Eu e Alex seguimos para a área de lazer nos fundos da casa. O espaço era impressionante à noite: a piscina de borda infinita iluminada com luzes azuis, o deck amplo com espreguiçadeiras, o pergolado com sofás confortáveis e o jardim bem iluminado criando uma atmosfera luxuosa e relaxante.
Alex pegou duas toalhas grandes e roupões macios de um armário próximo e me entregou.
— Tem shorts de banho no meu quarto. Vamos nos trocar lá, fica mais fácil — disse ele.
Enquanto caminhávamos de volta para dentro, Júlia e Carol apareceram vindo da suíte. Fiquei paralisado.
As duas estavam usando biquínis extremamente chamativos e curtos. O de Júlia era vermelho, minúsculo, mal cobrindo seus seios siliconados e deixando grande parte da bunda à mostra. O de Carol era preto, também bem pequeno e justo, realçando suas curvas naturais, a cintura fina e os seios médios de forma que eu quase não conseguia desviar o olhar. As duas juntas formavam uma visão irresistível.
Meu pau endureceu na hora, latejando dentro da calça jeans. Tentei disfarçar como pude.
Alex, percebendo a situação, me deu um tapinha no ombro e me levou rapidamente para o quarto dele para pegar os shorts. Enquanto subíamos, notei que Carol estava claramente desconfortável, tentando puxar o biquíni para cobrir um pouco mais o corpo.
Quando descemos novamente, Júlia já tinha colocado uma música calma e tranquila ao fundo. Ela serviu um drink colorido para Carol, entregando o copo com um sorriso, e olhou para mim discretamente com um sorriso cúmplice e provocante.
Nos primeiros minutos na piscina, Carol tratou logo de colocar o roupão por cima do biquíni, fechando-o bem na frente do corpo. Ela se sentou na borda, com os pés na água, ainda visivelmente desconfortável. Já Júlia não tinha a menor vergonha: sentou-se direto no colo de Alex, passando os braços ao redor do pescoço dele.
Alex, com uma mão na cintura da esposa, começou a falar sobre a proposta enquanto todos bebíamos:
— Olha, Alisson, a ideia é montar uma loja de automóveis premium com uma oficina completa e uma autopeças integrada, bem no estilo da Aliança, só que em outro nível. O investidor tem o capital principal, eu entro com a parte financeira e estratégica, e você seria o sócio operacional, cuidando das peças e da gestão técnica. Podemos começar com algo em torno de 1,2 milhão de investimento inicial. Seu lucro seria bem maior do que o que você tira hoje da loja. O que acha?
O clima na área de lazer era romântico e cada vez mais quente. A música calma tocava ao fundo, as luzes da piscina refletiam na água, e o ar da noite estava morno. Eu e Carol nos beijávamos de forma carinhosa e apaixonada, trocando beijos lentos e abraços. Ela ainda mantinha o roupão fechado, um pouco tensa.
Já Alex e Júlia estavam bem mais safados. Júlia rebolava lentamente no colo do marido, beijando seu pescoço e sussurrando algo em seu ouvido. Alex deslizava a mão pelas coxas dela sem pudor, apertando sua bunda por cima do biquíni minúsculo, enquanto os dois trocavam beijos molhados e intensos, quase ignorando nossa presença. O ambiente ficava cada vez mais carregado de tensão sexual.
Nos quatro entramos na piscina. A água estava na temperatura perfeita. Eu e Carol ficamos abraçados em um canto mais raso, olhando para o céu que, minutos antes, estava limpo e estrelado. Agora começava a se formar uma concentração de nuvens, escurecendo o horizonte.
Do outro lado da piscina, Júlia e Alex se beijavam loucamente. Ela estava com as pernas enroladas na cintura dele, os corpos colados, trocando beijos intensos e gemidos baixos enquanto as mãos dele exploravam o corpo dela sem qualquer pudor.
Eu olhei para Carol e sussurrei:
— Amor, está na hora de ir embora.
Ela concordou imediatamente com um aceno de cabeça e um “sim” aliviado.
Saímos da piscina juntos. Alex percebeu e ergueu a voz:
— Vão aonde?
— Pra casa — respondi, pegando a toalha.
