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O Demônio e a Megera – Episódio 26 (Ele beijaria meus pés. Você faria o mesmo se eu lhe pedisse?)

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Um conto erótico de Theodor e Aline
Categoria: Heterossexual
Contém 4152 palavras
Data: 14/07/2026 10:37:54
Última revisão: 14/07/2026 11:45:02

Estávamos eu e Márcio em um pub em Salvador após um dia exaustivo de treinamento sobre mercado de capitais. Aquela rotina especial era a minha naquela quinta e sexta-feira de março de 2022. Chegara na quinta de manhã e voltaria para Feira no sábado de manhã.

Como a rotina de sexta seria à tarde e teríamos a manhã livre, para, inclusive, aproveitar um pouco a piscina do hotel, decidimos beber uns drinks para relaxar. Eu saboreava um whisky, assim como Márcio. Estávamos sentados em dois bancos que ficavam encostados ao balcão.

Distraí-me fazendo algo rapidamente no celular e quando voltei a mim Márcio estava com cara de quem viu a Monalisa descendo do quadro e caminhando em nossa direção. Fiz um ar de interrogação e compreendi perfeitamente sua reação quando me virei e me deparei com aquela visão.

O ar do pub parece ter ficado mais denso. Não era a Monalisa, mas não restava dúvida de que se tratava de uma obra de arte, uma visão de provocar um frio no estômago. Ela caminhava consciente do efeito que causava e gostava disso, era possível perceber. Branca, um coque alto, cabelos castanhos claros, duas mechas emoldurando seu rosto, cuja beleza era realçada por um brinco que descia até a altura do queixo. Sua pele era algo entre branca e morena clara.

Escaneei seu corpo de frente. O vestido preto tinha um decote em “V”, que oferecia a visão de uma porção generosa de seus seios, que faziam um volume extremamente sensual sob o tecido. Era preso aos ombros por alças delicadas, expondo seu colo. A barra terminava acima da metade de suas coxas, ligeiramente folgado, sugerindo movimento e, ao mesmo tempo, realçando suas curvas e evidenciando suas coxas torneadas, cobertas por uma meia 7/8. Tinha uma faixa ornando o pescoço, cujas pontas desciam na parte de trás até próximo à altura do joelho.

Minha reação foi prender o ar. Ela passou por nós sem nos dar atenção ou à plateia estupefata com tanta beleza e sensualidade em uma mulher só. Sentou-se a uns quatro bancos de distância de nós, ficando no meu campo de visão se olhasse na direção de Márcio.

- Você viu isso, Siqueira? – era assim que me chamava, pelo sobrenome.

- É, eu vi e ainda estou vendo.

- Rapaz, meu coração até disparou.

- Não exagera, Márcio.

- Eu? Exagerar? Aquilo que é um exagero de mulher. Com uma dessas em casa, eu jogava até a TV fora.

Lavignia, esse era o seu nome, eu viria a descobrir, sentou-se no banco e cruzou as pernas. Estava em posição inclinada em relação a mim, o que me oferecia uma visão extremamente provocante de um pedaço de suas coxas desnudas e da liga. Foi quando nossos olhares se cruzaram. Ela sustentou o seu por cerca de dois segundos. Descruzou as pernas e cruzou novamente, invertendo as posições, sabendo que a observava. Meu rosto chegou a esquentar e minha imaginação foi para onde ela pareceu querer me levar.

Na segunda vez que nossos olhares se cruzaram, ela me deu um leve sorriso e uma mordida discreta no lábio inferior. Meu pau chegou a reagir. Passaram-se alguns minutos e o garçom veio até mim.

- Cavalheiro, aquela senhorita pediu que lhe oferecesse um drink por conta dela - olhou discretamente em direção a Lavignia.

Márcio arregalou os olhos de um jeito engraçado.

- Obrigado - falei com o garçom, que me olhava com certa admiração enquanto enchia meu copo com outra dose de whisky.

Olhei em direção àquela mulher espetacular, mas não fui correspondido. Era um sinal, que entendi perfeitamente.

