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Você Nasceu pra Mim - 2

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Um conto erótico de Anonimo
Categoria: Heterossexual
Contém 6327 palavras
Data: 12/07/2026 18:01:20

Fechei o livro rapidamente. Sabia que minha mãe não esconderia meu destino depois que eu fosse mas como...

-- o-o que está fazendo aqui? – disse surpreso e já me levantando para cumprimentá-la.

-- esperando meu voo pra Irlanda... – respondeu com um sorriso tão gostoso que, apesar da minha surpresa, eu sentia meus músculos da face se dobrando em um sorriso como o dela.

-- jura? E-eu tô indo pra lá também!! – falei e me senti meio idiota pela minha articulação de palavras que parecia uma criança de dez anos falando.

-- posso? – ela apontou pro meu lado.

Tirei rapidamente as coisas e ela se sentou colada a mim.

-- vai estudar também? – perguntou verdadeiramente interessada.

-- não... Completei 18 anos recentemente e pedi uma viagem aos meus pais. Vou partir das ilha mas planejo dar uma volta pela Europa! – disse sem conseguir guardar a informação pra mim e sem conter a empolgacao.

-- ah... – ela indagou com uma muito má disfarçada decepção.

-- ma-mas não tenho muito bem planejado quantos dias vou passar na ilha!! Tem tanta coisa pra ver e eu quero ir com calma... – ... Eu ainda tava falando da Irlanda?

Juma baixou a cabeça e sorriu. Aquele sorriso tímido que cora as bochechas. Tentou esconder mas aquilo só a deixou mais adorável.

-- eu queria ter te ligado mas a viagem já tava marcada e- - interrompi meio que bastante afobado.

-- eu também!! Só que as coisas lá em casa ficaram corridas e surgiu a viagem... – só aí realmente me dei conta que ficaria longe de todos e perto de Juma em uma cidade nova. Não sei bem porque mas aquilo fez meu coração disparar.

-- parece então que a sorte ajudou a gente... – acho que foi uma das poucas vezes em que nos encaramos.

Ao contrário do que possa parecer, Juma não era fraca, submissa, ou coisa parecida. Ela era... A impressão que tinha é que ela não gostava de chamar atenção. Parecia alguém que só queria passar sem ser percebido. Então quando ela me encarou e pude ver aqueles olhos verdes diretamente eu fiquei congelado. Mas de um jeito bom. Ficamos uns segundos nos encarando até que ela puxou um livro e começou a ler e um silêncio muito confortável ficou entre nós. Fazíamos comentários breves cheios de sorrisos bobos e nem vi o tempo passar até o embarque. Quando chamaram nosso vôo e entramos, fomos para os locais indicados e nos despedimos com um abraço e um beijo. Antes, porém, ela fez algo bem bobo e adorável: escreveu seu telefone na contracapa do meu livro. Eu fiquei meio bobo enquanto ela ia pra primeira classe. Infelizmente não saída e no aeroporto, não nos encontramos mais.

Aluguei um carro ainda no aeroporto. Meus planos não incluíam me demorar em Dublin. Queria passar somente dois dias na cidade e depois iria pegar a estrada e dar uma volta pela ilha esmeralda e conhecer seus encantos. Primeiro fui para o primeiro distrito e me impressionei com a quantidade de brasileiros que vi lá. Me hospedei em um hotel perto do Spire, uma agulha gigante que marca o meio da cidade. Arrumei minhas coisas tomei um bom banho e sai. Era iniciodo verão mas pra um carioca parecia o inferno gelado. Ainda sim, sai usando uma calça jeans, um vans(meus tênis favoritos!), uma camisa preta e um overcoat de couro forrado de pelos por dentro. Coloquei uma boquinha pra aquecer as orelhas e fui rumo a casa dos meus amigos.

Vamos falar de Mike e Jojo? Não! Vocês vão conhecê-los...

Eles estavam morando em uma rua de frente a um canal. Era uma cobertura em um condomínio de luxo. Passei pela portaria, subi o elevador com as garrafas de vinho em um bolsa de papel. Mike cozinha melhor que Jojo e ele gostava muito de carne então já imaginava o que iríamos jantar. Escolhi então um Merlot e um Tannat de boa safra para agradar o paladar chato de Jojo. Saí na cobertura e logo estava na porta dos meus amigos. Toquei a campainha e Mike veio me receber. Ambos estavam aqui porque Mike se destacou em um esporte adorado pelos irlandeses: rugby. Ele fez o Nemo dele. O cara é um gigante imparável. Mike tem 2,01 de altura e é tão forte e largo que ele quase tem que se espremer para passar na porta. Sua cabeça raspada e sua barba loira e encrespado deixam ele com cara de maluco mas quem o conhece... É uma flor. Carinhoso e brincalhão, é gentil e adorava crianças.

-- ahhhhh!!!!! Saudade de você, mano velho!!!!!!! Como estão as coisas!!! Entra!!! Entra!!

