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O Dominador foi dominado parte 3

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Um conto erótico de RICK_XES
Categoria: Gay
Contém 5838 palavras
Data: 15/07/2026 14:01:42

O sol da manhã de São Paulo invadia o apartamento de Igor através das janelas de piso a teto, cortando o ar condicionado gelado com raios de luz dourada que iluminavam a poeira em suspensão. Lá embaixo, a avenida Paulista era uma fita cinza de movimento silencioso, abafada pelo vidro duplo e pela altura da cobertura. Dentro, o silêncio era absoluto, quebrado apenas pelo clique suave da porcelana quando o mordomo colocava mais uma xícara na mesa de mármore.

Antônio estava ajoelhado sobre o tapete de pelo longo, seus joelhos afundando na maciez, mas o peso do seu corpo repousava sobre os calcanhares, uma postura forçada pela exaustão e pela dor latejante que percorria suas costas. A carne de seu traseiro, marcada pelo ferro em brasa de Igor, pulsava em sincronia com suas batidas cardíacas, um lembrete constante e quente da propriedade que agora ostentava. O dispositivo de castidade, frio e pesado, apertava seus testículos e prendia seu pau, um metal implacável que negava qualquer ereção completa e mantinha sua virilha em um estado de humilhação permanente. Ele mantinha os olhos fixos no padrão geométrico do tapete, incapaz de erguer o olhar para o homem que observava a cidade.

Igor tomou um gole de café preto, sem açúcar, e virou-se lentamente. O robe preto de seda deslizou sobre seu corpo, revelando o peito tonificado por um instante antes de se fechar novamente. Ele caminhou até a mesa, seus pés descalços não fazendo sombra no chão, e colocou a xícara com um som seco. Sua presença dominava o ambiente, uma densidade no ar que fazia os ombros de Antônio se curvarem involuntariamente, como se a gravidade ao redor de Igor fosse mais forte.

— A cidade acorda — disse Igor, sua voz baixa, cortando o silêncio como uma lâmina. — E com ela, os seus fãs.

Antônio engoliu em seco, a garganta seca e dolorida. Ele não precisava perguntar quem eram. A memória da noite anterior no clube subterrâneo estava gravada em sua mente com mais clareza do que a marca em seu corpo: os rostos distorcidos por ódio e luxúria, as mãos ásperas, os insultos sussurrados em seus ouvidos enquanto ele era usado. Ele pensou que aquilo tinha sido o fim, um pagamento único, uma punição extinta ao nascer do dia.

— Eles não foram embora — continuou Igor, aproximando-se de Antônio. Ele parou logo à frente do homem ajoelhado, seus dedos roçando levemente no cabelo castanho e despenteado de Antônio. — A plateia quer um número de retorno. Na verdade, eles querem uma temporada inteira.

O mordomo, sem levantar os olhos, colocou um telefone celular sobre a mesa de mármore, ao lado da chave prateada do dispositivo de castidade. O telefone vibrou uma vez, depois duas vezes, a luz piscando no silêncio da sala. Igor sorriu, um movimento sutil de lábios que não alcançava seus olhos frios. Ele pegou o telefone e deslizou o dedo pela tela, lendo as mensagens que chegavam em uma torrente ininterrupta.

— O marido daquela mulher... o que você chamou de 'um erro de juízo' — Igor recitou, lendo a tela com um tom de entretenimento cruel. — Ele quer uma sessão privada. Diz que a esposa não consegue perdoá-lo, mas que ele pode aliviar a frustração gozando na boca do homem que a destruiu. Ele está disposto a pagar muito. Em ações da empresa que você tentou desvalorizar.

Antônio fechou os olhos, uma onda de náusea misturada com um calor vergonhoso subindo pelo pescoço. Seu corpo, treinado para reagir ao poder, traía-o. A ideia de ser usado novamente, de ser reduzido a uma mercadoria de troca entre homens que ele costumava pisar, fazia seu peito explodir em ansiedade, mas seu pau preso tentou inchar contra o metal, uma dor aguda e eletrizante que o fez suspirar.

— E o CEO? — Igor continuou rolando a tela para baixo. — Aquele que você arruinou com o vazamento de informações. Ele não quer apenas sexo. Ele quer vingança. Ele quer te ver sangrar, literalmente. Ofereceu um contrato de consultoria exclusivo para a minha empresa em troca de duas horas com você. Sem limites.

Igor agachou-se, nivelando o rosto com o de Antônio. O cheiro de café e tabaco envolveu Antônio, um aroma que antes associava a reuniões de negócios e poder, mas que agora cheirava a sua própria ruína. Igor segurou o queixo de Antônio, forçando-o a erguer o olhar. Os olhos de Igor eram escuros, abismais, refletindo uma satisfação doentia ao ver o terror submisso estampado no rosto do outro.

