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As Mulheres de Miguel - Capítulo 11: A Supervisora

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Um conto erótico de Allan Grey
Categoria: Heterossexual
Contém 2205 palavras
Data: 14/07/2026 06:07:43

Conforme o combinado com Brenda na última revisão de escopo, fiquei enrolando na minha baia até que o último funcionário do departamento batesse o ponto e o silêncio fizesse eco no corredor da diretoria de projetos. Esperar que o andar esvazie para receber as "instruções adicionais" da sua supervisora é um exercício fascinante de paciência corporativa; você fica ali, encarando a tela do AutoCad, ciente de que é apenas a engrenagem que aguarda o início do turno de manutenção preventiva.

​Caminhei pelo corredor silencioso e entrei na sala de Brenda sem bater. O espaço dela exalava seu aroma característico: uma mistura pesada baunilha bourbon e uma nota densa, quase animal, de couro cru ao fundo.

​Brenda estava sentada em sua cadeira ergonômica de grife, concentrada em um tablet de última geração. Ela usava um vestido modelagem lápis cinza-escuro em crepe cavado, que moldava com precisão cirúrgica a sua silhueta impecável. O loiro mel de seu cabelo longo e reto estava perfeitamente alinhado, caindo sobre os ombros com uma franja lateral intocada. O rosto quadrado de mandíbula definida e maçãs salientes mantinha uma rigidez territorial intimidadora.

​Sem desviar os olhos azuis e altivos da tela, ela soltou a pergunta de forma curta e cortante:

​— Todos já foram embora?

​— Sim — respondi, encostando a porta pesada de madeira acústica até ouvir o clique seco da fechadura.

​Brenda colocou o tablet de lado na mesa de vidro e finalmente olhou para mim. O arco do cupido de seus lábios cheios desenhou um sorriso irônico de canto de boca.

​— Ótimo. Tranca a porta.

​Girei a chave de segurança. Quando me virei, o protocolo de auditoria íntima já estava em andamento. Brenda inclinou-se para trás na cadeira de couro. Com um movimento mecânico e impaciente, ela segurou a barra estreita de seu vestido e o puxou para cima, acumulando o tecido na altura dos quadris largos. Ela abriu as pernas bem torneadas de pele muito clara, revelando que estava completamente sem calcinha por baixo do uniforme de trabalho.

​A fenda de sua vulva, totalmente depilada e já brilhando de forma sutil, estava exposta sob a luz fria do escritório. Com a mão esquerda, ela começou a deslizar os dedos longos de forma lenta pela própria intimidade, enquanto a mão direita fazia um gesto impositivo de "vem". Os olhos azuis me encararam com um orgulho gélido e autoritário.

​— Agora, vem chupar a sua chefinha — ela comandou, a voz baixa, imperativa e cortante.

​Fiz o que ela pediu mais do que depressa. No teatro corporativo de Brenda, a hesitação é considerada incompetência técnica. Ajoelhei-me no carpete escuro de tramas industriais diante de suas pernas abertas, segurando a carne firme de suas coxas enquanto mergulhava a minha boca entre as suas dobras úmidas.

​O sexo oral ali era um processo inteiramente gerenciado pela matriz. Brenda não se entregava ao momento; ela o administrava. A todo instante, ela ditava instruções precisas de como queria que eu executasse a tarefa, sua voz mantendo um tom baixo, rígido e impessoal de quem corrige as pranchas de um projeto executivo.

​— Mais lento, Miguel... — ela instruiu, os dedos cravando-se nos meus cabelos de forma possessiva para controlar o ritmo da minha nuca. — Pressiona a língua bem no topo. Isso... sem pressa. Não acelera até eu mandar. Agora, movimentos circulares. Mais firme.

​“Uma verdadeira gerente de processos”, pensei cinicamente, enquanto minha língua trabalhava sob a demanda técnica dela. Eu era o operador de campo seguindo o cronograma à risca; se eu saísse do fluxo desenhado por ela, a entrega final seria rejeitada. A saliva acumulada escorria pelo meu queixo, misturando-se à lubrificação natural que exalava o cheiro de baunilha bourbon de sua pele.

​Brenda começou a arquear a coluna, o busto grande e firme empinando-se sob o decote do crepe cavado. Seus sussurros tornaram-se mais curtos e ofegantes, mas o tom imperativo ainda ditava a entrega:

​— Isso... continua exatamente assim... não para... agora acelera... mais rápido, Miguel... mais rápido...