- Cara, eu não estou acreditando. Você vem a um pub, que recebe a presença de Deus e ele aponta você como o escolhido. Se eu disser que não estou morrendo de inveja, estarei mentindo deslavadamente, mas como sou seu amigo, pode fingir que eu nem estou aqui.

- Você sabe que eu sou comprometido, Márcio – respondi, rindo de seu comentário e sua cara de espanto.

- Nada impede de ser gentil com a moça e agradecê-la pela gentileza. Pelo menos para saber o que ela quer. Nunca é demais fazer amizade com um mulherão daqueles. Qualquer coisa, pode dizer que o seu amigo aqui é solteiro e adoraria lhe servir.

Não pude deixar de rir com os comentários de Márcio.

- Vai logo. Não se deixa uma dama esperando por pelo menos um obrigado.

- Acho que isso é correto – respondi me levantando com o copo na mão e me dirigindo a Deus.

- Você sempre oferece drinks a desconhecidos? – perguntei, parado de pé ao seu lado.

Ela ergueu os olhos e me ofereceu um sorriso gentil, mas percebi em seu olhar o de uma predadora.

- Só quando quero companhia. Pensei que tivesse vindo me agradecer pela gentileza – respondeu com firmeza.

- Na verdade, eu vim. Obrigado pela gentileza, senhorita. É que normalmente é o cavalheiro que oferece um drink à dama.

- Você não me parece ser o tipo de homem conservador. E quando eu quero algo, eu tomo a iniciativa.

Dei um sorriso de canto de boca.

- E o que você quer, senhorita...

- Lavignia, sua criada – respondeu, me estendendo a mão, retribuindo o sorriso no mesmo tom.

Tomei sua mão e a beijei.

- André.

- Eu já disse o que quero. Sua companhia. Sente-se, por favor.

- Com licença. O que uma mulher tão bela como você faz sozinha num lugar como esse?

- O que um homem aparentemente interessante como você faz num lugar como esse?

- Perguntei primeiro.

- A mulher tão bela gosta de beber uns drinks e, talvez, encontrar uma companhia que não seja entediante.

Tomei aquilo como um desafio.

- Estou em Salvador a trabalho. Treinamento da empresa. Viajo no sábado de manhã.

- Será que sentirei saudade quando você se for? – reagiu com um sorriso provocante e um tom melódico na voz.

- Depende do que faremos juntos.

- Depende de que tipo de homem você seja. Eu gosto daqueles que se enquadram em minhas preferências – respondeu, sorrindo maliciosamente.

- E qual é o seu tipo de homem? – perguntei com malícia na voz.

- Um tipo que satisfaça algumas vontades peculiares.

- Por que você acha que eu sou esse tipo de homem?

Lavingnia deu um sorriso ligeiramente sarcástico me olhando nos olhos.

- Não acho. A graça é descobrir. Certos tipos de homens são como cãezinhos. Sempre estão prontos para agradar sua dona. Outros são como gatinhos. São independentes, ariscos, arredios, mas se roçam e lambem meus pés quando precisam ser alimentados.

A conversa estava começando a ficar instigante. Lavignia descruzou e cruzou a perna, o que fez com que a saia subisse perigosamente.

- Qual dos dois você acha que eu sou?

- Talvez um, talvez outro. Talvez, quem sabe, outro tipo de bichinho. Não conhecer a presa torna a caça mais saborosa.

- Eu sou uma caça para você?

- Talvez.

- E o que você faz com suas presas?

- O que todo predador faz. Eu devoro.

Não pude deixar de imaginar o que seria ser devorado por aquela mulher com olhar penetrante, com um brilho contagiante e um sorriso sensualmente predador, de fazer até arrepiar a espinha e fazer o pau reagir.

- Interessante – respondi com um tom cínico.

- Interessante?

- Sim.

Lavignia fez uma pausa e bebeu um gole do seu drink, desviando o olhar por um instante.

- Você não me disse que adoraria ser devorado.

Dei uma risada sacana.