— Você está popular, Antônio. Um verdadeiro ídolo pop da decadência — sussurrou Igor, seu polegar roçando o lábio inferior de Antônio, abrindo-o levemente. — Sua boca, esse cu que marquei como meu gado, tudo isso virou ativos financeiros. E eu sou o gestor desse fundo de investimento.

Antônio tentou recuar, mas a mão de Igor apertou seu queixo, unhas afiadas penetrando na pele, impedindo qualquer fuga. O metal da gaiola roçou no tapete, enviando um choque de desconforto pela virilha. Ele sentia-se nu, exposto, não apenas fisicamente, mas em sua essência. Cada mensagem que chegava no telefone, cada vibração contra o mármore, era um pregador a mais no caixão de sua antiga vida.

— Não... — a voz de Antônio saiu rouca, quebrada, um sussurro de suplica que morreu antes de ganhar força. — Eu fiz o que você pediu. Eu paguei.

Igor riu, um som seco e curto. Ele soltou o queixo de Antônio e levantou-se, caminhando até a janela. A luz da manhã batia em suas costas, criando uma auréola escura ao redor de sua silhueta.

— Pagou? Você acha que uma noite de chupar rolas e levar pirocas no cu cobre anos de arrogância? — Igor voltou-se, o robe abrindo-se levemente, revelando a ereção que começava a crescer sob o tecido da seda. — Você é um brinquedo agora, Antônio. Brinquedos não pagam dívidas. Brinquedos são usados até quebrarem.

A realidade da situação caiu sobre Antônio como uma tonelada de concreto. A plateia do clube não se dissipara com a luz do dia; ela se organizara. Formara-se um grupo exclusivo, uma sociedade secreta de homens que o viam não como um igual, mas como um objeto de alívio de ódio e desejo reprimido. Eles exigiam acesso contínuo, e Igor, o pivô de tudo, mantinha o controle absoluto, negociando o uso de seu corpo em troca de favores, influências e contratos milionários.

— Vamos começar com o marido — decidiu Igor, olhando para o relógio de pulso. — Ele está esperando no quarto de hóspedes. Impaciente. Disse que não dormiu nada, pensando na sua garganta envolvendo a rola dele.

Antônio sentiu o chão desaparecer sob ele. O quarto de hóspedes. O mesmo quarto onde ele costumava receber amantes e aliados, agora transformado em uma câmara de tortura prazerosa para seus inimigos.

— Levante-se — ordenou Igor.

Antônio tentou obedecer, mas suas pernas falharam. A dor nas nádegas, agravada pela posição prolongada e pela cicatriz recente, fez com que ele cambaleasse. Ele caiu de joelhos novamente, grunhindo de dor, as mãos apoiando no tapete para não bater com a cara no chão.

Igor suspirou, impaciente. Ele cruzou a sala em passadas largas e agarrou Antônio pelo cabelo, puxando-o para cima com brutalidade. Antônio gritou, o couro cabeludo ardendo, enquanto era forçado a se erguer. Igor não deu tempo para que ele se equilibrasse; empurrou-o na direção do corredor que levava aos quartos.

— Ande — disse Igor, dando um tapa forte no traseiro marcado de Antônio.

A dor foi explosiva, misturando-se com o calor da ferida. Antônio tropeçou, mas recuperou o equilíbrio, caminhando o mais rápido que suas pernas trêmulas permitiam. Ele sentia o peso do olhar de Igor em suas costas, um olhar físico que lhe tocava a pele nua. O corredor parecia interminável, as paredes de arte moderna e fotografias de viagens passadas zombando de sua condição atual. Ele não era mais o homem nessas fotos. Ele era carne.

Ao chegarem à porta do quarto de hóspedes, Igor parou e abriu-a lentamente. O quarto estava escuro, as cortinas fechadas, bloqueando a luz do dia. Apenas a luz de um abajur no canto iluminava a figura sentada na cama. Era um homem robusto, de ombros largos, com o rosto coberto pelas sombras, mas a postura rígida denunciava tensão. Ele estava vestindo apenas uma toalha na cintura.

O homem levantou-se ao ver Antônio. A toalha caiu, revelando um pau grosso, já semiereto, que balançava pesadamente entre as pernas dele. Não era um pau bonito; era uma arma de carne, veias salientes, a glande rosada e úmida. Antônio sentiu o estômago revirar, mas ao mesmo tempo, uma resposta pavloviana percorreu seu corpo. A gaiola de castidade apertou, dolorosa.