Alex saiu da água atrás de nós.
— Espera aí, você nem me deu uma resposta ainda.
Eu me virei para ele e falei com sinceridade:
— Não tenho essa grana toda, cara. Não sou milionário como você.
Alex não desistiu:
— Vamos conversar no meu escritório.
Ele saiu da piscina e eu não pude deixar de notar o volume bem grande marcando o short de banho dele, evidenciando o quanto estava excitado.
Sigo Alex até seu escritório. O ambiente era extremamente luxuoso: uma grande estante de madeira escura repleta de livros, pastas organizadas de documentos sobre a mesa imponente, iluminação indireta e uma decoração moderna e masculina que transmitia poder e sucesso.
Ele se sentou na cadeira de couro luxuosa atrás da mesa e fez um gesto para que eu me sentasse na cadeira à frente.
— Senta aí.
Pegou dois charutos de uma caixa elegante, acendeu um para si e me ofereceu o outro. Assim que acendi o meu, ele soltou uma baforada lenta e disse:
— Vamos conversar de homem para homem.
Alex deu mais uma tragada no charuto, saboreando o fumo, e continuou:
— Olha, eu e meu investidor estamos dispostos a colocar o 1 milhão do investimento total. Você só precisa entrar com 200 mil reais. É um valor bem menor do que parece, considerando o retorno que isso vai gerar. O que acha?
Ele me olhava fixamente, fumando seu charuto com calma enquanto esperava minha resposta.
Eu dei uma tragada no charuto, sentindo o fumo forte, e respondi com sinceridade:
— Não tenho 200 mil reais, cara.
Alex me olhou sério, sem desviar o olhar. Eu continuei:
— A única pessoa com dinheiro guardado lá em casa é a Carol.
Ele se levantou sem dizer nada, caminhou até a parede, retirou um quadro grande de um leão e revelou um cofre embutido. Digitou a combinação, abriu a porta e tirou um bolo grosso de dinheiro. Jogou o maço em cima da mesa com um baque surdo.
— Há cinco anos eu te coloquei numa furada — disse ele com tom firme. — Eu quero te pagar isso. Mas me promete que você vai tentar fazer a Carol entrar nessa sociedade conosco.
Eu peguei o bolo de dinheiro, olhei para meu irmão e suspirei:
— Alex, eu não posso fazer isso com ela.
Respirei fundo e completei:
— Ela já colocou dinheiro dela na minha loja.
Alex se inclinou para frente, sério:
— Mano, se nós faturarmos 250 mil por mês, você leva 20%. Faz as contas. E pode esperar que nós vamos faturar muito mais que isso.
Eu fiz as contas rapidamente na cabeça: 250 mil por mês vezes 20% dava 50 mil reais por mês só para mim. Em um ano seriam 600 mil reais. Meu coração acelerou com o número. Era muito dinheiro.
Nós terminamos os charutos e saímos do escritório em direção à piscina. No caminho, Alex colocou a mão no meu ombro e disse:
— Amanhã passa na minha empresa, te apresento meu investidor.
Após nos dois voltarmos para a área da piscina, o clima ficou mais leve. Eu e Carol bebemos mais algumas taças de champanhe, uns copos de whisky e um Long Island Iced Tea bem forte. O álcool subiu rápido. Ficamos alegres demais, rindo e nos beijando cada vez mais calorosamente, com beijos longos e mãos explorando o corpo um do outro por cima das roupas.
Do outro lado, Alex e Júlia se pegavam calorosamente, quase sem se importar com nossa presença.
Decidimos que já era hora de ir embora. Alex e Júlia se levantaram, ainda com os corpos colados, e se despediram de nós. Alex me deu um abraço forte e disse:
— Vou pagar um Uber pra vocês. Você tá bêbado, cara.
Eu e Carol entramos no Uber. No caminho para casa, com a cabeça encostada no ombro dela, minha mente não parava de girar em torno da proposta de Alex.
“20% de uma loja de automóveis de luxo e alto padrão… isso seria algo muito vantajoso em termos de retorno financeiro”, pensava eu. O número de 50 mil reais por mês não saía da minha cabeça.