- Por que eu deveria? – respondi irônico, fitando-a fixamente.

- Porque é a resposta óbvia da maioria dos homens.

- Então, eu faço parte da minoria? – provoquei.

- Parece que você não é do tipo cachorrinho. Isso é instigante.

- Talvez eu seja um gatinho, então.

- Você é? – provocou, dando uma risada gostosa, como a de quem saboreia o jogo e calcula o próximo movimento do tabuleiro.

- Você é especialista em animais de estimação, não eu – reagi.

- E você é espirituoso.

- Isso é bom?

- É interessante. Desafiador.

Bebi uma dose do whisky.

- Então, você gosta de desafios.

- Depende. O que você faria para ter uma mulher como eu por uma noite? Qual preço estaria disposto a pagar?

- Não acredito que haja um preço que pague ter uma noite com uma mulher como você.

Lavignia me olhou de um jeito enigmático.

- Tudo tem um preço, gatinho.

- Interessante.

- Interessante, André? – falou tocando minha perna.

Um arrepio percorreu todo o meu corpo.

- Bastante, Lavignia – respondi, olhando em seus olhos.

- Você não me perguntou qual é o meu preço.

- Por que deveria? – respondi com um sorriso irônico.

- Curiosidade, talvez – reagiu, fazendo um movimento de mestre no tabuleiro.

- Talvez eu não esteja disposto a pagar.

Lavignia mordeu os lábios, corou levemente, descruzou e cruzou as pernas novamente de um jeito provocante e tentador.

- Talvez você não seja um gatinho. Não é só arisco. Parece ser uma presa maior e bem confiante.

- Isso te excita? – respondi, olhando em seus olhos.

- Leoas gostam de presas grandes.

- Você é uma?

- Uma leoa com certos fetiches.

- Curioso.

- Curioso?

- Sim.

- Isso te excita, André? – perguntou, me olhando com aquele ar de predadora.

- Talvez – respondi com o pau já fazendo volume dentro da calça.

Lavignia percorreu meu corpo com os olhos e se ateve por alguns segundos na minha virilha. Eu até me esqueci do Márcio, completamente envolvido pela beleza daquela mulher e por aquela conversa enviesada.

- Amigo, estou partindo – falou, com as mãos em meu ombro, me tirando do transe.

- Já...

- Vou. Eu não trocaria a companhia dessa deusa pela minha nem que fosse para o Vitória ser campeão brasileiro.

- Obrigada pelo elogio – reagiu Lavignia com um sorriso simpático.

- Posso beijar seus pés antes de ir embora? – brincou.

- Quem sabe um dia eu não lhe conceda esse privilégio? – reagiu Lavignia em tom de brincadeira.

- Sonharei com isso essa noite. Infelizmente eu não tenho a sorte do meu amigo. Boa noite, gostosão. Se inveja matasse, eu teria um AVC fulminante aqui – brincou, arrancando uma risada gostosa de Lavignia, antes de apertar a minha mão e nos deixar.

- Muito divertido seu amigo. Ele beijaria meus pés. Você faria o mesmo se eu lhe pedisse? – provocou.

Foi impossível não olhar para seus pés dentro de um scarpin.

- Por que eu faria isso?

- Por que você faria isso?

Lavignia se levantou e encurtou o espaço entre nós. Acariciou meu rosto com as duas mãos, seus olhos fixos nos meus, com um brilho quase intimidador. Seu toque fez com que meu corpo todo se arrepiasse. Uma mão deslizou pelo meu rosto, pelo meu pescoço e chegou à minha nuca, enquanto seus lábios se aproximaram perigosamente dos meus, ao ponto de sentir sua respiração e seu hálito.

Levei as mãos à sua cintura.

- Não me toque. Eu não autorizei – falou perto da minha boca, seu hálito me deixando zonzo, seu perfume e o calor do seu corpo fazendo meu corpo todo reagir.

Tirei as mãos sem refletir no porquê.

