🚫 Propagandas te atrapalhando? Assine o plano premium por menos de R$3/mês. Saiba mais →

A Festa

Cansado destas propagandas? Assine por R$36/ano e navegue sem anúncios →
Um conto erótico de Aline
Categoria: Heterossexual
Contém 4027 palavras
Data: 16/07/2026 23:46:28
🤖 Texto produzido com auxílio de inteligência artificial

Vou contar uma coisa que eu nunca contei pra ninguém. Nem pra minha terapeuta. Nem pro meu diário — porque eu não tenho diário, e se tivesse, queimava essa página.

Foi na festa de final de ano da empresa.

E foi com o Radamés.

Sim. Aquele Radamés.

O Radamés sempre foi o tipo de cara que eu olhava e pensava: bah, impossível. Não impossível no sentido de querer e não poder — impossível no sentido de nem cruzar minha cabeça. O cara fazia piada de pedreiro no almoço, chamava a recepcionista de gostosa na cara dura, usava perfume demais e ria alto demais. Um pistoleiro. Atirava pra todos os lados e acertava quem não se desviasse a tempo.

Eu me desviava.

Dez anos na mesma empresa. Dez anos ouvindo "e aí, Alinezinha, quando tu vai me dar uma chance?", e eu revirando os olhos, sorrindo por educação, mudando de assunto. Ele não era feio — 1,80, magro, aquela barba que nunca estava feita mas também nunca crescia demais, tipo um descuido calculado. Mas era Radamés. O mulherengo. O sem-filtro. O que o Ricardo, meu marido, chamava de "figura" quando era generoso e "mala" quando não era.

Só que aí, em algum momento desse ano — e eu não sei precisar quando, porque foi gradual que nem chuva fina — o Radamés mudou.

Parou com as piadas de pedreiro. Parou de chamar as estagiárias de gostosa. Parou de fazer aquelas gracinhas no almoço que faziam as mulheres rirem de nervoso e os homens rirem de cumplicidade. Simplesmente... parou.

E começou a prestar atenção.

Não em todo mundo. Em mim.

No começo eu achei que era impressão. Ele segurava a porta do elevador quando me via vindo pelo corredor — mas fazia isso pra todo mundo, não fazia? Ele perguntava como tinha sido meu final de semana — mas era só educação, não era? Ele comentava que a cor da minha blusa combinava com meus olhos — mas era o tipo de coisa que homem que dá em cima fala, e ele não estava dando em cima.

Ou estava?

O negócio é que, quando um cara para de ser mulherengo e começa a ser atencioso com uma mulher específica, alguma coisa muda no ar. Não sei explicar. É como se o espaço entre vocês ficasse mais denso. Cada vez que ele chegava perto, eu notava. Cada vez que ele falava comigo, eu ouvia mais do que as palavras.

E eu não gostava de notar.

Porque notar significa considerar. E eu sou casada. Doze anos. O Ricardo é bom marido, bom pai, bom tudo. Não merece uma esposa que fica notando como o colega de trabalho mudou.

Mas eu notava.

A festa de final de ano foi num sábado, no salão do hotel que a empresa sempre aluga. Aquele lugar com carpete bege, mesas redondas, centro de mesa que ninguém olha, DJ tocando sertanejo que ninguém pediu. O Ricardo foi comigo, claro. Estava bonito — camisa social, aquele perfume que eu dei no aniversário, sorriso fácil. A gente chegou de mãos dadas, sentou na mesa com o pessoal do financeiro, pediu a primeira cerveja.

Eu estava com um vestido preto justo que eu comprei três dias antes e experimentei quatro vezes. Curto, mas não vulgar. Decote em V, mas discreto. Salto alto que eu sabia que ia me matar antes da meia-noite. Cabelo curtinho arrumado, maquiagem leve, brinco de argola. Bonita. Eu sabia que estava bonita.

E o Radamés também sabia.

