Eu tava deitada na cama com o notebook no colo quando a mensagem chegou. Quase meia-noite, a tela iluminando o teto escuro do quarto. O Thor tinha a cabeça pesada no meu tornozelo e o Rex roncava num ritmo baixo e constante, como um motor velho que nunca desliga. Eu tinha acabado de postar um vídeo no canal e ainda sentia aquela ressaca boa de depois, o corpo relaxado, a mente mole.
O Telegram vibrou.
O nome apareceu: Paulo.
Engenheiro. Interior. Um dos meus VIPs mais antigos, um dos poucos que eu deixo ver tudo. A gente conversa há meses de um jeito que vai fundo, não é só tesão, é entendimento. Ele sabe exatamente o que eu sou, o que eu faço, o que me move. E nunca julgou nada. Nunca fingiu que não entendia.
A mensagem era longa. Li uma vez inteira, depois fechei o notebook e li de novo no celular, deitando mais fundo no travesseiro.
Na metade da segunda leitura eu já tinha a mão dentro da calcinha.
Ele falava de uma chácara na região serrana. Terreno afastado, silêncio de verdade, o tipo de privacidade que não existe em apartamento nenhum. E uma ideia: canis que seriam quartos. Um lugar construído especificamente pra pessoas como a gente, mulheres curiosas, casais, gente que carrega esse desejo como uma pedra e nunca soube onde pousar. Ele queria construir aquilo. E queria construir comigo.
Tinha um trecho no meio que eu li três vezes.
*Você vai ser minha cadela, Cat. Minha e dos nossos cachorros.*
Passei o dedo no meu clitóris devagar enquanto relia aquela frase, sentindo o calor subir do ventre como maré. Fechei os olhos e a imagem veio sem esforço: eu de quatro num gramado aberto, sol na pele, terra embaixo das mãos, ele atrás de mim e os cães ao redor esperando a vez. A nitidez da imagem me deu um aperto tão físico que eu arqueei o quadril sem querer.
Respondi com a voz mais controlada que consegui: “Me conta mais”
Ele explicou o terreno, os planos, os números com a precisão de quem passa o dia calculando estrutura. Disse que já tinha visto o lugar. Que era perfeito.
"Vem ver comigo no sábado", ele disse no fim.
Ouvi três vezes. Na terceira eu já tinha dois dedos dentro de mim, me tocando devagar com a palma da mão pressionando o clitóris, os cachorros dormindo pesados nos meus pés sem perceber nada. Quando gozei foi com a cabeça enterrada no travesseiro, imaginando o cheiro de mato, as mãos dele me segurando pelos quadris enquanto um dos cães me montava, o peso quente de um corpo animal no meu lombo.
Respondi: “Que horas?”
Sábado ele chegou dez minutos antes. Eu tava na porta do prédio com mochila pequena, jeans e camiseta, sem maquiagem. Ele parou o carro na minha frente e abriu a porta pelo lado de dentro, sem sair, sem gesticular. Só abriu.
Entrei. O carro cheirava a couro e a cigarro e a ele, um cheiro que eu já associava a coisa boa sem conseguir explicar direito. Ele me olhou de cima a baixo, demorou nos meus peitos, subiu pra minha boca.
"Tá nervosa?"
"Não."
"Tá mentindo."
Ri. "Um pouco."
Ele deu a partida e a gente saiu.
Duas horas de estrada. A cidade foi sumindo em camadas, prédios, casas, galpões, postos de gasolina, e depois só mato e montanha e céu. Ele dirigia com uma mão no volante e a outra na minha coxa, os dedos apertando de vez em quando sem ritmo, de forma distraída, como quem verifica que uma coisa ainda tá lá.
Em algum ponto da estrada de terra ele tirou a mão da minha coxa e levou até o próprio colo.
"Vem cá."