Eu sabia que seria difícil criar coragem para falar sobre isso com Carol, mas o potencial era grande demais para ignorar. Carol, um pouco alcoolizada, acariciava minha coxa no banco de trás enquanto o Uber seguia em silêncio pela cidade.
Chegamos em casa já bastante animados pelo álcool e pelo clima da noite. Mal fechamos a porta e já estávamos nos beijando com urgência, tirando a camisa um do outro pelo caminho. Minhas mãos agarravam firme a cintura dela enquanto seguimos até o nosso quarto. No quarto, eu a empurrei na cama com desejo. Carol caiu de costas com um sorriso safado.
Subi em cima dela e comecei a lamber seu pescoço devagar, sentindo o gosto da pele dela. Fui descendo pelo corpo, beijando e mordiscando o colo, enquanto puxava as alças do vestido preto para baixo. Retirei o vestido lentamente, revelando os seios médios e redondos, a cintura fina e a calcinha do biquíni ainda úmida. Ajoelhei-me entre as pernas dela e tirei o resto da roupa.
Aproximei minha boca do ouvido dela e sussurrei rouco:
— Você estava gostosa pra caralho com aquele biquíni.
Carol sorriu, mordendo o lábio, e sussurrou de volta:
— Tava mais gostosa que a patricinha da Júlia.
Eu capturei sua boca num beijo profundo e molhado, explorando sua língua, e respondi:
— Muito mais gostosa.
Ela gemeu contra minha boca e disse com voz manhosa:
— Me come, seu safado.
Eu me levantei rapidamente, tirei a calça e a cueca, revelando minha rola grossa de 18 cm completamente dura e latejando. Carol abriu as pernas, convidativa. Eu me abaixei, afastei a calcinha para o lado e comecei a lamber sua buceta com poucos pelos escuros, que ela não havia raspado completamente. Passei a língua devagar pelo clitóris inchado, sentindo o gosto dela, depois penetrei a língua mais fundo, chupando e sugando enquanto ela gemia e segurava minha cabeça.
Quando ela já estava bem molhada e se contorcendo, subi novamente, posicionei a cabeça grossa da minha rola na entrada da buceta dela e empurrei devagar, sentindo ela me engolir centímetro por centímetro até enterrar tudo. Começamos a transar com vontade. Eu metia fundo e ritmado, sentindo a buceta quente e apertada dela pulsar ao redor da minha rola grossa. Carol cravava as unhas nas minhas costas, gemendo alto a cada estocada forte. Eu acelerava, batendo forte, enquanto segurava seus seios e chupava seus mamilos. Troquei de posição, coloquei ela de quatro e voltei a meter com força, segurando na cintura fina e admirando a bunda dela balançando a cada impacto. O som molhado dos nossos corpos se chocando enchia o quarto junto com os gemidos dela.
Mudei novamente, deitando ela de lado e levantando uma perna, metendo fundo enquanto beijava seu pescoço. Carol gozou primeiro, tremendo e apertando minha rola com a buceta, gemendo meu nome. Eu continuei metendo até não aguentar mais, puxei para fora e gozei forte sobre a barriga e os seios dela, jatos grossos e quentes. Caí ao lado dela, os dois suados e ofegantes, ainda nos beijando devagar.
O sol da manhã seguinte entrava forte pelo quarto. Carol, ainda completamente nua, me deu um beijo demorado antes de sair para tomar banho. Eu me levantei, vesti uma bermuda e segui até a cozinha. Preparei o café da manhã: ovos mexidos com bacon, pão fresco torrado, suco de laranja e uma xícara generosa de café preto bem cheiroso.
Quando Carol se aproximou, vestindo um robe leve, eu sorri e disse:
— Amor, eu e o Alex conversamos melhor ontem. Olha o que ele me deu.
Retirei do bolso o bolo de dinheiro e mostrei para ela. Enquanto preparava o café, continuei:
— Eu contei. Ele me deu 100 mil reais.
Carol se aproximou, pegou o bolo de dinheiro nas mãos e olhou surpresa.
— Ele te propôs o que dessa vez?