Essa fala é engraçada porque enquanto ele me pedia pra entrar ele jatinha me dado um abraço de urso, me tirado do chão e me trazido pra dentro do apartamento. O bicho era forte demais.

-- porra, Mike tu tá cozinhando de cueca e meia!!! Me solta, themonho!!! – eu ria e ele também.

-- dá pros dois pararem com essa algazarra!! – a voz de Jojo vindo lá de dentro.

A gente ri, se solta, deixo o vinho na bancada(aliás, o apartamento deles é lindo. Minimalista mas com uns negócios de madeiras claras... Bom bonito e bem relaxante). Aperto a mão do meu amigo e vou em direção a sala encontrar com a peça. Toda a reclamação era ciúme. Sempre é. Sempre teve um ciúme absurdo de mim mas sempre foi ciúme de irmão. Quando cheguei na sala, já estava de pé, vindo me receber de braços abertos.

Jojo era uma das pessoas mais inteligentes que já vi. Entrou pra medicina de primeira e puxou mais materias do que devia desde cedo, acho até que isso comprometeu sua saúde. Apesar de tudo, encontrou com Mike, que fazia educação física na faculdade e foi paixão a primeira vista. Logo estavam namorando e, depois de formados, vieram morar aqui por conta da proposta de Mike. Eles são mais velhos que eu mas me mentoraram no preparatorio do ITA mais de uma vez. Fazem parte do círculo íntimo de uma das tias. São dois nerds de estudo, literatura e games! Sim mas não vídeo games. Eles adoram jogos de tabuleiros.

Jojo tinha 1,80, pouco mais baixo que eu, vestia uma calça de moletom e uma camisa leve. Seus músculos pareciam ter crescido desde a última vez que nos vimos e a barba rala ficava bem naquele rosto anguloso. O óculos que ele usava davam um ar de intelectual a ele.

-- meu amor, há quanto tempo!!!! Como vao as coisas? – Jonathan falava enquanto me abraçava.

Sentamos e conversamos por horas. Eles sempre escutando um smooth jazz. Comemos costelas de cordeiro ao molho de ervas e purê de batata. É engraçado pensar como um cirurgião é mais bruto na hora de cozinhar do que um homem cuja a mão pegaria minha cabeça igual uma bola de boliche, enfim... Falei sobre a faculdade que tava esperando as notas mas sabia que jatinha passado, falei da Brenda e mais algumas meninas que tive o prazer de curtir, e me sacanearam muito dizendo que eles quase acharam que eu era do vale... E falei de Juma quase que por acidente. Eles se entre olharam com risonhos.

-- as vezes o destino ajuda... – disse Jojo antes de sorver mais um pouco do Alain Brumont que havia trazido.

-- o que quer dizer com issoaai, merda!!! – reclamava enquanto minha pedrinha do cluster puxava a deles e eu perdia o jogo.

-- é bem bonitinho vocês dois se esbarrando o no aviao, compartilhando acidentalmente um destino... Sei não, hein... – Jojo zombava.

-- não... Foi só coincidência... – eu repetia querendo acreditar naquelas palavras mas não conseguia segurar o sorriso.

Passamos uma noite bastante agradável. Eles me oferecem um quarto para que eu ficasse por lá mesmo mas preferi ir pra casa caminhando. Sempre gostei de andar sozinho. Me ajuda a pensar e querendo ou não, eu tinha muito. Juma. Por algum motivo pensar nela me trazia um sorriso no rosto. Era bobo, é verdade, mas lembrava dos gestos dela, do quão inteligente ela era, autêntica. Mesmo querendo não ser notada, era uma pessoa que eu facilmente ficaria conversando por horas a fio sem me importar com nada. Igual minha madrinha... Minha madrinha.

Na mesma hora que pensei nela, meu coração disparou. Meu corpo inteiro se arrepiou e reagiu. Minha boca ainda guardava o gosto e a maciez dos lábios dela. Minhas mãos formigavam rememorando os toques prazerosos em seu bumbum e em suas costas. Mas a nova negativa dela doía. Ser visto como criança doía. Mesmo pensando em Juma, mesmo querendo descobrir mais sobre a menina, a empolgacao e a tristeza de ter minha madrinha nos meus braços era incomparável. E pensar que mesmo longe, mesmo bloqueada, mesmo me afastando, meu coração ainda era dela mesmo que ela não quisesse, me deixou triste. Eu precisava me livrar daquilo antes que aquilo me consumisse. Respirei fundo e fui pra casa decidido a seguir em frente.

No dia seguinte era uma sexta feira e catei o livro do aeroporto só por causa do telefone. Assim que achei comecei a discar mas achei absurdo demais ligar pra alguém dessa forma, então adicionei ela no whatszap e mandei mensagem:

Eu: oi...

Juma: rsrs

Eu: que houve?

