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O estigma da bruxa - Despertar

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Um conto erótico de Haedrig
Categoria: Heterossexual
Contém 4004 palavras
Data: 21/07/2026 09:28:59

Já fazia alguns minutos que estava parado ali, diante daquela cabana velha e esquecida por Deus, observando atentamente a construção decadente. Parecia que a própria floresta tentava engoli-la havia décadas. A madeira estava podre, as tábuas tortas mal sustentavam as paredes e parte do telhado já havia desabado. As janelas, escuras e pregadas com tábuas velhas, escondiam um vazio absoluto. Não havia qualquer sinal de vida. Nem mesmo a vegetação ousava crescer ao redor daquele lugar, como se até a natureza a evitasse.

Pensei seriamente em ir embora. Ainda dava tempo de inventar uma desculpa. Poderia dizer que não encontrei a cabana, que anoiteceu rápido demais ou qualquer outra mentira convincente.

Primeiramente, por que estava ali?

Ah, verdade, aquele desafio. Me lembrei da conversa com meus amigos algumas horas antes.

Tudo começou como uma brincadeira. Alguém mencionou a velha cabana abandonada, outro aproveitou para contar novamente a história da bruxa que supostamente vivia ali. Todos riram. Até que um deles teve a brilhante ideia de transformar aquilo em um teste de coragem.

A proposta era simples, entrar na cabana, permanecer alguns minutos lá dentro e voltar com alguma prova de que realmente esteve ali.

Me pegaram para Cristo, todos sabiam que eu era muito cético para acreditar nesse tipo de história, então não me deixaram em paz até eu aceitar.

Existe uma maldição pior do que qualquer feitiço, o ego masculino. Me chamaram de medroso, de frango e qualquer apelido que me remetesse a um covarde. Tenho que admitir que a criatividade dos homens para criar apelidos para sacanear os amigos vai além da compreensão humana.

E foi assim que acabei diante daquela cabana.

— Bando de filhos da puta... — murmurei para mim mesmo.

Enquanto encarava a velha construção, as histórias que eu ouvia desde criança voltaram à minha memória. Diziam que uma bruxa morava ali. Ninguém sabia sua idade. Ninguém sabia de onde tinha vindo. Alguns juravam que ela havia morrido há décadas. Outros insistiam que ela nunca tinha sido humana. A maioria afirmava que ela sequer existia.

O mais estranho era que ninguém afirmava tê-la encontrado de verdade. As pessoas diziam apenas que a viam. Como um sonho, uma visão, uma epifania. Sempre rápida demais para entender o que realmente havia acontecido. Curiosamente, todos descreviam praticamente a mesma mulher de vestido preto.

Balancei a cabeça, estava deixando aquelas histórias mexerem comigo. Respirei fundo e caminhei até a porta. A porta era tão velha que nem tinha maçaneta. Apoiei a mão na porta e hesitei por alguns segundos.

Então empurrei. A madeira gemeu tão alto que pareceu um grito. O som ecoou pela floresta inteira. Senti um arrepio subir lentamente pela minha espinha.

Respirei fundo e dei o primeiro passo para dentro da cabana. A escuridão me engoliu imediatamente. Foi uma sensação estranha. A luz fraca do fim da tarde simplesmente desapareceu assim que cruzei a porta, como se tivesse sido barrada por uma parede invisível. Esperei alguns segundos, acreditando que meus olhos logo se acostumariam.

Continuei sem enxergar absolutamente nada. Ergui as mãos à minha frente e caminhei devagar, tateando o vazio. O chão de madeira rangia sob meus pés, e era o único som que eu conseguia ouvir fora a minha respiração.

O cheiro do lugar era estranho, madeira velha, terra úmida, ervas secas e um aroma forte de algo sendo queimado.

Um frio percorreu minha espinha. Não era impressão, a temperatura realmente havia caído. Meu corpo tremia tentando se aquecer e o ar gélido ardia os pulmões a cada respiração, parecia que iria congelar por dentro.

Então ouvi um estrondo. A porta havia acabado de bater atrás de mim. Dei um pulo de susto e me virei imediatamente. Caminhei na direção por onde tinha entrado, esticando os braços para encontrar a parede ou a porta. Não encontrei nada, apenas vazio. Continuei andando com as mãos na frente tentando sentir alguma coisa, a porta ou alguma parede. Nada.