Eu contei tudo com detalhes: a loja de automóveis de luxo, a oficina integrada, o lucro previsto, nossa parte de 20%, as contas que eu tinha feito na cabeça e que meu irmão me convidou para conhecer o investidor na empresa dele à tarde. Antes de terminar, completei:
— Mas eu preciso que você entre nesse investimento comigo.
Carol sentou no meu colo. Seus olhos puxados e castanhos me encararam com aquela mistura de carinho e preocupação. Ela acariciou meu rosto e disse suavemente:
— Amor, não é muito dinheiro para um investimento inicial. Demoraria um pouco pra entrar lucro.
Ela ficou pensativa por alguns segundos e então falou:
— Vai na empresa e ouve o que o Alex tem a dizer com esse investidor.
Eu insisti:
— Por que você não vem comigo?
Carol sorriu e respondeu:
— Esqueceu, amor? A Ana chega hoje. Eu vou buscar ela na rodoviária.
— Ok — respondi, dando um beijo nela.
Terminei meu café, me arrumei e saí para o trabalho.
Pela manhã e início da tarde, segui minha rotina normal na loja. Atendi clientes, fechei algumas vendas importantes de peças para uma oficina parceira, organizei o estoque com o estoquista e resolvi pendências administrativas no escritório. O movimento estava bom, o que ajudou a distrair um pouco a cabeça da proposta.
Por volta das 13h30, recebi uma mensagem de Alex:
“Eu e o investidor vamos te esperar aqui na empresa às 17h. Não falta, hein?”
Às 14h, fechei meu turno e segui para casa para almoçar.
Entrei em casa chamando por Carol, mas não a encontrei. Segui até a cozinha e lá estava Ana, a irmã mais nova de Carol. Com apenas 18 anos, ela era uma descendente de japoneses de pele clara, altura de 1,60 m, cabelos pretos lisos e compridos, olhos castanhos escuros com traços orientais marcantes, rosto jovem e delicado. Tinha um corpo esguio, seios médios e uma bunda média, porém bem empinada. Usava um cropped justo que deixava a barriga lisinha à mostra e um short curto que valorizava suas pernas.
Assim que me viu, Ana abriu um sorriso simpático, veio até mim e me abraçou.
— Cunhado! Há quanto tempo!
Ela ficou na ponta dos pés e me deu um beijo na bochecha. O cheiro doce do perfume dela invadiu meu nariz.
— A Carol foi ao mercado rapidinho — disse ela.
Eu me sentei à mesa para almoçar e Ana sentou bem ao meu lado. Notei o quanto ela estava bonita, mais crescida e atraente do que eu lembrava.
Enquanto comíamos, ela tocou meu braço com a mão delicada, me fazendo arrepiar levemente, e falou:
— Soube que você é irmão do marido da Júlia Monteiro…
Ela abriu o Instagram no celular e me mostrou os stories de Júlia: fotos e vídeos dela de biquíni, experimentando peças na loja para mostrar às seguidoras e incentivar as vendas.
Ana sorriu, passando a mão suavemente pelo meu braço de novo e disse com voz manhosa:
— Me leva na loja dela?
Eu fiquei calado, com o coração acelerado, sentindo Ana passar as mãos suavemente pelo meu braço. Nesse exato momento, Carol chegou em casa.
Levantei-me rapidamente e a beijei na boca demoradamente, um beijo longo e carinhoso. Carol sorriu e olhou para a irmã.
— A Ana já estava te enchendo, né?
— Não, tudo bem — respondi.
Carol riu e completou:
— Ela é fã da Júlia, sabia?
— Sim — disse eu, olhando rapidamente para Ana.
Carol continuou, animada:
— Ana vai ficar com as crianças para nós dois irmos na empresa do seu irmão.
Olhei o relógio e falei:
— Já são 15:30. Vou passar na loja, deixar as instruções pro meu gerente e volto para nós arrumarmos e irmos, ok?
Carol sorriu e concordou. Ela saiu com Ana para ajudá-la a organizar as coisas no quarto de hóspedes.
Eu segui até a loja, deixei tudo organizado com o gerente e, antes de voltar, aluguei um terno elegante para me apresentar bem na reunião.
Cheguei em casa, tomei um banho rápido e me vesti com o terno. Carol estava deslumbrante em um vestido elegante, justo o suficiente para valorizar suas curvas. Nos beijamos novamente antes de sair.
