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A Saga de Otávio 9 – No olho do furacão faz silêncio!

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Um conto erótico de Xandão Sá
Categoria: Gay
Contém 8231 palavras
Data: 19/07/2026 22:53:41

Depois de mais um dia exaustivo de treinamento tático na academia, Otávio tomou um banho rápido no vestiário quase vazio. Eram as últimas semanas de treinamento. Começaram as provas finais e ele precisava manter um desempenho alto para conseguir as melhores posições na escolha de que cidade ele seria lotado. Com tanta ansiedade, o coração batia acelerado praticamente o tempo todo. Só que nesse dia, a forma como o instrutor Maurílio tinha olhado pra ele durante a aula de imobilização fez seu corpo queimar de tesão, eles tinham voltado a transar, poucas vezes, na verdade, porque as chances eram limitadas, mas aquele olhar demorado, carregado, daqueles que diziam “eu sei exatamente o que você quer: rola” fez Otávio tremer por dentro. Ele estava subindo pelas paredes e, num ato de impulso, vestiu o jeans justo e a camisa polo preta, pegou o capacete e saiu. Sabia que era arriscado, mas a tensão acumulada dos últimos dias estava insuportável.

Em vez de ir direto pro alojamento, pegou a moto usada que havia comprado há algumas semanas, convencido pelos colegas que numa cidade com enormes distâncias como Brasília e com um transporte público ruim, se não dava pra ter carro, moto era a melhor saída, e dirigiu até o Parque da Cidade. Sabia que estava arriscando muito. Além dos perigos de ir nesses lugares de pegação, tinha as implicações da carreira policial que não “combinava” com esse tipo de ambiente. O sol já tinha se posto, e as áreas mais arborizadas e escuras do parque eram conhecidas entre quem entendia do jogo. Ele estacionou longe, caminhou devagar pela trilha principal até entrar numa das veredas laterais. O ar estava quente, úmido. Logo sentiu o primeiro olhar. Um cara moreno, uns 35 anos, camisa regata, encostado numa árvore. Otávio diminuiu o passo, sustentou o olhar. O homem sorriu de canto e fez um sinal discreto com a cabeça, indicando o mato mais denso. Em menos de dois minutos, Otávio estava com a calça abaixada, costas apoiadas no tronco de uma árvore enquanto o desconhecido, ajoelhado, chupava ele com fome. Otávio abafava a boca com o próprio braço pra não gemer alto. O cara era bom, garganta profunda, mão segurando suas bolas com firmeza e carinho e a proeza de conseguir mamar sua rola grossona sem machucar arranhando os dentes. Quando o cara começou a acariciar o cuzinho de Otávio, ele gozou e o homem engoliu tudo, limpou a boca com as costas da mão, se levantou e simplesmente desapareceu na escuridão sem dizer uma palavra. Era exatamente isso que Otávio precisava: rápido, sujo e sem nomes. A noite estava só começando mas dessa vez, ele se sentiu satisfeito o bastante para ir embora, não queria correr o risco de cair na esbórnia da última vez que esteve no Parque.

No dia seguinte, durante o treinamento de defesa pessoal, Maurílio o escolheu como parceiro de demonstração. Numa das manobras, o instrutor o imobilizou no tatame. O corpo dele pressionando o de Otávio, o volume da virilha roçando contra a bunda dele excitou Otávio, mas deixou ele nervoso, alguém podia notar, desconfiar, mas, felizmente, ninguém percebeu. Quando todos foram pro intervalo, Maurílio o chamou baixo:

— Não toma banho. Meu escritório. Cinco minutos.

Otávio aproveitou o tumulto dos colegas se amontoando para tomar banho e escapuliu sem ser visto. Pegou o corredor dos gabinetes individuais dos instrutores e assim que chegou a porta de Maurilio, deu uma batidinha discreta na porta. Foi literalmente puxado para dentro pelo braço musculoso de Maurílio que, assim que fechou a porta, o empurrou contra a parede, mão grande apertando o pescoço de leve enquanto enfiava a língua na boca dele.

— Seu putinho enrustido… tá louco pra levar vara, né? — rosnou no ouvido dele.

Otávio só gemeu em resposta. Maurílio baixou as calças dos dois, cuspiu na mão e entrou devagar, mas fundo. Otávio protestou pela falta de camisinha, quis se desvencilhar, mas Maurilio rosnou o que ele achava que era uma garantia de segurança:

- eu gozo fora!

A mesa balançava com as estocadas fortes e ritmadas. Maurilio abafou a boca de Otávio para não fazer barulho enquanto metia nele sem piedade, chamando-o de “cuzinho mais gostoso da academia” e “meu putinho particular”. Gozaram quase juntos — Maurílio dentro dele, marcando território. Quando desfizeram os corpos engatados, o instrutor percebeu a cara de pânico de Otávio enquanto passava a mão no rabo sentindo a porra vazar e escorrer:

- Relaxa, Tavinho, fiz exame essa semana, tô limpo!

- eu também mas tenho medo mesmo assim.

- você vai ter que aprender a viver e conviver com o medo se quer mesmo ser policial, Otávio.

A forma mais rígida como Maurílio falou deixava claro que ele tinha voltado à posição de poder do instrutor sobre o aluno. Otávio calou-se, ajeitou a roupa e quando ia saindo, Maurílio o surpreendeu puxando ele para um beijo carinhoso. Fez um cafuné em seu cabelo:

- desculpa o jeito que eu falo mas é pro seu bem… e desculpa ter forçado você a me dar sem camisinha mas eu tava louco de vontade desde a primeira vez que a gente ficou. Antes da porra dessa doença, eu adorava a liberdade de encher o cuzinho do parceiro ou a buceta da putinha com minha gala. Sinto falta, sabe…

- foi estranho… mas foi gostoso, diferente, aquela coisa quente dentro da gente…

- Tá vendo só?! Espero que descubram a cura dessa doença, uma vacina, sei lá, pra gente voltar a fuder sem paranóia… mas não se empolga viu?! A gente fez loucura porque estamos com os exames em dia, sorte nossa que é protocolo de rotina aqui da academia, mas a gente não pode vacilar, viu?!

- Viu! Comece o cuidado por você, seu maluco.

Ambos riram e saíram da sala. Maurílio pegou o rumo do estacionamento e Otávio do alojamento. Nos dias que se seguiram, o medo de pegar doença o assombrou algumas vezes até que Otávio se conformou que ia ter que esperar a próxima coleta de exame para se tranquilizar. Até lá, jurou a si mesmo nunca mais deixar isso acontecer de novo, apesar de ter adorado a sensação da porra quente invadindo seu cuzinho.