Não precisei de mais. Inclinei no banco, abri o zíper com cuidado, e ele já tava duro dentro da cueca, duro e quente, pulsando quando enrolei os dedos na base. Passei a língua na ponta, sentindo o gosto salgado e limpo, e ele soltou um gemido baixo que ficou preso na garganta.
"Chupa", ele disse. A mão foi pro meu cabelo, sem puxar ainda, só pesando. "Chupa que nem uma boa cadela."
Abri a boca e desci. Ele é grande, uma grossura que enche a boca de um jeito que exige atenção, que pede que eu abra a garganta e respire pelo nariz e me concentre. Forcei o reflexo e engoli mais, sentindo a ponta chegar fundo, os lábios chegando quase até a base.
"Assim", ele disse, mais baixo agora. "Devagar. Aproveita."
Subi e desci no ritmo que ele queria, a língua pressionando a veia por baixo em cada descida, a mão esquerda na base completando o movimento. Ele mantinha a mão no meu cabelo, não puxando, só segurando, uma pressão constante que era ao mesmo tempo guia e posse. O carro balançava levemente na estrada de terra e eu sentia o movimento passando pelo meu corpo, cada solavanco me empurrando um pouco mais fundo.
Ouvia os sons dele, controlados, medidos, mas não inteiramente. A respiração foi mudando. O pau pulsava mais forte na minha língua, dilatando em intervalos curtos. As coxas dele ficaram tensas sob a minha mão. Continuei, sem pressa, subindo e descendo, apertando a base com os dedos e relaxando a garganta quando ele empurrava o quadril.
Quando gozou foi com um gemido mais longo e as pernas travando, a mão apertando o meu cabelo com força de uma vez só. A porra desceu quente e grossa direto na garganta e eu engoli tudo, sustentando o ritmo até o fim, lambendo a ponta depois com cuidado enquanto ele desacelerava a respiração.
A mão dele abriu no meu cabelo. Me acariciou devagar.
"Boa menina."
Sentei de volta no banco. Passei a língua nos lábios, endireitei o cabelo com os dedos. Pela janela, as montanhas tinham tomado o lugar de tudo que eu conhecia.
"Falta pouco", ele disse.
A chácara apareceu no fim de uma estrada que parecia não ter destino. Portão de madeira escurecida pelo tempo, placa velha que eu não consegui ler direito, e então a casa.
Pedra e madeira. Varanda larga com telhado de telha antiga, janelas fudas com venezianas desbotadas, um alpendre onde ficava uma rede enrolada. O terreno se estendia pra todos os lados, grama alta, árvores espessas, e no fundo o som de água correndo num riacho que eu ainda não conseguia ver.
Fiquei parada no meio do gramado girando devagar. O silêncio era concreto. Não era ausência de som, era uma presença, um peso bom, uma pressão nos ouvidos que lembrava o mar.
"E aí?", ele perguntou atrás de mim.
"É enorme."
"É nossa. Se você quiser."
Virei. Ele tava parado com os braços cruzados me olhando, e no olhar dele tinha algo diferente do usual. Não era só desejo. Era posse. A certeza quieta de quem já sabe o que vai acontecer.
"Onde vão ficar os canis?", perguntei.
Ele apontou pro lado esquerdo da casa. "Ali. Cabe uns cinco de começo. Depois expande."
"E os cachorros?"
"A gente escolhe juntos. Os teus vêm primeiro. Depois a gente compra mais."
Andei na direção que ele indicou. O terreno era plano, firme embaixo dos tênis, fácil de imaginar com construção em cima. Fechei os olhos um segundo e vi: os canis prontos, as portas abertas, as pessoas chegando com aquela mistura específica de vergonha e tesão que eu conheço bem porque vive em mim também.
Senti ele antes de ouvir. As mãos na minha cintura, o corpo colado no meu pelas costas, o queixo encostando no meu ombro.
"Tá pensando no quê?"
"Tô pensando em como vai ser quando estiver pronto."
