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Uma casa cheia de segredos - Parte 1

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Um conto erótico de Ficcionista
Categoria: Heterossexual
Contém 1237 palavras
Data: 13/07/2026 02:52:56
🤖 Texto produzido com auxílio de inteligência artificial

Eram uma família de três pessoas: pai, mãe e uma única filha, que era a princesinha do casal. Viviam num grande sobrado, com jardim bem cuidado na frente, num bairro não muito longe do centro. Pessoas bonitas, educadas e sem nada aparente que manchasse a imagem de família feliz que eles costumavam postar nas redes sociais.

Maurício, o pai, apesar de estar nos seus 50 e poucos anos e com uma cabeleira toda branca, preservava uma tonicidade física invejável, fruto de uma rotina de academia. Sempre gostou de esportes, mas sua motivação aumentou consideravelmente desde que descobriu, meio que por acidente, que as novinhas tinham interesse por tiozões como ele. Se era por questões Freudianas, seu porte físico ou pela sua grana, ele não queria saber. O importante era que, de tempos em tempos, alguma gostosinha aceitava continuar o treino fora da academia, nos motéis da cidade vizinha, bem longe dos olhares indiscretos dessa gente fofoqueira.

Mônica, a mãe, não tinha o mesmo gosto do marido. Pelo menos não no que diz respeito a exercícios. Seu corpo, apesar de preservar uma forma atraente, de seios fartos, coxas grossas e uma bunda empinada, ela não conseguia esconder a flacidez da barriga e as estrias que corriam por suas coxas. Era algo que ela dava mais atenção do que qualquer outra pessoa, pois para maioria dos homens ela era uma coroa muito da gostosa. E era justamente assim que Junior, o ajudante do jardineiro, se referia a patroa nas rodas de conversa. “Na casa lá que eu fui trabalhar, nossa, a dona é uma puta coroa gostosa da porra!”.

Juliana, a filha, era mais uma dessas jovens desempregadas que nunca se deram ao trabalho de procurar emprego. Não é como se não tivesse consciência de que aos 22 talvez fosse um bom momento para ter seu próprio dinheiro. Ela mesma estava cansada de ter que explicar aos pais, geralmente com as mais deslavadas mentiras, o motivo de ela querer um pix. Simplesmente não tem como olhar nos olhos da própria mãe e dizer: “Eu preciso de uma lingerie nova, porque é certeza que eu vou dar esse fim de semana”.

Certa noite, estavam os três à mesa. Conversavam amenidades. O pai contava histórias engraçadas do seu tempo de menino. A mãe completava dizendo que aquela situação lembrava algo da época que era solteira. A filha escutava com olhar atento, sorrindo e concordando, mas sempre na esperança de encontrar uma brecha para apresentar seu singelo pedido: duzentinhos. Ia sair com uma amiga sexta à noite e queria poder ajudar no rateio da comida, bebida e maconha. Para surpresa da moça, a conversa logo enveredou em dinheiro.

— Você tem que me mandar o dinheiro do jardineiro, Maurício. Você não mandou ainda. Ele vem amanhã para terminar. — Disse a mãe, em um tom de leve indignação.

O bom humor de Maurício murchou ao ouvir falar do jardineiro. Até gostava do trabalho do velho, o problema era aquele filho dele, o tal do Junior, que passou a vir ajudá-lo. “Moleque filho-da-puta, acha que eu não notei que ele fica secando a Mônica. Essa daí também parece que gosta, tá louco, fica andando com aquele shortinho na varanda.”

As mulheres interpretaram, erroneamente, o rosto sério de Maurício como um descontentamento em despender dinheiro. A mãe se ajeitou na cadeira, sentindo um fio de irritação. Achava um disparate o marido ser tão mão de vaca. Estava valendo a pena pagar, “Seu Antônio tava deixando o jardim tão bonito. E aquele filho dele, que rapaz educado, nossa. E ainda por cima bonito!” Enquanto isso a filha continuava mastigando em silêncio, ponderando se devia diminuir o valor do pedido, pois “até para pagar o jardineiro ele tá miguelando”, ou se devia tentar a sorte outro dia.