Lavignia voltou ao seu lugar e sentou-se cruzando as pernas. Meus olhos ficaram presos em suas coxas por segundos, como num transe. Sem mais nada dizer, tirou o celular da bolsa e começou a mexer nele concentrada, enquanto eu observava, sem entender quais eram os desígnios daquela deusa em forma de mulher.

- Minha conta já está paga, André. É hora de ir – falou séria, já se levantando.

Olhei para ela com ar incrédulo, sem entender nada, com o pau latejando dentro da cueca.

- Meu carro chega em 3 minutos. É o tempo que você tem para se decidir, pagar sua conta e vir comigo. Caso não venha, agradeço a companhia. Caso decida o contrário, você segue as minhas regras e isso é inegociável.

Chegou próximo a mim e me deu um beijo nos lábios.

- Entregue-se a mim e eu te mostrarei meus fetiches – concluiu, virando as costas e se encaminhando para a saída do pub, meus olhos presos no movimento dos seus quadris.

Guiado pelo instinto e pelo desejo, pedi a conta aquele mesmo garçom. Foram dois minutos até conseguir pagar e sair do PUB com passos acelerados. Procurei por Lavignia e nada. “Que mulher louca”, pensei. “Deliciosamente louca”, ri com meu pensamento.

Aquela dinâmica com Lavignia havia me excitado ao extremo. Foi impossível não me lembrar daquela noite no Rio de Janeiro. Aconteceu alguns dias antes de retornarmos a Feira. Ayanna e a Megera, conspiradoras contumazes, nos convenceram a lhes conceder uma noite de rainhas e não foi difícil. Primeiro, porque Gabriel já estava habituado a viver aquele tipo de fantasia com Ay e ficou excitadíssimo com a ideia de se entregar às duas.

Eu, como nunca havia experimentado, estava um pouco desconfortável, apesar de ter sentido um tesão danado no episódio que batizamos como “Madrugada Selvagem”, quando eu e Ay nos revezamos um dominando o outro. Tenho que admitir que aquela noite foi uma das coisas mais excitantes que já vivi, repleta de novidades e sensações que nunca havia experimentado, inclusive a de ter sido violado pelo dedinho safado e prepotente da Ay.

Acabei convencido pelo argumento fulminante da Ay. Tanto ela, quanto a Megera, haviam se submetido ao meu domínio e de Gabriel nas “Noites de Putas”. Argumentei, mas só por argumentar, que foram elas que escolheram, que tiveram a opção de escolher outras dinâmicas, inclusive a da “Noite das Rainhas”. Acabei convencido pelo entusiasmo de Gabriel. Na verdade, a ideia de ser dominado pela Ay era bastante sedutora e mexia comigo, embora me sentisse desconfortável de experimentar o mesmo com a Megera. E ainda tinha aquele fetiche coletivo pelo xixi da Ay.

Verdade seja dita, a própria Ana Clara se sentia um pouco constrangida de exercer o papel de dominadora comigo, até porque não tinha experiência alguma com aquilo, mas acabamos chegando a um acordo para que tudo funcionasse. Porém, esse é um episódio daquela viagem que merece ser contado com detalhes, porque aquela noite foi marcante para mim e acho que para todos.

Depois que voltamos do Rio, a Megera estava com um fogo na buceta, que dava até medo. Nossas noites em motéis eram alucinantes, esperadas durante a semana como um grande evento, nossa verdadeira Disneylândia. O sexo se tornou mais bruto, mais animal. Amor era algo que fazíamos quando estávamos no quarto, dormindo um na casa do outro. No motel, nós matávamos a fome por uma semana, nos devorando com beijos intermináveis.

Ana Clara me cavalgava com força, me xingando de tudo quanto era nome, dizendo que meu pau a estava enlouquecendo, mas o que a levava a um estado de êxtase, gozando de quase se mijar, era quando eu a comia de quatro, principalmente quando metia no seu cu. Minha namorada reagia aos gritos quando eu socava com mais força, desferindo palmadas naquela bunda perfeita e a segurando pelos cabelos e chamando-a de piranha, vadia, vagabunda e outros adjetivos lisonjeiros. “Fode o cu da sua quenga, me arregaça, meu dono, meu senhor”, ela gritava. “Me usa, faz a piranha da sua namorada gozar feito uma cadela, seu filho da puta”.

