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O Leãozinho de Dorne: A Queda do Demônio do Tridente. CAPÍTULO 3 DE 3

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Um conto erótico de Ninfetinho luquinhas
Categoria: Gay
Contém 5493 palavras
Data: 20/07/2026 00:22:52

​A língua molhada de Jaremy penetrando meu cuzinho mais uma vez era meu despertador. Desde minha volta do covil do Leão Velho, o meu gigante de ébano não conseguia se manter longe de mim, me possuindo em todos os lugares da Fortaleza Vermelha. Meu ânus já estava moldado no formato da sua jeba monstruosa e a acomodava com mais facilidade.

​Ele sorvia todo sêmen que havia derramado dentro de mim na noite passada, entre meus gemidos manhosos e seus urros, me fazendo arquear as costas e empinar mais para facilitar seu acesso à minha intimidade.

​— Sor Jaremy… ainn, macho… não tem melhor jeito de acordar do que sendo penetrado por essa língua grossa — gemia de forma sonolenta e manhosa.

​O meu gigante soltou um estalo úmido, enfiando a língua ainda mais fundo na minha racha gulosa, arrancando-me um ganido agudo enquanto uma de suas mãos calejadas agarrava a minha cintura com uma força possessiva que deixaria marcas na minha pele caramelo. Com a outra mão livre, ouvi o som ritmado e pesado dele esfolando sua jeba monstruosa e latejante logo atrás de mim, masturbando o membro ereto.

​Sentindo a língua grossa e molhada de Jaremy trabalhando lá dentro, deixei o instinto assumir o controle. Comecei a contrair e piscar o meu cuzinho ritmadamente contra a boca dele, apertando a sua língua a cada movimento, enquanto rebolava a bunda com lentidão e malícia, esfregando minhas nádegas em seu rosto como se estivesse rebolando na monstruosa que ele esfolava com violência logo atrás.

​A reação do meu gigante foi imediata. A masturbação dele se tornou um som frenético e desesperado; o ar sumiu de seus pulmões e ele soltou um som gutural, afundando o rosto com ainda mais fome na minha entrada. O aperto dos meus músculos e o rebolado provocante foram o golpe de misericórdia no controle do cavaleiro. Com um urro alto e rouco que ecoou pelas paredes do quarto, o corpo massivo de Jaremy travou em um espasmo violento, e ele descarregou uma tempestade de sêmen quente e espesso que jorrou com força, lambuzando os lençóis de seda abaixo de nós.

​Arfante, ele desabou de lado na cama, com o peito subindo e descendo, a pica ainda pulsando e derramando os últimos fios de leite.

​Virei-me devagar, ficando de joelhos sobre o colchão, com os cabelos caindo pelos ombros e a pele brilhando de suor e fluido. Olhando fixamente nos olhos escuros e vidrados do meu macho, curvei o corpo para a frente com toda a doçura e sem-vergonhice que eu possuía. Passei a ponta da língua pelos lençóis, recolhendo e lambendo cada gota daquele sêmen branquinho e farto que ele acabara de jorrar, saboreando o gosto do meu guerreiro de forma lenta e provocadora, sem desviar o olhar do dele por um único segundo.

​Jaremy assistia à cena com os olhos escuros completamente vidrados, a respiração ainda cortada e o peito subindo e descendo de forma descompassada. Um sorriso sacana e carregado de uma adoração surgiu em seus lábios grossos enquanto ele observava a minha língua recolher com precisão o líquido espesso dos lençóis de seda.

​Ele estendeu a mão pesada, enterrando os dedos calejados nos meus fios loiros para firmar a minha cabeça perto do colchão, mantendo o meu olhar preso ao dele enquanto eu saboreava a sua virilidade.

​— Isso… se alimenta, meu viadinho lindo — rosnou ele, a voz saindo em um sopro rouco, densa de tesão e de um amor completamente obcecado. — Se alimenta da seiva do teu macho. Engole tudo, limpa o colchão com essa boca gostosa pra você lembrar o dia inteiro de quem é o dono desse corpo.

​Ele puxou levemente os meus cabelos para trás, obrigando-me a erguer o rosto molhado. Jaremy inclinou-se sobre mim e selou nossos lábios em um beijo bruto, babado e possessivo, dividindo comigo o gosto salgado e quente da sua própria porra que eu ainda guardava na boca. Era o selo da nossa cumplicidade e do vício mútuo que nos unia naquele quarto.