Ele me virou e me empurrou contra o tronco de uma árvore grossa, a casca áspera arranhando minhas costas pela camiseta fina. Beijou sem aviso, boca aberta, língua entrando funda, dente no meu lábio inferior com pressão suficiente pra doer. A mão subiu pela camiseta e apertou meu seio por cima do sutiã, dedos que fecharam com força, apertando até eu sentir o aperto ressoar no clitóris. Gemi na boca dele.
A mão desceu. Foi direto pro botão da calça, abriu, enfiou os dedos pela calcinha sem cerimônia nenhuma, sem passar pela superfície primeiro, só direto, e encontrou tudo encharcado, a calcinha colada, os lábios já separados e pesados de tanto querer.
"Olha isso", ele murmurou contra a minha boca. Um sorriso sem graça no canto. "Tá ensopada."
"Tô assim desde que saí de casa."
Ele desceu pro meu pescoço, roendo devagar, enquanto dois dedos grossos entraram em mim de uma vez, fundo, com uma pressão ascendente que me tirou do chão, literalmente, fiquei na ponta dos pés, as mãos agarrando a camisa dele, os joelhos cedendo um segundo. Os dedos se abriram lá dentro, explorando, enquanto o polegar encontrou o clitóris e começou a fazer círculos lentos, deliberados, com uma paciência irritante e perfeita.
"Paulo…"
"Fica quieta."
Ele bombou os dedos com ritmo, saindo quase todo, entrando fundo, saindo, entrando, e o polegar não parava, círculos, pressão constante, e a combinação me deixou sem chão. Mordi o ombro dele com força pra não gritar, sentindo minha própria umidade escorrendo pela mão dele, pelo pulso, provavelmente até o cotovelo.
"Você vai gozar aqui fora, na frente da nossa casa", ele disse no meu ouvido, a voz grave e baixa como se tivesse comentando o tempo. "A primeira vez aqui é minha."
Gozei em menos de dois minutos. A buceta apertou nos dedos dele em ondas longas e ele pressionou mais fundo durante cada contração, o polegar acelerando até eu ter que tapar a própria boca com a mão pra não gritar pra todo o mato ao redor. Meu corpo tremeu do quadril aos joelhos. Ele me segurou com o braço livre na cintura enquanto as pernas tentavam dobrar.
Quando terminou ele tirou os dedos devagar e lambeu. Um dedo de cada vez, os olhos em mim o tempo todo.
"Entra na casa", ele disse.
A sala era vazia. Chão de madeira escurecida, paredes de pedra bruta, janelas largas que jogavam retângulos de luz da tarde no assoalho. Cheirava a madeira velha, a terra, a tempo parado. Era uma sala que ainda não tinha sido habitada de verdade. Que tava esperando.
Ele entrou atrás de mim, fechou a porta, me olhou.
"Tira a roupa."
Tirei tudo sem cerimônia, camiseta, sutiã, calça, calcinha. Fiquei nua no meio daquela sala, a madeira fria nos soles dos pés, a luz da tarde batendo no meu corpo de um ângulo que fazia a pele parecer dourada. Ele ficou parado perto da porta me olhando, vagaroso, o olhar descendo e subindo sem pressa como se estivesse avaliando uma compra que ele já sabia que ia fazer.
"De quatro", ele disse.
Baixei devagar. Joelhos no chão, palmas abertas na madeira. O cabelo caiu pra frente. Arqueei as costas naturalmente, levantando a bunda, a posição que o corpo encontra sozinho quando quer alguma coisa.
Ouvi ele tirar o cinto ,o estalo seco do couro, depois os passos. A mão dele pousou na minha bunda com uma pressão proprietária, espalmada, cobrindo boa parte da nádega. Deslizou até a rachadura, separou, pressionou o polegar na entrada.
"Você vai morar aqui e vai ser minha", ele disse. A voz não tinha variação. Era fato. "Minha e dos bichos. Nos dois sentidos."
