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As Regras de Cristiano

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Da série O Galpão
Um conto erótico de Mateus
Categoria: Gay
Contém 3352 palavras
Data: 19/07/2026 21:51:10
Última revisão: 19/07/2026 22:13:47

Descansamos pouco. Na verdade, não sei se algum de nós chegou a descansar de verdade. A noite escorria pela janela de venezianas tortas, trazendo o latido distante de um cachorro, o ronco de uma motocicleta subindo o morro e o cheiro doce de terra úmida que entrava pela casa depois de uma chuva fina. O ventilador insistia em girar com um chiado irregular, como se também estivesse cansado.

Eu estava sentado no colchão encostado na parede fria meus cotovelos apoiados sobre os joelhos. Cristiano permanecia deitado, um braço cobrindo os olhos. Eu ainda tentava entender como o mesmo rapaz que passara semanas me provocando no galpão agora parecia incapaz de sustentar meu olhar por mais de três segundos.

A luz amarelada da rua desenhava metade do rosto dele, a outra metade permanecia escondida na sombra. Aquilo combinava demais com Cristiano, metade coragem, metade fuga. Nenhum de nós dois dizia nada, era curioso como o silêncio mudava de natureza. Horas antes ele era expectativa, agora era consequência.

Olhei ao redor daquele barraco outra vez: a camisa do Cruzeiro pendurada na parede, uma caneca esquecida sobre a mesa, um tênis largado perto da porta. Aquele lugar continuava pequeno, quase sufocante, mas havia deixado de parecer um cenário estranho. Pela primeira vez eu conseguia enxergar alguma beleza naquela desordem honesta. Tudo ali tinha marcas de uso, improviso e sobrevivência.

Cristiano tirou o braço do rosto.

— Tá pensando demais.

Sorri.

— Você sempre descobre?

— Suas sobrancelhas entregam.

Passei a mão na minha própria testa.

— Minhas sobrancelhas?

— Elas se levantam quando você começa a viajar.

— E você observa isso?

Ele deu de ombros.

— Observo.

E voltou a encarar o teto. Eu passei a mão pela minha nuca, tentando reorganizar meus pensamentos, enquanto procurava minha camiseta. Ele percebeu.

— Tá procurando isso?

Levantou a camisa do chão com dois dedos e sorriu daquele jeito torto que eu começava a reconhecer. Não era um sorriso bonito, era um sorriso que pedia desculpas sem usar essa palavra. Peguei a camiseta, nossos dedos se tocaram por um instante, nenhum de nós afastou a mão imediatamente. Foi ele quem rompeu o silêncio.

— Cê beija melhor do que eu imaginava.

Ri.

— Você costumava imaginar muito isso?

Ele balançou a cabeça.

— Não enche.

— Você começou.

— Verdade.

Outra pausa. Lá fora, alguém acelerou uma motocicleta rua acima, um cachorro respondeu latindo. Em seguida voltou aquele silêncio típico da periferia depois das dez da noite: nunca completamente silencioso, apenas composto por ruídos pequenos que aprendem a conviver entre si. Cristiano respirou fundo, demorou tanto para falar que comecei a achar que desistiria. Mas falou, numa voz baixa, quase burocrática, como quem precisava resolver uma pendência antes que fosse tarde.

— Só tem uma coisa.

Olhei para ele, ele evitou meus olhos mais uma vez. Coçou a barba por fazer, passou a mão no cabelo curto e loiro. Depois soltou a frase quase de uma vez, como quem arranca um curativo.

—Não se apega, não.

As palavras caíram leves, quase gentis, talvez por isso tenham pesado tanto dentro do peito. Continuei olhando para ele.

— Não quero compromisso.

A frase ficou entre nós feito uma cadeira vazia. Era uma frase simples, sem crueldade, sem arrogância, sem qualquer prazer em machucar. Nem agressiva, nem delicada, apenas preventiva. Aquilo a tornava ainda mais difícil de rebater. Respirei fundo, olhei para ele durante alguns segundos, depois sorri de leve.

— Você sempre avisa isso para todo mundo?

Ele riu pelo nariz.

— Você tá zoando comigo?

— Não.

Me sentei de frente para ele no colchão de solteiro, o espaço minúsculo entre nós.

— É uma pergunta séria.

Cristiano demorou a responder.

— Nunca precisei.

— Então por que está falando isso pra mim?

Ele passou a língua pelos lábios, desconfortável.

— Porque você é diferente.

— Diferente como?

Silêncio. Ele se levantou, foi até a cozinha. Abriu a geladeira, fechou sem pegar nada. Era evidente que procurava uma resposta, não água.

