A viagem pós divórcio - 1
Me chamo Ana, tenho 37 anos, faz 1 ano que me divorciei de Claudio, está sendo difícil gerir a criação de dois filhos pequenos, conciliar a carreira de Médica Intensivista e ainda absorver o impacto e sequelas sentimentais do divórcio, simplesmente não tenho tempo, me sinto esgotada e sob stress.
Se não fosse a total falta de tempo para comigo mesmo eu iria me lembrar que estou há mais de um ano sem sexo.
Estou a poucos dias do início de minhas férias, vai ser a primeira vez que vou viajar sem meus filhos, que ficarão com Claudio. E por falar em viagem, vou para um resort em uma ilhota no oceano índico. As férias estão sendo organizadas por uma colega de trabalho, Isabela, a quem adquiri um pouco de intimidade apenas há alguns meses, sei que ela também convidou Verônica, com quem divide apartamento, não a conheço.
Isabela está eufórica, me contou que o lugar é maravilhoso, vamos relaxar, aproveitar a culinária local, boas bebidas (ênfase para o álcool), colocar o pé na areia e queimar a pele, a propósito, sou branca, tenho 1,68, 60kg, cabelos castanhos curtos e olhos castanhos grandes e redondos, sou falsa magra, tenho um bumbum grande e arrebitado e seios médios. Isabela tem 33 anos, como disse, trabalhamos em um mesmo hospital, ela é anestesista, também é divorciada, mas há mais tempo que eu, loira, olhos azuis, 1,60, magra, seios pequenos, pernas grossas e bumbum médio, até que grande para o porte e esbelteza dela. Ela tem sido minha confidente, sabe do meu divórcio, da traição que descobri, que Claudio ainda me liga tentando reconciliar, o que já me deixou balançando inúmeras vezes.
Alguns dias antes de viajarmos, Isabela que destoava de mim, por ser extrovertida e corajosa, me convidou para tomarmos um chopp, ocasião em que iria apresentar Veronica, claro que aceitei, pois Claudio já havia levado as crianças com ele, viajaram para Disney. Fiquei sabendo que ele estava acompanhado de uma namorada e mesmo assim continuava me mandando mensagens, fiquei passada, estava a fim de beber um pouco para descontrair.
Assim que cheguei no bar fui abordada por Isabela, estava super sorridente, me conduziu até uma mesa, onde me apresentou Verônica, ela era jovem, muito alta, acho que mais de 1,80, negra, cabelos lisos negros compridos, tinha um jeito exótico, seus olhos cor de mel revelavam uma miscelânia étnica intrigante. Verônica não era de falar muito, mas estava sempre com um sorriso discreto e um olhar penetrante, Isabela que não parava de tagarelar sobre a viagem, não deixou conversarmos muito. Mas percebi sutilmente um grau de intimidade entre Isabela e Veronica, perguntei a quanto tempo se conheciam, me disseram pouco mais de 2 anos e moravam juntas há 1 ano.
A noite estava quente, eu estava disposta a beber, foram vários chopes, como sou fraca para bebida logo fiquei tonta e alegre, as meninas também estavam animadas, perdi a timidez e me juntei a Isabela, não paramos de falar, ao contrário de Verônica que se mantinha reservada. Surgiram diversos assuntos, Isabela me perguntou se eu estava saindo com alguém e disse a ela que desde o divórcio não tive tempo de pensar em mim, muito menos em arrumar companhia, estava absorta no trabalho e dar apoio e suporte as crianças.
Perguntei a Isabela se ela estava namorando, momento em que ela sorriu, juro que senti ela dando um “pisão” por debaixo da mesa em Veronica, tendo Isabela respondido que estava saindo com alguém, sem mais detalhes. Veronica se adiantou e disse o mesmo.
Isabela puxou minha mão e disse e hoje, você tem tempo?! A princípio não entendi, mas logo ela me explicou apontando para uma mesa próxima, onde um homem, mais velho, barba e cabelos grisalhos, olhava discretamente para mim, achei ele charmoso, fazia tempo que não era paquerada, não me lembrava como era reagir a aquilo.