Entrou em mim de uma vez, sem preparação, sem aviso, só o pau grosso e duro empurrando tudo pra dentro numa tacada só. Eu gritei, o som subindo pelas paredes de pedra e voltando multiplicado, preenchendo a sala vazia de um jeito que parecia impossível. Ele não parou. Segurou meus quadris com as duas mãos, os dedos cravando na carne, e começou a foder com um ritmo pesado e constante, cada estocada indo fundo, os quadris batendo na minha bunda com um som seco e úmido que ecoava junto com os meus gemidos.
"Fala", ele disse, enrolando o cabelo na mão e puxando, pescoço esticado, queixo levantado. "Fala o que você é."
"Sua putinha", ofeguei.
Puxou mais. "Mais alto."
"Sou sua putinha!"
O pau entrou mais fundo, como se a confirmação tivesse aberto mais espaço. Eu me apoiei melhor nas palmas, tentando estabilizar o corpo contra a força das estocadas, mas ele era pesado e preciso e eu tava tão aberta, tão encharcada, que cada entrada chegava fundo e doía do jeito exato que eu precisava, aquela dor que não é dor, que é pressão demais de algo gostoso demais.
"Você vai trazer seus cachorros pra essa casa", ele disse, a respiração ficando mais pesada mas a voz ainda controlada. A mão no meu cabelo não afrouxava. "E quando eu quiser, vou te ver sendo a cadela deles também. Minha cadela e cadela deles. É isso que você quer?"
A imagem me atravessou completa e nítida: eu de quatro nessa mesma sala, o Thor montado no meu lombo, o peso dele, o calor, o pau fino e pontudo dele procurando a entrada enquanto o Paulo assistia sentado numa cadeira com o pau na mão, a ideia foi tão específica e tão minha que me sacudiu de dentro pra fora.
Gozei de novo, sem aviso. A buceta pulsou no pau dele em contrações longas e ele gemeu mais alto dessa vez, um som que saiu com força da garganta, e fodeu mais rápido, as estocadas perdendo o ritmo controlado e virando algo mais urgente e bruto. Quando a porra veio foi com ele enterrado fundo até não ter mais onde ir, os quadris colados nos meus, jatos quentes lá dentro enquanto ele segurava meu cabelo com as duas mãos e ficava parado, tremendo, esvaziando tudo.
A gente ficou no chão de madeira muito tempo depois. Eu deitei de lado, a madeira fria nas costelas, sentindo a porra escorrer por dentro. Ele ficou do meu lado, um braço embaixo da minha cabeça.
O silêncio da casa era imenso e bom.
"Então", ele disse lá por fim. "Vem morar aqui comigo."
Olhei pro teto. As vigas de madeira escura, as telhas aparentes lá em cima, a luz da tarde já virando laranja pelas janelas.
"Preciso trazer o Thor e o Rex", eu disse.
"Claro."
"E quero participar de cada decisão na construção. Cada canil, cada detalhe."
"É por isso que tô te chamando."
Virei pra ele. Ele tava me olhando de lado, quieto, esperando sem ansiedade.
"Tá bom", eu disse. "Eu venho."
Ele não comemorou. Só acenou levemente com a cabeça, como se a resposta sempre tivesse sido essa e ele soubesse desde a primeira mensagem.
"Segunda a gente chama o pedreiro."
Ri e encostei a testa no ombro dele, ouvindo o silêncio imenso daquela casa que ia ser minha, e do mato ao redor, e do riacho no fundo do terreno que eu ainda não tinha visto mas que já soava como promessa.
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Me chama lá: @velvetcatt no Telegram 😈💋
E aí, meus gatinhos, o que acharam dessa selvageria toda? Ficaram duros ou molhadinhos só de imaginar? Eu sei que sim, porque tô ficando excitada de novo só de escrever isso tudo. Deixa um comentário, me conta o que te deixou mais louco, o que você quer ver nas próximas histórias. Tenho um monte de safadezas pra dividir com vocês. Beijos molhados da sua Cat preferida. Até a próxima!