— Aqui está ele — disse Igor, entrando no quarto e empurrando Antônio para dentro. — Limpo, marcado e pronto para uso. Lembre-se das regras. Não marque o rosto dele, ele tem uma reunião à tarde. Mas o resto... faça o que quiser. Ele precisa aprender a servir.

O marido, cujo nome Antônio mal lembrava ou talvez nunca soubesse, aproximou-se. Ele não disse nada. Não havia necessidade de palavras. O ódio emanava dele em ondas, quentes e sufocantes. Ele parou na frente de Antônio, olhando-o de cima a baixo, desdenhoso.

— De joelhos — o homem grunhiu, a voz rouca de sono e raiva.

Antônio obedeceu. Seus joelhos bateram no carpete macio do quarto, mas ele mal sentiu a diferença. Ele estava focado na rola na frente de seu rosto. O cheiro de homem não lavado, de testosterona e desejo agressivo, invadiu suas narinas, sufocante. O homem agarrou a cabeça de Antônio com ambas as mãos, os dedos entrelaçando no cabelo, e puxou-o para frente.

— Abre essa boca, seu arrombado — ordenou o homem.

Antônio abriu a boca, o maxilar já doendo em antecipação. O homem não esperou. Ele enfiou a rola na boca de Antônio com um golpe brutal, indo fundo até a garganta. Antônio engasgou, os olhos lacrimejando instantaneamente, as mãos indo instintivamente aos quadris do homem para se empurrar, mas Igor estava lá, segurando seus pulsos e puxando-os para trás, prendendo-os nas costas.

— Engole tudo — sussurrou Igor no ouvido de Antônio, enquanto o outro homem começava a foder sua boca com força. — É isso que você é agora. Uma buceta de carne para aliviar a frustração dos homens que você destruiu.

A rola do homem era enorme, enchendo a boca de Antônio completamente, batendo no fundo da garganta a cada estocada. Ele conseguia sentir as veias deslizando sobre sua língua, o sabor salgado de líquido pré-ejaculatório misturando-se com sua saliva. O homem não tinha piedade; ele usava a cabeça de Antônio como um suporte de piroca, puxando e empurrando, fazendo com que o pau entrasse e saísse com sons obscenos de engasgos e saliva.

— Sim... — o homem grunhiu, jogando a cabeça para trás. — Tão bom... essa boca de vadia... melhor que a da minha esposa.

O degradante elogio atingiu Antônio mais duro do que qualquer tapa. Ele era um substituto, um corpo quente para projetar fantasias de vingança e infidelidade. Ele sentia a saliva escorrer pelo queixo, gotejando no peito e na barriga, gelada e nojenta. O pau do homem crescia ainda mais na boca dele, ficando duro como pedra, obstruindo sua respiração. Antônio tentou respirar pelo nariz, mas o movimento frenético do homem dificultava tudo.

Igor observava de longe, sentado em uma poltrona no canto do quarto, as pernas cruzadas, um sorriso de satisfação no rosto. Ele não interferia. Ele apenas apreciava o espetáculo, a humilhação total de seu inimigo transformado em seu maior ativo. O telefone na mesa de cabeceira vibrou novamente. Igor ignorou-o por enquanto. Havia tempo suficiente para negociar o próximo turno.

No chão, a luta de Antônio se intensificava. O homem estava perto do clímax. Seus movimentos ficaram descoordenados, selvagens. Ele segurava a cabeça de Antônio com tanta força que parecia que ia esmagar o crânio dele.

— Vou gozar — rosnou o homem. — Vou encher essa garganta de porra. Vai engolir tudo, seu lixo.

Com um grunhido animal, o homem arqueou as costas e explodiu na boca de Antônio. Jatos grossos e quentes de porra bateram na garganta de Antônio, forçando-o a engolir compulsivamente para não se afogar. O gosto era amargo, salgado, avassalador. Antônio sentia o líquido escorrendo pelo canto da boca, misturando-se com a baba, enquanto o homem continuava a bombear o pau, esvaziando os testículos nele.

Quando o homem finalmente soltou a cabeça de Antônio, ele caiu para a frente, tossindo, ofegante, tentando recuperar o fôlego. O homem deu um passo atrás, ofegante também, olhando para baixo com desdém, vendo sua própria porra brilhando nos lábios de Antônio.

— Limpasse — ordenou o homem, dando um tapa na bochecha de Antônio com o pau semiduro.

Antônio, trêmulo e humilhado, estendeu a língua e lambeu a glande do homem, limpando os últimos vestígios de porra. O homem riu, um som seco e cruel, e virou-se, pegando a toalha e cobrindo-se novamente.

— Valeu a pena cada centavo — disse o homem, olhando para Igor. — Tenho uma reunião em uma hora. Vamos manter o contato.