Juma: eu sei que é você e quase pude ouvir sua voz dizendo “oi...” rsrs

Eu: fiquei sem jeito... Rs

Juma: bem... Então vou te dar algo pra rir de mim e que vai me deixar sem jeito... Eu tava me perguntando se havia anotado o telefone certo no seu livro... Rsrs :”)

Eu: rsrs eu é que fiz uma zona no meu quarto e perdi o livro... Já se ambientou na cidade?

Juma: já! Minhas amigas aqui da República é que são enroladas... Eu queria sair um pouco mas elas demoram demais.

Eu: essa saída só pode ser com elas?

Juma demorou a responder. Eu via os pontinhos aparecendo e sumindo e aquilo foi me dando uma aflição. Até que finalmente chegou uma resposta.

Juma: não... Você tem planos?

E agora eu tava empolgado. Muito.

Eu: não... Mas pode ser divertido explorar a cidade. Eu não a conheço mas sei ler mapas e consigo desenrolar se precisar...

Juma: então você tá me oferecendo um tour as cegas com um guia que não conhece nada?

Gelei. Senti meu rosto pegando fogo. Quando ela colocou a oferta em palavras, eu ri de nervoso e sem graça e não soube o que responder. Escrevi algumas vezes coisas sem sentido e apagava. Tava tão nervoso que quase não vi a mensagem seguinte dela.

Juma: vou adorar...

E eu sorri. Eu de verdade, não sabia o que era aquilo mas sabia que era bom. Eu só pensava que enquanto eu estava com ela, não pensava na minha madrinha e aquilo era bom.

Eu: me encontra no Spire em uma hora.

Tomei um banho correndo, me arrumei da melhor forma casual que pude: jeans skinny escuro, All Star branco, camisa branca e uma jaqueta de couro marrom no estilo aviador. Escovei os dentes, me perfumei e fui. Antes, passei no Starbucks comprei um chocolate quente, um caramelo e um bagel. Fui pro Spire e esperei. Tava distraído ouvindo um artista de rua tocando quando sinto uma mãozinha no meu ombro. Me virei e lá estava ela com um sorriso tímido e muito bonita. Ela usava uma legging preta, botas de meio cano também pretas e um suéter de lã de gola alta branco. Os cabelos ondulados presos em um rabo de cavalo que deixava mechas caindo sobre o rosto, e uma mochilinha no formato de uma capivara que me fez gargalhar.

-- você tá zombando da minha Capivarinha! – disse enquanto também ria.

-- nãoooo... Ela é fofinha... – ria enquanto nós encarávamos. Ateque ela olhou pro chão, corando, e eu lembrei das bebidas.

-- olha, não queria perder tempo então comprei algo pra você se aquecer. Tem chocolate, tem caramelo e tem bagel.

Ela ergueu a cabeça com os olhos verdes brilhando e pegou um chocolate e um bagel. Mordeu o pãozinho e em seguida tomou o chocolate com certo estranhamento.

-- o chocolate aqui é diferente... Não é tão doce.

-- não é tão doce.

Ficamos parados olhando um pro outro sorrindo. E assim começou um dos melhores dias da minha vida. Andamos por toda a cidade. Visitamos lojas e pubs famosos. Curtimos grupos de rua enquanto tocavam músicas famosas, vimos gente famosa, visitamos lojas de roupas, fomos ao porto... A gente conversava de tudo. Ela me contou sobre as espectativas a respeito da faculdade, sobre as amigas, sobre os pais e as cobranças, sobre as irmãs... E eu só falei. Falei da minha família, das histórias, dos tios, das tias, dos irmãos, primos... Sobre a faculdade. Tivemos papos bem legais mesmo os mais delicados. Era fácil falar com ela e me sentia compreendido. Eu me sentia como se estivesse com a minha madrinha. E esse pensamento quase acabou com meu dia.

E Juma notou. Já era tarde e eu levava ela pra comer um kebab. Iamos experimentar pela primeira vez. Pedimos e ela reparou, eu sei que reparou, que eu fiquei distante por um minuto. Só retornei quando senti a mão dela apertar a minha por cima da mesa.

-- tá tudo bem? Você parecia que não tava aqui... Foi algo que eu disse? – Juma era esse tipo de pessoa. Ela era um amor mas sempre achava que a culpa das coisas darem errado era sua.

Eu sorri. Porque aquela foi a primeira vez que nos tocamos durante todo o passeio e a mão dela era quentinha. Um calor gostoso, que fazia meu corpo todo relaxar e trazia minha mente de volta aquele momento. Sabe, eu conheço pouco da vida ms acredito que pessoas como ela são bem difíceis de achar. Retomei a atenção ao dia. Ela sorriu de volta e comemos aquela coisa esquisita mas estranhamente gostosa enquanto conversávamos sobre o dia. A deixei em um apartamento bem legal próximo a um parque.na hora da despedida nos abraçamos mas foi estranho. Parecia errado, mecânico. Ela se afastou sorriu sem graça e eu devolvi o sorriso. Aguardei ela entrar e segui pro hotel, onde cheguei tomei um banho e deitei. Queria mandar mensagem pra ela mas achei que ia parecer grudento demais. Abri o contato dela umas três ou quatro vezes até chegou uma mensagem dela.