Durante as semanas seguintes, os colegas de alojamento, Lucas e Rodrigo, mais de uma vez se insinuaram querendo frete, mas Tavinho desconversou. Não tinha cabeça pra transar com ninguém até ver a palavra negativo em um teste de HIV, o que aconteceu naquele dia, início do último mês da formação. Naquele momento, Otávio tinha uma dupla comemoração: estar “limpo” que era como se sentia, metaforicamente, por não estão infectado pelo vírus que tanto apavorava ele e a maioria das pessoas com vida sexual ativa, e por ter recebido os resultados parciais que o colocavam entre os dez primeiros colocados da turma, o que ampliavam muito suas chances de conseguir uma boa lotação quando o curso acabasse.

Quando chegou no quarto do alojamento, feliz com as notícias, Lucas e Rodrigo avisaram que Marcão tinha viajado para passar o fim de semana fora, o quarto era todo só pra eles, a oportunidade perfeita para eles curtirem. Saíram para comer uma pizza com o clima de putaria mais do que criado, iam foder quando voltassem pro quarto, o que aconteceu por volta das 23h. As luzes do corredor já estavam apagadas. Quando entraram no quarto e trancaram a porta, Lucas colocou uma toalha usada na fresta de baixo pra abafar qualquer som, afinal cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Rodrigo e Otávio foram logo tirando a roupa, ficando só de cueca. Sentaram lado a lado na cama de Marcos, aproveitando que ele não estava, assim não bagunçavam as camas em que iriam dormir e no sábado era dia das arrumadeiras recolher as roupas de cama pra lavar. Quando Marcão voltasse domingo a noite, a cama dele estaria impecável, mal sabendo ele que os colegas teriam feito muita putaria sobre seu colchão, travesseiros etc.

Enquanto Lucas tirava sua roupa, Otávio e Rodrigo começaram a se pegar. Tavinho ainda se surpreendia que Rodrigo, tão másculo, tão com jeito meio brucutu pudesse ser tão desenrolado na putaria gay. Ele não tinha nenhuma inibição em comer, chupar, dar, ser comido. A palavra versátil cabia nele como luva. Moreno, parrudo, peludo no peito e com aquele volume impressionante na cueca, Rodrigo encostou-se na cabeceira da cama e se abriu como quem convida os colegas: podem se esbaldar… Otávio se debruçou sobre ele pra tirar sua cueca e ter acesso aquele cacete grosso, enquanto Lucas aproveitou que estava em pé, pegou seu pau branquinho, retinho, cabeça da pica vermelha como um morango e ofereceu pra Rodrigo mamar. Antes de abocanhar a rola de Lucas e ter seu pau engolido por Otávio, Rodrigo murmurou, observando os dois com olhar faminto:

— Hoje ninguém vai atrapalhar…

Otávio puxou a cueca de Rodrigo pra baixo. O pau dele saltou, grosso, veiudo, já babando pré-gozo. Por outro lado, Lucas não perdeu tempo. Segurou a cabeça de Otávio com as duas mãos e enfiou o pau na boca dele devagar, mas fundo. Otávio gemeu abafado, sentindo o gosto salgado enquanto Lucas começava a foder sua garganta com estocadas ritmadas.

— Isso, engole tudo, putinho… — sussurrou Lucas, mordendo o lábio.

Rodrigo gemia, saboreando aquele pau retinho, gostoso, enquanto a boca de Otávio devorava seu cacete com a fome de um desesperado. Ia e vinha da sua rola ao saco, serpenteando a língua, cafungando seus pentelhos aparados, esfregando seu cacete no rosto. Otávio tem fome de pica, constatava Rodrigo, enquanto Lucas fazia sua boca de boceta, metendo de forma ritmada, o saco batendo no seu queixo, a baba escorrendo pelos cantos da boca.

Rodrigo estendeu o braço trás de Otávio, abaixou a boxer dele e abriu as nádegas com as mãos grandes. Meteu seu dedo na boca de Otávio que o chupou junto com sua pica e levou o dedo lambuzado até o cuzinho de Tavinho. Dedilhou suas pregas e começou a massageá-la com um dedo, depois dois dedos, abrindo ele devagar enquanto Otávio lhe chupava com mais fome.

— Tá molhadinho já… querendo pau — riu Rodrigo parando de mamar Lucas para mexer com Otávio.

Nessa paradinha, eles trocaram de posição. Otávio ficou de quatro no colchão, Lucas se deitou na frente dele e enfiou o pau na sua boca. Rodrigo encapou a pica, atrás, alinhou a cabeça grossa nas pregas e empurrou devagar. Otávio soltou um gemido longo e abafado quando sentiu o pau de Rodrigo abrindo ele centímetro por centímetro, até as bolas encostarem na sua bunda.

— Caralho… tá apertado pra porra — grunhiu Rodrigo, segurando firme nos quadris de Otávio.

Começou a meter. Primeiro devagar, depois mais forte, o barulho do látex contra a pele ecoando baixo no quarto. Cada estocada fazia o pau de Otávio balançar duro, pingando no lençol. Lucas segurava a cabeça dele e enfiava até o fundo da garganta, sincronizando o ritmo. Alguns minutos nesse ritmo e Otávio pediu pra mudar de posição, os joelhos estavam reclamando. Eles viraram Otávio de lado. Lucas botou camisinha na rola, deitou atrás dele, levantou uma das pernas de Otávio e enfiou devagar, fodendo ele com estocadas profundas e lentas enquanto beijava seu pescoço e mordia a orelha. Rodrigo deitou-se na frente de Otávio, em posição invertida a sua para formarem uma 69 e enfiou o pau na boca de Otávio, segurando o cabelo dele.

— Olha o puto da academia… levando dos dois lados — provocou Rodrigo.

A transa ficou mais intensa. Lucas metia cada vez mais rápido, batendo fundo. Otávio gemia com o pau de Rodrigo na boca, baba escorrendo pelo queixo. Trocaram novamente: Rodrigo botou outra camisinha, deitou-se, Otávio passou lubrificante e sentou nele, cavalgando com vontade, subindo e descendo enquanto Lucas ficava em pé na cama, fazendo Otávio lhe chupar. O suor escorria. O quarto cheirava a sexo e macho. Rodrigo segurava a cintura de Otávio e metia de baixo pra cima com força. Lucas gozou primeiro — puxou o pau da boca de Otávio e pintou o rosto e a língua dele com jatos grossos e quentes. Otávio, quase no limite, começou a quicar mais rápido no pau de Rodrigo. Lucas, ainda duro, pegou outra camisinha, desenrolou sobre sua pica, se ajoelhou atrás de Otávio e tentou enfiar junto. Otávio soltou um gemido rouco quando sentiu os dois paus tentando abrir ele ao mesmo tempo. Não entrou completamente, mas a pressão era insana. Rodrigo apertou as nádegas dele e gozou fundo, enchendo a camisinha dentro do rabo de Otávio enquanto Lucas esfregava a cabeça do pau na entrada já melada. Otávio não aguentou mais. Sem nem tocar no próprio pau, gozou forte, jatos longos caindo no peito e na barriga de Rodrigo. Os três desabaram na cama, ofegantes, corpos colados e suados. Otávio estava no meio, lambuzado com a própria porra no rosto, no peito, na barriga. Lucas riu baixinho, passando o dedo na porra do rosto de Otávio e enfiando na boca dele:

— saboreia tua gala, safadinho…

Rodrigo, ainda dentro dele meio mole, deu um tapa leve na bunda de Otávio enquanto desabafava sorrindo:

— Ainda bem que amanhã não tem treinamento físico senão a gente tava fudido… a gente vai poder dormir bastante essa noite.