Comecei a acelerar o passo. Girei sobre o próprio eixo, tentando me orientar, mas a escuridão era absoluta. Parecia que eu estava andando em círculos dentro de um espaço sem fim. Meu coração disparou. Foi então que uma pequena luz surgiu atrás de mim, fraca e quase imperceptível.

Me virei lentamente, já esperando encontrar o próprio diabo. Aquele pequeno ponto luminoso foi crescendo aos poucos, afastando parte da escuridão ao redor. Era apenas uma vela. Demorei um pouco para perceber uma mulher logo atrás da pequena chama. Ela permaneceu completamente imóvel, como se sempre estivesse ali e eu simplesmente não fosse capaz de enxergá-la antes.

Vestia um longo vestido negro que parecia absorver a pouca luz da vela. Um capuz cobria quase todo o seu rosto, escondendo suas feições sob uma sombra densa. Ainda assim, alguns detalhes escapavam. A pele era pálida demais. Não uma pele naturalmente clara, mas um branco quase sem vida. Marcas escuras subiam por seu pescoço e desapareciam sob as mangas do vestido. Não consegui dizer se eram tatuagens, cicatrizes ou algo muito mais antigo. O tecido fino balançava suavemente, incompatível com o frio que tomava conta da cabana.

É. Realmente, a bruxa existia... ou só era alguém tentando me sacanear.

A chama da vela dançava lentamente, fazendo as sombras escorrerem por seu corpo como se estivessem vivas. Não consegui enxergar seus olhos. Mesmo assim, tive a incômoda sensação de que ela me observava desde o instante em que atravessei aquela porta.

Abri a boca para perguntar quem ela era, minha garganta travou, nenhum som saiu. Ela permaneceu em silêncio por alguns segundos. Então, um sorriso discreto surgiu sob a sombra do capuz. Quando finalmente falou, sua voz foi inesperadamente calma.

— Eu não achei que alguém seria idiota o suficiente para entrar aqui.

Um nó apertou meu estômago. Antes que eu pudesse responder, a chama da vela tremulou violentamente. Num piscar de olhos, aquela mulher sumiu. Olhei para todos os lados, tentando encontrá-la na escuridão. Ela simplesmente havia desaparecido. Antes mesmo que eu conseguisse me virar para trás, meu corpo inteiro enrijeceu.

Não consegui mover um único músculo. Dedos absurdamente gelados repousaram sobre minha nuca e deslizaram lentamente até meu pescoço. O contato era tão frio que parecia queimar minha pele. Ela estava atrás de mim, eu não ouvi passos, não ouvi sua respiração, ela simplesmente apareceu ali.

Senti sua presença se aproximar ainda mais. Ela inspirou lentamente, como um animal reconhecendo um cheiro familiar. Um leve gemido escapou de seus lábios antes que sua voz voltasse a ecoar, baixa e tranquila, junto ao meu ouvido.

— Faz tanto tempo que uma carne tão fresca e tão jovem entrou aqui... — suas mãos percorreram minhas costas com uma calma inquietante, como alguém avaliando um objeto raro. — Costas largas... bastante vigor...

Cada palavra aumentava a sensação de que eu deixava de ser um visitante. Sinceramente? Me senti como uma cabeça de gado sendo escolhido para ser encaminhado ao matadouro.

Suas mãos desceram lentamente até a altura da minha cintura. Houve um breve silêncio.

— Acho que você pode servir — ela murmurou para si mesma.

— Servir... para quê? — engoli em seco, sentindo a voz voltando.

Ela não respondeu. Senti apenas suas mãos geladas sobre meus ombros, num movimento rápido e grotescamente forte, me empurrou para baixo. Perdi completamente o equilíbrio, pensei que fosse cair no chão, mas meu corpo encontrou uma velha cadeira de madeira. O móvel gemeu sob meu peso. No mesmo instante, recuperei o controle dos meus movimentos.

Tentei me levantar, não consegui. Olhei para baixo, cordas envolviam meus braços, meu tronco e minhas pernas, me prendendo à cadeira. Eu não fazia ideia de quando havia sido amarrado. Então ela reapareceu diante de mim.

Agora a luz da vela era mais intensa, o que iluminava melhor seu rosto.

Longos fios de cabelo preto escapavam por baixo do capuz, caindo sobre os ombros. Seus olhos eram completamente escuros, profundos demais para que eu conseguisse interpretar qualquer emoção. Olheiras marcadas cercavam seu olhar, tornando sua expressão ainda mais perturbadora. Os lábios, escurecidos, contrastavam com a pele extremamente pálida.