Jaremy quebrou o beijo com um estalo úmido, deixando nossos lábios vermelhos e brilhantes. Ele se afastou devagar, o corpo massivo se erguendo da cama enquanto o peito ainda subia e descia com a adrenalina do gozo. Sem o menor pingo de vergonha ou hesitação, ele pegou a cueca de algodão usada que estava jogada no chão, completamente impregnada com o seu cheiro forte de macho, suor e os fluidos das nossas noites.

​Com uma força bruta e possessiva, ele pressionou o tecido contra o meu rosto, esfregando a cueca na minha boca, no meu nariz e nas minhas bochechas, limpando o sêmen enquanto me forçava a respirar fundo. O odor concentrado da sua testosterona e do seu corpo viril invadiu os meus sentidos de uma vez, agindo como um verdadeiro entorpecente que me deixou tonto, com o peito subindo e descendo e o cuzinho piscando em um espasmo involuntário de tesão. Eu estava completamente chapado no cheiro do meu homem.

​— Pronto... com o cheiro do teu macho bem marcado na tua cara para os porcos do castelo lembrarem de quem você é — rosnou ele com um sorriso de canto, sacana, mas os seus olhos escuros perderam a safadeza logo em seguida, tornando-se sérios e tensos conforme ele começava a pegar as peças da sua armadura no chão.

​O som do metal ecoava pelo quarto como um aviso de que o tempo da putaria estava acabando. Ele vestiu as calças, ajustou as fivelas e jogou o manto branco sobre os ombros, transformando-se novamente no implacável Sor Jaremy Thorne. Mas antes de abrir a porta, ele parou. Voltou-se para a cama, olhou para a minha nudez lambuzada e para o meu bumbum empinado.

​Ele deu dois passos firmes, segurou o meu queixo com os dedos calejados e apertou com força, obrigando-me a olhar bem no fundo dos seus olhos.

​— Amanhã, exatamente a essa hora, tudo isso acaba, Zayn — sussurrou ele, a voz rouca vibrando com uma promessa pesada. — Nós vamos estar longe desse inferno, livres, com os baús cheios e o mundo conhecido todo a nossa frente. Eu vou estar do lado de fora daquela maldita porta hoje à noite. Aguente a bruteza daquele porco de coroa, me dá o que eu preciso para acabar com ele, e amanhã eu te fodo até você esquecer o nome do rei. Você é meu. Não esquece disso.

​Ele me deu um último beijo estalado, quase doloroso de tão possessivo, e saiu batendo a porta de carvalho.

​Fiquei sozinho no silêncio do quarto. O calor do corpo dele ainda estava nos lençóis, e o cheiro da testosterona dele na minha pele ainda me deixava zonzo. Levantei-me da cama com as pernas levemente trêmulas, sentindo a saliva e o sêmen dele escorrerem pelas minhas coxas. Caminhei até a banheira para me limpar; precisava tirar o excesso do meu homem antes que o plano contra o Rei Porco começasse.

​Mais tarde, Cersei veio ao meu quarto trazendo consigo a roupa que eu deveria usar, uma túnica carmesim transparente e uma calcinha também carmesim transparente. A rainha me explicou o plano:

​— Você vai usar isso. Vai rebolar na frente dele no salão até que ele perca o pouco juízo que lhe resta. Quando ele te levar para o quarto, trancado com o calor do vinho e da luxúria, você dará o sinal. Jaremy entrará e o executará ali mesmo com uma injeção de veneno de peixe-anjo, parecerá que ele morreu no próprio vômito, na cama. Rápido e limpo. Entendeu o seu papel? Deixarei um barco cheio de ouro, pronto para ir aonde você e Jaremy quiserem. Quero que seja feliz, meu menino, o amor é raro nesse mundo.

​Senti o meu coração apertar de ansiedade com o peso daquela missão. Olhei para a túnica carmesim na cama e depois para os olhos verdes da rainha, que agora amoleciam em um vislumbre raro de afeto verdadeiro. A menção ao barco cheio de ouro e o desejo sincero dela pela minha felicidade com Jaremy me deram o foco necessário.