Juma: obrigada pelo dia de hoje... fazia tempo que não me divertia tanto. Mesmo meu guia sendo mais perdido do que eu.... Kkk

Eu: eu disse que sabia ler mapas, não interpretá-los! Mas foi uma aventura e tanto! Rsrs

Juma: foi sim! Eu... Tô ansiosa por uma próxima...

Eu: meus planos eram passar 2 dias aqui...

Juma: ah...

Eu: eu volto em alguns dias. Eu tô com passagem comprada pra França pra visitar uma tia que tá fazendo um curso mas volto!! 2 dias não são o bastante pra descobrir todas as belezas da ilha...

Não sei bem o porquê mas senti meu rosto queimar. Ela demorou um pouco a responder.

Juma: eu vou te esperar... Agora eu preciso dormir. Até a volta!

Fiquei bobo. Alguma coisa estava nascendo ali mas a desculpa de ir pra Paris era somente pra eu não gerar mais espectativas do que já estava gerando. Juma havia realmente mexido comigo. Coisa que só minha madrinha havia feito até então... Nem Brenda me deixava tão bobo e olha que ela me dava um bagulho gostoso!! Rsrs... Dormi com o celular na mão. Queria dizer que sonhei com Juma e eu fazendo algo fofinho mas minha mente me traiu de novo, me levando pro colo da minha madrinha. As coisas se confundiam... Ora parecia dindinha, ora parecia Juma. Acordei desconfortável algumas vezes durante a noite. Assim que amanheceu, fui até o aeroporto e comprei minha passagem para a França. Minha viagem foi tranquila. Os meninos já haviam falado da Ryanair mas não levei a sério. Passagens baratas mas a mala tinha que ser uma mochila. Coloquei meu fone e, uma hora depois do embarque, chegava na cidade luz.

De verdade, a França nunca esteve nos meus planos. Quer dizer, Paris, nunca esteve. Queria vir aqui pra conhecer Nice e Cote d’azurre, locais com praias lindíssimas, mas queria ver minha tia Didi, que estava pra cá já há alguns meses. Meu tio vinha constantemente visitá-la mas nós não e eu gostava dela. Peguei um daqueles táxis esquisitos deles e falei com meu francês pouco fluente mas acertivo, que queria ir para Escola de Arte de Paris. Olha... Não demorou muito a chegar mas demorei a encontrá-la e quando o fiz, deu um abraço caloroso e puxei tanto ar de seu pescoço que ela riu, se afastou e deu um tapa no meu peito.

-- menino, para com isso!!! Eles nem fedem tanto assim!!! – disse baixinho enquanto ria com as mãos na boca.

Essa minha tia é fantástica. Ela tem uma sensibilidade ímpar. Talvez por isso seja boa em pintura e esculturas. Apesar de adorar o abraço e os beijos, o que gostava mesmo era que ela me liga de maneira quase automática. Só de olhar pra mim, ela balançou a cabeça e voltou a pintar o que estava pintando. Era lindo... Embora eu não entendesse bulhufas do que estava vendo.ela parou de pintar, vestiu uma roupa por cima do macacão e top que estava usando e me carregou pra um café.

-- meu branquinho já é maior de idade!!! Olha ele todo homenzinho viajando sozinho... – dizia zombando de mim.

-- para, tia Didi... – protestei mas ria mais que ela.

-- olha pra tia... Você não veio aqui a toa, não é? – eu sorri meio encabulado.

-- tô tentando esquecer uma garota e acabei esbarrando em outra... Que não quero investir até fazer um Detox...

-- jovem e esperto... Criado por nós três, seria uma decepção se fosse diferente. E o que planeja fazer enquanto estiver aqui?

-- o de sempre... Louvre, arco do triunfo, Eifel... – falei sem empolgação, arrancando um riso dela.

-- não faz isso com a tia, garoto! Eu sei que fui melhor que isso!! – ela disse, pegando um bloco na bolsa e uma caneta e anotando um monte de coisas.

Rasgou o papel e me deu.

-- toma! Vai conhecer Paris de verdade. E o último endereço é o apartamento da tia. Nada de hotel. Vai dormir comigo. Agora eu tenho que voltar... – se levantou, pagou a conta falando um francês impecável e me deixou ali.

A gente tem uma idealização muito falsa da França. Povo fedido miserável. Tem mendigo no Brasil que não cheira tão mal! Ainda sim, era inegável que a vista era bela. Parecia que qualquer café dali dava vista pra torre Eifel. Fiquei aí da um tempo antes de começar a fazer o tour indicado por minha tia e, como não tinha pressa, iria em um por dia, totalizando 10 dias lá.