Não consegui dizer se aquilo era maquiagem, algum ritual antigo... ou simplesmente a verdadeira aparência da mulher que todos chamavam de bruxa.

Ela voltou a se aproximar e parou diante de mim. Sem dizer uma palavra, ergueu a mão e passou os dedos gelados pelo meu rosto. O toque era leve, quase delicado, mas fez um arrepio percorrer meu corpo inteiro. Seus olhos permaneceram presos aos meus, não consegui desviar o olhar.

— Se você sobreviver... terá uma recompensa — um sorriso torto surgiu em seus lábios.

Em seguida, ela riu. Não foi uma gargalhada, foi um riso baixo, abafado, que ecoou pela cabana de uma forma impossível de explicar. Cada nota daquela risada eram como se mil agulhas perfurassem meu corpo.

Ela aproximou lentamente o rosto do meu, aquele cheiro de queimado se intensificou. Seus lábios quase tocaram minha pele, um sopro extremamente quente atingiu meu rosto.

No mesmo instante, minhas pálpebras ficaram pesadas, minha cabeça começou a girar. Era como se cada pensamento afundasse em um lodo espesso, tornando impossível organizar qualquer ideia. Lutei para manter os olhos abertos. A cabana começou a se deformar diante de mim, as sombras se alongavam pelas paredes, os cantos desapareciam e a chama da vela parecia se multiplicar em dezenas de pequenos pontos de luz.

Eu estava perdendo a consciência, então, numa última lufada de ar, alguma coisa mudou. O peso desapareceu, voltei a respirar normalmente. Abri os olhos, meus braços estavam livres. Olhei imediatamente para baixo, as cordas jaziam espalhadas aos meus pés, como se nunca tivessem prendido ninguém. Levantei tão depressa que a velha cadeira tombou para trás.

Ela deu alguns passos para trás. Pela primeira vez desde que entrei naquela cabana, sua expressão mudou. Ela inclinou levemente e um discreto sorriso surgiu em seu rosto. Sem que ela movesse um único dedo, a chama da vela cresceu. As sombras projetadas nas paredes começaram a se contorcer lentamente, como se fossem criaturas despertando de um longo sono.

Foi então que percebi outra mudança, eu a enxergava de forma diferente. Os longos cabelos negros continuavam caindo sobre os ombros como uma cortina de sombras. Os olhos permaneciam tão escuros quanto antes, profundos e indecifráveis. As olheiras marcadas ainda lhe davam um aspecto inquietante, quase sobrenatural.

Mas sua pele... Aquele tom pálido e cadavérico, havia desaparecido. Agora ela tinha uma coloração mais quente, saudável. Parecia viva. Como se a mulher fantasmagórica que surgira diante de mim poucos instantes antes tivesse dado lugar a alguém de carne e osso.

Ainda havia algo profundamente errado nela. Senti uma estranha e extrema necessidade de tocá-la, tudo piorou quando o vestido preto deslizou sutilmente até o chão, revelando um corpo esguio, com leves curvas marcando a cintura e o quadril. Ela deu mais alguns passos para trás e então, se revelou uma cama, na qual ela se sentou e abriu as pernas, revelando uma buceta levemente raspada com os pelos negros.

Um cheiro subiu até mim, denso e úmido, tão intoxicante que me fez perder os sentidos por um momento. Me vi incapaz de pensar, de fazer qualquer raciocínio lógico, deixando apenas uma necessidade primitiva instalada no centro do meu crânio.

Eu precisava tocá-la. Eu precisava fodê-la.

Senti meu pau endurecendo por baixo da bermuda, o tecido áspero da bermuda roçando de forma irritante no meu corpo, que por algum motivo, se tornava intolerante a qualquer tecido. Eu me aproximei, meus movimentos mecânicos, focados apenas em eliminar cada peça de roupa. Minhas mãos, trêmulas e impacientes, puxaram a camiseta pelo pescoço, lançando-a para um canto qualquer do quarto, antes dos meus dedos encontrarem a bermuda e a cueca, que também arranquei de uma vez e foram parar atrás de mim.

Fiquei nu, completamente exposto, assim como aquela mulher. Assim como aquela bruxa.