Apesar de nossas noites incendiárias, nunca lhe acorreu, todavia, realizar jogos de dominação em que ela se colocasse como dominadora. Até porque, tínhamos fome demais um do outro para pensarmos em jogos no nosso único dia na semana em que podíamos nos atracar feito dois animais selvagens alucinados de tesão e paixão. O máximo a que se aventurava era lamber e enfiar o dedo no meu traseiro, ao mesmo tempo em que torturava meu pau com a boca ou com as mãos.

“É bom ir se acostumando, porque um dia esse cuzinho delicioso vai ser meu de verdade. Não pense que eu me esqueci de você ter deixado a Ay te violar com o dedinho antes de mim. Seu cuzinho me pertence por direito e eu vou exercê-lo na hora certa”, prometia depois de me fazer gozar feito um chafariz de porra.

Eu estava confuso com o joguinho de Lavignia, olhando a rua, sem saber exatamente o que fazer. Talvez, a única coisa a fazer fosse voltar ao mesmo pub na noite seguinte, foi o que pensei. O criminoso sempre volta ao local do crime, não é verdade? Porém, meus pensamentos foram interrompidos por aquele par de mãos femininas tapando meus olhos.

- Eu sabia que você viria – sussurrou em meu ouvido.

A voz familiar e o cheiro do perfume invadiram meus sentidos.

- Caiu na minha armadilha. Está pronto para fazer minhas vontades?

- Você é bastante persuasiva, tenho que admitir – respondi, a encarando de frente, fitando seu olhar faiscante e seu sorriso comedido, estudado, mas triunfante.

- Você nem imagina o quanto, gatinho.

Seu dedo deslizou pelo meu peito, fazendo com que todo meu corpo se arrepiasse.

- Eu quero que você me diga se está pronto para pagar o preço para me ter. Nosso carro acaba de chegar – falou apontando para o veículo estacionando à nossa frente – Lembre-se. Se for comigo, é para se entregar ao meu domínio. Você não me toca se eu não lhe der autorização.

Lavignia não me dava tempo de pensar. Já foi se encaminhando em direção ao carro. O movimento dos seus quadris e suas promessas me deixando sem alternativa. Quando ia abrir a porta do carro, me antecipei.

- Estou pronto.

Lavignia sorriu vitoriosa entrando no carro. Fomos em silêncio ao longo dos cinco minutos de trajeto. Paramos em frente a um hotel. Desci, abri a porta, ela desceu.

- Siga-me, gatinho.

Obedeci e fomos direto para sua suíte sem trocar palavra, mas a expectativa e a excitação me dominavam completamente. O jogo daquela mulher misteriosa era irresistível.

Ao chegar à porta da suíte, avisou.

- Lembre-se, gatinho. Se você passar por essa porta, dela para dentro você me pertence e isso é inegociável, você entendeu bem, gatinho?

- Fiz que sim com a cabeça.

- Responda com palavras – ordenou com a voz seca.

- Sim.

- Sim, senhora, gatinho. Responda olhando nos meus olhos.

- Sim, senhora – respondi com a voz rouca, deixando que ela percebesse minha excitação, olhando em seus olhos.

- Entre, tire sua camisa e fique de joelhos diante da cama.

Porra, de joelhos? Bom, quem entra na chuva é para se molhar, não é?

Tirei a camisa e fiquei de joelhos como ordenou. Sentia uma excitação diferente, mas algo muito intenso, que fazia meu coração bater mais forte e mais acelerado diante daquela mulher poderosa.

Lavignia sentou-se na beira da cama diante de mim.

- Você quer se deitar nessa cama comigo, gatinho.

- Sim, senhora!

- E quer fazer sexo comigo?

- Sim, senhora!

- Você acha que merece desfrutar desse privilégio?

- Espero fazer por merecer.