​Quando senti os primeiros espasmos de sua musculatura interna contraindo-se e percebi que ela estava prestes a gozar, ela abortou o processo de forma abrupta. Sem qualquer aviso ou delicadeza, ela apoiou a sola de seu sapato de salto alto contra o meu ombro e me empurrou com força.

​Caí deitado de costas sobre o carpete áspero do escritório, as instruções de segurança do trabalho passando pela minha mente enquanto eu encarava o teto modular de fibra mineral.

​Brenda levantou-se da cadeira de uma vez. Com gestos rápidos e impacientes, que pareciam os de um mecânico de pista trocando um pneu desgastado, ela abriu o zíper nas costas de seu vestido e o deixou escorregar pelo corpo, revelando uma nudez escultural, imponente e agressiva. No meio do movimento, com o crepe cinza acumulado nos quadris antes de cair no chão, ela olhou para mim jogado no carpete e disparou a nova ordem, fria e sem margem para negociação:

​— Tira a roupa, Miguel.

​“Mais uma ordem”, pensei, sentindo o cinismo habitual me anestesiar enquanto me apressava em cumprir o protocolo. Desabotoei a camisa social de forma desajeitada deitado de costas, livrando-me dela e das calças em movimentos rápidos, sob o olhar gélido e avaliativo de Brenda. Ela observava o meu desnudamento com a mesma impaciência de quem monitora o download de um arquivo pesado. Em segundos, eu era apenas carne exposta no carpete industrial, rígido e totalmente vulnerável ao seu comando.

​O vestido dela finalmente deslizou até os pés, revelando uma nudez escultural, imponente e agressiva. A pele dela era de uma palidez gélida de mármore polido, contrastando violentamente com o carpete escuro. A silhueta era de um rigor anatômico impecável: a cintura incrivelmente estreita abria-se em quadris de desenho largo e pernas torneadas que terminavam em pés ainda calçados nos escarpins de verniz preto com saltos agulha de dez centímetros. Seus seios eram colossais, redondos e perfeitamente rígidos devido às próteses de silicone que esticavam a pele clara e apontavam desafiadoramente para a frente, exibindo aréolas rosadas e mamilos endurecidos.

​Ela caminhou na minha direção com o estalo seco e territorial dos saltos batendo no piso de madeira antes de alcançar o carpete. Sem tirar os sapatos, Brenda se posicionou sobre o meu quadril, agachando-se com as coxas atléticas e tensas sob a sustentação dos saltos, o que empinava ainda mais sua bunda volumosa no ar.

​Ela segurou a base do meu pênis rígido com a ponta dos dedos frios e, sem qualquer preliminar sentimental ou anúncio de compliance, desceu o peso do próprio corpo de uma vez só, guiando a haste para dentro de si com um movimento seco e descendente.

​A fenda depilada e hiper-lubrificada de Brenda engoliu meu pau rígido em um vácuo apertado e sufocante. A sensação foi a de enfiar o pênis em uma luva de borracha quente e justa que se moldava a cada milímetro da haste sob uma pressão mecânica brutal. O som úmido da carne sendo invadida ecoou na sala silenciosa. Brenda travou o quadril lá embaixo por um segundo, engolindo meu membro inteiro até a base pubiana, enquanto a cabeça ia para trás e suas unhas compridas se enterravam no próprio quadril largo para digerir a penetração violenta.

​O que se seguiu foi o espetáculo de uma mulher dominadora usando seu brinquedo sexual de carne para pura descompressão. Brenda ditava as regras com um egoísmo frio e milimetricamente planejado. Ela não me encarava nos olhos; sua cabeça estava voltada para o teto, com os olhos azuis semicerrados focados no vazio enquanto ela começava a cavalgar o meu membro de forma vigorosa, subindo e descendo com uma cadência atlética e brutal.

​As mãos de Brenda deslizaram pelo próprio torso liso e pálido, subindo até os seios fartos e empinados. Ela os agarrou com força possessiva, os dedos longos apertando e amassando a rigidez intumescida das próteses de silicone de 400ml. Sob a luz fluorescente do escritório, a pele esticada e brilhante de seus seios se repuxava e se deformava sob o aperto de suas mãos, enquanto ela torcia os mamilos rígidos com uma impaciência lasciva.