Ele chegou tarde. Entrou sozinho — sem acompanhante, o que já era estranho. Camisa preta, calça escura, barba por fazer como sempre. Cumprimentou a mesa, apertou a mão do Ricardo com aquele sorriso largo, sentou duas cadeiras depois da minha.

E não fez piada. Não chamou ninguém de gostosa. Não atirou pra todos os lados.

Ficou ali. Bebendo cerveja. Conversando normal. Rindo quando alguém fazia graça. Sem forçar nada.

E de vez em quando — de vez em quando — olhava pra mim.

Não olhava fixo. Não era aquele olhar de macho que te come com os olhos. Era... rápido. Discreto. Ele olhava, eu sentia, e quando eu virava pra conferir, ele já estava olhando pra outro lugar. Mas o fantasma do olhar ficava. Tipo calor residual.

Bah, eu queria fingir que não sentia. Mas sentia.

O Ricardo levantou pra ir fumar lá fora com o pessoal da TI. "Já volto, amor." Beijinho na bochecha, mão nas minhas costas, saiu. E eu fiquei na mesa, com a cerveja meio quente e um buraco de dois lugares entre mim e o Radamés.

Ele não mudou de cadeira. Não precisou. Só virou o corpo pro meu lado e disse:

— Tu tá bonita hoje, Aline. Diferente.

— Diferente como?

— Não sei. Parece que tu... quis estar bonita. Não que tu não seja sempre, mas hoje parece intencional.

Eu ri. Nervosa. Porque ele estava certo. Eu tinha querido estar bonita. E eu não sabia pra quem.

— Obrigada, Radamés. Tu também tá bem.

— Chucrão como sempre.

— Mas com lábia.

A gente riu junto. E naquele riso tinha uma coisa que não devia estar ali.

A festa foi seguindo. Sertanejo virou pagode, pagode virou funk, funk virou aquela bagunça de gente bêbada pedindo música. O Ricardo estava no bar com os caras da TI, contando aquela história do churrasco que ele conta toda vez que bebe. Eu estava na pista com a Carla do RH, fingindo que dançava, mas na verdade olhando pro Radamés que estava encostado na parede, braços cruzados, cerveja na mão, me olhando sem disfarçar.

E dessa vez ele não desviou.

Nossos olhos se encontraram por cima da cabeça da Carla, e ficaram ali. Dois segundos. Três. O suficiente pra meu estômago revirar e minha boca secar.

Isso é errado, pensei.

Eu sei, meu corpo respondeu. E continuou olhando.

A Carla me puxou pelo braço. "Vem, vamos pegar outra bebida!" Fui. Passei pelo Radamés no caminho. Ele não falou nada. Só tocou meu cotovelo quando eu passei — leve, rápido, como quem ajusta um objeto que está caindo. Mas eu senti o calor dos dedos dele através do tecido do vestido, e aquilo desceu pela espinha como um arrepio que não era de frio.

Voltei pra mesa. O Ricardo apareceu, meio bêbado, feliz. Sentou do meu lado, colocou o braço nos meus ombros. "Tá gostando, amor?" Eu disse que sim. E estava. Só não do jeito que ele pensava.

Lá pelas onze, o andar de cima ficou aberto. Alguém da diretoria liberou o espaço — sofás, ar-condicionado melhor, menos barulho. Subiu metade da festa. O Ricardo ficou lá embaixo no bar. Eu subi com a Carla.

E o Radamés subiu sozinho.

O andar de cima tinha uma salinha com sofá de couro, mesa de secretária, aquelas plantas artificiais que todo escritório tem. Meia-luz. Ar-condicionado gelado. Bem mais silencioso que o salão lá embaixo — dava pra ouvir o grave do funk subindo pelo piso, mas as vozes ficavam pra lá.

A Carla ficou na sala maior com o pessoal, onde tinham mais sofás e uma TV ligada. Eu entrei na salinha da secretária pra sentar um pouco, tirar o salto, respirar. Sentei na borda da mesa, tirei o sapato direito, massageei o pé.