Igor levantou-se e acompanhou o homem até a porta. Eles trocaram algumas palavras em voz baixa, provavelmente confirmando a transferência das ações ou combinando o próximo encontro. Antônio ficou sozinho no centro do quarto, de joelhos, o cheiro de sexo e porra impregnando suas narinas, a gaiola de castidade doendo implacavelmente. Ele se sentia sujo, usado, mas estranhamente vazio. A dor física era real, mas a dor da humilhação era um buraco negro em seu peito.

Quando Igor voltou, a porta se fechando com um clique definitivo, ele olhou para Antônio e sorriu. O sorriso não era de alegria, mas de possessão.

— Você foi bem-disse Igor, aproximando-se. — Mas não acabou. O CEO quer sangue, lembra? E ele tem uma paciência curta.

Igor agarrou Antônio pelo braço e puxou-o para cima. Antônio cambaleou, as pernas fracas. Ele foi arrastado para fora do quarto, passando pelo mordomo que permanecia impassível, como estátuas em um museu de horrores.

— Espere — Antônio conseguiu sussurrar, a voz rouca de tanto ter sua garganta usada. — Eu... eu não aguento mais. Por favor.

Igor parou e virou-se. O olhar dele era gelado, sem piedade.

— Você não tem escolha, Antônio. Você pertence a eles agora. E a mim. E eu vou te alugar até o último centavo de seu valor ser extraído.

Igor empurrou Antônio para a sala principal novamente, mas desta vez em direção a uma porta disfarçada na parede de madeira envernizada. Uma porta que levava à adega, ou melhor, ao porão que Igor havia transformado em uma masmorra de luxo. As escadas eram de mármore branco, iluminadas por luzes LED que mudavam de cor, criando uma atmosfera de clube noturno subterrâneo.

Lá embaixo, o ar estava frio e cheirava a couro e desinfetante. As paredes eram forradas de prateleiras com vinhos caros, mas o centro da sala era ocupado por uma mesa de exame ginecológica, revestida de couro preto, com tiras de couro e metal penduradas nas laterais. Havia também uma cruz de Santo André, acessórios de bondage, e uma parede repleta de vibradores, dildos de todos os tamanhos e formas, e instrumentos que Antônio não reconhecia, mas cujo propósito ele temia adivinhar.

O CEO já estava lá. Ele era um homem mais velho, de cabelos grisalhos e um rosto duro, marcado por anos de decisões impiedosas no mundo dos negócios. Ele estava vestindo um terno completo, gravata perfeitamente ajustada, o que tornava a cena ainda mais surreal. Ele examinava um instrumento afiado, um bisturi cirúrgico talvez, ou algo pior, com interesse clínico.

— Igor — disse o CEO, virando-se com um sorriso que não alcançava os olhos. — Pontual como sempre. E a mercadoria?

— Aqui — disse Igor, empurrando Antônio para a frente. — Como combinado. Duas horas. Sem limites.

O CEO aproximou-se de Antônio, circulando-o como um predador examina a presa. Ele não tocou, apenas olhou. Seus olhos percorreram o corpo de Antônio, avaliando, calculando. Parou na marca de ferro em brasa no traseiro de Antônio.

— Belo trabalho — comentou o CEO. — Digno de um gado de pedigree.

Antônio estremeceu. Ele estava nu, exceto pela gaiola de castidade, e se sentia exposto como nunca antes. O ar gelado do porão eriçou a pele de seus braços e pernas.

— Vamos começar — disse o CEO, tirando o paletó e dobrando-o cuidadosamente sobre uma cadeira. Ele começou a despachar a gravata, os movimentos lentos, deliberados. — Coloque-o na mesa.

Igor não precisou de ordens. Ele agarrou Antônio e o arrastou para a mesa de exame. Antônio tentou resistir, instintivamente, mas a força de Igor era superior, e sua própria exaustão o traiu. Ele foi jogado de costas sobre o couro frio. Igor agarrou seus pulsos e prendeu-os nas tiras de couro acima da cabeça. Em seguida, pegou os tornozelos de Antônio e abriu as pernas em um ângulo vulnerável, prendendo-as nos estribos de metal. Antônio estava agora imóvel, exposto, seu traseiro levantado e aberto, o buraco do cu à mercê de quem quisesse usá-lo.

O CEO aproximou-se da mesa, rolando as mangas da camisa. Ele olhou para o rosto de Antônio, que estava virado para o lado, os olhos fechados, tentando se dissociar da realidade.

— Olhe para mim — ordenou o CEO.

Antônio abriu os olhos lentamente. O rosto do CEO estava a poucos centímetros do dele.

— Você me destruiu — disse o CEO, a voz calma, mas carregada de uma emoção venenosa. — Você vazou informações que custaram milhões à minha empresa. Você riu de mim em jantares. Você achou que estava acima de tudo.

