A Carona Inesperada (Baitbus)
Olá, pessoal, tudo bem? Sou Leonardo, mais conhecido como Leo. Tenho 46 anos, sou casado — muito bem casado — de descendência alemã, barbudo, careca e com o corpo bem trabalhado. Levo uma vida normal, tranquila e, embora a vida sexual seja o que muitos chamariam de "comum", para mim é simplesmente ótima e satisfatória. Apesar da idade, a cabeça insiste em dizer que ainda estou na casa dos trinta. Cuido do corpo; a genética ajudou, é verdade, mas a disciplina de anos de caminhada e um trabalho que exige disposição física mantiveram os músculos firmes e a postura sempre ereta.
Sou advogado há oito anos e os negócios vão muito bem. A minha grande sorte, ou talvez o meu maior tesouro, é a Marília. Estamos casados há quase vinte anos; o tempo que passamos lado a lado parece ainda maior de tanto que nos completamos. Ela é, sem dúvida, o pilar que sustenta a estrutura da minha vida. A casa é o nosso templo particular, onde as regras rígidas do mundo perdem todo o sentido. Ela é uma mulher muito linda, que envelheceu com uma elegância rara, e ainda me dá muito tesão. Considero-me insaciável; sexo, para mim, nunca foi apenas uma necessidade biológica, é regra. Sempre fui honesto com ela sobre a minha fantasia de ser chupado até gozar na boca dela, mas isso ela não aceita.
Meu melhor amigo é o Roger, um bruxo, parceiro mesmo. O vagabundo sempre está na putaria e me conta tudo o que acontece com ele e a Flávia na cama. Diz que a Flavinha não deixa escapar uma gota de porra. Eu tenho uma inveja danada do cara por isso, já a minha não chega perto. Era sexta-feira, não tinha mais ninguém para atender e resolvi ir para casa. Sempre dou uma passada no boteco do Teixeira para tomar uma antes de ir, mas como era muito cedo e acabei ficando um pouco bêbado, deixei o carro com o Teixeira e decidi voltar a pé. Enquanto caminhava, fumando um cigarro, um furgão de películas muito escuras emparelhou comigo. O instinto, que normalmente me deixaria em alerta, foi suplantado pela curiosidade e pela euforia da cerveja. Uma mulher colocou a cabeça para fora e me chamou.
Dias depois, no boteco, decidi contar tudo para o Roger.
— Daí, vagabundo! Onde tu está, meu bruxo?
— Fala, meu! Aonde tu acha que eu estou?! Kkkk.
— É, já imagino. Espera aí que estou chegando, preciso te falar um baita de um troço.
— Tá, não estou a fim de sair daqui tão cedo. A Flávia está de plantão hoje.
— Tá bom, em quinze minutos chego aí.
Cheguei no boteco, nos abraçamos e pedimos uma gelada. Ficamos bebendo, jogando sinuca e contando histórias. Mas a situação daquela sexta não saía da minha cabeça. Passei giz no taco, chamei o garçom para trazer mais uma torre de chope e, olhando bem nos olhos dele, soltei:
— Cara, meu... não vai me zoar. Tenho um negócio muito louco para te contar. Estou precisando de coragem, porque nem sei como começar.
Ele soltou uma risada, mas já se posicionou para a jogada:
— Eita, louco! Que merda tu andou fazendo, meu? Já vem tu com teus rolos!
— Não, meu, não foi merda nenhuma. Foi estranho, isso é verdade, mas não foi merda. Tu sabe que eu saí do Teixeira a pé, né? No meio do caminho, o furgão que te falei emparelhou e a mulher me chamou.
Ele começou a passar o giz na ponta do taco, com uma atenção exagerada:
— Ah, safado! E tu, com a cara cheia, não pensou duas vezes e pulou para dentro, né? Conta aí!
Eu passei a mão no rosto, nervoso, e comecei a acariciar o volume por cima da calça, sem nem notar.
