Minhas regras estavam descontroladas. Teve vezes que não veio e demorou muito para acontecer novamente. Era o prenúncio da menopausa. Até que passado dois meses sem menstruação, achei que estava já nessa fase.
Ao invés do aguardado calorão, tive enjoos e tonturas o que preocupou. Fui consultar a ginecologista e ela pediu alguns exames. Entre eles, o de gravidez. O resultado foi positivo!
Um turbilhão de emoções tomou conta de mim. Desde que casei, quantas vezes tentei engravidar. A quantos tratamentos me submeti em vão. E agora essa situação inesperada. Feliz por realizar um sonho de ser mãe e ao mesmo tempo a preocupação de quem seria o pai da criança que eu trazia no ventre.
Tudo que veio na mente foi num sábado que Dinho, meu enteado chegou na minha casa. Foi num dia quente, atípico de veranico de outono. Eu lavando louça na cozinha. Perguntou pelo Giba, meu esposo:
- Cadê o pai?
- Ele foi jogar baralho com amigos. Só volta depois das dez e bêbado pra variar.
Respondi e olhei para ele. Dinho parecia inquieto e aborrecido com algo. Sua agitação denotava que algo não estava bem. Então indaguei:
- Tá tudo bem contigo?
- Que nada, mãe. Acabei de brigar feio com a Cíntia (esposa dele). Minha vida está um inferno! Ela deu de pegar no meu pé em tudo. Qualquer coisa que eu faço está errado e já não estou mais aguentando! Só não separei ainda por causa dos meus filhos!
- A vida de casal é assim mesmo, filho. Eu e seu pai também brigamos muito. Faz parte da coisa, viu?
- O pior é na cama, mãe. Ela é toda cheia de frescuras para transar. Bem diferente da senhora que faz as coisas com prazer, uma gostosura só. Acho que nenhum vez eu meti com a Cíntia tão gostoso como foi contigo, sabia?
- É filho, passado é passado. Decidimos parar quando você casou, né?
- Foi a pior coisa que fizemos. Volta e meia eu lembro das nossas transas e acabo tocando uma. Aliás, já transei várias vezes com a Cíntia pensando na senhora, sabia?
- Para com isso, filho!
- Não, mãe. Eu amo a senhora como mãe e mais ainda como mulher!
Dizendo isso, ele me abraçou por trás. Apesar do contato agradável do seu corpo colado no meu, reagi afastando indo para frente. Me virei decidida a acabar com aquilo imediatamente. Mal comecei a falar, ele me abraçou e seus lábios procuraram os meus. Seu beijo provocou reações em outra parte sensível bem mais embaixo.
Acabei correspondendo ao beijo e enquanto o cérebro maquinavam negações, o corpo agia de forma oposta. Uma luta titânica entre o proibido e pecaminoso com desejos avassaladores. Dizem que a carne é fraca. Muitos dizem que isso é só uma justificativa. Mas que está nessa voragem, acaba sucumbindo.
Quando dei por mim, estava retribuindo o beijo. Que cada vez mais ficou profundo, molhado, lascivo. De anseios vedados acumulados um pelo outro. Enroscados, nossas mãos freneticamente trabalhando nas vestes do outro, desnudando para que o tecido estorvador saísse do caminho, permitindo contato pele na pele.
Nem sei quem puxou o outro em direção do quarto. Seus beijos provocavam arrepios, sejam na boca, pescoço, seios e descendo em direção ao meu ventre. Quando percebi sua boca buscando minha ostrinha, tentei impedir dizendo:
- Espera, filho. Deixa eu me lavar primeiro.
Sem dar a mínima, meu enteado avançou para o vão das minhas coxas, beijando a virilha. Eu de pé na beira da cama com as mãos em sua cabeça fazendo fraca resistência. Até que senti a boca quente tocar os lábios da buceta. A língua marota explorando cada reentrância da minha intimidade, penetrando nas paredes nessa altura em umidade plena.
Cai na cama de pernas abertas, a cabeça do Dinho entre elas. As mãos já não empurravam ela e sim, com os dedos em sua nuca faziam força inversa, dessa vez puxando ao encontro da minha pelve. Devia estar gemendo de prazer, sentindo o orgasmo a caminho. Ele chupando sem parar me levando à loucura. Usando todos artifícios que eu havia ensinado anos atrás. De como satisfazer uma mulher.
Levantei e abocanhei sua piroca dura, retribuindo o oral. Chupava a cabeçorra e enfiava inteiro na boca, até o fundo. Voltava fazendo passear entre a língua e o céu da boca, às vezes sugando como um bezerro desmamado. Estava repetindo a ação quando ele afastou minha cabeça. Sinal que estava segurando o gozo iminente.
Apressado, montou em mim e me penetrou. Acabei tendo um novo orgasmo ao sentir sua vara dura deslizando para dentro de mim. Percebi quanta saudade senti me entregar a ele. Estranhamente, enquanto ele continuava metendo, senti que novo clímax estava vindo. E depois outro, outro, em ondas sucessivas!
- Espera um pouco, filho! Ahhhh, para, filho, para filho, ahhh, ahhhh, ahhhh.
Ele prestes a ejacular nem ouviu. Continuou socando agora de forma acelerada, buscando seu gozo. Os picos vinham em ondas sucessivas. Passava um e já vinha outro. Contrações descontroladas na pelve. Nem sei quantas vezes cheguei lá. Foram tantas que pensei que ia desmaiar.
Já estava gritando para Dinho parar quando ele finalmente gozou. Seu pau pulsando ali no fundo, soltando gala e mais gala. Até isso provocava mais ondas de prazer que faziam o breve relaxamento acabar em novo clímax. Quando parou, eu estava totalmente esgotada, toda energia tinha sido sugada. Fraca, tudo que pude fazer foi acariciar as costas do meu enteado, também se recuperando montado em mim.
Algo que nunca tinha acontecido na minha vida sexual até então. Soube então que eu tinha tido algo do qual só tinha ouvido falar: Multiplos orgasmos. Nos dias seguintes, fizemos sexo várias vezes e em uma delas, acabou acontecendo de novo. Algo tão intenso e delicioso que só vivendo para saber como é.
Disso vinha a certeza que ele, Dinho, meu enteado, era o pai desse filho. O problema era como contar para meu marido. Quando falei, disse num supetão esperando desconfiança e reprimendas. Surpreendentemente, ele reagiu com naturalidade, demonstrando muita felicidade:
- Que maravilha, Adélia! Então finalmente teremos o nosso filho! Nem acredito!
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