— Você pensa demais.

Ri baixo.

— Essa é a pior característica que alguém já encontrou em mim.

— Não é ruim.

— Então por que parece um problema?

Ele virou para mim, pela primeira vez depois da nossa transa, sustentou meu olhar.

— Porque você parece o tipo de cara que transforma tudo em sentimento.

Sorri de lado.

— E você parece o tipo de cara que foge antes de descobrir se também sente.

Ele virou o rosto, os olhos azuis encontraram os meus. Não havia irritação, só um cansaço antigo.

— Você não conhece minha vida.

— Então me conta.

Ele ficou alguns segundos em silêncio, depois balançou a cabeça.

— Não hoje.

Novo silêncio. Depois de um tempo, ele prosseguiu:

— Sei lá... gente igual você acaba esperando coisas.

“Gente igual você”. Fiquei na dúvida ao que ele exatamente estava se referindo, mas preferi ignorar, pelo menos no momento.

— E você? – resolvi questionar, simplesmente.

Cristiano respirou fundo.

— Eu não sei dar essas coisas.

Não havia crueldade naquela frase, só medo. Um medo antigo, daqueles que deixam marcas antes mesmo de receberem um nome. Me levantei, vesti minha camisa, fiquei diante dele.

— Cristiano...

— Hã?

— Eu nem sei o que é "essas coisas".

Ele soltou uma risada curta.

— Mentiroso.

— Juro.

— Cê quer romance.

Balancei a cabeça.

— Não.

Era verdade, pelo menos naquele momento. Eu queria entendê-lo, o que, talvez, fosse muito mais perigoso.

________________________________________

Voltei para casa. Cristiano insistira em me levar na moto velha que usava para tudo: trabalhar, fazer compras, visitar os poucos parentes com quem ainda falava. O motor fazia um barulho metálico, como se reclamasse da própria existência, e o farol tremia em cada buraco da rua. Quando paramos, um quarteirão abaixo da minha casa, ele desligou a moto. Nenhum dos dois desceu imediatamente.

— Amanhã a gente trabalha.

— Eu sei.

— Então...

Ele fez um gesto com a cabeça.

— Lá é lá.

— E o que aconteceu na sua casa ficou lá?

— É.

Sorri.

— Você gosta mesmo de complicar as coisas.

Ele deu de ombros.

— Complicadas elas já são.

________________________________________

No dia seguinte, o galpão parecia outro, ou talvez nós dois fôssemos outros. Cristiano chegou cedo, eu só fazia meia turno, chegava depois do almoço. Ele cumprimentou todo mundo do mesmo jeito de sempre, deu risada, fez piada. Chamou o Luiz de "preguiçoso", reclamou do café. Era como se nada tivesse acontecido.

Quando cheguei na parte da tarde, durante alguns minutos achei que tinha sonhado a noite anterior. Então nossos olhares se cruzaram, foi rápido. Menos de um segundo, mas bastou. Ele ergueu discretamente uma sobrancelha, quase imperceptível. Um gesto mínimo, íntimo, um segredo que só nós dois compreendíamos. Meu coração respondeu antes da minha razão.

Eu não era mais o mesmo, Cristiano também não. Percebi antes mesmo de ele falar qualquer coisa. Ele brincava, ria alto, empurrava alguém de leve. Mas comigo... comigo havia uma distância cuidadosamente calculada. Nem perto, nem longe. Como se qualquer centímetro a mais pudesse denunciar alguma coisa.

Luquinhas percebeu antes de mim, ele apareceu encostando no balcão do escritório.

— Uai...

Continuei digitando.

— O quê?

— Brigou com o playboy loiro?

Olhei para ele.

— Por que pergunta isso?

— Porque vocês passaram a semana inteira discutindo. Agora nem discutem mais.

— Isso é bom, não?

Luquinhas sorriu daquele jeito malandro que parecia enxergar dois capítulos à frente de todo mundo.

— Depende.

— Do quê?

— Do motivo do silêncio.

Antes que eu respondesse, Cristiano apareceu na porta.

— Mateus.

Levantei os olhos.

— Sandra pediu ajuda no estoque.

— Tô indo.

Ele apenas fez um sinal com a cabeça, nenhum sorriso, nenhuma intimidade. Luquinhas esperou Cristiano desaparecer, depois comentou:

— Rapaz...

— O quê?

— Esse homem tá estranho.

Sorri de canto. Se ele soubesse...