Primeiro, fui a ilha de saint Louis. Que lugar charmoso. Acho que se estivesse acompanhado, poderia ter aproveitado melhor mas... Naquele momento, eu curtia minha solidão e ficar sem pensar na dindinha o no que poderia ser com Juma, era um ganho e tanto. No segundo dia, fui a uma torre em um bairro alto que dava pra ver Paris inteira. Que lugar lindo! Fiquei rindo sozinho enquanto andava pelo bairro da torre. Tia Didi era foda. Sabia que eu naoera muito convencional e mais aventureiro, então montou um roteiro nada a ver e depois do segundo dia, eu sabia que ia curtir. O terceiro foi um museu escondidinho mas muito legal com pinturas de muitos outros pintores famosos. A única coisa certa nesses dias, é que minha tia fazia questão de jantar comigo. Falávamos de tudo e nada. Tudo parecia esmiuçado como assunto mas nada era pesado. No quarto dia eu tive uma surpresa. Só não sabia se boa ou ruim.

Eu tava me arrumando pra sair. Tava descalço e com os cabelos molhados. Escutei a porta do estúdio abrir e fui até a sala enxugando os cabelos, achando que era a tia Didi.

-- esqueceu alguma coisa, ti- - parei olhando pra ela. E meu coração disparou na hora.

Ela tava linda como sempre. Aquela cabeleira ruiva esvoaçante, os olhos verdes brilhando ao encontrarem os meus, as sardas salpicando o rosto. Ela usava jeans tipo cigarrete, um salto alto e uma camisa branca. Por cima um sobretudo e uma esharp enrolada no pescoço. Ver minha madrinha ainda me tirava o fôlego e fazia as malditas borboletas no estômago se agitarem freneticamente. Ela largou as malas na porta e se aproximou de mim enquanto tirava o casaco, deixando-o pelo chão. Ao se aproximar pude notar algumas coisas. Seus olhos inchados, suas mãos estavam com as unhas curtas e sem pintura. Algumas placas vermelhas em seu braço e seu pescoço. Ela estava sofrendo. E aquilo apertou meu coração. Só rezava que não fosse por mim. Pensei que ela ia parar na minha frente mas continuou caminhando até se pendurar na minha nuca me dar o melhor beijo da minha vida.

Diferente das outras vezes, esse foi calmo. Foi amoroso, romântico. Meus bracos enlacaram sua cintura com delicadeza mas a puxaram mais pra mim, grudando nossos corpos. Aquele gosto de baunilha e morango em seus lábios foi apreciado como se fosse a fruta mais rara e de carne tenta e macia. O cheiro de frutas vermelhas que me deixava zonzo também estava lá. Nossas línguas se enroscam com calma, explorando devagar, curtindo cada toque. Até que minha madrinha se afastou com gentileza e sem falar nada.

Peça por peça de roupa foram caindo e pude apreciar o quão linda ela era. Corpo esguio, barriga lisa, colo salpicado de sardas, seios médios, coxas grossas, uma bucetinha com uma penugem vermelha e um bumbum lindo e empinado. Ela cobriu a nudez com as mãos, e eu me aproximei e a beijei apaixonadamente. A peguei no colo e seus braços envolveram meu pescoço. Ela fez algo que me fez sorrir na hora: começou a afagar meus cabelos como ela faz desde que eu era criança. Nossos olhos não se desgrudavam. A levei pro meu quarto e a repousei sobre a cama. Olhei aquela mulher linda, a mulher que sempre desejei. Aquilo parecia um sonho.

Voltei a beija-la mas dessa vez com outro objetivo. Beijei seus lábios e logo desci beijando seu queixo. Minha mão espalmada em seu abdômen mas de maneira delicada, apenas o suficiente pra sentir seu corpo quente e sua pele arrepiada. Beijei seus pescoço, fazendo círculos lentos e úmidos com a língua e mordia ando ao final. Ouvia seu arfar e su corpo arquejando levemente. Beijei seus colo e me afastei ainda sentindo um leve formigamento da quentura da pela dela. Olhei mais uma vez em seus olhos e vi o desejo se derramando sobre nós. Me abaixei novamente e, pela primeira vez, toquei os seios da minha madrinha.

Eram médios, de auréolas suaves e roseas. Os mamilos estavam esticadinhos e ericados. Primeiro, toquei com o nariz, sorvendo todo aquele cheiro de sonho e desejo, e foi onde ouvi o som que nunca vou esquecer: o primeiro gemido dela. Depois beijei o seio esquerdo e fui beijando e passando a língua suavemente ao redor mas sem tocar no mamilo. Ela gemia baixinho, de maneira doce e contida. Era lindo e parecia uma música. Quando finalmente minha língua enroscou-se naquele biquinho rosa, meu corpo inteiro vibrou, assim como o dela. Um choque passou de um para o outro. Fiz o mesmo com o outro seio, mordiscando levemente, sugando com pressão moderada. Deixei os seios e fui beijando e lambendo seu abdomen, beijando e mordendo enquanto ela segurava minha cabeça com ternura. Quanto mais eu me aproximava do meio de suas coxas mas eu podia sentir sua respiração. Ofegante, descompassada. Pus as mãos em seu joelhos e abri suas pernas logo depois de beijar seu monte de vênus e aquela linda e cheirosa penugem vermelha.