O CEO pegou um dos instrumentos da parede. Era um dildo de metal, enorme, com ranhuras profundas e ganchos pequenos nas laterais. Ele mostrou a Antônio.

— Hoje, eu vou te mostrar o que é ser destruiu. Por dentro.

Antônio começou a lutar contra as tiras, puxando com desespero, o couro roçando e queimando sua pele. — Não! Por favor! Isso não vai caber! Vai me machucar!

O CEO sorriu e levou o instrumento ao buraco de Antônio. O metal estava gelado, um choque contra a carne quente e sensível. Sem lubrificação, sem preparo, o CEO começou a empurrar.

A dor foi imediata e excruciante. O metal rasgava, alargava à força. Antônio gritou, um som primal de agonia que ecoou pelas paredes de vinho. O CEO não parou. Ele empurrava com força, girando o dildo, fazendo com que os ganchos rasgassem as paredes internas do reto de Antônio. Era uma tortura calculada, misturada com uma perversidade sexual insaciável.

Igor observava de longe, os braços cruzados, o rosto impassível. Ele estava desfrutando da visão, do som dos gritos de Antônio, da visão do metal desaparecendo no corpo do homem que ele tanto odiava. E, mais do que isso, ele estava calculando o valor daquela sessão. O CEO tinha prometido um contrato de consultoria exclusiva. Um contrato que valia milhões. O sofrimento de Antônio tinha um preço, e Igor estava cobrando cada centavo.

O CEO continuou a tortura por minutos que pareceram horas. Ele empurrava o dildo até o fundo, depois puxava, apenas para empurrar novamente com mais força. Antônio estava suando, o corpo arqueando contra as tiras, rosnando e chorando, a dor cegando-o. O buraco dele sangrava, o sangue escorrendo para o couro da mesa, uma mancha vermelha brilhante sobre o preto.

Finalmente, o CEO parou. Ele deixou o dildo enterrado até o cabo no ânus de Antônio e foi até a parede, escolhendo outro instrumento. Desta vez, era um chicote de couro fino, com várias pontas.

— Apenas um aquecimento — disse o CEO, voltando para a mesa. Ele posicionou-se ao lado de Antônio e ergueu o braço.

O primeiro golpe caiu no peito de Antônio, cortando a pele e deixando uma linha vermelha imediata. Antônio gritou novamente, o corpo contorcendo-se. O segundo golpe caiu no abdômen, o terceiro nas coxas internas. O CEO não poupava nenhuma parte do corpo. Ele estava liberando anos de raiva, cada golpe carregado com o peso de todas as humilhações que sofrera.

Antônio perdeu a noção do tempo. Ele flutuava em um mar de dor, apenas vagamente consciente dos golpes, do sangue, da presença dos dois homens que o usavam como um saco de pancadas e um objeto sexual. Seu mundo se reduziu à dor aguda da pele se abrindo e à dor profunda, surda, do metal rasgando suas entranhas.

Quando o CEO finalmente parou, Antônio estava um bagaço. O corpo dele tremia incontrolavelmente, a respiração ruidosa e ofegante. O CEO guardou o chicote e voltou para a mesa. Ele puxou o dildo de metal com um movimento brusco. Antônio gritou mais uma vez, uma nota alta de agonia, enquanto o metal saía de seu corpo, trazendo consigo sangue e fluidos corporais.

— Agora a parte divertida — disse o CEO, abrindo o cinto e a calça.

Seu pau era menor que o do marido, mas era duro como ferro, curvado para cima como uma foice. Ele subiu na mesa, posicionando-se entre as pernas de Antônio. Sem aviso, ele enfiou a rola no cu dilacerado de Antônio.

A dor de ser fodido naquele estado era diferente. Era quente, viva, pulsante. O pau do CEO entrava facilmente no buraco já destruído, mas cada movimento friccionava as feridas internas, enviando ondas de choque de dor pelo corpo de Antônio. O CEO não foi brando. Ele fodeu com fúria, usando as coxas de Antônio como apoio, cravando as unhas na pele ensanguentada.

— É isso que você merece — grunhiu o CEO em seu ouvido, o hálito quente e fétido. — Ser fodido pelo homem que você destruiu. Ser minha putinha de sangue.

Antônio gemia, os olhos vidrados, fixos no teto. Ele não tinha mais forças para gritar. Apenas aceitava, o corpo se movendo ao ritmo das estocadas do CEO, um boneco de pano sendo manipulado por um mestre cruel. Ele sentia o sangue escorrendo pelo cóccix, sentia o pau do CEO inchando dentro dele, aproximando-se do clímax.