​— Perfeitamente, minha rainha — respondi com um sorriso dócil e provocador, deixando o roupão de seda escorregar de vez pelos meus ombros, revelando a minha nudez ainda brilhando do banho.

​Sob o olhar atento de Cersei, peguei a calcinha carmesim transparente. Deslizei o tecido fino pelas minhas pernas, puxando-o para cima até que o elástico se ajustasse à minha cintura. O pano não cobria absolutamente nada; apenas emoldurava o meu bumbum e destacava a minha intimidade de forma obscena. Em seguida, passei a túnica carmesim pelos braços. O tecido transparente caiu como uma névoa vermelha sobre a minha pele, deixando o formato do meu cuzinho e toda a minha sem-vergonhice totalmente visíveis a qualquer um que olhasse.

​Cersei soltou um suspiro baixo, satisfeita com a visão do que esculpira para ser a ruína do seu marido. Ela deu um passo à frente, desferindo um tapa firme e estalado na minha nádega direita, fazendo a carne tremer sob a transparência carmesim.

​— Perfeito. O Rei Porco vai morder a isca antes mesmo do banquete terminar — disse ela, com a voz recuperando a autoridade fria enquanto caminhava em direção à porta. — Vá e faça o seu trabalho, meu menino. Jaremy estará esperando no corredor.

​A porta se fechou, e eu encarei o meu reflexo no espelho. O cheiro da testosterona de Jaremy, que ele esfregara no meu rosto pela manhã, parecia pulsar mais forte na minha mente agora que o momento havia chegado. O amor era raro, mas o ouro e a liberdade estavam logo ali, bastava aguentar o monarca por alguns minutos.

Ao abrir a porta de carvalho e dar o primeiro passo no corredor de pedra, o vento frio da Fortaleza Vermelha roçou a minha pele por baixo daquela túnica carmesim que não passava de uma névoa transparente. Jaremy estava postado ali, imponente em sua armadura de manto branco, mas a postura de cavaleiro honrado desmoronou no exato momento em que os olhos dele desceram para o meu corpo.

​Passei por ele devagar, rebolando a bunda com toda a malícia, fazendo a calcinha transparente esticar e desenhar perfeitamente o formato do meu cuzinho e a minha intimidade totalmente exposta. A reação do meu gigante foi brutal. Os punhos calejados se cerraram ao lado do corpo com tanta força que o metal da manopla estalou. O olhar dele mudou para uma mistura de fúria cega e um tesão doentio, e a respiração dele ficou pesada. Ele estava irado de ciúme por ver seu brinquedo vestido daquele jeito, mas o pau dele ficou duro como pedra na mesma hora.

​Mantendo a postura de guarda, ele nem mexeu a cabeça, mas quando meu bumbum roçou na lateral da coxa dele, a voz dele veio como um rosnado de canto de boca, baixo, sacana e completamente imundo:

​— Você tá uma puta de uma sem-vergonha com essa raba toda de fora nesse pano vermelho, Zayn... Filho da puta, meu pau tá explodindo aqui dentro só de ver esse teu cuzinho piscando através desse tecido — ele soltou um arfar grosso, com a mandíbula travada de tanto desejo. — Vai lá, seu arrombado gostoso. Rebola e esfrega essa bunda na cara daquele porco de coroa até ele babar. Mas bota na tua cabeça: se aquele desgraçado meter um dedo que seja nessa tua entrada, eu corto a cabeça dele antes do veneno fazer efeito. Vai lá dar o show pra ele, porque mais eu vou rasgar essa porcaria de calcinha com os dentes, te socar essa jeba até o talo e te encher de leite até a boca pra você aprender quem é o macho que te domina. Anda, circula.

​As palavras sujas dele entraram na minha mente como um soco de puro tesão, fazendo a minha intimidade rebentar de desejo por baixo do tecido carmesim. Com o rabo piscando e o coração disparado, continuei marchando em direção ao Grande Salão, sentindo o olhar fixo e viciado do meu homem escoltando cada rebolado meu até as portas do banquete.

O Grande Salão da Fortaleza Vermelha era um caldeirão de barulho, calor e cheiro de carne assada misturada a vinho barato. No momento em que cruzei as portas duplas, o falatório dos lordes e cavaleiros começou a cessar, substituído por um coro de sussurros e suspiros pesados. A música dornesa começou a ecoar, e eu me entreguei ao ritmo, fechando os olhos por um segundo e deixando que a memória do cheiro de Jaremy guiasse os meus primeiros passos.