Não pude deixar de olhar pro seu rosto e vê-la corar de vergonha e tesão. Ela mordia os lábios de nervoso enquanto desviava os olhos de mim. Eu toquei seu queixo e a apontei diretamente pra mim, a encarando. Queria que ela visse o quanto eu estava feliz e o quanto estava admirado. Ela sorriu de volta e o lábio mordido virou tesão. Desci pro meio de suas coxas. Beijei o interior de suas coxas. Branquinhas, rosinhas, macias ela gemia e rebolava sutilmente. Uma de minhas mãos apertava sua coxa e a outra beliscava e puxava seus mamilos durinho. E então eu enfiei o nariz naquele portal do paraíso. A bucetinha da dindinha brilhava. Os grandes e os pequenos lábios completamente melados. Eu puxava o ar, absorvendo aquele cheiro maravilhoso mas segui a deixando louca. Beijei toda suas pernas, até chegar nos pés, onde beijei aqueles pezinhos lindos e chupei dedo por dedo com carinho e luxuria. Ela me olhava apoiando-se nos cotovelos. A boca aberta, puxando ar, os olhos implorando por mais. Vez ou outra a cabeça ia para trás e ela gemia. Agora finalmente chegara a hora do prato principal.

Voltei ao meio de suas coxas e ela continuou me olhando. Eu a encarava e ela já tinha um lindo sorriso naqueles lábios carnudos. Primeiro minha língua tocou os lábios e me deliciei com o gosto daquele mel lambi toda ela, arrancando gemidos e mais gemidos da minha amada. Quanto mais lambia, mais ela se molhava. Ataquei seu clitoris com uma lambida longa e pesada e deixei meus dedos entrarem nela, acariciando seu ponto G com esmero e gentileza. Minha língua circulava seu clitoris sem pressa enquanto o carinho na minha cabeça virou aperto. Ela forçava minha boca contra sua virilha e quanto mais ela forçava, mais rápido eu ia, até que ela não aguentou e, espremendo minha cabeça entre as coxas, gozou lindamente. Aquele doce néctar que escorria dela era sorvido com fome e urgência por mim. Seu corpo tinha leves espasmos quando me deitei sobre ela e a beijei, compartilhando aquele que se tornaria o sabor favorito da minha vida. Esperei que ela se recuperasse e tirei a calça, depois a cueca onde ela riu de satisfação. Pincelei o pau na entrada e fui entrando devagar.Ela deitou e o corpo foi curvando conforme eu ia entrando. As mãos dela espalmaram-se no meu peito, não pra pedir que fosse devagar mas pra se ancorar enquanto seus olhos fechavam e um gemido escapava-lhe dos lábios. Empurrei devagar ate que nossos púbis se encontrasse e quando se encontraram, eu a beijei apaixonadamente.

Os braços dela enlacaram meu pescoço e eu fazia movimentos mínimos com a cintura, querendo ir o mais fundo que podia. Queria que nossos corpos se fundissem, queria tornar nos dois, um só. Ela gemia na minha boca enquanto eu gemia na dela. Uma de minhas mãos apertava sua coxa e a outra equilibrava parte do meu peso pois tinha medo de machucá-la. Os movimentos foram ficando mais intensos, nos esfregavamos agora freneticamente. Ela gozou primeiro, me apertando entre as coxas fortes e entre as paredes da sua buceta. E o orgasmo que me atingiu foi tão forte que arquei o corpo, completamente tensionado, injetando jatos grossos de porra quente direto no útero da dindinha. Fiquei assim por tanto tempo que só despertei quando senti seus lábios tocando meu peito. Rolei para o lado e deitei atrás dela, a puxando pela cintura, a fazendo repousar sua cabeça em meu braço. Era uma posição possessiva e era isso que eu sentia. Posse. Ela era minha. Ela repousou no meu braço e dormimos.

Eu acordei sozinho na cama e aquilo foi decepcionante. Pensei ter sido um sonho mas meu coração disparou quando quando ouvi a voz dela. Fui até a sala e vê-la de costas com uma camisa minha me deixou extasiado e com um tesão sem tamanho. Eu ia me aproximar quando ouvi ela falando:

-- que merda! Que merda! Que merda, amiga! Eu não acredito que fiz isso com ele!!

Na mesma velocidade que eu sorri, minha felicidade se esvaiu na hora. Entrei no quarto sem fazer barulho deixando-a na sala. Me arrumei rápido e antes que eu saísse, ela voltou pro quarto com um sorriso e mordendo o lábio inferior mas ao me ver arrumado, se preocupou:

-- onde você vai? – ela disse, sem entender.