Lavignia deu uma risada sádica, capaz de fazer um ser humano congelar.

- Você aprende rápido, meu gatinho manhoso. Tão dócil e servil, do jeito que a Lavignia gosta – falou, acariciando meu rosto.

Minha dominadora cruzou as pernas, a barra do vestido subiu, revelando sua pele. A visão daquela mulher era de fazer o diabo ficar de joelhos. Por que não eu? Ela esticou sua perna um pouco e seus pés ficaram a dez centímetros do meu peito.

- Tire meu sapato. Eu quero que você faça isso devagar. Saboreie esse privilégio.

Minha respiração se tornava mais pesada e meu pau começava a doer dentro da cueca de tão duro, pulsando de tanto tesão com aquela visão. Levei minhas duas mãos aos seus pés.

- Espere.

Parei com seu pé em minhas mãos.

- Beije antes.

Para fazer isso, eu tinha que me curvar, mesmo que ligeiramente. Assim o fiz levando minha boca ao peito do seu pé.

- Não, escravo. Beije a sola.

Escravo? Porra, eu estava passando de fase mesmo. Pior que meu pau deu um solavanco. Ergui um pouco seu pé. Ela mostrou a sola. Beijei a sola do seu sapato. Ela puxou a perna.

- Ótimo, escravo. Admiro sua obediência. Assim, receberá ótimas recompensas. Agora o outro pé.

Esperei que ela o esticasse para mim.

- O que está esperando? Beije o outro pé. Você não sabe o que é outro ou não sabe o que é um pé?

- Perdão, senhora.

Entendi que teria que me curvar até o chão. Lavignia testava minha obediência, mas não a decepcionei após ser advertido. De mais a mais, aquele jogo de submissão estava sendo muito excitante.

Curvei-me e beijei seu pé. Quando voltei à minha posição, percebi que havia uma excitação flagrante em seu rosto, que chegava a estar corado. Ela estava amando me subjugar e eu estava a cada minuto mais envolvido naquele jogo.

- Agora, pode tirar meus sapatos, um de cada vez, devagar e adorando cada um deles com beijos.

Ela cruzou as pernas novamente, aquelas coxas grossas e bem torneadas estavam me deixando maluco de tesão. Tive que me curvar novamente para tirar seu sapato e beijar seus lindos pés ao mesmo tempo. Um prazer diferente tomava meu corpo e minha mente. Ela descruzou e cruzou as pernas novamente, me oferecendo o outro pé. Repeti o ritual, prestes a bugar de tanto tesão que aquilo estava me dando.

Quando terminei e voltei à posição, Lavignia ergueu uma das pernas em minha direção, mandou que me aproximasse e passou a esfregar seu pé no meu peito, na minha barriga, no ombro e no rosto, quando mandava que o beijasse. O toque suave e macio dos seus pés, mesmo com aquelas meias, me deixava com o corpo arrepiado, mas o que mais elevava minha excitação eram as pernas ligeiramente arqueadas, talvez de forma calculada, oferecendo a visão do vão de suas coxas grossas, revelando a liga e às vezes, dependendo do movimento, de sua calcinha preta.

Depois de ficar alguns minutos naquele ritual, ficou de pé. Andou ao meu redor, se abaixou atrás de mim e seus braços enlaçaram meu ombro, as mãos descendo para o meu peito e sua boca no meu ouvido sussurrando, me deixando arrepiado.

- Você é um homem muito bonito, André. Eu gosto de homens bonitos ajoelhados aos meus pés.

Fez uma pausa, respirando no meu ouvido, fazendo com que minha respiração ficasse mais pesada e irregular. Ela percebeu, claro que percebeu. Mordeu o lóbulo da minha orelha e falou sussurrando muito perto do meu ouvido, de um jeito sensual, que me deixou entregue.

- Perceba como eu posso ser generosa e carinhosa com aqueles que aceitam se submeter às minhas vontades.

Suas mãos desceram pelo meu abdômen, chegando perto da minha cintura. Ela estava me deixando louco. Ah ela estava.