​Ergui os braços, fazendo o tecido carmesim ondular como fogo ao redor do meu corpo. A cada ondulação dos meus quadris e a cada rebolado lento, a calcinha transparente esticava, deixando o formato perfeito do meu cuzinho e toda a minha nudez expostos para a corte faminta. Eu dançava com os lábios entreabertos, os cabelos loiros colando no suor do meu pescoço, deslizando as mãos pelas minhas próprias coxas e empinando o bumbum na direção das mesas com uma sem-vergonhice que fazia os homens prenderem a respiração.

​Nas mesas compridas, os lordes já estavam com os olhos injetados de luxúria, batendo as taças de prata e devorando cada movimento meu.

​— Pelos Sete deuses, olhem para a raba desse dornês... — balbuciou o Lorde Florent, limpando o canto da boca salivante. — Eu pagaria um saco de ouro só para prender esse viadinho pelos cabelos e meter até o talo nesse cuzinho piscando.

​— Ele se mexe como uma verdadeira puta de lupanar — falou o Lorde Bracken, com a voz embargada pelo vinho, enquanto apertava o próprio membro por cima da calça. — Se eu pego esse rabo nos meus aposentos, não deixo essa criatura sentar por uma semana de tanto socar a minha pica. Ele foi feito para ser arrombado.

​De cima do Trono de Ferro, Robert Baratheon assistia a tudo como um animal diante da presa. O Rei Porco babava abertamente, a barba escura suja de gordura e vinho, as mãos massivas cravadas nos braços do assento de espadas. Ele não aguentou nem metade da música.

​Com um urro pesado, o monarca se ergueu trôpego, derrubando sua jarra de prata no chão. Ele desceu os degraus do trono com passos violentos, afastando os cortesãos que cruzavam o seu caminho como se fossem moscas. Antes que eu pudesse terminar o último giro da dança, senti uma mão gigantesca, gorda e calejada cravar-se com brutalidade na minha cintura, interrompendo o meu ritmo e me puxando para trás com força.

​O impacto das minhas costas contra o peito largo e fedendo a suor de Robert me fez soltar um arquejo. Sem o menor pingo de sutileza ou cortejo, o rei enfiou a outra mão por baixo da túnica carmesim, agarrando a minha nádega direita por cima da calcinha fina com um aperto tão bruto que suas unhas quase rasgaram a minha pele, espremendo a minha carne sem a menor piedade.

— Chega de teatro, seu dornês maldito! — rugiu Robert no meu ouvido, o hálito quente e azedo de vinho puro batendo contra o meu rosto enquanto ele me prensava contra a sua virilha. — Você já rebolou essa bunda na cara de metade do meu reino. Faz tempo que eu não arrombo a cucetinha de um viadinho dornês... E a minha pica tá dura exigindo esse teu rabo agora mesmo nos meus aposentos!

​O aperto dele na minha nádega foi tão violento que me fez soltar um gemido de dor misturado com o susto, mas mantive o papel, arqueando um pouco as costas contra o corpo massivo do monarca. Olhei de relance para trás e, na saída do salão, vi a silhueta imponente de Sor Jaremy Thorne. O elmo escondia o seu rosto, mas a rigidez extrema da sua armadura branca e o modo como seus dedos enluvados apertavam o cabo da espada mostravam que ele estava no limite absoluto da fúria. A promessa dele de manhã ecoou na minha mente: o veneno de peixe-anjo estava pronto, e o Rei Porco estava marchando direto para o próprio abate.

O trajeto até os aposentos do rei tornou-se uma caminhada de humilhação bruta e pura tensão. Robert não esperou sairmos do Grande Salão para demonstrar sua possessão violenta; seus dedos grossos e gordos se enterraram com força nos meus cabelos loiros, puxando a minha cabeça para trás e me obrigando a caminhar colado ao seu corpo massivo, com o pescoço arqueado sob a dor do puxão. A cada passo trôpego e pesado que ele dava pelos corredores de pedra, sua outra mão descia com força pela túnica carmesim, desferindo tapas estalados e apertando as minhas nádegas por cima da calcinha transparente, deixando marcas vermelhas na minha pele.