-- preciso sair. Preciso respirar. Não posso lidar com a sua indecisão de novo agora. – eu fui rude mas nem era minha intenção. Eu tava tão puto que tava quase chorando de raiva. Eu tava indo pra sala pra me declarar pra ela de novo! Ainda bem que não o fiz.

-- não!! Por favor, amor, me escuta! Deixa eu explicar! - Ela falava, agarrando delicadamente meu rosto mas eu só tirei as mãos dela e segurei entre as minhas.

-- eu saí do Rio pra me afastar, pra tentar te matar em mim!! Você veio atrás de mim, fez o que fez!! Foi a primeira vez na minha vida que eu fiz amor!!! Eu te amo, porra!! E você continua me tratando como um erro!! Continua me vendo como criança!!!! – eu me levantava pra sair deixando ela de joelhos chorando próximo a cama.

-- não!! Não é isso!! Me escuta!! Você entendeu errado!!! – virada pra mim com as mãos juntas como eu uma oração. Ela chorava profundamente. Um choro doído.

Eu saí batendo a porta com força. Rodei a cidade o resto do dia vagando como um fantasma. Meu telefone tocava sem parar. Quando dei por mim, estava na torre Eifel, no alto daquela estrutura que odiava. Era sempre assim. Por algum motivo, toda vez que eu ficava puto ou contrariado, sempre procurava o pior lugar pra ficar. É isso me ajudava a pensar. Era tudo o que eu precisava naquele momento.

Eu não acredito!!! De novo!!! De novo eu fui iludido por ela!!! De novo eu acreditei... Eu... Juma... Conheci alguém que talvez valesse a pena. E de novo eu não conseguia tirar ela da cabeça!! Que maldição!!! As lágrimas rolavam enquanto eu me apoiava no parapeito da torre. Chorava baixinho, sem chamar atenção quando senti aquele toque quente e a voz que agora amaldiçoava.

-- oi...

Virei e lá estava ela, minha dinda, linda em uma calça jeans e uma camiseta branca. Os cabelos desgrenhados e os olhos inchados. Detestava que mesmo naquele momento, tudo que eu sentia eram as malditas borboletas no estômago e meu coração disparado.

-- só me escuta, meu amor. E depois, eu faço o que você quiser.

Fiquei olhando pra ela enquanto ainda chorava mas concordei. Ela parou do meu lado, apoiada e olhando pra cidade. Seu olhar era triste tanto quanto seu sorriso.

-- sabe, eu me apaixonei por você assim que eu te vi. Você no colo do seu pai é assim que mexi com você, me deu uma gargalhada tão gostosa que ainda me lembro dela. Você sabe da história dos seus pais e sabe que passamos bastante tempo juntos. Eu te vi crescer! Eu te ajudei a crescer! E sempre encontrei em você um companheiro... Um parceiro... E vocefoi crescendo e ficando tão lindo, as meninas se apixonavam por você e eu ficava orgulhosa. Depois disso, achei que tava na hora de seguir minha vida...

Ela se estica, afastando o corpo da proteção e olhando pro céu que naquele momento estava com poucas nuvens e parecia bem estrelado.

-- o Fabrício foi o primeiro homem que sai em muito tempo. Eu nem queria... Quer dizer, queria mas não era algo sério. Eu queria voltar a sair, ver como eu estava. Ele era... Fácil... Mas quando cheguei naquela festa, eu fiquei encantada com o príncipe de terno italiano que vi sentado isolado lá no canto. Tão lindo, tanta presença... Eu queria muito a sorte de ter um homem como meu afilhado.

Ela contava isso e me deu uma ombradinha quando viu que eu tava sorrindo com um certo orgulho. Ela continuou.

-- E então você fez aquele papelão na festa. Fiquei tão puta com você! Destratando o Fabrício. E nem foi isso que me deixou puta foi ter... – ela respirou fundo – gostado. Sim. Eu gostei. Ninguém nunca fez aquilo por mim e achei fofo. Mas aí você brigou comigo e isso sim me deixou fula da vida. Você nunca tinha falado comigo daquele jeito. E aí discutimos, e aí você disse muita coisa e aí me beijou, e continuou falando.

Ela respirou fundo.

-- aquilo foi uma loucura. Aquilo foi muito errado. Você tinha15 anos. Uma declaração de amor de alguemtao jovem não deve e não pode ser levada a sério mas as coisas que você disse, a segurança com a qual você disse... Me desculpe. Achei que me afastando, te dando espaço, você veria que alguém mais velha como eu não era o seu tipo.- eu a interrompi.

-- dindinha, você é a mulher mais linda e autêntica e divertida e maravilhosa que conheco. Era assim no passado, é no presente e... Será... No futuro... – disse a encarando.

Ela sorriu. Um sorriso de satisfação. Um sorriso de libertação. Quase podia ver o medo saindo do corpo dela. Ela segurou minha mão que estava apoiada no guarda corpo.

