semana em que eu teria que ser um bom namorado e companhia pra quatro mulheres ao mesmo tempo.
Pois bem, leitor. No próximo capítulo, teremos o encontro romântico que o Jonas prometeu pra Cinthia.
No capítulo seguinte, Jonas, Cinthia, Carolina, Lorena e Letícia irão participar do arco crossover “Arco da Casa de Praia”.
Com qual das duas a loba Cinthia vai transar? Ou as duas?
Coloquem nos comentários para o que vocês torcem que aconteçam nos próximos capítulos. Em breve, teremos a continuação.
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O Arco do Futebol é composto por sete partes que podem ser lidas independentes, mas cada uma prioriza as ações dos seus narradores e protagonistas. E, nem sempre o que os outros veem eles fazendo era necessariamente a intenção deles.
Ele vai compreender os seguintes capítulos:
* PARTE 1: Eu, minha esposa e nossos vizinhos – Parte 21
* PARTE 2: Passando a Vara nas Vizinhas. Ou Não. - Capítulo 18
* PARTE 3: Eu e Minha Esposa Pulamos a Cerca... E o Caos Explodiu - Parte 14
* PARTE 4: Eu, a esposa gostosa do meu chefe e os vizinhos deles - Parte 03
* PARTE 5: Quem Vai Comer a Advogada Evangélica? - Capítulo 16
* PARTE 6: Queria Ser Síndica, mas Porteiros e Zeladores Me Viram Pelada - Parte 03
* PARTE 7: Louco para enrabar a professora ruivinha, enrabei o volante contador primeiro (Série do Antônio - Parte 05)
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NOTA DO AUTOR: Vou tirar um mês de hiato pra descansar. Vou aproveitar pra atualizar os guias, responder os comentários dos leitores, e planejar/escrever os próximos capítulos com calma. Acredito que esta novela é nichada e o público leitor é fiel o suficiente pra que eu possa fazer esse modelo de publicar uns 20 capítulos ao longo de um-dois meses e descansar um mês.
Talvez eu publique alguns fillers durante esse meio-tempo, mas a minha ideia é descansar um pouco e voltar publicando (um de cada vez) os três arcos crossovers que prometi ao final de cada capítulo: o Arco da Casa de Praia, o Arco da Trilha e o Arco dos Dois Dates pra Três Casais.