​Logo atrás de nós, o som metálico e compassado das botas de Sor Jaremy Thorne ecoava. Sob o elmo branco da Guarda Real, eu sabia que o meu homem assistia a cada carícia nojenta e a cada puxão de cabelo, engolindo a fúria enquanto a agulha com o veneno de peixe-anjo esperava em seu cinto. ​Robert, completamente embriagado pelo vinho e pela luxúria, soltou uma risada rouca e ruidosa que reverberou pelas paredes escuras, virando o rosto de relance para trás para provocar o cavaleiro que nos escoltava.

​— Olhe para isso, Thorne! — rugiu o Rei Porco, desferindo mais um tapa violento na minha raba, me fazendo solta um gritando agudo — Veja como esse viadinho dornês estremece. O cuzinho dele chega piscar de tesão! Você já viu uma carne tão dócil e sem-vergonha na sua vida? Esses bastardos do sul nascem com o cuzinho pedindo para ser arrombado por um homem de verdade.

​Jaremy não respondeu, mantendo a marcha silenciosa e firme, mas o som da sua armadura denunciava a rigidez extrema de seus músculos. Robert apertou ainda mais os meus cabelos, puxando meu rosto para perto do seu hálito azedo de álcool, rindo da minha expressão de dor.

​— Olhe bem para o manto branco, seu putinho... Sor Jaremy vai ficar bem na nossa porta hoje, garantindo que ninguém interrompa o rei enquanto eu rasgo essa tua calcinha carmesim com as mãos e enterro a minha pica dura nessa tua entrada até você implorar por misericórdia. Ele vai ouvir cada um dos teus gemidos manhosos.

​Minhas pernas tremeram, mas o entorpecimento da testosterona de Jaremy, que ainda parecia vivo na minha memória, me manteve firme. Eu olhava fixamente para a frente, enquanto nos aproximávamos das portas duplas dos aposentos reais. O Demônio do Tridente achava que estava prestes a saborear sua presa, sem saber que o seu carrasco segurava a maçaneta logo atrás dele. As portas duplas dos aposentos reais foram batidas com violência por Jaremy, que permaneceu do lado de dentro, trancando a fechadura de ferro com um estalo seco e definitivo. O quarto cheirava a cera de vela, vinho azedo e tapeçarias velhas. Robert nem sequer esperou chegarmos perto da cama enorme de carvalho; o tesão e o álcool haviam transformado o monarca em uma besta cega.

​Com um puxão violento nos meus cabelos, ele me jogou contra a parede de pedra. Soltei um ganido, batendo as costas contra a rocha fria enquanto a túnica carmesim transparente subia até o meu peito. Robert desabou para a frente com todo o seu peso massivo e fedorento, prendendo as minhas coxas com seus braços grossos. Sem qualquer cortejo, o rei enfiou a cabeça e as mãos por baixo do tecido fino da túnica carmesim, sumindo debaixo do pano como um animal fuçando o lixo.

​A escuridão abafada da túnica virou o cenário da selvajaria dele. Senti suas mãos gigantes, gordas e calejadas agarrarem as laterais da minha calcinha carmesim transparente. Com um rosnado gultural e bruto que vibrou contra o meu estômago, ele não teve a paciência de deslizar o tecido: Robert usou a força bruta de seus dedos para rasgar o elástico fino nas laterais, puxando o pano com tanta violência que a seda cedeu em um estalo seco, deixando o meu cuzinho e a minha intimidade completamente expostos e nus para a sua boca faminta.

​— Mas que raba deliciosa... Essa cucetinha dornesa tá piscando pra mim — a voz dele veio abafada e ecoando por baixo da túnica, enquanto o hálito quente e azedo de vinho batia diretamente contra a minha pele. — Abre bem essa bunda, seu viadinho, que o rei vai te arrombar agora!

​Meus olhos encontraram a silhueta colossal de Sor Jaremy Thorne. Ele havia retirado o elmo. O rosto do meu gigante de ébano estava deformado por uma fúria assassina, os dentes cravados no lábio inferior e os olhos escuros injetados de sangue ao ver as mãos do Rei Porco cravadas na carne que era dele. O pau de Jaremy repousava pesado e ereto por dentro da calça da armadura, mas a sua prioridade era o abate. Com passos silenciosos e felinos, a mão calejada do meu macho deslizou para o compartimento secreto do cinto, sacando a agulha reluzente carregada com a injeção do veneno de peixe-anjo.