-- eu me afastei mas... Sem você perto de mim, é como sair e deixar meu coração em casa. Você era meu menino, meu principe. Isso doeu. Doeu muito. Pra piorar, eu continuei saindo com o entojado do Fabrício só pra esquecer você. Eu vi você crescendo a distância. As meninas viam agora o príncipe que eu criei. O melhor homem que eu jaconheci. E eu fui ficando para trás... Você foi realmente me esquecendo. Eu fiquei feliz com aquilo. De verdade. Ver que você tinha superado aquele amor bobo da infância deixou meu coração quentinho apesar de triste. Até aquele dia... – ela respirou fundo.

-- eu juro que não era minha intenção. Mas quando entrei na casa e escutei os gemidos eu fiquei curiosa, sabe? E o que eu vi e o que senti, destruiu minha cabeca.. – ela começava a chorar – eu vi você com a Brenda. Com toda sua inexperiencia... Não era como fez mas o jeito que fez. As meninas... Elas encontraram seus companheiros e contam coisas que me deixam acesas e sempre que imaginava, era do jeito que você fez com a Brenda. Você a possuiu. Arrancou os orgasmos dela sem querer ela pudesse controlar. Eu... Eu... Acabei fazendo algo completamente vergonhoso e sai da casa dos seus pais correndo. E desde esse dia, as coisas ficaram piores.

Ela chorava e eu queria abraca-la mas ela fez que não. Não porque não quisesse mas porque queria terminar a história.

-- então eu passei a ter ciúme de você. De um tipo que eu não devia. Eu sonhava com você me possuindo como fez com a Brenda e eu chorava porque sabia que aquilo era errado. Eu não devia!! Eu vi voce com a Brenda e em outras oportunidades. Você não olhava mais pra mim. Eu tinha ficado pra trás e aquilo me destruía. Até aquele dia na piscina, onde eu quase entreguei tudo. Eu nunca iria achar alguém boa o bastante!! E conforme vocefalou em outras, eu pensei nelas te tocando e aquilo me deu uma angústia que acabei te maltratando. Eu precisava acabar com aquilo e fui até seu quarto pra pedir desculpas. E pedi!! Você é e sempre será meu menino!! Mas te ver de toalha, com o corpo molhado, você... Você se tornou um homão. E eu fiquei excitada!! Te abracei pra sentir seu cheiro, sentir seus braços ao redor do meu corpo. E ainda tive a ousadia de te dar um selinho e isso porque me controlei muito.

Ela riu mas era um riso culpado.

-- então a gente voltou a dupla de sempre e por um tempo isso me fez feliz. Eu juro que esses pensamentos tinham cedido. Voltei a te ver como sempre.mas ai comecei a ver as meninas se esfregando em você, como você chama atenção e novamente foi me dando um ciúme descontrolado. Ao ponto de sentar no seu colo. E naquele dia... Eu senti seu tesão por mim e gostei demais do que senti... Em casa... Isso foi tão errado... Tentei deixar pra lá mas a vida sempre trazia essas putinhas pra perto de você. Até aquele dia no teatro... Eu tinha outros planos pra nós. Eu... Ia te seduzir. Ia mesmo. Eu queria. Mas não contava de você se encar com a Juminha... Ela é uma gracinha. Quando vi vocês dois juntos pareceu tão correto. Eu fiquei dividida e com ciúmes. Por isso pedi pra ir embora e na minha casa, o que aconteceu, eu parei porque fiz aquilo porque não aguentava pensar que você deu toda sua atenção pra ela. Eu queria...

Minha madrinha respirou fundo.

-- eu quero você. Eu te amei como um filho, como um amigo e agora te amo como homem. Eu te amo e mesmo sabendo que possa ser errado, eu prefiro bancar meu erro a viver mais um dia sem você. O que você viu na sala não foi culpa! Foi eu admitindo que tinha gostado mais do que esperava, foi eu desabafando que finalmente tinha feito amor!! Você nasceu pra mim, meu príncipe!!

Não deixei ela continuar. A puxei pela cintura, colando o corpo dela ao meu e a beijei. Como nunca beijei alguém e como jamais beijaria outra mulher. Nosso beijo era temperado com as lágrimas um do outro. Naquele dia não fomos pra casa. Pagamos a diária de um hotel e fizemos amor a noite inteira. Ela me chamava de amor enquanto me cavalgava e olhava nos meus olhos. Era completamente diferente. Agora não era mais o menino. Ela chamava como o homem dela. Segurava minha nuca enquanto eu afundava meu pau todo dentro dela de ladinho, enquanto eu dizia que a amava e ela respondia que me amava também. Ficamos assim por horas. Só mandei mensagem pra tia Didi dizendo que não dormiria em casa pra ela não se preocupar.

Depois de horas, ela deitou no meu rindo.

-- o que foi, meu amor? – chama-la desse jeito me fazia sorrir no ato. E a ela também.

-- Nando... A Vivi vai matar nós dois...

(Segunda parte concluída. Espero que gostem! Votem e comentem, é importante pros autores)

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