E o Radamés apareceu na porta.

Encostou no batente. Cerveja na mão. Olhou pra mim com aquele sorriso que não era de mulherengo, era de alguém que sabe exatamente o que quer e está disposto a esperar o tempo que for.

— Fugindo da festa?

— Fugindo do salto.

— Posso fazer companhia?

Eu devia ter dito não. Eu sabia que devia ter dito não. Meu marido estava um andar abaixo, bebendo cerveja, sem imaginar que a esposa dele estava numa salinha escura com o Radamés parado na porta olhando pra ela como se fosse a única pessoa no prédio.

Mas eu disse:

— Pode.

Ele entrou. Fechou a porta. Não trancou — mas fechou. E aquele clique suave da porta encostando foi o som mais alto que eu já ouvi na vida.

Ele sentou na cadeira da secretária. Eu continuei sentada na mesa. Dois metros entre a gente. O funk lá embaixo fazia o chão vibrar de leve.

— O Ricardo é um cara de sorte — ele disse. Sem ironia. Sem segunda intenção aparente. Ou toda a segunda intenção do mundo.

— Por quê?

— Porque ele tem tu.

Eu ri. Aquele riso curto que a gente dá quando não sabe o que responder.

— Radamés...

— Eu sei. Tu é casada. Eu sei de tudo isso. — Ele tomou um gole da cerveja. — Mas eu passei os últimos seis meses tentando não pensar em ti, e não funcionou. Então eu resolvi parar de tentar.

Meu coração acelerou. Não deveria. Mas acelerou.

— Isso é uma confissão?

— Isso é honestidade. Tu merece pelo menos isso.

E ficamos em silêncio. O ar-condicionado zumbindo. O grave do funk subindo pelo piso. Eu com o sapato na mão e ele na cadeira me olhando com aqueles olhos que não pediam nada mas ofereciam tudo.

Eu pensei no Ricardo lá embaixo. No beijo na bochecha. Na mão nas minhas costas. Nos doze anos. E pensei que uma mulher direita levantaria agora, calçaria o sapato e voltaria pra festa.

Levanta, Aline.

Não levantei.

— Tu parou de fazer piada de pedreiro — eu disse.

— Parei.

— Por quê?

— Porque eu percebi que tu nunca ia me levar a sério enquanto eu fosse aquele cara.

— E tu quer que eu te leve a sério?

— Eu quero que tu me veja. Só isso.

Bah.

Foi a coisa mais simples e mais devastadora que alguém já me disse.

Tu já tá vendo, pensei. É esse o problema.

Ele se levantou da cadeira. Devagar. Não veio na minha direção — foi até a janela, olhou pra fora, deu as costas pra mim. Eu vi as costas dele na camisa preta, os ombros largos, a cintura fina. E vi ele de outro jeito pela primeira vez. Não como o Radamés-piada. Como homem.

Minha mão apertou a borda da mesa.

— Eu sou casada — eu disse. Mais pra mim do que pra ele.

— Eu sei — ele disse, sem se virar.

— O Ricardo tá lá embaixo.

— Eu sei.

— Se alguém abre essa porta...

— Eu sei.

Ele virou. Me olhou. E eu vi que ele não ia dar mais nenhum passo. Que ele tinha ido até onde podia ir, e o resto era meu.

E essa é a parte que eu nunca contei pra ninguém.

Porque fui eu que levantei.

Levantei da mesa descalça. Pisei no carpete frio do escritório. Dois passos. Três. Ele ficou parado. Só me olhando. Sem tocar.

Quando eu cheguei perto o suficiente pra sentir o perfume dele — e não era perfume demais, era o certo, misturado com cerveja e calor de pele — eu coloquei a mão no peito dele. Palma aberta no esterno. Senti o coração acelerado debaixo da camisa.