________________________________________

Os dias seguintes adquiriram um ritmo próprio. Não éramos um casal, também não éramos apenas colegas, éramos alguma coisa suspensa entre essas duas margens. No expediente, discutíamos por causa de caixas, planilhas e entregas.

— Você conferiu isso direito? – eu perguntava.

— Conferi – ele respondia.

— Tem certeza?

— Cê sempre acha que eu tô errado?

— Geralmente.

— Cê é chato demais.

— Não sou chato, sou organizado.

Ele revirava os olhos.

— Um metido que se acha, isso sim.

Eu sorria.

— Você que é um ignorante.

Ele respondia sem pensar.

— Um fresco do caralho.

O silêncio vinha logo depois. Nós dois nos lembrávamos imediatamente da primeira vez que uma palavra semelhante tinha sido usada, em outro contexto. Cristiano desviava o olhar.

— Foi mal.

Era quase um reflexo. Nunca pedia desculpas olhando nos meus olhos, mas pedia. E isso dizia muito sobre ele.

________________________________________

Numa quarta-feira, começou a chover forte, a água transformou o pátio num espelho de barro. A chuva caía com uma violência que parceria querer furar o asfalto do estacionamento. Os caminhões atrasaram, as entregas também. Sandra dispensou metade da equipe mais cedo. Eu esperava a chuva diminuir perto do portão, encostado numa coluna fria da entrada do galpão. O relógio no meu pulso marcava quase seis da tarde e o céu não dava sinal de trégua.

O som da água batendo na calçada era ensurdecedor, um ruído branco que afogava qualquer outro pensamento além do desconforto. Suspirei, observando as poças se formarem, calculando se valia a pena uma corrida desesperada até a minha casa ou se era melhor esperar o dilúvio passar.

O rugido de um motor quebrou a monotonia do temporal. Uma moto velha, cuja pintura preta descascava perto do escapamento, cortou a cortina de água e parou bruscamente à minha frente. O piloto desligou o motor, e o silêncio voltou, interrompido apenas pelo gotejar constante do capacete e do uniforme encharcado.

— Sobe aí – a voz de Cristiano soou abafada pelo capacete, mas o tom de brincadeira era inconfundível.

— Vai me sequestrar?

— Talvez.

— Tá vendo? Assim fica difícil confiar.

— Você fala demais.

Olhei para a moto, depois para a tempestade lá fora. A opção era clara: continuar congelando na porta do galpão ou confiar naquele veículo de duas rodas que cheirava a gasolina queimada e óleo velho ou, pior ainda, confiar no piloto.

— Bora — respondi.

Cristiano jogou o capacete extra para mim. O interior estava úmido e tinha um cheiro de suor e estofado envelhecido. Abotoei o capacete, minha visão se restringindo ao pequeno visor. Subi atrás de Cristiano, e a moto balançou com o peso adicional. Quando o motor ligou novamente, as vibrações percorreram minhas pernas. Eu não tive escolha a não ser abraçar a cintura de Cristiano, apertando o corpo contra as costas dele.

Aceleramos na chuva. O vento e a água gelada batiam contra nós, mas o calor do corpo de Cristiano à frente funcionava como uma âncora. A cada curva, eu sentia os músculos das costas dele se retesando sob o uniforme molhado, o cheiro de gasolina misturada ao aroma de um desodorante barato, cítrico, invadindo as minhas narinas. A viagem foi curta, mas a sensação de proximidade física, a fricção constante nas minhas coxas e o aperto no meu peito me deixaram com o coração acelerado, não por causa da velocidade.

A moto parou invariavelmente em frente ao casebre de Cristiano. O telhado rangia sob o bombardeio da chuva. Cristiano desceu primeiro, estendendo a mão para me ajudar. Ambos estávamos encharcados, nossas roupas colando aos corpos, delineando contornos que o uniforme escondia.

Entramos na casa pequena. Dentro, o ar estava quente e abafado, cheirando a poeira e coisa velha. Olhei de relance para o quarto de Cristiano: havia apenas uma cama de solteiro encostada na parede, um criado e uma cadeira.

Na sala/cozinha, a luz amarela de uma lâmpada nua pendurada no teto iluminava o ambiente de forma dramática, projetando sombras longas. Cristiano trancou a porta atrás de nós, o som do metal correndo no fecho ecoando no pequeno espaço. O ruído da chuva lá fora parecia mais distante, abafado pelas paredes de madeira.

Cristiano se virou para mim. Sem dizer uma palavra, ele tirou o capacete e o jogou sobre o sofá velho. Eu fiz o mesmo. Ficamos parados, calados, molhados, ainda se recuperando da chuva, observando a água bater no vidro da janela.

