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A traição é algo tipo uma faca de dois gumes.

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Um conto erótico de Hero
Categoria: Heterossexual
Contém 1294 palavras
Data: 22/07/2026 10:44:49
Última revisão: 22/07/2026 14:05:58

Resumo da primeira parte

Fiquei ali sozinho olhando a porta do banheiro fechar, e na minha cabeça só vinham as cenas que vi na praia; não disse nada, não fiz cena, só fiquei quieto guardando tudo dentro de mim. Passei a semana inteira assim: tudo calmo e normal como se nada tivesse acontecido, não cobrei ela de nada, não perguntei onde ia nem mostrei que tava chateado ou desconfiado, ela também não falou muito nem procurou ficar mais perto, mas eu tava calculando cada passo.

Chegou sexta-feira, liguei pro Daniel convidando pra tomar uma cervejinha aqui em casa e ele aceitou, pouco depois apareceu todo simpático; ficamos no sofá conversando, rindo e brincando, mas toda hora eu pegava ele trocando aqueles olhares rápidos com a Letícia cheios de segredo. Eu percebia cada detalhe mas não falava nada, só fui fingindo que tava cada vez mais bêbado e cansado.

— E aí Fernandão, como é que tá o serviço no banco?

— É, tá indo... As coisas tão meio paradas, né? Pouco movimento, muita burocracia.

— É mas as coisas vão ficar pior se o L continuar como nosso representante, o cara está fazendo não só o seu pé de meia, tá fazendo uma empresa de meias, kkk.

— Verdade, os juros cada vez maior, alimentação, bha, não sei como ainda tem pessoas que querem fazer o L.

— É eu faço L, L, L.

— É Let mas tu tá segura sendo funcionária pública, mas quantas empresas estão tendo que fechar, e mais, essas leis agora dos direitos das mulheres, o governo está jogando as mulheres contra os homens, os negros contra os brancos, os gays contra os héteros, e agora os travestis contra as mulheres de ética e moralidade, mas isso é uma maneira de separar os grupos e a população não vão ter mais força pra combater o governo é isso que eles querem.

— É, é isso mesmo, veja bem, quem nunca foi racista agora é, quem nunca foi homofóbico agora se tornou, quem não era misógino agora é, muitas mulheres se tornaram "empoderadas" só que não é isso que são, viraram prostituta grátis.

— Em uma coisa vocês dois tem razão, é tudo uma jogada dos grandes pra distrair a população pra outros assuntos e esquecer o que eles estão fazendo.

Segunda e última parte

— Tá, mas aquele teu pepino que tu falou semana passada? Resolveu?

— Ah, não foi nada demais, coisa de família mesmo. Tive que ir até Montenegro resolver uns assuntos de lá.

— Ah tá, então deu tudo certo. E faz tempo que tu não vem aqui em casa, hein Daniel?

— É, faz tempo mesmo, acabei nem aparecendo mais.

— Amor, eu acho que tu já tá bem bêbado, fala mais baixo.

— Ah deixa ele, Letícia, faz tempo que a gente não se encontra, deixa o cara à vontade.

— Mas, tu não sabe não: ele tá pegando mania de beber toda hora agora. Na quarta-feira que eu trabalhei, quando cheguei em casa ele já estava bebendo, e continua assim todo dia.

— É, mas eu já falei pra ela: prefiro eu beber do que ficar aí pensando besteira sozinho, pelo menos com a garrafa eu não faço mal a ninguém, kkkkk.

— Pois é, isso aí é problema de vocês dois, eu não quero me meter. Sabe como é, né? Briga de marido e mulher ninguém mete a colher.

— Então seu safadão, e as mulheres, tá pegando muitas por aí?! kkk.

— Que horror, amor, que pergunta nojenta!! Faça-me o favor, ele não é assim.

— Hahaha, Let, tu não sabe nem um por cento das malandragens desse safado, kkkk.

— Pô Nandão, assim tu me deixa mal na frente da Let, kkkk.

— Tá, mas falar a verdade é algo só pra gente com integridade, mentir na cara dura só é pra quem não presta, não é?

— É, isso é verdade.

— Meu deus, que assunto infantil de vocês dois, me poupe disso. Vou tomar meu banho, depois volto quando a quinta série passar pro ensino médio.

— Hahaha, acho que nós vamos repetir de ano, não é Dani? kkk.

— Bha, acho que tá na minha hora.

— Nem pensar, nem pensar seu Daniel. Tu tá todo debochado aí, bebeu demais, pode esquecer que vai sair da minha casa deste jeito. Pode ficar aqui e não tem mais assunto.

— Viu o que ela falou? Não podemos contrariar uma mulher, isso é misoginia, kkkk.