O CEO veio com um urro, bombeando sua porra profundo no cu ferido de Antônio. Ele manteve-se lá por um momento, desfrutando da contração dos músculos de Antônio em torno de sua rola, depois puxou-se para fora, com um som úmido e nojento.

Ele desceu da mesa e arrumou as roupas, recuperando a compostura de executivo em questão de segundos. Pegou o paletó, vestiu-o, e ajeitou a gravata.

— Satisfatório — disse o CEO, virando-se para Igor. — O contrato será enviado ao seu escritório hoje.

— Foi um prazer fazer negócios — respondeu Igor, com um aceno de cabeça.

O CEO subiu as escadas sem olhar para trás, deixando Antônio sangrando e tremendo na mesa. Igor esperou até que a porta do porão se fechasse. Ele caminhou até a mesa e olhou para baixo. Antônio estava consciente, mas mal. Os olhos dele estavam abertos, mas não focavam. O corpo dele estava coberto de marcas vermelhas e sangue.

Igor soltou as tiras dos pulsos de Antônio, mas deixou os tornozelos presos. Ele pegou um pano e limpou o rosto de Antônio, um gesto de cuidado bizarro e contraditório.

— Você aguentou — disse Igor suavemente. — Eu sabia que você aguentaria. Você é mais forte do que parece, Antônio. Mas isso não importa. Você é apenas um objeto. E objetos não precisam ser fortes. Precisam apenas ser úteis.

Igor pegou o telefone no bolso e tirou uma foto de Antônio naquele estado. Ele digitou algo rapidamente e enviou. Minutos depois, o telefone vibrou com uma resposta.

— O próximo já está a caminho — disse Igor, mostrando a tela para Antônio, embora ele tivesse dúvidas de que Antônio pudesse ler. — Um juiz. Diz que você subornou uma testemunha em um processo dele. Ele quer usar um strap-on. Enorme. Diz que quer te ver chorar de verdade, não apenas de dor.

Antônio fechou os olhos, uma lágrima solitária escapando e misturando-se com o suor e o sangue no rosto dele. A rotação era implacável. A fila de homens esperando para usá-lo, para humilhá-lo, para extrair sua vingança e prazer de seu corpo, parecia não ter fim. Ele era um brinquedo compartilhado, um pedaço de carne passando de mão em mão, e Igor era o gerente dessa casa de horrores, o único que lucrava com sua degradação.

Igor afastou-se, indo para uma pequena pia no canto do porão. Ele lavou as mãos com cuidado, esfregando-as como se estivesse removendo a sujeira do dia. Depois, voltou para a mesa e desamarrou os tornozelos de Antônio.

— Levante-se — ordenou Igor. — Precisamos limpá-lo para o juiz. Ele gosta de impecável.

Antônio tentou se mover, mas o corpo não respondeu. A dor era paralisante. Igor suspirou e agarrou Antônio, puxando-o da mesa. Antônio caiu no chão, incapaz de ficar em pé.

— Você é inútil — disse Igor, com desdém. Ele arrastou Antônio pelo chão frio até um dreno no centro do cômodo. Igor abriu um registro e água quente jorrou de um bocal no teto, como uma chuva torrencial em uma prisão.

A água bateu em Antônio, quente e forte, lavando o sangue, o suor, a porra e a baba. Igor usou uma mangueira de alta pressão para direcionar o jato para o cu de Antônio, limpando as feridas com uma brutalidade que fez Antônio gritar, a água misturando-se com o sangue e corando o ralo de vermelho.

— Fique quieto — ordenou Igor, enxaguando o corpo de Antônio como se fosse um cachorro sujo. — O juiz não gosta de sujeira. E você vai estar impecável para ele.

Quando a água parou, Antônio estava tremendo de frio e dor. Igor jogou uma toalha áspera sobre ele.

— Seque-se e suba — disse Igor, subindo as escadas. — Você tem dez minutos.

Antônio ficou sozinho no escuro, a água gotejando de seu corpo no chão de pedra. Ele se enxugou com dificuldade, cada movimento uma lembrança das torturas que sofrera. O corpo dele era um mapa de dor, cada centímetro reclamando atenção. Mas ele sabia que não havia tempo para recuperação. A próxima sessão estava prestes a começar.

Ele subiu as escadas lentamente, cada degrau um desafio. Na sala de estar, a luz da manhã havia mudado, agora um brilho de meio-dia intenso. Igor estava na varanda, falando ao telefone, rindo. O mordomo estava arrumando a mesa de almoço, colocando talheres de prata e guardanapos de linho. A normalidade da cena era aterrorizante.

— Ah, ele está aqui — disse Igor para o telefone, olhando para Antônio que entrava na sala, envolto na toalha, pálido e ferido. — Sim, impecável. Ele está ansioso para vê-lo.