Dois dias depois, o risco já estava virando vício. Final da tarde, logo após o treinamento na piscina, a maioria dos alunos tinha ido para os chuveiros ou para os dormitórios. Maurílio mandou uma mensagem curta para o pager de Otávio: “Depósito. Agora.” Otávio sentiu o coração disparar. O depósito ficava colado à sala de lutas, um lugar semi-isolado, cheio de colchonetes empilhados, cones, bastões de treinamento e caixas de equipamentos, o mesmo onde ele tinha dado para Maurílio pela primeira vez. O cheiro de borracha e suor antigo impregnava o ar. Assim que entrou, Maurílio, completamente despido e com a rola já vestida com a camisinha, o agarrou pela cintura, fechou a porta e girou a chave. Não teve nem conversa. Após um beijo intenso, o instrutor o empurrou contra uma pilha de colchonetes, abaixou o short junto com o calção de banho num só movimento e cuspiu na mão.

— Tá louco pra levar de novo, né seu putinho? — rosnou Maurílio, esfregando a cabeça grossa do pau na entrada de Otávio.

— Sim, senhor… — gemeu Otávio baixinho, já empinando a bunda.

Maurílio meteu de uma vez, fundo e bruto. Otávio mordeu o antebraço pra não gritar. O instrutor era pesado, forte, e fodia com raiva e tesão. As estocadas eram profundas, ritmadas, fazendo o corpo de Otávio bater contra os colchonetes. Maurílio segurava o quadril dele com força, uma mão subindo para apertar o pescoço por trás.

— Não faz barulho, porra… você quer que alguém escute e pegue a gente aqui?

Otávio estava gemendo baixo, o pau duro vazando no chão de concreto. Maurílio acelerou, metendo cada vez mais forte, o barulho molhado de saco batendo contra bunda ecoando no depósito. Ele puxou Otávio pelo cabelo, arqueando as costas dele, e mordeu seu ombro por cima da camisa. Estavam no auge quando ouviram o barulho. A maçaneta da porta girou. Alguém tentou abrir.

— Maurílio? Tá aí? — chamou uma voz grossa do outro lado.

Era o Fonseca, instrutor principal de Krav Magá, conhecido por ser rígido e extremamente observador. Maurílio congelou no meio da estocada, pau enterrado até o talo dentro de Otávio. Os dois ficaram imóveis, suados, respirando pesado. Otávio sentia o pau de Maurílio pulsar dentro dele, latejando de tesão e adrenalina.

— Tô aqui, Fonseca. Pegando uns colchonetes extras pro treino de amanhã — respondeu Maurílio, a voz surpreendentemente firme, embora rouca.

Otávio sentia o coração batendo na garganta. O pau de Maurílio ainda estava completamente dentro dele, e ele mal conseguia respirar. Houve um segundo de silêncio do outro lado da porta.

— Precisa de ajuda? — perguntou Fonseca, a voz mais baixa, desconfiada

— Não. Já tô terminando aqui — respondeu Maurílio, e, para o desespero de Otávio, deu uma estocada lenta e profunda, quase imperceptível, mas o suficiente pra fazer ele morder o lábio pra não soltar o gemido de dor.

Fonseca ficou mais alguns segundos parado. Parecia que o tempo tinha congelado. Finalmente, ouviram os passos se afastando. Maurílio esperou mais uns dez segundos, depois começou a meter novamente, agora mais rápido, quase selvagem. A adrenalina do quase flagra tinha deixado os dois insanos.

— Porra, ele quase pegou a gente… — grunhiu Maurílio no ouvido de Otávio. — Imagina se ele entrasse e te visse tomando vara do instrutor…

Otávio gozou primeiro, sem tocar no pau, jatos fortes no chão enquanto Maurílio continuava metendo. Poucos segundos depois, Maurílio gozou fundo, enchendo a camisinha com porra quente, mordendo forte o ombro dele pra abafar o gemido. Eles ficaram ali, ofegantes, por quase um minuto. Maurílio saiu devagar, observou a camisinha cheia de porra que ele recolheu e enrolou num pedaço de papel para jogar fora depois e deu um tapinha na bunda.

— Se arruma. E limpa essa merda aí, - apontando as marcas de porra de Otávio no chão.

Quando saíram do depósito, o corredor estava vazio… quase. Ao longe, perto da sala de lutas, Tenente Fonseca estava encostado na parede, braços cruzados, olhando na direção deles. Se entreolharam. Ninguém disse nada. Apenas sustentou o olhar por longos segundos, com uma expressão dura e desconfiada, enquanto Otávio tremia e empalidecia. Maurílio passou por ele como se nada tivesse acontecido, mas Otávio sentiu o peso daquele olhar. Havia desconfiança no ar. Pesada. Fonseca não era burro. E isso podia virar um problema muito grande.

Os dias seguintes foram tensos. Fonseca não disse nada abertamente, mas sua presença parecia rondar Otávio o tempo todo. Olhares mais longos durante as últimas aulas de Krav Magá, observações secas sobre “falta de foco” e uma ou outra cobrança extra só para ele. Maurílio também percebeu e avisou baixo:

— O Fonseca é faro fino. Se segura, Otávio. Não dá mole. Ele tá cismado com a gente. Comigo é mais difícil ele querer dar testa mas pode vir pra cima de você.

Mas o perigo, em vez de afastar, deixava Otávio com medo mas excitado. E não era só atração pelo perigo. Ele sentia que havia algo a mais. O olhar de Fonseca não era amistoso, era duro, mas era outra coisa, não era reprovação. Na sexta-feira à tarde, tiveram o último treinamento físico antes da formatura e foi especialmente pesado: corrida com peso e circuitos de força no campo de treino, depois nas salas de aula, quedas e imobilização com técnicas de jiu-jitsu e, por fim, sparring de Krav Magá.