Ela foi pro banho, eu fiquei ali olhando pro Daniel. Ele abaixou a cabeça, ficou mexendo no copo, mas não disse nada. Eu me levantei devagar, fui até a cozinha, enchi mais um copo e voltei pro sofá. A porta do quarto dela abriu depois de uns quinze minutos; ela apareceu só de camisola, cabelo molhado, cheirando ao mesmo sabonete que eu tinha visto na casa da praia. Ela parou ali na porta, olhou primeiro pra mim, depois pra ele.

— Então é isso, vão ficar aí a noite toda? — disse ela, com a voz calma, mas os olhos não escondiam o nervosismo.

— A gente só terminou de conversar, amor — respondi, olhando direto pra ela. — O Daniel vai dormir aqui no sofá mesmo.

— É, sim, não tem problema não — completou ele, sem coragem de levantar o olhar.

Ela deu de ombros, entrou no quarto e fechou a porta. Eu fiquei mais um tempo ali em silêncio, até que a luz do quarto apagou. O Daniel acabou dormindo no sofá mesmo. Eu fui pro meu escritório, fiquei sentado na cadeira olhando pra parede, pensando em tudo o que tinha visto e ouvido. Não sentia mais raiva, só uma sensação estranha, como se eu tivesse esperando por isso há muito tempo.

De manhã cedo acordei com o barulho da porta da cozinha. Fui até lá e vi os dois tomando café, sentados um do lado do outro, falando baixo. Quando me viram, pararam de conversar de vez.

— Bom dia — disse eu, pegando uma caneca.

— Bom dia, Nandão — respondeu ela, já se levantando pra lavar a louça.

— Vou ir embora então, obrigado pela hospitalidade — falou Daniel, se levantando devagar.

— Espera aí — falei, antes que ele chegasse na porta. — Senta aí mais um pouco, a gente precisa conversar.

Ele parou, olhou pra Letícia, voltou pro sofá. Eu fui até a mesa, peguei o celular e mostrei pra ele a gravação da ligação, o momento em que a porta rangia no fundo. Ele ficou branco, olhou pra mim, depois pra ela.

— Como é que tu sabe disso? — perguntou ele, quase sem voz.

— Porque eu estava lá na praia, vendo vocês dois — respondi, sem gritar. — Vi o teu carro na garagem, vi vocês dois no fundo da casa. Vi a tua mão na bunda dela.

Letícia soltou a xícara na pia, virou devagar pra mim. Não ficou brava, nem tentou mentir.

— E o que tu vai fazer agora? — perguntou ela, direta.

— Nada — respondi. — Vocês dois já decidiram tudo sozinhos. Mentiram pra mim, se esconderam, fizeram como se eu não existisse. Agora eu não preciso mais decidir nada. A casa é de vocês, eu saio.

— Não, Nandão, espera — tentou o Daniel. — A gente não queria te magoar, só não sabíamos como te falar.

— Pois deviam ter pensado nisso antes — interrompi. — Há três meses ela falou comigo sobre tentar algo novo, e eu disse que não tinha ninguém em quem confiar. Eu nem imaginava que já tinham tudo pronto há tempo.

Eu peguei uma mochila, coloquei só algumas roupas e documentos. Não olhei pra trás quando saí pela porta. Fui até a garagem, liguei a moto e fui embora. Não sei pra onde vou, nem o que vou fazer. Só sei que não volto aqui tão cedo. Eles ficaram ali, parados, olhando a porta fechar. A vida deles é problema deles agora.

Se alguém não curtir, deixa seu comentário sem filtros. A minha lógica de escrever é unicamente pra vocês.

Hero.

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Foto de perfil de  Gipsy sexy Gipsy sexyContos: 141Seguidores: 264Seguindo: 23Mensagem Casado, 45 anos, branco, hetero, tenho boa criatividade, tenho um filho gay, não tenho problema de escrever nem um tipo de conto..

Comentários

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Gente, melhor aguardar a continuacao pra sabermos o que acontece na real, nosso amigo está em um tremendo momento de dificuldade, a esposa já o descartou mesmo, perdeu, né? quem sabe a vinganca seja gostosa? Claro que eu ja teria estracalhado a cadela e o e cachorro na porrada, mas cada um reage de maneira surpreendente. Acompanhemos.

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Abaixo da crítica 👎🏽👎🏽👎🏽

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Ridículo! Descobriu traição, lida com mentiras, e fica nessa pamonha, ainda convida o traíra para casa. Ah faz favor de fazer algo mais plausível, daí desconta que o imbecil manso vai beber. Só falta dizer depois que vai aceitar essa traição, babaquice de corno manso

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E mais uma história de corno manso com sua homossexualidade abafada.

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É o que está acontecendo, trabalho no nosso tempo.

Obrigado amigão

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Mais um corno manso nada muda nesse site

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Mas tu sempre está procurando por esse tipo de história, porque será? Quer aprender ou quer melhorar?

Obrigado por ler. Abraço

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