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# Glory Hole — Banheiro 1

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Da série Segredos
Um conto erótico de Caio Valença
Categoria: Bissexual
Contém 568 palavras
Data: 22/07/2026 12:23:31

Preciso contar uma coisa que aconteceu ontem antes de voltar às histórias antigas.

Ontem à noite, saí do serviço, encontrei minha esposa e fomos passear pela Avenida Paulista. Pegamos o metrô e, durante uma das baldeações, senti uma vontade enorme de ir ao banheiro.

Por sorte, havia um banheiro público dentro da estação.

Quando entrei, estranhei a fila. Normalmente, no banheiro masculino, as pessoas entram, fazem o que precisam e saem rápido, mas aquela fila quase não andava. Como não havia mictórios, imaginei que a demora fosse por causa das poucas cabines.

Quando chegou minha vez, um rapaz saiu de uma delas sem olhar para ninguém. Entrei, tranquei a porta e logo percebi algo diferente.

Havia um buraco na divisória entre a minha cabine e a seguinte.

Um glory hole.

Não era a primeira vez que eu via um daqueles, mas essa é uma história para outro momento. Fiquei olhando por alguns segundos, curioso, tentando enxergar alguma coisa do outro lado.

Não vi ninguém.

Comecei a fazer xixi, mas continuei prestando atenção naquele buraco. Então ouvi um movimento na cabine ao lado.

De repente, apareceu uma rola.

Era grossa, cabeçuda e estava completamente dura. Fiquei sem reação. Apenas olhava enquanto ela se movimentava devagar, como se o desconhecido soubesse que eu estava ali e quisesse me provocar.

Tentei ignorar.

Queria terminar logo e voltar para minha esposa, que me esperava em algum ponto da estação. A verdade, porém, é que eu já não tinha tanta pressa de sair.

Enquanto isso, aquela rola continuava balançando diante de mim.

Olhei para a porta.

Olhei novamente para o buraco.

Não aguentei.

Passei a mão nela.

No mesmo instante, o homem do outro lado empurrou o quadril para a frente. Apertei um pouco e comecei a masturbá-lo devagar. Não fazia ideia de quem era aquele homem, de como era seu rosto ou se já tinha cruzado com ele na fila.

Naquele momento, eu conhecia apenas aquela parte dele.

E isso deixava tudo ainda mais excitante.

Continuei naquele movimento por algum tempo. Do outro lado, ele tentava avançar mais pelo buraco, como se pedisse que eu não parasse.

Meu celular vibrou no bolso.

Era uma mensagem da minha esposa:

— Está tudo bem? Você está demorando.

Aquilo me trouxe de volta à realidade.

Soltei a rola imediatamente. Ela permaneceu ali por alguns segundos, como se o homem ainda esperasse que eu continuasse. Guardei o celular, terminei o que estava fazendo e saí da cabine.

Lavei bem as mãos e voltei para encontrar minha esposa.

Contei sobre o banheiro e sobre o glory hole. Ela achou engraçado e perguntou se alguém tinha colocado alguma coisa no buraco.

Eu ri e disse que não.

Acho que nem tudo ela precisa saber.

Continuamos nosso passeio normalmente. Caminhamos pela Paulista, comemos e conversamos como em qualquer outra noite.

Mas eu não conseguia esquecer aquela cena.

A rola surgindo no buraco.

O desconhecido empurrando contra minha mão.

A sensação de fazer aquilo enquanto minha esposa me esperava a poucos metros dali.

Mais tarde, quando chegamos em casa, transamos. Em determinado momento, chupei os dedos dela enquanto lembrava daquela rola grossa e cabeçuda.

Ela não fazia ideia do que estava passando pela minha cabeça.

E talvez tenha sido exatamente isso que tornou tudo ainda mais gostoso.

Pretendo voltar àquele banheiro.

Mas, na próxima vez, vou sem minha esposa.

Quero descobrir o que teria acontecido se aquela mensagem não tivesse chegado.

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Foto de perfil de CaioVCaioVContos: 12Seguidores: 10Seguindo: 0Mensagem Olá, pessoal. Ao longo dos anos, acumulei experiências, histórias e fantasias que servem de inspiração para meus contos. Entre realidade e imaginação, escrevo sobre paixão, tentação, descobertas e os caminhos inesperados do desejo. O que é verdade e o que é invenção? Isso fica por conta da imaginação de cada leitor.

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