— Uma vez — eu disse. — Só hoje. Nunca mais.

Ele não disse nada. Só inclinou a cabeça e me beijou.

E aí o mundo lá embaixo sumiu.

O beijo dele não era como eu esperava. Não era urgente, não era desesperado, não era de macho que finalmente conseguiu o que queria. Era lento. Controlado. A boca dele encaixou na minha como se já soubesse o caminho, e a língua veio devagar — provando, não invadindo.

Minha mão apertou a camisa dele. As duas mãos. Puxei o tecido, senti o corpo magro debaixo, os músculos que eu não sabia que existiam. Ele colocou uma mão na minha cintura — firme, aberta, os dedos tocando as costas — e me puxou.

E eu fui.

Senti o corpo dele inteiro contra o meu. O peito, o abdômen, o quadril. E senti ele. Duro. Contra a minha barriga. Grande. Quente mesmo através da calça.

Minha respiração encurtou.

Para, Aline. Para agora.

Sua mão desceu da minha cintura pro meu quadril. Apertou. Não forte, mas com intenção. Eu gemi — baixinho, mais um suspiro que um gemido — e ele parou o beijo pra me olhar.

— Quer que eu pare?

— Não.

A gente se olhou. Ele com aqueles olhos escuros que brilhavam na meia-luz. Eu com a respiração descontrolada e a consciência gritando coisas que o corpo não queria ouvir.

Ele me virou. Devagar. Mãos nos meus ombros, me girando até eu ficar de costas pra ele, de frente pra mesa da secretária. Colocou a boca na minha nuca — beijo quente, aberto, lábios e língua — e eu agarrei a borda da mesa porque minhas pernas vacilaram.

A mão dele contornou meu corpo. Passou pela lateral da cintura, subiu pela costela, e parou no meu seio. Por cima do vestido. A palma inteira cobrindo. Apertou devagar.

— Puta merda, Aline — ele sussurrou na minha orelha. — Tu não faz ideia de quanto tempo eu quis fazer isso.

Minha buceta pulsou. Assim, do nada. Como uma resposta que o corpo deu antes da cabeça processar.

A outra mão dele desceu. Pela frente do vestido. Sobre o tecido. Desceu pelo meu ventre, pelo quadril, e parou na barra. Dedos ali, brincando com a beira do vestido, sem subir. Quase. Quase.

Eu empurrei o quadril pra trás. Contra ele. Senti o pau dele — duro, grosso, encaixado entre minhas nádegas por cima da roupa. E ele gemeu. Grave. Roucoumna minha orelha.

— Aline...

— Para de falar.

A mão subiu.

Por dentro do vestido. Os dedos dele na minha coxa — ásperos, quentes, subindo devagar. Eu estava de calcinha. Fio dental preto que eu coloquei sem pensar — ou pensando demais. E quando os dedos dele chegaram ali, encostaram no tecido, eu já estava encharcada.

— Caralho — ele disse. Baixo. Quase incrédulo.

Empurrou a calcinha pro lado. Não tirou — só moveu. E passou o dedo na minha buceta. Inteira. De baixo pra cima. Devagar.

Eu mordi o lábio pra não gemer alto. Mordi até sentir gosto de batom e quase sangue.

Um dedo entrou. Fácil. Eu estava tão molhada que escorria. Ele curvou o dedo dentro de mim — achando aquele ponto que faz as pernas tremerem — e eu precisei segurar na mesa com as duas mãos.

— Que buceta, Aline — ele sussurrou. — Que buceta gostosa.

Eu não respondi. Não conseguia. Meu corpo inteiro estava concentrado naquele dedo que se movia dentro de mim e na palma da mão dele que pressionava minha pepeca com um ritmo que parecia saber exatamente o que fazer.

O Ricardo tá lá embaixo.

O pensamento veio e foi. Veio e foi. Como uma porta que abre e fecha num corredor de vento. Eu sabia. Sabia que era errado. E era justamente por ser errado que meu corpo inteiro pulsava. — a culpa não paralisava. Alimentava.