​O carrasco estava pronto, avançando por trás do monarca deitado entre as minhas pernas.

Robert soltou uma risada ruidosa e cruel debaixo da túnica, o corpo massivo se agitando enquanto ele procurava algo ao lado com a mão livre. Suas mãos gordas tatearam até encontrar o cabo de madeira grossa do seu martelo de guerra ornamental, que repousava no suporte próximo ao leito.

​— Vamos ver se essa tua entrada aguenta o cabo do rei, seu viadinho dornês arrombado! — berrou o monarca, o hálito de vinho puro sufocando a minha pele enquanto ele separava minhas coxas com brutalidade, apontando a madeira firme diretamente contra o meu cuzinho desprotegido.

​O pavor e o nojo me fizeram contrair os músculos por completo, arqueando o corpo na tentativa desesperada de escapar daquela violência. Mas o ataque não veio de Robert.

​No milésimo de segundo em que o cabo tocou a minha pele caramelo, a silhueta colossal de Sor Jaremy Thorne avançou como uma sombra implacável. Sem o elmo, o rosto do meu gigante estava transformado em uma máscara de pura fúria assassina e possessão cega. Com a velocidade de um predador, Jaremy cravou uma de suas mãos calejadas na nuca do rei, puxando a cabeça escura de Robert para trás com tanta força que o pescoço do monarca estalou, interrompendo o seu riso em um engasgo de dor.

​Antes que o Rei Porco pudesse entender o que estava acontecendo ou soltar um grito de socorro, a outra mão de Jaremy desceu com precisão cirúrgica. A agulha reluzente, carregada com o veneno mortal de peixe-anjo, penetrou profundamente na lateral do pescoço de Robert, despejando a seiva letal diretamente na sua corrente sanguínea. ​O martelo de guerra caiu das mãos trêmulas do monarca, batendo contra o chão de pedra com um som abafado.

O veneno de peixe-anjo corria como fogo pelas veias do Rei Porco, destruindo qualquer rastro de sua força brutal em questão de segundos. O corpo massivo de Robert Baratheon estremeceu em um espasmo violento; seus olhos esbugalhados perderam o foco da luxúria, tornando-se opacos e tomados pelo terror do fim iminente. Ele tombou no chão, sufocando com o próprio vômito e com o sangue escuro que começava a brotar de seus lábios, manchando os lençóis reais. ​No meio do delírio agônico, enquanto o ar sumia de seus pulmões, o monarca esticou uma das mãos trêmulas e sujas na minha direção. Suas unhas arranharam o colchão de forma desesperada. Ele já não me enxergava mais, nem via a túnica carmesim transparente que restara no meu corpo. Na mente dele, o quarto escuro da Fortaleza Vermelha havia desaparecido, dando lugar às memórias do passado.

​— L-Lyanna... — a voz de Robert saiu em um sopro doloroso, um sussurro engasgado que misturava sangue e bile. — Lyanna... minha... rosa... Você... voltou...

​Um último som cortou a garganta do rei. O braço estendido despencou pesado contra o chão, e os olhos que um dia lideraram uma rebelião fixaram-se no teto, completamente sem vida. O silêncio nos aposentos tornou-se absoluto, quebrado apenas pela respiração ofegante de Jaremy logo atrás de mim.

​Virei-me devagar, ainda trêmulo pelo susto e pelo nojo daquele homem moribundo chamando por um fantasma. Jaremy deu dois passos firmes, chutando o martelo de guerra ornamental para longe. Ele guardou o resto da seringa vazia no cinto e estendeu a mão pesada para me puxar para junto dele, firmando o meu corpo esguias contra o metal de sua armadura. O Rei Porco estava morto, e o jogo de Cersei tinha funcionado perfeitamente.

O silêncio sepulcral que se instalou nos aposentos reais durou apenas o tempo necessário para assimilarmos que o Trono de Ferro agora estava vazio. Jaremy não perdeu mais nenhum segundo olhando para o cadáver do Usurpador no chão. Com a respiração ainda ruidosa e o peito largo subindo e descendo sob as placas de metal, ele limpou o canto da boca com as costas da luva, deu dois passos firmes na minha direção e me envolveu em seus braços colossais, me erguendo do chão friorento.