— Eu entrei cego, achando que ia me dar bem. Tinha uma mulher, um motorista e outro cara no banco da frente. O que dirigia era irmão dela. Ela sentou do meu lado e soltou a proposta: queria me chupar por quinhentos contos. Dei risada, falei que faria até de graça. Ela foi direta: "Não, o acordo é quinhentos. Duzentos e cinquenta agora, e o resto depois que tu gozar".
Ele riu, descrente:
— E tu aceitou, né, seu safado?
— Nem pensei no dinheiro, eu queria era o serviço! Mas ela veio com o detalhe: "Leonardo, não quero que tu me veja. Vai ter que botar uma venda". Achei uma loucura, mas topei. Ela me deu os duzentos e cinquenta e amarrou a venda preta. O carro continuou rodando. Ela avisou: "Se tu abrir, não te dou o resto". Eu estava ansioso, cara, muito ansioso. Ela puxou minha cueca para baixo e falou: "Meu Deus, que cacete enorme e grosso!".
— Tá, mas de quem ela estava falando? Kkkk.
— Para, putão, não zoa! Ela ficou acariciando minhas bolas, pegou o bicho todo com as duas mãos. Quando ela colocou a cabeça dentro daquela boquinha, cheguei a estremecer, que calor! Ela chupava só a cabeça e ia descendo, engolindo tudo. Acho que foram uns vinte minutos. Aí avisei que ia gozar. A safadinha começou a chupar com vontade, batia e chupava junto. Veio aquele tremor, cada vez mais forte e... pum! Jorrei! Jorrei muito! Quando ia segurar a cabeça dela, alguém segurou minha mão. Subi nas estrelas!
— Hum, tá, meu, mas o que tem de estranho uma mulher chupar um cara?
— Hahaha, aí vem o que eu queria te falar, kkkk. Quando ela tirou a venda, o cara — não o irmão, o outro — estava com a boca cheia de porra no meio das minhas pernas.
— Hahaha, hahaha! Tu, que sempre falava que nunca um cara iria te deixar excitado, acabou gozando e ainda gostando, kkkk!
— Cara, a chupada realmente foi incrível, porra! Nunca imaginei que um homem pudesse chupar daquele jeito.
— Tá, e tu meteu nele também?
— Não, kkkk, mas estava a fim, kkkk.
Aquela confissão ecoou pelo boteco, misturada com o som das bolas de sinuca batendo. O Roger me olhava com uma mistura de choque e aquela zoação típica de quem já tinha visto de tudo, mas nunca algo assim. Eu, por outro lado, sentia o peso da revelação saindo das costas, embora a excitação daquela lembrança ainda latejasse no corpo. O dinheiro dos quinhentos contos, ali na mesa, parecia agora o troféu de uma experiência que eu jamais teria coragem de admitir para qualquer outra pessoa, mas que, no fundo, tinha aberto uma porta que eu nem sabia que estava trancada.
Saímos do boteco já era alta madrugada, com o ar frio da rua batendo no rosto. A conversa ainda girava em torno daquela noite, e o Roger não parava de fazer piadas sobre a nova "preferência", mas notei que, por trás das risadas, ele também estava instigado. Nos despedimos com aquele aperto de mão firme de quem sabe que segredos desse tipo valem mais do que qualquer cerveja. Entrei no carro, que o Teixeira tinha trazido, e dirigi para casa em silêncio, revivendo cada segundo daquela escuridão no furgão.
Ao chegar em casa, vi a Marília dormindo tranquila, com aquela paz de quem não faz ideia das tempestades que atravessaram a mente do marido. Entrei no quarto e, por um momento, a imagem dela se misturou com a cena proibida. Não estraguei o casamento, nem pretendo, mas a vida, para mim, tinha mudado de cor. Aquele encontro no furgão não foi apenas um desvio; foi a descoberta de um abismo que eu, um homem cheio de regras,um advogado correto ,um marido exemplar, agora sabia que tinha muita vontade de explorar de novo aquela aventura.