Dois dedos agora. Grossos. Ele metia devagar e tirava, metia e tirava, e cada vez que tirava passava os dedos melados no meu clitóris. Eu gemi. Mais alto do que devia.

— Shhh — ele disse. — Tem gente do outro lado.

Isso devia ter me feito parar. Me fez contrair inteira. De tesão.

Ele tirou os dedos. Eu quase chorei de frustração.

Virei de frente pra ele. Encostei na mesa. Olhei pra baixo — pra calça dele. O volume ali era obsceno. A calça escura não disfarçava nada.

Minha mão desceu. Passei a palma por cima do tecido. Senti o contorno. Grosso. Duro. Longo. Meus dedos tentaram fechar em volta por cima da calça e não conseguiram.

Puta merda.

Abri o cinto dele. Botão. Zíper. Enfiei a mão dentro da cueca. E quando minha mão agarrou o pau dele — quente, pesado, pulsando — eu parei.

Parei porque era real demais.

Até aquele momento eu podia fingir que era uma coisa boba. Um beijo, uns amassos, uma confusão de festa. Mas com a mão no pau de outro homem, não tinha mais volta.

Que tipo de pessoa tu é, Aline?

O tipo que apertou a mão e começou a punhetar.

Puxei o pau dele pra fora. Grosso. Tri grosso. A cabeça larga, escura, brilhando na meia-luz. As veias marcadas na extensão. Pesado na minha mão. Quente. Pulsando contra meus dedos como se tivesse vida própria.

Eu fiquei olhando. Sei lá quanto tempo. Três segundos, cinco, uma eternidade comprimida. Era diferente. Diferente do que eu conhecia. Diferente do Ricardo — e eu me odiei por pensar isso, e pensei mesmo assim.

Minha mão se moveu. Pra cima. Pra baixo. O pré-gozo dele fez tudo escorregadio. Ele encostou a testa na minha, olhos fechados, respiração pesada na minha boca.

— Vem — eu disse. — Vem pro sofá.

O sofá da diretoria ficava no canto da sala. Couro preto, largo, tipo aqueles de escritório caro que ninguém senta porque é só pra impressionar visita. Eu empurrei o Radamés e ele sentou. Calça aberta, pau pra fora, me olhando de baixo.

Fiquei de pé na frente dele.

Puxei o vestido pela barra. Subi devagar. Pelas coxas, pelo quadril, pela cintura. Parei com ele enrolado na altura dos seios. Calcinha preta, sutiã preto, pele branca no contraste.

Ele não falou nada. Só olhou. E o pau dele saltou. Literalmente — deu um puxão pra cima como se tivesse levado um choque.

Tirei a calcinha. Desci por uma perna, chutei pra longe. Abri o sutiã por trás, deixei cair. Meus peitos — que eu operei dois anos atrás e que ficaram no tamanho perfeito, redondos, firmes — apareceram e eu vi a expressão dele mudar.

— Porra, Aline.

— Senta quieto.

Subi nele. Joguei uma perna de cada lado, joelhos no couro do sofá, e sentei no colo. O pau dele bateu na minha barriga — quente, duro, melado. Eu rocei a buceta nele. No comprimento. Pra cima e pra baixo. Sem colocar. Sentindo a grossura passando na minha entrada sem entrar.

Quase.

Ele agarrou minha cintura. Apertou. Os dedos afundando na carne.

— Aline, pelo amor de deus...

— Calma.

Rocei mais uma vez. Senti a cabeça do pau dele quase — quase — encaixando. Ele empurrou o quadril pra cima, tentando entrar, e eu levantei o corpo. Não deixei.

— Que maldade — ele gemeu.

Sorri. Não sei de onde veio esse sorriso. Não sou essa pessoa. Não sou a mulher que provoca, que controla, que faz um homem implorar. Sou a Aline. Tímida. Casada. Mãe. Funcionária exemplar.