Ela me aguardava. Enquanto eu me despia, ela recolheu as pernas e se deslocou para o meio da cama, rastejando sobre o colchão com uma elegância felina. O som da pele roçando no lençol era audível, um atrito sutil. Meu pau não apenas latejava, chegava a doer de tão duro, a cabeça inchada e vermelha já borrada de pré-gozo.

Subi na cama, avançando de quatro sobre ela. Quando me posicionei acima do corpo dela, meu pau se encaixou perfeitamente na entrada de sua buceta, como se tivesse sido moldado especificamente para aquele momento. O calor que emanava dela era intenso, chegava a me queimar tanto por dentro quanto por fora.

Enfiei tudo de uma vez, sem gentileza e sem perguntar se eu poderia ou queria fazer aquilo. Apenas meti com toda a força que eu tinha. O aperto foi imediato, uma compressão deliciosa que agarrou meu pau desde a base até a ponta. No mesmo milissegundo, comecei a meter sem dó, movendo os quadris com força e num ritmo desajeitado, cada estocada profunda, batendo no fundo do canal dela com um som úmido e repetitivo.

A cama velha rangia sob a força dos nossos corpos se chocando. Eu olhei para o rosto dela enquanto a penetrava. As olheiras profundas começaram a sumir. Era como se a energia bruta do ato estivesse drenando a fadiga do corpo dela, preenchendo-a com outra coisa mais vital.

Então, a transformação nos olhos dela começou. A íris, que era de um negro profundo e opaco, começou a clarear. O escuro dissolveu-se como tinta na água, revelando um azul vibrante, intenso, a cor do mar em um dia de sol sem nuvens. Eu continuei fodendo, hipnotizado pela mudança, sentindo os músculos de sua buceta contrair ao meu redor, respondendo a cada movimento meu.

Quanto tempo passei ali? Quanto tempo passei fodendo a buceta daquela bruxa cuja existência eu negava até poucos minutos antes? Parecia que eu estava drogado. Nenhuma substância que usei em toda a minha vida teve um efeito tão intenso e perturbador quanto o sopro daquela bruxa.

Foi isso... aquele sopro. Comecei a me sentir assim depois dele. O que ela fez comigo?

Será que ela fez a mesma coisa com aqueles que afirmavam veementemente ter tido contato com ela?

De repente, antes que eu me desse conta e voltasse a realidade, a dinâmica mudou. Com uma força impressionante, ela colocou as mãos no meu peito e empurrou. Um golpe físico que me tirou do equilíbrio, tanto mental quanto físico. De onde ela tirou tanta força assim? Passei a me questionar se aquilo que vivia era apenas uma fantasia que consumiu meu cérebro ou se era real.

Com aquele golpe, meu corpo girou no ar e caí de costas na cama, a respiração cortada pelo impacto e pela surpresa. Antes que eu pudesse reagir ou recuperar o controle, ela já estava em cima de mim esfregando sua fenda molhada no meu pau enquanto ria. Ela parecia se divertir, tal qual uma criança num parque de diversão.

Apertei suas coxas, meu pau latejou e a cabeça voltou a entrada de sua buceta. Num movimento rápido e contínuo, ela desceu, engolindo minha rola inteira de uma vez. Começou a sentar com muita força, usando os músculos das pernas para impulsionar o corpo para cima e para baixo, com uma violência que fazia a cama bater contra a parede. A mulher não parava de gemer, sons guturais e arranhados que saíam da garganta dela, misturados com o barulho da pele batendo na pele. O pior era aquele sorriso que não deixou seu rosto uma única vez.

Ver meu pau sendo engolido repetidas vezes por aquela buceta adornada com os pelos negros me fazia delirar. A buceta estava tão melada que escorria pelas bolas e melava toda minha virilha, criando fios pegajosos e espessos a cada quicada que a bruxa me agraciava. Fora o prazer, aquilo tudo era avassalador, uma onda de calor que subia da minha virilha e se espalhava pelo resto do corpo que chegava a deixar meus braços e pernas dormentes.

Eu me senti no limite, mas não físico, não do meu orgasmo. Era uma sensação tão forte que mal cabia na minha mente, mal conseguia processar aquilo tudo, como uma pressão atrás dos olhos que ameaçava estourar. Senti que ia surtar a qualquer momento, que meu cérebro não conseguia processar a magnitude daquela excitação tão extrema, ou simplesmente que eu iria deixar de existir, me dissolvendo, me desintegrando na pura sensação física.

