Eu e Marcelo vivíamos havia anos na mesma rotina confortável de uma pequena cidade do interior de São Paulo. Aos quarenta e três anos, eu ainda chamava atenção por onde passava — não apenas pela beleza madura, mas pela forma como parecia gostar de ser observada.
Marcelo, aos quarenta e nove, já não percebia isso. Ou fingia não perceber.
Quem percebia era Helena, minha melhor amiga desde a adolescência. Diferente das outras mulheres da cidade, Helena conhecia meus pensamentos mais secretos, inclusive aquela necessidade crescente de se sentir desejada outra vez.
Nós duas começamos a frequentar juntas a academia do centro. Pequena, cheia de espelhos e fofocas silenciosas, o lugar parecia perfeito para alimentar fantasias discretas.
Toda noite, escolhia roupas cada vez mais ousadas: leggings extremamente coladas, tops curtos, tecidos claros que marcavam minhas curvas sem pudor. Helena ria enquanto me observava diante do espelho do vestiário.
— Você gosta de provocar — comentou certa vez.
Sorri, ajustando a cintura da legging preta.
— Talvez eu goste de lembrar que ainda consigo.
Na academia, os olhares eram inevitáveis. Homens casados interrompiam exercícios para me acompanhar passando entre os aparelhos. Rapazes mais novos tentavam disfarçar. Até algumas mulheres observavam com uma mistura de inveja e reprovação.
Sentia prazer nisso.
Durante os alongamentos, fazia movimentos lentos diante dos espelhos. Caminhava devagar pelo salão, consciente da atenção que recebia. Helena percebia tudo e, no fundo, parecia se divertir tanto quanto eu.
— Marcelo não desconfia? — perguntou Helena certa noite.
— Marcelo não olha mais para mim nem dentro de casa, respondi.
A resposta saiu mais amarga do que eu pretendia.
Foi então que surgiu Ricardo, um homem recém-separado que começara a treinar ali havia poucas semanas. Negro, alto, forte e seguro de si, ele não escondia o interesse.
Diferente dos outros, Ricardo sustentava o olhar.
Eu sustentava de volta.
Helena começou a perceber a tensão crescente entre nós dois. Pequenos encontros perto do bebedouro. Conversas rápidas após o treino. Sorrisos demorados.
Em vez de me alertar, ela parecia incentivar discretamente.
— Faz tempo que você não se diverte — disse certa vez, quase num sussurro.
Naquela noite, usava um conjunto vinho justo ao corpo, o tecido moldando cada curva enquanto fazia exercícios de pernas. Ricardo treinava próximo, claramente distraído.
Helena observava tudo do outro lado da academia, divertida com o jogo silencioso acontecendo diante de todos.
O mais excitante para mim não era apenas o desejo de Ricardo.
Era a exposição.
A possibilidade de comentários surgirem pela cidade. O risco de alguém contar algo a Marcelo. A sensação de ultrapassar limites invisíveis enquanto ainda mantinha a aparência de esposa respeitável.
Quando o treino terminou, Helena foi ao banheiro, me deixando sozinha no estacionamento por alguns minutos.
Ricardo aproximou-se.
Conversamos perto demais. Rimos baixo. O calor da noite tornava tudo mais intenso.
Então ele comentou:
— Você sabe que todo mundo aqui olha para você, né?
Senti um arrepio percorrer o corpo.
— E você? — perguntou ela.
Ricardo deu um passo mais perto.
— Eu olho mais do que devia.
Ao longe, através do vidro da academia, Helena observava nós dois em silêncio. E o sorriso discreto no rosto dela deixava claro que aquele jogo perigoso estava apenas começando.
No outro dia, novamente após o treino, Ricardo nos convidou para tomar uma cerveja junto com ele, que poderíamos ir nós duas, mas o horário apertado nos impediu. Pois Marcelo aguardava em casa. Combinamos então outro dia.
Helena, louca para sairmos, pediu para falar com Marcelo, que iria dormir em sua casa, pois iríamos fazer coisas de mulheresunha, cabelo. Marcelo falou que estaria tudo bem.
Então em uma bolsa levei a roupa para sair, pois após a academia, iríamos sair com Ricardo.
Nos trocamos no vestiário, estava com um vestido colado ao corpo vermelho, sandália de salto, um verdadeiro sucesso. Helena também estava linda, loira, seios fartos, com uma calça jeans colada e uma blusa com decote até o umbigo.
Fomos até o carro, onde Ricardo aguardava ansioso. A ideia era ir à cidade ao lado, para evitar os comentários. Encontramos um barzinho com música ao vivo, chopp gelado, petiscos.
Bebemos e dançamos muito, as duas sempre agarradas em Ricardo. Estava parecendo uma adolescente, aos 43 anos de idade.
Em torno de umas 23:30, Ricardo nos convidou descaradamente para um motel, então olhando para Helena, seus olhos brilhavam como se pedisse para falar sim. Mas na realidade, também queria sentir aquele homem por inteiro. Balançando a cabeça topei.
Ao chegar, fomos se livrando de nossas roupas, Ricardo tinha uma pica enorme, grande, grossa, cheia de veias. Helena com seu corpo gordelícia, maravilhosa, seios fartos, auréulas pequenas e rosadas, bucetinha rosadinha, totalmente ao contraste do meu, seio com auréulas grandes e escuras, bicos pontudos e uma buceta carnuda.
Ele teria o prazer de provar duas mulheres totalmente diferente uma da outra, e assim fez. Ele nos dominou e fudeu de todas as formas possíveis. Um homem com uma virilidade majestosa, nos fazendo gozar inúmeras vezes. A noite foi passando que não percebemos o dia amanhecer caídos no chão do quarto.
Tomamos um banho todos juntos, nos trocamos e voltamos para nossa cidade. Ao chegar na casa de Helena, cada uma deu um beijo maravilhoso em Ricardo e entramos.
Helena relatou que estava com sua bucetinha ardendo, coisa que a minha não estava diferente.
Os encontros com Ricardo começaram a ficar frequentes, e Marcelo não desconfiava de nada, mantendo sua rotina na frente da TV, enquanto me entregava para outro homem.