Mas naquela salinha, em cima daquele sofá, com o pau de outro homem escorregando na minha buceta encharcada enquanto meu marido bebia cerveja um andar abaixo — eu era outra.

Rocei mais uma vez. E na terceira vez, eu não levantei.

Desci.

A cabeça do pau dele abriu minha entrada e eu travei. Larga. Mais larga do que eu esperava. Mais grossa do que meus dedos tinham registrado. Fiquei ali, com só a ponta dentro, respirando pela boca, sentindo meu corpo se ajustar.

— Cuidado — ele disse. — Vai devagar.

Desci mais. Centímetro por centímetro. Cada milímetro me esticando de um jeito que eu não sentia fazia tempo. Fazia... nunca. Porque era diferente. Formato diferente. Grossura diferente. Curva diferente. E meu corpo sabia que era diferente e respondia diferente — contrações involuntárias, calor subindo pela barriga, aquele arrepio na nuca que parece que vai te desligar.

Quando eu sentei inteira — sentei até sentir as bolas dele contra a minha bunda — eu soltei um gemido que veio do fundo. Tipo um "ahh" que não era palavra, era rendição.

— Caralho, Aline — ele disse. Olhos arregalados. Mandíbula travada. — Tu é muito apertada.

— Tu é muito grosso.

A gente ficou parada. Um segundo. Dois. Encaixados. O pau dele pulsando dentro de mim. Meu coração batendo tão forte que eu sentia no pescoço.

E aí eu me movi.

Devagar. Quadril rodando. Subindo um pouco, descendo de novo. Sentindo cada veia, cada curva, cada centímetro saindo e entrando. Ele fechou os olhos. As mãos na minha cintura guiando o ritmo que eu ditava.

Eu que dito.

Aumentei a velocidade. Apoiei as mãos nos ombros dele e cavalgava. O couro do sofá rangia. Meus peitos quicavam na cara dele e ele abocanhou um — boca quente, língua no mamilo, e eu gemi alto.

— Shhh — ele disse, mamilo na boca.

— Então para de chupar assim — eu gemi.

Ele não parou.

Mais rápido. Mais forte. Eu sentava com vontade, sentindo o pau dele bater fundo. Cada sentada um impacto que reverberava na barriga. O som era obsceno — molhado, ritmado, carne contra carne. Eu não sabia se tinham ouvido. Naquele momento eu não ligava.

— Gostosa — ele disse. Baixo. Grave. — Caralho, que delícia, Aline.

— Mete. Mete mais forte.

Ele segurou minha cintura e começou a meter de baixo. Empurrando o quadril pra cima, encaixando comigo descendo. O impacto dobrou. Eu joguei a cabeça pra trás, agarrei o encosto do sofá, e deixei ele meter.

Batendo. Socando. Encaixando fundo. Minha buceta fazendo barulho molhado a cada estocada. Os gemidos dele — graves, contidos, como se segurasse um grito — misturando com os meus que já não eram contidos nenhum.

— Ahh... ahh... porra... vai...

O Ricardo tá lá embaixo, Aline.

Foda-se.

Foda-se?

Foda-se.

Ele me pegou pela cintura e me virou. Sem sair de dentro. De repente eu estava de quatro no sofá — joelhos no couro, mãos agarrando o braço do sofá, a bunda empinada pra ele. E ele meteu.

Meteu de um jeito que eu senti na garganta. Fundo. Grosso. Cada estocada empurrando meu corpo pra frente. Eu mordia o braço do sofá. Mordia o couro. Sentia o gosto industrial do material na boca e não ligava.

— Que bunda — ele disse. E deu um tapa. Não forte — exato. No lugar certo. Eu contraí inteira.

— De novo — eu pedi.

Outro tapa. Mais forte. Minha bunda ardeu e eu gemi e apertei o pau dele com a buceta. Ele gemeu. Meteu mais forte.