— Você realmente acredita que vai embora daqui?

A pergunta surgiu do nada. Olhei para ele.

— Acredito.

— E nunca mais volta?

Pensei um pouco.

— Voltar a gente sempre volta, permanecer é outra história.

Cristiano passou o polegar pelo encosto da cadeira.

— Tenho inveja disso.

— Do quê?

— De você saber que existe um lugar esperando.

Olhei pela janela, as gotas escorriam lentamente pelo vidro.

— Às vezes eu acho que você imagina a minha vida muito mais perfeita do que ela realmente é.

Ele riu.

— E você imagina a minha muito pior.

Sorri.

— Talvez.

— Talvez.

Permanecemos em silêncio, não havia necessidade de preencher tudo com palavras. A chuva fazia esse trabalho por nós. O silêncio entre nós era carregado, eletrizado. A água escorria pelos meus cabelos e descia pelo meu pescoço, molhando a minha camisa branca que agora estava quase transparente. Cristiano avançou um passo, fechando a distância que restava.

O primeiro beijo foi brusco, sem preparação, colando nossos lábios molhados e frios que rapidamente esquentaram com o atrito. Cristiano segurou a minha nuca com força, seus dedos apertando minha pele úmida.

Reagi instintivamente, minhas mãos encontrando a cintura de Cristiano, o puxando para perto, eliminando qualquer espaço residual entre nossos corpos. A chuva lá fora continuava a cair, mas dentro, o único som era o da respiração ofegante e o roçar das nossas roupas encharcadas.

As mãos de Cristiano desceram, pegando as minhas nádegas através da calça molhada, apertando com firmeza. Soltei um gemido abafado contra a boca dele, sentindo o membro dele endurecer contra a minha cintura.

A urgência crescia, uma necessidade desesperada de pele contra pele. Comecei a puxar a camisa de Cristiano, meus dedos escorregando por sua pele, até conseguir retirar a peça e expor o peito branco e magro dele, que subia e descia rapidamente.

Cristiano não perdeu tempo. Puxou a minha camisa para cima também, a tirando de vez e a jogando no chão úmido. Minha pele brilhava, coberta por gotículas de água e suor. Cristiano se inclinou, levando os lábios ao meu pescoço, mordiscando a minha pele macia enquanto suas mãos percorriam minhas costas nuas, descendo até a cintura da calça. Arqueei as costas, minha cabeça jogada para trás, oferecendo mais acesso, meus olhos fechados, focado inteiramente na sensação da boca quente percorrendo minha clavícula.

Com movimentos rápidos, Cristiano desabotoou a minha calça, a deixando cair aos meus tornozelos. Chutei o tecido para o lado, ficando apenas com a cueca pequena, slip preta, que realçava a minha ereção evidente. Cristiano se afastou um pouco para olhar, seus olhos escaneando o meu corpo com fome. Eu passei as minhas mãos pelo meu torso nu, meu corpo pequeno, mas definido pela luz fraca.

Me aproximei novamente, minhas mãos indo direto ao jeans de Cristiano. Desabotoei o botão e baixei o zíper, libertando o membro que pulsava, quente e duro. Envolvi a carne com a mão, sentindo o peso e a textura, começando a mover aquela pica para cima e para baixo com um ritmo firme. Cristiano bufou, apoiando a testa no meu ombro, os quadros impulsionando a pélvis para frente, buscando mais fricção.

— Vamos — sussurrou Cristiano, a voz rouca.

Ele me empurrou em direção ao quarto, à cama de solteiro. O colchão rangeu quando me sentei na borda. Cristiano se ajoelhou no chão, entre as minhas pernas. Com um movimento brusco, puxou a minha cueca para baixo, liberando meu membro, que saltou em direção ao abdômen. Cristiano não esperou. Segurou a base e levou a glande à boca, a envolvendo com calor e umidade.

Gemi alto, minhas mãos afundando nos cabelos claros e úmidos de Cristiano. A língua dele trabalhava com maestria, girando ao redor da cabeça do meu pau antes de descer até a base, o engolindo quase todo.

O som da sucção se misturava aos meus gemidos. Eu estava totalmente nu, exposto e vulnerável naquela cama pequena. Cristiano me mamava com força, suas bochechas cavando, uma mão subindo para tocar os meus testículos, os massageando com delicadeza. Depois de alguns minutos intensos, Cristiano afastou a boca, um fio de saliva conectando seus lábios à minha glande brilhante. Ele olhou para cima, encontrando o meu olhar vidrado.

— Deita — ordenou Cristiano.