​Tomado pelo calor mecânico daquela colisão, levantei as mãos do carpete e tentei tocar a lateral daquelas curvas de silicone perfeitas, querendo participar de alguma forma daquele espetáculo carnal.

​Slap!

​Brenda desceu a mão direita em um tapa seco e ardido contra o meu pulso, empurrando meu braço de volta para o chão com uma impaciência gélida que cortou qualquer ilusão de reciprocidade.

​— Não te dei autorização para me tocar, Miguel. Mãos no carpete. Agora — ela ordenou, a voz baixa, curta e imperativa, sem perder o ritmo vigoroso das estocadas com o quadril. — Fique parado. Quem dita as regras aqui sou eu.

​Recuei os braços imediatamente, deitando as palmas das mãos no tecido áspero e aceitando o meu papel de mero utilitário biológico. Brenda inclinou o tronco para a frente, apoiando o peso das coxas firmes sobre as minhas pernas enquanto voltava a tocar a si mesma. Suas mãos desceram pela cintura fina, espalhando a umidade viscosa que subia de nossa junção pelo seu ventre plano e firme. Ela pressionou dois dedos contra o próprio clitóris inchado, friccionando-se com força contra o meu osso pubiano a cada descida seca e profunda de seu quadril.

​O som úmido das nádegas volumosas de Brenda colidindo contra o meu baixo-ventre preenchia a sala. Eu era apenas o pistão hidráulico de um maquinário de luxo; as paredes vaginais dela me apertavam de forma tão violenta que eu precisava trancar os dentes para não gozar antes da homologação do processo.

​— Ah... sim... fica parado... aguenta... — Brenda soltou entre os dentes, os sussurros curtos e imperativos misturando-se a gemidos baixos, calculados e perfeitamente sintonizados com o ritmo de sua masturbação frenética.

​Ela cavalgava em um transe egoísta e absoluto, usando o atrito do meu quadril para triturar as tensões e cobranças de nossa gerente, Augusta. Seus quadris largos moviam-se em círculos rápidos e pesados sobre o meu membro, a fenda apertada me esmagando contra o chão até que seu corpo inteiro começou a enrijecer.

​Brenda travou o quadril contra a minha pelve em um espasmo violento e contínuo, a musculatura vaginal sugando meu pau em ondas de pressão insana enquanto ela gozava de forma silenciosa e fria, apertando os próprios mamilos com força até que sua respiração começasse a desacelerar.

​— Ah... sim... — ela soltou, a voz cortante agora reduzida a gemidos baixos. — ... como eu estava precisando disso — ela soltou em um suspiro longo, a voz finalmente recuperando a sua modulação controlada e altiva.

​O transe erótico durou exatamente o tempo necessário para a homologação do processo. Sem deitar sobre mim ou permitir qualquer rastro de intimidade pós-coito, Brenda desmontou do meu quadril com a mesma impaciência de quem desliga um computador no fim do turno.

​Ela se levantou do carpete, recolheu o vestido de chão e começou a se vestir com uma rapidez quase militar. Enquanto subia o zíper e ajeitava a franja lateral de seu loiro mel diante do espelho da parede, ela olhou para mim de soslaio, o sorriso irônico de canto de boca de volta ao lugar regulamentar.

​— É melhor você ir, Miguel — ela disse, a voz curta, cortante e fria, eliminando qualquer resíduo da vulnerabilidade carnal de minutos atrás. — Eu preciso do seu projeto de detalhamento finalizado e impresso na minha mesa amanhã, impreterivelmente às oito.

​Ajeitei a minha calça em silêncio, fechando o zíper enquanto sentia o cheiro persistente de baunilha e sexo na minha pele. Brenda já estava sentada novamente em sua cadeira de grife, puxando o tablet para o colo como se a nossa colisão no carpete tivesse sido apenas um ajuste de parâmetros de sistema que ela já havia arquivado.

​— Sem problemas, chefe — respondi, abrindo a porta da sala com o meu cinismo habitual. — O projeto será entregue dentro do prazo.

​Saí da sala dela ciente de que, no mercado de alto padrão, cada um vende o ativo que tem para manter o sistema rodando. E eu estaria de volta àquela mesa de reuniões amanhã cedo, com o projeto impecável e o zíper pronto para a próxima inspeção de Brenda. Sem qualquer hesitação.

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