— Vamos ouvir tudo com calma. Depois avaliamos se iremos fazer o investimento, ok? — disse ela.
Eu concordei, pegamos o carro e entramos no meu Honda Civic, seguindo para a empresa de Alex.
Chegamos à Horizonte Capital Investimentos pouco antes das 17h. O escritório ocupava um andar inteiro de um edifício comercial moderno na região financeira da cidade. A recepção era sofisticada, com piso em porcelanato, iluminação indireta, obras de arte nas paredes e uma equipe atenta.
Fomos recebidos por Silvana, a secretária de Alex, uma senhora de idade simpática e bem arrumada.
— Boa tarde. O senhor Alisson e a senhora Carol? Por favor, aguardem um momento.
Antes mesmo de nos sentarmos na sala de espera confortável, fomos surpreendidos por Júlia, que apareceu deslumbrante como sempre, usando um vestido lindo, curto e elegante, carregada de sacolas de compras. Ao lado dela estava sua mãe, Solange, de 40 anos.
Solange tinha pele clara e muito bem cuidada, 1,69 m de altura, cabelos loiros longos e volumosos, olhos azuis, rosto maduro e harmonioso. Seu corpo estava em excelente forma graças à rotina de exercícios: cintura definida, ombros elegantes, pernas torneadas, postura sofisticada e presença marcante, com seios e bunda grandes.
As duas nos cumprimentaram calorosamente. Júlia sorriu para Carol e disse:
— Cunhada, você está linda! Vem até a sala de reuniões, tenho um vestido aqui que vai ficar perfeito em você.
Nesse momento, Silvana reapareceu e falou educadamente:
— Senhor Alisson, o Sr. Alex o aguarda no escritório dele.
Carol tentou recusar o convite de Júlia:
— Ah, eu vou ficar com o Alisson...
Mas Júlia segurou o braço dela com um sorriso doce e insistente:
— Deixa o Alisson e o Alex conversarem a sós, cunhada. Vem comigo.
Entrei no escritório de Alex. O ambiente era extremamente luxuoso: móveis de design, uma grande mesa de madeira nobre, vista panorâmica da cidade através de janelas do chão ao teto, um bar bem abastecido e uma decoração moderna que transmitia poder e sucesso.
Alex estava em pé, impecável em um terno bem cortado. Nós nos cumprimentamos com um abraço rápido.
— Que bom que veio, irmão.
Silvana bateu na porta e avisou:
— Sr. Alex, o Dr. Vasconcelos acaba de chegar.
Alex olhou para mim com um sorriso animado:
— Nosso investidor chegou.
Ficamos os dois em pé esperando. A porta se abriu e um homem entrou. Era um homem imponente: 1,90 m de altura, corpo definido e atlético, cabelos lisos, braços fortes, barba cheia mas bem aparada. O terno dele era de outro nível — parecia deixar o terno já luxuoso de Alex no chinelo.
Ele estendeu a mão forte, com uma tatuagem que cobria toda a mão e parte do pulso, apertou a minha com firmeza e me olhou diretamente com seus olhos azuis penetrantes:
— Alisson, que bom te conhecer.
Depois abraçou Alex, que brincou:
— Achei que você ia dar pra trás.
Alex gesticulou e disse:
— Irmão, esse aqui é o Henrique Vasconcelos, nosso investidor.
Nós três nos sentamos à mesa e começamos a debater. A conversa foi intensa. Eles discutiam valores, estratégias de marketing, a melhor localização para a loja e quem ficaria à frente do projeto no dia a dia. Quando chegou minha vez, expliquei com conhecimento sobre a parte de peças e oficina, algo que eu realmente dominava pela experiência na Autopeças Aliança.
Porém, eu sentia que Henrique estava com certa desconfiança. Ele fazia comentários curtos e diretos, questionando alguns pontos da minha visão.
Quando entramos na parte financeira, Alex falou:
— Eu e o Alisson estamos dispostos a investir. Ele entra com 200 mil e eu cubro metade do restante do milhão.
Henrique fechou a cara imediatamente. Ele me olhou e depois virou para Alex:
— Isso vai ser complicado. Achei que o Alisson iria investir mais.