O bar foi ficando animado, uma banda começou a tocar Legião Urbana, Isabela chamou Verônica para dançar, perguntaram se não iria também, disse que terminaria meu chopp e me juntaria a elas. Quando se afastaram notei como Veronica era sensual, ela dançava envolvendo Isabela que era baixinha, vestia uma mini saia azul com uma blusa com transparências e decote revelador, chamava atenção de todos, mas sem vulgarizar. Assim que me levantei o homem que me paquerava se aproximou e perguntou se como estava, disse se chamar Claudio, o que imediatamente me broxou, mas dei uma chance a ele, me parecia uma pessoa meiga e tímida. Conversamos por um breve período, pois o volume da música impedia qualquer diálogo, pedi licença e fui dançar com minhas amigas.
Ficamos na pista por alguns minutos, sempre que eu olhava percebia Veronica me encarando e sorrindo com os olhos, senti um certo desconforto, mas também fiquei intrigada, algo ali estava subliminar. As vezes Isabela esbarrava em mim, segurava minha cintura e ria, vi que ela era ainda mais fraca para bebida do que eu. Isabela abraçou Verônica, parecia tentar puxar ela para baixo, era engraçado, mas Verônica se desfazia e não perdia a compostura. Mais uma vez Isabela pareceu tropeçar e se apoiar em mim, mas como meu salto não me dava muito apoio me desequilibrei e imediatamente fui amparada por Veronica, que demonstrou ter foça e pegada, agora foi minha vez de encará-la e sorrir com os olhos.
Eu precisava ir ao banheiro e me afastei, assim que saí do toilette Claudio se aproximou, ficamos novamente conversando, ele era advogado, também tinha se divorciado recentemente, pareceu que tínhamos algo em comum. Ele me chamou para dançar aceitei. Em dado momento a banda começou a tocar A-HÁ, Crying in the Rain, minhas defesas imediatamente caíram, Claudio fez uma boa leitura de meus olhos, aproveitou o momento e segurou meus braços se aproximando, me puxou para um beijo, foi algo legal, como se eu estivesse me libertando de uma fase ruim, mas definitivamente Claudio não era compatível comigo. Nos beijamos algumas vezes, ele chegou a me abraçar e mordiscar meus pescoço e orelha, o que me deixou imediatamente arrepiada, também senti ele com o antebraço tocando meus seios (estava sem sutiã, vestia uma calça jeans e uma camiseta de tricô, manga ¾), mas ficou só nisso, eu estava mesmo afim de passar mais tempo com minhas futuras amigas de viagem.
Ao retornar para o local onde estavam Isabela e Verônica me deparei com ambas ainda dançando, Isabela estava ainda mais tonta, é o que parecia, se atirava para cima de Verônica, inclusive vi Isabela se agarrando a cintura de Veronica e parecia apertar as nádegas dela. Quando me aproximei ouvi Verônica dar uma bronca em Isabela. Ficamos só um pouco na pista e voltamos para mesa. Nesta altura Isabela me pareceu estar emburrada com a amiga, fez com que eu sentasse no meio de ambas, fiquei sem jeito, mas por um lado era melhor para que elas não brigassem mais.
Isabela me disse que Veronica sempre foi chata, não gostava de curtir, tudo tinha que ser planejado, premeditado, ela falava e ia caindo para meu lado. No trabalho Isabela era falastrona, mas não conhecia esse lado dela debochado, ela se inclinou tanto que quase encosta em meu rosto, quando fui me posicionar na mesa demonstrando meu desconforto notei que Isabela, agora vou chama-la de Isa, estava com o vestido que ela usava dobrado no decote, o que fez eu imediatamente perceber seus lindo seios desnudos, quando olhei para o outro lado rindo, vi que Veronica estava encarando a mesma cena, mas com um semblante sério e compenetrado, tentei novamente me reposicionar na mesa e ao colocar meu braço para me apoiar, o coloquei em cima da coxa de Verônica, levantando a saia dela, fazendo-a soltar um breve gemido. Senti suas pernas torneadas, mas uma pele macia, imediatamente pedi desculpas, ela disse tudo bem e falou que devíamos ir, pois estava tarde, concordei, mas Isabela protestou.