Ela estava me usando, me dominando como queria. E eu, tornando-me um adicto de seu calor, vestia a carapuça de um mero súdito diante de sua rainha.

Não.

O instinto de predador, adormecido por aquele momento de submissão estática, acordou com uma fome num estalo repentino. Eu não podia acabar assim, passivo. Eu precisava retomar o controle.

Com um grunhido, usei todo o meu impulso para virar seu corpo. Minhas mãos seguraram os braços dela e, em um movimento rápido e brusco, eu a dominei novamente. Giramos na cama, e agora eu estava no topo, eu quem ditava o ritmo. Eu a deixei de quatro, puxando os quadris dela para trás até que sua bunda estivesse colada no meu corpo.

Ela parecia aceitar a posição, tanto que arrebitou o rabo para mim. Ver aquela buceta molhada engolindo toda minha pica repetidas vezes acendeu uma faísca no cérebro. Aquela sensação de que estava no limite mental apareceu de novo. Minha cabeça pulsava, parecia que iria quebrar a qualquer momento. Isso se misturou à extrema vontade de fodê-la incessantemente.

Não esperei por uma resposta do que estava acontecendo, do porque estava me sentindo daquela maneira. Eu apenas continuei metendo, meu pau escorregava dentro dela devido o excesso de fluidos, a fodi o mais forte que consegui, o mais rápido, o mais frenético. Senti os músculos de todo o corpo arderem. Cada metida com a intenção de marcar, de possuí-la assim como ela me possuía. Eu entrava e saía rápido, a buceta dela estava molhada, uma piscina quente que aceitava tudo o que eu tinha para dar, que aceitava cada fodida, que aceitava de bom grado o leve relevo das minhas veias, que aceitava o formato da cabeça vermelha e inchada dentro de si.

Os gemidos dela aumentaram de tom, tornando-se gritos abafados quando decidiu afundar o rosto no colchão. Eu senti os músculos dela começarem a tremer, um sinal inconfundível. Seu orgasmo estava próximo. Eu não diminuí o ritmo, muito pelo contrário, acelerei, mergulhando fundo sentindo a glande bater no colo do útero dela.

O corpo da bruxa endureceu, as costas arqueando em um ângulo impossível enquanto o orgasmo a atingia. Ela gritou, a buceta pulsando e apertando meu pau de forma irregular, espasmos incontroláveis que me guiaram até o meu orgasmo. Aquilo foi demais para mim, aquela sensação. Eu precisava gozar, precisava me livrar de todo aquele prazer se não iria ter uma overdose de sexo ali mesmo. Continuei metendo sem parar até começar a gozar, os primeiros jatos foram tomando conta de seu interior, indo fundo até o seu útero.

Aquela mulher voltou a rir, uma gargalhada estridente que fez os meus tímpanos arderem. Mas não foi o suficiente para me fazer parar. A cada metida, era um jato grosso de esperma enchendo sua buceta, misturando seus fluidos e o suor que eu nem sabia que o corpo daquela bruxa produzia. Eu continuei pulsando, continuei metendo mesmo após parar de gozar. Mesmo após ter liberado tudo, eu não me dei por satisfeito. O esperma começou a vazar, escorrendo pela coxa dela e molhando o lençol da cama.

Por que eu não conseguia parar? Porque ainda sentia meu pau duro como uma rocha?

Não, pior, duro como aço.

Senti meu coração bater cada vez mais forte como se quisesse sair de dentro do meu peito. Sentia meu cérebro querendo derreter assim como a minha pele, querendo escorrer pelos músculos e ossos.

E naquele momento, num estalo de lucidez, me amaldiçoei por um dia aceitar um desafio tão idiota, mas que me proporcionou uma das sensação tão terrivelmente excitantes que me fez desejar morrer.

...

Até que senti toda aquela onda extrema de energia me deixando aos poucos. Comecei a diminuir o ritmo das estocadas até parar por completo. Me mantive dentro dela por um longo tempo, enquanto meu coração tentava se acalmar, assim como a minha respiração.

Quando voltei a pensar com clareza, a primeira coisa que senti foi uma dor insuportável na cabeça. Era como se algo pulsasse dentro do meu crânio, tentando escapar.

Aquela explosão de energia, o que tinha sido aquilo?