Igor desligou o telefone e virou-se para Antônio.

— O juiz está no elevador — informou Igor. — Ele trouxe um presente. Um novo dispositivo para o seu pau. Dessa vez, com espinhos internos. Para garantir que você não sinta prazer nenhum enquanto ele te fode com o strapon de vinte centímetros.

Antônio sentiu os joelhos fraquejarem. Ele apoiou-se na parede, a visão turvando. Ele olhou para Igor, tentando encontrar algum traço de humanidade, algum sinal de que aquilo poderia acabar. Mas o rosto de Igor era uma máscara de indiferença sádica. Ele não via um ser humano; ele via um investimento.

Antônio olhou para a porta do elevador. As luzes acima da porta indicavam que o elevador estava subindo. Ele ouviu o suave som do anúncio de chegada. O som parecia o toque de finados para sua alma.

A porta se abriu. O juiz entrou. Ele era um homem baixo, magro, de óculos de aro fino e um ar de superioridade intelectual. Ele carregava uma mala de couro preto, provavelmente contendo os instrumentos de sua "justiça". Ele olhou para Antônio e sorriu, um sorriso frio e calculista.

— Antônio — disse o juiz, colocando a mala sobre a mesa de mármore ao lado do almoço do mordomo. — Finalmente nos encontramos cara a cara. Ou melhor, cara a... bem, você vai entender.

O juiz abriu a mala e retirou o strapon. Era negro, gigantesco, com veias realistas e uma base que parecia um cinto de tortura. Ao lado dele, estava o dispositivo de castidade prometido, feito de metal escuro, com pequenos espinhos voltados para dentro.

— Vamos começar — disse o juiz, virando-se para Igor. — Você pode segurar ele enquanto eu troco a gaiola? Não quero que ele se mexa muito.

Igor acenou e caminhou até Antônio. Ele agarrou os braços de Antônio e os prendeu atrás das costas, com uma mão no pescoço, forçando a cabeça de Antônio para cima. O juiz aproximou-se com o dispositivo.

— Isso vai doer um pouco — disse o juiz, sorrindo. — Mas dor é parte da sentença, não é?

Igor desbloqueou a gaiola atual e a removeu. O pau de Antônio, livre pela primeira vez em dias, tentou inchar, mas o juiz foi rápido. Ele colocou o novo dispositivo, e os espinhos penetraram na pele sensível do pau de Antônio. Antônio gritou, o corpo contorcendo-se, enquanto o metal se fechava, travando com um clique final. A dor era aguda, constante, uma tortura em si mesma.

— Perfeito — disse o juiz, admirando seu trabalho. — Agora, vamos ao evento principal.

O juiz colocou o strapon, ajustando as tiras com cuidado. Ele pegou um lubrificante da mala e aplicou uma generosa quantidade no dildo gigante, um contraste cruel com a brutalidade da cena anterior. Ele não se importava com o conforto de Antônio, mas queria garantir que o dildo deslizasse sem resistência, maximizando a sensação de invasão e volume.

— Deite-se na mesa — ordenou o juiz, apontando para a mesa de jantar, que o mordomo havia acabado de limpar.

Antônio, ainda contido por Igor, foi arrastado até a mesa. O mármore estava frio contra suas costas feridas. Igor prendeu os pulsos de Antônio acima da cabeça novamente, desta vez usando os cintos de couro que o juiz havia trazido. O juiz pegou os tornozelos de Antônio e os levantou, apoiando-os em seus ombros, expondo completamente o cu dilacerado e sangrando de Antônio.

— Olhe para mim — ordenou o juiz, posicionando a cabeça do dildo na entrada do cu de Antônio. — Eu quero ver seus olhos enquanto eu entro em você.

Antônio tentou virar o rosto, mas Igor segurou seu queixo, forçando-o a manter o contato visual. O juiz empurrou. O dildo era enorme, muito maior que o pau do CEO ou o dildo de metal. Ele esticou os limites do corpo de Antônio, forçando os músculos a cederem, rasgando as feridas que mal haviam começado a cicatrizar. Antônio gritou, a garganta já rouca, o som saindo como um sussurro áspero.

O juiz não parou. Ele empurrou até o fim, até que a base do strapon batesse no traseiro de Antônio. Ele parou por um momento, desfrutando da sensação de poder, da visão de Antônio impotente sob ele.

— Você é culpado — disse o juiz, começando a se mover. — Culpado de arrogância. Culpado de ganância. Culpado de existir.

Com cada palavra, o juiz dava uma estocada profunda, puxando quase todo o dildo para fora e depois enfiando-o com força. A mesa de jantar rangeu com o impacto. Igor observava, ainda segurando o queixo de Antônio, garantindo que ele não desviasse o olhar.