​Antes que eu pudesse formular qualquer palavra, os lábios grossos e quentes do meu guerreiro esmagaram os meus em um beijo faminto e carregado com o alívio ensurdecedor da vitória. Era um beijo com gosto de liberdade, possessivo ao extremo, reivindicando cada pedaço da minha boca enquanto suas mãos calejadas apertavam minhas nádegas nuas por baixo dos farrapos da túnica carmesim.

​— Acabou, meu viadinho lindo... Acabou — rosnou ele contra a minha boca, a voz vibrando de tesão e poder. — O porco já era. Agora você é meu pro resto da vida. Vamos sair daqui.

​Sem desatar o nó que nos prendia, ele me puxou pela mão em direção aos fundos dos aposentos reais, onde uma tapeçaria antiga ocultava a pesada porta de madeira de uma das passagens secretas da Fortaleza Vermelha. Jaremy empurrou a rocha, nos lançando para a escuridão dos túneis úmidos que apenas os criadores daquela fortaleza conheciam. Caminhamos apressados, o som dos nossos passos ecoando nas paredes estreitas, guiados apenas pelo vislumbre da liberdade que nos esperava nas docas do rio Água Negra.

​Em determinado ponto do labirinto de pedra, a passagem se abria em uma estreita fresta de ventilação disfarçada nas muralhas externas. Parei por um breve segundo para tomar ar e, ao olhar para cima, em direção às torres altas da Fortaleza, avistei uma silhueta familiar em uma das janelas iluminadas do topo.

​Era Cersei.

​Mesmo à distância, sob o luar da noite de Porto Real, os cabelos loiros da rainha brilhavam. Ela nos encarava diretamente lá de cima, segurando uma taça de vinho dourado. No momento em que nossos olhares se cruzaram, um sorriso vitorioso, cúmplice e genuinamente satisfeito surgiu em seus lábios gélidos. Ela ergueu a taça em nossa direção, uma despedida silenciosa para o menino dornês e o manto branco que haviam limpado o seu caminho para a soberania absoluta. Voltei a focar nos passos de Jaremy, deixando o castelo para trás para sempre. ​Minutos depois, rompemos a escuridão dos túneis direto no cais isolado, onde um navio mercantil de velas negras balançava suavemente nas águas escuras. O capitão, devidamente pago com o ouro da rainha, apenas acenou para que subíssemos a bordo antes de recolher as cordas.

​Assim que entramos no camarote principal, longe dos olhos do mundo, a realidade da nossa nova vida desabou sobre nós. O ambiente estava iluminado por candelabros de prata e, sobre a mesa principal, repousavam baús abertos transbordando com moedas brilhantes, colares de esmeraldas, rubis de Asshai e tiaras de ouro dornês.

​Jaremy largou a espada no chão com um baque pesado, desabotoou as fivelas da armadura de manto branco e deixou que o metal caísse no chão de madeira, desnudando o seu torso colossal de ébano, suado e reluzente. Com os olhos escuros completamente vidrados em mim, ele caminhou até os baús, pegou um punhado de colares de ouro pesado e pedras preciosas e voltou na minha direção.

​Ele se ajoelhou na minha frente, me puxando pelas coxas para que eu ficasse de pé diante dele. Com uma delicadeza que contrastava com sua bruteza habitual, ele começou a cobrir a minha pele com as joias, enroscando colares nos meus ombros e prendendo braceletes nos meus braços, me transformando em sua própria divindade profana.

​— Olha para tudo isso, Zayn... Tudo isso é seu. Tudo nosso — sussurrou ele, a voz embargada por um amor completamente obcecado, enquanto subia as mãos pelas minhas pernas trêmulas. — Eu juro pelos deuses antigos e novos que nunca mais nenhum homem vai botar as mãos no que é meu. Eu vou te amar, te proteger e te dar o mundo inteiro. Você é o meu viadinho, a minha salvação.