Fonseca, que estava supervisionando a turma, formou as duplas e foi deixando os alunos irem embora aos poucos, assim que concluíam suas séries. Quando chegou a vez de Otávio, ele disse com voz neutra:

— Você fica. Quero testar liberação de pegadas e ataque de pontos vitais com você.

O tatame esvaziou. Apenas os dois ficaram. As luzes principais já estavam apagadas, restando apenas a iluminação lateral. Fonseca trancou a porta do fundo e virou-se para Otávio, tirando a camisa do uniforme. O corpo dele era impressionante: 1,88m, musculoso, peludo no peito e com cicatrizes antigas de operações.

— Vamos ver se você aguenta pressão de verdade — disse Fonseca, aproximando-se.

Começaram no tatame. Quando Fonseca foi demonstrar como imobilizar um sujeito armado, ao invés de apenas imobilizar, o derrubou, montou sobre ele e prendeu seus braços. O atrito dos corpos suados, o peso dele, o cheiro forte de macho… Otávio sentiu o pau endurecendo rápido dentro da calça do uniforme. Fonseca percebeu a ereção roçando contra sua coxa. Em vez de se afastar, Fonseca pressionou mais, esfregando devagar.

— Eu sabia… — murmurou, a voz rouca. — Vi você saindo daquele depósito com cara de quem tinha levado vara.

Otávio, respirando pesado, resolveu arriscar. Num movimento rápido, inverteu a posição e ficou por cima. Fonseca poderia ter reagido, mas não o fez. Ele também estava de pau duro. Otávio sentiu a ereção dele pressionando sua bunda, desamarrou o cordão da calça do quimono dele e puxou pra baixo junto com a cueca. O pau de Fonseca era grosso e curto, mas quem realmente ficou chocado foi Fonseca quando Otávio saiu de cima dele e baixou a própria calça. O pau de Otávio era imenso. Longo, grosso, veiudo, retão, com uma leve inclinação pra esquerda e pra cima e já babando. Fonseca arregalou os olhos, completamente fascinado com aquela visão.

— Caralho… — sussurrou, quase hipnotizado.

A partir daí, foi Fonseca quem capitulou. Se levantou, foi até sua bolsa, pegou gel e camisinha que entregou a Otávio enquanto passava creme no próprio rabo. Ele virou de quatro no tatame quase sem dizer nada, empinando a bunda musculosa. Otávio pegou a bisnaga de creme na mão de Fonseca, besuntou o próprio pau, encaixou na olhota daquele cuzinho piscando, pedindo pica e começou a pressionar. Fonseca gemeu rouco quando sentiu o tamanho abrindo ele.

— Devagar… porra, pau grosso do caralho… — resmungou, apertando os dentes.

Otávio segurou firme na cintura dele e meteu devagar, centímetro por centímetro, até enterrar tudo. Fonseca tremia. O instrutor duro, respeitado e machão, estava agora gemendo baixo enquanto levava o pau enorme de um aluno. Otávio começou a meter com força. O barulho molhado ecoava no ginásio vazio. Fonseca segurava no tatame, empinando mais, pedindo mais fundo. Otávio deu tapas fortes na bunda dele enquanto socava sem piedade.

— Isso… fode esse cu… — grunhiu Fonseca, completamente entregue.

A transa foi bruta e rápida. Otávio metia fundo, segurando o pescoço de Fonseca por trás. Quando sentiu que ia gozar, acelerou ainda mais. Fonseca gozou primeiro, acelerando a punheta, jatos grossos no tatame enquanto gemia alto. Otávio gozou logo depois, enchendo a camisinha com porra quente e abundante. Ficaram alguns segundos em silêncio, apenas respirando. Fonseca, ainda com o pau de Otávio dentro dele, virou o rosto suado:

— Você é perigoso, garoto.

Depois da transa, os dois se vestiram. Fonseca se sentou num banco, ainda ofegante, e olhou sério para Otávio:

— Escuta aqui. O que a gente fez agora… fica entre nós. Eu não sou santo, mas sei como as coisas funcionam aqui dentro. A corporação é um poço de preconceito, mesmo que seja velado. Se descobrirem que você é bicha ou bissexual, não vão te matar, mas vão te foder na carreira. Vão te colocar em missões ruins de fronteira, em unidades de risco alto, ou simplesmente vão te preterir nas listas de promoção. Você é muito bom, tem potencial enorme… mas só isso não conta, eles preferem quem se encaixa no padrão.

Fonseca passou a mão no rosto, ainda sentindo o suor escorrendo.

— Seja discreto pra caralho. Escolhe melhor os lugares e as pessoas. E toma cuidado especialmente com o Maurílio… ele gosta de viver no limite. Se você quiser continuar vivo e subir na PF, aprende a controlar esse fogo ou vai se queimar feio.

Otávio assentiu, ainda com o corpo latejando. Fonseca se levantou, deu um tapa firme no ombro dele e saiu do ginásio sem dizer mais nada. A combinação entre aventura e risco tinha virado algo muito mais perigoso… e muito mais viciante.

Otávio formou-se como Agente de Polícia Federal com uma das melhores notas da turma e isso lhe deu a chance de escolher a Base da Amazônia, conforme Fonseca lhe orientou, pois era um posto com vantagens econômicas como adicionais e gratificações especiais, e missões que poderiam lhe projetar na carreira. Inicialmente, ele ficaria em Brasília para formação complementar em algumas áreas como combate ao narcotráfico e ao garimpo ilegal, antes de se transferir para Manaus. Nesse meio tempo, três meses após a formatura, casou-se com Alice em Fortaleza, numa cerimônia simples. Alice, enfermeira formada e agora cursando doutorado em Enfermagem, tinha planos de seguir carreira acadêmica na universidade. Como ela não podia abandonar o doutorado, os dois combinaram de manter o casamento à distância por um tempo: morariam em cidades separadas e se encontrariam a cada dois meses — um mês ele ia para Fortaleza, no outro ela subia para Brasília ou Manaus. O arranjo era conveniente para Otávio… mais do que Alice imaginava. O sexo entre eles se revelou um acontecimento quase burocrático. Mesmo na lua de mel, Alice demonstrou pouco interesse em sexo. As transas eram rápidas, sem muito fogo, quase mecânicas. Ela parecia não sentir grande prazer e em nenhum momento tomou a iniciativa. Otávio chegou a lhe perguntar se estava tudo bem, se ele tinha deixado de fazer ou se precisava fazer algo que lhe agradasse, mas Alice lhe garantiu que estava tudo bem, que ele cumpria muito bem o papel de marido carinhoso e que ela estava feliz e satisfeita. Como resultado dessa cama morna, quase em banho maria, ele saía daqueles encontros com fome acumulada. Ele seguiu o conselho de Fonseca à risca. Aprendeu a ser discreto pra caralho. Escolhia muito bem quando, onde e com quem transava. Enquanto esteve em Brasília, as pegações no Parque da Cidade ficaram mais raras e estratégicas — só quando a tensão ficava insuportável. No trabalho, era profissional, focado e calado. Lucas e Rodrigo, seus antigos colegas de quarto, foram para cidades distantes e perderam a convivência, mas seguiam se falando por telefone. Otávio se afastou de Maurílio e Fonseca se tornou seu amante eventual, mas agora com muito mais cuidado: encontros rápidos em motéis fora da cidade ou na casa do instrutor quando a esposa viajava.