- Mas precisa ser mais do que bonito e gostoso para me ter. É preciso, antes, me agradar de todas as formas que eu gosto de ser agradada. E eu sei que você vai fazer tudo que eu quiser. Não vai, escravo? Fala para a sua Lavignia.

- Sim, senhora, vou fazer tudo que a senhora quiser – respondi ofegante, totalmente envolvido naquele jogo e com o corpo todo arrepiado daquela mulher ficar sussurrando em meu ouvido.

Para acabar de me enlouquecer, ela desceu a mão para abaixo da minha cintura, acariciando meu pau suavemente por cima da calça, me fazendo levitar e os gemidos escaparem dos meus lábios, porque a sensação era insuportavelmente gostosa. Com uma mão, acariciava o meu pau, com a outra apertava levemente meus mamilos e depois acariciava, para apertar de novo, me deixando nas nuvens, com ondas de prazer percorrendo todo o meu corpo, mesmo com meus joelhos no chão me incomodando, o que até, na verdade, agregava um ingrediente a mais de prazer: o da entrega e submissão completa a Lavignia.

- A que horas você estará livre amanhã, escravo?

- O treinamento termina às 18 horas.

- Encontre-me no saguão do hotel às 19 horas. Por hoje você está dispensado do seu adestramento.

Eu não queria acreditar que aquela criatura tinha me deixado naquele estado de excitação para me mandar embora, mas o combinado não sai caro. Eu tinha aceitado suas regras e, de mais a mais, teria o novo encontro, se é que podemos chamar aquilo de encontro, que mais parecia uma tortura. Mal imaginava eu o que me esperava.

- Sim, senhora – respondi, tentando não demonstrar minha insatisfação com aquele temporário desfecho.

Vesti minha camisa e Lavignia me conduziu até a porta. Antes de sair, me empurrou contra a porta e aproximou seu corpo do meu.

- Não me toque – ordenou, antes de se pendurar no meu pescoço e se apoderar da minha boca com um beijo faminto.

Uma mão desceu até meu pau, que foi apertado com posse, me fazendo gemer e quase gozar, de tão sensível que estava.

Aquilo deve ter durado quase um minuto, até que Lavignia me soltou e abriu a porta para que eu fosse embora, não sem antes elevar minhas expectativas.

- Isso é para você não se esquecer das delícias que lhe esperam se souber obedecer à sua dona.

Disfarcei minha contrariedade com um sorriso, me virei e fui embora puto da vida com aquele desfecho broxante, mas com o pau ainda pulsando e o corpo marcado pelos toques mágicos daquela mulher e pelo cheiro do seu perfume impregnado em mim.

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Comentários

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Meu Deus!!!

Quero mais, muito mais da Lavignia!!! Megerinha vai superar a Cinthia!!!

Tava me perguntando, como André e Ana Clara não caem na gargalhada!! E para finalizar por enqaunto...

"- O que está esperando? Beije o outro pé. Você não sabe o que é outro ou não sabe o que é um pé?

- Perdão, senhora."

Megera Lavignia é o "Demonio""""hahahaha

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Megera vai reinaugurar o Brioco do Demonio!!

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""- O que está esperando? Beije o outro pé. Você não sabe o que é outro ou não sabe o que é um pé?"

Ramses, sabia que você ia enfatizar essa passagem. Pena que não pode contar o próximo episódio, mas eu quase me mijei de tanto rir escrevendo as cenas.

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WTF?!?

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É a Megera brother Normal!!

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Será que é ela mesmo? rs

Se for, é uma atriz de mão cheia.

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Descobri que era ela aqui ó:

"- Lavignia, sua criada – "

E sim!! Minha Mégera é a maior atriz do Universo CDC!

Depois que Zanon chegar aqui e Sensatez ja começou, Kiquinho não sei, vou colocar em votação pata Ana Clara ser nossa Co Musa junto com a Nanda!!

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É verdade. Tem essa mesma fala no episódio 3, mas pode ser mera coincidência. rsrs

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