Fui abençoado pela natureza: tenho a bunda mais redonda e bem feita que eu já vi (e já vi muitas), aureolada com um cuzinho maravilhoso, rosado e depilado, que engole qualquer tamanho de rola, brinca com ela, endoidece o dono e ele termina explodindo aos gritos de muito, muito prazer.
Minha boca também é uma divindade: lábios grossos, dentes brancos e perfeitos, tenho uma competência no boquete que deixa os homens loucos. Sei chupar uma rola até levar o cara à beira do gozo, e consigo reverter, para garantir mais tempo de prazer ao fulano.
É de minha boca também que saem os mais escrotos palavrões, todos elogiosos ao tamanho do pau do cara (mesmo quando não é tão grande assim), e a sua maneira de me deixar excitado. Homem gosta de se saber um provocador de prazer ao enrabar outro homem.
E meu jogo de cena, durante o sexo, é algo digno dos deuses da orgia: requebro, me remexo, escancaro as pernas e os braços, gemo em falsete, peço mais rola e fico feliz quando o cara enterra a manjuba até o talo. Eles ficam alucinados com essa performance e não conseguem segurar o gozo por muito tempo.
Sou gostoso pra caralho, essa é que a verdade!
Só tem um “porém”! Sempre tem que haver uma ressalva nesse paraíso de luxúria. Eu detesto violência e qualquer coisa que possa me provocar dor. Acaba todo o clima de tesão e eu não respondo por mim. Faço questão de deixar isso bem claro antes de tirar a roupa e me ajoelhar diante de um cara.
Assim aconteceu certo dia, cena igual a tantas vezes em que fui cantado e, todo dengoso e escrotinho, dei toda a corda ao puto, que, se já estava a fim de me comer, virou uma obsessão, um desejo irrefreável. Foi na balada, num espaço mais reservado, o cara – super, supergostoso – estava um pouco alto, mas ainda bebericando um copo de uísque, e chegou junto:
– Oi, gatinho! Topas a gente se divertir um pouquinho?
– Miaaaauuu... Claro, meu bem!
O infeliz me comia com os olhos, de maneira escancarada. A ousadia dele me deixava excitado. Ele perguntou meu nome.
– CDA...
– CDA...?! Que porra é essa? Isso é nome de gente?
– Cláudio David Albuquerque – inventei na hora.
E ele me levou, eu levando ele às vezes, até o carro (uma puta máquina!), onde fiz birra para dirigir, que eu não era louco de entrar num veículo potente daqueles com o motorista naquele estado. Ele não brigou, me entregou a chave. A nave voou para um motel.
Fechada a porta do quarto, ele já veio me agarrar, apalpando minha bunda, sentindo a consistência, mas eu o fiz parar e encarei, bem sério:
– Só tem uma coisa, boyzinho: nada de dor, de tapa, de violência, viu?!
Ele estava muito mais interessado em logo me traçar do que em raciocinar sobre a exigência que eu fazia. Concordou instantaneamente e na ânsia da foda.
Falei para ele tirar a roupa e me esperar na cama, enquanto eu ia ao banheiro. Ele assim o fez. O banheiro era só para dar o tempo de ele se despir, que acho brochante um homem tirando a roupa. Aproveitei para retocar o lubrificante do toba. Ao voltar para a cama, o bicho estava lá, deitado de barriga pra cima, a lapa de rola ereta, desafiando os ares. Minha boca se encheu d’água.
Subi no leito, um pé de cada lado do corpo, e passeando acima dele – seus olhos só faltavam saltar das órbitas, ao apreciar meu corpo apetitoso de um ângulo pouco comum. Comecei a tirar a roupa sensualmente, até ficar completamente pelado; abaixei-me insinuantemente, abrindo meu cuzinho bem perto do seu rosto. Depois fui abaixando sobre sua rola e encaixei a cabeça na entrada do meu buraco. Comecei a descer e ele se remexia, agoniado, ansioso, mas eu agasalhava seu pau no meu cu, bem devagar... até tê-lo inteiro dentro de mim. Comecei a subir e descer, minha rola estava rígida e babando...
Então, num súbito movimento, ele me jogou sobre a cama e resolveu assumir o comando da foda. Mandou que eu deitasse de costas e enlouqueceu quando eu lhe abri o caminho do paraíso: enfiou a rola com vontade, gemendo alto. Deu meia dúzia de estocadas, mais ou menos e se retirou. Mandou-me ficar de quatro.
Este era meu trunfo invencível – tanto que eu só costumava usar quando a pica estivesse ficando cansada. Mas ele quis logo. A imagem da minha bunda redonda, arrebitada, mostrando o cuzinho piscando e já escancarado pelas enfiadas... isso tudo enlouquece qualquer um, com ele não foi diferente.
Pus-me de quatro e ainda rebolei safadamente o rabo. Ele pegou a rola com a mão, aprumou-a no meu entre-nádegas, encontrou o buraquinho e foi se enfiando, literalmente aos gritos. Ele estava no auge da excitação. Com a rola lá dentro, passou a estocar com competência e eu a rebolar, mastigando seu pau com meu cu. Esse cara simplesmente surtou: babava, dizia putarias mil, enfiava com gosto e puxava o pau até aparecer a cabecinha, para depois voltar a penetrar.
Eu estava a ponto de gozar sem tocar na minha rola, quando sua empolgação subiu a um nível estratosférico e... aconteceu! Ele não se conteve e desceu a mão pesada sobre minha bunda, com toda a força do seu tesão.
Eu dei um pinote e um grito simultâneos, e também ao mesmo tempo... sucedeu: de forma contundente e violenta, no mesmo nível da agressão, e de forma completamente alheia a minha vontade, meu cu fechou-se hermeticamente sobre a rola do cara, como um torno em torno de um ferro.
Ele gritou forte e, instintivamente, tentou puxar o pau. Constatou ser impossível sair e a tentativa fez aumentar consideravelmente a dor. Lágrimas pularam de seus olhos e os gritos de aflição troaram no quarto. Eu tentava aliviar, mas nada conseguia. Era como se meu cu tivesse adquirido vontade própria e não estava disposto a ceder. Mais e mais apertava, e eu sentia o anel de carne estrangulando a rola agora semi-dura, dentro de mim.
Até que veio o clássico barulhinho: clec! E de repente o cara desengatou do meu cu e caiu gemendo de dor sobre a cama, uma cascata de sangue jorrava de um buraco no seu ventre vermelho. Eu continuava a sentir o rabo preenchido; então me acocorei sobre a cama, fiz força e caguei o pau do cara, sobre a sangueira do lençol. Ele estava desacordado.
– Ô filho da puta, não avisei que não podia bater, caralho?!
Nem deu tempo de dizer o real significado das três letras que lhe falei como meu nome: CDA é CU DE ALICATE...