Um ano e meio depois — Superintendência no Amazonas. A carreira de Otávio seguia sólida. Lotado em Manaus, ele se destacava em operações de inteligência de fronteira. Alice continuava em Fortaleza, mergulhada na preparação da defesa da tese de doutorado em Enfermagem, com planos de se tornar professora universitária. O governo prometia abrir concurso e era isso que ela queria. A distância ajudava a manter sua vida dupla. Sempre que ia a Fortaleza, Otávio transava com Alice — sexo morno, previsível, sem oral, sem ousadia. Ela terminava rápido e muitas vezes já pedia para dormir. Ele saía da cama frustrado, o tesão por homens ainda mais forte. Foi nessa época que a ligação com Fonseca se intensificou. Os dois viraram amantes de fato. Sempre que havia algum treinamento em Brasília ou quando Fonseca descia para missões de apoio na Amazônia, eles aproveitavam. O sexo entre eles era intenso, bruto e sem limites — exatamente o oposto do que tinha com Alice.

Numa noite em Brasília, durante um curso de aperfeiçoamento, Fonseca o chamou para o quarto de hotel. Assim que a porta fechou, o homem mais velho o empurrou contra a parede, abaixou a calça dele e engoliu seu pau imenso com vontade. Depois virou de quatro na cama, empinando a bunda musculosa:

— Mete logo, porra.

Otávio meteu fundo, sem piedade, socando forte enquanto segurava o pescoço de Fonseca. O instrutor gemia rouco, completamente entregue, pedindo para ser fodido mais fundo. Otávio gozou dentro dele, enchendo a camisinha com porra quente. Fonseca gozou logo depois, lambuzando o lençol sem nem tocar no próprio pau. Em Manaus, quando Fonseca veio dar apoio numa grande operação ribeirinha, repetiram a dose num hotel afastado. Fonseca cavalgou Otávio com fome, gemendo baixinho enquanto o pauzão dele o arrombava. Depois da transa, deitados suados, Fonseca sempre repetia o mesmo aviso:

— Continua discreto. Casado é bom pra sua imagem, mas não vacila. Se te pegarem, ninguém vai te defender.

Otávio ouvia, assentia… e continuava vivendo no limite controlado. Fonseca tinha se tornado o principal escape: o homem que entendia o risco, o tesão e a necessidade de segredo. Alice, enquanto isso, seguia distante, dedicada ao doutorado, sem imaginar que o marido, por trás da fachada de agente casado e correto, era um puto insaciável que adorava comer e ser comido por outros homens. A discrição estava mantida. A carreira, protegida. E o fogo, bem alimentado.

Uma noite, Otávio mergulhou em melancolia e não conseguiu dromir. Deitado na cama do apartamento em Manaus, o ar-condicionado roncando baixo, 2h17 da manhã e ele com insônia. Alice tinha ligado há poucas horas, voz doce e cansada depois de um dia inteiro entre o hospital e a pesquisa do doutorado.

— Te amo. Mal posso esperar pra te ver mês que vem — disse ela antes de desligar.

Ele respondeu o mesmo, com carinho sincero. Mas assim que a chamada terminou, o vazio voltou. Um vazio familiar, denso, que misturava culpa, tesão, solidão e medo. Otávio se sentia dividido ao meio. Amava Alice de verdade. Gostava da companhia dela, do cheiro dela, da forma como ela falava sobre o futuro, dos planos de terem um filho “quando estabilizassem”. Ela representava a vida que ele “deveria” ter: estável, respeitável, dentro do padrão esperado de um agente da PF. Mas o sexo com ela era cada vez mais morno. Quase um cumprimento de dever. Alice raramente demonstrava desejo, e quando transavam era sempre rápido, ela nunca aceitou fazer uma chupada nele, tentou e reclamou, disse que não gostava, não tinha jeito. Ele até fazia nela e ela se excitava, sua buceta ficava molhada, mas a reação era contida, sem intensidade, ela não gemia alto, não se descabelava. Ele metia, gozava e se sentia… incompleto. Como se tivesse comido só metade da refeição. E então havia o outro lado. O lado que o fazia se sentir vivo. O lado em que Fonseca o fodia com força bruta ou se entregava completamente, gemendo como um animal enquanto Otávio metia fundo nele.

O lado dos ménages intensos com Lucas e Rodrigo nos tempos da academia, das pegações rápidas e sujas no Parque da Cidade, das noites em que ele se sentia desejado de verdade, usado, dominado ou dominando. Ele se olhava no espelho depois dessas transas e via dois homens diferentes: o agente casado, educado, promissor… e o bissexual enrustido, viciado em risco e em pau. A tensão emocional estava crescendo. Às vezes, depois de gozar dentro de Fonseca, Otávio sentia uma onda de culpa quase insuportável. “Estou traindo a mulher que confia em mim.” Mas essa culpa durava pouco. Logo vinha o tesão novamente, mais forte, como uma fome que nunca era saciada. Ele se perguntava se algum dia conseguiria parar. Se conseguiria ser só o “Otávio marido da Alice”. A resposta, no fundo, ele já sabia: não. Havia também o medo constante. Medo de que alguma fofoca vazasse. Medo de Fonseca se apaixonar e querer mais. Medo de um colega qualquer desconfiar e o boato se espalhar. Medo de perder tudo que conquistou na carreira — justamente agora que estava bem avaliado e com possibilidades reais de promoção. Às vezes, no meio de uma operação no rio, cercado de perigo real, ele se pegava pensando: “Se eu morrer aqui, vão descobrir meu celular? Vão ver as mensagens? Vão contar pra Alice?” Ele se sentia preso numa armadilha que ele mesmo construiu. E, ao mesmo tempo, não queria sair dela.

Fonseca, mais experiente, percebia essa turbulência. Na última vez que se encontraram em Brasília, depois de uma foda intensa em que Otávio o arrombou sem dó, Fonseca acendeu um cigarro e falou baixo:

— Você tá carregando peso demais, garoto. Ou aprende a viver com isso sem se destruir… ou vai explodir. Escolhe logo qual dos dois Otávios você quer que vença. Porque os dois não vão conseguir viver juntos pra sempre.