Obedeci, me deitando de costas na cama, minhas pernas abertas, meus pés apoiados na borda do colchão. Cristiano subiu, se posicionando entre as minhas pernas. Ele começou a beijar a parte interna das minhas coxas, deixando marcas vermelhas na minha pele clara, se aproximando cada vez mais do meu centro. Eu tremia, minha respiração presa na garganta, antecipando o que viria a seguir.

Cristiano pegou minhas pernas e as colocou sobre seus ombros, deixando meu cuzinho exposto e à mercê dele. Ele se inclinou e, sem aviso, passou a língua plana sobre o meu orifício apertado. Gritei, minhas costas se erguendo do colchão, o choque elétrico percorrendo a minha espinha.

Cristiano não parou. Ele trabalhou a língua em círculos, molhando minha entradinha, pressionando com a ponta, tentando relaxar minha musculatura tensa. A saliva criava uma lubrificação natural e escorregadia.

Enquanto a língua trabalhava, Cristiano levou um dedo à boca, o molhando bem, e o levou até o meu cuzinho. Começou com a ponta, empurrando devagar, sentindo a resistência inicial dar lugar à aceitação. Soltei um gemido longo, baixo, misturando dor e prazer.

Cristiano introduziu o dedo até a falange, o movendo para dentro e para fora, abrindo caminho. Logo um segundo dedo se juntou ao primeiro, alongando meu anelzinho, preparando o meu corpo para o que estava por vir.

— Tá pronto? — perguntou Cristiano, a voz rouca, os lábios inchados.

— Sim, por favor — respondi, minha voz trêmula, meu corpo pedindo mais.

Cristiano retirou os dedos e cuspiu na palma da mão, espalhando a saliva em seu próprio membro, que estava duro como aço. Ele alinhou a glande com a minha entrada. Em vez de empurrar com força, ele avançou lentamente, permitindo que meu corpo o engolisse centímetro por centímetro. Quando estava totalmente dentro, parou.

Nós permanecemos imóveis por um momento, num encaixe estático, uma conexão profunda, uma sensação de preenchimento sem o atrito do movimento. Cristiano olhava nos meus olhos, observando minhas pupilas dilatadas, meu peito subindo e descendo freneticamente. A sensação de estar tão intimamente conectado, sem pressa, amplificava cada batida cardíaca. Meu cuzinho pulsava ao redor do pau de Cristiano, se contraindo involuntariamente, aumentando a pressão interna.

A calma durou pouco. A urgência voltou com mais força. Cristiano começou a se mover, lentamente no início, puxando quase até sair e entrando de novo, fundo. Suspirei, minhas pernas apertando o pescoço de Cristiano. O ritmo aumentou. A espuma do colchão gritava em protesto, a cama de madeira batendo contra a parede a cada golpe firme de Cristiano.

— Mais forte — implorei, minhas unhas cravando nos ombros de Cristiano.

Cristiano obedeceu. Ele segurou meus quadris com força, deixando marcas roxas nos dedos, e começou a me foder sem dó. Os golpes eram profundos e rápidos, a pele batendo na pele com um som alto e úmido. O colchão balançava perigosamente, mas ninguém se importava. O quarto estava cheio de sexo, suor e o cheiro animal dos nossos dois corpos colados.

Eu sentia o prazer subir como uma maré. Cada vez que Cristiano batia fundo, um jorro de eletricidade percorria meu corpo. Segurei meu próprio pau, começando a me masturbar freneticamente, sincronizando os movimentos com as investidas dele. A visão de Cristiano, suado, seus olhos fechados de concentração, os músculos do seu abdômen retesados, era quase demais para eu suportar.

— Vou gozar — gritei, minha voz quebrada.

Cristiano apertou os dentes, acelerando ainda mais o ritmo, sentindo o próprio orgasmo se aproximando como um trem. Com um grunhido gutural, ele cravou a pica até o fundo uma última vez e explodiu, liberando jatos quentes dentro de mim.

A sensação do líquido quente me enchendo foi o gatilho final. Arqueei as costas, meu corpo todo retesando, e gritei o nome de Cristiano enquanto o esperma jorrava de meu próprio cacete, cobrindo minha barriga e peito.

Nós ficamos imóveis por um longo momento, apenas o som da respiração pesada preenchendo o quarto. A chuva lá fora continuava a cair, indiferente ao furacão que acabara de passar dentro daquele casebre. Cristiano desabou sobre mim, o peso do corpo sendo um conforto, não um fardo. Envolvi meus braços ao redor dele, fechando os olhos, sentindo nossos corações ainda dispararem contra nossos peitos colados.

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