Isa pediu que eu fosse dormir na casa delas, pois estava tarde e elas moravam perto, sabiam que eu morava longe e aquela hora voltar sozinha poderia ser perigoso, então concordei.
Ao chegar na casa das meninas logo Isabela me convidou para tomar a saideira, concordei, digo, achei que ela iria me trazer uma cerveja, quando ela me aparece com uma dose generosa de Whisky. Falei, “você tá doida”, ela disse que era para eu ir me acostumando antes de viajarmos. Nem vi onde estava Verônica. Bebia e falava sobre o homem que conheci, do azar dele também se chamar Claudio e dos beijos, sempre sendo estimulada por Isa que queria saber dos detalhes. Foi então que Veronica entrou na sala, ela estava linda, usava um short doll, revelando um corpo incrível, fiquei por um breve momento sem palavras, não sei por que aquela mulata mexia comigo, nunca gostei de mulheres.
Isabela me puxou, disse que iria pegar algo para eu vestir, eu fiquei conversando com Veronica, fiquei sabendo que ela era de São Tomé e Príncipe, tinha 27 anos, estudou História e Língua Portuguesa, morava no Brasil desde seus 13 anos, estava dando aulas em um cursinho preparatório para Polícia Federal, percebi que ela era muito séria, conversava com ela e bebia meu whisky, nem notei Isa voltando e me entregando uma camisola.
Ela falou para eu me trocar logo, perguntei onde era o banheiro ela me levou até o local, ficou falando comigo com a porta aberta, mas a uma certa distância, fui tirando minha roupa, como não tinha outra lingerie iria vestir apenas a camisola. Fiquei nua, comecei a vestir a camisola passando as alças pela cabeça e ombros e ao me virar Isa estava na porta com um sorriso maroto, com certeza porque ela estava muito bêbada (será?).
Ainda conversamos mais um pouco, eu não conseguia mais prestar atenção em nada, estava pra lá de “Bagdá”, Isa falava e ora ou outra passava a mão na minha coxa me deixando desconfortável. Isa não tinha papas na língua, disse que após divorciar, caiu na gandaia, experimentou de tudo, transou na praia, carro, com um casal em uma casa de swing, foi uma fase muito doida ela revelou, eu fiquei sem graça e quando Veronica perguntou se também passei por algo parecido, prontamente respondi que não, até porque tinha uma diferença grande o fato deu ter filhos e Isa não.
Depois Isa disse que foi nessa fase que conheceu Veronica, as coisas ficaram mais doidas ainda (fiquei imaginando como) e depois se acalmaram, que agora ela estava de boa. Mas que nestas férias ela iria abrir uma exceção para pois eu estava viajando com ela e sabia da minha situação. Isa falou isso e logo depois abraçou Veronica e disse que iriam me ciceronear em tudo.
Percebi que quando Isa abraçou Veronica ela desceu a mão próximo a virilha de Veronica, o que fez com que a morena prontamente pulasse, levantando-se, deixando Isa mais uma vez emburrada, que veio em minha direção, me abraçando e falando que Veronica era muito chata. Senti o hálito de Isa em meu pescoço, ela me apertou colando nossos seios que estavam separados por um fino tecido, eu até queria me soltar mas Isa colocou a mão na minha nuca suavemente, escorrendo seus dedos pelos cabelos finos da base de meu pescoço, naquele momento etílico isso foi relaxante, cheguei a fechar os olhos e quando abri percebi Veronica logo a minha frente, me encarando e soltando Isa de mim, dizendo que estava tarde e que levaria a amiga para o quarto, para dormir, lembrando que iriam ao shopping comprar roupas para viagem, concordei e fui para o quarto de hóspedes que ficava ao lado do quarto de Isa, só aí notei que o apartamento era de apenas 2 quartos, percebendo que elas dormiam juntas.
Não consegui dormir de imediato, fiquei pensando no que fazia ali e como eu havia me metido nesta viagem com pessoas que não conhecia direito, estava realmente saindo da minha zona de conforto.
Logo cedo ao acordar, notei que fui a primeira, estava sedenta, depois de tanto álcool, fui para cozinha pegar água, abri a geladeira e ao fechar levei um susto ao ver Veronica em pé me encarando como sempre, com a luz do dia pude perceber como aquela mulher era linda, eu ficava desconfortável ao olhar para ela, não sabia por que.