Otávio ficou em silêncio, olhando para o teto. Não sabia a resposta. Ele só sabia que, quando o tesão batia forte, a razão perdia. E que, por enquanto, precisava continuar equilibrando essa corda bamba — casado por fora, puto insaciável por dentro. A tensão emocional só aumentava. E ele não sabia até quando conseguiria aguentar. Até que um dia, no meio de uma reunião operacional em Manaus, o celular vibrou no bolso. Era Alice. Ele pediu licença ao delegado chefe, saiu da sala e atendeu rápido, achando que era algo importante, Alice nunca ligava em horário de trabalho.

— Amor… tenho duas notícias: duas bombas: passei no concurso da UFC e… tô grávida.

A frase caiu como um soco no estômago. O silêncio dele durou alguns segundos longos demais.

— Otávio? Você ouviu?

— Sim… grávida? Como assim? A gente…

— Eu sei. Não estava planejado. Deve ter sido naquela última vez que eu fui pra Manaus. Meu ciclo estava bagunçado por causa do estresse da defesa do doutorado. Devo ter me atrapalhado com a cartela do anticoncepcional.

Não planejado. Essas duas palavras ecoaram na cabeça dele durante o resto do dia. Ele tinha certeza que sim. Filho para agora também não estava nos planos de Alice, ainda mais agora com o concurso. Que loucura! Ela ia tomar posse grávida e iniciar seu probatório gestante. Enquanto fingia prestar atenção na reunião, sua mente girava em alta velocidade. Um filho. Um filho mudaria absolutamente tudo. A primeira reação foi uma mistura confusa de alegria, pânico e culpa profunda. Ele sempre quis ser pai um dia, mas não agora. Não enquanto vivia essa vida dupla tão intensa e perigosa. Não enquanto ainda precisava de pau de outros homens para se sentir completo. A gravidez trouxe uma pressão imediata da cultura policial e da família. Na PF, ter um filho era visto como “amadurecimento”. Colegas já comentavam, sorrindo: “Agora sim, né? Vai ter que sentar o rabo e parar de viver só de operação.” Fonseca, quando soube por uma mensagem discreta, respondeu apenas: “Isso complica tudo. Você sabe.”. Alice, por outro lado, estava assustada mas feliz. Ela se preocupava com o início da carreira acadêmica marcada por uma gravidez. Falava sobre ele se mudar para ficar mais perto ou, com sorte, para Fortaleza mesmo, para a família ficar junta. “Não faz sentido criarmos nosso filho separados”, dizia ela. Otávio concordava por fora. Por dentro, entrava em colapso silencioso. A gravidez forçava decisões que ele vinha adiando: Pedir transferência de volta para Fortaleza ou outra cidade do Nordeste para ficar mais presente? Aceitar uma função mais administrativa (menos risco, mas menos adrenalina e menos oportunidades de crescimento na carreira, já que ele considerava fazer Direito e prestar concurso interno para ascender à função de Delegado)? Manter a vida dupla mesmo com filho pequeno (o que aumentava absurdamente o risco de ser descoberto)? Ou tentar reprimir de vez esse lado, o que ele já sabia que não conseguiria por muito tempo?

A tensão emocional virou um turbilhão. À noite, sozinho no apartamento, Otávio alternava entre imaginar o filho nascendo — um menino ou menina que ele amaria — e sentir pavor de se tornar um pai ausente ou, pior, um pai hipócrita que vive mentindo. A culpa com Alice aumentou exponencialmente. Ela carregava uma vida no ventre enquanto ele se masturbava pensando em homens e depois chorava no banho, se sentindo o pior ser humano possível. Fonseca marcou um encontro rápido numa missão conjunta na Amazônia. Depois de foderem de forma ainda mais intensa que o normal (quase desesperada), Fonseca, suado e ainda com a porra de Otávio escorrendo, falou sério:

— Agora não é mais só sobre você. Tem uma criança chegando. A instituição vai te cobrar ainda mais como “pai de família”. Se quiser continuar subindo, vai ter que ser impecável. Isso significa menos margem de erro… e menos espaço pra gente.

Otávio ficou em silêncio, olhando para o teto do quarto de hotel. Pela primeira vez, a vida dupla que tanto o excitava começava a parecer insustentável. A gravidez de Alice não era só uma notícia boa. Era um divisor de águas que exigia escolhas dolorosas. E ele não sabia se tinha coragem de escolher.

A gravidez de Alice ainda ecoava na cabeça de Otávio como uma bomba-relógio. Ele tinha pedido transferência para Natal, a cidade mais perto onde abriu vaga, para ficar mais fácil de se deslocar para Fortaleza quando o bebê nascesse, mas o processo ainda demoraria alguns meses. Enquanto isso, continuava em Manaus.

Foi durante uma grande operação conjunta na região do Alto Solimões que ele conheceu a Delegada Juliana e seu marido, o Agente Rodrigo (coincidentemente mesmo nome do antigo colega de curso). Juliana era uma mulher firme, atraente, 34 anos, corpo definido pelos treinamentos. Rodrigo, 38 anos, era um homem forte, bronzeado, com sotaque cearense marcante, o que gerou de imediato uma empatia entre os dois. Os três se aproximaram de forma natural e respeitosa durante a missão. Conversas profissionais, piadas leves, nada além. O primeiro convite extra trabalho veio após o fim da operação: um banho de igarapé com parte da turma da superintendência. Depois vieram jantares, passeios no shopping de Manaus para “desestressar”, e finalmente o convite que mudou tudo:

— Churrasco lá em casa no sábado. Assar umas carnes, banho de piscina, só os amigos. Relaxar um pouco, cara, isso de ser pai tá te deixando muito tenso, a Ju mandou te convidar — convidou Rodrigo. Otávio aceitou.

No sábado, depois de muito churrasco, cerveja gelada e pagodinho tocando na caixa de som, os amigos começaram a ir embora. Quando se deu conta, Otávio viu que só ele tinha ficado, talvez porque não tendo ninguém em casa à sua espera, estar ali tinha sido uma forma muito agradável de passar a tarde e, de fato, as horas passaram e ele não pensou em Alice, em filho, em Fortaleza, etc. Ficaram apenas os três esparramados nos confortáveis sofás da varanda da casa. Otávio em um, o casal em outra. Juliana, percebendo que Otávio começou a pegar suas coisas, indicando que se preparava para partir, pediu pra ele ficar mais um pouco:

- Calma aí, Tavinho, pera que o Rodrigo vai servir a saideira, uma rodada de Frangélico – falou Juliana com um jeito alegrinho demais, de quem tinha bebido muito (e tinha mesmo), estava mais solta, mais falante, mais expansiva.

