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Uma casa cheia de segredos - Parte 2

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Um conto erótico de Ficcionista
Categoria: Heterossexual
Contém 704 palavras
Data: 14/07/2026 22:11:37
Última revisão: 14/07/2026 22:20:56
🤖 Texto produzido com auxílio de inteligência artificial

Depois do jantar, cada um se recolheu para um cômodo diferente da casa. Juliana seguiu para o seu quarto com o celular em mãos, digitando. Agora que disse aos pais que Marcela estava trabalhando, precisava alinhar com a amiga a natureza desse emprego para uma versão palatável ao gosto deles. “Por que eu fui inventar de contar para eles que ela tá trabalhando?”, ela se questionava irritada consigo mesma. Marcela havia entrado no ramo de camgirls. Vinha faturando uma boa grana exibindo o corpo pela webcam em apresentações eróticas ao vivo numa plataforma gringa. Quando Juliana chegou a seu quarto, já havia terminado de escrever um longo texto explicando para a amiga a situação, pedindo que ela tratasse de inventar um emprego “decente”, de preferência um que não tivesse vagas disponíveis no momento.

****

Quando o marido se ofereceu para a infeliz tarefa de lavar a louça do jantar, Mônica foi acometida por um súbito pico de ternura por ele. Além de o cansaço dar uma camada extra de apreço pelo gesto, somou-se também o fato de que não havia característica que ela apreciasse mais nele do que sua precária capacidade de adivinhar seus pensamentos. “Pena que não acontece com mais frequência”, ela pensou quando deixou a cozinha, indo na direção do banheiro. Lá dentro, parou um momento na frente do espelho anexado a uma das paredes, onde podia ver o reflexo do seu corpo inteiro. “Ele costumava me chamar de gostosa e praticamente me arrastava para o quarto. Olha como eu tô agora...”, Mônica refletia, já sem nenhum traço de ternura, ao mesmo tempo que alisava o relevo de sua barriga por cima da blusa justa. De súbito uma memória surgiu em sua mente e a fez esboçar um sorriso: estava no quarto, passando batom quando Juliana veio até o beiral da porta avisar que ia sair. Antes que pudesse questionar onde ela ia, Marcela invadiu o espaço com sua maneira performática, de olhos arregalados, e disse boquiaberta:

— Mas Dona Mônica, onde que a senhora vai toda arrumada desse jeito?

O jeito extravagante da moça a fez rir. Explicou que ia almoçar com suas irmãs, num restaurante no centro. A jovem a fitou de cima a baixo e continuou, com um sorriso largo no rosto:

— Toda produzida desse jeito? Olha esse vestido dela, Ju! Não, vai, dá uma voltinha para nós ver esse seu look.

Animada, rodopiou o corpo, fazendo a barra do vestido levantar-se, quase mostrando a boca da meia-calça que lhe apertava as coxas. Juliana, incentivada pela amiga, também elogiou a maneira que a mãe estava produzida e, por alguns minutos, o quarto foi preenchido por exclamações, risos e genuínos agradecimentos pela gentileza das jovens. Quando os ânimos se arrefeceram, a mãe deu o consentimento para a filha ir passear. Antes de chegar à porta, Marcela virou uma última vez na direção de Mônica com um olhar sério.

— Mas a senhora tá gostosa, hein dona Mônica! — disse a moça antes de dar as costas e deixar o quarto.

****

Maurício, após lavar a louça, se dirigiu a um puxadinho do lado de fora da casa que ele usava como escritório. Um lugar que, além de privacidade, contava com uma confortável poltrona, uma estante com muitos livros e uma escrivaninha com um computador. Sentou-se ao computador, e como fazia com certa regularidade, abriu uma aba anônima no navegador e digitou o endereço do site no qual Marcela trabalhava. Em poucos minutos encontrou o perfil de uma jovem interessante e se engajou numa conversa animada a 3 dólares o minuto. A garota não aparentava ter mais do que 20 anos, de pele clara, olhos verdes e um corpo, pela estimativa de Maurício, sem um grama de gordura. Sempre com um sorriso sapeca no rosto, respondia prontamente aos comandos do seu cliente, dançando de maneira sensual enquanto suas mãozinhas delicadas navegavam vagarosamente por seu corpo magro, coberto apenas por um biquíni rosa. Maurício tinha o olhar fixo no ventre nu da pequena. Lembrava bastante, ele reparou desconfortável, o da amiga da Juliana. Colocou o pênis ereto para fora e passou a se masturbar, imaginando que não assistia a “Your_Princess” dançando de maneira provocativa, mas sim Marcela, a rapariga que vinha desgraçando a vida de sua filha.

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