Isa conversou um pouco, disse que Isabela era sempre a última a acordar, que ainda iria dormir mais um pouco, ela se aproximou para pegar água, me afastei para lhe dar passagem, mas ambas fomos na mesma direção, eu fiquei de costa ela de frente, ela roçou na minha bunda, levantando a camisola. Com o toque da pele senti algo que não deveria, uma pontada na minha bunda, fiquei imediatamente excitada, percebi Veronica sem graça, retornou para o quarto.
Isa acordou uns minutos depois, veio me dar bom dia, estava toda desdenhada uma gosma esbranquiçada escorria de sua boca e colo, eu a alertei sobre algo que ela podia ter golfado, momento em que ela teve uma reação que não entendi. Isa disse: “Veronica filha da puta”, “você fez de novo”. Realmente não entendi nada.
Nos vestimos, peguei um vestido de Isa e fomos ao shopping para comprar roupas, estava precisando de várias peças. Ao chegarmos comprei vestidos, shorts, lingerie, sempre que escolhia alguma peça percebia Isa dizendo que eu tinha que ficar sensual para aproveitar as férias e namorar bastante, eu dizia que só queria relaxar e descansar. Quando fomos comprar roupas de banho, fui logo experimentar os maiôs que eu estava acostumada, quando Isa me viu colocando na cesta, ela me repreendeu. “O que é isso, você não morreu, deixa eu te ajudar a escolher algo bonito”; Os biquinis que Isa me deu para experimentar eram muito escandalosos, decotados e fio dental, eu não aceitei de imediato, mas pensei em pelo menos experimentar, fui ao provador e saí com um top tomara que caia e uma calcinha de lacinho asa delta, antes de falar que não iria levar, Veronica disse que estava lindo, foi tão espontâneo que me desarmou, cheguei a ruborizar, fiquei sem jeito de dizer que achei muito indecente e acabei levando aquele biquini. Fui experimentar outro e enquanto estava no provador, nua, Isa colocou sua cabeça entre a cortina, me assustando, ela notou meu desconforto e foi logo dizendo que além de médica era mulher, que eu não tinha nada que ela não conhecesse, mesmo assim fiquei envergonhada. Isa perguntou se eu precisava de ajuda, e foi logo levando a mão ao fecho do sutiã, entrando de vez no provador. A calcinha que eu estava provando era fio dental, quando Isa se aproximou para segurar fechar o top, a senti encostar em meu bumbum, parecia que estava sendo encoxada, mas logo Isa terminou e se afastou. Ao sair do provador novamente Veronica me elogiou, disse que meu corpo era lindo, eu agradeci, foi um elogio que eu estava precisando. Acabei comprando 3 biquinis.
Depois foi Isa quem foi provar os biquinis, o primeiro que ela experimentou era parecido com o que eu havia experimentado, fio dental também mas tipo “fio duplo”, um pouco mais comportado, agora o segundo era um biquini cortininha que tinha apenas uma tira na frente e atrás. Veronica disse que nós duas não podíamos deixar de nos depilarmos antes da viagem.
Perguntei a Veronica se ela não iria comprar nenhum biquini ela respondeu que já havia comprado, tendo Isa explicado que o gosto dela era muito conservador. Não entendi porque ela teve com Veronica uma atitude diferenciada da minha.
Aproveitando que Veronica havia tocado no assunto, disse que havia um bom salão de depilação no shopping e que podíamos aproveitar a oportunidade. Novamente Veronica disse que já havia se depilado e que eu e Isa podíamos ir juntas. No salão quando fui marcar minha depilação Isa me escutou mencionando que só iria depilar as axilas e virilha, tendo Isa me interpelado, falando que devia fazer a depilação brasileira, algo que nunca fiz, Isa me explicou que como eu havia comprado biquinis cavados seria melhor, fiquei relutante mais aceitei e depois achei muito estranho tudo lisinho, mas como meus lábios vaginais eram bem fechados e delicados, achei que ficou até bonito.
Terminamos tudo, me despedi de Isa e Veronica e fui para casa fazer as malas, seria uma viagem longa, 16 horas de voo.