Tentei organizar as lembranças, mas tudo parecia fragmentado. Quanto mais eu me esforçava para recordar, mais a dor aumentava. Meu corpo ficou pesado, as imagens da cabana começaram a desaparecer. A última coisa que ouvi antes de perder completamente a consciência foi a risada dela.

A risada da bruxa.

...

Mesmo desacordado, tive a impressão de estar sonhando. Ou talvez fosse apenas minha mente tentando encontrar uma explicação racional.

A bruxa realmente existia? Ou tudo aquilo havia sido fruto da minha imaginação?

As perguntas se repetiam sem pararAté que uma luz branca atravessou a escuridão. Abri os olhos lentamente. O teto era branco, o cheiro de álcool e remédios tomou conta do meu nariz, estava num hospital. Quando virei a cabeça, encontrei meus amigos ao lado da cama. Assim que perceberam que eu havia acordado, levantaram quase ao mesmo tempo.

Três dias... foram três dias desacordado, pelo menos foi o que eles falaram. Segundo eles, eu estava demorando muito para voltar da cabana. Depois de alguns minutos de discussão, resolveram ir atrás de mim. Fui encontrado caído bem em frente à porta da velha construção, inconsciente. Eles me colocaram no carro e me levaram imediatamente ao hospital.

Respirei fundo e contei tudo o que aconteceu. Desde o momento em que fui recepcionado pela escuridão absoluta quando abri a porta até quando gozei direto no útero da bruxa.

A última parte com menos detalhes, claro. Quando terminei, o quarto permaneceu em silêncio por alguns segundos. Até que um deles soltou uma risada nervosa, os outros o acompanharam. Era óbvio que ninguém iria acreditar em mim.

Fiquei vermelho de vergonha assim que ouvi eu mesmo contando a história.

Pouco depois, um médico entrou no quarto. Era um senhor de cabelos completamente brancos e expressão cansada. Depois de conferir alguns exames, aproximou-se da cama.

— Sonhos muito vívidos acontecem com certa frequência naquela região.

— Como assim? — olhei para ele imediatamente.

— Você não foi o primeiro.

— Então o senhor acredita em mim?

— Não — ele soltou uma risada debochada, fechou a prancheta. — Acredito que a mente humana é capaz de criar experiências extremamente convincentes quando submetida a determinadas situações.

Fez uma breve pausa.

— Se achar necessário, posso encaminhá-lo para uma avaliação na ala psiquiátrica.

— Não... não precisa — balancei a cabeça.

— Nesse caso, meu conselho é que você esqueça essa história, pensar demais também pode te fazer mal.

Era curioso. O médico parecia ainda mais cético do que eu costumava ser, mas eu não convenci ninguém a acreditar no que eu vi ou vivi.

Ou imaginei...

Algumas horas se passaram. Descansei mais um pouco, no meio da noite, recebi alta.

Enquanto colocava minha camiseta, algo chamou minha atenção. Olhei para o abdômen. Pequenas marcas escuras começavam a surgir sobre a pele. Linhas irregulares. Exatamente iguais às que cobriam o pescoço e os braços da bruxa.

Meu coração acelerou. Apertei os olhos com força. Aquilo não podia ser real.

Tinha sido apenas um sonho. Precisava ter sido.

Saí do hospital tentando afastar aquele pensamento. Caminhei até o ponto de ônibus mais próximo e sentei para esperar. Poucos minutos depois, alguém ocupou o banco ao meu lado.

Senti um olhar fixo sobre mim.

Virei lentamente a cabeça.

Era uma mulher, ela continuava me encarando. Franzi a testa.

Eu conhecia aquele rosto.

Não...

Ah, que merda...

Ela sorriu.

Os longos cabelos negros permaneciam os mesmos. Aqueles olhos azuis e penetrantes.

A pele tinha um tom vivo e saudável. Os lábios exibiam uma coloração natural. Qualquer pessoa a confundiria com uma mulher perfeitamente normal.

Menos eu.

Meu corpo inteiro gelou. Ela soltou uma risadinha divertida.

— O que foi? Até parece que viu um fantasma — perguntou, inclinando levemente a cabeça. — Ou será que foi uma bruxa?

Fiquei completamente imóvel.

E a bruxa continuou sorrindo.

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Foto de perfil de HaedrigHaedrigContos: 36Seguidores: 33Seguindo: 12Mensagem Um cara comum que escreve histórias não muito condizentes com a realidade.

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