Era no pelo. Como combinado sem combinar — aquele acordo silencioso que não precisou de palavras. Eu sentia cada veia, cada textura, cada grau de calor sem nenhuma barreira. E ele sentia o quanto eu estava molhada porque escorria. Eu sentia na coxa. No couro do sofá.

— Vou gozar — ele disse. Rouco. Urgente.

— Goza.

— Onde?

— Dentro.

Eu não pensei. Saiu. Como se meu corpo tivesse respondido pelo meu cérebro. E quando eu disse, senti meu próprio orgasmo começar — aquela onda que começa no fundo da barriga e se espalha pras pernas, pros braços, pra ponta dos dedos. Apertei o pau dele com tudo. Todo o corpo contraindo.

Ele enterrou fundo. Fundo de verdade. Segurou minha cintura com as duas mãos e travou ali. Senti o pau pulsar dentro de mim — uma, duas, três vezes. Jatos quentes. Muitos. Cada um mais forte que o anterior, enchendo, transbordando, escorrendo pela virilha.

— Ahhhh... porra... — ele gemeu. Grave. Gutural. As mãos tremendo na minha cintura.

Eu gozei junto. Ou logo depois — não sei. O orgasmo veio como uma convulsão. Silencioso. Eu mordi o braço do sofá e fechei os olhos e o mundo inteiro se resumiu ao pau dele pulsando dentro de mim e ao meu corpo tremendo no sofá de couro da diretoria da empresa onde eu trabalhava há dez anos.

A gente ficou parado. Encaixado. Respirando.

Ele saiu de dentro devagar. Eu senti o vazio — e senti a porra dele escorrendo. Quente. Descendo pela coxa. Pingando no sofá.

Me sentei. Pernas bambas. Olhei pra ele. Ele estava suado, ofegante, o pau amolecendo entre as pernas, brilhando de gozo e do meu gozo. Bonito. Chucrão, mas bonito.

— Aline...

— Não fala nada.

Levantei. Achei minha calcinha no chão. Vesti. O sutiã. Ajeitei o vestido. Passei a mão no cabelo. Olhei pro sofá — a marca do meu joelho no couro, uma mancha que não devia estar ali.

Peguei um lenço de papel da mesa da secretária. Limpei o sofá. Limpei entre as pernas. Joguei o lenço no lixo debaixo da mesa.

Operação limpeza. Eliminando evidências de um crime que eu cometi sorrindo.

Vestiu a calça. Fechou o cinto. Ficou me olhando enquanto eu calcei o sapato.

— Nunca mais — eu disse.

— Tá.

— Eu sou séria, Radamés. Nunca mais.

Ele sorriu. Aquele sorriso que não era de mulherengo.

— Tá bom, Aline. Nunca mais.

Abri a porta. O barulho da festa invadiu a salinha como um balde de água fria. Funk no volume máximo. Gente rindo. Copos batendo.

Desci as escadas. Achei o Ricardo no bar. Ele sorriu quando me viu.

— Onde tu tava, amor?

— Lá em cima. Conversando com a Carla.

— Vem dançar?

Fui. Dancei. Encostei a cabeça no ombro do meu marido. Senti o perfume que eu dei no aniversário dele. Senti a mão dele nas minhas costas, no mesmo lugar onde a mão do Radamés tinha estado quinze minutos antes.

E entre as minhas pernas, a porra de outro homem escorria devagar.

Nunca mais, eu pensei.

E já sabia que era mentira.

FIM...

Curta uma leitura sem interrupções.
Conheça o plano sem propagandas (R$36/ano — menos de R$3/mês) →
Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 3 estrelas.
Incentive moosecwb a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

vendo videos incesto, zoo e outros videos, interessados chamar telegram @ANDERSONAGUIARSP1977 ou 62981371007,

0 0
Cansado destas propagandas? Assine por R$36/ano e navegue sem anúncios →