Eu e Alex nos olhamos. O clima ficou tenso. Henrique continuou, direto e sem rodeios:
— Olha, Alex… Acho que não é bem o que eu quero. Talvez o Alisson não seja um investidor aqui. Ele pode ser alguém que pode ser funcionário da loja, gerente da parte técnica. Alguém com experiência operacional.
O silêncio ficou pesado por alguns segundos.
Nesse momento, a porta se abriu e Júlia entrou sorridente. Henrique a viu, abriu um sorriso largo e se levantou. Os dois se abraçaram de forma calorosa e demorada.
Henrique e Júlia começaram a conversar ali mesmo na nossa frente, como se estivéssemos em segundo plano. A loira, com seu sorriso encantador, disse:
— Não sabia que era você o tal investidor que o Alex tanto falava.
Eles continuaram trocando algumas palavras.
Julia então disse " Henrique então fechou o acordo" , com um olhar sério, virou-se para mim e para Alex e disse:
— Não, ainda não terminamos de negociar.
Júlia interrompeu com leveza:
— Alisson, vem comigo até a sala de reuniões. Quero te mostrar algo.
Eu olhei para Alex e Henrique. O clima de tensão pela negociação difícil era palpável. Henrique ainda me olhava com aquela expressão avaliadora. Era claramente minha deixa para sair dali. Respondi:
— Sim.
Júlia sorriu e completou:
— Venham vocês também.
Nós quatro seguimos até a sala de reuniões. Assim que entrei, parei por alguns segundos. Carol estava usando um vestido deslumbrante, vermelho escuro, extremamente provocante. O decote era profundo em V, quase deixando os seios médios dela à mostra, valorizando o colo e a curva natural dos seios de forma ousada. O vestido era justo na cintura, marcando perfeitamente suas curvas, e tinha um comprimento médio que deixava suas pernas à mostra. Na parte de trás, havia uma abertura generosa que descia pelas costas, revelando a pele macia até quase a base da coluna. O tecido brilhante e sofisticado caía com elegância, mas ao mesmo tempo deixava o visual muito sensual.
Solange sorriu e disse:
— Dá uma rodadinha, Carol.
Carol girou lentamente, visivelmente desconfortável, mas linda. O vestido realçava sua bunda proporcional e a abertura nas costas deixava a pele dela exposta de forma tentadora.
Fiquei maravilhado, olhando-a de cima a baixo sem disfarçar. Júlia se aproximou com um sorriso satisfeito e perguntou:
— Gostou, cunhado?
Antes mesmo de eu dizer uma palavra, Henrique se pôs à frente e disse:
— Solange, como vai?
Ele estendeu a mão para a minha esposa. Seus olhos azuis brilhavam intensamente, e era a mesma mão que a tatuagem cobria por completo. Ele olhou para Carol e completou:
— Quem é essa maravilhosa mulher?
Carol, um pouco constrangida, estendeu a mão e respondeu:
— Carol, esposa do Alisson.
Henrique olhou para mim, abriu um sorriso e disse:
— Que interessante…
Júlia tentou retomar o assunto:
— Vocês vão fechar o acordo?
Henrique, ainda olhando fixamente para minha esposa, respondeu:
— Não sei… Vou pensar melhor.
Ele virou-se para Alex e disse:
— Vou ter que ir, amigo.
Abraçou Alex rapidamente e completou:
— Te ligo amanhã.
Antes de sair, cumprimentou Júlia, Solange e Carol com um beijo na mão, de forma galante. Por fim, deu um tapa nas minhas costas e disse:
— Até a próxima, Alisson.
Assim que ele saiu, eu e Alex fomos até o escritório dele. Meu irmão fechou a porta e suspirou:
— Desculpa por isso. O Henrique é meio difícil.
Eu perguntei diretamente:
— Qual é as minhas chances?
Ele me olhou sério e respondeu:
— Bem baixas. Ele quer alguém que possa investir mais.
Fiquei pensando nos 20% de lucro, no potencial da loja, sentindo uma chateação por não ter fechado tudo. Mas aquilo, naquela altura, seria o menor dos meus problemas… pois a partir daquele fim de tarde, tudo iria mudar.