​O meu guerreiro enterrou o rosto na minha barriga, soltando um suspiro necessitado, antes de começar a trilhar um caminho de beijos vorazes e molhados por todo o meu corpo. Ele oscilava entre a adoração e a luxúria, mordiscando a minha cintura, lambendo o suor do meu pescoço e descendo a boca até a minha intimidade acesa, selando com a sua língua cada centímetro da carne que agora estava livre e inteiramente sob o domínio do seu macho. O navio cortava as ondas em direção ao mar aberto, e nós estávamos finalmente prontos para o mundo, conhecendo o prazer nos braços um do outro.

Dois anos haviam se passado desde a noite em que o sangue de peixe-anjo lavou o chão da Fortaleza Vermelha. Porto Real e as intrigas de Westeros agora não passavam de uma memória distante, afogada nas águas do Mar Estreito. Com o ouro que Cersei Lannister havia deixado no barco, o destino não poderia ter sido outro senão Lys, a Cidade Perfumada, o lugar onde o prazer era a moeda mais valiosa de todas. O casarão de mármore branco erguido no alto das colinas lisenas ostentava cortinas de seda carmesim que balançavam com a brisa do mar, emanando um aroma contínuo de essências doces e especiarias. O bordel mais luxuoso e exclusivo de Lys tinha donos bem definidos.

​Na entrada principal e nos escritórios dos fundos, Sor Jaremy Thorne comandava com punho de ferro. Ele havia abandonado o manto branco, vestindo agora túnicas de seda de tons claros que contrastavam com a sua pele de ébano e os músculos ainda mais massivos. Jaremy cuidava de toda a administração e da segurança do local com seus encarregados. Nenhum lorde mercador ou pirata endinheirado ousava erguer a voz ou iniciar uma briga sob o teto da casa; a mera presença daquele guerreiro colossal, bastava para manter a ordem absoluta e garantir que o ouro entrasse nos baús todas as noites.

​Enquanto o meu macho garantia o poder e a riqueza, o coração erótico da casa pertencia inteiramente a mim.

​Meus dias agora só envolviam prazer. Minha rotina começava da forma mais deliciosa e devassa possível: desde acordar meu gigante enchendo a minha boca com a sua jeba monstruosa, sentindo o gosto forte do meu homem logo de manhã cedo, enquanto ele segurava a minha cabeça com suas mãos pesadas e me fodia a cara até descarregar seu leite quente direto na minha garganta.

​Depois de ficar completamente saciado e entorpecido pelo cheiro de testosterona dele, eu descia para o salão interno iluminado por lamparinas de vidro colorido. Caminhava como um rei de seda pura, com meus longos cabelos loiros ornamentados com fios de prata e a minha pele brilhando com óleos perfumados. Com paciência, doçura e a safadeza que corriam em minhas veias, eu passava a tarde instruindo os jovens ninfetos e ninfetas da casa na arte milenar da sedução.

​— Não olhem nos olhos dele de imediato — ensinava eu, deslizando os dedos delicados pelo queixo de um jovem lisenê de olhos claros, demonstrando a postura exata. — Deixem que o corpo fale primeiro. Arqueiem as costas devagar, façam com que os tecidos revelem o contorno da pele aos poucos... Machos ricos são animais fáceis de domar quando acham que têm o controle, mas são vocês que ditam o ritmo do desejo.

​Os jovens ouviam atentos, fascinados pela facilidade com que eu comandava a atenção de qualquer ambiente. Eu passava para eles os segredos da respiração, os gemidos manhosos na hora certa, o rebolado lento que fazia qualquer homem de negócios esquecer o valor do próprio ouro. Sob a minha tutela, a casa dos prazeres tornou-se a mais famosa da Cidade Livre, culminando sempre em noites de festa e libertinagem com meus meninos e meninas, onde a nobreza de Essos inteira se afogava em luxúria e nos cobria de ouro.

​Ao final de cada noite de fartura, quando as portas se fechavam e os baús de moedas eram trancados, Jaremy caminhava pelo salão vazio até me encontrar. Sem dizer uma palavra, o gigante me puxava pela cintura com a mesma bruteza possessiva de sempre, enterrando o rosto no meu pescoço para respirar o meu cheiro. Nós haviam conquistado o mundo que Cersei prometera. E ali, na escuridão dos aposentos privados, eu o lembrava exatamente a quem pertencia todo aquele império.

NOTAS DO AUTOR: Espero que tenham gostado de acompanhar minha primeira série e as aventuras do meu Leãozinho Dornês. Deixem um comentário e um voto! 🫶🏾❤️

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