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Posse Bruta - Prólogo

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Da série Posse Bruta
Um conto erótico de daroviana
Categoria: Gay
Contém 829 palavras
Data: 13/07/2026 20:54:59

A ladeira íngreme da comunidade descia sinuosa sob o sol forte da tarde quando Junior apareceu no alto, caminhando com passos largos e deliberados. Aos dezoito anos recém-completados, o negão já exibia um corpo de macho feito: alto, ombros largos, peito estufado e aquele gingado confiante de quem sabe que chama atenção por onde passa.

Vestia uma camiseta regata amarela colada na pele escura, boné virado para trás, bermuda azul marinho e tênis nos pés, balançando os braços com postura de machão que não leva desaforo para casa. Parecia o típico cara durão, alguém que ninguém imaginaria se entregando tão facilmente.

Da janela entreaberta da casa no fim da rua, Bruno também o avistou. O grandalhão, de corpo enorme, braços tatuados e cara de quem não perde uma oportunidade, abriu um sorriso safado e acenou para mim discretamente, mandando correr para dentro.

— Entra logo e se esconde atrás da poltrona. — sussurrou com urgência.

O coração disparou ao obedecer, o corpo pressionado contra o estofado gasto. Bruno já repetia há tempos, com aquele tom convencido e rouco:

— Junior gosta de levar por trás. Rabo bom da porra! Melhor ainda é quando ele pede pra gozar dentro. Aí é gostoso demais.

Hoje o safado ia provar na prática.

Junior empurrou a porta sem bater. Bruno apenas fez um gesto com a cabeça, como se aquela visita fizesse parte da rotina. Atrás da poltrona, prendi a respiração. A casa inteira cabia em um único cômodo: a cama num canto, a poltrona velha perto da janela. Daquela posição, bastava inclinar levemente a cabeça para enxergar quase tudo.

Fiquei ali, escondido, observando Junior se posicionar de quatro na cama bagunçada. A bermuda azul marinho embolada nos joelhos, as nádegas pretas, redondas e empinadas, brilhavam sob a luz fraca. Bruno mandou que ele se arreganhasse, cuspiu entre as nádegas uma cusparada farta e grossa que escorreu devagar pela fenda. Junior arrepiou inteiro e soltou um gemidinho abafado.

Ao se posicionar atrás dele, Bruno lançou um olhar rápido na minha direção. Não era para conferir se eu ainda estava ali; era para ter certeza de que eu não perderia nada. Em seguida, o pau grosso penetrou Junior de uma só vez, rasgando fundo. O corpo dele tensionou, os músculos das costas marcando enquanto caía de rosto na cama, mordendo o travesseiro para conter os urros.

Bruno agarrou aquelas nádegas com força bruta, cravando as unhas na carne macia, e começou a meter com movimentos deliberados, batendo a pelve contra o rabo do outro num ritmo cadenciado, claramente se exibindo.

Vi Junior se entregando de um jeito que nunca imaginaria. O mesmo negão que descia a ladeira com gingado confiante e postura de macho alfa agora tinha o corpo ondulando a cada estocada, soltando gemidinhos abafados que contrastavam violentamente com toda a masculinidade que sempre projetara. Era como se outra versão dele estivesse emergindo, completamente entregue. Aquela visão mexeu fundo, despertando um fascínio quente e confuso que só crescia.

Quando o ritmo acelerou, Junior esticou a mão para trás e tocou o braço de Bruno, pedindo silêncio. O grandalhão ignorou completamente. Pelo contrário, um sorriso satisfeito surgiu em seu rosto, como se a súplica alimentasse ainda mais seu desejo de dominar. Havia alguém assistindo, e ele parecia decidido a transformar aquilo numa demonstração de poder.

Bruno acelerou de repente, as estocadas curtas e fundas. Grudou o corpo suado nas costas de Junior, respirando pesado em seu pescoço. O negão sentiu o pau inchar dentro dele. Antes que pudesse reagir, Bruno soltou um gemido rouco e gozou forte, enchendo-o com jatos quentes e abundantes, sem qualquer aviso.

Junior congelou. O rosto contorceu numa expressão clara de desconforto — sobrancelhas franzidas, olhos apertados, boca entreaberta. Tudo parecia familiar, mas dessa vez parecia excessivo, mais bruto. Bruno, ainda ofegante, deu mais duas estocadas lentas, empurrando tudo para dentro, antes de parar.

— Porra, Bruno... — murmurou Junior, a voz rouca, sem força para reclamar de verdade.

— Que foi? — Bruno respondeu com um sorrisinho, ainda enterrado nele. — Você nunca reclamou antes. Sempre pedia pra gozar dentro, dizia que era bom demais. Hoje não vai ser diferente, vai?

Junior ficou em silêncio. Dava para imaginar o calor do gozo escorrendo devagar por dentro, um peso estranho, uma sensação de ter sido usado de forma mais bruta e exibida do que o normal. Bruno estava diferente hoje, mais despreocupado, mais safado na frente de quem quer que fosse.

O grandalhão finalmente saiu de dentro dele com um som molhado, deixando-o aberto e latejando, vazando a carga devagar pelas coxas negras. Ao se levantar com pernas trêmulas, Junior puxou a bermuda para cima. Foi então que os olhos dele varreram o quarto e pararam na poltrona velha. O corpo inteiro travou. O olhar encontrou o meu.

Por um segundo eterno, o negão ficou paralisado, o rosto passou de confusão para choque puro. A boca entreabriu, mas nenhum som saiu. A realidade caiu sobre ele como um balde de água fria: não estavam sozinhos.

Alguém tinha visto tudo.

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