A dor do strapon era avassaladora, mas a dor do dispositivo de castidade com espinhos era torturante. Com cada movimento do corpo de Antônio, os espinhos roçavam no pau dele, impedindo qualquer prazer e transformando a mais leve estimulação em agonia. Ele estava preso em um ciclo de dor, usado por ambos os lados, um objeto de tortura viva.

O juiz aumentou o ritmo, suando, os óculos embaciando. Ele estava obviamente entrando no papel, acreditando ser o executor de uma justiça divina. Ele rosnava palavras de condenação, misturando-as com grunhidos de prazer.

— Tome essa vara, seu lixo — grunhiu o juiz. — Sente o peso da lei.

Antônio não tinha mais lágrimas. Ele estava seco, vazio. Ele flutuava acima do corpo, observando a cena de fora, dissociado. Ele via o homem de terno fodendo-o com um dildo de borracha, via o homem poderoso segurando-o, via o sangue e o suor na mesa de jantar cara. Parecia um filme de terror, algo que não poderia estar acontecendo com ele.

Mas a dor o trazia de volta. A dor do dildo rasgando seu cu, a dor dos espinhos perfurando seu pau, a dor das marcas de chicote no peito roçando no mármore frio. Era real. Era sua vida agora.

O juiz finalmente veio, um clímax simulado, mas intenso, gritando e arqueando as costas, empurrando o dildo com uma força final que fazia a mesa de jantar deslizar alguns centímetros no chão. Ele ficou ofegante por um momento, depois puxou-se para fora, com um som úmido e alto.

— Justiça feita — disse o juiz, tirando o strapon com movimentos trêmulos. Ele olhou para Antônio, que estava imóvel, os olhos fixos no teto. — A sentença foi cumprida.

O juiz vestiu-se rapidamente, guardou seus instrumentos na mala e estendeu a mão para Igor.

— Um prazer fazer negócios com você, Igor — disse o juiz. — A sentença dele será... estendida, espero.

— Sem dúvida — respondeu Igor, apertando a mão. — Ele estará disponível sempre que a justiça exigir.

O juiz saiu pelo elevador, a mala na mão, a postura ereta de quem acabou de cumprir um dever cívico. Igor virou-se para Antônio. Ele soltou os pulsos de Antônio e o queixo. Antônio caiu de lado na mesa, o corpo dobrado em posição fetal, tremendo incontrolavelmente.

Igor olhou para o relógio.

— Almoço — disse Igor simplesmente.

Ele foi até a mesa onde o mordomo havia colocado os pratos. Igor sentou-se, começou a comer uma salada, ignorando completamente o homem ferido e sangrando a poucos centímetros dele. O mordomo serviu um vinho tinto, derramando um pouco em uma taça de cristal.

Antônio, através da névoa da dor, via Igor comer. A normalidade era o insulto final. Igor comia alface e tomate enquanto Antônio sangrava na mesa. Igor bebia vinho enquanto Antônio lutava para não desmaiar.

— Você tem uma reunião à tarde — disse Igor, sem levantar os olhos do prato. — Com o senador. Ele quer uma sessão de águas. Diz que suas necessidades são... específicas. E você vai satisfazê-las. Se não, a informação que ele tem sobre a lavagem de dinheiro da sua antiga empresa vai para a polícia.

Antônio fechou os olhos. O senador. Águas. Ele sabia o que isso significava. Humilhação total. Degradação absoluta. E ele não tinha escolha. Ele tinha que sobreviver. Tinha que aguentar.

Igor terminou o almoço em silêncio. O mordomo recolheu os pratos. Igor levantou-se, limpou a boca com o guardanapo de linho e olhou para Antônio.

— Limpe essa bagunça — ordenou Igor, apontando para o sangue e os fluidos na mesa. — E se prepare. O senador não gosta de esperar.

Igor saiu da sala, deixando Antônio sozinho com a dor, o sangue e a certeza de que sua vida como ele conhecia havia terminado. Ele era agora apenas um brinquedo na coleção de Igor, um objeto para ser usado, abusado e descartado quando o valor de mercado caísse a zero. E, julgando pela fila de homens esperando por sua vez, o valor de Antônio estava apenas em alta.

Antônio arrastou-se para fora da mesa, caindo no chão. Ele rastejou até o banheiro, deixando um rastro de sangue e fluidos. Ele precisava limpar. Precisava estar pronto para o senador. A rotação continuava. A dor era infinita. E ele estava no centro de tudo, o brinquedo compartilhado, a carne para uso de todos, propriedade exclusiva de Igor, o homem que transformou sua ruína em um império de prazer sádico

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