- Tá tarde, Juliana, preciso ir – respondeu Otávio sem muita convicção.

- Tarde pra que, colega? Tua esposa tá lá em Fortaleza. Ir pra casa agora pra ficar sozinho? Fica aqui mais um pouco, pelo menos você tem companhia, a gente conversa, você se distrai…

- Tá bom, então, só um licorzinho e tchau…

- Então bora voltar pra piscina, o calor infernal dessa cidade não diminui nem a noite!

De fato, na água ficava mais agradável. A piscina estava refrescante. Rodrigo voltou com a garrafa de licor e as tacinhas. Serviu três, entregou uma a cada e propôs o brinde enquanto entrava na água para se juntar a esposa e o colega:

- Saúde, Tavinho, e que o bebê venha um macho bonito e forte como o pai

- E pirocudo

Otávio se engasgou ao ouvir a zombaria de Juliana. Tossindo, gaguejou:

- qu..qu..que é isso, doutora? – balbuciou Otávio completamente sem graça.

- Tavinho, nem que você quisesse, tem como esconder essa anaconda…

Otávio olhou para Rodrigo tentando entender qual a reação do marido ante o atrevimento da mulher e o que viu foi uma expressão bem-humorada, de quem está dando apoio àquela ousadia.

- eu… eu acho melhor ir embora…

Antes que ele conseguisse andar na direção da escada da piscina, Juliana segurou Otávio pelo braço, lhe agarrou e tacou-lhe um beijo faminto. Inicialmente, Otávio não correspondeu, ao contrário, quis se desvencilhar, quando sentiu Rodrigo lhe abraçando por trás, sussurrando:

— Calma, Tavinho, relaxa, a gente gosta de você… e tamu querendo isso desde a operação.

Otávio ficou completamente paralisado tamanho a sua perplexidade diante do inesperado. Ele não estava nada preparado para o rumo que as coisas tomaram. Primeiro, por ter sido subitamente. Segundo, por não ter tido nenhum sinal de que aquele casal pudesse ter algum tipo de interesse especial e particular nele. Toda a convivência tinha se mantido no nível da camaradagem, da amizade com parceiros de trabalho, todos vindos de outros lugares do Brasil, vivendo a experiência de serem uma espécie de estrangeiros em uma terra tão diferente da que nasceram.

O beijo faminto de Juliana foi minando sua resistência e ele foi cedendo e se envolvendo, saboreando aqueles lábios macios, envolvendo o corpo da gostosa com os braços enquanto o marido saía de trás de Otávio e se colocava ao seu lado. Juliana percebeu o movimento e se soltou de Tavinho para beijar o marido. Depois trouxe a cabeça dele pra perto e rolou um beijo triplo meio estabanado. Juliana puxou os dois pra fora da piscina e caíram embolados no sofá da varanda.

Apesar de alguns toques e carícias entre Rodrigo e ele, a partir daí o rumo da transa foi exclusivamente hétero. Juliana se colocou no centro da ação e os dois homens se dedicaram a ela, chuparam seus peitos, depois um foi de boca pra buceta enquanto o outro se dedicava aos seios duros e empinados. Ju tinha peitinho de garota. Ficaram nessa função até que ela assumiu o comando, mandou os dois ficarem de pé em frente a ela e se dedicou a chupar as duas picas. A diferença era gritante. O pau de Rodrigo, tamanho absolutamente normal, ao lado de Otávio parecia pequeno. Juliana esfregava uma rola na outra com safadeza enquanto a mão de Rodrigo acariciava as costas de Otávio, pois estavam lado a lado.

Depois de muita mamada, Juliana pediu pica. Rodrigo foi no quarto buscar camisinhas e lubrificante, enquanto ela seguia mamando a rola de Otávio. Camisinhas vestindo as pirocas, primeiro Tavinho comeu ela de quatro apoiada no sofá, enquanto Rodrigo enfiava o pau na boca da esposa. Depois inverteram: Rodrigo fodeu a mulher com força enquanto Otávio recebia um boquete dela. Juliana pediu uma dupla penetração, mas uma rola em cada buraco. Otávio ficou com a buceta enquanto Rodrigo enrabava a esposa. Apesar da sincronia atrapalhada, mais se chocavam do que cadenciavam os movimentos, o vai e vem foi num crescendo até que os três gozaram quase juntos — Otávio e Rodrigo enfiados Juliana, que gozou tremendo espremida entre os dois. Foi intenso, gostoso e apesar de inesperado, deixou Otávio relaxado e à vontade.

Depois de levarem um tempo se recuperando, conversando sobre o que tinham acabado de fazer – Otávio questionou por que eles chegaram nele, o que foi que fez eles tomarem essa decisão. Juliana que respondeu:

- Não foi de caso pensado, Tavinho. Como você acaba de ver, eu e Rodrigo temos uma relação semiaberta, gostamos de ter um parceiro entre a gente de vez em quando. Falamos em você mas sem nenhuma expectativa, Rodrigo percebeu meu interesse e me encorajou. Hoje, a cachaça me deu a coragem que faltava, sei lá, senti que você era alguém que a gente podia confiar. Não me pergunte por que, não tenho resposta lógica. Apenas segui a intuição e agora a intuição diz que a gente precisa tomar banho…

Rindo, os três foram tomar banho no chuveiro externo da área de lazer. Juliana deu um beijo em cada um e disse:

— Vou dar uma geral na bagunça da casa e arrumar o quarto. Não demorem.

Assim que ela saiu, Rodrigo olhou para Otávio com intensidade diferente. Encostou nele debaixo da água, mão descendo direto para o pau ainda semiduro dele.

— Relaxa… eu vi como você olha — murmurou Rodrigo.

Otávio entrou em pânico. Coração acelerado, mente gritando “perigo”. Tentou resistir por alguns segundos, mas o tesão acumulado, a cerveja misturada com o licor e a excitação do momento falaram mais alto. Ele puxou Rodrigo para um beijo, que correspondeu cheio de tesão. A entrega de Rodrigo foi lida como um sinal de que Otávio podia ir em frente. Empurrou ele contra a parede do chuveiro, abriu o rego e ficou pincelando o cuzinho de Rodrigo que gemeu baixo, empinando a bunda.

— Isso… mete gostoso.