— Deixa eu terminar de comer que eu já te mando. — Maurício respondeu, seco.

Mônica não gostou do tom do marido, mas preferiu deixar como estava, até porque no fim, mesmo de má vontade, ele sempre cumpria com suas obrigações. Juliana pousou os talheres no prato por alguns segundos, observando os pais. Sentiu que esse lance do jardineiro deu uma pesada no clima. Por experiência, sabia que não era um bom momento para pedir dinheiro. Optou por apenas preparar o terreno.

— Sexta vai ter uma festa. Vai ser lá no centro...

O pai lançou um olhar frio para a filha, mas não disse nada. A mãe perguntou desinteressada:

— Vai dormir fora?

— Acho que sim. — “Pronto, agora eles já vão se acostumando com a ideia.”

Maurício, entre uma garfada e outra, encarava a filha com olhar grave. “Essa é outra que só me fode.” Não era de hoje que o jeito que a filha conduzia a vida o incomodava. Estaria disposto a fazer vista grossa para o fato dele próprio ter que bancar todas as despesas da ‘princesa’ se não fosse essa gente escrota com quem ela andava. “Tudo maconheiro e puta. A gente fez de tudo por essa menina, e olha como ela tá. Ficou assim depois que começou a andar com aquela magrela com cara de rato”, pensou o pai, balançando a cabeça.

— Você vai com quem? — perguntou o pai, já com uma aposta em mente.

Seguiu-se uma sequência de nomes, que ao chegar em Marcela, o pai parou de ouvir e passou a se parabenizar em pensamento por sua capacidade de dedução. “Marcela, sabia! A ratazana tá em todas!” A menina era bonitinha até, tinha os olhinhos pequenos cor de castanha e um sorriso de roedor. Mas o cabelo era curto demais para uma moça direita. O piercing no nariz era outra coisa nojenta. Mas a barriga, Maurício não tinha como negar, era uma beleza de olhar. O quadril ossudo dava forma a uma cintura fina com abdômen liso, liso. Às vezes se pegava olhando para o umbigo da moça, que estava sempre à mostra. Chegava até sentir uma pontada de culpa, pois isso não estava certo. Mas se não fosse amiga da filha e encontrasse ela na academia, de legging, malhando aquelas coxas finas, daí a conversa ia ser outra.

— A Marcela, nossa, faz tempo que não vejo ela. Fala para ela passar aqui, Ju. —Disse a mãe — Eu gosto dessa menina. — Completou sorridente, enquanto o pai revirava os olhos sem que nenhuma delas notasse.

— Eu falo, sim. É que ela tá trabalhando agora, por isso que ela não veio mais aqui.

A informação capturou a atenção de Maurício, que disparou para Juliana:

— E ela não consegue uma indicação para você, não?

Juliana precisou fazer um esforço grande para segurar o riso. Se os pais soubessem o que Marcela vinha fazendo para ganhar dinheiro, capaz deles proibirem ela de colocar os pés dentro dessa casa para sempre. Juliana se concentrou e tentou bolar alguma desculpa, mas sem muito sucesso. Por fim, disse:

— Sim, sim... a gente tá vendo, mas por enquanto não... não tão pegando, sabe?

— E ela tá trabalhando com o quê? — perguntou a mãe, com o mesmo interesse que o pai.

“Ai, porra!”

— Na verdade não entendi direito o que é, mas vou perguntar direitinho para ela e te falo. — Respondeu Juliana e olhou para seu prato, torcendo para que o assunto morresse ali.

O desconforto de Juliana ainda durou alguns minutos, pois seus pais ainda dedicaram um tempo discutindo sobre o quão bom seria se Marcela conseguisse uma vaga para ela, antes de finalmente terminarem de comer e se levantarem recolhendo os pratos e os talheres.

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