Otávio foi a varanda pegar uma camisinha, desenrolou cheio de presa sobre sua rolona, passou cuspe no cuzinho de Rodrigo, depois besuntou seu pau e começou a enfiar. As pregas de Rodrigo resistiram um pouco mas cederam e o cacetão de Tavinho foi avançando cuzinho adentro. Ele se empolgou e começou a foder o marido da colega com força, uma mão tapando a boca dele. Estavam tão completamente engatados e entregues que não perceberam quando Juliana voltou para o chuveirão. Ela parou ao lado por um segundo… e sorriu. Não fez escândalo. Pelo contrário. Tirou a toalha, entrou no chuveiro e se juntou aos dois. Beijou Otávio profundamente enquanto ele voltava a socar o rabo de Rodrigo.

— Eu sabia… — sussurrou ela, excitada. — Continua. Quero ver você dois.

A dinâmica mudou completamente. Otávio continuou comendo Rodrigo enquanto Juliana se ajoelhava chupando o pau do marido. Depois, Rodrigo comeu Juliana de frente enquanto Otávio metia nele por trás. Um verdadeiro trenzinho. A posição cansou e Juliana intimou:

- Bora pra cama.

Terminaram a noite os três na cama do casal: Otávio gozando na boca de Juliana enquanto Rodrigo gozava dentro dela. O fogo reacendeu e ainda tiveram folego para uma terceira rodada. Finalmente ,os dois homens se beijaram e se masturbaram juntos até gozarem no corpo de Juliana que gozava batendo uma siririca levando jatada de porra nos peitos e na casa. Ali mesmo, suados, lambuzados, gozados, desmaiaram. Otávio acordou no meio da noite com Rodrigo puxando o lençol para cobrir os três e voltou a dormir.

No dia seguinte, Otávio acordou com uma mistura explosiva de prazer, culpa e medo. Prazer pela noite incrível, cheia de novidades. Culpa por Alice e pelo bebê que estava a caminho. Medo porque Juliana e Rodrigo eram colegas da instituição. Mais uma linha vermelha tinha sido cruzada. Estava sozinho na cama. Era domingo. Não tinha nenhum compromisso, mas não podia ficar na casa do casal pra sempre, tinha que se levantar e enfrentar as consequências da noite anterior. Levantou-se ouvindo o som do chuveiro e encontrou Rodrigo tomando banho:

- Acordou, princeso, finalmente – falou Rodrigo num tom bem-humorado que ajudou a Otávio a distensionar um pouco. Estava preocupado sobre como seria o contato e a conversa com o casal depois da esbórnia da noite passada.

- Ju tá preparando café da manhã pra gente. Entra aqui, vem se lavar e tirar a inhaca de putaria…

Otávio abriu o boxe e entrou debaixo do chuveiro, após Rodrigo dar espaço pra ele. Ali mesmo começaram a conversar, ensaboando um ao outro, trocando confidências. Otávio falou de suas experiências homo e bi com o casal de Fortaleza, era a segunda vez que ia pra cama com um homem e uma mulher ao mesmo tempo.

- Sério? Achei que você era mais rodado – ambos riram, enquanto Otávio dava um soquinho no peito de Rodrigo que prosseguiu – não pareceu tão inexperiente assim…

Rodrigo continuou falando, contou sobre como as coisas começaram a rolar entre ele e Ju, que ele tinha um lado gay enrustido que não deu pra esconder:

- Casei com uma delegada, já viu né?! Faro de investigadora… mas foi de boa, não houve traição e flagrante, nada disso. Juliana percebeu minhas inclinações e introduziu o assunto, foi me envolvendo, quando vi tava falando pra ela das minhas experiências com outros caras antes de casar, ela perguntou se eu sentia falta, admiti que sim, foi então que ela propôs a gente abrir a relação para parceiros eventuais e pronto, deixamos rolar. A primeira vez foi estranho, a gente tava com medo, foi numas férias, viagem pelo Caribe, num resort em Punta Cana. Depois a coisa foi fluindo e pronto, você viu como acontece.

- Pena que Alice não dá nenhum sinal de que isso possa acontecer com a gente. Pelo contrário. As vezes acho que se a gente parar de foder ela vai achar é bom.

- Você acha que ela é frígida?

. Não sei, a gente não tem abertura pra ter uma conversa desse tipo. Só sei que ela não demonstra muito interesse no sexo.

- Uma pena… um material desse dentro de casa e ela desperdiçando – Rodrigo falou, já segurando o pau de Otávio iniciando uma bronha maneira.

Os dois voltaram a se beijar e lodo em seguida ficaram se alternando na chupada. Um ajoelhava, mamava, levantava, era a vez do outro. Ficaram nessa alguns minutos até voltaram a se beijar e se punhetar até gozarem juntos.

Enquanto se enxugavam, Rodrigo olhou pra Otávio intensamente e fez uma confissão:

- Não posso falar pela Ju, ainda não conversei com ela, mas se você não fosse embora a gente iria gostar muito de ter você como parceiro fixo…

Otávio recebeu aquela revelação como um elogio, mas não conseguiu dizer nada. Apenas sorriu como resposta. Após o café da manhã, mesmo o casal tendo convidado para ele ficar o resto do domingo, Tavinho se desculpou, mas disse que precisava voltar pro apartamento, botar as coisas e as ideias no lugar. Eles, gentilmente, não insistiram e acompanharam ele até a porta. Juliana, ao se despedir dele pela manhã, deu um beijo leve e disse:

— Isso fica aqui, entre nós três. Sem pressão, sem drama, com sigilo. Mas se quiser repetir… a casa está aberta.

Otávio deu um selinho em cada um e se despediu agradecendo:

- Vocês não tem ideia de como foi importante para mim tudo que aconteceu aqui. Obrigado, de coração! Até amanhã no trabalho e… sim… até eu ir embora, a gente vai ter novos momentos como esse. Eu quero tanto quando vocês.

- Então vai, senão a gente te puxa de volta e te prende – Falou Rodrigo em tom de zombaria.

Otávio dirigiu de volta para o apartamento com a cabeça ruminando. A gravidez de Alice, a pressão da carreira, o segredo sobre sua bissexualidade, tudo estava ali, diante dele, e esse encontro inesperado com o casal de colegas veio como um facho de luz, clareando as coisas. Ele entendia enfim o que Fonseca tinha lhe dito e se sentia pronto para fazer uma escolha: chega de culpa, chega de medo, era disso que ele gostava, era assim que ele se sentia bem. Então, enquanto pudesse levar isso no sigilo, ótimo, mas se em algum momento seu outro lado fosse revelado, a escolha já estava feita. No meio do furacão estava, serena e simples, era essa a sua verdade!

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Foto de perfil de Xandão SáXandão SáContos: 59Seguidores: 232Seguindo: 138Mensagem Um cara maduro, de bem com a vida, que gosta muito de literatura erótica e já viu e viveu muita coisa para dividir com o mundo.

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